terça-feira, 23/10/2007
desafio aos leitores
e o que Eduardo Lourenço, Gilles Deleuze, Maurice Blanchot e James Joyce têm em comum?
(minha resposta em post amanhã, que é para dar tempo de vocês darem seus palpites.)
sexta-feira, 12/10/2007
o meme
na onda dos memes, resolvi criar um:
1. levante-se da cadeira e gire 75º sobre seus calcanhares
2. dê quatro passos (caso encontre a parede, volte no sentido contrário os passos restantes)
3. vire na direção da porta mais próxima e ande mais dez passos
4. feche os olhos e rode até ficar tonto
5. abra os olhos e pegue o livro mais próximo que encontrar
6. abra na página 17
7. encontre a 57º palavra
8. devolva o livro para onde ele estava
9. pegue o livro mais próximo (que não seja aquele que você acabou de largar, né) que contenha em seu título ou subtítulo a 57º palavra do livro anterior (se isso não for possível, serve aquele com um título cujo tema esteja ligado ao tema da palavra escolhida ou o livro com um ISBN cuja soma dos números seja a mesma da soma das letras da palavra escolhida quando transformadas em números de acordo com a lógica da numerologia)
10. abra na página 29 e anote a última linha
11. embaralhe as palavras anotadas e escreva um poeminha concreto que tenha como título aquela 57º palavra daquele primeiro livro
12. publique no seu blog e obrigue quatro amigos a fazerem o mesmo, caso contrário invoque a terrível ira do bode comedor-de-gente-que-não-repassa-spams-memes.
o resultado:
vocabulares
de alteração
estrutura ocorre
trofe fato
repasso para:
Luciano Huck, Al Gore, meu Teddy sem um olho e você aí que já começou a olhar em volta do quarto pensando em trapacear no resultado.
segunda-feira, 13/08/2007
os verdadeiros mestres do GTD
um post para tornar sua segunda-feira mais produtiva
Getting things done? Eficiência na execução de tarefas? Tentando organizar sua vida?
Que David Allen que nada!
Eis os verdadeiros mestres da arte do GTD:
Walt Disney (aquele que criou o Mickey Mouse) e Amelia Earhart (aquela que foi sobrevoar o Oceano Pacífico e nunca mais voltou).
Sim?
E seus métodos revolucionários, na prática:
"The most effective way to do it, is to do it." Amelia Earhart.
"The way to get started is to quit talking and start doing." Walt Disney.
Agora em português e em tradução (em queda) livre (agradeço sugestões de traduções melhores):
"O jeito mais eficiente de fazer algo, é fazer algo."
"O jeito para começar é parar de falar e começar a fazer."
E como colocar isso em prática? Assim:
E então começar a fazer as coisas.
quinta-feira, 28/06/2007
Pingüins suicidas
O pingüim que fica em cima do meu monitor acabou de pular em cima do teclado. Não sei se ele ficou bravo porque eu comecei a digitar, se ele estava querendo aprender a voar ou se foi uma tentativa de cometer suicídio.
segunda-feira, 28/05/2007
Vício
Estou ficando obcecada com essa coisa de linguagem. É um vício estar sempre sendo surpreendida, sorrindo com descobertas e porque então de repente tudo faz sentido e tudo é lógico. O vício de um mundo onde nada nunca é tão novo e nothing shocks me, I'm a scientist.
quinta-feira, 01/03/2007
O misterioso caso de CNSO e suas formigas amestradas
Eu SABIA que tinha algo de muito suspeito nesse último post do Tiagón. Se eu sabia que conselheiro se abrevia CNSO? Claro que EU sabia. Mas por que diabos ELE saberia? Pois.

Sobre as formigas amestradas era tudo mentira, porque o diretor me disse que vamos ter que mudar a cena com as formigas. Formigas são muito pequenas, e é muito difícil filmar formigas.
sábado, 13/01/2007
System Err
Er.
Oopsie?

(Tem computador que bebe.)
quarta-feira, 10/01/2007
Pandas

Note to self: Parar de olhar fotos de pandas no Flickr e ir logo ao supermercado.
Freud não morreu
[Via.]
quarta-feira, 03/01/2007
Sobre resoluções de ano novo
Esse ano continuarei usando a resolução 1152x864, apesar de nunca me lembrar exatamente o número da altura, porque é a maior resolução que minha tela agüenta sem que minha mãe fique completamente incapacitada para olhar os emails dela aqui.
E wallpapers com calendário! (Tem esse também, mas ainda não baixei para decidir com qual vou ficar. Talvez com os dois.)
(Meu tio tem uma tela de 19' e usa 800x600. Isso devia ser considerado crime.)
agora falando sério
Eu não faço resoluções de ano novo. Ontem mesmo comecei a pensar em uma e já desisti hoje.
Resolução de ano novo pra mim é coisa de gente mal-resolvida que precisa se fazer promessas achando que se cumprir tudo aquilo vai ser feliz. Era mais fácil comprar uma bicicleta.
E por que no ano novo?
"Esse ano vou perder 40 quilos." Aí perde 40 em um semestre e fica feliz e contente e no semestre seguinte engorda tudo de novo.
...
Bã.
Sem contar que as resoluções sempre começam a valer só depois do carnaval. Quer dizer, na semana seguinte do carnaval. (O que faz com que meu aniversário esse ano possa ser considerado o segundo dia do ano, quando ele começa de verdade.)
Ah! Melhor começar em março de uma vez. Em março, hein. De março não passa.
Enquanto isso, considere aumentar a resolução do seu monitor. 800x600 é tão 1998.
terça-feira, 26/12/2006
Quem tem medo do Papa?
quinta-feira, 14/12/2006
Profecias de Tiagón
quem avisa...
Troca de mensagens de celular entre Tiagón El_Rey e eu, hoje.
Olivia [09:49]: Adivinha onde eu estou!
Tiagón [9:52]: Ahhhhhm... no bairro do Limão!
Olivia [9:54]: Quase... só um pouco mais longe... com o Bia.
Tiagón [10:56]: Bah! Toma cuidado! Nunca confie em alguém que usa barba!
Olivia [12:13]: O Bia prendeu meu dedo na porta do carro...
Tiagón [12:20]: Eu DISSE pra tomar cuidado!
quarta-feira, 13/12/2006
Armadilha
Ontem entrou um mosquitão no quarto e ficou fazendo bzzt bzzt em direção à lâmpada até que parou e quando fui ver ele tinha ficado preso numa teia de aranha que está lá faz mor tempo e eu sempre olho pra ela pensando "cazzo, ninguém vai limpar essa teia de aranha?"
Ha ha.
Hoje de manhã ele não estava mais lá.
A aranha deve ter tido uma bela refeição.
terça-feira, 21/11/2006
De personagens e café gelado
Porque, veja, eu tinha um personagem -- que por acaso é o Luciano Almeida, aquele -- que gostava era de café gelado com gelo e leite condensado. Ele dizia. Que; se eu dava corda? Nada. Sujeitinho meio metido a besta, que seria muito típico dele gostar de coisas assim porque era para ser contra tudo e contra o café quente que todos tomam. Claro, que por personagem, eu; não consigo tomar nada de bebida muito quente e sempre todos já tomaram seus respectivos cafés e ainda estou ali mexendo a colherzinha ou palitinho ou o que seja que exista para se mexer o café. Sim. Mas hoje o EdooaRdo -- o R marca a retroflexa -- deu de tacar no liquidificador sorvete de creme com leite e leite condensado e um Nescafé genérico e umas pedras de gelo. Hah! Mor bom. É preciso dar ouvidos aos personagens, mais. No que se for possível, quando eles gritam em desespero.
(seus lurkers malditos, saiam daí detrás da cortina e falem alguma coisa!)
segunda-feira, 13/11/2006
A arte de dar entrevistas
Não entendo nada.
