sábado, 22/07/2006
Família
Eu só queria dizer que minha irmãzinha Gabi é linda e ela já tem 2 anos e ela anda e fala e sobe escada!

Ah!
segunda-feira, 23/01/2006
Dermatologia
Eu e minha mãe no elevador, depois que ela me buscou na rodoviária:
- Nossa, Olivia, como sua pele tá boa, o que você fez? É sexo isso?
- Claro.
quarta-feira, 18/01/2006
Diálogos reais
home, sweet home
- Mãe, onde tá o telefone?
- Ali do lado do cocô.
segunda-feira, 05/12/2005
Gracinha
- Mãe, sabe quanto eu tirei na prova de lingüística?
- Quanto?
- 9,25
- Por quê?
domingo, 06/11/2005
Falta!
Mãe corinthiana e tio palmeirense cabeçudo.
Me pergunto por que diabos eles não voltam a assistir Shrek.
sexta-feira, 04/11/2005
Traços
- Mãe, ele descobriu tudo!
- Não é de verdade, Olivia, é ficção, foi você que inventou a história...
quarta-feira, 24/08/2005
Intelectual, eu?
"A gente que faz um trabalho intelectual não pode se preocupar com outras coisas."
Não tia, eu não quero fazer um trabalho intelectual, por favor, não, não!
Gah!
Não dá pra levar nada nessa vida a sério. Sério.
sexta-feira, 15/07/2005
Eu tenho uma irmã
mas ninguém acredita
Qualquer (falta de) semelhança é mera coincidência.

sexta-feira, 20/05/2005
Constatação
"pega os prego pra mim"
Na minha família ninguém usa o plural.
sábado, 05/03/2005
E por falar em arte
Minha tia-avó falou que o meu olho esquerdo é maior do que o direito.
E isso é coisa que se fale?
domingo, 13/02/2005
Cara do pai
"Marcos, é a sua irmã?"
Eu sabia que era parecida com ele, mas aí já é sacanagem.

sexta-feira, 11/02/2005
Última
o rei das respostas
- Vocês vieram nadar?
- Não, a gente veio beber água. É muita água, então eu trouxe a Olivia pra me ajudar.
quarta-feira, 02/02/2005
Meu pai tem um coqueiro
- Ô, Marcos, esse côco tá bom?
- Não sei, conversa com ele. Ô, seu côco, como é que vai o senhor, tudo bem?
Irmã de metade
domingo, 30/01/2005
Das piadinhas do sr. Marcos
- Pai, quanto o seu computador tem de RAM?
- Ah, aqui não tem rã, é tudo sapo.
- A gente tem que ir às seis da manhã na praia pra você, hein? Tô com medo de te levar, você tem que ir de roupa, as pessoas vão te confundir com a areia e pisar em você.
sexta-feira, 28/01/2005
Os pôirco
Gabriel diz:
invejosa
Olivia diz:
voce já é formado em caipira?
Gabriel diz:
mestrando
Olivia diz:
hahaha
Olivia diz:
imaginei
Olivia diz:
voce já dá aula em caipira entao?
Gabriel diz:
jah... mas estou mestrando pra ganhar mais...
Gabriel diz:
dou "Porta, portera, portão I"
Olivia diz:
portão I?
Gabriel diz:
e "Introdução à vida no Campo"
Olivia diz:
ahahaahaha
Gabriel diz:
é... pq depois tem a II
Gabriel diz:
Cacildis!!!
Olivia diz:
o que?
Gabriel diz:
um porco chega a 110Kg em 150 dias!!!!!
Olivia diz:
ahahahaha
Olivia diz:
que comentario capirão
Gabriel diz:
já pensou???
Gabriel diz:
vou começar a comer ração de porco!!!!
quarta-feira, 26/01/2005
Don't ask
minha mãe imitando um relincho
— Você não sabe nem imitar um cavalo!
— Não era um cavalo.
— Era o quê?
