segunda-feira, 11/02/2008

de um leitor do Operação P-2

capafinalmini.pngLuiz Antonio de Assis Brasil, um escritor gaúcho que ganhou com o livro Música Perdida a última Copa de Literatura Brasileira, leu esses dias o meu Operação P-2.

depois me mandou um email, elogiando o livro e tudo. mas ah! nada como elogio assim de um escritor que a gente admira. não pude deixar de perguntar se ele deixava eu publicar o comentário dele no meu blog. e ele deixou.

porque afinal eu tinha ficado mor feliz. e não?

Cara Olivia

Só agora, no início das minhas férias, pude dedicar a atenção que merece teu livro. E merece mesmo. Gostei -- mas isso é dizer pouco, por isso preciso dizer algo mais concreto. A primeira coisa que me ocorre é: agilidade. Olha só a frase, que considero um primor de exemplo" "Porque levantei muito cedo e saí do quarto como um criminoso para não me deparar com os olhos de Gisele acordando ao meu lado". Brava: uma síntese perfeita. Nenhuma palavra sobrando.

Em segundo lugar, economia de meios narrativos. Os capítulos são constituídos, quase na totalidade, por cenas; raramente há um sumário. Bravíssima.
Isso resulta numa combinação que leva o leitor em frente, arrasta-o. Lê-se com o coração na boca, como diria minha avó Petrona (bonito nome, não?). À parte disso, evoca um tempo brasileiro que não deixou saudades, daí porque há pouca coisa escrita. Mas penso que é assim mesmo: seria preciso uma geração a mais para remexer nessas coisas. Nós, os velhotes da literatura, estamos com o assunto ainda engasgado demais.

Parabéns, Olivia.

É um livro daqueles que, fechado, fica repercutindo na nossa cabeça.

dá pra saber mais sobre o Operação P-2 na página dele n'os Viralata. e dá pra comprar por lá, também. quem sabe para dar de presente para alguém. é incrível o quanto tem gente fazendo aniversário por aí esses dias. eu mesma faço aniversário bem logo.

aliás, você podia também comprar o livro como presente de aniversário para mim! uh, é uma grande idéia. eu acho.

sexta-feira, 18/01/2008

os viralata de volta das férias

ae ae.
sr. Branco voltou das férias e Os Viralata também.

agora é a hora de pedir o Operação P-2. não se convenceu? lê o primeiro capítulo.

hip.

sábado, 15/12/2007

Operação P-2, primeiro capítulo

aos mais curiosos e desconfiados, posto aqui o primeiro capítulo do meu livro Operação P-2, que está logo ali sendo vendido no site d'os Viralata. e assim você pode saber melhor que diabos de livro é esse.

ou como bem disse o Branco, neste natal, dê um viralata de presente.

diz aí. nada como um livro policial para aproveitar as férias.

e ao primeiro capítulo de Operação P-2.


* * *


— Amanhã vou dar o golpe.

E era sempre o mesmo, todos os anos. E todos os anos os alunos achavam graça.

— Estudem.
— Professor, a próxima aula cai na prova de sexta?
— Só até hoje.

Juntei o material e esperei por mais perguntas, mas os poucos alunos que continuaram na sala não pareciam interessados em saber mais nada sobre o governo de Juscelino. Ainda faltavam alguns minutos para o sinal. Na sala dos professores, encontrei Carlos lendo o jornal. Professor de física. Um dos meus melhores amigos. Gaúcho como eu; provavelmente o único que não achava que eu era do Rio de Janeiro — culpa de um érre fraco e meio arranhado no sotaque; impossível me livrar dele. Na carteira de identidade eu era do interior paulista, mas Carlos sabia que havia algo de diferente no meu jeito de falar e sempre me olhava curioso quando eu soltava sem querer uma segunda pessoa; um tu mal conjugado. E aquele final de frase cantado e estúpido.

Na verdade evitava o pronome porque o tu me era inevitável; herança de meus pais e de todo meu convívio escolar. Quando não estava dando aulas, falava pouco. Sentia que me denunciava com as palavras.

— Não deu aula hoje?— perguntei.
— Enforquei os últimos vinte minutos. A classe estava impossível. Viu isso aqui?