Minha avó diz que a melhor saída é contar uma história. Se te perguntarem o que você acha do processo de reificação da literatura enquanto forma de arte você responde: "quando eu era pequena, lá em Atibaia..."
quarta-feira, 18/10/2006
Mah nah mah nah
the question is: what is a mah nah mah nah?
terça-feira, 10/10/2006
O Gigante Adamastor
o que entendi de uma aula de duas horas sobre os Lusíadas, o canto V
ouresumo do episódio do Gigante Adamastor
ounão somos os únicos a não entender nada daquilo que está acontecendo
ouos náufragos, os cães e a encomenda de Mrs. Riley
Pois que estava Vasco da Gama e suas naus pelo mar, e surge um bicho todo feio e grande, e vai dizendo que malditas sejam as naus que tentarem passar por ali, e que joga pragas em todas elas, e que ainda vai naufragar aquele e aquele outro, e vá anotando minhas palavras porque eu sou grande e mau, e quero mais é que vocês se explodam em mil pedacinhos.
Então Vasco da Gama coça a barba, ergue uma sobrancelha e olha bem pro tal do gigante e diz: "rapaz, e você é...?"
segunda-feira, 25/09/2006
Que é pra...
Às tantas de 11 horas, eu jurava que isso era um post.
Ao que tudo indica, me enganei.
segunda-feira, 21/08/2006
Idéias verdes incolores dormem furiosamente
Eu estou (estava,
- estamos, estaremos,
- estarei)
falando sozinha.
. . . : curiosamente: idéias verdes curiosamente dormem incolores.
quarta-feira, 16/08/2006
O novo sucesso das prateleiras de auto-ajuda
porque aulas de morfologia também podem te deixar rico
Vem aí o livro para todos aqueles que não sabem lidar com os terrores dos verbos irregulares.
Uma maneira fantástica de lidar com as mudanças em vogais temáticas e radicais em sua vida:
O livro que Mattoso Camara Jr. não escreveu porque morreu no meio da estrutura da língua portuguesa.
Bã.
terça-feira, 01/08/2006
Só Shakespeare salva
Harold Bloom tem Complexo de Hamlet.
segunda-feira, 24/07/2006
Droga
As vozes voltaram.
quarta-feira, 24/05/2006
Troca de email entre pessoas perfeitamente saudáveis
Subject: woof
'm waiting ;-)
puf.
Subject: RE: woof
hold on, hold-on, hold-o
:-)
(Stately, plump Buck Mulligan etc.)
Right-o.
sexta-feira, 05/05/2006
Segismundinho
Sabe que existem aqueles livros na biblioteca que são tão velhos que você nem se pergunta sobre os autores. Na verdade parece mesmo que o livro não tem um autor, eles simplesmente sempre existiram ali na biblioteca, sempre estiveram ali, desde o princípio.
Aí descubro que o autor do livro de Lírica Trovadoresca (o que está me matando, lentamente) chamava-se Segismundo. E não posso deixar de me lembrar do Alexandre e imaginar o que seria chegar então e dizer "estou gostando do Segismundo"; "esse Segismundo é mor gatinho." E depois um cara desses morre virgem e vão dizer que era porque ele estudava lírica trovadoresca. Se até quem estuda Schoppenhauer consegue catar umas de vez em quando (a não ser que ele se chame, por exemplo, Juslindo. Juslindo Pinto vai ser o nome de um personagem delegado em um livro futuro. Ele não vai catar ninguém).
Oh.
quarta-feira, 22/03/2006
Pega esse passinho!
blogueiros também dançam
Aconteceu no domingo, aniversário da Patrícia moça.
Sugestão para quem briga com a conexão: dê play e logo em seguida um pause ali embaixo, abra uma nova aba no seu navegador (se você usa IE o problema é SEU) e vá fazer outra coisa pra voltar um tempo depois quando a coisa tiver carregado.
Inagaki ao fundo com toda sua desenvoltura latino-oriental.
Enquanto eu, Doni e Marmota assistíamos tudo de longe, fiquei com a tarefa daquilo que costumam chamar "alguém precisava gravar isso".
quinta-feira, 23/02/2006
Anti-vegetarianismo
Para cada animal que você deixar de comer,
eu vou comer três.
segunda-feira, 13/02/2006
Vencendo o plástico-filme
apêndice para a técnica de mumificação de pizzas
(manual escrito em colaboração com Tiagón el_Rey e os homenzinhos verdes que vivem debaixo da cama dele)
Nosso querido rei Tiagón expressou sua frustração e dificuldade para com a utilização bem-sucedida do plástico-filme para fins práticos que não se enrolar como uma lagarta em um casulo transparente. Pois.
Tudo fica simples se você seguir alguns preceitos básicos:
máxima primeira para o manuseio do plástico-filme: plástico-filme não é cola super-bonder.
máxima segunda para o manuseio do plástico-filme: tudo que gruda pode desgrudar.
máxima terceira para o manuseio do plástico-filme: você tem cinco dedos em cada mão e polegares opositores. use-os.
Para fins didáticos, é importante explicitar que, onde se lê "plástico-filme", entenda-se polyvynil chloride, aka PVC. Por favor, não utilize similares de polipropileno ou poliuretano ou polifluore-4-NaKCt-etilamina. Não utilize a fita preta que existe dentro de suas fitas de vídeo-cassete, a não ser que queira conseguir um efeito kitsch pós-moderno na decoração de Halloween ou na sua fantasia de Maria Bethânia. Quando embalando poliinsaturados, peça ajuda à Pollyana. Ela pelo menos acredita que vá conseguir.
Técnica 1
habilidade motora nível 1,3
Puxe as pontinhas do rolo do plástico-filme. Só as pontinhas. Coloque o rolo deitado sobre o balcão um plano de trabalho (expressão altamente técnica) - de preferência o balcão mais pegajoso que tiver na sua cozinha (o de inox ou pseudo-mármore, na pia, são ótimos) - e usando seu dedo mindinho e o seu tão-útil polegar opositor, segure a ponta de plástico que você havia puxado antes de colocar o rolo no balcão. Usando a outra mão, você desenrola puxa o rolo, deixando o plástico grudando no balcão.
Para cortar, não entre em pânico. Retire cuidadosamente os dedos que estavam segurando o lado solto do plástico e pegue um estilete.
- estilete? que tipo de cozinheira você é? jedi? qualquer faquinha, garfo, ou mesmo a unha servem. a não ser que você leve muito a sério...- unha serve pra cortar papel alumínio.
- unha serve pra muita coisa. muitas mesmo. devíamos fazer um manual sobre usos das unhas.
- faquinhas têm serra e fazem um estrago. garfos servem pra arrancar os olhos de... ahn. deixa pra lá.
(se você precisa de ajuda para lidar com o plástico-filme, é melhor ter sempre um estilete ao alcance da mão na cozinha.)
Usa o estilete bem de leve na parte mais perto do rolo. Bem de leve, pra não deixar um risco no balcão. Bem de leve, tá?
Agora dá pra colocar uma pizza aí em cima e usar a técnica de mumificação de pizzas. Ou uma cebola que você sabe que vai usar só no mês que vem e quer deixar guardada na geladeira. Ou um dinossauro mal-comportado. Só não vale virar uma travessa com feijão para tapar com plástico-filme. Acredite, não vai dar certo. Para isso, use a:
Técnica 2
habilidade motora nível 5,9
Repita as intruções da técnica 1.
Mas você quer usar o plástico filme para tapar alguma coisa. Oh, oh, e agora? Pense de novo: você realmente precisa?
Não se aflija. Mais uma vez, você vai precisar dos seus polegares.
