terça-feira, 27/05/2008
e antes que eu me esqueça
eu assisti ao Indiana Jones 4. e é INCRÍVEL.
sábado, 03/05/2008
novo trailer do Indiana Jones 4
no site oficial.
agora faltam menos de vinte dias!
sábado, 12/04/2008
coisas estranhas
eu já assisti o de volta para o futuro umas cinco ou seis vezes, e o de volta para o futuro III umas quatro ou cinco vezes (sem contar as vezes que eu pego o filme pela metade), mas eu NUNCA vi o de volta para o futuro II.
tipo. NUNCA.
(deve ser por isso que eu sempre fico confusa no III, quando começam umas explicações.)
sábado, 16/02/2008
momento Harrison Ford
a verdade é que eu adoro filmes bobos. e o que haveria para deixar um filme bobo ainda melhor que não o Harrison Ford?
e já que afinal ele é o assunto do momento com o trailer do próximo Indiana Jones que saiu esses dias, não pude me conter.
confesso, Divisão de Homicídios é um dos filmes com o Harrison Ford que mais gosto. o personagem que ele faz, um tira velho chamado Joe Gavilan, é um dos personagens dele que eu mais gosto. o filme passou ontem na Globo com uma dublagem detestável, mas como eu já tinha assistido ele antes umas três vezes já tinha decorado as falas mais legais.
K.C.: How did you find me?
Joe Gavilan: I'm psychic.
K.C.: Really?
Joe Gavilan: No, not really. I'm a detective for Pete's sake.
adoro todos os clichês toscos de filmes policiais dos anos 80 e adoro o personagem meio decadente que o Harrison Ford faz. haha. parece que está tirando um sarro de todos os outros personagens que ele fez quando ainda era, ham, jovem (claro que nosso querido Harry é um tipo que até os 50 anos ainda era jovem).
huh, e a luta final do Joe (personagem do Harrison Ford) com o bandido no topo de um prédio! putz, preciso comprar esse filme em dvd. alguém aí não quer me dar de aniversário? (faltam 11 dias!)
e claro que adoro mais ainda quando ele faz aquela cara de saco cheio, ou aquele sorrisinho torto e cínico como quem diz "diabo, eu estou ficando muito velho pra esse tipo de coisa."

claro que um monte de gente fica resmungando que é uma comédia rasa feita só para ganhar dinheiro, cheia de clichês e sem nenhuma profundidade. boo-hoo. quem ia esperar qualquer outra coisa de um filme desses? para mim, uma comédia muito mais inteligente do que aqueles pastelões que americano parece gostar (e brasileiro também, diga-se de passagem).
hah, eu adoro o Harrison Ford.
mas diz aí, qual seu filme do Harrison Ford favorito? (Indiana Jones não vale!)
quinta-feira, 14/02/2008
primeiro trailer do Indiana Jones 4
Indiana Jones and the Kingdon of the Crystal Skull//
o primeiro trailer, no site oficial. waaa, está chegando a hora!
quinta-feira, 07/02/2008
porque o tempo é implacável
mais imagens do filme Indiana Jones 4, e o nosso queridíssimo Harry, que faz 66 aninhos esse ano.
ai ai.
domingo, 06/01/2008
esses críticos de cinema e o cinema brasileiro
quando um filme não toma lado e não tenta dar nenhuma lição de moral que é pro espectador tirar suas próprias conclusões, vem todo mundo dizer que o filme é facista.
quando um filme resolve assumir um lado e defender uma idéia, o povo reclama que a lição de moral estragou a capacidade do espectador pensar por si.
paciência...
segunda-feira, 22/10/2007
um pouco de cinema
vi dois filmes da Mostra Internacional de Cinema: "Inteligência militar e você" (muito muito bom, minus um ar condicionado gelado e um sujeito com a camisa da mostra na SAÍDA entrar e dizer "nossa, tá gelado aqui, eu não falei pra arrumarem?") e "Morte do presidente" (que em inglês é "morte DE UM presidente", o que me pareceu um caso de tradução preguiçosa ou muito tendenciosa).
ainda eu queria ver "Um jogo de vida ou morte", do Kenneth Branagh, porque tem escritor de novelas policiais e o Jude Law, e adiantar o "Medo da verdade", o filme baseado no livro "Gone, baby, gone", do Dennis Lehane, que deve chegar aos cinemas em dezembro.
mas aí me dá uma preguiça.
a verdade é que saí de casa no domingo porque afinal o Roger queria assistir o tal do filme novo do David Lynch, mas claro que chegamos tarde demais e já estava tudo esgotado.
agora para ver os próximos tem que sair de casa com umas horas de antecedência e depois pagar muito caro por um ingresso de meia entrada, e depois fila. ham. minha paciência para cinema morreu. aliás, minha paciência para filmes, de um modo geral, está desaparecendo lentamente. cinema? é agora ou se eu pensar duas vezes desisto. fico em casa e leio um livro. ou escrevo umas bobagens. ou durmo.
será que é permanente?
quando assisti "Mais estranho que a ficção", no começo do ano, tive certeza que aquele seria o melhor filme que ia assistir no ano. dito e feito.
ou porque, na verdade, aquele filme era meio literatura?
quinta-feira, 09/08/2007
Gone, baby, gone - o filme
Eis o trailer do filme Gone, baby, gone, adaptação do livro de Dennis Lehane.
Não faz muito tempo comentei sobre ele. Li no começo das quase-férias de julho, depois de alguns meses sem ler nada do Lehane. É um dos melhores dele, não tenho dúvidas.
Quando vi o Casey Affleck na imagem da página do IMDb, pensei que ele era mesmo o próprio Patrick Kenzie. Atuando, não me lembro (parece que ele estava no 11 homens e um segredo, mas eu nem reparei). Depois no trailer achei que tinha demais cara de menininho moleque e o meu Patrick era mais homem. Bah, que vai fazer. Esqueceram a barba do Patrick, que ele deixou crescer para esconder umas cicatrizes que um bandido do livro anterior tinha feito nele. Que tristeza. Quero meu Patrick com barba!
Veja só a carinha de irlandês perturbado. Mas podia ter uma barbazinha, vá. Que custava? E outra, que esse Patrick todo elegante não é o meu, também, que o meu usa calça jeans e camisetas velhíssimas de seu tempo de colégio, sob os olhares de desgosto da Angie.
No poster eu gostei das palavras do título cada vez mais fracas, desaparecendo. E outra vez um Patrick todo elegantão. Ah! E esse teaser, né. "Todos querem a verdade... até encontrá-la." Gostei, também.
E eu aqui fazendo o papel da fã ofendida, mas enfim, enfim. Ainda gosto mais do meu Patrick e da minha Angie de cabelos encaracolados e muito mais cara de família italiana mafiosa. Parece pelo trailer que o filme ficou todo muito limpinho, muito asséptico e tudo, e o texto do Dennis Lehane vai enfiando a gente num mundo todo torto e sujo, e. Que deu?
Mas, ah. Estarei esperando sair o filme, ansiosamente. E enquanto isso só posso mesmo dizer: leiam o livro. Traduzido ou no original. Vale seus dólares.
[Vi o trailer no blog do Gregório Dantas. Aliás, descobri o blog hoje e recomendo ele todo.]
terça-feira, 30/01/2007
Mais Estranho que a Ficção
Anota aí. Que esse vai ser o melhor filme que eu vi em 2007.
Fui assistir e nem sabia muito da história. Só, do trailer, que um sujeito de repente começava a ouvir uma voz narrando sua vida e achava que estava ficando louco. O filme é tão mais que isso. O filme é tudo aquilo que tanto me aterroriza e que até hoje me impediu de conseguir terminar de ler o Ficções, do Borges.
Therapist: You have a voice speaking to you.
Harold Crick: About me. Accurately... and with a better vocabulary.
No cinema sentou um sujeito gorducho do lado do Roger e a cada piadinha do filme o sujeito gargalhava tão alto que o cinema tremia. Depois indo embora descendo as escadas rolantes do shopping topamos com esse mesmo sujeito, e ele tinha um sorrisão enorme, parado na escada rolante com as pernas bem abertas e as mãos no bolso, com a maior cara de realizado. Acho que ele também gostou do filme.
E o Will Ferrell tem aquela cara de bobo e a gente fica com tanta pena. Para quem assistiu Anchorman, é uma bela mudança. Mas só podia mesmo um ator tão de comédia para essa cara de perdido que ele tem em Mais Estranho que a Ficção. Porque o filme nem sabe bem se é comédia ou tragédia. Ou sabe. O sujeito que sentou do lado do Roger deve saber.

