terça-feira, 06/11/2007
droga de literatura brasileira IV
Machado de Assis fica infinitamente chato quando estudado e analisado.
terça-feira, 09/10/2007
socorro.
ali na barra lateral do blog está estava dizendo que estou lendo "O cortiço", né? então, não estou não. mas eu bem que tentei.
essa mania desses professores com aulas de história-sociologia-luta-de-classes em faculdade de letras e em matérias com "literatura" no nome estão me emburrecendo. eu não nasci pra esse tipo de análise, meus professores queridos. se eu tiver que fazer uma análise marxista de uma obra literária meu cérebro entra em parafuso. vai começar a atrofiar. olha aí, olha, já começou.
eu hein.
terça-feira, 02/10/2007
literatura portuguesa
...
então Camões perdeu um olho e criou a semiótica portuguesa.
...
sexta-feira, 14/09/2007
fato
os melhores professores de literatura são todos gays.
(ou terrivelmente enrustidos).
deve ser alguma coisa a ver com Proust.
terça-feira, 11/09/2007
balanço de um final de semestre tardio
Introdução aos Estudos Comparados de Literatura de Língua Portuguesa I: 9.7
Sintaxe do Português I: 9.0
Literatura Brasileira III: 10.0
Literatura Portuguesa III: 7.0
Literaturas Africanas de Língua Portuguesa I: 7.0
Introdução à Literatura Alemã I: 8.0
mas de tudo isso, o melhor mesmo é que eu nunca mais vou precisar fazer sintaxe na vida.
segunda-feira, 11/06/2007
E agora?
Vai?
segunda-feira, 26/02/2007
O que eu aprendi na minha primeira aula de Sintaxe
Quando se diz "o mecânico limpar o carro" a frase é agramatical não porque o carro não foi licenciado, mas porque o verbo não foi flexionado.
quinta-feira, 14/12/2006
Semestre fechado, buena!
Língua Latina II .......................................... 8.0
Literatura Brasileira II ................................ 10.0
Morfologia do Português ............................. 5.0
Literatura Portuguesa II .............................. 8.0
Epistolografia do Modernismo Brasileiro ....... 10.0
Férias, enfim.
(Morfologia realmente não é a minha matéria favorita.)
(E o Biajoni prendeu meu dedo na porta do carro.)
sexta-feira, 08/12/2006
O fim do ano
Porque eu peguei a nota de morfologia, que era meu maior medo desse fim de ano.
CINCO.
Sharp.
Zup.
Faltam algumas notas, mas fora uma Literatura Portuguesa que ainda pode me dar um susto, o resto é garantido. Além de eu ter tirado OITO em latim. Hein, hein? Oito. Multa in mundo bonis hominibus bona sunt. Nada mal, pra quem até hoje confunde NUNC com NUNQUAM.
Agora eu levo mais ou menos um mês para me acostumar à idéia de que estou de férias e posso terminar de ler o Grande Sertão: Veredas e o Ulysses, e começar A Montanha Mágica, e continuar escrevendo o que estava escrevendo, e o dia continua com 24 horas e elas são todas minhas.
E quando me consigo me acostumar a tudo isso o carnaval já passou e estamos de volta à vida de universitária.
Pelo menos não tem mais latim nas matérias obrigatórias.
(E vou acabar pegando de optativa, pra 2008, porque eu sou retardada e gosto de sofrer.)
Morfologia, de qualquer forma, morreu.
segunda-feira, 31/07/2006
Aula
Oh.
Não fui.
segunda-feira, 26/06/2006
Literaturas
Pronto. Cabou-se. Tem uma avaliação-atividade-seminário-viadagem na quinta-feira para Literatura Brasileira, mas o pior passou. E claro que pra manter o hábito fiz o trabalho de Literatura Portuguesa em um dia dois dias antes da entrega.
quinta-feira, 15/06/2006
You're the worse pirate in the world
Agora tenho só que fazer o trabalho de literatura portuguesa que a professora pediu pra ter no máximo 5 páginas e estudar pra prova de latim. E latim podia ser muito mais divertido se eu não pudesse entender o que estava escrito sem precisar dizer em que diabo de caso e/ou declinação está uma maldita palavra terminada em -i. Odeio palavras em latim terminadas em -i, -is e -um. Elas estão por todos os casos! Gah! Me miseram!
Puf.
Mas depois.
quinta-feira, 08/06/2006
Meu mundo agora
Olivia diz:
você acha que o r da língua presa em uma pessoa sem língua presa que fala caipira possa ser uma transição do caipira pro tepe?