O esquema é o seguinte: polegar & mindinho x indicador e médio. OK? (aquele outro dedo, o que você bota o anel, vai só ficar olhando). Aí você pega os lados do plástico filme e levanta como uma trouxinha e junta as pontas em cima e você tem uma trouxinha transparente o que é pouco útil se você pretende esconder alguma coisa lá dentro, além de que agora que você juntou as pontinhas certamente não dá mais pra colocar nada ali e...
espera, espera.
Esquece a trouxinha. É só levantar e deslizar o plástico-filme contra o vento em um ângulo de aproximadamente 35° e pousar suavemente sobre o tuppware que perdeu a tampa (pleonasmo) e voilá!
É importante lembrar que o plástico-filme, embora vá grudar em tudo que toque incluindo a si mesmo, não vai aderir em outros plásticos*. Isso porque os poliporcarias não se dão bem na maternidade e ficam berrando nos corredores enquanto são enviados para as diferentes manufaturas. Certa vez as saboneteiras coloridas se insurgiram contra a atitude low-profile dos plásticos-filme e tentaram atacar. Acabaram sendo enrolados e absorvidos por um grupo mutante de poliosmóticos.
Se você treinar todos os dias vai chegar num estágio avançado em que vai conseguir sair correndo com o plástico-filme esticadinho nas mãos e aterrorizar as pessoas.
*para conseguir que o plástico-filme grude em outros plásticos você precisa girar o recipiente plástico mantendo o plástico-filme em repouso sobre ele e em contato com ele fazendo com que o plástico-filme grude nele mesmo e ao redor do recipiente plástico e aplicando a teoria do gato e da manteiga, onde se explica que é possível amarrar um pedaço de pão com a manteiga pra cima nas costas de um gato e jogar esse sistema para cima e ele flutuará.
Técnica 3
habilidade psíquica nível C com a extensão "dinossauros com dor de dente" ligada no modo completo
Faça tudo ao contrário e enrole como se fosse, enfim, uma múmia. Ou como você fazia quando pequeno com papel higiênico. Só não tente enrolar sua pizza em papel higiênico, porque gruda. Se você gosta de celulose, use um modelo folha-dupla, no sabor de sua preferência. Para enrolar musses, o de pêssego é ótimo.
(técnica 3 é patrocinada por BOLHO, o sabão que lava sua alma e corrige seus erros de concordância.)
quarta-feira, 01/02/2006
Os homens, seus cães e a encomenda de Mrs. Riley
mumificando pizzas e mantendo a forma
Eu sei que esses solteiros morando sozinhos acham que sobra de pizza é pra deixar na caixa dentro do forno e comer no café da manhã do dia seguinte, mas tem vezes que sobraram 6 pedaços de pizza de bacon e você sabe que não vai comer 6 pedaços de pizza de bacon no café da manhã e não quer jogar a pizza fora porque meu deus, são seis pedaços de pizza de bacon e se você deixar ali dentro do forno vai ficar com a consistência das suas havaianas.
Pois, em uma descarada homenagem a el_rey Tiagón e à temporada de pizzas lançada recentemente em seu blockr (tá uma moda terminar as palavras com ckr esses dias e eu sou uma moça que anda sempre na moda, manja), publico aqui a minha famigerada e desacreditada técnica de mumificação de pizzas, criada pela minha mãe que além disso também inventou o melhor molho branco para macarrão com apenas dois ingredientes; mas fica pra um próximo post. E para aqueles que não acreditam no que pode se alcançar com uma pizza mumificada
you just have to see to believe.
como fazer:
Você vai precisar de:
a. a pizza que sobrou da última vez que você chamou cinco amigos pra assistir o jogo e eles mandaram você pedir 4 pizzas porque eles estavam com muita fome.
b. plástico-filme (também conhecido por majipack, ou aquele treco que costuma ficar perto do papel alumínio e você usa - deveria usar - pra cobrir os restos de comida que vão pra geladeira).
c. uma geladeira com congelador. ou um freezer.
d. espaço no congelador. há mais em um congelador do que uma casa de dinossauros e caixas de nuggets.
e. habilidade motora nível 3.
Agora pega um pedação de plástico-filme e coloca esticado sobre o balcão. Essa é a parte mais difícil, mas lembre-se sempre quem manda por ali. Coloca um pedaço de pizza em cima do plástico-filme e embala todo ele, sem deixar nenhum pedacinho pra fora. Faz isso com todos os pedaços. Bonito, né? Você não viu nada. Espera pra ver eles congelados.
Depois é só tacar no congelador.
A pizza pode permanecer nesse estado de hibernação por até duas semanas (ou três?) sem perder suas propriedades de pizza recém-chegada da pizzaria. Talvez por mais tempo que isso; mas aí acaba a garantia.
~~pausa para uma citação: "queijo estragado não faz mal." - minha mãe.
Regras básicas para a mumificação de pizzas:
1. não mumificar a pizza de calabresa. better not. really.
2. cada pedaço de pizza deve ser embalado separadamente. eu sei que você tem preguiça e acha muito mais fácil deixar a caixa da pizza dentro do fogão do que fazer essa boiolagem, mas agora que você já está com o plástico-filme na mão, colabora.
3. você pode mumificar uma pizza de muzzarela, mas é melhor dar pro cachorro.
desmumificando pizzas:
Você vai precisar de:
a. pedaços congelados de pizza.
b. um forno.
c. papel alumínio.
Ótimo, você sabe mumificar, mas de nada lhe serve uma coleção de pizza congelada (a não ser que seus dinossauros se alimentem disso).
Passou alguns dias desde que você comeu pizza e não tem nada pro jantar (ou pro café da manhã). Abra o congelador e separe a quantidade de pedaços que você pretende comer. Não vá esquentar pedaços a mais, porque aí eu acho melhor não tentar um processo de re-mumificação.
Pega o rolo papel alumínio e tira dele um pedação. Dependendo da quantidade de pedaços, pega dois pedações. Abre o forno e forra aquela grade onde coloca as coisas com o papel alumínio. Bota as pizzas em cima do papel alumínio.
(Pode usar uma assadeira. Mas eu já estou dando todo esse trabalho, não vou querer que ninguém precise lavar louça, né?)
~~você tinha tirado o plástico, né? tira, tá?
Agora é só ligar o forno e dar uma voltinha pela casa. Quando o queijo estiver fazendo blurb blurb ou quando a borda começar a ficar mei preta, é melhor desligar. Puxa pelo papel alumínio porque papel alumínio tem uma coisa mágica e não fica quente e não queima seus dedinhos.
Regra única para a desmumificação de pizzas:
. não use o microondas. se era pra usar o microondas, era melhor ter deixado a pizza na caixa dentro do forno depois que seus amigos foram embora, seu gordo preguiçoso.
Huush! As maravilhas do congelador! E você aí parado no tempo em que nego ainda bebia cerveja quente!
Um disclaimer: o nome da técnica foi um insight de Marcos Donizetti, marcdoni.com cia. Ldta, ao deparar-se, surpreso, com a pizza da Primavera dos Livros no meu congelador no dia do lançamento da revista Mininas quando ele e a Cris e a Gabi passaram pela minha casa pra comer mais pizza (mas aí a gente pediu uma nova leva. Juro).
terça-feira, 31/01/2006
Tic tic click puf bum
Pois quando eu digo que quando seus dedos apertam botões do mouse aleatoriamente e clicam onde não devem one too many times em um dia/hora, isso talvez signifique que você está passando tempo demais no computador e está desenvolvendo um tipo de disturbio psicomotor ou uma espécie de disritmia cerebral-nervosa, e já é hora de sair um pouco e tomar um ar, um banho ou uma cerveja.
(Ou então seu ObjectDock está deixando botões demais disponíveis para serem aleatoriamente clicados, e isso prova o preço da preguiça de usar o iniciar para fazer as coisas, e tudo vira botão (e eles pulam, eles pulam!) quando você desabilitou a barra de tarefas.)
semana despropósito
quinta-feira;
once again, quinta-feira.
