segunda-feira, 06/08/2007

ficha de personagem: Pedro Rodriguez

pedro rodrigueznome:
Pedro Auricht Rodriguez
idade:
31 anos
signo:
Touro
aparência física:
1,70m de altura e uma cara de moleque. Tem os cabelos castanhos e cortados muito curtos. Olhos castanhos e a pele bem morena; o rosto sempre com a barba por fazer, de um ou dois dias atrás. Para vestir: jeans e camisa, vez ou outra se lembra de vestir uma camiseta por baixo. Está sempre de tênis. Dependendo do sol, sai de boné. Não é um que vá chamar atenção em público, se não por uma possível reação de "já vi esse cara em algum lugar" que esses rostos comuns costumam causar.

(O desenho aí ao lado é quase tão antigo quanto a criação desse personagem. Pelo meus cálculos, é de 1999-2001. Mas serve, por esboço.)

cidade natal:
São Paulo - SP
localidade:
mora no bairro da Lapa, São Paulo - SP
profissão:
investigador de polícia no DHPP (departamento de homicídios)
hobbies:
sua moto. Na verdade, fora do trabalho, é das únicas coisas que o distraem. Quando está sem o que fazer vai até uma oficina de motos perto de sua casa e passa a tarde por ali, conversando com o dono do lugar e outros aficcionados que sempre aparecem.
manias, hábitos, vícios, etc:
Pedro fuma, e muito. Aproveita para sair da sala da delegacia e ir até a rua quando tem a desculpa de sair para fumar. Odeia a imprensa e nunca lê os jornais. Passa pela banca e olha as chamadas principais, mas se irrita com o resto. Por qualquer eco das reclamações do pai, que de quando Pedro era criança resmungava sobre as verdades escondidas. O mesmo com a televisão, que prefere sempre deixar sem o volume. E sempre que está em casa deixa a televisão ligada, e muda. É péssimo para dirigir carros e todos sabem disso. Porque cruza a frente dos outros e costura como se estivesse de moto, além de ser um tanto impaciente. Deixa qualquer um nervoso de estar no banco do passageiro. Pedro tem a audição do ouvido esquerdo prejudicada. Perdeu pouco menos de 50% dela em um "acidente de trabalho", uma explosão de uma casa durante uma investigação. No ouvido direito perdeu por volta de 10%.

da família:
pai é Celso Rodriguez, um jornalista aposentado que já brigou muito com os jornais onde trabalhou. Sempre arrumava encrenca quando o editor queria mudar qualquer coisa na pauta, fosse por interesses do jornal ou interesses de gente mais importante. Apontava dedos. Acabou sendo demitido uma última vez e não conseguindo mais emprego no meio. Foi trabalhar como garçom até se aposentar. Um tipo de temperamento explosivo e impaciente. Aposentado, agora, cada vez mais rabugento. Tem orgulho do filho, e da integridade que ele mantém trabalhando na polícia, mas ele e Pedro tem qualquer tipo de incompatibilidade de gênios -- ou gênios por demais parecidos -- e acabam não se dando tão bem.

a mãe é Luciana Rodriguez. Ela desapareceu quando Pedro tinha 24 anos. Desapareceu; fugiu. Deixou um bilhete dizendo que não fossem atrás dela. Meses depois mandou uma foto com ruínas astecas ao fundo e um homem sorridente de cabelos brancos ao seu lado. Atrás da foto estava escrito: "este é Luiz. Estamos bem". E só. Nunca mais ouviu falar da mãe. Às vezes resolve investigar, mas é atitude sempre frustrada. Pedro não se conforma, mas prefere deixar o assunto de lado. A mãe sempre foi um tipo meio desconexo do mundo, um pouco artista, um pouco autista. Ela e o pai estavam separados já há alguns anos quando ela fugiu. Ela tinha uma gata chamada Lua que acabou ficando sob os cuidados de Pedro.

Pedro tem uma irmã mais nova: Andréa. Ela tem 27 anos e é casada com um homem chamado Leandro, que trabalha na Receita Federal. Pedro e Leandro foram colegas no tempo de ginásio; não se dão muito bem e vez ou outra sai briga. Andréa dá aulas de piano particulares e também trabalha em uma escola, dando aulas de iniciação musical para crianças. Pedro faz seu papel de irmão mais velho protetor e Andréa faz, para ele, as vezes de mãe. Se adoram.

os amigos:
- Iuri, colega de faculdade e depois colega de trabalho. Estão sempre se desentendendo, mas é daquelas amizades que não se explicam.
- Alan, um ruivo que conheceu quando estava afastado da polícia se recuperando de um acidente de trabalho (a explosão de uma casa, quando perdeu parte da audição). Ele mora no bairro de Pedro e é escritor de histórias infantis.
- Adriano é o editor de Alan. São amigos, porque fizeram a faculdade de jornalismo juntos. Quando Pedro e Alan saíam para beber Adriano sempre aparecia, e ficaram amigos também.
- Sara é uma ex-namorada do tempo de faculdade. Ela é promotora pública em Campinas e fica na casa de Pedro sempre que precisa fazer qualquer coisa em São Paulo.
- Nelson, mais que amigo, é colega de trabalho com quem Pedro se dá bastante bem. Nelson é perito do IC.