Angela diz:
eu acho que eu sou bípede.
segunda-feira, 22/05/2006
Adendo
Estudar.
Literatura portuguesa, trovadorismo.
Livro do Segismundo que me deu 3 semanas de alergia.
(E vai me dar mais três, provavelmente.)
Começa:
"Para se compreender a literatura da idade média [...] é necessário amá-la."
Já disse: fudeu.
(Mal abri o livro e a alergia começou a atacar outra vez. Letras é para corajosos.)
quinta-feira, 04/05/2006
Coisas feias
Meh.
Prova de Fonética e Fonologia.
Prova de Literatura Portuguesa.
Trabalho de Fonética e Fonologia.
Trabalho de Literatura Portuguesa.
As coisas boas da faculdade estão soterradas pelos terrores do final de semestre.
(aquele jogo ontem, hein, que foi aquilo. se o palmeiras ganhasse eu ia morrer de vergonha. não vejo nada tão feio desde, sei lá, uns dez anos atrás, em algum jogo do palmeiras com algum time argentino. o jogo de ontem tava parecendo jogo com um time argentino. o edmundo pegava na bola caía de bunda. aquele lúcio via a bola acertava a canela do jogador que estivesse com ela. um monte de gente enfiando mão no calção do outro na hora do escanteio. juiz que roubava pros dois lados. não fosse o juiz o palmeiras não tinha feito gol e o são paulo não tinha feito o segundo gol e talvez fosse um a um porque aquela caída do edmundo na quase-área também podia ter sido área. vinte minutos de bola em jogo no segundo tempo. se tanto. tava ridículo. ridículo. além de ter dois goleiros muito narigudos em campo. isso devia ser proíbido. nunca vi tanto jogador feio junto. era um mais feio que o outro. jogador feio, jogo feio, torcedores feios, arbitragem feia. depois eu não sei porque parei de seguir futebol. agora é como disse minha professora de latim: meu time é horRíver.)
Amanhã eu estudo fonética e fonologia.
Agora ainda estou tentando me livrar do pó do livro de Lírica Trovadoresca. Pó na minha garganta nos meus olhos no meu nariz. Parece que passei um dia inteiro dentro de um sebo do centro. Aquele livro vale por todo um sebo velho no centro da cidade.
quinta-feira, 16/03/2006
Temas
Literatura Brasileira um artigo resposta ao artigo de Monteiro Lobato sobre a exposição de Anita Malfatti em 1917 e depois que o professor devolver eu publico aqui, quem sabe. Modernismo me dá nos nervos.
Aí pra minha mais querida optativa que não tem prova, Literatura Latino-Americana eu li - "ler" é um termo relativo, porque eram umas 100 páginas que eu escaneei em uma hora porque a leitura é para amanhã e eu deixei para última hora - um livro muito legal do Aluízio de Azevedo: Livro de uma Sogra.
Nem tudo naquela faculdade é uma desgraça eminente.
Só - e principalmente - Literatura Portuguesa e trovadorismo e trabalhos em grupos com gravação de falantes nativos de algum buraco no interior de São Paulo. O pão de queijo é bom, por exemplo.
segunda-feira, 13/03/2006
Enquanto isso, na faculdade de letras

Ooo-kay.
sexta-feira, 02/12/2005
Vícios de lingüística
Papo de louco pós-prova:
- Ele é muito fofo; ele é goiano.
- Huh, não há acarretamento.
quinta-feira, 01/12/2005
Two down, two to go
Ou talvez seja three down, one to go, mas ainda não sei se minha capacidade de tirar 1,5 numa prova de linguística continua intacta. Fato é que todas as provas estão mortas enterradas e ainda me faltam notas de duas que saberei na semana que vem, segunda e terça assim, tapa um tapa dois e seja o que Deus, a Evani e o Jorge quiserem.
Teve prova de literários hoje. Eu escrevi umas coisas.
Até agora 2 x 7,5.
O que é um progresso de um 6,5 e um 7 do semestre passado. O que mata é a inevitável decadência quanto a um 9 de IEL que tirei no semestre passado e certamente não vou tirar esse semestre porque o romance e Lukács e Ian Watt e Adorno. Mas a verdade é que pouco importa quando eu tirei quando aproveitei a aula e tirei mais da metade. Como sempre para uma prova basta que se saiba metade de tudo ou tudo da metade e estamos muito bem obrigado. Ou agora uma conversa com um professor de literatura do colégio contando que fazia alguns trabalhos para aula do Antonio Candido no dia da entrega lá no CAELL; fica mais caseiro, sabe.