(porque quinta-feira a lua vai estar dentro do curso)
segunda-feira, 09/01/2006
Olivas verdes verdes
Poxa, eu queria muito fazer um top 10 de filmes que eu assisti em 2005.
O problema é que eu não me lembro os filmes que eu assisti em 2005.
Que droga.
Alguém quer me ajudar?
Poftcaosiiyfasdalsdooofff.
Também queria fazer um top 10 de livros que eu li em 2005
mas
well, you know the drill.
Darn it.
Eu lembro o pior filme que eu assisti em 2005 e até saí no meio da sessão, coisa que eu nao faço.
Guerra dos Mundos.
Que merda que foi aquilo.
Steven Spielberg veio ao mundo, fez Indiana Jones e já podia ir se retirando.
Eu gosto de Indiana Jones
e do Harrison Ford.
(o tempo é implacável.)
E o pior livro nem conta, porque provavelmente eu peguei pra ler de alegre e não estava pensando em passar da primeira página.
Toda hora eu termino um livro e penso: huur, esse é o livro dos livros.
Ou então vejo um filme e penso: uuuh, esse filme é bom.
Ou então um trailer e digo: uuuh, preciso ver esse filme
e depois esqueço.
Por exemplo, tem aquele filme que eu vi com o Roger em Franca. E faz tanto tempo. Mas acho que foi em 2005. E se aquele filme foi em 2005, deve ter um montão de outro. Ai.
Closer foi 2005?
E Piratas do Caribe? Não, Piratas do Caribe não, eu ainda estava namorando aquele japonês.
Cazzo.
Eu nao sei muito bem onde acabou 2004 e começou 2005.
Talvez eu tenha problemas.
Eu lembro uma vez quando eu estava no cursinho (e isso foi em... 2004) que o professor mega-mala de história pediu pra levantar a mão quem tinha lido mais de 10 livros aquele ano. Estávamos em agosto. Aí eu comecei a contar 1, 2, 3... até que meu ex-namorado me cutucou e disse 'você já leu mais de 10, Olivia' e eu 'hahn?' e levantei a mão, sei lá, pra parecer cult. Depois fiquei pensando isso e pensando isso e concluí que eu devia ter lido uns 5 livros só em julho.
Vocês anotam os filmes que vêem e os livros que lêem em algum lugar?
Será que eu devia começar a fazer isso?
Será que isso é falta do que fazer? What will happen next? Why is the sky blue? What is the mystery of the Yeti? Do you know the Muffin Man?
Ok, menos Space Ghost.
Tiagón, a culpa é toda sua.
(o Tiagón está de férias, sinto que é inútil falar com ele por aqui)
Eu ainda não assisti nenhum filme esse ano.
Nem li nenhum livro.
Mas estou lendo uns 5.
Nem fiz nada.
Quer dizer
arrumei uma infecção no rim.
Acho que isso não conta.
Ok.
Chega.
So long
and thanks for all the fish
(ei, eu acho que vi esse filme em 2005).
sábado, 07/01/2006
Nunca diga "oops", sempre diga "ahh, interessante"
Porque o síndico foi tirar essa escada daí--- epa, espera, história errada.
Resumindo, sem comentários até - teoricamente - segunda-feira. Sr. síndico aventurou-se por mares perigosos e afogou os comentários que navegavam com ele.
Quem quiser falar comigo, email.
(Passei dia ontem no pronto socorro passando mal de enjôo e fome e qualquer outra coisa assim, até que a médica me dopou com metade de um Diazepan pra eu parar de encher o saco. Enfim, estou viva, não era pedra e sim alguma coisa mais ou menos parecida com isso, como por exemplo bichinhos verdes e rosa pink que mordem a bordinha do rim porque eles acham que tem gosto de morango com canela e então fazem festinhas, with party cake, lemonade and paper hats.)
quarta-feira, 04/01/2006
Mr. Chris, the Gandolph
- Um amigo meu gostava de uma menina que estava ficando com um outro sujeito; numa dessas estavam os três juntos e o sujeito tentou lhe acertar um soco, meu amigo desviou e o outro deu com a mão no muro e quebrou o pulso.
- It's like a soap opera.
- He did get the girl though.
- A really bad soap opera.
segunda-feira, 02/01/2006
Da televisão
Sempre que eu assisto aquela novela das oito e tem aquele homem brancão com umas pintas na cara com o uniforme da novela escrito Belíssima eu fico tentando entender qual é a dele, ou se então ele era um cara que ficava atrás das câmeras varrendo o chão ou segurando um desses postes de iluminação e resolveram colocar em cena pra namorar a empregada mas na hora não tinha figurino e vai essa camisa verde mesmo, ninguém vai reparar nela se você chorar bastante e fazer bastante cara de sofrimento.
sexta-feira, 23/12/2005
World take over, cargos administrativos
amigo secreto de verbeaters
Porque quando eu dominar o mundo não vai existir espaço para mais ninguém mandar além de mim, mas sabe como é, além dos meus escravos sexuais cuidadosamente escolhidos, eu vou precisar de alguém para cuidar do setor administrativo que é um saco, e para isso então nada melhor que a pessoa que é meu amigo secreto, or rather, amiga secreta, mesmo porque botar homem em setor administrativo é um perigo que só.
And very glad I am, dar esse poder para a srta. Luiza, também conhecida como a menina da privada (na foto, Luiza-sem-privada) e renomada pelo seu post de tempos de blogspot que apaixonou o Tiagón (homens...), e pra mim a Luiza é minha gêmea da Verbeat e ela tem amigos cabeludos e barbudos, mas tudo bem, eu também tenho. Escolha assim de cargo-presente-de-amigo-secreto muito coerente do jeito que lhe apetece, com cabelereiros treinados à sua disposição e um hotel só para ela onde ela vai poder jogar pela janela os inconvenientes que resolvem que querem os óculos dela para eles.
Apesar do layout do blog dela estar cortado pela metade aqui no meu Firefox, mas isso é culpa do Gejfin, e por isso eu digo que não se deve deixar homens em cargos administrativos.
(Claro, sua sala com telefone para acesso ao disk-pizza.)
E como seria muito solitário deixar a moça lá com seus cabelereiros treinados e hóspedes inconvenientes em seu cargo administrativo (na verdade eu mal sei pra que diabos serve um cargo administrativo, mas ela descobre, né?), apesar do telefone para usar o disk-pizza, e como o que ela pediu estava em falta na loja (eu sei que você queria um Bush só pra você, mas a fábrica recolheu todos os exemplares dizendo que tinham um defeito grave de fabricação, uma pecinha que podia ser engolida, qualquer coisa assim), eu decidi que vou dar para a Luiza um Tiagón só pra ela. A camiseta da Verbeat vem de brinde (cerveja e óculos escuros vendidos separadamente):

O que ela faz com o Tiagón eu já não sei, mas se faltar inspiração, Luiza querida, pergunta pra mim que eu posso te dar umas idéias.
segunda-feira, 19/12/2005
Não exige
No-read, no-write, férias mentais.
quinta-feira, 08/12/2005
Rather
Oh, a arte de ser inconveniente.
quinta-feira, 01/12/2005
Coleção
Porque aqui da janela do meu quarto eu tenho toda uma coleção de carrinhos em miniatura - daqueles grandinhos que abrem portinha e capô e porta-malas - de várias cores e marcas e eles ficam andando de um lado para o outro; alguns sabem estacionar e outros são mais ou menos que nem eu tentando fazer baliza e ficam horas pra lá e pra cá enquanto sempre algum homenzinho da loja logo em frente fica olhando com uma cara de aflito. E você já reparou que visto de cima esses carrinhos parecem sempre mais compridos do que quando a gente olha a versão original ali na nossa frente, e também aquele jipe da Chevrolet tem uns riscos na parte de cima, já viu? E então também quando param no farol e tem carro que não sabe fazer curva direito e passa ali quase beijando o carro esperando o verde e dá uma raivazinha no motorista; e sempre tem motoristas impacientes que buzinam ou um caminhão que faz um barulho tremendo - eu também tenho caminhões na minha coleção, e ambulâncias, um monte de ambulâncias e viaturas do DEIC - mas é sempre tudo muito ordenado, um carrinho atrás do outro cada um na sua faixa do jeito que eu coloco todos eles aqui da janela do meu quarto.
quarta-feira, 23/11/2005
Guia de pronúncia Verbeat
Estilo Tiagón el Rey:
Vér-bit. (Honestly, parece um sapo.)
