segunda-feira, 28/04/2008
desses posts que eu certamente não postaria
não há mais o que de novo se possa fazer com a palavra que se possa fazer sem pretencionismos. não há quem chocar (e pra que chocar?). a palavra perde, aos poucos, seu poder de dizer o oculto e alardear as consciências. não há o que ser descoberto e não há (há?) o que ser inventado. e a palavra...? que força resta à palavra, agora? que malabarismos se fazem? o que se pode dobrar, retorcer, virar do avesso, como última alternativa para conseguir do mundo algum resto de reflexão? por onde se pega um leitor que não se move (comove) ao belo ou ao feio e recebe tudo filtrado pelo que já foi, que achata, comprime, equaliza...?
terça-feira, 25/09/2007
viver, escrever
viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Fernando Pessoa, disse.
redigo.
porque da vida as impressões e alternâncias de alegrias e angústias, e tudo tão inexprimível e insignificante. e porque da vida, que se tira?
de que me serve afinal viver e sentir se disso não posso produzir, reproduzir, imitatio tal qual nos falou Aristóteles.
de que serve a língua conhecida por um único falante?
quinta-feira, 23/12/2004
Não foram as cápsulas de guaraná
a mesma ladainha de sempre
Não me chamem de louca! Não me olhem estranho quando falo dos meus personagens como se existissem. Nem digam que isso é tudo um teatrinho, Olivia pseudo-louca fazendo-se de esquisita só para impressionar.
Meus personagens existem. Existem, sim, existem e são reais, e caminham no mundo assim como eu e você. Existem e têm vontades, opostas, contrárias ao que eu pensei para eles, absurdas do meu próprio ponto de vista. Meus personagens existem tanto quanto eu existo, e são reais tanto quanto qualquer outra pessoa que você nunca viu e nunca verá na vida também é real.
Esqueçam um pouco a verdade, porque a verdade não vai a lugar nenhum. Estará como você a deixou quando a abandonou por aquele breve momento. Não estou falando de verdade, estou falando daquilo que realmente importa.
As pessoas deviam se preocupar mais com aquilo que realmente importa. Deviam se perguntar mais sobre o que realmente importa, ao invés de se questionar quanto à verdade. A verdade é imutável e objetiva, e o que importa é subjetivo e é de fato aquilo que fará qualquer diferença na sua vida.
Se vez ou outra a verdade importa, que seja. Mas nem sempre, nem sempre.
Pois se você me diz que meus personagens não existem de verdade, nesse nosso mundo que chamamos de real, pergunto-lhe se isso importa. Importa? Existem pessoas que nunca cruzaram a sua vida, e nem por isso elas existem menos do que você. Como você pode dizer que elas são reais, se nunca as verá na vida? Consegue provar?
sábado, 20/11/2004
Esse meu trabalho
Não é fácil esse meu trabalho, de ver beleza pelos cantos nessa cidade feia, nesse mundo tão feio. Não é tão fácil, enxergar a beleza das coisas feias.
Às vezes me parece que tudo é muito novo no mundo. Tudo é transição. Tudo me parece apenas muito mal-resolvido, meio de caminho. Intelectualmente, emocionalmente, por todo esse mundo, em todos os lugares e com todas as pessoas. Nada está estagnado, e nada parece caminhar para o caos.
Ignorantes são aqueles que têm certezas demais. Que abrissem os olhos, uma vez na vida.
Mas não, nem sempre é tão fácil, ver o otimismo onde tudo é pessimismo. Não é tão fácil, acreditar que tempos ruins foram e deixaram de ser, e o que é agora um dia também vai ser outra coisa. Nem sempre é fácil, olhar para frente e acreditar que o caminho é bem mais longo do que os olhos enxergam.
O mundo, o mundo.
Ah. Não é fácil esse meu trabalho, de olhar os carros, as ruas, a gente no ponto de ônibus, a sujeira das calçadas, e ver coisas bonitas. Nunca é muito fácil, enxergar a beleza nas coisas feias.
sábado, 09/10/2004
Cenouras
Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da fatalidade das coisas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura - nada menos que a quimera da felicidade - ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão.Machaco de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Capítulo VII - O Delírio
A imagem é simples.