Agora é um ensaio sobre o conto Apanhei-te cavaquinho do sr. Dalton Trevisan e sei lá o que é que eu posso dizer mas já vou usar as palavras do nosso querido gênio Nelson Moraes sobre a vida, sorrateira como um acorde de cavaquinho, melancólica como o soar de uma flauta e se de algum jeito - ele disse - só pegou carona nos meus delírios de análise não sei bem como. Importante é fazer algum tipo de sentido.
Aliás, se alguém souber qualquer coisa que seja sobre esse conto ou essa música e quiser me dar uma mão, eu peço, imploro e também já agradeço. Peguei na biblioteca uma tese muito grande e gorda sobre Ernesto Nazareth mas estou achando que talvez só me sirva para bater com ela na cabeça do professor.
Bah, e eu sei lá como fazer análise de conto. Antes fosse um conto meu.
quinta-feira, 13/10/2005
Não quero mais estudar
Eu vou chorar.
Para compreender o funcionamento dos morfemas flexionais vamos examinar como se apresentam os nominais nas línguas do grupo banto (Níger-Congo, bênue-congo) com exemplos do quimbundo, língua falada em Angola.
Gah!
quinta-feira, 06/10/2005
O problema ontológico
"Trata-se de problemas ontológicos, lógicos e epistemológicos." (A. Candido)
Agora fodeu.
terça-feira, 27/09/2005
Nem queira saber
mas eu vou falar mesmo assim, o blog é meu
Dá licença, meu lado nerd pegou way too much livros na biblioteca.
Uma mistura insólita de Hegel, Schiller e Cortázar, história, tragédia grega e teorias de romance.
sábado, 24/09/2005
Estudar
Eu assisto a aula de estudos literários achando que o professor é genial e aí leio o livro do Lubbock, The Craft of Fiction e lá está a aula toda outra vez.
Viva a universidade.
terça-feira, 23/08/2005
Cafeína
Huuur.
No sangue, no sangue, na veia!
Esse negócio de tomar café às sete e meia da manhã é mais perigoso do que eu pensava.
E eu tomei café ontem.
Heh. Ontem eu tomei café. Às sete da manhã. Tinha que me ver na aula de Lingüística enquanto a professora falava de arquifonemas e substantivos inessivos do finlandês.
E aí ela ainda começa a falar de um dialeto do Japão e a assimilação total. Sufixo transitivizador.
mak-a
pis-i
pop-o
tas-a
yup-u
"Olivia, tá com cara de quem não gostou. O que foi?"
"Não entendi isso aí."
"O que você não entendeu?"
"Não entendi nada."
Ela que perguntou.
Repararam meus experimentos concretistas estilo Tiagón? Vocês não reparam nada.
"Vai ter greve? Ouvi dizer que vai ter greve. Bem que podia ter uma greve hoje." - Bruno, pela primeira vez no semestre comparecendo às aulas de terça-feira.
Atenção se compra
Aí eu resolvi que devia prestar atenção nas aulas. É, e não só na aula de Literários, mas também na aula de Lingüística, e de IELP, e aquela outra lá que o professor fica fumando e falando de Édipo.
Prestar atenção na aula é mais difícil do que parece.
Mas nada que um combo café expresso + toddynho às sete e meia da manhã não resolva.
segunda-feira, 22/08/2005
João e a aula de Lingüística
João sobre arquifonemas e substantivos inessivos:
"Se eu aprender mais uma palavra nova hoje eu vou pifar."
João sobre puusta, rivissæ e tyøssæ:
"Putz, eu nunca achei que eu fosse escrever finlandês no meu caderno."
Professora Evani, sobre o João:
"João abriu a porta."
sexta-feira, 12/08/2005
Lendo um texto de fonética
geezus
"Uma sugestão para ver as cordas vocais em ação é assistir a um vídeo de laringoscopia."
terça-feira, 09/08/2005
Meus problemas com Lingüística
ou como falar um monte de coisa e na verdade não falar nada

Eu não emprego eu a não ser dirigindo-me a alguém, que será na minha alocução um tu. Essa condição de diálogo é que é constitutiva da pessoa, pois implica em reciprocidade - que eu me torne tu na alocução daquele que por sua vez se designa por eu. Vemos aí um princípio cujas conseqüências é preciso desenvolver em todas as direções.Claro, claro.Benveniste, "Problemas de Lingüística Geral I"
IEC II
"Ela leva a sério esse negócio de dar aula, né?" - Luisa, sobre a professora que chegou na sala 10 minutos antes do horário, na primeira aula.
sexta-feira, 08/07/2005
Ainda, férias
Pois fato é que passei em Lingüística e Sociolingüística e nas de literatura também com notas boas-razoáveis, nada brilhantes, mas que me servem. Sr. Júpiter Web parece ter se enganado com uma das notas e me marcou um nove onde era sete, mas quem sou eu pra reclamar.
quarta-feira, 08/06/2005
Just another day at the office
Depois eu digo que só tem gente desequilibrada dentro daquela faculdade e ninguém acredita.