Estilo Gejfin o síndico e mais metade do mundo (talvez isso queira dizer alguma coisa):
Ver-bít. (Legal mesmo é com o sotaque do Bia)
Estilo Olivia do contra ao pé da letra:
Ver-be-áti.
Oh, mas isso não é tudo.
Na verdade quando vou dizer meu email e começo querendo fazer sentido digo verbít. Então a pessoa escreve e pergunta: verbeáti? Sim.
Se digo do jeito que eu pronuncio quando estou sozinha em casa e não tem ninguém olhando o infeliz olha o que escreveu e diz: Ah, verbít?
What's the matter with you people?
quarta-feira, 16/11/2005
;
Estou viciada em ponto e vírgula; melhor tomar cuidado.
sábado, 12/11/2005
Gash!
Mensagem recebida às 15:46:
Tremei: 4 verbeatniks no mesmo recinto, and counting up! Ahoy! Initiating destructing sequence! Gung ho!
(Não dá tempo de explicar, qualquer coisa perguntem ao Zérgio e protejam-se!)
sábado, 05/11/2005
Desenterrando
crianças, não tentem isso em casa

Uh, olha só o que eu achei.


terça-feira, 01/11/2005
Pocket-size
Arqueólogos decifraram alguns hieróglifos na entrada da pirâmide de Miquerinos:
Não se fazem mais pirâmides como antigamente.
Em uma placa, já devorada pelo tempo, lê-se:
Atenção: pirâmide de Miquerinos à frente. Favor não pisar.
Nem deu pra fazer quadras de tênis cobertas.

quinta-feira, 27/10/2005
Cuidado
Ele pode estar em qualquer lugar. Na esquina, no escritório, no bebedouro, na sua caixa de email, no telhado da sua casa ou na antena parabólica da sua chácara em São José dos Campos. Seu terror não tem limites nem distinção de sexo cor idade nacionalidade profissão estado civil
(embora tenha ouvido por aí que ele coleciona calcinhas).
Tenha medo.
Não se deixe enganar por posts engraçadinhos de poucas linhas ou - oh! - com pontinhos. Estudiosos comprovaram que esses mesmos pontinhos inocentes usados como introdução de inverdades desconexas são responsáveis por um implante virtual na sua córnea que é depois usado pelo estrupício como forma de reconhecer seus leitores e assim planejar melhor seus ataques.
Ajude a divulgar nossa campanha para alertar e conscientizar a população.
Mais informações foram colocadas na porta da casa do síndico e espalhadas pelos muros do condomínio.
segunda-feira, 24/10/2005
Uma semana
sexta-feira, 21/10/2005
Blogueiro escapa da morte
(mas não por muito tempo)
Porque esse bando de blogueiro incompetente não conseguiu nem mesmo matar um simples jornalista blogueiro viciado em internet, vou eu lá na Vila pra ver se mato de uma vez o Biajoni.
Até.
(Tá dizendo aqui que chove em São Paulo. Eu só tô ouvindo o caminhão do lixo.)
(Não linkei todos os conspiradores porque tem mais conspirador que palavra no post, então deixa pra lá.)
A descoberta
Sinto-me obrigada a dizer,
depois de uma ampla investigação com a ajuda de figuras ilustres como o Sr. Moraes e o Sr. David (e uma participação especial do Dr. Roger que deve estar do lado dos conspiradores porque quis me convencer do contrário),
que a muralha da China não existe. É um truque da mídia.
(Aliás, o espertão que falou que a muralha era a única construção humana visível do espaço deve ter sido o mesmo espertão que falou que a Terra é azul.)
segunda-feira, 17/10/2005
O eterno dilema de Olivia
Quero ler, mas não consigo parar em pensar em escrever.
quinta-feira, 06/10/2005
O problema do saudosismo
O que diabos fizeram com as carinhas da bolacha Trakinas? No meu tempo elas ainda eram reconhecíveis, hoje em dia em nem mais sei exatamente o que são aqueles três buraquinhos.
(O poeta se surpreende ao encontrar uma carinha em uma bolacha do meio do pacote que, como suas tataravós, também tinha uma boca com formato de boca.)
O problema de Sócrates
Ele era feio.
tal qual disse o homem do nome difícil, zsc (nunca mais esqueço)
Segundo Nietzsche, Sócrates era pleba. Ele era tão feio tão feio que Nietzsche se pergunta se Sócrates era grego at all. "A feiura por si, entre os gregos, é quase uma refutação." A feiura é com freqüência considerável o sinal de um desenvolvimento torto, um desenvolvimento retardado devido à miscigenação.
Enfim. Sócrates, como todos sabemos, era muito, muito, muito feio.
Além de ser pleba, claro.
domingo, 02/10/2005
Taborf
Estou com uma vontade quase in- blaf, esqueci a palavra.
Outra vez.
Estou com uma vontade muito grande de falar coisas assim sem sentido nenhum.
Estou lendo um livro que não vou contar qual é porque o povo é tudo meio assim, sabe, cheio de opiniões sobre tudo e sobre o que a gente deve ler e não ler e quais capítulos eu devia pular e porque é melhor eu ler outra coisa ou então virar monje. Cazzo, monge é com g. Vai bem, Olivia, vai bem.
Mister Simpatia é o cara.
Essas viagens de cinco horas e tantos fazem minha cabeça ter pensamentos. Engraçado ter pensamentos. Dormir, né, dormir não dá, naquele ônibus frio com aquela poltrona tosca para pessoas com um metro e oitenta e cinco e pescoção. Pescoção agora me lembrou alguma coisa mais esqueci. Escrever é gostosinho. Dá trabalho. Mas é gostosinho. Cinco horas por dia só pra pensamentos, ia ser bom, não é?
Fúria aplacada. Preciso de dinheiro.
Dinheira.
Eu sou meio influenciável. Cento e dezessete maneiras de pronunciar porta.
Vou matar o Blogmotion. Pow, paf. Preguiças. E um erro fatal com o MT que eu ainda não entendi. Tudo bem. Quando alguma criança alegre pisava na minha casinha de Lego eu ficava brava por uns dois minutos e depois começava a pegar todas as pecinhas magruchinhas pra construir uma casinha melhor.
Vou dormir. Amanhã tem aula. Rodízio do carro, acordar seis sair de casa seis e meia chegar antes das sete e dormir no carro até às oito quando começa aula, se não estacionar o Fiat da fessora de Lingüística do meu lado e me acordar porque o meu relóginho biológico tem alarme contra ataque de ursos, baratas e professoras de Lingüística se aproximando de mim enquanto durmo.
Time is, time was and time shall be no more. Eco, eco, eco.
sábado, 24/09/2005
Crise autoral
Pausa para os comerciais.
Estou aqui brigando com meus heterônimos-pseudônimos-alteregos metidos a escritores pra decidir quem que vai assinar a obra.
Hah
Let's face it, você perdeu.
Filosofia coolsiguiana
Be kind to your enemies. It really pisses them off.
Calo-me.