Little did he know that this simple seemingly innocuous act would result in his imminent death. Emma Thompson, genial. Karen Eiffel, a escritora inglesa. Aquele jeito todo negligente de falar e o humorzinho britânico clássico quase clichê.
Não é filme para se deixar passar. Nessa onde de agora só se fazer refilmagens e adaptações de livros/quadrinhos/história, vai bem um roteiro assim inesperado e com um ator ainda mais inesperado no papel principal.
She's a killer. She kills people.
E Dustin Hoffmann, o professor de literatura. E se a gente repara bem o Dustin Hoffmann sempre tem um pouco de louco hiperativo em quase todos os papéis que ele faz. I've written essays about "little did he know".
quinta-feira, 11/01/2007
Correndo com tesouras
Acho que ainda não saiu aqui no Brasil.
Mas eu assisti mesmo assim.
(David tinha me passado o trailer, umas semanas atrás. É o tipo de filme que se você vê o trailer, você precisa ver o resto. Dá para baixar o trailer no site oficial do filme.)

É assustador.

E o livro.
Sabe aqueles encontros de família, quando de repente todos falam ao mesmo tempo, sua mãe está brigando com a sua avó, o cachorro começa a mastigar o brinco da tia, o primo pequeno saiu correndo gritando sem calças e você tem a sensação de que é a única pessoal normal naquela casa?
Então.
O filme é essa sensação (não é a mesma situação, mas é a mesma sensação). O tempo todo.
E eles gritam. Adoro a cena em que eles gritam.
quarta-feira, 13/12/2006
De monstros e fadas
Fui assistir O Labirinto do Fauno no Cine Bombril.
Eu gostei, apesar das cenas sangrentas, e tem uma música de ninar que a mulher canta, e eu já tinha ouvido aquela música antes e saí do cinema querendo lembrar de onde, e quase me lembrei. Aí quando saí do metrô me dei conta de que tinha esquecido.

E o filme tem fadinhas que são insetões transformados e fazem barulhinhos de besouros e comem carne crua, e tem o capitão arrancando o nariz de um camponês com uma garrafa. Na verdade ele não arranca o nariz, ele enfia o nariz pra dentro do crânio do homem. Com o fundo da garrafa.