A felicidade é uma cenoura. Amarrada por um fio em uma vareta de bambu e colocada por sobre a cabeça do burrico, para que ele, na esperança de comer a cenoura, ande em direção a ela. Ou seja, em frente.
O burrico somos nós.
Mas não tem problema, porque o burrico é, evidentemente, burrinho. Ele não sabe que a cenoura está fora do alcance dele, e continua atrás dela. E todos nós já sabemos que ignorance is a bliss. Se o burrico já soubesse que não ia conseguir morder a cenoura, não andaria.
E convenhamos, já que estamos nesse mundo, o jeito é viver.
quinta-feira, 26/08/2004
Física
Antes eu inventava metáforas pra tentar me entender, simplificando o abstrato em coisas concretas, fugindo do real e me escondendo atrás de imagens.
Hoje, as metáforas fogem de mim, escondendo imagens atrás das coisas abstratas e sem sentido, me deixando perdida no meio do fogo cruzado.
Acordei contraditória.
Tenho medo de pessoas que criam na cabeça delas imagens de mim. Criam ideias de quem é a Olivia. Tenho medo, porque eu sei que nunca vou ser a Olivia que pensam que eu sou.
Eu tô começando a lembrar por que racionalizo tanto. Por que abstraio tanto. Ou eu fico sozinha ou não fico. Acho difícil me encaixar no meio termo. Tô começando a achar que eu tenho problemas.
Insistem em me dizer que sou forte. Eu insisto em acreditar. Mas às vezes...
Às vezes...
Tive quatro aulas de física (mais uma de química e outra de biologia). Dá um desconto.
sexta-feira, 20/08/2004
Literaturas
Talvez eu que tenha uma sorte monstruosa. Mas meus últimos professores de Literatura foram todos geniais. Até o do cursinho é. Aliás, é demais.
E eu me convenci que pra entender o bicho que é gente, só precisa estudar Classicismo e Barroco. E pronto, porque o resto é mais do mesmo, velho de novo renovado.
E outra. Meu problema é ficar no inbetween, não ser nem um nem o outro. Maneirismo.
Na verdade, mesmo, meu problema é essa capacidade de afastamento e abstração (as vozes, as vozes!) que me faz ver as coisas pelo lado de fora mesmo quando eu estou do lado de dentro.
Mas não sempre, não quando as coisas estão acontecendo. Só depois, à noite, que é quando as vozes costumam se manifestar.
Todas as noites antes de dormir eu me arrependo de coisas que eu não devia ter dito e juro que vou mudar, e minha cabeça racionaliza tudo e fica tudo fazendo sentido. Assim como penso em atitudes que eu devia tomar e atitudes que eu não devia ter tomado. De manhã eu esqueço o que eu pensei antes de dormir e faço e falo outras coisas pra me arrepender na noite seguinte.
Coisas, coisas.
Maneirismo, vê?
Ultimamente eu tenho superado essas vozes, porque é tão bom se sentir segura, que eu quase tenho medo de - num acesso de barroquismo - destruir todo o muro que eu levei tantos anos construindo. E eu disse quase. Até meus medos já estão querendo mudar.
segunda-feira, 16/08/2004
Abstração
Às vezes tenho medo do que eu sou capaz de fazer.
quarta-feira, 30/06/2004
Não é natal...
Tem umas músicas que, não sei como, não sei porque, faz lembrar alguma coisa que eu não sei bem o que é. Algum passado meio perdido, uma memória boa e tão distante. Bota um sorriso no rosto e dá vontade de parar o tempo.
Ser criança era bom. Não queria crescer nunca.
domingo, 27/06/2004
Incoerências-inhas
Não sei expressar tudo que sinto em relação ao mundo aqui, porque me falta na escrita a gesticulação que o 1/4 de sangue italiano me impõe. Sim, sim 1/4, só isso. Garanto, é o suficiente.
Ela estava certa quanto às caretas.
Por isso eu não me explico, apesar de isso ser uma explicação. Na verdade, eu adoro explicar por que eu odeio tanto me explicar. É aquela velha história, toda regra tem uma exceção, isso é uma regra, logo blah blah blah. Pão pão, queijo queijo, maionese na geladeira e não vira à esquerda que você vai se perder.
