domingo, 02/09/2007
respeitem meus cabelos brancos
socorro, encontrei fios de cabelos brancos no meu cabelo.
porque ontem por fim cortei meu cabelo e não sobrou um nada de fios loiros, senão alguns perdidos na parte da frente. e o Roger dizendo "olha, cabelos brancos, e muitos deles", mas quando arrancou era um desses loiros perdidos, e relevei.
então hoje no espelho vi. muitos, muitos! todos concentrados numa região onde eu tenho um rodamoinho. e arranquei 4, e havia outros! gah!
sábado, 01/04/2006
Oportunidade
Grande oportunidade, nome indicado por amigo do meio das letras para editor de certa revista literária para constar em tal seção de novos escritores. Oportunidade, oportunidade. Oras. Contos! Não escrevo contos! Quando não porque me pedem e contos são exercício de linguagem e que tenho eu para mandar como contos senão alguns textos arcaicos de quatro anos atrás que me irritam só pelo título, um outro conto que escrevi essa semana (porque, veja, me pediram) e um projeto insensato sem meio e sem final e dezenas de romances inacabados com trechos espalhados pelo computador. Crise de minha dupla personalidade literária quando uma quer que a linguagem vá pro espaço sempre atrapalhando minha lógica policial e a clareza da trama e a outra que mal sabe o que é trama e mal sabe diferenciar começo de final e mal sabe usar vírgulas, e frequentemente dá as caras pelo blog como por exemplo nesse post.
Que diabos pensou esse meu amigo ao me indicar, ele que sabe que escrevo coisas policiais e talvez pouca noção tenha desse meu outro lado sem nexo; ou o que falou e o que esperam de mim.
Não devia importar, mas não deixo de me perguntar.
Ainda me ligam enquanto eu no meio de uma outra ligação e tão confusa e surpresa sem reação não deu tempo e nem pensei em perguntar algo que seria mais ou menos como um "hã?".
Essas coisas só acontecem comigo.
sábado, 07/01/2006
Poft do dia
este post se autodestruirá em 48 horas
Que aí fico com uma fome desproporcional e se eu como fico enjoada, e dói ainda o maldito rim ou o que quer que seja e ainda dói nas costas porque fui instalar o monitor novo ontem à noite e claro que me deu mal-jeito porque ontem foi meu dia de sorte - já não bastasse a injeção de Voltarem na bunda - e então eu aqui tomando suquinho de laranja e não eu não estou grávida já não bastasse o Bia me aterrorizando (confessa, Bia, você estava doido pra poder dizer pra todo mundo que me diagnosticou via MSN).
E também sou a única por aqui que sabe fazer posts em meio à crise de comentários na Verbeat, mas não conto meu segredo pra ninguém porque senão ia ser uma de meter a faca em templates bem comportados que é melhor só eu meter a faca no meu template porque pelo menos eu sei costurar o bichinho depois e se costurar errado, sabe como é, o problema é só meu.
Hooray.
E estou com fome de novo.
sexta-feira, 07/10/2005
Consolo
Minha mãe está tentando me convencer que o fio branco que encontrei na verdade é loiro.
Gnah!
Porque no último fim de semana o Roger fez questão de encontrar um fio de cabelo branco na minha cabeça e eu aqui hoje resolvi olhar pra ver se tinha mais algum e o pior de tudo mesmo é que eu encontrei.
Snarf.

sábado, 11/06/2005
Explicado
Deixar a dúvida em um parágrafo de um texto-livro-romance-novela de 68 páginas. Uma frase que quer ser pretenciosa a ponto de mudar toda uma percepção da história, mas que, nada. Nenhum aviso maior, letreiro luminoso atenção, frase pretenciosa que dá sentido à história, vazio. Não lido, atropelado, não lembram, ninguém viu. E se viram, e se lembram, vão dizer que não ficou claro, ficou pouco explicado, como é que uma história inteira pode ser definida por um parágrafo entre outros milhares? E se de repente é tudo tornado explícito vem reclamar, tudo tornado claro demais, o óbvio, o lugar-comum, a puta que pariu. Leitores. Antes o escritor escrevesse para ele, apenas. Talvez fosse mais são.
domingo, 29/05/2005
Mais sobre crises
É um tanto desagradável quando a sua vida parece um episódio de Dawson's Creek.
segunda-feira, 23/05/2005
Problema
Eu sei todas as respostas, mas eu não consigo sentir nenhuma delas.
sábado, 02/04/2005
Esperando zebras voadoras
Porque essa coisa de lidar com as pessoas e ter amigos é uma coisa tão complicada, tão complicada mesmo, que eu às vezes tenho vontade de me esconder dentro de um buraco e não sair até alguém aparecer pra me buscar.