Tem umas coisas meio assustadoras, mas é um tipo de filme que eu não quero que acabe logo, e se a poltrona daquele cinema não fosse tão terrivelmente desconfortável -- principalmente pra quem usa óculos e não consegue enxergar nada por cima deles, e ainda mais porque o filme sendo em espanhol eu precisava das legendas e tinha que ficar segurando o queixo para que a tela se enquadrasse dentro das lentes dos óculos --, eu podia assistir aquele filme umas outras vezes mais.
Mas enfim.
(E quem viu o Desumano na Cultura da Paulista deve ter se enganado, porque ele não está por lá não. O rapaz disse que eles encomendam esses livros menos pop em pouca quantidade, e em alguns casos os livros estão vendidos antes de chegarem na loja. De qualquer forma, já está na Livraria Cultura para venda online.)
terça-feira, 10/01/2006
Filmes 2005
top top top
eeeeeeeeeeeeeeeeeee.
Pois eis que Marmotinha salvou minha vida (ele está fazendo disso um hábito) com seu método eficiente para descobrir os filmes de 2005 que você assistiu. Então eu fiz aqui minha modesta listinha com 28 filmes de 2005 que eu assisti e comecei o top 10. Difícir. Tem muita coisa que presta não.
Ou tem.
Mas assim, é um top 10, né.
Não esperem análises profundas. Eu só sei falar mal. Meu vocabulário pra falar bem deve ter umas 10 palavras.
Enfim.
Ei-lo.
Top 10 filmes Olivia:
10. Mais uma vez, amor
Bobíssimo, mas com uma história legal e personagens legais e uma direção de atores boa, o que não é tão fácil de se achar por aqui no Brasil. Eu gostei e veria outra vez.
9. A Vida Marinha de Steve Zissou
Muito bom. Tem um pedação ali no meio que é meio dormível, mas eu desconto. O filme é muito bom e a trilha sonora é genial. O Bill Murray é o cara.
8. A Queda
Ok. Bom. Não acaba nunca! Mas é bom. O alemãozão que faz o Hitler é o Hitler. Eu gostei quando ele bate na mesa e desarruma a franjinha.
7. Em Busca da Terra do Nunca
Hooray! Peter Pan!
6. Flores Partidas
Bill Murray, de novo. O cara que dirigiu esse filme foi coleguinha da minha avó em Nova York. Cult, vai dizer? Esse filme vale pelos detalhes. Detalhes assim de ver o filme várias vezes. E o Don tem uma coleção de agasalhos iguais com cores diferentes.
5. Adorável Júlia
Lovely. Eu adorei o amigo gay. Eu sempre gosto do amigo gay.
4. Tudo acontece em Elizabethtown
Finalmente um filme em que Orlando Bloom não está com uma armadura, uma espada ou um arco e flecha gritando: fire! or whatever. Maybe he should quit doing that. Eu achei genial. "We peaked on the phone." "Yeah."
3. Closer
Todo mundo gostou do Clive Owen. Mas eu ainda prefiro o Jude Law. Claro que nesse filme ele é um bestão. Mas ele tá lindo demais. Jesus Cristo. E, arhnm, ah, o filme. Bah, bom demais. Assustador.
2. De-lovely
É que esse ano me deu uma crise Cole Porter. Já vi esse filme umas três vezes. Adoro o jeito como ele foi montado, como uma explicação pra deixar de fora certas coisas, uma explicação pra mostrar o que interessa mostrar. A metalinguagem da coisa. E as músicas. E os diálogos. E tudo. Na verdade esse poderia estar empatado com o primeiro. Mas whatever.
1. Em Boa Companhia
Bah. Genial.
Top 3 filmes ruins:
3. Batman Begins
O que é aquilo? O que é aquele Christian Bale com aquela voz de assombração achando só porque botou uma fantasia preta com chifres? O filme só valeu pelo mordomo. Eu gostei do mordomo.
2. Jogo Subterrâneo
Pior direção de atores; eles tavam perdidinhos em cena, dava até dó. Uma boa idéia mal-aproveitada (é baseado em um conto do Cortázar, e fizeram ISSO?).
1. Guerra dos Mundos
Blarf. Merda de filme. Não vi inteiro. Não quero ver. Aposente-se, Spielberg.
Decepção do ano: Sin City. Blarf. Muito bom o visual, blah blah blah. O resto é um saco. Perda de tempo.
Melhor do que eu esperava (o que não significa que seja bom): Cruzada. Fui arrastada. Até que não foi de todo mal.
Prêmio Joinha: Star Wars: Episódio III - A vingança dos Sith. Fez o que tinha que fazer.
Chega.
(Bom mesmo é Singin' in the Rain.)
domingo, 23/10/2005
Sabrina
once upon a time
Sim, eu gosto de filmes bobos e previsíveis. Sue me.
(Principalmente quando tem o Harrison Ford.)

Não se fazem mais filmes bobos e previsíveis como antigamente.
(O Harrison Ford também não é mais o mesmo de antigamente.)
quarta-feira, 14/09/2005
Doop dee doo
não se fazem mais galãs de cinema como antigamente
Don: What's your lofty mission in life that lets you sneer at my humble profession?
Kathy: I'm an actress...
Don: Oh...
Kathy: ...on the stage.
Don: Oh, on the stage, well I'd like to see you act, what are you in right now? I could brush up on my English, or bring along an interpreter, that is if they'd let in a *movie* actor.
Kathy: I'm not in a play right now, but I will be. I'm going to New York...
Don: Oh, you're going to New York and then some day we'll all hear of you, won't we? Kathy Selden as Juliet, as Lady Macbeth, as King Lear. You'll have to wear a beard for that one of course.
Kathy: Laugh all you want, but at least the stage is a dignified profession.
Don: [scoffing] Dignified profession.
Kathy: What do you have to be so conceited about? You're nothing but a shadow on film... just a shadow. You're not flesh and blood.
Don: Oh, no?
[moves amorously towards her]
Kathy: Stop!
Don: What can I do, I'm only a shadow.