— Uma zebra.
quarta-feira, 27/10/2004
Parafusos
minha mãe espirituosa
- De onde são esses parafusos?
- Ah... Sobrou.
- Sobrou de onde?
- Ahn... Não sei...
- Não foi da sua cabeça, foi?
segunda-feira, 25/10/2004
Família
O inferno é viver no fogo cruzado.
quinta-feira, 21/10/2004
No supermercado
- Tô com fome.
- Pára de dizer isso, me dá aflição.
- Coisa de mãe?
- É.
- Instinto maternal.
- É, vontade de matar alguém pra dar de comer pra filha.
quinta-feira, 07/10/2004
Mas eu tirei do banco
conversas produtivas com a minha vó Diva
- Eu tiro o dinheiro do banco pra dar pra vocês, o que Alice falou que é falso eu tirei no banco.
- É falso.
- Mas eu tirei do banco. Como é que pode ser falso se eu tirei do banco?
- Mas é falso.
- Mas pode usar, porque eu tirei do banco.
- Mas é falso.
- Não pode ser falso, eu tirei do banco.
- Vó, é falso.
- Mas como é que você sabe? Eu tirei do banco, não é falso, pode usar.
- É falso. Eu sei ver quando uma nota de 50 reais é falsa.
- Mas pode usar.
- Não vão aceitar uma nota falsa de 50 reais, vó.
- Mas aí você fala que a sua vó tirou do banco. Porque eu tirei do banco.
- E daí? É falso e ponto. Ninguém aceita.
- Mas espera alguém falar alguma coisa, vai que aceitam.
- Ninguém aceita. Todo mundo confere uma nota de 50 reais antes de aceitar.
- Então me dá que eu levo no banco.
- Não tá comigo, tá com a Alice.
- Não pode ser falso, eu tirei do banco.
- Eu não tô mentindo, catso. O dinheiro é falso.
- Mas eu tirei do banco.
segunda-feira, 20/09/2004
Lanche
Eu: Esse pão de queijo tá meio estranho.
Mãe: Ah, até que pra abril tá bom.
segunda-feira, 09/08/2004
Dia dos Pais
É engraçado perceber, de repente, que apesar do meu pai morar em Fortaleza há uns 5 anos e eu mal falar com ele hoje em dia, a maior parte das coisas que eu tenho como conhecimento básico, foi ele quem me ensinou. Mas conhecer, digo, essas coisas bobas e óbvias que crianças aprendem, ou coisas que muitas crianças deveriam aprender. Claro que ele ensinava tudo de um jeito meio bobão, generalizava as coisas e vivia me enganando (como quando ele me disse que os prédios com janelas espelhadas eram daquele jeito porque dentro deles só tinha água - e eu, claro que acreditei). Mas ainda assim.
Ele me ensinou a multiplicar com colheres. 3 x 4 = 12. Sim, sim. Juro, e eu nem tinha aprendido a multiplicar na escola. Acho que era hora do almoço ou do jantar.
Ele me ensinou alguma bobagem sobre a origem das palavras. (Um homem das cavernas apontou pra uma pedra e disse 'h'edra, h'edra', aí com o tempo acabou virando pedra.)
Meu pai nunca falava sério. E adorava inventar histórias. Quando ele deu de contar história pra gente dormir, nunca terminava história nenhuma porque esquecia como ela deveria continuar na noite seguinte e começava a inventar outra.
Ele que me contou quase todas as piadas de loira que eu conheço.
Só errou achando que por ter filhas mulheres nenhuma ia se interessar por computação e computação gráfica, e eu fiquei sem aprender dele essas coisas que fui aprender depois. E hoje em dia eu sei mais do que ele, e ele se deu mal. Agora teve outra filha (ê desgraça, só nasce mulher nesse família. Minha vó deve ter umas 15 netas e 4 netos), e pelo jeito começou a olhar pra trás e perceber que uns 5 anos se passaram, e ele se perdeu.
sábado, 10/07/2004
Caploft
Derrubei meu tio no chão, no gramado. E ele caiu em cima de mim. Agora minhas costas doem.
