sábado, 23/08/2008
depois da bienal do livro
morreu mais um pouquinho o que talvez me restasse de fé no mercado editorial.
terça-feira, 15/07/2008
gato ajustável
não importa a posição em que você esteja sentado ou deitado. o gato sempre vai encontrar uma posição confortável para ficar em cima de você.
quarta-feira, 18/06/2008
ao que poderia existir como verdade
parece certo que o problema de termos como "real" ou "verdade" (e afins) está no próprio termo. que é essa insistência humana em inventar nome para conceitos abstratos ou essencialmente subjetivos, quase sempre inexistentes.
quinta-feira, 21/02/2008
da utilidade do trânsito na cidade grande
fatos sobre a cidade grande:
:: há trânsito
:: ficamos horas no trânsito
:: as pessoas tem mais coisas para fazer, inventam mais coisas para fazer, inventam mais trabalho para fazer, e nunca têm tempo pra nada
:: as pessoas são estressadas
o trânsito é um estresse a mais? talvez. mas diz aí, você que mora na cidade grande e dirige pro trabalho e pra faculdade e pra puta que pariu (se faz tudo isso de ônibus também serve): quando é que você tem tempo para pensar?
quando eu pegava ônibus no tempo de cursinho era sempre ali quando ele fazia a curva no final da Consolação e entrava na dr. Arnaldo que eu pensava nos posts mais engraçadinhos. dirigindo fica mais difícil anotar os posts engraçadinhos (às vezes eu não resisto e anoto no celular), mas eu penso neles do mesmo jeito (a diferença é que eu esqueço depois).
mas posts engraçadinhos é uma metáfora para outra coisa. o trânsito te obriga a se conformar. ou ao menos deveria. você está lá, no trânsito, não tem como ir pra frente nem pra trás (imagina a Rebouças sentido centro às seis da tarde). que você vai fazer? manja aquele momento que nem buzinar não serve? quer dizer, não é uma mula lerda, é uma multidão de mulas lerdas, espremidas em uma rua que provavelmente é estreita demais para a quantidade de carros que tenta passar por ela (incluindo a avenida Rebouças). o que vai fazer?
eis o que digo: a solução é usar esse momento para... pensar! ou, ainda, em outras palavras: se tudo na cidade grande é um estresse, por que não fazer do trânsito aquele momento de pausa forçada, respirar fundo, relaxar, botar uma músiquinha e esquecer da hora marcada (porque não vai adiantar nada estressar se o carro da frente, e o do lado e o do outro não se mexem de jeito nenhum).
sim, sim. é o que eu digo. o trânsito é inevitável. o trânsito pode ser útil! se a cidade não te deixa parar nunca, o trânsito te OBRIGA a parar. ora, ora.
eu devia ter pensado nisso antes.
terça-feira, 12/02/2008
escreve escreve escreve
olá, bem vindos à minha última semana de férias. aquela semana em que leio loucamente toda literatura policial possível para então morrer com um professor de literatura brasileira me mandando ler poetas simbolistas.
oh well.
mas foram dessas férias reveladoras. estou vidrada nessa de literatura policial. agora é isso. eu sou isso. não tem mais volta.
desde os 11 anos eu desenhava. fiz curso de desenho. fiz sozinha, aos 12 anos, fiz outra vez, nas aulas de artes do colégio, e fiz de novo, durante um curso de quadrinhos, e mais outra vez, quando comecei uma faculdade de artes plásticas. devo ter desenhado a droga da cadeira umas cinqüenta vezes, além dos milhares de desenhos sem olhar para o papel e devo ter feito uns trocentos desenhos de ponta cabeça por causa desses cursos. que são sempre a mesma coisa, diga-se de passagem. funciona que chega a ser um absurdo, vou dizer. não é brincadeira. mas chega na quarta vez você tem mesmo é vontade de sair correndo.
o negócio é que desenhar não era comigo. vá lá, eu sabia desenhar. ainda sei. tem gente que acha incrível. mas não sou nenhuma artista. muita gente desenha infinitamente melhor que eu. eu só tenho o olhar treinado e uma mão que treme.
outra: eu só queria desenhar. não queria fazer arte.
pronto. fugi da faculdade de artes plásticas.
dei de escrever.
mas, convenhamos, eu sempre escrevi. um tempo atrás topei com uma pasta de exercícios da escola de quando eu estava no pré. acho que era um trabalhozinho do tipo "quem sou eu". estava lá, na segunda página: "o que eu gosto de fazer". e vinha minha letra de forma toda gordinha: DESENHAR E ESCREVER.
eu vivo repetindo isso. mas não é incrível?
o que eu ia descobrir com a escrita era o mesmo que com o desenho. eu não sou artista. eu só quero contar histórias. assim como eu só queria fazer em paz meus desenhos de observação, porque a representação da realidade sempre me encantou muito mais do que qualquer outra coisa (eu gosto de miniaturas. eu sou viciada em miniaturas). ah!
era isso. ei, olha só. não quero ser artista. eu não quero ser genial, porque afinal com tudo que já escreveram eu não teria nenhum motivo para me meter a besta de escrever mais ainda. como se eu fosse dizer qualquer coisa nova. ah, pára com isso. se o último gênio foi Rimbaud, na metade da vida ele se arrependeu de tudo que tinha escrito e tentou em vão dizer para todos que era tudo uma bobagem de um adolescente meio emo. ninguém deu bola.
a verdade é que não sei sair por aí fazendo coisas novas. eu sei transformar idéias. adaptar idéias. usar a realidade para a ficção. é isso que eu sei fazer.
e a literatura policial. um amigo diz o que há para ser dito. literatura policial é artesanato. putz, é isso. chega de arte. se alguém vier com o papo de "o que é arte" ou "o que é literatura" eu juro que vou estar esperando com um pedaço de pau na mão.
terça-feira, 05/02/2008
miopia
a gente sabe que a miopia está ficando braba quando começa a precisar de óculos para cortar as unhas do pé.
or else.
quinta-feira, 27/12/2007
constatação de natal
o Tom Cavalcanti faz um Roberto Carlos melhor que o próprio Roberto Carlos.
sábado, 24/11/2007
inutilidades de uma tarde de sábado
por qualquer motivo pequeno me vejo agora incapaz de usar uma fonte Times 12 no meu editor de texto sem achar aquilo tudo muito horroroso. também porque a fonte FreeSerif sempre parece muito mais simpática e o tamanho 14 sempre muito mais agradável.
ou então eu estou ficando velha.
terça-feira, 09/10/2007
afogados
domingo, 16/09/2007
porque não confio em gente que não gosta de gato
a verdade é que aqueles que gostam de gatos são sempre pessoas que estão dispostas a dar carinho sem jamais esperar nada em troca.