terça-feira, 26/07/2005
Dois motivos para assistir Quarteto Fantástico
e mais nada a declarar

quinta-feira, 30/06/2005
Quarta-feira

Bosta de filme.
sexta-feira, 20/05/2005
Críticos
Não quero nem saber se você prefere filme iraniano, nem venha falar mal de Star Wars pra cima de mim.
sábado, 30/04/2005
Learning from the best


sexta-feira, 07/01/2005
Rei
por que o Rei Leão é o melhor desenho da Disney
— O que é que eu vou fazer com ele?
— Pode transformá-lo num belo tapete.
— Zazu.
— Pense bem, cada vez que ficar sujo você pode colocá-lo pra fora e batê-lo.
— Tio Scar, quando eu for rei, o que você vai ser?
— Tio do macaco.
— Quem é o macaco?
— O Simba voltou pra desafiar Scar.
— Scar é o macaco?
— Não, não, é o tio dele.
— O macaco é o tio dele?
— Quem é o porco?
— Ih, chamaram ele de porco.
— Tá falando comigo?
— Vocês não deviam fazer isso...
— Tá falando comigo?!
— Vocês vão se dar mal...
— Tem que me chamar de Senhor Porco!
domingo, 19/09/2004
Quem é debilóide?
Cinema oferece nicho para todos SUZANA AMARAL
ESPECIAL PARA A FOLHASurpreendente e lamentável a postura de Jayme Monjardim face às críticas recebidas por seu filme "Olga" (Ilustrada, 16/9). Principalmente partindo de um diretor que se diz sensível e ter feito um filme que "se propõe a ensinar sobre intolerância sem impor".
Como profissionais, quando entramos na arena sabemos de antemão que poderão vir flores ou pedras. Saber aceitar tanto umas como outras faz parte da praxis e da ética profissional. No caso de Monjardim, a julgar por sua reação aos críticos e por suas palavras ao me atacar -que desceram ao nível chulo da ofensa pessoal-, ele extrapolou limites revelando o quanto valoriza e preza minha opinião sobre o filme.
Note-se que não demonstrei em minhas observações nenhum preconceito por sua linguagem televisiva, pois acredito estarmos vivendo um momento do cinema brasileiro onde impera um vale tudo de produções as mais diversas e todas válidas.
Como temos vários tipos de público, precisamos de vários tipos de cinema, e nesta "maionese geral" há um nicho para cada diretor. Conseqüentemente, Jayme Monjardim também terá o seu espaço.
O que não pode haver é o desrespeito e as reações estapafúrdias contra a crítica, pois se ela está aí é para balizar e não para inflar os egos artísticos.
A crítica brasileira está crescendo e aprendendo coragem para ajudar nós, diretores, a melhorar nossas performances.
E ainda tem chances de ir pro Oscar? Bah.
Eu não vi o filme e não posso dizer se é bom ou se é ruim ou o que for. Achei absurda a atitude do Jayme Monjardim em relação às críticas. Uma coisa é ele só se importar com o público que chora. Ou até mesmo achar que se o público chora é porque o filme deu certo. Se ele quer isso, bom pra ele. Mas a resposta que ele deu aos críticos foi ridícula.
E até li um blog de alguém achando o que ele disse o máximo, e dizendo que ia ver todos os próximos filmes dele. Cada um pensa como quiser. No geral, ainda acho que quem se deu mal com isso tudo foi ele, e não a minha avó ou qualquer outro crítico que ele ofendeu.
Suzana Amaral é diretora de um dos filmes mais premiados do cinema brasileiro, A Hora da Estrela (pode dizer que eu sou suspeita pra dizer, e sou, mas é a verdade). Já foi júri no Festival de Berlim. Porra. E o cara vem me falar que ela é uma debilóide, fez um filme na vida e deve ser uma frustrada. Se o cara quer fazer cinema no Brasil, o mínimo que ele podia fazer era um esforço pra aprender um pouco mais sobre cinema no Brasil.
E pela definição dele, boa parte dos melhores diretores do Brasil são uns frustrados. Quem é debilóide?
quinta-feira, 16/09/2004
Blargh
Tem gente que não tem noção.
O Jayme Monjardim é um deles.
Folha - O que você achou da opinião de Suzana Amaral, que disse na Folha que houve uma "deliberada manipulação dramática dos fatos e dos personagens" e que o filme é um "melodrama barato e sentimentalóide"?Monjardim - Acho ela uma debilóide. Uma pessoa que fala assim é debilóide. Não pode ter sentimentos. Desculpe, mas pode botar aí: Suzana Amaral é debilóide. O que dá a essa pessoa o direito de crítica? Essas pessoas não podem ser normais. Um ser normal diz: "Não gostei do filme, tem muitos closes, muita música...". Eu boto muita música mesmo. No meu próximo filme vai ter mais música ainda. Se eu pudesse, botava 100% de música. As pessoas têm o direito de criticar, mas dizer que o filme é "trash"... Que vocabulário é esse? Deixa-me triste esse tipo de comentário, não percebendo o quanto é difícil fazer cinema no Brasil. Acho que a Suzana Amaral deve ter feito um filme na vida [fez dois no Brasil e telefilmes em Portugal]. Deve ser uma frustrada.
Oh, oh, céus.
Minha vó é uma frustrada. Deve ter feito um só filme na vida.
Você logo percebe que o cara realmente entende de cinema.
Mas também, foda-se. Leiam a entrevista e tirem suas próprias conclusões. E nem foi só com a minha vó. O cara tem problema com críticas:
Folha - Também na Folha, Ivana Bentes perguntou: "Para que sair de casa para ver uma TV piorada e a história aplainada?"Monjardim - Acho que ela deve ficar em casa.
Blargh. Parece criança mimada de 9 anos. Se ele realmente não se importa com essas críticas, porque fica respondendo desse jeito? Não vou mais ver esse filme.
Acho que é melhor mesmo ficar em casa.
domingo, 15/08/2004
Catwoman
Quando eu crescer eu quero ser igual a Mulher-Gato. Mas também quero o policial bonitão, senão nem tem tanta graça.
Opa.
Mas, sério, eu quero ser a Mulher-Gato.
quarta-feira, 21/07/2004
Despicable!
Bom mesmo é ver filmes bobos sozinha. Rir sozinha. Sim, eu ri sozinha, pareço uma doida, ali na sala embaixo das cobertas rindo sozinha das 3 piadas mais sem graça do filme todo.
Assisti a Looney Tunes: Back in Action. Tem o Timothy Dalton de espião, também, e pai do Brendan Fraser. Coitado. E eu não gosto do Brendan Fraser, mas gostei do filme mesmo assim. Na verdade, talvez comece a gostar do Brendan Fraser por causa desse filme. Ele não é tão ruim assim, no final das contas. Sim, Endiabrado é um filme horrendo, mas coitado, talvez não seja culpa dele. Okey, esteja dito, a partir de hoje eu gosto do Brendan Fraser. Mesmo com esse nomezinho ingrato.
Talvez eu veja os filmes da Múmia!
Hm, não, aí já é demais.
Se bem que A Múmia tem o meu fofucho John Hannah, então...
Sim...