Pedro é um dos que eu chamaria os personagens originais. Um primeiro esboço dele já existia desde meus 14 anos, e durante esses anos ele foi crescendo, virando gente junto comigo, virando adulto junto comigo. A teimosia, o hábito de agir por impulso e a obsessão com o trabalho são das características que ele nunca conseguiu se livrar. Ele também nunca soube dirigir e sua moto deve ser a mesma desde 1999. Também sempre teve a gata, Lua, bichana tanto quanto insana e neurótica que acaba sempre se metendo nos casos em que ele está investigando, de algum jeito. E da criação do personagem até agora fui aprendendo sobre a polícia, sobre o mundo que há nas delegacias e também sobre o DHPP. Pedro precisou virar um pouco gente, virar polícia. Claro que contei com a ajuda do meu polícia #1. Depois escrevi a primeira história em que ele era o protagonista "Duas Luas". Depois comecei a reescrever e parei. Resolvi que era hora de pular adiante. Agora estou escrevendo uma que tem como título provisoríssimo "Suicídio".

Quando os pais de Pedro se separaram, ainda que Pedro morasse com a mãe, passava a maior parte do tempo na casa do pai. Ele e o pai se bicavam, mas ele sempre preferiu o pai lhe atormentando à indiferença da mãe. Ele e a irmã foram morar juntos assim que ele arrumou um emprego em uma oficina mecânica, aos 19 anos, e o pai topou ajudar os dois com o aluguel. No ano seguinte Pedro entrou na faculdade de direito e conheceu Iuri, que por muito tempo seria seu melhor amigo e, ainda, colega de trabalho na polícia. Porque no terceiro ano da faculdade os dois prestaram o concurso para a polícia civil e passaram. Pedro largou a faculdade no começo do quinto ano e o amigo continuou, e se formou. Também porque Iuri havia se casado. Na verdade, Iuri prestou o concurso porque precisava urgentemente de um emprego. O casamento de Iuri fez cair uma estranheza toda na amizade dos dois. Continuaram amigos, verdade. Mas a esposa de Iuri não gostava de Pedro, e, então.

Trabalhavam no 7º DP, no bairro da Lapa, primeiro como plantonistas e depois de dois anos passaram para a chefia. O delegado titular, Ulisses Fonseca, era um tipo honesto (e um pouco mal visto) que gostava de Pedro. Depois de um ano, com uma ajuda de um primo do pai que trabalhava na administração, os dois foram trabalhar no DHPP. Mais ou menos na mesma época Andréa, sua irmã, casou-se e saiu da casa deles.

Pedro e Iuri sempre funcionavam como dupla para investigação porque de certa forma tinham gênios opostos e equilibravam-se. Pedro é impulsivo e quase negligente em certos aspectos, enquanto Iuri pensa demais antes de fazer qualquer coisa. Iuri tem paciência para ouvir as vítimas e Pedro, jamais.

No DHPP Pedro conheceu Denise. Ela era investigadora e ele se sentia um adolescente ridículo perto dela. Foram alguns anos nessa paixão platônica e estúpida. E claro que todos na delegacia sabiam o que estava acontecendo. Ela devia saber também. Pedro até arrumou algumas namoradas que não duravam duas semanas, e jamais desistia de Denise. Pedro sempre foi um tipo teimoso. E, ainda assim, inevitavelmente mulherengo (palavra horrenda), porque pensando em Denise ia atrás de outras, e talvez por isso que demorou tanto para dar um primeiro passo na direção daquela que ele tinha certeza ser o grande e único amor de sua vida.

No tempo de faculdade Pedro namorou por um ano uma moça, colega de curso, chamada Sara. Atualmente ela é promotora pública em Campinas. Mas muitas vezes precisava ir a São Paulo, e ficava no apartamento de Pedro. E ficavam juntos. Um caso sem compromisso nenhum, Pedro não tinha mesmo do que reclamar. Mas o que ele não sabia.

No ano anterior ao que se passa a trama de "Suicídio", Pedro e Denise começaram a namorar. Ele deu o primeiro passo, mas ela já esperava, e já começava e pensar que não seria má idéia dar uma chance. Durou quase um ano e se davam muito bem obrigado, ainda que vá se pensar que não se pode esperar muito romantismo de um namoro entre investigadores de polícia. Mas deu que Sara veio para São Paulo, e ficou na casa de Pedro, e. Claro que Denise descobriu, e mandou ele à merda. Iuri achou tudo aquilo um absurdo e faz muita questão de lembrar a Pedro o que foi que aconteceu, e porque Denise terminou com ele.

Se Pedro é personagem cheio de contradições e passos errados, ele tem lá seus princípios. Principalmente porque trabalha na polícia, lugar onde princípios muitas vezes são pouco nítidos e variáveis. É um tipo leal, muito disposto a perdoar os erros alheios, desde que esses erros sejam admitidos. Não que sempre admita seus próprios erros. Sabe que errou com Denise, mas ela não lhe deu a chance de falar nada. Talvez espere demais dos outros. Espera sempre a lealdade retribuída, e frustra-se em silêncio. É um tanto obcecado com o trabalho e as investigações, porque fora do trabalho não tem muito com o que se ocupar.


e para ir além, um pouco da ação:
o primeiro capítulo de "Suicídio".

 

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