A smart man covers his ass, a wise man leaves his pants on. - C.D. Bailey (who?)
sexta-feira, 23/09/2005
Coincidências
o mundo de acordo com Cecília
Aristóteles que era da Macedônia era pros gregos assim como todos os outros macedônios mais ou menos assim como são os nordestinos pros paulistanos. Mas ele era amigo do rei. Que deve ser algo como ser amigo do ACM, ou do Sarney.
Aí Aristóteles foi dar aulas pro filhinho do rei na Macedônia e ensinou muitas coisas pro menino de 13 anos e entre essas muitas coisas ensinou como fazer para dominar a Grécia.
E o filhinho do rei se chamava Alexandre.
Mundo pequeno, né?
quarta-feira, 21/09/2005
IEL
Sutil como o elefante que escapou do zoológico. Aí você sai correndo e entra no seu quarto e pega o Dom Quixote e o Ulisses e a Anna Karenina pra jogar no elefante se ele quiser entrar na sua casa e te atacar.
sexta-feira, 02/09/2005
O pão do momento

O sr. Gejfin mudou de casa e agora mora sozinho com sua parede espelhada no quinto andar e convida mocinhas gaúchas loiras e morenas para comer nuggets em seu apartamento.
Para maiores informações, caso não encontrem o moço em casa, deixem recado com o zelador que mora no terraço ou com um dos ratos de plantão.
quinta-feira, 01/09/2005
Maybe you should get out more
Eu nunca sei se é chuva ou se é a ventoinha do meu computador.
quarta-feira, 24/08/2005
Hum
Cadê esse rinoceronte?
terça-feira, 02/08/2005
Como criar polêmicas, exemplos práticos
lição primeira - música
Chico Buarque, modelo 1:
Você chega na casa de alguém para uma reunião de amigos. Estão todos conversando na sala e o dono da casa está na cozinha preparando qualquer coisa (e por isso uma outra pessoa abriu a porta pra você). Está tocando Chico Buarque. Você diz:
"Que merda é essa que vocês tão escutando?, será que não dá pra botar alguma coisa que preste agora que eu cheguei?" e passa direto pra a cozinha pra cumprimentar o anfitrião.
Chico Buarque, modelo 2:
"Não é aquele cara com uma voz fanha que faz uns sambinhas?"
Rock, modelo único:
"Beatles? Oasis é bem melhor."
(Essa foi sugestão do Marco.)
Polêmicas adicionais nos comentários, por favor.
domingo, 17/07/2005
A resposta da máfia (dos advérbios)
[Continuação de um post há muito esquecido, sobre caçadores de advérbios e advérbios pulando pela janela, homenagem à Marcelino Freire.]
Em uma página logo ali adiante, depois da página 61.
Em algum lugar ali na página 62, o grande chefe da máfia adverbial furiosamente dava muitos socos em uma mesa um pouco bamba, decerto irritado com a situação desagradável que se dera não tão distante dali, na página 54.
Havia rumores que o grande caçador de advérbios se aproximava rapidamente da página 63, e o chefe da máfia estava achando tudo aquilo um tanto desnecessário.
Um verbo regular da segunda conjugação estava sentado no sofá alaranjado no canto da sala, com a cabeça encolhida e a terminação entre as pernas, talvez esperando algum tipo de ordem do grande chefe da máfia que continuava socando a mesa cada vez mais forte. E ele ainda gritava, “não, não, não!” e os outros advérbios menores o observavam assustados, enquanto um gerúndio andava de um lado pro outro bem próximo à parede, tentando fingir que não estava ali.
“Senhor, precisa decidir antes o que fazer com...”
“Não, não!” ele continuava gritando, até que Não entrou na sala arrastado por Apressadamente e levando nos ombros um outro advérbio que dormia. “Pois não, senhor.”
O chefe da máfia adverbial ergueu-se subitamente dando um último tapa na mesa bamba e o verbo regular da segunda conjugação tremeu no sofá.
“Estão esquecendo quem manda aqui. A gente manda, eles fazem. De um jeito ou de outro, antes ou depois. Sempre foi assim. Sem nós, eles não são nada! Quem eles pensam que são?”
“Alguém falou alguma coisa sobre força dos substantivos, senhor.”
“Substantivos! Não temos nada a ver com eles, Não. Os substantivos que se entendam com os adjetivos. São uns preguiçosos, não fazem nada! Alguém leve esse verbo daqui antes que Também lhe quebre a cara.”
Também quase se levantou para quebrar a cara do verbo. Mas Muito se antecipou e levantou-se fazendo o que era pedido, porque era ele que sempre trabalhava quando o chefe estava com raiva dos verbos assustados.
“Senhor, suspeito que os caçadores tenham preferência pelos advérbios de modo.”
Curiosamente tremeu, e Covardemente se escondeu embaixo de um sofá. Certamente lhes contara o que tragicamente acontecera aos colegas da página 54. O chefe da máfia sentou-se novamente e deu mais socos na mesa. Porque era mesmo o que ele mais sabia fazer, desde muito pequeno.
quinta-feira, 23/06/2005
Move along, nothing to see here
Hm, não, o post genial e revolucionário que eu ia postar agora escapou pelo vão da porta (não adiantou nada fechar a janela).
Eu ia falar qualquer coisa sobre minha plantação de ratos aqui no condomínio que eu guardo caso qualquer coisa aconteça, pra eu soltar os bichinhos no quintal do síndico e tal.
Ou quem sabe alguma coisa sobre o fato de que oh, as aulas estão acabando, só preciso arrumar alguém pra assinar lista de Clássicos e IELP pra mim e, geezus, estudar Lingüística que a minha professora é malvada.
E que eu fico tonta quando mexo com muito HTML e CSS, e sonho com essas coisas, ou então quando passo o dia dirigindo, fecho os olhos e penso breque, embreagem, ponto morto, fusca lerdo na minha frente, oh não, um caminhão bloquando a passagem.
Também podia ser um post sobre um conto policial que comecei a escrever e, uau, um conto policial, com começo meio e fim, eu nunca pensei que fosse capaz de contar uma história policial em menos de 40 páginas (oh, 40 é pouco, é pouco). Sim, espero que esse conto tenha de fato menos de 40 páginas, sabe como é, mentir é feio.
E, olha, eu só preciso começar a escrever aqui que desembesto que nem uma velha solitária quando alguém puxa conversa na fila do supermercado.
Estou com saudades do meu amorzinho, saudades, saudades. Saudades que não acaba nunca.
Eu não gosto de frio. Eu odeio calor. Blargh.
Falar do tempo é sempre muito conveniente mesmo, né? Vou dizer, eu adoro gritar "frio dos infernos!" em momentos inesperados ou nem tão inesperados assim, sozinha em casa com meus gatos ou dando voltas no prédio da Letras com meu coleguinha Ique.
Também grito "calor dos infernos!" com muita freqüência, principalmente quando está fazendo um calor dos infernos (por uma questão de lógica, sabe?).
Ah, lembrei como é que se escrevem posts pra descarregar o cérebro. Meu cérebro é tão avançado que não usa nem porta USB, é tudo wireless.
Tch-tá!
(Ok, depois dessa eu vou dormir.)
quinta-feira, 09/06/2005
Conversas diárias com o guarda do CET que existe dentro da minha cabeça
- Mocinha, qual o limite de velocidade nessa avenida?
- Setenta quilômetros por hora.
- E a quanto a senhorita está?
- Ahn, noventa. Cem.
- Cem ou noventa?
- Antes noventa, agora que eu passei aquele Gol, vruum, cem.
- E por onde a senhorita ultrapassou o Gol?
- Ahn, pela direita. Malditos sejam as lesmas que andam na pista da esquerda.
- Ele estava a setenta.
- Lesma.
- Pra que correr se vai parar no farol lá na frente?