Reunião de Amaral Rezende parece canil de cachorro labrador. Tem tudo a mesma cara. A vó é a cara da tia que é a cara da sobrinha que é a cara da prima que é a cara da mãe da prima que é a cara do marido que é a cara da irmã e por aí vai. Meu tio (o mesmo que eu derrubei no chão) é a cara do meu pai. Que é a cara de todos os outros 4 irmãos. Toda vez que via meu tio de costas (não de frente, porque ele tem olho verde e meu pai não - e o nariz do meu pai é mais bonito, também) achava que era meu pai.
Detalhe que meu pai não estava lá. Aliás, meu pai mora em Fortaleza. Imagina a confusão que ficava a minha cabeça nesse décimo de segundo de loucura.
E eu sou a cara da minha tia que é a cara da minha vó e é a cara do meu pai que por sinal é um pouco parecido com a minha mãe (isso é só coincidência, mas enfim) e a filha dessa minha tia é a minha cara e a irmã dela tem um pouco da minha irmã.
E o churrasco foi feito pelo meu tio carioca (que é marido dessa minha tia que é a cara da minha vó e do meu pai e de mim e da minha mãe, também, por tabela - mas minha mãe é muito mais linda). Hah!
Aliás, também derrubei no gramado o meu primo de segundo grau que é antropólogo. Ele dá aula de História da Arte na FAAP. Adoro ele e a mulher dele, dois fofos.
Estava com vontade de derrubar as pessoas (eu sempre estou. Normalmente me comporto).
terça-feira, 08/06/2004
Mais da mesma


Eu sou uma neta toda coruja, então deixa eu me exibir mais um pouco, tá? Achei essas fotos lá no computador que ela me deu. Fofa, fofa.
Suzana Amaral, a melhor vó do Brasil
Sair com a minha vó é sempre uma aventura.
Conversando uma conversa aleatória qualquer, eu falei pra ela que quando você bate a cabeça, mesmo que de leve, mata um monte de neurônios. Ela disse que quando caiu na casa do meu tio Lito (um que mora em Washington DC) deve ter matado quase todos os neurônios na cabeça dela. Sabe aquela vértebra que o Christopher Reeve quebrou, e ficou do jeito que ficou? Então, foi a mesma que minha vó quebrou, e ela continua aí, andando, correndo, dirigindo e andando de metrô. Porque ela mora do lado do metrô, e não paga, ela diz, não cansa de dizer.
Antes, quando estávamos voltando do Frei Caneca, depois de assitir Harry Potter, ela resolveu parar numa padaria da Haddock Lobo pra comprar pão. Porque o pão de lá era muito melhor. A mulher do caixa que a gente escolheu era uma chata mal-humorada e lenta e as outras filas estavam andando bem mais rápido. Na hora de pagar, ouço uma voz alta e meio exagerada atrás de mim:
- Suzana Amaral, a melhor diretora do Brasil!!
Ui.
Minha vó fica toda fofa e tímida quando reconhecem ela na rua. Ela falou pro cara fazer pensamento positivo pra ela conseguir dinheiro pro próximo filme. Aí, saindo, ela me diz (ainda toda fofa e tímida):
- Às vezes tem uns loucos que me reconhecem...
E ela me fez comer sopa de legumes e me deu o computador velho que ela não usava mais. Quando a gente tava jantando, ela disse que quando ia pra Atibaia fazia um monte de sopa, porque aí não precisava fazer jantar por umas duas semanas. Ela sempre almoça fora, em restaurantes por quilo, pra não ter que cozinhar. À noite, ela come sopa. Ela levantou e abriu o congelador. Imagina um congelador. Agora imagina que esse congelador não tem nada mais além de tuppwares (ui) de sopa de legumes. E imagina também que o congelador está completamente LOTADO.