E só pra ser do contra, e me desdizer, é na internet e pela internet (uau, que pleonasmo elegante) que eu encontrei as pessoas mais legais de se conversar (e até conheci algumas delas pessoalmente, todas geniais). E às vezes elas me fazem pensar coisas que eu não queria pensar, mas devia pensar e preciso pensar. Desafiam minhas idéias sem nem perceberem. O que é bom, por mais que minha cabeça diga o contrário.
Deve ser algum tipo de sorte, mas eu atraio pessoas interessantes, assim, na internet. Ou talvez seja porque eu assusto aqueles que não são esquisitos o suficiente para me achar normal. Ou mesmo porque eu persigo os mais pirados.
É, deve ser.
Relacionamentos são complicados demais, prefiro deslizar pela superfice. Um dia eu deixo de pensar isso e tomo vergonha na cara. Um dia eu aprendo, juro.
terça-feira, 22/06/2004
A sala de aula na caixa de sapatos
Já cheguei à conclusão que não sou nem um pouco criativa, vendo a criatividade alheia sempre ir tão mais longe que a minha. Só fico inventando caso. Mas é tudo limitado, dentro de um mundo que eu já conheço. Minha criatividade é limitada.
Na 4ª série, fizemos um trabalho de artes no qual cada aluno devia montar uma maquete qualquer dentro de uma caixa de sapatos. Alguns fizeram aquários, outros fizeram cenas espaciais, florestas, desertos, cenários extraterrestres, e toda essa coisa de sonho que as crianças de 10 anos são capazes de imaginar. E eu... Eu fiz uma sala de aula, modesta, e tão parecida com a nossa, com mesas e cadeiras azuis, a lousa verde, escaninho e mural cheio de papéis.
A professora ficou um pouco decepcionada. Os professores sempre esperavam tão mais de mim, Olivia, menina tão criativa. De onde é que eles tiravam essa idéia? Será que as outras crianças eram ainda mais sonsas do que eu? Ou era só porque eu gostava de redação?
Ela me falou, Olivia, você podia ter feito tantas coisas, podia ter inventado tudo que quisesse, podia ter viajado pra onde bem entendesse! Por que fez uma sala de aula? Eu não sei. Não consegui pensar em mais nada. A sala estava lá, com seus detalhes, era só reproduzir. Oras. Eu conhecia a sala. Eu sabia o que fazer. Por quê?
Deixo a análise pros analistas. A minha conclusão sempre foi uma muito simples. Criatividade limitada. Voa, voa, pode voar. Hoje não, esqueci a pena mágica em casa. E por favor, sem gracinhas aqueles que me conheceram antes dos 11 anos (e vocês sabem por quê).
Ah, sei lá. Às vezes eu acho que existe mundo demais pra se conhecer, pra gente sair por aí inventando o que não existe. Só às vezes. No resto do tempo eu penso que eu sou assim mesmo, sabe, deixa pra lá. Criativa eu sou, ah, vai, eu sei que eu sou. Mas de um jeito limitado. Quando eu era pequena e sonhava que estava voando, eu só conseguia voar baixo, ou dentro de casa. Eu voava, sim, sim, eu voava, mas com um limite. Se isso é bom, ou ruim, ou até onde é bom ou ruim, eu não sei.
Eu sei que eu sou assim, ainda sou assim.
segunda-feira, 24/05/2004
Comunicado
Tem 4 coisas que eu não gosto de fazer:
1. Dormir
2. Mastigar
3. Falar
4. Me explicar
É simples assim.
E eu gosto do fundo de tela bucólico padrão do Windows XP.
segunda-feira, 26/04/2004
Nada, absolutamente nada.
Acho que tô com vontade demais de bater a cabeça na parede para falar qualquer coisa.
Eu, o Luiz e o Binzão (ai) vamos adaptar Lobisomem pra jogar num cenário moderno com polícia e crimes mwhuahuahua. Eles vão me fazer ser mestra, mas tudo bem, vai, eu me viro. Mesmo mal sabendo jogar o que a gente já tá jogando... Pelo menos as idéias eu já tenho. Ahhh!
Revisei contos e contos e contos. Tudo está bonitinho e revisado.
Aí fiquei tocando violão com a minha irmã a tarde toda. Preciso cortar minhas unhas.