- Pra ficar em primeiro e sair em primeiro e não ter ninguém na frente!
- E aquele último farol?
- Estava amarelo.
- Estava vermelho.
- Estava quase vermelho, mas estava amarelo. Mas olha, olha, eu sempre dou seta.
terça-feira, 07/06/2005
Malditos duendes
Esconderam minha caneta que eu precisava agora. E tinha que ser aquela. Agora.
Disseram que tem que colocar uma maçã na janela pra eles devolverem. Assim que aparecer um duende pra pegar a maçã eu agarro ele e jogo na privada. Pra aprender a não mexer com as minhas canetas.
sexta-feira, 20/05/2005
Entendendo David
o que vai acontecer com o seu filho se você não deixar ele brincar de Lego quando ele for criança
oumétodos eficientes de estudo para uma prova de Clássicos


(Atenção, as próximas fotos não são recomendadas para pessoas de coração fraco e estômago sensível à violência no mundo atual. Prossiga com cautela.)
"Culpa? O que é culpa?", diz David, a caminho do ponto de ônibus.
(Clique nas imagens para obter tamanhos maiores e analisar mais de perto as expressões do nosso objeto de estudo do dia.)




quinta-feira, 05/05/2005
19:48
Essa história de pegar ônibus na porta do cemitério é perigosa. Tô começando a achar que o Abner caiu em algum buraco.
quinta-feira, 21/04/2005
Qual o problema do mundo?
evil toasters
Torradeiras deviam, todas, ter uma função pré-pulo. Ia ser assim: quando o pão estivesse prestes a pular, piscava uma luzinha vermelha (ou verde, ou amarela, mas a vermelha é mais sugestiva). As torradeiras mais modernas poderiam ainda emitir um sinal sonoro ou, ainda, soar uma voz dizendo "your bread is ready, step away from your cup of milk".
Assim, quem sabe, eu não ia mais pular junto com o pão toda vez que ele fica pronto, e não ia derrubar leite na cozinha inteira porque o pão resolve pular justo no momento que a idiota aqui resolve tomar um gole.

domingo, 17/04/2005
Casal 20
não tentem isso em casa*

*Essa arma não é de verdade. Qualquer semelhança com o artefato real é mera coincidência e/ou ilusão do observador. Eu não tenho culpa nenhuma eu que os malucos fabricantes de armas de brinquedo fazem um treco assim tão bem feito.
domingo, 10/04/2005
Estilística
Reunião de advérbios na página 54.
Esteja lá, Impreterivelmente.
Simplesmente entrou quando Finalmente conseguiu abrir a porta do elevador. Absolutamente nada de muito suspeito estava acontecendo, mas Irritantemente espiava a tudo e todos com ares muito desconfiados e coçando a orelha Displicentemente enquanto tentava se livrar da sensação esquisita que Completamente lhe tomava conta do estômado.
Discretamente escondeu um pé de meia no vaso de flores que tornava o ambiente Levemente perfumado. Abner chegou Exatamente nesse momento, abrindo a porta Furiosamente. De repente, silêncio.
E os advérbios saíram todos correndo e pularam pelas janelas.
Esborracharam-se na calçada.
Pois na reunião da página 17 já haviam sido surpreendidos pelo cruel caçador de advérbios, e havia rumores de que Abner e uma outra moça eram seus aprendizes, e andavam com facões no cinto para cortar qualquer advérbio que estivesse muito folgado, assim, preguiço, deitado na rede, coçando a orelha ou escondendo pés de meia em vasos perfumados.
[Homenagem ao Marcelino Freire.]
terça-feira, 29/03/2005
Método de discussão com o cabeça-dura
por Olivia Maia Rezende
Discutir com alguém cabeça-dura sem aborrecer-se é uma arte milenar que só recentemente começou a ser mais difundida ao redor do globo. A dificuldade aparente desse suposto desafio é apenas uma lenda urbana presente em nosso imaginário coletivo desde meados de 300 a.C., quando a escrita começou a ser mais utilizada na Grécia arcaica.
O procedimento mais aconselhável àqueles que preferem evitar dores de cabeça sequer precisa que se engula o orgulho ou se sacrifique a honra, uma vez que sua criação toma como base a essencialidade de ambos. Apenas por vã vaidade que se torna impossível a aplicação do método.
Comecemos com a definição de nosso objeto de estudo: o cabeça-dura. O indivíduo cabeça-dura tem certeza de suas verdades e opiniões, assim como a certeza de que está do lado “do bem” em suas idéias. Muitas vezes querem apenas “o melhor pra você” ou — ainda — “o mais sensato”. Discordar pura e simplesmente, nesses casos, tentando mostrar a ele que existe o seu lado, é tão inútil quanto ensinar um porco a dançar, além de irritar o cabeça-dura (o porco também se irrita se você tentar ensiná-lo a dançar) e cansar a mente — e a língua. Mostrar que se sabe mais de forma efetiva é igualmente desnecessário.
O nosso método de discussão com o cabeça-dura se concentra em quatro pontos fundamentais:
1. mostrar que se sabe tanto quanto o cabeça-dura
2. concordar com o que ele diz
3. não tentar provar absolutamente nada
3. apresentar um certo cinismo de forma controlada
Ao indicar que seu conhecimento é o mesmo que o dele — mesmo que não seja — você questiona de forma sutil a posição do cabeça-dura de “sei mais e portanto sei o certo”. Em resposta a uma frase do tipo “segundo Schiller, a literatura alemã do romantismo influenciou a poesia tailandesa do século XX”, um simples “eu sei” é suficiente para desarmar qualquer cabeça-dura não-treinado e desconhecedor do nosso método. (Veja aqui que o fato da afirmação ser ou não verdadeira não influi, nem deve influir, nesse ponto.)
Concordar com o discurso dele não implica em uma total submissão de suas idéias. Ao contrário, afirma a superioridade das suas, que co-existem com as dele independentemente de suas — dele — vontades. O cabeça-dura pode argumentar, por exemplo, a respeito de uma viagem, que “a cidade de Seattle é muito mais rica em possibilidades de experiência do que Vancouver”, como forma de indicar que se deve viajar a Seattle e não a Vancouver. Nesse caso, bastaria um “tem razão”. Note que é desnecessário indicar sua decisão inabalável de viajar a Vancouver.
Note também a semelhança dos pontos 1 e 2 do discurso. Em ambos os casos, o cabeça-dura tende a perceber que “ter razão” é pouco para se convencer alguém de suas idéias. Isso porque ele não sabe — não faz parte da natureza dos cabeça-dura, que muitas opiniões tem base não apenas em números e fatos, mas também em vontades subjetivas que não cabem a ninguém explicar. Verifica-se essa verdade no famoso dito popular “gosto não se discute”.
O terceiro e o quarto pontos vêm como auxiliares dos dois primeiros. Para que se obtenha sucesso na aplicação do método, é imprescindível que não se tente provar nada, em momento algum. Para esse tipo de discussão o cabeça-dura está preparado e certamente tem infinitos argumentos para cansá-lo até que ele se convença de que é o melhor ali. O cabeça-dura não está interessado em provas de idéias que não são deles, e passará o tempo todo tentando provar que você está totalmente errado (não importando os fatos apresentados).
O cinismo é mais sutil e difícil de ser explicado e definido. O individuo que for capaz de dominar os dois primeiros pontos provavelmente compreenderá porque o cinismo discreto é parte fundamental do método. Sem ele, é impossível levar adiante a discussão sem irritar-se com o cabeça-dura, ou mesmo sem irritá-lo (supondo que você se importe com isso).
Esse cinismo consiste em certeza das suas próprias opiniões e idéias — ainda que sejam susceptíveis a mudanças — como aquilo que você acha melhor e a aceitação de que muitos outros não concordarão com elas. Isso o coloca em uma posição superior a outros interlocutores e principalmente os cabeça-dura, que têm como certeza maior a idéia de que só eles estão certos e só eles sabem o que é melhor.