Me levando pra casa, conversando sobre a diferença entra a polícia civil e militar, e o DEIC antigo e o novo (o antigo estava relacionado com o bullshit de segurança nacional, DOI-CODI e o escambau), ela diz:
- É, antigamente era foda.
quarta-feira, 05/05/2004
Irmã de metade



segunda-feira, 12/04/2004
Almoço de Páscoa
Almoço com a família da minha mãe sempre é uma experiência engraçada. Apesar da gente sair um pouco surdo no final. Aquela coisa de sair da balada e no silêncio do carro ficar ouvido um zunido meio estranho... É, quase assim.
Cheguei com o Pedro e a irmã dele, e minha avó já pegou a gente e foi levando em direção aos fundos, arrastando, arrastando. Ela estava falando também, mas isso ficou meio embaçado na minha memória. Eu, perdida entre aquele monte de gente que se espreme numa sala de 4x5 e corredores - e essa família é cheia de gordinhos - fui sendo levada. Aí lembro que ela falou que tinha tabule, e alface, coca-cola, refrigerante... E cadê a Ana Mie, ela ficou?
Ao fundo, o maravilhoso acompanhamento musical da minha mãe e a minha irmã no videokê (opa, DVDkê!) - coisa que a gente já ouviu quando entrou na rua, mas voltando...
Eu e Pedro, arrastados até o pseudo-quintal, churrasqueira, o aniversariante primo da minha mãe fazendo linguça, e quando dei por mim eu tinha dois - aliás, três - pratos verdes nas minhas mãos, garfos e facas, e minha vó estava me empurrando um filé de frango. Não vó, não gosto de frango... E nem deu tempo de pensar, tinha duas linguiças e batatas no meu prato, e no do Pedro também, e a Ana Mie não ia comer.
E eu, já sentada na mesa, menos de cinco minutos depois de ter chegado, e minha vó queria me empurrar mais comida, refrigerante, a carne já vai sair, hein? Não esquece, viu Olivia, vai lá ver se a carne já saiu, tá? Daqui a pouco vai sair. A carne, hein, Olivia, não esquece a carne.
Aí eu respirei. E é engraçado, o povo falando alto, uma discussões sobre playboy de um lado, o Zoló o marido doido da prima da minhã mãe cantando que nem um pato e provocando discussões (pra depois sair de fininho quando a coisa esquentar). E a tia da minha mãe falando, indignada, que vestia a camiseta do Palmeiras e cantava o hino e tudo mais, com um palmeirense lá que parece que é namorado da prima mais nova da minha mãe, mas fazia isso porque ele tinha prometido que o dia que ela fizesse tudo aquilo ele casava com a Adriana!
Aí rolou um parabéns pro Eduardo (disse o Zoló, pobre é uma desgraça, comemora tudo num dia só pra economizar! Ah, mas olha quem fala, que faz aniversário no mesmo dia da esposa! Aí ele responde dizendo que na verdade ele era de não sei onde do Oriente Médio, e a religião dele, ele tinha que casar com uma pessoa que... Mas é mania dele começar a contas as coisas e se distrair). E tava começando o grande crássico Paulista x São Caetano, Paulista fez gol, sei lá.
Comi musse de maracujá com brigadeiro. E deu depois aquela dor de cabeça made by chocolate + sol do meio dia. Tô meio tonta até agora.
sexta-feira, 26/03/2004
Minha irmã nasceu!
Caraca, eu até tinha me esquecido que ia ter uma irmã logo logo. Hoje de manhã, as 7:20h, a minha meia-irmã, Gabriela, nasceu lá em Fortaleza. Mais uma menina que nessa família não tem jeito, de 18 netos tem uns 5 meninos e ponto, não nasce mais de jeito nenhum. E meu pai, coitado, que pelo jeito sempre quis ter um menino, acabou se conformando. No mais, acho que ele já se acostumou com a idéia, e deve mesmo é estar feliz. Acho eu. Sei lá o que é ser pai aos 47...