Preciso comprar uma agenda porque guardar tudo na cabeça tão começando a dar errado. Minha cabeça é uma zona, parece sótão de fazenda. Eu coloco os avisos num quadro de avisos que fica ali no cantinho, mas bate um vento e derruba tudo, tira da ordem. Precisava era fechar a janela, mas se fechar a janela, começa a ficar com cheiro de mofo. E eu não ia querer meu sótão com cheiro de mofo...
sexta-feira, 09/04/2004
Insônia
Antes eu me sentia livre livre até as 5 da manhã. Agora, não sei dizer o motivo, a marca das duas da manhã já funcionam como uma parede. Presa pela inevitabilidade (se isso não é uma palavra, eu acabei de inventar) da noite, vou sendo esmagada contra essa parede e vou ficando cada fez com menos espaço para fazer o que queria fazer.
As coisas são tão estranhas. Ficar presa numa sala, com três portas abertas, e não sair por nenhuma delas, odiando estar ali presa. Eu crio metáforas para tentar me entender. Mas não entendo.
quinta-feira, 25/03/2004
Pensamentos
E não é culpa da gente que a cabeça pensa esses pensamentos estranhos, e incontroláveis. Esses desejos sem muito fundamento, essas vontades inexplicáveis, inexplicadas e mal-entendidas. Se a distorção da mente é mais forte que a lógica racional da convivência em grupo, de quem é a culpa? Pensamentos impensáveis. O paradoxo da antítese. A falta de lógica da razão. O que é razão?
Pensamentos.
Pensar cansa. Já dizia o Gil Tradsky, apesar dele ser fruto da minha overactive imagination, pensar é ruim. Ele queria ser burro, ignorante, pra não ter que pensar e não ter que tirar conclusões e não ter que sentir nada. O Gil não sentia nada. O Gil abstraía tudo. Matar é pura abstração.
Quem estava certo era Fernando Pessoa. Ele sempre estava certo...
Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos sabera explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
- Fernando Pessoa, 18-9-1933
terça-feira, 20/01/2004
E se...
E se eu não quiser dormir?
E se eu não quiser parar o que eu estou fazendo para almoçar?
E se eu não quiser começar alguma coisa só pra ter que parar dali 15, 30, 45 minutos?
E se meia hora não for o suficiente para eu fazer o que eu quero fazer?
E se o que eu quero fazer não parece nem um pouco importante pra ninguém?
E se eu simplesmente não conseguir usar o tempo que eu tenho, e querer usar o tempo que eu não tenho?
E se eu simplesmente não querer ser interrompida naqueles momentos que todos estão interrompendo?
E se eu preferir ficar sozinha?
E se eu não quiser olhar na cara das pessoas que eu gostam um dia que seja?
E se eu quiser assistir um mesmo filme duas vezes seguidas?
E se eu não quiser abrir a boca pra responder o que me perguntam?
E se eu não quiser me explicar, não quiser dar nenhuma explicação quanto ao que eu estou fazendo?
E se eu simplesmente não consigo me explicar?
E se o meu tempo livre não for tão livre quanto eu queria que fosse?
E se eu não quiser ficar sozinha?
E se mesmo que eu tenha todo o tempo do mundo para fazer as coisas, eu não conseguir fazer nada?
E se eu me sentir presa de um jeito que por mais que eu veja todas as saídas eu não consigo ir a lugar nenhum?
E se todas as opções que me oferecem não parecerem o suficiente?
E se eu não conseguir explicar o porquê?
E se o que eu quero pra mim não for o melhor pra mim?
E se eu realmente quiser o que não é melhor pra mim?
E se eu for feliz com o que não é o melhor pra mim?
E se eu não quiser ter mais um pouco de força de vontade?
E se eu estiver feliz com quem eu sou, mas não estiver feliz com onde eu estou?
E se as coisas não forem tão simples assim?
E se o meu tempo realmente estiver se esgotando?
E se eu não conseguir fazer na vida tudo que eu quero fazer?
E se eu não quiser a ajuda de ninguém?
E se eu não quiser ouvir o que é pro meu próprio bem?
E se eu simplesmente não conseguir dormir?
sexta-feira, 10/10/2003
O Catupiry...
Mas então. Voltei da musculação. Eu tô uma bola. Daqui a pouco eu saio rolando. Mas pelo menos semana que vem começa o karatê. O maldito do kimono chegou e eu vou buscar amanhã.
