Cuspe
to desistindo. um pouco. abrir do mão do controle é negócio dificil. mas cada vez que você me estende a mão eu me entrego. a vida. se nos engolir, que nos cuspa. pra nascermos de novo.
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to desistindo. um pouco. abrir do mão do controle é negócio dificil. mas cada vez que você me estende a mão eu me entrego. a vida. se nos engolir, que nos cuspa. pra nascermos de novo.
e o super camisa polo ataca outra vez! mais burro, mais imbecil, mais ignorante e desajeitado do que nunca. incapaz de ter pensamentos próprios, super camisa polo arrasta sua capa de insegurança por onde vai. é um pássaro? um avião? não, é o super camisa polo. breve em um cinema perto de você.
o vento me pegou durante a noite. passou por mim eterno, doendo de luz. o vento. nos meus cabelos longos arrastando nossas pernas pela sala até furar o templo. levito. afundo no solá de mola da sua cabeça e me escondo. perdi. são as bolas de gude dançando valsa que agitam o salão. barulhos. e eu fagulha solta, mais um dia de vida.
encontrei o melhor revisor de texto do mundo e não troco ele por nada.
as vezes acho que quero dar passos maiores do que minhas pernas. as vezes acho que as pernas que são grandes demais para os passos. e ao ler todas essas coisas, sinto como se alimentasse a espiral da minha cabeça. e começo tudo de novo, até me perder no meio da galáxia dos meus pensamentos, das minhas ansiedades, dos meus desejos. é que ainda me é inconcebível a idéia de dor, de morte, do trágico. e me peguei discutindo os valores da nossa educação. porque nimguém nos ensina a aceitar a morte na escola? quem poderia ministrar um curso sobre o afirmar a vida para os professores? quanto mais eu leio, mas acho que minhas pernas são pequenas para os passos. e essa cabeça racional questiona o pra quê de tudo isso. talvez colocar um biquini, ir a praia, relaxar, tomar uma cerveja. mas escolhi outros passos para o momento, e terei que ajustar as pernas.
ainda bem, que como me soprou Heráclito: "o sol é do tamanho de um pé humano" ou " (sobre a grandeza do sol) sua largura é a de um pé humano."
final de semana no fluxo, no fogo, nos opostos.
e que os deuses me iluminem.
amém ;)
meu homeopata disse que to muito hamlet, em frente a caveira: "ser ou não ser, eis a questão".
desabrocha feito flor de maracujá o emaranhado de coisas dentro de mim que quer virar palavra nesse redemoinho de larva casulo borboleta larva arrastando pelo chão o véu de rendadas asas coloridas neste sagrado chão chamado vida. e é feito o final de uma cambalhota que começa a tomar forma de um outro movimento com o corpo ficando ereto pé pisando planta toda no solo mãos abertas já não tão ansiosas e mente livre pra desejar. avante querer laranja de abandono mesmo com um medo enorme de não ser nada disso bato palma para os incoscientes, inconsistentes malucos afirmando a verdade fluxo fogo que muda a cada segundo que esse verme deus caminha pela minha barriga. termine. antes que eu germine o pequeno imenso prazer, nesse broto de minhoca, carregado de tempo.
Sinusite. Enjôo. Falta inspiração. Medo do fracasso. Onipotência ridícula. Sindrôme de gênio. Escreve qualquer porcaria e oferece essa cara à tapa.
os nossos ritmos são diferentes, mas se encaixam. nossas linguas são opostas, mas se entendem. e quando eu corro, você persegue lento, no caminho. e eu rápido demais vou derrapando pelas calçadas. turbante, turvo, pertubada. a chave ficou do lado de fora. e daí? ele toma banho primeiro e faz yoga na sala, de manhã. ela se pinta no carro e pede ajuda pra abrir o cinto. acho que eles estão apaixonados. e quando ele demora no olhar, ela tem medo que ele faça as malas e vá embora. e quando o barulho é ensurdecedor, o dia longo, e as noites compridas... é na paz do dormir ao seu lado que ela descansa.
chegará o dia em que serei leve como uma folha e pouco importa se tem algo de sólido na geladeira ou se não caibo no meu jardim. tudo que eu sempre quis em um apartamento foi uma rede, e essa nunca tive. mas tudo bem. vou fazer yoga e parar de me sentir dentro de uma gelatina. o outro é mais diferente do que esses eus que andam habitando. e por falar em hábito, quem teve aqui foi ele. e já nem sei mais o que acho porque não há tempo parar digerir minhas palavras. e tudo que quero é estar um pouco sozinha. e não é o momento. talvez nem sozinha, e sim, em paz. tenho pouco para oferecer aos outros. o que mostro agora é grito. cortem minha língua para que eu saboreie o silêncio. pra que entender o que digo, nem mesmo sei. mas esse monte de seta apontando pra minha cabeça está me matando e é preciso. morrer para nascer o novo. não existem cartas ruins no tarot. e nem há como ser pessimista quando se está cercado de tanto amor como eu. meus problemas atuais são bons. até breve.