Dobrou o jornal e me mostrou uma das reportagens. Era uma matéria sobre uma investigação de homicídio. Um jornalista que havia sido assassinado alguns dias atrás. Alfredo Corrêa. Eu sabia que ele era professor de jornalismo em uma faculdade particular, e depois de tanta especulação da mídia descobri que também era formado em história. Minha mulher o conhecia; ela era jornalista, repórter de uma revista semanal.

Alfredo era figura interessante, mas pouco me importava se havia morrido. A polícia não tinha nada, e Gisele passava o dia resmungando que o delegado estava escondendo informações.

Na manchete a revelação da descoberta de um suspeito.

— Parece que foi mandado— Carlos falou.
— Era de se esperar.
— E desconfiam que ele faça parte de uma organização maior.
— O jornalista?
— O suspeito. Que cara de sono, Leonardo.
— Não tenho dormido muito bem.

Pesadelos recorrentes; uma escuridão que me engolia. Carlos me olhou torto. Suspirou, deixando o jornal na mesa ao lado.

— Semana que vem é minha prova e a última coisa que quero é corrigir aluno que não sabe a diferença entre seno e co-seno.
— Tem alguma diferença?
— Que engraçadinho.

Levantou-se para pegar café.

— Dá uma olhada no jornal. Vai te interessar. Estão achando que ele faz parte de uma organização que existe há uns trinta anos.
— Trinta anos?

Senti o sangue gelado e o coração acelerou. Carlos havia enchido um copo de café e me olhava com estranheza.

— Trinta anos. Descobriram uns documentos. Já pensou se for verdade? Quer dizer, tu que é o professor de história. Leonardo?

Quando peguei o jornal percebi que estava tremendo. Carlos ainda me encarava e eu tinha vontade de desaparecer.

— Tu ficou branco.

O sinal tocou e o barulho dos alunos invadindo o pátio ecoou no prédio.

— Carlinhos, preciso de férias.— A professora Juliana entrou na sala fazendo um gesto teatral com a mão.

Procurei a matéria sobre o assassinato do jornalista.

A polícia suspeitava da ligação de Vanderlei Rasini com o crime. Rasini; Vanderlei Rasini. Eu conhecia aquele homem. Larguei o jornal porque de repente não me interessava o que a polícia tinha a dizer.

terça-feira, 11/12/2007

e quem perdeu o lançamento

o livro ficou mor bonitão. compra lá.

sexta-feira, 07/12/2007

um mapa Genial

muitos acham que a Vila Madalena é um bairro mui confuso e por isso coloco aqui o supermapa como-chegar no bar Genial.

como vocês podem perceber, o grande problema da Vila Madalena é que as ruas são APARENTEMENTE retas e paralelas e ordenadinhas, mas de repente há uma curva e você não tem mais volta e quando se dá conta foi parar na Lapa ou no Jaguaré.

mas não tema! eis algumas opções de como chegar no bar Genial, na segunda-feira, para o lançamento do Operação P-2. alright?

mapagenial.jpg
clica pra ver maior

legenda:

amarelo: caminho pela praça do Pôr do Sol / serve para quem vem pela rua Natingui / serve para quem vem pela Diógenes Ribeiro de Lima / sem trânsito / grau de dificuldade: alto (ruim para quem tem problemas com subidas muito íngremes com uma valeta no meio, curvas assustadoras e/ou para passar o carro em cruzamentos com a visibilidade meio tosca)

azul claro: caminho pela avenida Heitor Penteado pra quem vai sentido Dr. Arnaldo / trânsito na avenida / grau de dificuldade: baixo (não dá pra ver no mapa, mas a rua que entra é a Paulistânia, logo quando começa a descida)

azul escuro: caminho pela Heitor Penteado pra quem vai sentido Cerro Corá ou para quem entra na Heitor Penteado depois que a Paulistânia já passou / trânsito médio / grau de dificuldade: médio (pra quem vai sentido Cerro Corá é um farol exclusivo para quem vira à esquerda, logo depois da rua Apinagés)

roxo (lilás?): caminho pela avenida Sumaré / serve para quem vem da avenida Brasil, mas ninguém vem da avenida Brasil / trânsito médio (a não ser que você venha da avenida Brasil) / grau de dificuldade: médio (o grande truque é não perder o retorninho)