Que mais?
Ah, sim sim. Falei com o Edson sobre o curso de Artes, como tava sendo, como ia ser, porque tava meio chato e tal... Na verdade a conversa não deu em muita coisa. O Edson não acreditou que justo eu tava meio de saco cheio da faculdade, mas disse que o problema é que tem umas coisas que eu sei e tem gente que não sabe (modéstia a parte, pelo menos desenhar é uma coisa que eu sei fazer) e aí fica aquela coisa. Bleh. E fora aula de história da arte.
Mas o melhor foi o Edson comentando sobre o fato do Rodolpho e a mania dele de ficar desenhando pinto. Hahahaha, pelo menos eu, o Luiz e o Jorge não somos os únicos que acham aquilo uma coisa totalmente insuportável. Mas também vi que tem que tomar cuidado com o Edson, porque ele fica se fazendo de bonzinho e tal com o Rodolpho e suas idéias fálicas mas na verdade ele acha um saco.
E também teve modelo vivo na aula dele. Desenhar gente é bem mais legal que ficar desenhando pia.
Hm.
Eu aluguei 4 filmes hoje (fui de carro, oba!). E vou assistir esse fim de semana. Agora é semana de saco cheio, só fazer as coisas de DG, trabalho de DG e de FECH, escrever mto mto mto e ler mais ainda. Vou fazer o que o Joaquim falou e escrever uns contos. Tô com umas idéias.
Ah, e pra todos esses amigos da minha irmã que surgiram de repente, AHHH!! Eu tenho MEDO de vocês. Flora, não sei como eu descobri seu blog. Acho que foi por um outro. A net é uma coisa mágica.
O Catupiry. Ah, sim sim. Mas quem, como alguém tem aula com a Ana Bruner e não conhece a história do Catupiry?! É que nem a história do mundo, imundo e o macarrão no cabelo, porque a aula dela é a mesma desde 89, como você pode ver nas datas dos textos que ela passa.
Pois o Catupiry, quando voce abre a caixa, tem aquele treco de papel alumínio. Aí você tira aquilo, como todo o cuidado, já pensando no catupiry que você vai comer. E lá está ele, todo brilhante e delicioso (eca). Você vai com a sua faquinha e na hora de cortar, descobre que na verdade tinha uma pelicula de plastico bem fininha que voce não podia ver a olho nu.
O Catupiry é a verdade. Quando você acha que conseguiu chegar até ela, não chegou, era tudo uma ilusão.
Mas, claro, a conclusão feliz da Olivia e seus amigos foi que o Caturpy não existe. Se a verdade absoluta não existe, o Catupiry é uma ilusão.
Enfim. É bom que gostem da Ana Bruner. A próxima professora de Filosofia é uma bost...
Hm.
Tá, tá.
Minha mãe fala que eu preciso arrumar um namorado novo, tch. Eu e o Pedro fizemos um ano e meio de namoro e nenhum dos dois lembrou. Chegou dia 3 de outubro eu fiquei pensando, pensando, e sabia que tinha alguma coisa mas não sabia o que.
Vai entender.
segunda-feira, 07/07/2003
Pseudo
Fora de mim... Eu.
segunda-feira, 17/02/2003
Delírio
Tô começando a achar que eu penso demais. Mas não é aquele pensar de pensar, de parar e começar a pensar, ter idéias e tudo mais. É meio esquisito, parece que eu não tô pensando nada, como se eu tivesse só sentindo alguma coisa que eu não sei muito bem o que é. As coisas andam tão estranhas... Em relação a tudo tudo. Parece que eu tô meio que ganhando uma consciência meio esquisita de quem eu sou, ou algo assim. Como se eu estivesse esquecendo alguma coisa?
Saudades do futuro, eu falo, mas será que isso tem qualquer coisa a ver? Eu fico esperando, esperando alguma coisa que eu não sei o que é. Eu quero começar logo a minha vida, do jeito que eu quero, mas eu não sei qual o jeito que eu quero. Mas acontece que eu sinto que eu já esperei demais. E não posso fazer nada, porque eu não sei o que eu tenho que fazer. Mas eu cansei de esperar. Claro, pra quem vê, parece que eu tenho tudo bem planejado, o que eu quero, o que eu gosto. Mas nem é tão verdade assim. As vezes dá a impressão que falta recurso, dinheiro? Difícil. É só uma impressão mesmo, eu sei. O Pedro fica me falando que eu tô entrando num ramo que dá uma puta grana, mas não é bem isso que eu quero. Quando ele fala isso me dá um aperto, porque não é o que eu quero. O que eu quero?