domingo, 09/09/2007
to hell with culture
obviamente cultura é uma invenção da classe média, que não tinha a menor elegância e muito pouco dinheiro, e para mostrar que era diferente da plebe precisava dizer que tinha alguma coisa.
quinta-feira, 23/08/2007
do que me serve saber escrever
na verdade muito me serve saber escrever quando há as provas na faculdade, e ainda que uma faculdade de letras, os professores muito se impressionam quando se deparam com alunos que, de fato, sabem escrever.
isso, claro, quando o conteúdo sai no papel assim todo torto. como na prova de literatura portuguesa nessa última terça-feira.
terça-feira, 07/08/2007
julgamento a 200km/h
agora e ultimamente tenho me irritado demais com a velocidade de julgamento alheio.
porque, então, sinto-me como se eu fosse a ONU tentando fazer a PALESTINA e ISRAEL se entenderem.
e pergunto-me: vale o esforço? mais capaz que o esforço faça sobrar pra mim, que fico fazendo o ADVOGADO DO DIABO.
que se odeiem.
sábado, 23/06/2007
Não repara, porque é cedo
Odeio gente que se atrasa.
Talvez porque quando alguém diz que chega às 11 eu costumo acreditar que 11 seja 11, e que o esforço deveria ser feito para estar no lugar combinado às 11. A não ser que seja o meu pai ou o meu amigo Eduardo (meu pai se atrasa uma hora e o Eduardo desiste antes de sair de casa e resolve ficar lavando roupa). Ou minha irmã, que leva 2 horas para ficar pronta de manhã. Mas aí ela não costuma combinar horários.
Oras. Não?
Eu acho até engraçadinho com essa gente que se atrasa é que basta se atrasar uma vez para virar uma gente que se atrasa.
Mas eu nunca aprendo. Eu continuo combinando coisas com meu amigo Eduardo e continuo ficando pronta na hora quando combino alguma coisa com o meu pai e esperando 2 horas minha irmã ficar pronta depois que falei que vamos sair dali uns 15 minutos.
Ah, sim.
terça-feira, 22/05/2007
e de passagem
Email é um troço mui sensacional, diga-se de passagem.
sexta-feira, 18/05/2007
E o que é
Só a linguagem pára o tempo.
quarta-feira, 21/03/2007
10 páginas depois
Jamais vou conseguir ler O Guarani.
domingo, 18/03/2007
De um fim de semana corrigindo redações e dizendo que a argumentação está vaga e precisa de mais elementos que a sustentem
Estava reparando que antes meu blog costumava ter comentários.
Quero os comentários do meu blog de volta.
.........................................e ganhei toda a Comédia Humana. os gatos gostaram.
E vou escrever um conto para uma paradinha do Itaú Cultural.
Oh!
Hoje eu também reparei que tenho 22 anos.
E o Palmeiras ganhou do Sertãozinho. Edmundo jogando é uma coisa tão nostálgica, de tempos remotos quando eu torcia e gritava e dava piruetas no sofá e eu tinha autógrafo do Edmundo e do Evair e do Sérgio goleiro.
(Junto com os comentários eu reparei também que eu era meio revoltadinha, n'era não?)
segunda-feira, 16/10/2006
Esquizofrenias
Às vezes esses meus personagens me doem.
domingo, 24/09/2006
Vícios
Não pode ter mais de 100 reais na minha conta que eu já quero sair gastando metade com livro.
segunda-feira, 29/05/2006
Por que os investigadores de polícia em São Paulo deviam trabalhar de terno e gravata
1.

2.

3.

4.

Pôquer dos perdidos
Não entendo a graça de Lost. Ô trem chato, um monte de gente preso numa ilha sem tomar banho, vendo coisas, sem saber há mais ou menos mais de um ano que diabos é "them". Pra mim é um jogo meio chatinho de pôquer, o cara está lá todo apostão, jogando vários dólares na mesa e você não está achando nenhuma graça porque sabe que ele só tem uma dupla de valetes.
(e os viciados em Lost são aqueles que vão deixar o cara da dupla de valetes levar todo o dinheiro e ficar falando como ele é um cara esperto.)
(e nem tem um cara charmosinho pra deixar a coisa interessante.)
(não se fazem mais personagens charmosinhos como antigamente.)
Insight que o Orkut me deu
Meninos acham que viraram gente grande quando começam a querer inventar estilos pra barba deles.
quarta-feira, 24/05/2006
Legal mesmo
deve ser morar numa cidade chamada Anta Gorda.
terça-feira, 18/04/2006
Alcohol
De certa forma parece então que a Coca-Cola salvou os Estados Unidos do coma alcóolico total generalizado.
o seu vício pelo meu.
ao fígado, em memória de Scott Fitzgerald!
(meus posts não fazem mais sentido, oh céus.)
sábado, 15/04/2006
Das coisas que a gente aprende na vida
Tirar a cutícula é como ir no cassino;
tem que saber a hora de parar.
quinta-feira, 23/03/2006
E o mundo roda rosa mundo roda.
porque eu ando revoltadinha
Eu assino 211 feeds no meu Rojo, entre blogs, feeds de imagens do Flickr e outras viadagens. Não leio tudo de todos sempre o tempo todo, mas tento dar uma olhadinha em tudo pra ver do que se trata e se me interessa. Se eu perco tempo com isso? Certamente. Talvez até uma meia hora, uma hora por dia. Big deal. E não tem gente que passa duas horas do dia lendo jornal?
Credo.
Hip hooray DGR meu ídolo, para revolucionar esse mundo de blogs com um movimento que involve espigas de milho em um sobretudo, máscaras de coelho e uma trilha sonora com Richard Cheese para acompanhar.
(estou levemente obcecada com o modernismo. maldito modernismo. mundo torto.)
quinta-feira, 16/03/2006
Talk
Ninguém percebeu o potencial de perigo que é deixar o Tiagón ter acesso a programas de mensagem instantânea com uma Olivia online.
sexta-feira, 10/02/2006
Gigabytes
Chico Buarque é o mal do século. Do século passado.
quarta-feira, 08/02/2006
Insight em um fim de tarde chuvoso voltando do supermercado depois de comprar cebolha e apetrechos para um macarrão família
O problema nunca foi voar.
O problema sempre foi cair.
Mundo indie
Toda banda indie tem um careca, um cara com óculos de aro grosso, um cara com franjinha e um magrelo.
Às vezes as categorias se misturam.
Se sobrar algum que não se encaixa nessas, ele é o baterista rebelde e bombadinho com uma tatuagem em um local pouco público.
sábado, 28/01/2006
Rinite
Se eu juntar todos os pêlos de gato espalhados pelo meu quarto dá pra fazer um gato novo.
quinta-feira, 17/11/2005
Café
Há uma sensação nas pálbebras quando o dia está acabando mas eu tomei café depois do meio-dia.