Pô, queria que eles morassem aqui em São Paulo, pra eu poder estragar a menina um pouco. Qualé a graça de ser uma irmã-quase-tia se eu não posso nem estragar ela um pouquinho, ensinar a não gostar de música ruim, a gostar de ler e essas coisas todas? Bom, mas eu vou ter que botar fé no meu pai, afinal, ele ajudou a me criar e eu saí como saí, então vamos ver.
Mas que eu ainda vou visitar, eu vou. E assim que meu pai mandar fotos dela eu coloco aqui pra vocês verem!
Heh, imagina só, quando eu tiver quase quarenta anos a Gabriela vai ter 20. De certa forma, isso me faz pensar que ainda tem tempo pra caramba até eu chegar lá. O que é bom, penso eu. Legal. Eu tenho uma irmãzinha. Meu pai me ligou hoje todo saltitante. E quase que ela nasce no dia do aniversário da minha avó. Mas aí já ia ser muita paparicação, que ela já tem uma neta com o nome dela, a Suzaninha, e ainda mais outra nascendo no mesmo dia! Ora, faça me o favor! (Olivia em crise - vai que ela deixa de ser a neta favorita da vó...)
Mas então era isso. Queria contar pro mundo. Agora preciso dormir antes que eu caia no teclado. Amanhã vou acordar cedo de novo pra ir no Aikidô.
domingo, 05/01/2003
Papo de louco
Isso aqui é de memoria, entao nao está transcrito exatamente como foi que aconteceu, mas eu tinha que registrar... Isso foi o almoço na casa da minha avó, antes do almoço, na verdade. Eu tava na sala, e minha mãe, minha irmã e meu tio estavam na cozinha. Meu tio tinha acabado de voltar de Porto Seguro. Coisa meio de doido, mas deixa pra lá.
Irmã: mãe, a Olivia não quer conversar comigo, ela só quer ficar lá pensando.
Vó: Carmen, (...) (começa a falar sobre a comida e yada yada)
Vó: Poe uma musica, Carlos. Olivia (chamando) vem por a musica que você gosta. (pro meu tio) Poe uonderfou uord (tentando falar inglês)
Mãe: (ri)
(enquanto isso minha mãe fala alguma coisa com meu tio que eu não consegui escutar). Minha irmã chama a atenção)
Mãe: que que é que ce tá falando?
Irmã: a olivia não quer conversar comigo, fica falando que não tá prestando atenção.
Vó: Carlos, liga a televisão pras meninas.
Mãe: elas não assistem televisão, mãe.
Vó: eu sei mas é que demora pra ligar, e... Tem que ligar, lá (continua falando do ‘coiso’, e blá blá blá, meu tio fala em cima, um tempo depois ela apareceu e ligou a tv que ficou com chuviscos)
Tio: eu comprei um cd legal de axé, ceis querem ouvir?
Irmã: ah, não, meu tio ouve axé!
Mãe: axé, Quiqui?
Tio: é legal, eu vou por pra vocês ouvirem.
Vó: Carmen vê se tá bom já que eu pus o molho, com cebolinha... (começa a falar da comida de novo)
Irmã: ce vai mesmo por o cd de axé?
Mãe: É musica da Bahia, num sabe? (fazendo sotaque de bahiano)
Vó: a Olivia! Quase que eu esqueço do molho da Olivia, (ri) ce acha que eu devo por separado ou... (mais uma vez blá blá blá)
(começa a tocar um axé)
(minha mãe e minha irmã falando juntas, indignadas com o estranho gosto musical do meu tio)
Tio: ah, esse cara só cantando não tem graça, é legal com as meninas.
Irmã: Quiqui!
Tio:Com as meninas é legal, ce vai ver, eu vou achar aqui.
(começa a passar de musica em musica)
Irmã: Você dançava isso lá?
(acho que ele disse que sim, não ouvi)
Irmã: Ce sabe sambar Quiqui?
Mãe: Ah, ele sabe.