O que me deixa feliz, o que eu gosto mesmo de fazer, não dá dinheiro, e nem um pouco, e não é algo que eu posso fazer pra viver. O que, sonhar? Delirar, inventar, pensar? Só isso. O resto eu faço, porque só essas minhas idéias me deixam um pouco nervosa. Nervosa porque elas são só idéias.
Penso demais. Eu fico aqui, esperando. Não tenho vontade de fazer muito mais. Não tenho tido, ao menos. Como se eu estivesse esperando alguma coisa que está pra acontecer. Eu sei que eu não posso ficar esperando. Não é o certo, e nunca vai ser. Não tenho vontade de fazer um monte de coisa. Eu quero ficar no meu quarto, sem fazer nada, mas eu não fico. Eu fico no computador, assisto vídeos, procuro wallpapers pela net. Era pra eu estar de férias? Se eu estivesse, talvez fosse mais fácil. Mas ao mesmo tempo... É um tempo livre, não? Pra eu pensar, pensar na vida? E os cursos? Sim, eu tô aprendendo, mas eu não deveria estar treinando? Por que eu não tenho a menor vontade de fazer isso? Não era o que eu queria estar fazendo?
Eu ando extremamente intolerante. Principalmente com as pessoas mais próximas. Eu tenho vontade de ficar sozinha, só eu. Mas aí eu percebo que também eu tenho saudades dos meus amigos, e que todos vão estar viajando no carnaval quando, bom, que culpa tenho eu, seria a minha festa de aniversário. Eu tava pensando que talvez fosse um momento bom, pra eu parar de pensar um pouco em nada, ver que talvez eu não esteja tão sozinha assim. Se bem que, eu sempre estive sozinha junto dos meus amigos. E o Pedro? Bom, ele vai estar aqui. A gente pretende fazer uma festa junto, já que o aniversário dele é logo depois. Mas mesmo com ele aqui, mesmo tendo passado o final de semana com ele... Eu sinto que ele talvez seja um dos que menos consegue me entender.
Sei lá, um vazio estranho. Um estado de contemplação que você não tá na verdade contemplando nada. Não faz nada, não pensa nada, mas ao mesmo tempo parece que sua cabeça tá funcionando a mil. Eu tenho idéias, histórias, cenas, diálogos. Essas coisas idiotas que eu sei que vão ficar sempre na minha cabeça, ou talvez vão parar em algum dos meus cadernos que nunca ninguem vai ler. E é só isso que eu tenho feito, ou mesmo tenho tido vontade de fazer. Além de ouvir a música L.A. Song que o Lindsey canta num dos episodios de Angel, mas isso não vem ao caso. Pra mim seria o suficiente, se eu não sentisse um peso, como se algum tipo de obrigação, que continua nas minhas costas. Um peso que parece pedir pra ser ignorado, mas que não pode. Não sei, eu bem que queria entender.
No mais, eu tenho que ir pra minha aula de HTML. Por pilha no meu discman que aquele caminho é um grande tédio. Eu tô cansada. De pensar, e de ter uma idéia a cada esquina, e de ficar repassando idéias na cabeça, minhas, ou mesmo dos outros. De não poder dar qualquer fim pra esses pensamentos, muitos sem sentido nenhum, muitos que sequer são pensamentos conscientes, mas que eu sei que existem. Estranho. E logo já é março. O relógio não parou, mas eu sinto como se eu tivesse parado no tempo. Perdendo tempo, já que a única idiota que parou fui eu, e o tempo continuou andando. Quando eu voltar a andar no tempo vou ter que correr pra chegar no mesmo lugar que todo mundo está, e esse pedaço que eu corri vai ficar quase nulo.