E às vezes eu fico pensando que essa vai ser minha crise eterna, e vai ser meu drama pra sempre, oscilando que nem uma maluca, porque eu tenho a impressão que eu nunca vou conseguir lidar com as pessoas como se eu fosse alguém normal.
Parece que sempre existe a coisa certa que se diz, o jeito certo de se agir. E se não o jeito certo, ao menos o jeito sensato, ou ao menos o jeito que as pessoas normais costumam agir. E ninguém nunca me ensinou essas coisas, e todas as outras pessoas parecem que aprenderam isso sozinhas, com a vida mesmo, e eu fico achando que eu deve ser mesmo meio tosca pra ser incapaz de aprender as coisas que todo mundo já aprendeu.
Ou então foi porque eu sempre fugi de gente e nem tinha como aprender nada. Porque eu sou meio medrosa e quando eu via que eu não sabia como lidar com as pessoas eu simplesmente fugia, ao invés de continuar por ali e aprender alguma coisa.
E depois gato escaldado foge de água quente e de fria também, e eu fugia mais e mais e mais e mais até mesmo daquilo que não deveria fugir. Quando vinham atrás de mim eu só era ruim, mesmo, de um jeito um pouco sem querer, e tudo virava um ciclo vicioso.
Tudo me parece um grande ciclo vicioso. E mais fácil mesmo é ser amiga da minha gata e do meu urso de pelúcia.
Sempre incomodando; inconveniente. Eu não sei, eu simplesmente não sei como se lida com as pessoas de qualquer outro jeito além de um simples "oi, tudo bem" e as outras conversas de colegas, ou até de grandes colegas e quase amigos. Mas amigo, amigo? Como é que é isso?
Sincera demais ou sincera de menos? Sincera como?
Eu não sei tomar lados, e eu não saberia tomar o lado de um amigo assim, cegamente. Eu não sei se sou capaz de ser amiga sem ser um pouco negligente, já que eu sou meio negligente até mesmo comigo mesma.
Porque eu já tive uma amiga assim - que era amiga mesmo, ou ao menos eu achava que era -, nos meus 13 anos, até eu descobrir que na verdade ela me achava toscona e achava minha mãe uma bruxa e achava normal que eu soubesse que ela pensava isso de mim. Então é melhor nem considerar ninguém um grande amigo, pra ninguém que é amigo ficar falando mal de você pelas costas, não é? Aí se alguém falar mal de você pelas costas, foda-se, não é?
Foda-se.
quarta-feira, 16/02/2005
Mmm
Eu tô sentindo raiva.
sexta-feira, 21/01/2005
As tardes
e as noites
Eu escrevi uns três posts que ia colocar aqui no blog, mas acabei deixando pra lá porque eles eram muito complexos e eu mesma não sabia se concordava com tudo que estava escrito lá. E o psiquiatra falou que eu não devia pensar demais, porque quando eu penso demais eu fico estressada. E quando eu fico estressada eu viro uma bomba-relógio. Literalmente, quase literalmente, uma bomba-relógio. Pode perguntar por aí. Não é bom ser uma bomba-relógio. Então eu peguei o arquivo onde estavam escritos esses posts e deletei e esvaziei a lixeira, como manda o mestre.
Sério.
Uma vez meu pai apareceu aqui no blog e disse que sentia falta dos meus textos mais angulosos. Só que os textos angulosos perturbam a minha sanidade. Vão procurar textos angulosos em outro lugar.
Oras.
Eu vou falar das formigas que atacam tudo que é de comer nessa casa. E do urso ultra-fofo que eu comprei pra dar pra sobrinha louca dele. E que eu tentei, juro que tentei, mas não consegui assistir aquele Big Brother (ele diz que eu preciso me divertir com as coisas mais fúteis da vida de vez em quando e tal), porque, Jesus, aquilo é muito ruim e aqueles caras bombados paranóicos me dão nos nervos, eu quero mais é que eles se explodam.