É uma coisa meio psicótica.
quarta-feira, 19/10/2005
Aníbal e seus elefantes
Começo a achar que se não consigo bolar um título para um tal capítulo talvez esse tal capítulo não tenha muito uma razão de ser e melhor mesmo seria jogá-lo pela janela.
segunda-feira, 17/10/2005
Egoquem?
Não é por nada não, mas esse Freud era meio esquizofrênico.
sexta-feira, 30/09/2005
Constatação
O gatinho do meu blog vai pular na extrema direita.
Disse um amigo meu.
quarta-feira, 28/09/2005
Oh, well
Quanto mais eu ouço falar de literatura mais eu tenho vontade de virar caiçara, ir morar em São Sebastião e viver da pesca.
quinta-feira, 22/09/2005
Opiniães
nada é o que parece
Jesus Cristo, estou ficando cada vez mais confusa.
Vou deixar meu heterônimo assumir um pouco.
Ei, chega aqui. Pára de falar de Hitler, rapaz, já não te disse que Hitler era mesmo é muito burro porque se tivesse estudado um pouquinho saberia que invadir a Rússia no inverno era uma péssima idéia?
Pronto. Enquanto isso eu vou ali dar uma volta.
Definitivamente
As pessoas não entendem a lógica dos pseudônimos.
quarta-feira, 21/09/2005
Analogia
O mundo está nas pequenas coisas.
Os problemas do mundo estão nos problemas das pequenas coisas.
Chutando o balde
É tão ilógico esperar um livro bom de uma capa boa quanto é concluir que todo livro bom deva ter uma capa bonita. E o contrário.
Isso. Afinal, se você quer um bom livro você não compra qualquer um com uma capa bonita. Se o livro for ruim você não compra. Aliás, não lê. E se lê e não gosta, não é exatamente culpa da capa, é? E se você só quer um enfeite de prateleira é melhor mesmo ir atrás daquele que tem uma capa melhorzinha.
Muito complicado?
I could just go on and on.
Sensatez
pra bom entendedor
Pessoas sensatas costumam ser sempre aquelas que não se esforçam por parecerem sensatas.
quarta-feira, 07/09/2005
A verdade é essa
É um daqueles momentos em que eu acho tudo muito idiota. Ninguém entende nada. Ninguém presta atenção em ninguém. Aí as pessoas ficam lá com seus umbiguinhos bolando argumentos tão geniais e falando bem alto e pensando puxa, agora eu criei um argumento muito genial e vou acabar com todos os outros e as pessoas vão ver como eu sou genial e mais esperto que todo mundo junto, mas na verdade ninguém ouviu, ninguém está prestando atenção, estão cada um com seu umbiguinho bolando seu argumento genial.
(E talvez esse seja o meu argumento genial, puxa vida, olha só que bonito o meu argumento genial, agora sim todo mundo vai ver como eu sou esperta e genial.)
(Mas são quatro da manhã e eu tomei muitos goles de Coca-cola e não quero dormir, e essa coisa de dormir, sabe, é tão complicado porque quando a gente vai dormir o dia acaba, e o dia seguinte é um dia diferente.)
terça-feira, 06/09/2005
Coisas pertinentes
Cortar a unha é muito complicado, minha mão direita não confia na esquerda e fica regulando a posição do cortador e ainda depois que eu termino eu sempre tenho que lembrar de conferir se cortei mesmo as unhas de todos os dedos, porque eu sempre acabo esquecendo de uma.
quinta-feira, 25/08/2005
Bem vindos à São Paulo
Eu juro que não queria falar do tempo mas, honestly, não tá na hora de São Pedro tirar o estagiário do controle e contratar alguém um pouco mais experiente?
terça-feira, 23/08/2005
Hamilton!
A vingança é doce e não engorda.
sexta-feira, 29/07/2005
Estratégia de marketing
Aliás, agora que eu reparei ali no número de comentários do post sobre o Quarteto Fantástico.
É só botar foto de homem bonito aqui que aumenta a audiência.
Eu devia fazer isso com mais freqüência.
(Se bem que a maioria dos comentadores ali são homens. Hum. Algo a ser investigado?)
Ahn
Ok, mentira, na verdade, mesmo quando não estou de férias, eu estou de férias.
A não ser que vá trabalhar. O que, no caso, considerando que vai me encher o bolso, é uma coisa boa.
domingo, 17/07/2005
Quê? Jean quem? Confraria?
Quanto mais eu acompanho discussões na internet, seja de fórum ou de caixa de comentário, mais eu me decepciono com a capacidade humana de pensar.
Ou talvez elas simplesmente não saibam ler e escrever.
É, deve ser isso.
Tem que ser isso.
(Não leiam os comentários do último post do Marcelino. Eu não preciso concordar pra achar certos argumentos interessantes, e eu não preciso concordar pra achar os argumentos contrários idiotas.)
terça-feira, 14/06/2005
Psicoterapia
Alguns envelhecem e se tornam sábios.
Outros adquirem cada vez mais experiência em como ser idiota.
sábado, 11/06/2005
E outra
Meu problema é levar esse negócio de escrever muito a sério.
Olivia reprimindo seu lado vingativo
Algumas pessoas estão vivas apenas porque é ilegal matá-las.
Em casos outros, isso deixa de ser um impedimento.
segunda-feira, 30/05/2005
Meu amigo Henrique
todo dia uma surpresa
Eu tenho os melhores amigos do mundo.
sexta-feira, 20/05/2005
A cegueira da modernidade
Desafiar os padrões, desafiar os padrões!
Para se desafiar os padrões, é necessário antes conhecer os padrões, babacas.
Pres'tenção
Não se aprende nada quando tudo sempre lhe parece uma grande bobagem. Se você não quer aprender nada, isso já não é problema meu.
quinta-feira, 28/04/2005
Hoje...
Não existe blog-diarinho do tipo ai que porcaria nem tô interessado no que esse mala fez hoje.
O que existe é ficção mal-feita.
Mesmo porque, afinal, na internet somos todos personagens.
quarta-feira, 27/04/2005
Vamos caçar cotia, irmão pequeno
O bom de decorar poesia é que você sempre vai ter uma coisa interessante pra citar nas situações mais inesperadas.
quarta-feira, 13/04/2005
Sobre os fatos
é por isso que ninguém leva os blogs a sério
Blogueiros em harmonia com a vida falando sobre a natureza e dissertando sobre um anexo de PowerPoint que receberam da prima da mãe - aquela que tem uma bunda enorme e passa o natal comendo peru do lado da mesa, na cozinha - sobre como é importante sorrir todos os dias ao acordar e agradecer àquele deus no qual você acredita (oh, veja que lindo, você pode acreditar no deus que quiser) e como as pessoas seriam muito mais felizes se fossem mais elas mesmas e não se importassem com o que as pessoas más dizem.