Mas, como eu ia dizendo, eu gostei do filme. O melhor de tudo é o personagem do Brendan Fraser falar que era dublê dele mesmo nos filmes da múmia. Mas não foi nessa piada que eu ri sozinha. Na verdade, eu não lembro qual foi. Quais foram. Alguma coisa assim.
É que o filme é bobo, e eu gosto de filmes bobos com referências bobas que são também intencionalmente bobas. Ah, sim, o Pernalonga lendo "The Force for Dummies" enquanto ele luta com aquele marcianozinho usando um sabre de luz ou vilão exagerado que usa calças curtas e tênis e um cabelinho horroroso. Heh.
domingo, 11/07/2004
Stitch!
Eu não posso evitar. Entro na vídeo-locadora e está passando o desenho animado da Disney Lilo & Stitch. Aí eu fico que nem uma criança de 4 anos olhando pra cima pra assistir o finalzinho do filme mais lindo e fofo de todos os tempos.
E dublado.
Sim, porque só vi dublado, e a voz da Lilo dublada é linda, linda. "Se você levar, é roooubo." Oh!
Poocha Chubugga Oom Chickee! Ha ha ha ha ha ha ha ha ha!
Ahn, okey. Eu paro. Como eu disse, não consigo evitar.
Queria mesmo era um Stitch de pelúcia. Queria ser igual o Stitch. Na verdade, sou, um pouco. Ou estou tentando. Sim, estou tentando.
A voz do Stitch em inglês é feita pelo diretor do filme. Um cara aloirado com cara de doido que, céus, tem um olho fenomenal pra pequenos detalhes. Vi no making off ele percebendo uma falha na animação por causa de um quadro em que o olho da Lilo estava um nisgo de milímetro um pouco mais para cima. E ele também tem cara de doido, um pouco. Todo o estilo do desenho é dele, e todos os desenhistas da Disney tiveram que se adaptar ao estilo dele. Que é lindo, e gorducho, e dá vontade de morrer (o estilo, não o diretor. O diretor é magrelo e tem cara de doido. Já disse isso).
Durante a produção, o pessoal usava camisas havaianas, pra entrar no espírito da coisa.
E quando a Lilo dança! Oh!
Ah, sim, eu disse que ia parar. Vou dormir, antes que eu morda meu computador com o papel de parede do Stitch.
sábado, 19/06/2004
Comunicado aos diretores e roteiristas de plantão
Não é como se eu achasse que existe algum diretor ou roteirista que leia o meu blog. Mas, de boca em boca, quem sabe a informação chega em algum.
Tenho que escanear um monte de fotos que a minha vó Suzana pediu. Talvez eu chame o Gil Tokio, ele escaneia 300 imagens em menos de 4 horas. Juro! Mas enfim, como eu ia dizendo...
Alguém aí está interessado em uma roteirista ou consultora de roteiros? Ou conhece alguém que esteja atrás de uma? Ou conhece alguém que conhece alguém? Porque aí é só falar comigo que eu passo o e-mail da Suzana. Nas palavras dela: "As pessoas ficam achando que eu sou famosa e cheia de trabalho, e ninguém nem vem falar nada de trabalho comigo."
E agora minha tia quer que eu faça as atualizações do site do projeto dela. E eu querendo fugir desse mundo de webdesigner/webmaster, mas as pessoas continuam vindo atrás de mim. Eu falei pra minha tia que talvez ela devesse arrumar alguém mais competente, mais disposto e tal. E ela: "não, não, eu quero que você trabalhe pra mim". Mas se o site dela for o que eu tô pensando, essa droga que o Takashi fez, então vamos ter problemas...
sexta-feira, 11/06/2004
Filmes que eu quero ver (e outros que eu nem quero, mas vou ver mesmo assim)
Shrek 2: Pra ver com o Pedro, e comemorar os 2 anos e tantos de namoro, já que tudo começou no dia em que a gente viu Shrek lá na minha casa.
Cazuza - O Tempo Não Pára: Pra ver já que todo mundo vai ver.
Dogville: Vou ver na segunda com a Luciane, já tá combinado. Vai sair em vídeo (se já não saiu...) e ainda tá no cinema. Eu que não vou reclamar. Mais alguém quer ir com a gente?
Minha Vida Sem Mim: De curiosa, e se for ruim o problema é meu.
O Outro Lado da Rua: Deve ser ruim, mas eu quero ver mesmo assim. Eu já vi Harry Potter e não tem mais filme legal pra ver.
O Retorno: Momento filme cult com Olivia Maia Rezende. É russo, e eu tenho medo do título original, Vozvrashcheniye. Eu não sou normal. Mas eu não faço nada o dia inteiro mesmo.
Valentín: Eu vi o trailer e achei legal. E tá passando num cinema trash aqui perto, na rua Clélia.
Garfield: Ah!! Eu quero, eu quero! Quando sai, quando sai?

quinta-feira, 20/05/2004
É o que é. E só.
Depois de assistir Diários de Motocicleta, dá vontade de sair por aí xingando em espanhol. Sem legendas.