Tio: Um pouquinho.
(mais um pouco da minha vó falando da comida, da cebolinha, do frango, do macarrao)
Mãe: Que que ce fez lá?
Vó: Ele passou mal, foi comer camarão na praia e depois correu, eu falei pra ele não correr...
Irmã: Samba aí, tio.
Vó: Ele passou mal, lá, o... Eu falo pra ele não correr logo depois de comer, mas ele corre, é teimoso.
(nesse momento acho que meu tio deu uma sambadinha)
Irmã:ah, você samba melhor que eu.
Mãe: ce vê que homem samba diferente, né, mexe mais o quadril.
Tio: (ainda mudando de musica) Eu vou achar a que é legal.
(passou um tempo que eu me perdi)
(começa um funk – dos cariocas mesmo, bem ruins)
Irmã: Quiqui, isso é funk!
Tio: Essa é legal.
Irmã: É funk! Meu deus, meu tio ouve funk:
Tio: Ouve a letra, rapá!
Irmã: Não tem letra nenhuma!
Vó:Carmen, vê se tá bom assim. (enquanto meu tio e minha irmã continuam discutindo)
Mãe: Ai, mãe, deixa, vai.
Tio: É legal, pá! (desde que ele foi pra Portugal ha mto tempo atras ele ficou com mania de falar pá)
Irmã: É funk, meus amigos ficavam dançando isso, é horrível.
Mãe: Ce sabe como é que dança?
(momento acho q meu tio dançou)
(risos)
Mãe: é com a mãozinha, assim?
(passou mais um tempo, tentei abstrair, acabou a musica)
Tio: Essa não é legal, legal era a outra.
Irmã: Eu quero ver o filme as 3 e meia.
Tio: Onde que é?
Vó: Carmem, olha o Igor. (o cachorro, um rusky esquizofrenico)
Irmã: Na globo, tem o Elijah Wood.
Tio: mas não ligou lá?
Irmã: não ta funcionando.
Vó: mas é que demora pra ligar, eu falei. Tem que ligar antes lá, que senão não liga... (continua falando)
Tio: como assim não tá funcionando?
Irmã: Não tá.
Mãe: Demora.
Tio: Ah, mas isso é porque ela fica esquentando lá (ri)
Vó: Carlos, olha o Igor lá... Igooor, o Carlos, hein, olha o Carlos chegando.
Mae: ah mae, deixa ele, nao vai fazer nada.
Aí tinha mais que foi durante o almoço, mas agora deixa pra lá que eu acho que não vou lembrar. Isso aí eu ainda tive que adaptar uns pedaços, mas no mais é basicamente assim.
quarta-feira, 25/12/2002
Natal em família
O natal foi uma bosta. Mae discutindo com vó, yadayadayada e minha mae ficou tão puta que a gente foi embora mais cedo e nem comi. Minha ceia de natal foi uma tigela de Sucrilhos com Choco Krispis. Bom, pelo menos não deixa de ser bom. Coisa estranha essa de familia. Briga de familia. Parece coisa tão idiota.
Sei lá, na verdade eu nao gosto muito da minha familia. É como se eu estivesse fora, como se eu estivesse no lugar errado, na hora errada, no óvulo errado. E na verdade no geral geral mesmo, eu até gosto muito dessa familia, mas nos detalhes pequenos eu odeio do fundo do coração. Que saco. Minha irmã é um porre, minha vó precisa mostrar pra todo mundo que ela sofre e bla bla bla. Eu gosto da minha mãe, mas sei lá, deve ser porque é mae.
Mas deixa pra lá. Nao ganhei minha webcam, mas vou ganhar. Sei lá. Espero que ganhe. Vou mudar meu layout assim que eu tiver saco, porque o layout mesmo já tá pronto, agora só tenho que por as coisas junto e terminar uns detalhes e fazer os pop-ups. É, na verdade ainda falta bastante coisa. Tô irritada. Acho que vou montar quebra-cabeça.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação. 