E, oh, ame as rosas.
Gente que quer mostrar ao mundo seu sucesso em ser feliz, mais ou menos como aqueles livros todos que estão expostos em uma prateleira especial só pra eles na livraria, com uma plaquinha escrito "mais vendidos - auto-ajuda". E blogueiros que têm como livro de cabeceira o grande best-seller "Quem mexeu no meu queijo?" e acham lindo como os ratinhos ensinam coisas importantes para os homenzinhos pequenos (ou qualquer coisa assim, porque eu li esse livro pelos ombros de uma mocinha que lia no ônibus, descendo a Cardeal e ela lia muito devagar).
Gente que acha lindo e até chora quando a humanidade dá uma prova de otimismo qualquer e escreve no blog "puxa, gente, quando eu vejo isso eu tenho certeza que o mundo ainda pode virar um lugar melhor e mais cheio de igualdade" e, pior, pior mesmo, gente que sabe escrever direitinho e até expõe essas idéias assustadoras com muita clareza, e não dão a mínima quando você fala mal porque não tinha outra coisa pra fazer e respondem algo como "não vou responder às tuas provocações, porque... --enfia qualquer motivo politicamente correto aqui, hoje não estou muito inspirada--".
Gente que escreve poesia mas nem posta no blog, porque, sabe, é uma coisa muito íntima e coisa e tal, mas vai que dá de fazer um post mais metido a poético ou, pior, com uma poesia que queria muito dividir com os "meus poucos e preciosos leitores" e todos nós que por um infeliz acaso caímos de pára-quedas por ali (e não fazemos parte daqueles poucos leitores e muito menos somos preciosos que isso é coisa de Hobbit degenerado) precisamos sair correndo, escalar os muros e pular pra calçada, correndo e agitando os braços.
Gente que valoriza a verdade acima de tudo, e a bondade humana, e as virtudes todas que eu nem sei quais são (verdade é uma virtude?) e dizem não ao preconceito mas depois ficam corrigindo quem escreve errado e falam qualquer coisa sobre o professor Pasquale ou a professora Dad que fazem tantos esforços para salvar o português, e se por algum motivo lerem o Marcos Bagno vão de repente achar lindo tudo que o Bagninho disse e vão confessar "oh, eu tinha preconceitos, mas eu mudei".
Ah, ninguém leva os blogs a sério. E nem mais porque acham que blog é diário. Mas é por causa desses dissertadores do otimismo e da virtude que acabam com o otimismo e com as virtudes de qualquer um que tenha um pouco de senso de noção.
sexta-feira, 08/04/2005
Ilhas
The lights are on, but no one's home. Na maior parte das vezes, por trás de muita fala bonita e palavras difíceis (inclusive as minhas), não há absolutamente nada.
Só me interessa a literatura. (E minha gatinha Linda deitada no sofá com as patinhas de trás esticadas e suspensas no ar pra fora da almofada.)
"É isto aí, Olivia, narre-nos, como a musa Mnemósines: narre-nos!"
Ok, professor.
(E leiam isso aqui. I couldn't do better.)
Verdades
nunca pensei que eu fosse dizer isso, mas
Falta no mundo: bom-humor e autocrítica.
Bom-senso não falta. Existe bom-senso demais, e bom-senso não serve pra muita coisa.
Gente, deixa eu falar, precisa dar pelo menos dois passinhos pra trás pra conseguir enxergar as coisas. Ninguém vê porra nenhuma com o nariz grudado na parede (ou no umbigo, o que já exige um pouco mais de contorcionismo).
Mediocridade é foda.
Estou decepcionada com vocês, humanos. Ou talvez eu espere demais das pessoas. Então agora que eu chuto a porcaria do balde e mando ele lá pra puta que pariu, mais ou menos perto de onde moram uns amigos meus (e ainda deixo vocês escolherem: norte, sul, leste ou oeste?).
sábado, 12/03/2005
Maldito Saussure
Eu não gosto mais de Lingüística.
segunda-feira, 07/03/2005
Tipos que existem aos montes e grrr
filosofia de ônibus lotado
(Mas, céus, ônibus lotado até o terminal, meu joelho não merece.)Pessoas que fazem questão de mostrar o quanto a vida delas é muito pior do que a sua (ou teve mais acidentes, mais alcoolismo e desgraças na família, mais dor de cabeça).
"Ah, mas o meu trabalho é muito mais difícil do que o seu."
(Ainda bem que eu estou no meu, então.)
(Azar seu.)
(Se deu mal.)
(É mesmo? Conheço um cara que faz o mesmo que você e diz que qualquer chimpanzé faz aquilo!)
(Mas e o jogo do São Paulo, hein?)
(E daí?)
(Foda-se.)
Não ouvi nada isso hoje. Mas houve um tempo, há alguns meses/anos atrás que eu lidava com esse tipo de ser humano. Ah, esse tempo já passou e agora eu sou feliz.
domingo, 16/01/2005
Nazi
Às vezes me dá uns estalos e eu começo a achar tudo muito idiota, tudo muito ridículo. Às vezes eu olho em volta e acho todas as opiniões muito bestas e limitadas. Às vezes eu acho que essa coisa de ter opiniões e ficar espalhando elas por aí é muito falta do que fazer.
Essa guerra de opiniões por todo lado. Me parece que falta alguma coisa, dentro da cabeça das pessoas. Bah.
quarta-feira, 22/12/2004
Estranhices
Eu me sinto um pouco claustrofóbica de mexer em internet de computador alheio.
segunda-feira, 13/12/2004
Sede de inovação
O problema do ser humano é a mania de definição.
O problema do ser humano é a mania de desafiar uma definição criada pelo ser humano (por ele mesmo) e chamar de inovação.
(Ao invés de simplesmente criar uma nova definição e separar melhor as coisas. Afinal, o ser humano gosta tanto de criar definições.)
sábado, 11/12/2004
Razão
E o que a gente faz quando descobre de repente que só precisa de uma pessoa - aquela pessoa - pra ser feliz?
terça-feira, 30/11/2004
Twisted
Às vezes isso me frustra, mas no final das contas acabo concluindo que é melhor mesmo que as pessoas não me levem muito a sério.
segunda-feira, 29/11/2004
Objetivo
Quero aprender a escrever tensão. É tudo que eu tento. Mas minha escrita é leve, dizem por aí. Meiga, delicada. Eu chego lá. Quero aprender a escrever pra embrulhar o estômago, tensionar o maxilar. Fazer o leitor parar por alguns momentos para tomar uma água, mas voltar logo em seguida para descobrir o que vai acontecer. Quero escrever para viciar. Vícios que fazem mal mas não se consegue largar.
Morte. Sempre a morte. Transformar a morte num vício do qual não se consegue se livrar. Assim são os meus objetivos como escritora. Por ora, vou contornando.