A fotografia é linda, também. Esperava menos. Porque o trailer é idiota e faz o filme parecer uma coisa tonta metida a besta. Não, não, não é nada disso.
O filme não tenta enfiar nada na sua cabeça, não tenta fazer você pensar de um jeito ou de outro. Ele só mostra a viagem dos dois, a visão do Che Guevara. A história é aquela, e a gente que tire as conclusões.
Gostei.
Agora dá licença que eu vou ali no bar da esquina xingar todo mundo em espanhol, que eu me empolguei.
segunda-feira, 17/05/2004
Coisinhas
Mais filmes, mais livros. Comprei 3 paperbacks em inglês, Hit List e After the First Death, do Lawrence Block, e A Drink Before the War, do Dennis Lehane. Sempre quis ler alguma coisa do Lawrence Block, depois de ter lido uma "entrevista" com ele no MisteryNet, com o título No Messages ("If you've got something to say," Nolan Miller advised, "hire a hall.") e o Dennis Lehane é genial. Então eu tô feliz apesar de ter gastado mais de 80 reais nessa brincadeira.
Eu só consigo comprar livros se comprar mais de um. Acho que eu tenho algum tipo de problema...
Aí também passei o resto do fim de semana ou jogando tênis ou assistindo filmes, e lendo o livro do Dennis Lehane no entre-tempo. Assisti Uma Cilada para Roger Rabbit (hah, muito bom!)
Roger Rabbit: We toons may act idiotic, but we're not stupid.
Bugs Bunny: Eh, what's up, Doc? Jumping without a parachute? Kinda dangerous, ain't it?
Mickey Mouse: Yeah. You could get killed. Heh, heh.
Eddie Valiant: Listen, do any of you have a spare?
Mickey Mouse: Uh, Bugs does.
Eddie Valiant: Really?
Bugs Bunny: Yeah, but I don't think you want it.
Eddie Valiant: I do, I do, give it to me.
Mickey Mouse: Gee, better let him have it, Bugs.
Bugs Bunny: Okay, Doc. Whatever you say. Here's the spare.
Daffy Duck: [in piano duet with Donald Duck] This is the last time I work with somebody with a speech impediment.
Daffy Duck: I've worked with a lot of wisequackers, but you are despicable.
Donald Duck: Doggone stubborn nitwit. I oughta... AAHHHH.
E assisti Love Actually mais uma vez. Eu sou um caso perdido.
sexta-feira, 14/05/2004
Moscou Contra 007
Melhor que filme velho, só mesmo filme velho com o Sean Connery. Assisti Moscou Contra 007.


Blofeld: Twelve seconds. One day we must invent a faster-working venom.
Aliás, vocês já repararam o jeitinho todo especial que as pessoas tinham para atirar com as armas de fogo nesses filmes mais antigos? Por que não usam mais esse método, de segurar o braço da arma com a outra mão, e o joguinho de cintura? Até o James Bond atirava assim!


Rosa Klebb: He seems fit enough. Have him report to me in Istanbul in 24 hours.Agora com licença que eu vou assistir Love Actually mais uma vez.
quinta-feira, 13/05/2004
Obsessão
A partir de quantas vezes que eu assisti um mesmo filme que eu estou começando a ficar doida e obsessiva?
Ou é quando eu começar a decorar todas as falas e entender completamente tudo que o cara com o sotaque escocês e incompreensível fala?

E se apaixonar por um personagem de filme, pode? Quero um James Hammerton pra mim. Pode ser assim, feinho e escocês que eu não me importo.
quarta-feira, 12/05/2004
Van Helsing
O filme foi melhor do que eu esperava. Na verdade, até o Hugh Jackman foi melhor do que eu esperava.

O Hugh Jackman me lembra o Julian McMahon, o Cole Turner de Charmed. Acho que são os olhos. Os dois são lindos, por sinal.
Mas enfim.
Gostei do filme, sim, sim. Tem o cara que faz o Faramir, de cabelos curtos. Eu lerda só reconheci porque tinha lido que ele estava no filme, e ainda assim tive que fazer um esforço. Ele é o comic relief da história. Gostei dele. Meio bobo, mas até aí, a idéia é essa, não?
Eu cheguei à conclusão que, se eu fosse pra estar em uma dessas situações de filme de ação e monstros, o melhor que eu tenho para fazer é ser o bobão do grupo. O cara mais pateta sempre se dá bem, mata uns monstros que ninguém consegue matar por pura sorte (ou simplesmente por ser muito desastrado) e quando está prestes a morrer acontece alguma coincidência absurda e ele se salva.
E no mais, é só fugir.
Essa coisa de ser herói não é comigo não.
terça-feira, 11/05/2004
Hm, Hugh Jackman...
Vou (arrastada) assistir Van Helsing com o Luiz. Ouvi por aí que o filme é bom. Talvez melhor do que eu esperava. Veremos.
O Luiz que gosta desses filmes de monstros.
Por ora, minha grande salvação é o Hugh Jackman no papel principal.

As vantagens de ser fútil. Hmmm. Hugh Jackman...
terça-feira, 04/05/2004
Momento filme bobinho com Olivia Maia Rezende:
O filme do dia foi Sliding Doors, que em português ficou De Caso com o Acaso (ê, lelê). O filme sem dúvida tá entre as melhores comédias românticas que eu já vi, junto de 10 Coisas que Eu Odeio em Você, Kate & Leopold, os filmes bobos do Harrison Ford e outros mais que eu não lembro agora.