Sério.
sábado, 08/01/2005
Fuvest II - O Retorno
Gah!
quarta-feira, 29/12/2004
Planos
Que tal um jogo “quais os seus planos pra virada”? Vai, vai, quem quer começar? Temos pouco tempo, you see. Eu tinha alguns, mas os homens maus da polícia estão querendo estragar meus planos. Esse escalista vai ver o que eu faço com a fuça dele se aparecer na minha frente. Ah, coitado! Mas tudo se ajeita, simplesmente porque tudo se ajeita sempre. Não é assim que funciona? Oras, costuma funcionar. Se não se ajeitar, também, foda-se.
Ah, eu adoro dizer isso. Foda-se. Vai, repete comigo. Se você achar que é muito feio, pode tentar um “dane-se” que teoricamente provoca o mesmo resultado. Não? Okey, então ao menos colabore com o jogo, pá.
Drama queen
Não sei se gostei do resultado final de Duas Luas. Na verdade, acho que ficou um pouco limitado. A história é meio fraca, tenho a impressão de que ela não se sustenta. A trama ficou um pouco frágil. Acho que trabalhei com uma linha de acontecimentos muito restrita e sem muitas possibilidades de “viajar” um pouco. O meu esquema de sinopse talvez seja o culpado por isso. Numa primeira revisão, corrigi só as incoerências que estavam jogadas pelo caminho (como uma pasta que não ia servir pra nada, e outras idéias fracas que eu tive enquanto escrevia) e cortei um ou outro trecho que me pareceu um pouco besta.
Mas ainda estou achando a história frágil. Claustrofóbica. Talvez seja simplesmente porque ela está terminada e não há mesmo muito mais a ser feito ou mudado. É que tenho a sensação que não há espaço para mudanças, nem mesmo aquelas que serão necessárias. Que merda. Preciso mesmo de uma segunda e uma terceira e uma quarta opinião (e quantas outras opiniões forem aparecendo no caminho). Deixa eu olhar aqui quem que estava interessado em ler essa porcaria...
quinta-feira, 02/12/2004
Café-com-leite
Eu estava com vontade de escrever alguma coisa genial. Mas eu logo percebi que não tinha nada de genial para dizer e achei melhor deixar pra lá.
segunda-feira, 25/10/2004
Heterônimos
ou uma garrafa bem guardada embaixo de um tapete
he.te.rô.ni.mo
(èt). [De heter(o)- + -ônimo.]
Adj.
1. Diz-se de autor que publica um livro sob o nome verdadeiro de outra pessoa.
2. Diz-se de produção literária publicada sob o nome de outra pessoa que não o autor.
S. m.
3. Outro nome, imaginário, que um homem de letras empresta a certas obras suas, atribuindo a esse autor por ele criado qualidades e tendências literárias próprias, individuais, diferentes das do criador.
não precisa entender
Dá pra sentir saudades de um heterônimo?
Por que ele foi embora desse jeito, e agora não volta mais? Será que ele ficou mesmo assim, tão bravo com o fim que eu resolvi dar a ele? Será que ele não vai mais me mandar nenhum email?
Ah, pois eu digo, essas coisas são perigosas.
As pessoas estão presas demais com essa história de verdade e realidade.
sexta-feira, 10/09/2004
Loucurazinha
Ultimamente eu tenho ouvido coisas. Ruídos. Telefones tocando distantes com o mesmo toque do meu telefone aqui de casa.
Sons agudos que podem ser gritos ou podem ser qualquer outra coisa que minha cabeça inventou.
Apitos estranhos. Moedas e chaves e metal raspando em metal, e aquele som que os cobradores fazem no ônibus com a moeda pra avisar o motorista que já pode fechar a porta de trás.
Tudo isso na minha cabeça.