laranja: caminho pela avenida Pedroso de Moraes / trânsito médio a alto (tem dias que aquela entrada para a rua Inácio Pereira da Rocha meio entope) / grau de dificuldade: baba (o caminho com mais trânsito sempre é o mais fácil)

verde: caminho a pé pelo metrô Vila Madalena / alguns degraus e subidas / grau de dificuldade: médio (depois que entrar na ruazinha ali saindo do metrô você vai dar de cara com uns degraus. sim, suba os degraus até o fim)

vermelho: caminho a pé pra quem desce do ônibus na Teodoro Sampaio ou na Cardeal Arcoverde / menos subidas e descidas / grau de dificuldade: baba (diz pro cobrador que quer descer perto da Fradique. quem quiser pode arriscar uma dessas ruas antes, tipo a que bordeia o cemitério. mas eu nunca tentei)

domingo, 25/11/2007

mais operação p-2

da quarta-capa //

Para Leonardo, o passado é um roteiro na memória e uma pilha de provas de História a corrigir. Mas isso está prestes a mudar - e em velocidade vertiginosa. Um jornalista e professor universitário é assassinado ao pesquisar desvios de verbas no período da ditadura militar; queima de arquivo? Como herança maldita para Rafael, seu aluno (e aprendiz de Philip Marlowe), três nomes e uma instrução: "procura o investigador Mateus, no DEIC". As descobertas da polícia despertam na mídia a curiosidade por uma suposta organização de guerrilha que funcionaria até hoje. Operação P-2? Outras mortes sucedem e Leonardo é pressionado em direção ao inevitável: um confronto com as lembranças de uma identidade que já não pensava ter, há quase vinte anos.

vocês já sabem, mas eu vou repetir agora e depois ainda: lançamento 10 de dezembro, a partir das 17h, no bar Genial.

[claro que a quarta-capa precisava ser escrita por el_Rey Tiagón, que leu e tresleu o livro tanto quanto eu (ou mais). e também porque ele é bom nisso e pronto.]

segunda-feira, 19/11/2007

e o lançamento

convite p/ lançamento

então o lançamento de Operação P-2 está confirmadíssimo, e vocês todos devem ir. sim!

ou ao menos ajudar a divulgar? né, ajudar a divulgar é uma coisa legal, eu acho.

quem queria muito ir mas tem certeza que vai esquecer, é só deixar um comentário que eu mando email dois dias antes. ou um dia antes. ou no dia. ahá. (serviço exclusivo cabeça de vento cia. ltda.)

quarta-feira, 14/11/2007

preparados?

lançamento 10 de dezembro de 2007.
mais detalhes em breve.


[claro que o vídeo é coisa do Branco.]

e aos paulistanos, bom feriado ultra-prolongado pra vocês. eu vou e volto no sábado.

sexta-feira, 02/11/2007

a escolha da capa do Operação P-2 // finale

a quarta parte do enigma em quatro partes

diga o que for, mas a capa está escolhida e não há mais volta.

como eu tinha dito, sentia falta daquele primeiro bonequinho, então o que fiz foi pedir ao Tiagón se não podia fazer a capa #7 e fazer branca a quarta-capa, e botar o bonequinho ali.

veio:

clica pra ver maior e mais nítido

James Bond ou não, não poderia ser outra. e já dei pulinhos de alegria por voltar aquele bonequinho, silencioso como são as imagens em uma quarta-capa, dizendo o que deve ser dito aos olhos mais atentos.

isso aí. a capa está definida, e também já o projeto gráfico do miolo. agora é esperar chegar o isbn e torcer para que eu não tenha errado nada com a documentação. e torcer para o computador do Branco voltar a viver.

e que tal a capa?

quinta-feira, 01/11/2007

a escolha da capa do Operação P-2 // parte 3

um enigma em quatro partes

pois.

partindo ainda da idéia dos bonequinhos e também da idéia do cano de arma, sr. meu capista bolou mais algumas capas.