James: What are you doing two weeks on Saturday?
Helen: Probably killing myself.
James: Excellent. What time does that finish? Do you like boats?
O protagonista, James, a primeira vista, é feiosinho e não tem graça nenhuma, mas ele é muito muito fofo, tão fofo que eu quero um pra mim. O problema mesmo foi entender o que ele falava, porque era fita, e fita sem legenda, e o filme é britânico e ele tem sotaque escocês. Tipo o Billy Boyd. Aliás, igualzinho o do Billy Boyd. Metade do que ele falava ia por um ouvido e saía pelo outro. Algumas cenas eu assisti umas três vezes até entender.
James: Everyone is born knowing all the Beatles lyrics instinctively. They're passed into the fetus subconsciously along with all the amniotic stuff. Fact: they should be called "The Fetals".
No final eu já tava achando o John Hannah até que bonitinho. Ele também tava no filme A Múmia, e no retorno dela também.

De qualquer forma, eu curti. Tem umas sacadas boas e tal. E, ah, sim acreditem, não era tão previsível. Eu adoro esses filmes bobos quando eu ainda não tenho certeza como vai ser o final. Ao mesmo tempo que eu odeio, claro.
James: Cheer up. Remember what the Monty Python boys say.
Helen: "Always look on the bright side of life"?
James: No, "Nobody expects the Spanish Inquisition."
Helen: I-I'm not - I'm not very good at - at, you know...
James: Constructing sentences?
É. Eu quero um James pra mim. Alguém aí tem um sobrando? Pode vir com o sotaque escocês, eu me viro pra entender. Heh.
James: I don't want to be a confusion in your life, Helen - I don't truly. But something's happened to me since I've met you, that I wasn't expecting...and I don't really, I wasn't expecting... repetition of expect - I must buy a thesaurus.
domingo, 02/05/2004
Não era só o Bill que queriam matar...
Tá, assisti Kill Bill Vol. 1.
Eu vejo por aí que o filme é cheio de referências e o escambau, mas peloamordedeus alguém me diz que aquele não é pra ser um filme sério, que aí eu caio na deles.
Pedro falou e disse. Primeiro que o sushiman de Okinawa, que na verdade nem era Japão, faz a melhor espada samurai do Japão (do mundo, vai).

Deadly man, sushiman!
O filme é B, convenhamos. Um filme B com uma fotografia linda e uma direção de arte muito boa. Um filme B classe A, como disse a minha avó no Guia da Folha. Aquele sangue chuveirinho jorrando deve ser alguma zoeira. Tem que ser. Me digam que é!
O cartaz do filme diz O som vibrante da vingança! Vibrante?! Aquela sirene tocando toda vez que a Uma Thurman fazia cara de malvada?! Ou aquela flauta irritante que toca o filme todo? Ou será que o Cinemark que deixou o som alto daquele jeito de propósito, só pra deixar todo mundo louco? E aquela doida assobiando? Meu Deus, tortura, tortura!

A sirene! Estão ouvindo a sirene?
E aquele *beep* na hora que a Uma Thurman fala o nome dela pra filhinha da primeira moça que ela quer matar?
Bride: Meu nome é *beeep*
Nikki: Quê?!
Bride: *Beeeep*
Nikki: Hã?!!
Bride: Eu disse que meu nome é *beeeep*
Nikki: Mãe, não tô entendendo nada que a moça tá falando!
Vernita Green: Vai pro quarto, vai.
Hehehe, foi o que eu pensei. Ninguém merece. A estrutura de Kill Bill é meio que nem um filme pornô. Só que ao invés de sexo, tem pancadaria, luta e decepação de membros. E sangue. Puta merda, quanto sangue. Diz aqui que foram utilizados 450 galões de sangue falso nos dois filmes de Kill Bill. É galão pra caramba.
Eu não achei o filme tenso, nem achei que o filme prendia a atenção. Só não saí no meio porque eu tava com o Pedro. Quando aquele bando de japonês chega pra cima da Noiva com as espadas, cercam ela e tal tal tal, a única coisa que eu pensei foi: "Ah, droga, vai demorar até ela matar tudo isso..."

Filme mais besta.
Prefiro Kung Pow.
quinta-feira, 29/04/2004
Terror pretensioso?
Nunca mudei tantas vezes de opinião sobre um filme durante as duas horas em que o filme acontecia. Mas pior de tudo é depois olhar no site do AdoroCinema.com e descobrir que praticamente todo mundo que deu opinião ali curtiu.

Tá, a princípio o filme começou bem. Passados uns 10 minutos eu já tava meio que fazendo careta, pensando "hã?!" e achando o diálogo bizarro e digno de uma novela das oito. Parecia que ia ser um filme B e previsível (como eu já disse, filme bobo e previsível, eu gosto, o problema é quando o filme é trash e previsível - na verdade, trash e imprevisíveis também não fazem meu tipo, viu Luiz), e que a idéia era fraca e sem graça, com umas coisas de religião, fé, Deus e demônios.

Passados uns minutos eu achei que estava começando a pegar o espírito do negócio, e comecei a gostar. Os diálogos pararam de ser estranhos e o treco tava prendendo a minha atenção.

Aí eu parei de assistir pra ligar no Cidade Alerta e ver o que diabos tava acontecendo na esquina aqui da Pompéia, praticamente do lado da minha casa, que tinha DEIC e exército se peitando, polícia militar no meio, Divisão de Homicídios e o escambau.
Sem chegar a nenhuma conclusão, voltei ao filme.
Onde eu tava mesmo?
Quando a coisa tava começando a ficar interessante, e eu achava que o filme ia ter algum final irado (mesmo sem fazer idéia de que final, tinha certeza que ia ser bom), acontece a primeira reviravolta. Enquanto eu tava tentando arrumar minhas idéias pra se adaptar à nova revelação, acontece outra. Aí é um mar de reviravoltas, e eu já tava com a mesma careta do começo do filme de quando apareceu um anjo prateado com uma espada e uns (d)efeitos especiais dignos de um filme de terror da década de 80.
Caramba.
Afinal, aquilo era um filme de terror, thriller, suspense ou o que? Aqui diz terror. Sei lá.
Ou foi um filme de terror pretencioso demais, ou um filme de suspense que era pra ser bom, mas achou que era um terror pretencioso e quis fazer um final tão surpreendente que acabou não convencendo. O final é imprevisível, sim. Até demais.
Eu hein.
Valeu pelo Matthew McConaughey e pelo sotaque texano dele. Que é fofo. Por incrível que pareça.
Aliás, prenderam o Rugai. De novo.
Cristina Quer Casar
Ontem eu assisti Cristina quer Casar. Um amigo da minha mãe, de faculdade e tal, o Chin (Alexandre) fez a direção de arte. Chique, chique.