Pois eis que o trabalho de sociolingüística foi finalmente entregue para a monitora-assustadora do professor Manoel. Olivia couldn't be happier.
E antes, ontem, a moça mala-que-usa-lente-de-contato-azul do meu grupo me manda um email dizendo que não ia poder fazer o resto da parte dela do trabalho porque ia levar um dos filhos no hospital porque, sei lá, os filhos dela são tudo pequenos diabos (com aquela mãe, o que vocês esperavam?). Olivia, apertando o botão laranja, responde:
Lucia, sinto muito, mas eu não sei fazer esse trabalho sozinha. Se ninguem me ajudar, a gente não entrega porra nenhuma amanhã. I couldn't care less.
Mas como no fim tudo se resolve, no fim tudo se resolveu, ela voltou e terminou a parte dela que precisava terminar, eu arrumei pra ficar apresentável e passei ao outro elemento do grupo pra que ele desse um título e imprimisse.
Agora essa:
queria agradecer vcs por terem achado o meu esforço uma merda é muito fácil achar que os outros tem o tempo livre e se vc Olivia achou que fez o trabalho pq "corrigiu "algumas coisa tente fazer metade do que eu fiz , ok? Fiquei muito feliz com seu comentário de que se tirasse alguma nota seria da conclusão feita pelo Bruno pq o resto estava uma bosta , resto esse que na maioria foi feita por mim. Desculpe...mas esta na hora de sair desse mundo de fantasia e ver que as pessoas vivem no mundo real...tem vida, trabalho,familia...estou com a consciencia limpa que dei ate o que não podia nesse trabalho....será que vc também? Acho que se vc tivesse bom senso iria ver que até colocar o nome do gustavo foi por sua conta....afinal ele não fez nada...mas foda-se vcs....Oh, nesse momento eu tive uma crise de consciência e percebi o quão eu sou desprezível.
Mentira.
Respondi assim:
Lucia, querida, minha consciencia também está limpinha. Lavo ela todo dia antes de dormir com água e sabão.
Eu poderia ser mais cínica, dizendo que, na verdade, se o trabalho fosse entregue do jeito que você escreveu, a gente teria um zero só nas descontadas que o Manoel ia fazer com os "erros" de portugues. Alias, o problema não eram nem esses erros. Era só que o que voce escreveu não fazia sentido nenhum em algum outro lugar além da sua cabeça. Mas, ah, não serei cínica, e não direi nada disso.
Eu e o Gustavo fizemos a entrevista, a transcrição e boa parte da metodologia. Diga o que quiser, mas não fosse por isso, a senhora não tinha trabalho nenhum.
Eu não achei o seu esforço uma merda. Se você é assim um tantinho desequilibrada, e se você tem síndrome de perseguição e a porra, problema seu. Não meu.
Agora com licença que depois dessa resposta minha consciência sujou um pouquinho, vou ali dar uma lavadinha.
~Olivia.
(joguei o resto que tinha de bom senso dentro da privada junto daquele duende que roubou a minha caneta e que voce falou pra colocar uma maçã na janela, não estava me servindo de nada mesmo)
segunda-feira, 18/04/2005
Um drama em 3 atos
da aula de IELP, aquele antro
Preconceito lingüístico. Não existe preconceito lingüístico. Existe o preconceito social, disse o Bagninho. Olivia acha que Bagno é desequilibrado. Raquel achou Bagno muito exagerado. Raquel que estudou em escola pública boa parte da sua vida e é pernambucana mas cresceu em Brasília e os pais são cariocas e estudou política no colégio cita sociólogos e destrói o Bagno e pisa em cima bem pisadinho. Olivia até que gosta das coisas que a Raquel fala. Zaine faz cara de quem não agüenta mais e passa a mão na testa. Zaine acha que ela já está falando demais. Olivia também. Carinha de barbicha quer discordar. Muita gente quer discordar. Carinha de barbicha fala fala fala e no final nem discorda de nada. Lúcia quer discordar também. Lúcia muito eloqüênte mas Olivia acha que ela também nunca chega em lugar nenhum. Mulher mala que senta perto da porta fala que pobre é tudo mais preconceituoso que os ricos. Zaine faz cara de quem vai ter um treco já já e passa a mão na testa. Lúcia indignada. Rodrigo indignado. Zaine indignado. Classe inteira indignada. Professor dando risada. Rodrigo levanta a voz. Rodrigo tem uma voz meio assustadora quando ela fica alta. Alguém do lado da janela levanta a voz. Mulher mala perto da porta defende sua posição. Zaine abre a boca e discorda. Olivia vai ficar irritada. Olivia levanta e sai da sala.
