" /> Gabriela com Café: novembro 2006 Archives

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novembro 30, 2006

Cuspe

to desistindo. um pouco. abrir do mão do controle é negócio dificil. mas cada vez que você me estende a mão eu me entrego. a vida. se nos engolir, que nos cuspa. pra nascermos de novo.

novembro 28, 2006

Em cartaz

e o super camisa polo ataca outra vez! mais burro, mais imbecil, mais ignorante e desajeitado do que nunca. incapaz de ter pensamentos próprios, super camisa polo arrasta sua capa de insegurança por onde vai. é um pássaro? um avião? não, é o super camisa polo. breve em um cinema perto de você.

novembro 24, 2006

Estampado

o vento me pegou durante a noite. passou por mim eterno, doendo de luz. o vento. nos meus cabelos longos arrastando nossas pernas pela sala até furar o templo. levito. afundo no solá de mola da sua cabeça e me escondo. perdi. são as bolas de gude dançando valsa que agitam o salão. barulhos. e eu fagulha solta, mais um dia de vida.

novembro 23, 2006

Rapidinha

encontrei o melhor revisor de texto do mundo e não troco ele por nada.

novembro 21, 2006

Pernas, pra que te quero!

as vezes acho que quero dar passos maiores do que minhas pernas. as vezes acho que as pernas que são grandes demais para os passos. e ao ler todas essas coisas, sinto como se alimentasse a espiral da minha cabeça. e começo tudo de novo, até me perder no meio da galáxia dos meus pensamentos, das minhas ansiedades, dos meus desejos. é que ainda me é inconcebível a idéia de dor, de morte, do trágico. e me peguei discutindo os valores da nossa educação. porque nimguém nos ensina a aceitar a morte na escola? quem poderia ministrar um curso sobre o afirmar a vida para os professores? quanto mais eu leio, mas acho que minhas pernas são pequenas para os passos. e essa cabeça racional questiona o pra quê de tudo isso. talvez colocar um biquini, ir a praia, relaxar, tomar uma cerveja. mas escolhi outros passos para o momento, e terei que ajustar as pernas.

ainda bem, que como me soprou Heráclito: "o sol é do tamanho de um pé humano" ou " (sobre a grandeza do sol) sua largura é a de um pé humano."

novembro 17, 2006

Finde

final de semana no fluxo, no fogo, nos opostos.
e que os deuses me iluminem.
amém ;)

novembro 16, 2006

Momentos de Sabedoria

meu homeopata disse que to muito hamlet, em frente a caveira: "ser ou não ser, eis a questão".

novembro 13, 2006

Torre

desabrocha feito flor de maracujá o emaranhado de coisas dentro de mim que quer virar palavra nesse redemoinho de larva casulo borboleta larva arrastando pelo chão o véu de rendadas asas coloridas neste sagrado chão chamado vida. e é feito o final de uma cambalhota que começa a tomar forma de um outro movimento com o corpo ficando ereto pé pisando planta toda no solo mãos abertas já não tão ansiosas e mente livre pra desejar. avante querer laranja de abandono mesmo com um medo enorme de não ser nada disso bato palma para os incoscientes, inconsistentes malucos afirmando a verdade fluxo fogo que muda a cada segundo que esse verme deus caminha pela minha barriga. termine. antes que eu germine o pequeno imenso prazer, nesse broto de minhoca, carregado de tempo.

novembro 9, 2006

To infinitive and beyond

Sinusite. Enjôo. Falta inspiração. Medo do fracasso. Onipotência ridícula. Sindrôme de gênio. Escreve qualquer porcaria e oferece essa cara à tapa.

novembro 6, 2006

Tá lá o corpo estendido no chão

os nossos ritmos são diferentes, mas se encaixam. nossas linguas são opostas, mas se entendem. e quando eu corro, você persegue lento, no caminho. e eu rápido demais vou derrapando pelas calçadas. turbante, turvo, pertubada. a chave ficou do lado de fora. e daí? ele toma banho primeiro e faz yoga na sala, de manhã. ela se pinta no carro e pede ajuda pra abrir o cinto. acho que eles estão apaixonados. e quando ele demora no olhar, ela tem medo que ele faça as malas e vá embora. e quando o barulho é ensurdecedor, o dia longo, e as noites compridas... é na paz do dormir ao seu lado que ela descansa.

novembro 1, 2006

0111

chegará o dia em que serei leve como uma folha e pouco importa se tem algo de sólido na geladeira ou se não caibo no meu jardim. tudo que eu sempre quis em um apartamento foi uma rede, e essa nunca tive. mas tudo bem. vou fazer yoga e parar de me sentir dentro de uma gelatina. o outro é mais diferente do que esses eus que andam habitando. e por falar em hábito, quem teve aqui foi ele. e já nem sei mais o que acho porque não há tempo parar digerir minhas palavras. e tudo que quero é estar um pouco sozinha. e não é o momento. talvez nem sozinha, e sim, em paz. tenho pouco para oferecer aos outros. o que mostro agora é grito. cortem minha língua para que eu saboreie o silêncio. pra que entender o que digo, nem mesmo sei. mas esse monte de seta apontando pra minha cabeça está me matando e é preciso. morrer para nascer o novo. não existem cartas ruins no tarot. e nem há como ser pessimista quando se está cercado de tanto amor como eu. meus problemas atuais são bons. até breve.