Ou a minha audição resolveu ficar muito boa de repente, ou eu realmente estou ouvindo coisas. Só não ouço vozes. Ainda bem.
quarta-feira, 11/08/2004
Cansaço
De repente bateu uma preguiça de respirar, viver...
segunda-feira, 05/07/2004
422 emails não lidos
Minha caixa de emails está ficando cada vez mais e mais gortoda, e eu aqui fico só olhando pros números do lado das pastas (5 não lidos de um jogo, 9 de outro, não lidos - só os não lidos, mais uns 17 que eu preciso responder - 279 não lidos em um outro - que vão continuar não lidos, eu vou é deletar tudo de uma vez - só dos jogos por email) e pensando oh céus, preciso esvaziar essas pastas, mesmo que não leia tudo.
Tô pensando seriamente em largar todos os meus jogos de pbem (play by email) e que tudo se exploda.
Que horror, essas respostas pendentes. Acabo fechando o Thunderbird e indo comentar nos blogs dos outros.
segunda-feira, 28/06/2004
Recortes Pop
Às vezes eu quero dizer coisa demais, e me perco em frases que já foram escritas e que poderiam dizer o que eu quero dizer bem melhor do que as minhas próprias palavras. Um prêmio pra quem souber de quem são essas músicas, só pra criar uma baderninha e me deixar mais animada.
So please hand me the bottle, I think I'm lonely now
And please give me direction, I think the hurt set in
And I don't feel nothing
Kody
And I'm so terrified of no one else but me
I'm here all the time
I won't go away
It's me, and I can't get myself to go away
Long Day
And we always say, it would be good to go away, someday
But if there's nothing there to make things change
If it's the same for you I'll just hang
Hang
There's an awful lot of breathing room
But I can hardly move
If You're Gone
Don't think that I can take another empty moment
Don't think that I can fake another hollow smile
It's not enough just to be sorry.
Don't think that I could take another talk about it
Bed of Lies
I don't wanna be cold
I don't wanna be cruel
But I gotta find more
Than what's happening with you
Rest Stop
Zzz
Que falta de vontade pra tudo. Pra sair de casa e terminar de escanear umas imagens que minha vó pediu. Pra ligar pro cara do MASP. Pra arrumar meu quarto e principalmente meu armário, que tá cruel, assustador, perigoso!
O dia é sempre tão cruel, com as pessoas fazendo coisas em volta da gente, acordando, tomando banho, indo trabalhar, trabalhando. O trator da construção em frente de casa cavando buracos. As pessoas vivendo suas vidas e querendo saber por que eu não tô vivendo a minha, cê tem trabalho pra fazer, menina, se mexe!
Na madrugada todos estão dormindo, ninguém exige nada de ninguém. Agora não, já tá tarde.
É um dia, uma segunda-feira, deixa eu, vai?
Tem dias que eu quero dormir até o mundo acabar.
terça-feira, 22/06/2004
Só pra constar
Às vezes eu canso de tudo que eu escrevo. Às vezes eu canso do jeito que eu escrevo, do meu estilo, ou quase-estilo, das minhas vírgulas esquizofrênicas e meus pontos finais metidos a besta. Eu canso do que eu já escrevi e dá vontade de cortar as cenas pela metade, pra poupar os leitores (!) da encheção de linguiça que podia muito bem ser riscada. E às vezes eu acho que devia encher mais linguiça e não ficar parecendo que escrevo textos tão duros e jornalísticos, pá pá pá.
Ultimamente tenho cansado mais. Ainda.
Não sinto mais os personagens, eles estão me abandonando e me forçando a forçá-los. Vou flutuando por aí, e escrevo no blog coisas concretas e engraçadinhas da vida, porque são elas as únicas que fazem qualquer sentido pra mim.
segunda-feira, 10/05/2004
O Chato
Vivo pros meus personagens. Vivo pra escrever. Vão dizer que eu não tenho vida, e eu vou dizer que talvez estejam certos. Eu tenho uma vida que eu não vivo, que eu acabo não vivendo, de mania de se enfiar na vida dessas pessoas que não existem. Eu não tenho uma vida. Eu tenho várias.
Às vezes eu me esqueço de ter a minha vida, aquela primeira, que eu ganhei da minha mãe de presente de primeiro aniversário. Às vezes eu não sinto falta, mas num momento seguinte faz uma falta tremenda e eu entro num período de pseudo-depressão.
Não sempre. Tem vezes que eu me divirto me fingindo de personagem e vivendo a minha vida como se alguém estivesse escrevendo tudo.