confesso que senti muita falta daquele primeiro bonequinho. achei de qualquer forma que o par de soldadinhos dessas novas versões não ficavam mui bem em fundos coloridos, embora eu tivesse achado a composição da #6 bem simpática, não fosse o laranja. granted, eu gosto de laranja, mas eu compreendo os limites das minhas manias cítricas e me contento com o verde-limão nas janelas do meu desktop.

e porque o Tiagón antes tinha me dito que se eu estava em dúvida era porque não havia surgido A CAPA, eis que morreu a dúvida. dei com A CAPA.

qual?

claro que só vou dizer amanhã, porque senão não seria um enigma em QUATRO partes, ora, ora. mas ela já está aqui, nesse post.

arrisca um chute?

quarta-feira, 31/10/2007

a escolha da capa do Operação P-2 // parte 2

um enigma em quatro partes

alright.

onde estávamos?

da primeira fornada de capas, eis as capas que passaram para a segunda fase:

aconteceu que gostei demais da idéia de um soldadinho de brinquedo, e quem conhece a história do livro pode entender, ou. e quem não conhece vai ter que ler e conhecer (falta pouco, falta). mas essa outra imagem, woosh. achei foi o P-2 muito enorme. isso eu não falei pro Tiagón, porque ele pode ser o melhor e mais paciente capista do mundo, mas a gente sabe também que todo designer é sensível. e eu como já estive no lugar do designer, fechei o meu bico e esperei o que vinha.

e o que veio:


e então eu surtei.

waa, maldito capista.

intimei ele para um gtalk e falei: e agora, gosto de quase todas.

concordamos que a fonte da #3 era um troço incrível, e ele me revelou o nome assustador da fonte. eu continuava gostando do primeiro bonequinho, mas a #3 tinha toda uma coisa. e a #7 também me chamou, com aquele tom mei amarelo (porque às vezes amarelo e preto até que vai bem).

mas a #1 também. e a #4. ah, esse bonequinho me ganhou.

acho que foi também quando admiti que achava aquele P-2 da #5 muito grande, mas a verdade é que já nem achava ele tão grande assim. Tiagón, mui sabiamente, antecipou minha crise e falou, outra vez: "ahhhh! agüenta aí. mais capas depois do jantar".

só que eu fui dormir, e só vi as mais capas no dia seguinte.

né? amanhã tem mais.

terça-feira, 30/10/2007

a escolha da capa do Operação P-2 // parte 1

um enigma em quatro partes

ou: porque o Tiagón é o melhor capista do mundo

sim, o sr. meu capista é el_Rey Tiagón, e apesar de uma mania estranha com fontes de nomes banto, ele é o melhor capista do mundo. o mais paciente, sem dúvida, ele é.

eis então o processo de escolha e fazimento da capa. em quatro partes.

agora é a primeira.
começa, a primeira leva:

o Branco reclamou do chapado burro-quando-foge das capas #1 e #3. não pelo burro-quando-foge, mas pelo chapado. qualquer coisa da gráfica. coisa de editor.

aí eu achei genial a idéia do bonequinho soldadinho, e pulei feito uma criancinha feliz. e a #4 também, uh. a #5 achei muito bloody e a #6 muito amarelo com preto. e reclamei das fontes, e o Tiagón falou: "ahhhh! agüenta aí".

então ele fez uma segunda leva de capas, partindo das duas que eu tinha gostado mais.

mas eu só posto a segunda leva amanhã, que é pra criar uma expectativa.

domingo, 28/10/2007

o quê? mais um lançamento?

E todo ano?

Eis que em breve lanço meu segundo livro, Operação P-2.

E em breve quanto? Provavelmente dezembro. E provavelmente dia 10 de dezembro, segunda-feira. Pois tratem de separar a noite e não arrumar nada pra fazer. Até porque, cazzo, que diabos uma pessoa faz em uma segunda à noite? (Trabalhar não vale).

O livro sai pel'Os Viralata, pelas mãos do Branco Leone e com projeto gráfico e capa e tudo por el_Rey Tiagón.

Tendo capa e certeza do dia, volto a fazer barulho. Por ora, estou tentando decidir se o livro vai com ou sem orelha. Com orelha o preço final do exemplar sobe 4 reais. Alguém pagaria 4 reais por um par de orelhas?

Mas diz aí.

 

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