Não desejo a morte de ninguém. Mas é por isso que preciso matar em minhas histórias. O ser humano mata porque a ele foram dadas as ferramentas necessárias. O ser humano mata simplesmente porque é capaz de matar.
terça-feira, 09/11/2004
Dicionário
Verborragia é uma palavra legal.
Assim como outrora. Eu adoro o pretérito mais-que-perfeito.
sexta-feira, 29/10/2004
Amnésia
por que eu anoto as coisas:
Porque senão eu esqueço depois.
Eu também ia escrever outra coisa, mas esqueci.
Ah, e o Ernesto me mandou estudar mais. (p.s. Eu não odeio o Ernesto. Eu tenho medo dele, mas não odeio. Ele é legal. Assustador. Mas legal.)
terça-feira, 19/10/2004
Sarcasticamente irônico
ou não
Aí a professora de Língua Portuguesa disse que às vezes a ironia escrita precisa ficar entre aspas, para que seja entendida. Mas o melhor tipo de ironia é aquele que não precisa ficar entre aspas.
Antes disso, durante uma divagação na aula de Geografia Geral (com um professor que tem algum bloqueio cerebral e só consegue falar por ironias), eu tinha concluído que sarcasmo é falar as ironias sem usar aspas.
A ironia falada sempre vem com aspas.
É por isso que o Brasil não vai pra frente
O problema da política no Brasil é que tem muito político velho que já devia ter morrido mas não morre de jeito nenhum.
(Podiam pelo menos ser mandados pra Indonésia, ou pro norte da Rússia.)
sábado, 09/10/2004
Ninguém está a salvo
O amor é brega.
Tem coisa mais brega do que uma declaração de amor?
Na verdade, concluí que todos os sentimentos são bregas. A Arte e a Literatura fizeram isso com eles. Todo o sentimento em exagero tornou-se brega. Foi essa mania de sanfona na história das Artes que deixou as pessoas tão receosas.
Por mania de sanfona entenda-se a variação entre as escolas baseadas no racionalismo, filhas do Classicismo e aquelas baseadas na emoção e subjetivismo, nascidas do Barroco. Claro que as seguintes tem suas diferenças em relação às duas, mas na base, é a mesma variação de escolas, uma sendo sempre seguida por outra oposta.
E a nova sempre criticando a velha, apontando os defeitos e mostrando como o novo é mais atraente.
E me parece que o momento atual é uma mistura de escolas. Claro, nem faz mais sentido falar em escola predominante a partir de um momento em que existem inúmeras escolas, tanto na Literatura quanto nas Artes Plásticas, e nem sempre elas se relacionam entre si.
Só que o racional predomina, pela facilidade com que explica as coisas, e sua óbvia ligação com a ciência. Como já é o costume, há a crítica aos movimentos contrários. E a emoção se transforma em algo brega. Brega, digo, exagerado. Por desafiar a lógica, por ser tão irracional cientificamente comprovada.
E não é só o amor que é brega. A tristeza é brega. O que pode ser tão brega quanto alguém em depressão, dando voltas e voltas em torno de si mesmo com aquela subjetividade angustiante, ciclo vicioso? Escolha um sentimento, qualquer sentimento. Ele, em sua forma mais pura, sem aquele controle todo que é imposto - auto-censura - vai parecer coisa de filme da sessão da tarde.
Quando estamos no centro da manifestação de subjetividade, perdidos nela, as coisas nem parecem tão bregas assim. Ou parecem, e não nos importamos. Hoje em dia temos em nós os dois tipos de escola, e todos têm seu lado emocional, manifestando-se vez ou outra. Alguns conseguem equilibrar os dois lados, e a maioria é meio desequilibrada mesmo.
Porque a pessoa apaixonada que recebe a carta de amor não vai achar a carta brega. Um casal de namorados falando com vozes bestas e olhares de bobos está feliz demais para perceber que quem vê de fora acha aquilo uma babação horrorosa e exagerada.
Ninguém merece servir de vela pra casal apaixonado.
A Literatura e o Cinema transformaram todos os sentimentos em clichês. Essa necessidade toda de mostrar a vida como ela pode ser, ou mesmo como ela é, acabou com as possibilidades na realidade. Tudo é um clichê. Somos clichês ambulantes. E claro, todo clichê é brega.
Não há escapatória.
quarta-feira, 06/10/2004
Problemas
Se eu tenho problemas?
O Dante tem mais.
É que escrever em blog é gostosinho. E como eu tenho leitores lindos que comentam, fica mais gostosinho ainda.
Talvez alguma coisa no meu signo explique tudo isso. Ou no meu ascendente. Meu ascendente é touro, e a lua é gêmeos, e na verdade até que faz um pouco de sentido, porque ser uma mistura desses três signos só podia mesmo dar nessa coisa estranha.
Sim, eu percebi que quase todos os meus arquivos foram abduzidos por gabirus, mas eu juro que é tudo (em parte) culpa do engenheiro do condomínio. Culpa é modo de dizer, vá, estamos com uns problemas nos encanamentos e talvez outros na instalação elétrica, e ele está fazendo o possível pra deixar todo mundo feliz, com água e luz e sem vazamentos ou goteiras.
(Tem que chamar o Serginho, o Serginho sempre resolvia todos os problemas.)
O resto é culpa do MT. Porque o MT é do mal. Mas pode deixar que logo eu importo tudo de volta e você vai parar de sentir esse vazio no peito. (E alguém lê os arquivos? No final das contas, os arquivos de um blog acabam virando um porão, como disse meu amigo Daniel: ninguém visita, mas o dono sempre acaba dando uma olhada ou uma mexida.)
E os comentários, sim, sim. Às vezes você clica ali e não consegue comentar porque aparece uma janela em branco. Aí você aperta F5. E aperta de novo até a janela dos comentários carregar como devia. Funciona. Costuma funcionar.
Eu devo ter problemas. Não vou estudar matemática, eu não sei matemática.
Estudar matemática me deixa frustrada.
Relatividade
outra vez
Meu quarto tá uma bagunça fenomenal, mas acho que só vou arrumar aquela zona no dia 15. E como arrumar o quarto é uma coisa ruim, e as coisas ruins sempre chegam antes do tempo, quem sabe o tempo não passa mais rápido pra chegar logo no dia 15.
Por enquanto, vou enfiando tudo no armário.
É bom ter armário.
segunda-feira, 04/10/2004
Paranóia
Estou me sentindo importante demais. Acho que daqui a pouco também vão querer me processar.
Olha essas porcarias. Vai surgir uma nova profissão. Vigia de blogs. As empresas vão colocar anúncios no jornal. Contraram-se vigias de blog. Ganhe a vida procurando pêlo em ovo. Bônus de comissão por processo ganho.