Caso um cabeça-dura lhe apresente uma idéia demais contrária às suas, há ainda uma outra saída proposta pelo nosso método. Quando uma afirmação — enfaticamente defendida pelo cabeça-dura — lhe for simplesmente ofensiva, ou ainda, repulsiva, pode se recorrer ao ponto 1,5: discordar, mas com cautela. (Verifique que só se encaixam aqui discussões de cunho moral, ético, religioso ou político — e derivados. Isso porque são discussões em que podem, de fato, surgir argumentos que realmente o ofendam, e nesse momento é recomendada a cautela máxima.)
A cautela é fundamental. Ao se discordar é que deve ser feito o uso mais exagerado do cinismo discreto. Exemplificando o ponto, pode se ter algo como “o ser humano será substituído pelas máquinas, ele está obsoleto e a seleção natural tratará de resolver esse problema”. Note que a apresentação de fatores externos como pesquisas publicadas e opiniões de especialistas é desnecessária e deve ser evitada, porque o coloca na mesma posição do cabeça-dura — que, por definição, tem respostas e explicações para tudo. O approach recomendado seria algo como “entendo seu raciocínio, mas não concordo com ele”.
Você pode até objetar que essa resposta o transforma em um cabeça-dura, mas para isso o método já tem uma resposta. O objetivo principal aqui é evitar dores de cabeça, partindo do princípio que o cabeça-dura não mudará sua opinião, tampouco aceitará aquela apresentada por você. Uma resposta evasiva, portanto, é sempre a mais recomendada.
Para a aplicação bem sucedida do nosso método de discussão com o cabeça-dura, sugere-se um tratamento intensivo em relação ao uso da expressão “foda-se” para com seus próprios problemas, que dará o afastamento e tranqüilidade ideais para se lidar com os mais teimosos dos seres. Para mais informações sobre o método foda-se de supressão de problemas pessoais, entre em contato com um de nossos atendentes. Atendimento personalizado aos daltônicos com dificuldades de identificar a cor laranja.
quarta-feira, 02/03/2005
Temporada de caça ao spam
Prêmio para o caçador que se mostrar mais sanguinário.
terça-feira, 15/02/2005
Caploft
Que mundo é esse, onde as pessoas preferem críticas cruéis sinceras a falsos elogios? Oh, céus, we're walking towards our doom.
sexta-feira, 21/01/2005
Das formigas malignas que querem dominar o mundo e têm base no centro de Franca
Meu Deus, elas estão por todos os lados! As formigas nessa casa estão organizadas! Elas se comunicam por meio de walkie-talkies e avisam toda a central de rádio das formigas sobre a presença de um novo alimento sendo colocado em qualquer superfície, em qualquer parte da casa! E chegam no local indicado em menos de um minuto. Juro, juro pra vocês!
Oh não! Elas vão tomar o meu iogurte que eu acabei de colocar em cima da mesa e levar pra base secreta com o copo e tudo. Preciso agir rápido. Acho que vi uma formiga uniformizada atrás da caixinha de som que eu seqüestrei do quarto do Fábio. Acho que tem uma formiga andando pelo meu braço.
(Olha.)
Não, não tinha. Talvez eu esteja ficando paranóica. Vou ligar pro doutor lá em Pedregulho e mandar ele trazer meu Roger que eu não tenho medo de delegado de polícia não. Já jantei mais de duas vezes rodeada por eles e eles não me assustam. Sim, sim. Eu sei onde eles se escondem.
Hm.
Ei, cadê o meu copo de iogurte que estava aqui do meu lado? Eu quero meu Roger. Droga.
quarta-feira, 29/12/2004
Technicolor dream
Outro dia eu sonhei com uma investigação bizarra em um prédio mais esquisito ainda, onde o investigado não podia saber da nossa presença por ali e ele vivia no quinto andar e tinha câmeras de segurança espalhadas pelo prédio. Então estavam fazendo alguma coisa pelo sexto andar.
Mas eu não estava investigando nada. Não sei se estava ajudando ou atrapalhando, mas estava lá. Aí eu acabei pegando o elevador errado — porque não existiam câmeras no elevador, mas existiam no hall onde o elevador saía, e esse elevador resolveu andar no horizontal um pouquinho só pra me sacanear. Ele deveria ser um elevador que abria pelo hall de serviço, que também era livre de câmeras, mas foi e abriu no hall social, maldito — e junto de mim tinha mais alguém que, eu acho, não tinha nada a ver com a investigação.
Mas enfim. Eu desci no sexto andar e a coisa que estava acontecendo por ali fez com que saíssem do apartamento uma mulher e um homem, e eu acho que o homem era o Alexandre Soares Silva. Ou virou o Alexandre depois, porque ele aparecia carregando um... Peraí, não vou contar o final da história. Você vai ter que ler até o final. Coragem, clica nesse link aqui embaixo.
Acho que tinham outras pessoas-com-blogs naquele sonho também. Mas só reconheci mesmo o Alexandre, com a mesma-exatamente-a-mesma cara que eu conheci lá nos lançamentos dos livros Wunderblogs e Todas as Festas Felizes Demais, cabelos grisalhinhos, olhos de texugo e sorriso de Jay Leno. (Não, não é o sorriso. Mas alguma coisa naquele cara me lembra o Jay Leno.)
Só sei que eu descobri, de algum jeito estranho, quem era o culpado, e era o homem, que talvez fosse o Alexandre. E a mulher não podia saber, e de repente eu também era cúmplice do crime que tinha acontecido, e a mulher ficou sabendo de tudo. Aí o Alexandre — não sei se já tinha virado o Alexandre, talvez fosse uma outra mulher — me deu uma faca e disse que eu tinha que matar a mulher pra escapar daquilo, ou ele ia me matar, ou alguém ia me matar, ou qualquer ameaça assim.
E eu não pensei duas vezes e esfaqueei a mulher no pescoço duas vezes, quando ela tinha acabado de entrar no elevador e ela caiu e o elevador fechou. Não sei se ela morreu, porque ela tinha um pescoço muito duro, mas de qualquer forma saiu sangue, e eu achei isso legal.
Aí eu e o Alexandre — finalmente era de fato o Alexandre — fugimos pelas escadas até o estacionamento no subsolo e continuamos fugindo rumo à saída. Mas sabe como é essa coisa de fugir em sonho, a gente nunca consegue correr direito. Por sorte, tinha um zé numa pick-up que deu carona pra gente. O Alexandre entrou no banco do passageiro e eu fiquei atrás, me segurando pra não voar longe, já que o mané da pick-up dirigia feito um condenado.
Mas eu já sabia que quando a gente chegasse lá fora ia ter um monte de carros de polícia esperando na porta da garagem, porque é sempre assim que acontece nos filmes — ou ao menos foi o que eu pensei, enquanto a pick-up subia as várias rampas espalhadas pelo estacionamento. Mas eu não estava nem aí, simplesmente porque eu já sabia que isso ia acontecer. E foi o que aconteceu, e eu nem liguei.
Aí foram levando eu e o Alexandre e mais alguém — talvez a mulher que eu tinha matado, acho que ela era culpada de alguma coisa também e de repente não tinha morrido muito direito —, a pé por uma estrada de terra. Nem sei o que aconteceu com os cinco carros de polícia que estavam esperando por nós na saída do estacionamento. Fato é que fomos a pé pelo canto da estrada de terra, e o Alexandre tinha que carregar uns sacões pesados de lixo ou qualquer outra porcaria, e os policiais achavam isso engraçado por causa de alguma coisa que ele tinha escrito no blog dele.
Enquanto isso eu tava xavecando um policial lo
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação. 