Aprendi demais a abstrair as coisas. Abstraio tudo, tudo, quase sempre, demais. Me abstraio do mundo e abstraio o mundo de mim. Eu sei o que acontece no mundo, mas não sei os porquês, só sei metade dos comos e não faço muito esforço pra descobrir. Não vou com a cara dos porquês.
Às vezes cansa.
Tô cansada. De uma vidinha medíocre, sem imaginação e criatividade zero. Quem escreveu a minha vida era um chato professor de literatura que queria fazer alguma coisa nova e diferente, que não gostava de romances baratos cheios de ação e acontecimentos e um pouco de mistério. Queria que o público se identificasse com o personagem e toda essa bobageira literária.
Um chato.
Aí quando eu resolvi assumir o controle (nas entrelinhas, enquanto o chato dorme), o mala não deixou nenhuma saída. Ou deixou, mas eu já estava num humor paralisado e não fui a lugar nenhum. Uma jaula imaginária.
Ah, cansei. Vou voltar aos meus personagens, aprender CSS e essas coisas inúteis que pessoas sem vida costumam fazer.
terça-feira, 04/05/2004
Crises
Dando voltas e voltas e voltas em torno de si mesma... Cansa. Passar o dia inteiro sem ter absolutamente nada pra fazer cansa também. Eu quero meu laptop de volta. Quer dizer, quero meu leitor de disquetes de volta. Quero poder usar o laptop.
Ah, bah.
A verdadeira síndrome da folha em branco é saber exatamente o que se quer escrever, e saber até que preposições, verbos e o escambau que se quer usar, e ainda assim continuar olhando pra folha, com uma cara de nojo, enquanto a folha te olha com uma cara de desprezo.
quinta-feira, 22/04/2004
Interlúdio
Às vezes os dias passam e a gente nem percebe.
sábado, 10/04/2004
Just because I have a shot attention spam doesn't mean I
Tenho estado entretida e ocupada com a criação de um jogo PbeM de RPG. A gente mal começou e já tem mais de 90 personagens, com mais de 30 jogadores. Vou ficar louca.
Amanhã vou jogar tênis. Acho.
Ajudei o Daniel a criar um layout pro blog dele, vão lá dar uma olhada.
E minha cabeça anda esquisita demais para se concentrar em um só assunto por mais de duas linhas.
quinta-feira, 01/04/2004
Tédio literário
Tá difícil pra achar livro bom. Desde que terminei Sobre Meninos e Lobos, comecei e parei uns três ou quatro livros. Não sei se é falta de saco ou intolerância, mas até o Rubem Fonseca – que, por mais que eu reclame, foi quem me enfiou nesse mundo de literatura policial – tem me irritado profundamente. Acima do normal. Será que eu tô ficando exigente demais?
Queria ler literatura brasileira, mas não queria comprar mais um do Garcia-Rosa – por que eu sei que vou me irritar – e não conheço mais nenhum outro escritor de policiais daqui. Ou conheço, mas tô sem grana pra comprar livro de 30 reais, enquanto tem uns trinta livros a serem lidos me esperando na estante do meu quarto-anexo-escritório.
Aí eu me irrito com as traduções. Intolerância minha, talvez, mas eu vou lendo os diálogos imaginando eles em inglês, já que a tradução ficou tão porca e óbvia, que se eu fosse passar de novo pro inglês aposto que ia ficar igual – ou até melhor – que o original. E fico percebendo os erros do autor, e os erros do editor e corretor que deixaram passar aquilo. E aí eu também deixo de escrever tanto quanto eu queria escrever porque fico achando defeito em tudo.
Ando num humor meio estranho, não sei como explicar. De intolerância exagerada. De vontade de não fazer nada e fazer tudo, e de ter idéias pra textos e esquecer depois de cinco minutos. De não conseguir fazer o que eu tenho que fazer, e ficar fazendo outras bobagens quaisquer.
Ah, não sei. Acho que vou escrever mais um pouco do Duas Luas.