Olivia senta no banco no corredor e fica olhando a Caqui e umas outras pessoas lendo textos e achando muito divertido. Olivia conversa com pessoas aleatórias. Caqui ri. Caqui sempre ri de tudo que ela ouve. Rita sai da sala. Rita e Olivia vão na livraria Edusp. Rita compra livro do Antonio Candido. Antonio Candido também não tem acento. Nem no Antonio e nem no Candido. Olivia quer ir na biblioteca pra ver se tem o Dicionário Analógico da Língua Portuguesa. Rita e Olivia vão na biblioteca. Olivia procura Dicionário Analógico da Língua Portuguesa no Dedalus que não gosta dela. Dedalus está de bom humor. Olivia acha. Rita e Olivia vão pra seção de dicionários e ficam lendo dicionários de nomes e sobrenomes. O nome do ex-namorado da Rita é Aírton. Rezende vem de Rosendo e Rosendo eu não sei de onde vem. Rita e Olivia saem da biblioteca e voltam para o prédio de Letras. Rita entra na sala e Olivia entra em seguida.
Professor está rindo e alguém está falando. Zaine fala de preconceito racial e do caso do argentino. Lúcia diz que ninguém fala em um jogo de futebol "seu branco de merda cara de leite" e Olivia acha isso engraçado. Olivia não entende nada. Zaine com cara de quem vai jogar alguém pela janela. Pessoas falando. Olivia ignorando. Professor dá a palavra a um último alguém. Ninguém conclui porcaria nenhuma. Professor fala da menina argentina sentada lá no fundo cujo nome eu me esqueci. Menina argentina faz cara de inocente e não abre a boca. Olivia está pensando em seus polegares debilitados pelo uso intensivo dos botões de play, stop e a alavanquinha de rew do gravador. Professor mata o assunto e começa a falar de resenhas. Olivia está pensando no ônibus Vila Madalena que passa sempre no momento exato em que a aula acaba. Zaine faz cara de quem não agüenta mais e passa a mão na testa.
Então... Sabe como é. Tem coisas que não dá.
sexta-feira, 08/04/2005
Como assim, sociolingüística?
Essa história de Sócrates, Platão, e seus amigos está me deixando mais espertinha, eu acho, e por uma simples questão de observação e comparação de categorias de argumentos me parece que a sociolingüística não é muito bem um campo assim tão sério ou, ao menos, não é um campo muito bem-formado e bem-resolvido e pessoas como o Marcos Bagno, grande sociolingüísta e amiguinho do meu professor, parecem ainda não saber muito bem, assim, exatamente, do que estão falando. Se sabem — o que é na verdade o mais provável — estão usando os argumentos errados.
Porque é uma coisa um pouco como toda aquela discussão ideológica de "vamos fazer um mundo melhor", adotando uma postura sem preconceitos e politicamente correta, abrindo os braços e dando abraços apertados nas pessoas mais pobres que falam "nóis ama vocês tudo". E é muito fácil pra qualquer um que se diz politicamente correto ouvir a sua crítica e responder com um "isso é um preconceito, você não deve pensar assim, é um problema grave" e dar a discussão como vencida porque, oh, é tão mais bonito ser uma pessoa que quer fazer um mundo melhor.
Mas veja que encontrar defeitos qualquer um faz, seja na sociedade, na comida da avó, em políticos ou até mesmo em um texto do Saramago. E — surpresa — enumerar as soluções é ainda mais fácil. Não botar em prática essas soluções é igualmente fácil, porque sempre vai existir como desculpa a mentalidade atrasada de raízes muito fortes da sociedade em que vivemos, e a mentalidade capitalista e, sei lá, qualquer outra mentalidade que você achar bonitinho colocar aqui.
Também se pode dizer que alguém precisa teorizar pra que qualquer coisa aconteça, e daí uma justificativa pra essa postura acadêmica e politicamente correta e sem contradições. Mas ficar sentado teorizando e pensando é como planejar o futuro e esquecer que, senhores, o futuro é imprevisível e muitas vezes resolvido por gordas ao sol jogando dados e esperando as roupas secarem.