O filme é bobo e fofo. Eu não tenho jeito, gosto desses filmes previsíveis e bestinhas, não pelo final, e sim pelo meio, porque num desses o jeito é assistir pelo meio. Se for assistir pelo final, nem precisa. O Marco Ricca tá muito fofo. Eu já tinha gostado dele em O Invasor, mas prefiro ele fazendo papel de fofo ahaha. Mas eu não sou uma pessoa muito difícil de agradar, pra falar bem a verdade.
Ou talvez seja.
Hm.
De qualquer forma, pra cinema, eu sou bem mais tolerante que muita gente que eu conheço por aí. E Cristina quer Casar é um que eu até assisto de novo. O Fábio Assunção fazendo papel de babaca tímido é a coisa mais bizarra que existe. Dessas que você nunca imaginou acontecendo.
Ah, sei lá, o Fabio Assunção pra mim vai ser sempre aquele vampiro branquelo de Vamp.
domingo, 25/04/2004
007 Contra o Satânico Dr. No
E quando dá aqueles estalos, e você acha que descobriu tudo e parece que a visão ficou de repente clara pra caramba? Pô, eu sou uma chata.
Aliás, quem é que almoça à uma da tarde no domingo?! Aliás, quem é que almoça num domingo? No domingo não se almoça, se toma café da manhã às 11 da manhã e come alguma coisa às 4-5-6 da tarde.
A não ser que você seja muito saudável e acorde às seis da manhã todo todo santo dia, e mesmo nos dias que não são nem um pouco santos. Domingo é santo? Acho que não, hein?
O Caderno Mais da Folha publicou entrevistas com escritores que odeiam dar entrevistas. Ou que nunca dão. Alguma coisa assim. Entrevistas com os chatos da literatura! Adivinha só quem estava lá? O Rubem Fonseca! Ah, mas ele é um malinha, né não? Minha vó conheceu ele, de quando ia filmar O Caso Morel.
Minha vó, aliás, conhece uma porrada de gente. Sabia que foi ela quem apresentou a Patrícia Melo pra uma editora? A Patrícia Melo é outra que eu não vou com a cara, na verdade. E ela que largou o marido e foi viver com um maestro aí. Aliás, não é um maestro aí, é o maestro. Tá, eu não lembro o nome dele, pra variar. Ler um livro da Patrícia Melo é como ficar no meio de um tiroteio. É uma barulheira danada e você não entende nada do que tá acontecendo. Vez ou outra morre alguém.
Mas voltando à Folha. Ainda não li a entrevista. Na verdade nem quero ler, mas vou, como faz o Pedro, só pra dizer que eu li.
Assisti 007 Contra o Satânico Dr. No. Isso sim é 007! Hah, e é o Sean Connery! Bizarro é ouvir a voz do Sean Connery, ver as sobrancelhas do Sean Connery e nem acreditar que é ele mesmo.

James Bond: I admire your courage, Miss...?
Sylvia Trench: Trench. Sylvia Trench. I admire your luck, Mr...?
James Bond: Bond. James Bond.
Vou assistir todos. Na ordem. Viva o DVD, e o PS2 do Pedro.

Dr. No: I'm a member of SPECTRE.
James Bond: SPECTRE?
Dr. No: SPECTRE. Special Executive for Counter Intelligence, Terrorism, Revenge, Extortion.
Nunca ri tanto com um filme do James Bond. Ele andava de táxi e apanhava bem mais. O vilão é uma mistura de chinês com alemão, - com cara de americano - não podia ser pior.

James Bond por James Bond, o Roger Moore é mais bonitão, mas a vez dele chega logo. O Roger Moore era o cara que o Ian Fleming queria desde o começo. Alias, o Fleming arrumou um monte de encrenca pra filmarem 007. Acho que depois ele se acostumou com a idéia. E ainda usaram o Roger Moore depois.
segunda-feira, 05/04/2004
A Vida de Brian
Ainda não assisti a Paixão de Cristo, que todos por aí estão falando e criticando e arrancando cabelos e narizes. Um amigo meu usou a palavra "brutal". Na verdade, não pretendo assistir. Talvez, mais tarde, depois que sair em vídeo, e ainda vou dizer que foi pelo Jim Caviezel (apesar de não ter percebido que era ele quando vi o trailer pela primeira vez...), porque ele é bonitinho.
Mas hoje assisti A Vida de Brian. Aposto que é bem melhor.
Some things in life are bad
They can really make you mad
Other things just make you swear and curse.
When you're chewing on life's gristle
Don't grumble, give a whistle
And this'll help things turn out for the best...
And...always look on the bright side of life...
Always look on the light side of life...
(...)
Life's a piece of shit
When you look at it
Life's a laugh and death's a joke, it's true.
You'll see it's all a show
Keep 'em laughing as you go
Just remember that the last laugh is on you.
(...)
(I mean - what have you got to lose?)
(You know, you come from nothing - you're going back to nothing.
What have you lost? Nothing!)
A lua tá cheia, gorda gorda. Acho que vou pro meu quarto olhar a lua.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.