Será que se eu colocar um disclaimer ali no canto eu me livro? Que tal "nada do que está escrito nesse blog pode ser levado a sério, uma vez que aparentemente minha gata aprendeu a digitar".
Ainda bem que eu tenho um advogado exclusivo só pra mim. Viu, Luciane? Só pra mim.
terça-feira, 14/09/2004
Relatividade
Esse ano de 2004 tem demorado demais para acabar. Parece que começou há tanto tempo... Se bem que, na verdade, todos esses últimos 3 anos foram longos demais.
Por outro lado, já estou tirando minha carteira de motorista definitiva, e parece que foi ontem que a Dona Marta virou prefeita. Sei lá. Não entendo. Ainda assim, no saldo final, acho que o ano bem que podia passar um pouco mais ligeiro.
Tão rápido foi 1995... Que saudades da minha professora Edna. Ela bem que disse que aquele ano ia passar rápido. Mas ela era meio bruxa.
quinta-feira, 09/09/2004
Horário de almoço
Nada como ver as ambulâncias passando com a sirene ligada por entre os carros. Todos vão desviando, em uma sincronia absurda pro nível do caos de um trânsito de hora do almoço na saída do túnel que vem da Paulista para a Dr. Arnaldo.
Pouco me importa se o motorista da ambulância está preocupado com algum paciente ou com a pizza que vai esfriar. Incrível é ver como as pessoas abrem espaço, inventam espaços, e o corredor livre se forma. Do nada!
quarta-feira, 08/09/2004
A Dialética dos Relacionamentos
Por que o amor acaba? Por que os relacionamentos não dão certo?
Quando tudo parecia um processo complexo e cheio de voltas, minha vó deixou tudo muito simples.
Todos nós seres humanos funcionamos a partir de um processo dialético no qual vamos crescendo e mudando ao longo da vida, conforme vamos entrando em contato com coisas novas. O velho desaparece ou se transforma, e deixamos de gostar de certas coisas para nos interessarmos por outras.
Mas não é o tempo. Não é porque mudamos. Não é porque o tempo simplesmente faz com que deixemos de gostar. Claro que não. Claro que não.
Não confundam amor com paixão, vício, tesão ou o que for. Paixão nunca dura pra sempre. E isso foi (até onde eu sei) comprovado cientificamente, por algum cientista que não tinha o que fazer. Paixão acaba, e acaba rápido. Amor deveria durar mais, se for realmente amor, mas ainda assim, não dura. Sim, o amor acaba. Mesmo o que é amor, mesmo o que foi amor, ainda tem a chance de desaparecer.
Mas não sempre. Amor acaba, pode acabar. Assim como pode, sim, durar pra sempre. E essa diferença é fundamental (olha eu aqui, começando a falar feito professor de cursinho...).
Eu queria escrever sobre a dialética dos relacionamentos, sobre como duas pessoas que davam-se tão bem no começo podem afastar-se tanto, mas de repente me perdi no meio do raciocínio e percebi que ou a coisa é ainda mais simples do que eu pensava, ou complexa demais.
Eu ia parar o texto por aqui, depois desse monte de negação. Mas quando vi, já tinha escrito todo o resto. Então deixa, deixa. Vamos lá.
A acomodação é assassina quando leva um dos lados a desistir de enxergar que o outro, como qualquer ser humano, está crescendo e mudando e tendo novas idéias a todo momento. Quando acha que o outro é o que era e sempre vai ser. Se não existe uma troca constante de idéias, os dois acabam indo um pra cada lado, sem saber pra onde o outro foi.
Talvez por distração, ou falta de interesse, ou - pior - por que a pessoa só consegue olhar pro próprio umbigo e está interessada demais em mostrar as suas novas idéias e mudanças para ouvir as do outro.
E isso desgasta. I would know.
Lendo assim, parece que isso é óbvio demais. Não era assim tão óbvio pra mim. Assim como eu passei tempo demais acreditando que amor não existe, e o que desgasta um relacionamento é um conjunto muito mais complexo de acontecimentos e equações. Brigas? Acho que podem existir brigas saudáveis se elas se encaixarem nesse processo de aprendizado em dupla.
Um relacionamento dá certo enquanto os dois estão dispostos a trocar idéias. Não é só falar de sentimento, emoção e o escambau. Não é só ser sincero em relação ao que se está sentindo, sobre como foi o dia. Céus. Bullshit. É conversar sobre aquelas idéias que teoricamente só interessam a você, e ouvir as do outro.
Assim, simples assim. Por que, oras, as amizades sempre duram muito mais? Tá explicado aí em cima. Com os amigos a gente fala um monte de besteira. E isso faz uma diferença monstruosa. Porque, convenhamos, Rita Lee, por mais mala que ela possa ser, estava certa quando disse que "amor sem sexo é amizade".
E se alguém discordar, manifeste-se. Porque eu estou interessada numa outra opinião.
Só com a minha vó eu posso sair e conversar sobre relacionamentos e blogs comendo pizza com bacon.
quarta-feira, 25/08/2004
Fotografias
algumas considerações que devem ser feitas
(pra não cansar demais os mais céticos com meus papos de menina apaixonada - depois eu volto à programação normal)Coisas que eu descobri enquanto procurava fotos do meu tempo de Escola da Vila.
- Céus, os anos 80 foram bregas demais.
- Quando você achava que a década de 80 só atacou os mais desavisados, você encontra fotos dos seus pais com roupas coloridas, bufantes e horrorosas e amigos deles com bigodes.
- Meu pai era magro, magrinho. Magro até demais, pra falar bem a verdade. Olha só que coisa. Como o tempo muda as pessoas...
- Minha mãe era modelo de passarela, na época que os modelos desfilavam dançando e fazendo um tipo de teatrinho (e meu pai morria de ciúmes de um dos modelos, mas isso não tem tanto a ver com as fotografias).
- Por que, oh, céus, por que, os homens usavam aqueles bigodinhos horríveis na década de 80?
- Meu pai tinha (ainda deve ter, se eu conheço o meu pai) mania de tirar fotos de coisas estranhas, como, por exemplo, um incêndio acontecendo há alguns quarteirões de casa (da janela do apartamento).
- Meu pai era magrinho e tinha mais cabelo do que ele tem hoje em dia. Muito mais (ele tem muito cabelo, ainda, só que são brancos, oras).
- Meus pais usavam uns óculos escuros muito bregas (é a coisa dos anos 80, ô década infeliz).
- Eu tinha mania de mostrar a língua em fotos desde 1 ano de idade.
- Minha irmã era um menininho até uns 11 anos de idade.
- Eu tinha uns jeitos estranhos de me vestir até uns 13 anos de idade.