Chega. Eu com os dedos no teclado sou um perigo, e eu vou continuar escrevendo se eu não colocar na cabeça que eu tenho que sair. Tchau. Fui. Até. Até meu próximo delírio.
quinta-feira, 26/12/2002
Nada e nada
Um texto aqui. Eu fiz no masculino, é mania minha, de escrever de si sem ser de si, talvez de mais alguem. Talvez querendo que seja outra pessoa, um personagem, nao eu. Escrevi na festa que teve dia 21, da Talita e do Marcos. Meus amigos estavam felizes, eu, de certa forma, tambem estava. Enfim. Resolvi colocar aqui pra quem quiser ler.
... Desistido da própria vida, perdido na felicidade alheia, sorria. Como se de repente nada mais importasse e aquele sincero sorriso do outro fosse aquilo que bastasse. Tudo sentia vazio, seu sorriso desistido, o silencio de sua mente, gargalhadas. Tão pouco, tão pouco... Ele queria sumir, deixar de ser. Sua casa era fria, vazia, tão triste. Onde ir? Não se movia, os olhos vagavam, alguma coisa saiu em formas outras, um grito silencioso como uma mente perturbada por diversas vozes tão altas. Saudades de um futuro incerto, tão esperado. Alguem sorriu para ele, sorriu de volta. O futuro se afastava cada vez mais, e ele cada vez mais via os amigos se afastando com sons e cores, estava e nao estava, e fugia de lugar nenhum.
Coisa estranha, sensação esquisita. Passou. No mais, mais, passou. Ela é sensação de fundo, só surge quando nao tem nenhuma outra. Mas sempre surge, porque está sempre lá.
Natal? Mais? Hoje teve almoço na casa do meu avô paterno. Bem melhor. Apesar do mau-humor de certos tios e tal, vi meus primos de primeiro grau, da minha geração, que é bom saber que existem. Levei o Pedro tambem, ele se divertiu com o meu primo que tem a mesma idade dele e tá na mesma de vestibular e tal, falaram das provas, do forum social mundial e essas coisas. Eu me diverti com aquela primaiada. Digo, é eu, minha irmã, 3 primas e meu primo. Mas mesmo assim é bom que esses tem tudo 15 a 18 anos. Nada como a familia da minha mae, que nem primo eu tenho. Povo paterno é mais pratico, objetivo. Essa de cantar em homenagem a Jesus é um saco, mas na familia da minha mae tem disso. Fazer o que, né?
Assisti Jogo de Espioes de novo. Agora nao tô com saco de fazer mais nada, nem dormir. Isso sim é tédio escrito.
Ieieieieie!! Amanhã tem Senhor dos Anéis e eu tenho que acordar cedo pra ver a primeira sessão! Vai ter uma pré-estréia, mas vai ser meia noite e eu simplesmente nao to com saco. Mesmo porque assim os loucos vao ter ido na pre-estreia, ou ao menos parte deles. Nao posso dizer que eu nao sou um desses nerds que vai chegar horas antes pra pegar um bom lugar :)
Hoje eu assisti Enigma. O filme é irado. Só um pouco complicado uhuahuauha... Demorei pra pegar os esquemas, mas pelo menos peguei. Gosto desse tipo de protagonista, todo desequilibrado. Putz, o que o cara tinha de olheiras era até engraçado hehe. Mas pelo menos foi um dos poucos filmes de guerra que eu gostei. Tudo bem que quase nao mostra a guerra, mas fazer o que. A guerra tem varios lados, e tem uns que eu nao gosto muito de assistir...
Tô montando uma vontade de escrever uma historia. Montando porque eu vou assistindo esses filmes e montando meu personagem e meu personagem é minha vontade de escrever. Entao, vamos ver no que dá! Quem sabe logo eu começo a arriscar uma descrição, um trecho mais filosofico, um trecho com mais ação... Uns esquemas e mentiras... E por aí vai. Uma hora tem que sair. Pelo menos um dos meus personagens de uma historia que eu já fiz toda eu já tenho bem definido. Dessa historia só falta escrever mesmo, porque eu já tenho todo o esquema. Eeee... Nao digo que falta tempo, talvez algo mais ainda. Coisa estranha. Mas eu sempre prometo pra eles que nao vou deixar nenhum na mão.
É. Tem que dormir cedo. Acordar antes das oito. Estar no cinema antes das 10. SdA!! Aí vamos nós!