Aliás, parece que eu não sou a única com irmã(o) que trás cachorros aleatórios pra casa.
quinta-feira, 18/03/2004
Entre-Mundo
Às vezes parece que eu fico flutuando num entre-mundo, entre o real e o irreal, entre a vida e o infinito. Parece que tudo fica longe, distante, tudo fica pequeno em algum lugar lá embaixo e ao mesmo tempo tudo tão claro e compreensível que as coisas ficam irritantemente banais. As coisas ficam todas parecendo uma ilustração do Alex Ross. Pintadas com uma perfeição ridícula, claro e escuro, e definido como se fosse real, que o pano da roupa do Homem-Aranha parece pano mesmo, e não uma armadura como é nos outros gibis. Mas ao mesmo tempo, você sabe que nada daquilo é real, é só aquarela e paciência.
Às vezes parece que eu nasci no mundo errado.
Acho que vou mudar o meu layout. Eu sei que acabei de mudar, mas minha cabeça anda dando uns passeios meio esquisitos quando eu saio de mim.
Ontem aconteceu uma coisa legal. Eu estava meio que à toa, com o caderno no colo e a caneta na mão, pensando no que eu ia escrever. Não escrevi nada no final das contas, mas imaginando uma cena de uma história com meu personagem Iuri Kieser, eu consegui imaginar ele como uma pessoa, de carne e osso, e de três dimensões. E ele era tal qual ele era no desenho que eu fiz dele, alto e muito branco, com o maxilar forte e bem definido, o rosto meio ossudo, cabelo preto penteado pro lado num estilo quase pastinha, e os olhos verdes verdes que nem a minha professora de História da Arte no semestre passado.
Só que ele tava com o rosto todo vermelho e tava chorando. Mas fazer o que, eu tinha acabado de matar a mulher dele...
domingo, 23/11/2003
Putz, eu ainda to viva...
Mas logo eu volto a postar. Muitas coisas... Passei por uma fase trash, mas voltei ao meu normal e na verdade era culpa de um remédio aí. Enfim.
quinta-feira, 30/10/2003
Hiatus.
Bosta de enxaqueca que já dura mais de duas semanas. Eu pensava que tava melhorando, mas na verdade não tá.
Nem mesmo treco na veia no pronto-socorro adiantou. Que merda.
Eu até queria escrever e tal. Mas não tá rolando.
segunda-feira, 29/09/2003
Uma pausa no trabalho de FECH...
Que por sinal, tá indo... Escrevi umas 5 páginas. Filme mais disléxico aquele, viu. Nunca fiz trabalho tão sem pé nem cabeça. Quase parece os textos que a professora de FECH escreve. Ai que saudades do Santa Cruz quando o professor mandava e você tinha que fazer as coisas... (!!!)
Bleh.
Eu tô revoltada com a faculdade.
Ontem eu assisti Abaixo o Amor, de manhã, com o Pedro. Eu ri muito, o filme é muito engraçado. E o Ewan MacGregor tá a coisa mais fofa que tem.
Não tenho arrumado tempo pra sentar no laptop e escrever minha historia do Gil tão querida. Mas tudo bem, que passado esse trabalho eu vou virar um ornitorrinco. E não vou mais desgrudar daquela cadeira. Não que isso tenha alguma coisa a ver com alguma coisa, mas enfim. Cêis tem que entender que eu to fazendo trabalho de FECH, as coisas não fazem mais sentido nenhum na minha cabeça... Eu citei Platão e Guimarães Rosa num só capítulo, onde é que esse mundo vai?!
“Só quem usa óculos sabe a emoção que é passar a ver com nitidez. Antes, eu achava que todo o mundo era fora de foco.”
- Walter Carvalho
Pra dar uma de chata e colar uns trechos do trabalho aqui no blog.
A única coisa boa de quarta-feira é que eu vou me encontrar com o Joaquim Nogueira. Nunca vi eu querer tanto que um dia não chegue nunca e ao mesmo tempo querer que chegue logo tudo ao mesmo tempo. Por isso que eu vou explodir.
Detalhe que eu tenho que fazer duas pinturas pra amanhã. Mas beleza, se precisar eu faço das dez à meia-noite que ninguém vai morrer por isso (só o Edson, se ele reclamar).
E se eu largasse tudo e fosse fazer Letras? Tô com vontade de aprender literatura. Acho que depois da faculdade de Artes Plásticas eu vá tentar uma segunda. Ou Cinema, ou Letras. Não sei ainda. Mas bem que podia ser uma boa idéia. Será que eu passo na FUVEST? Puta merda, acho que não. Pelo menos eu tenho um namorado que gosta das matérias chatas (Biologia, Matemática, Física e Química). Se bem que vai saber se eu vou estar namorando com ele daqui 4 anos hahaha.