Ah, claro, e as fotos que eu estava procurando estavam no último lugar que eu procurei. Pelo menos eu achei. Descobri que a menina que senta do meu lado no cursinho era minha coleguinha nos meus anos de Escola da Vila, e ela usava botas brancas.
sábado, 21/08/2004
Conclusão do dia
Eu descobri que eu sou completamente maluca.
E eu achei isso bom.
sexta-feira, 20/08/2004
Nota
O melhor porta-lápis que existe é a orelha.
quarta-feira, 18/08/2004
Err
Estudar história é uma coisa engraçada. Sempre tem alguém com medo de perder o poder (o link não tem nada a ver com as aulas de história, mas a expressão ficou na minha cabeça por causa dele) e alguém querendo o poder. Mas, porra, pra que tanto essas pessoas querem essa merda de poder? Pra que as pessoas querem tanto dominar o mundo se elas não vão escravizar a todos e destruir as florestas e cidades só pra ser do mal?
(Sim, são perguntas retóricas.)
Mas como eu ia dizendo, estudar história é engraçado porque você descobre que essa coisa de que "errar é humano mas insistir no erro é burrice" não incomoda ninguém. O negócio mesmo é ficar insistindo no erro o tempo todo, porque gente é bicho burro mesmo.
terça-feira, 17/08/2004
Birra
Ninguém que fala seriamente estadunidense merece a minha atenção. Só o professor de História Geral, porque senão eu não passo no vestibular.
sábado, 31/07/2004
Coisas pequenas
Não tem coisa melhor que assustar gato e ver eles pulando um metro de altura e depois saindo correndo.
Quando eu não sei como começar a escrever um novo capítulo, eu começo com um diálogo.
Eu adoro ficar xavecando os vendedores da Livraria Cultura do Villa-Lobos. Na verdade, não é xavecar, porque eu não sei como se faz isso, mas enfim. É divertido mesmo assim.
Minha irmã voltou. As aulas do cursinho começam. Serão muitas coisas competindo meu tempo de computador. Talvez eu vire um vegetal.
Não tem coisa melhor que assustar gatos e ver eles pulando um metro de altura e depois saindo correndo. Juro. Não tem.
domingo, 25/07/2004
Júlio Cesar é o rei de tudo que existe
Puta merda joguinho mais sofrido. Brasil jogou mal pra diabo, mas mereceu ganhar só porque os argentinos são tudo um bando de urubu catimbeiro metido a besta.
Agora eu vou fugir da internet de novo, porque hoje eu tô me sentindo meio anti-social. E sem voz.
quinta-feira, 22/07/2004
Considerações
É impressão minha ou a seleção brasileira dessa Copa América tem alguns bons espécimes masculinos? Comparando com o quadro normal, pelo menos, as coisas estão melhorando. Só o Diego já eleva o nível consideravelmente. E estão aparecendo jogadores com nomes melhorzinhos, também. Com exceção do Máicon, claro.
E céus, o Zagallo está ficando gagá. Será que ninguém percebe? Pior que velho gagá, é velho gagá que quer aparecer, e ultimamente o Zagallo tem estado metido pra caramba.
Mais alguém viu o Galvão Bueno dando aula de física no meio do jogo? "Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço..." Ai ai. Galvão também é cultura? Jesus Christ. Outro que está ficando gagá. E ele ainda gosta do Zagallo. Pois é. Uma dupla justa.
Mas o que eu queria mesmo dizer, era que lembrei porque eu não gostava mais de assistir jogo de futebol. Eu fico nervosa. Comi um pacote inteiro de bolacha, e os brasileiros ainda ficavam passeando no campo como se estivessem no jardim da tia deles jogando futebol com os sobrinhos pentelhos. E ainda vai pros pênaltis. Credo.
Porque quando eu assisto jogo de futebol eu fico violenta. Eu xingo todo mundo. Xingo juiz, xingo jogador, xingo técnico e xingo até a torcida. Falo mais palavrão que eu falo num mês inteiro, em 90 minutos. Grito, mordo o dedo e tudo mais. Um horror.
Foi um jogo maldoso. E o único gol do Brasil eu perdi, porque tinha ido na cozinha pegar o pacote de bolacha, achando que ninguém ia fazer porcaria nenhuma com 2 minutos de segundo tempo.
Como diria meu tio, os caras só jogam futebol a semana inteira, são pagos pra jogar futebol e passam o dia treinando, chega na hora do jogo e só fazem merda.
Bah.
Agora é Brasil e Argentina. Pancadaria. Porrada. Eba.
terça-feira, 20/07/2004
Saúde
Minha mãe falou que a gente tem que ter uma alimentação balanceada, ou beber muita água. Algum médico falou isso pra ela. Decidi que vou beber um monte de água, que esse negócio de ser alimentar direito não é comigo não.
Vamos ver se surte efeito.
segunda-feira, 05/07/2004
O futebol morreu.
O que aconteceu com o futebol?
A gente torce pra um time que não existe. Não é mais time. É um monte de jogador aleatório jogando com uma mesma camisa. Mas e daí? Eles nem devem torcer pro time que estão jogando! Aquela história de clássico paulista ou carioca ou sei lá o que não faz mais sentido na minha cabeça.
Bah, futebol perdeu a graça. Eu nem sei mais os nomes dos jogadores do meu time. Nem do técnico. Nem do goleiro do Corinthians, pra falar mal.
Quando eu era pequena eu assistia os treinos e ficava na saída e pedia autógrafo. Como eu era pequenita eu me enfiava nos buracos e ficava na frente de todo mundo, e eu achava o Edmundo lindo (oh, the horror, the horror!).
Na verdade eu que devo ter mudado de planeta em algum momento nos últimos anos, ou alguma coisa assim. É que no meu planeta não tem futebol. Essa coisa de ficar correndo atrás da bola feito peru, coisa mais besta. No meu planeta as pessoas se comunicam com sorrisinhos cínicos e falam pouco, e às vezes falam palavras difíceis ou palavrões feiosos só pra apreciar a beleza da língua.
Mas, sim, o futebol. Acho que me alienei. A-li-e-nei. Isso, isso. Por um momento, a palavra fez tanto sentido quanto tacindertorele.
Futebol arte agora só em propaganda da Nike.
Ah, vá. Na verdade, até que foi engraçado o português louco invadindo o campo e se jogando dentro do gol.
domingo, 27/06/2004
Então tá.
Quando a organização dos ícones e arquivos aleatórios no meu desktop representam bem demais o estado de organização de idéias na minha cabeça:
segunda-feira, 21/06/2004
Coisas que a minha mão esquerda é inapta pra fazer:
- Escovar os dentes
- Pegar água pra bochechar depois de escovar os dentes
- Lavar o rosto
- Escrever (obviamente)
- Segurar um copo e levar até a boca pra beber sem fazer besteira
- Fazer qualquer outra coisa sem ajuda da mão que dói
Em compensação, eu sei mexer no mouse com a mão esquerda direitinho. Pelo menos isso.
sábado, 19/06/2004
Interlúdio
Meu vizinho é idiota. Ele tem um monte de amigos, quando dá uma festa, a rua fica toda lotada. Ele tem um monte de amigos, e os amigos dele são todos igualmente idiotas. Argh.