Mas espera aí, sem contradições? Querido, deixa contar um segredo, isso não existe não. Nenhum ser humano, por essência, é inteiro sem contradições, e, logo, nenhuma teoria bonitinha e politicamente correta pode ser sem contradições e aí, caploft, deixa de ser totalmente politicamente correta. A contradição está ali, escondidinha, e quem luta bravamente por um ideal, luta cego, porque é incapaz de ver as contradições desse seu ideal.
Então, voltando à sociolingüística, que é o meu assunto por aqui por incrível que pareça. A sociolingüística tem esse nome bonito e é matéria de faculdade, mas anda lado a lado com outras ideologias caídas que nem têm mais tanto respeito assim mesmo no mundo acadêmico. Ideologias com as quais é muito fácil simpatizar e se dizer politicamente correto mesmo porque o discurso do Bagno e do meu professor parecem sem falhas e cheios de consideração com todas as camadas sociais. Mas também é muito fácil achar que há algo de errado por ali e ser tachado de preconceituoso porque lutar contra o politicamente correto é sempre uma tarefa árdua.
Minha posição aqui é uma muito simples: sim, existe o preconceito lingüístico e sim, ele está ligado ao preconceito social (demais ligado, aliás) e também, sim, não é ERRADO falar "nóis ama vocês tudo", assim como não é ERRADO ser feio (quer dizer, fisicamente feio, mesmo porque "feio" é um conceito subjetivo e, sei lá, quem ama o feio, bonito lhe parece, como já dizia Esopo, e no final das contas ninguém é universalmente e indiscutivelmente “feio”). Mas isso é uma simples constatação de fatos que não nos leva a lugar nenhum senão a uma discussão de um tema que dá voltas e voltas e voltas.
Deve-se integrar o aluno falante de variante lingüística considerada "menor" para que ele não se sinta burro ou desista de estudar. Deve-se perceber que a variedade existe e deve ser estudada. Ok. Ok. Mas e daí? Como assim?
Mas então a sociolingüística apresenta apenas um tema para debate? Às vezes há isso nas contra-capas dos livros. Como se apresenta um tema para "debate" sendo que os estudiosos do meio já estão tão bem decididos do que é a verdade? Seria um caso para a aplicação do "método de discussão com o cabeça-dura"?
Não se deve ensinar gramática na escola, mas na universidade os próprios professores de sociolingüística pedem a norma formal em trabalhos formais. Até aí nenhum problema, acho muito justo. Mas, convenhamos, se a norma formal não é natural como eles tanto afirmam, ALGUÉM vai precisar me ENSINAR tudo isso para que eu possa depois por em prática no trabalho formal da universidade.
Qualquer um que fale muito bem não necessariamente é capaz de passar a mesma clareza de idéias quando está escrevendo. E nem estou falando de escrever certo ou errado, estou falando de CLAREZA de idéias. Pois então alguém precisa ensinar a esse sujeito a escrever com clareza. Pra isso ele vai ter que ter uma certa noção de sujeito, predicado, regência e como evitar as tais ambigüidades e, ok, vai ser necessário se fazer uma ESCOLHA quanto a que "variante" ensinar na hora de escrever.
E tudo bem, pode até se dizer que se aprende a escrever com clareza e se aprende a gramática que se deve aprender lendo. Sim, mas lendo o quê? Quem determina o que vamos ler? Qual o critério? E esses escritores que vamos ler aprenderam com quem? Camões? Pobrezinho do Camões, que leva a culpa no final. E de qualquer forma, quem disse que esses escritores tão ilustres que vão ensinar as crianças a escrever sabem fazer um trabalho acadêmico com aquela tal de linguagem formal? Alguém ainda vai precisar ensinar a esses alunos, futuros universitários, a linguagem formal que tanto é cobrada.
Porque nós, universitários, sabemos que na hora de escrever um trabalho formal é necessária uma linguagem formal e clareza de idéias, e sabemos que ao escrever um bilhete do tipo "mãe, fui no cinema" ninguém vai reclamar que o "certo" é "ao cinema" mesmo porque a mensagem ficou bastante clara (a não ser que sua mãe seja uma grande admiradora do professor Pasquale).