Grandes Descobertas
Na quinta eu fui com o Gil e com o Keiti assistir O Outro Lado da Rua no Frei Caneca. E antes eu também assisti O Retorno. Filme cult é bom pra ver sozinho, sem ninguém pra perguntar o que você achou depois que termina a sessão.
Aí depois a gente comeu churros no homem que vende churros e água de coco lá do lado do shopping, e a gente descobriu que aqueles camelôs da Paulista tem um depósito secreto embaixo da terra. Afinal, como você achava que eles desapareciam tão rápido quando aparecia fiscal? Elementar, elementar.
Por falar em elementar, eu li uns contos do Edgar Allan Poe. Apesar dos contos de detetive dele ainda serem, na minha opinião, meio chatos, o cara não deixa de ser genial. O melhor conto é uma quase dissertação chamada O Demônio da Perversidade, onde, parece, ele praticamente explica toda a lógica por trás dos contos dele. Genial. O link aí é o conto em inglês. Não achei em português. Pára de reclamar e vai ler.
E ontem eu cortei o cabelo e pintei de vermelhão.
E acham que eu ia mostrar minha cara amassada de Olivia 'cabou de acordar?
Eu descobri que eu dividia o cabelo pro lado errado! Porque eu tenho um rodamoinho no lado direito acima da testa, e por isso o cabelo cai naturalmente pro lado esquerdo. Mas natural pra mim era o movimento da minha mão arrumando a franja pro lado direito. E por isso minha franja formava uma bolinha feia. Aliás, meus mullets também formavam bolinhas. Mas enfim. Agora eu descobri a raiz do problema. Aliás, eu tenho no mínimo uns 8 rodamoinhas espalhados pela minha cabeça.
Então tá. Ontem eu também assisti Shrek 2 e eu nunca ri tanto dentro de um cinema. É bobo, é bobo, mas eu quero ver de novo.
quinta-feira, 17/06/2004
Eu tô com fome.
Lá pros lados do prédio vermelho ali atrás de casa, tem um galo que canta das 3 às 5 da manhã. Sem parar. Ele começa e continua, sem parar. Também tem algum lugar que toca música alta até o galo começar a cantar. Ainda não descobri que tipo de música é aquela (pode ser axé, sertaneja ou rock que não faz a menor diferença pra mim), nem de onde vem. Mas vem, e é quase como dormir com alguém roncando.
Mas como eu só durmo depois das 3, tá beleza.
Eu gosto da madrugada porque, além do silêncio, ninguém entra no seu quarto, ninguém pergunta o que você tá fazendo, o que você tá lendo, ninguém te manda almoçar, ninguém pergunta por que você está comendo de novo, ninguém te liga e ninguém te pede pra lavar a louça ou pra buscar o secador de cabelo pra secar o cachorro.
É, eu preciso lavar a louça.
Argh.
terça-feira, 15/06/2004
Pronunciamento
Agora, nesse inverno, eu vou começar a usar boina e cachecol.
Só pra fazer estilo.
Tinha decidido isso ontem e hoje decidi de novo.
segunda-feira, 19/04/2004
Adoro lontras do mar

Se eu puder, vou querer virar uma. Elas passam o dia inteiro comendo e limpando o pêlo e flutuando na água.
terça-feira, 06/04/2004
Queria tirar férias do mundo
Acho que vou pra Júpiter.
Como dizia a professora de desenho, se um dia eu desaparecer, é porque eu fui pra lá. Dizem que no verão é bom.
sexta-feira, 02/04/2004
Falha de retórica
E eu passei o dia da mentira inteiro sem mentir. Não que eu não minta nunca. Na verdade, minto pouco porque falo pouco. Acho que falar dá trabalho demais. E também, porque quanto mais você mente, mais você tem que se explicar depois. E como alguns aí já devem saber, eu odeio me explicar. É que nem essa frase que eu achei no Coolsig:
True, true. Não é lição de moral nem nada do tipo. É um fato. Isso já dizia o Gil Tradsky, assassino profissional e mentiroso de primeira. E eu, além de ter preguiça de falar, sou distraída pra caramba, e esqueço as coisas dali duas horas que falei. Então mentir dá um trabalho do cão. Se não é pra falar a verdade, eu uso minha boa e velha tática. O sorriso cínico e a cara de nada, de bico calado. Omitir é a melhor coisa. Aliás, devia ter um dia pra isso também. Já pensou que lindo? Um dia pra se ficar calado.
Eu tenho problemas pra me comunicar usando a fala. As coisas não saem direito. Ou simplesmente não saem. Às vezes, eu penso tanto que no final nada faz sentido e eu desisto de abrir a boca. Às vezes, não penso nada, e por isso, não falo nada. Me incomoda isso. De não conseguir conversar sobre assuntos mais sérios, e dar minha opinião. Eu sou meio fraca de opiniões. Eu tenho as minhas, mas na maioria das vezes, não sei explicar nenhuma. As coisas parecem tão simples e claras na minha cabeça, mas não são, porque não existe meio de transformar aqueles pensamentos quase banais em palavras e frases.
E tanta gente com tanto poder de argumentação, que explicam suas idéias e sabem os por que acreditam ou não em alguma coisa e tudo mais.
Às vezes, não concordo.
— Por quê?
— Ah... Acho que você não tá vendo as coisas por todos os ângulos...
— Que ângulos? Os outros ângulos não fazem sentido.
— Ah, mas se... Se... O ângulo... O outro... Porque... É... Só porque eles não fazem sentido não significa que estão errados.
E aí o cara me apresenta de novo todos os motivos, explicados e detalhados, de porque acredita no que me disse. E eu:
— Ah, mas talvez não... Talvez não seja muito bem assim.
E, como disse meu namorado:
— Até aí, talvez o mundo e todo o universo que a gente conhece não passe de um sonho de um elefante rosa ou de um gigante malvado. Se ficar no talvez, a gente não chega em lugar nenhum.
Ah, merda, pior é que ele tá certo. Mas eu ainda continuo com a minha mesma incapacidade de argumentação. E aí eu criei aversão por falar. Me complico toda. Pode ser uma questão de prática. Mas com o namorado que eu tenho – ele adora essas discussões – eu já deveria ter melhorado.
O que me leva de volta ao começo do post. Falar cansa, e mentir dá mais trabalho ainda. O dia da mentira vale pela mentira dos outros. Mas agora ele já passou. Aí a gente espera até o ano que vem pra ver como a Alê Félix vai morrer.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação. 