Veja que eu, aqui, não pretendo resolver coisa alguma. Os sociolingüístas vivem nos provocando com perguntas mui pertinentes, então faço o mesmo, apenas. Apresento, sim, um tema para debate, mesmo porque ainda não entendo completamente o que me incomoda tanto na sociolingüística. Alguma coisa não cheira bem. Sempre desconfio do politicamente correto. Sempre desconfio de argumentos que tem como principal objetivo o esclarecimento dos erros e falhas da opinião contrária ao invés de apresentar as qualidades da opinião própria e considerar a parte interessante da outra. Sempre desconfio de argumentos que fogem das suas contradições. Isso eu aprendi com Sócrates. Acho Sócrates um grande chato, mas com ele ainda se podem aprender muitas coisas (com ele e com outros chatos em geral).
Claro que o preconceito não deveria existir, tanto o lingüístico como o social e todos os seus derivados. E, olha que bonito, concordo que se devia ensinar aos alunos que não é ERRADO falar em desacordo com a tal da tia Norma Culta, mas daí a não ensinar gramática normativa (naquele sentido que os sociolingüístas acham tão feio) já acho um pouco mais complicado e utópico.
Se a tal gramática normativa é cobrada até mesmo nos trabalho acadêmicos de sociolingüística, e se a gramática normativa não é totalmente natural, ALGUÉM precisa vestir a carapuça e ensinar essa porcaria pros alunos. E, sim, insistir nela por todos aqueles 11 anos de ensino fundamental e médio. Porque se mesmo os professores de português e os jornalistas reacionários que defendem a "salvação da língua portuguesa" cometem aquilo que chamam de erro, o que dirá de nós, reles mortais.
Mas suspeito que disso até mesmo os mais apaixonados dos sociolingüístas têm consciência. O problema é que me parece esconderem. Claro, porque estão em um extremo enquanto os reacionários da "língua única" estão em outro, e porque parece que essa é a maneira dos seres humanos desse tempo discutirem. Enquanto um lado tenta puxar o outro mais pro meio (porque, em uma perspectiva otimista, ambos os lados talvez acreditem em um equilíbrio), vai apenas mostrar os argumentos mais extremos. O que, na verdade, acaba apenas causando uma maior repulsa. Como se essa discussão fosse um simples caso de se misturar preto e branco em CMYK. Muito preto para se fazer um branco puro ficar cinza, e muito branco para o preto puro ficar cinza também (aliás, muito mais branco do que preto, nesse caso, mas isso é uma falha da analogia que não vem ao caso).
Às vezes eu tenho a impressão de que os seres humanos estão perdendo a capacidade de discutir opiniões muito opostas e realmente tentar procurar falhas e qualidades em TODOS os lados para daí, sim, tirar uma conclusão.
Por que qualquer discurso bem feito é atraente. Principalmente se ele for politicamente correto e cheio de abraços aos mais pobres. Quem não ia achar bonito um mundo mais justo onde todos almoçavam e jantavam todos os dias, não havia preconceito de qualquer tipo mesmo porque eram todos iguais, e se discutia poesia nas horas vagas? Mas esse discurso politicamente correto sempre vai esconder contradições, e quando ninguém procura as contradições e falhas vão colocá-lo lá em cima em um pedestal e ai de quem não achar tudo isso muito lindo. "Isso é um preconceito, pensar assim é um problema grave". Sim, tenho meus preconceitos. Perdi muitos deles, com a aula de sociolingüística, é bem verdade, mas não queiram me levar todos eles. Bagno deve ter os seus também, e suas contradições também. Isso não é motivo para tirar a autoridade de Bagno em seu campo de pesquisa, mas não se pode simplesmente deixar essas coisas de lado.
Digo Bagno como uma espécie de metonímia para todo o campo da sociolingüística (mesmo porque, Jesus, meu professor só fala dele). Vejam, é modo de dizer. A sociolingüística não é a salvação. É apenas um discurso bem feito e politicamente correto sobre como se deve encarar a língua. Não é difícil concordar com suas provocações (muito bem colocadas, pertinentes e tal). Difícil é aceitá-lo. Difícil e acreditar em tudo que o professor ali na frente está falando e acreditar em suas propostas para mudar o futuro ou aceitar as não-propostas do que não deve ser feito ou ainda — pior — que a culpa é dos primeiros gramáticos da Grécia, ou dos novos gramáticos, dos professores malvados do ensino público ou dos jornalistas que reclamam do jeito do Lula falar, sem pensar que há de fato alguma coisa muito estranha nessa história toda.
Por favor, convençam-me do contrário.
quinta-feira, 31/03/2005
Uma aula de IELP I
introdução aos estudos da língua portuguesa I
Blá blá blá: forma padrão culta
Brá brá brá: variação fônica
Yada yada yada: variação lexical
Fala fala fala: variação morfossintática (mentira, eu nem sei qual é a morfossintática)
Blah blah blah: variação de quem tem preguiça de usar acentos
"Puxa, tia Irene, eu nunca tinha pensado nisso!", exclama Vera, inconformada.*
segunda-feira, 28/03/2005
Fantasmas do colégio passado
Trabalho pra faculdade é que nem sopa de legumes.
É difícil de tomar tudo tudo tudo até o final, mas sempre tem alguém te obrigando a tomar. (E a gente sempre deixa uns restos no prato porque, francamente...)
domingo, 13/03/2005
Ainda do mesmo assunto
O professor disse que precisava de um fio condutor. Não acho o maldito fio condutor. Estou dando voltas e voltas e voltas e acho que não saí do mesmo lugar. Maldição.
Então, aquela resenha
Ah, porque as pessoas que falam um mesmo idioma falam diferente, manja? E tem quatro fatores que o carinha lá diz, geográfico, histórico, social e estilístico, mas no final das contas ele só queria mesmo dizer que os professores não podem ensinar os alunos que existe um certo e um errado. Tem que mostrar a existência das variações pros alunos saberem como usar isso a favor deles, e falar bonito quando se precisa falar bonito, e falar feio quando elas podem falar feio, entre os amigos e tal.
E ele também dá um monte de exemplos, mas não diz nada de novo e só fica repetindo o que todo mundo já sabia.
Então eu resolvi que não gosto de sociolingüística também. Aliás, principalmente. Queria ter aula só de Clássicos e Estudos Literários. Ah.
Da minha incapacidade de fazer uma resenha de um texto sobre sociolingüística
Odeio o professor de IELP.
sexta-feira, 11/03/2005
Artes marciais
O cara do xerox grampeou 139 folhas. Ele deve ter algum treinamento ninja dentro da FFLCH.
Nesse calor dos infernos
De repente me deu uma vontade estranha de tirar a caixa de comentários, mas passou, passou. Deve ter durado um pouco menos de um minuto.
Essas minhas idéias me assustam.
Porque às vezes elas não são tão inocentes como tirar a caixa de comentários de um blog, e às vezes elas duram um pouco mais de um minuto.
E hoje eu tirei cópia de umas 364 folhas (mais ou menos) no xerox. Não tive aula mas fui lá. E só depois que cheguei em casa que fiquei sabendo o número da pasta de um outro professor de IELP que não tem medo de ser preso pela PF ou que não é muito politicamente correto demais para colocar trechos de livros pra nós, pobres alunos.
Tudo bem. Pra tudo dá-se um jeito.
Então eu vou ler, porque parece mesmo que é só isso que estudante de Letras faz da vida.
quinta-feira, 10/03/2005
Da semana
As terças e quintas-feiras são bem melhores que as segundas e quartas.
E às sextas-feiras eu não tenho aula.
quarta-feira, 09/03/2005
Raivas
Ugh, raiva do ônibus lotado às seis e meia da manhã, raiva do professor de IELP que não deixa nada no xerox e fala muito rápido quando quer que a gente anote e devagar quando só está enrolando, da professora de Lingüística que tem medo de ser presa pela PF, da fila do ticket pra entrar no bandejão, da fila do bandejão, da comida do bandejão, da fila do xerox, da quantidade de textos que tem que xerocar pra aula de Clássicos, mega-raiva da Teodoro Sampaio antes de cruzar a Faria Lima, do motorista do Perus-Lapa que resolveu de repente que o ônibus passava direto por um ponto que aquele ônibus sempre parou e grr.
Pronto, passou. Agora vou terminar de ler T. S. Eliot e descobrir logo o que é um maldito clássico.
domingo, 06/03/2005
Olivia é (quase) uma atleta
Olivia está de volta.
E quantas vezes eu já não disse isso?
Fim de semana que vem tem BichUSP. E eu vou estar lá, pela AAAOA (isso parece coisa de bêbado). E eu que tinha medo dessa gente estranha que anda por aí com camiseta de atlética daqui a pouco vou ter a minha também.
Ah, nerds também podem praticar esportes.
terça-feira, 15/02/2005
And then they were merciful
segunda-feira, 14/02/2005
Pré-trote
Fugi de um trote antes da hora. O David acabou com toda a nossa combinação de que eu era a irmã dele logo na primeira vez que perguntaram se eu estava lá para a matrícula. Oras, mas que gente apressada, eu vou estar lá amanhã de qualquer jeito! Amanhã, amanhã...
Enfim, fugi. Pintaram minhas unhas de preto. Manicure profissional. Mas fugi. Paguei por isso. Não vou contar como, e não acreditem em nada que o Deivid falar porque ele é um rapaz perturbado.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação. 