Tá. Vou voltar ao trabalho. Ou bater minha cabeça na parede mais um pouquinho.
segunda-feira, 22/09/2003
Por quê eu tô aqui?
Todo mundo já cansou de ouvir que eu tenho uma porrada de coisa pra fazer... Aff. O Edson e seus temas de pintura... Empaquei. Que nem aquela vaca do filme 'Eu, eu mesmo e Irene' (essa é pro Júlio - Júlio Tango - mas ele nem lê isso aqui. Alias, tem Júlio demais nessa minha vida.)
E eu tô com uma puta fome.
Eu acabei de mandar um email gigantesco pro Joaquim Nogueira. Haha, coitado, eu e meus emails gigantescos.
E o Gil tá dentro do navio e já matou dois. o.O
Tudo bem, eles eram do mal (erm, o Gil não era do mal tambem?).
Enfim, fato é que o Gil *ainda* tá dentro do maldito navio. Ninguem mandou levar tiro na mão direita, agora aquele incapaz não consegue fazer nada e ainda gasta bala a mais pra matar dois idotões. Bem feito. Fica dando tiro no coitado do policial (e bem feito pro policial, que fica perseguindo o Gil e leva tiro tambem)
Acho que eu tô ficando muito contraditória.
*vozinha na minha cabeça* Olivia, menina, o Gil não é de verdade... *fim da vozinha na minha cabeça*
É, isso é o que voces pensam. Mas uma coisa eu garanto. Prender um explosivo num lugar que ninguem veja, com fita crepe, e ainda armar, e ainda não deixar ninguem perceber que voce tá armando um explosivo, e fazer tudo isso com *uma mão só* (a esquerda!) não é tão fácil quanto voces pensam. E o Gil tá longe de ser o Harrison Ford que consegue fazer essas coisas e ainda de terno, sem nem desarrumar a gravata - muito (momento menininha feliz: "Ohhhh, ele é tão lindo!" - o Harrison Ford, não o Gil).
Mas eu ainda vou dar um jeito do Gil conseguir fazer o que ele tem que fazer, e se não conseguir, ele veste o uniforme de marinheiro dele e finge que tá arrumando alguma coisa no chão. Sei lá. Culpa é do Zink, que me deu a idéia boa e esqueceu que o incapaz do Gil tá com a porcaria da mão direita enfaixada, e provavelmente quebrada. Ha-ha.
Mas chega de falar do Gil antes que eu fique totalmente louca.
Eu preciso buscar meu título de eleitor, mandar meu pai largar de ser folgado e me devolver minha certidão de nascimento e meu passaporte (pra eu poder fugir depois de explodir o navio haha). E preciso pegar minha carteirinha de passe que ficou pronta. E comprar passe. Que eu sou pobre e nem dinheiro pro onibus tá sobrando.
E eu tô com fome e acabou o Sucrilhos. Aaaaahhhhhh, não tem o que comer!! Vou dar uma de Pedro e esquentar um pedaço de carne e por no pão.
Ai, meu dente. Coisa mais estranha, qdo eu fico no computador digitando eu fico mordendo e meu dente fica doendo. Digitei demais, chega. Vou comer sucrilhos ruim que tem lá no armario que o dia que eu for fazer o tipo de lanchinho que o meu namorado faz de tarde ainda há de chegar.
E claro, claro, vou fazer a pintura. (Isso se as minhas gatas já não comeram a tinta que eu deixei na escrivaninha, ou beberam a agua verde-musgo no meu pote)
Tchau.
segunda-feira, 04/08/2003
FAAP
Faculdade começa hoje. Eu vou explodir.
Se não ouvirem de mim mais, eu fui devorada por algum tipo de animal malígno que aparece nos primeiros dias de aulas.
Ak!
sexta-feira, 27/06/2003
Bah
Meh. Tô meio revoltada com a Unicque. Revoltada porque o Takashi faz o maior escarceu pq tá me ensinando e fica se achando porque gosta de ensinar e tudo mais... Mas tb, se eu peço ajuda ele faz pouco caso. Tudo bem, ele deve querer que eu tente sozinha e tudo mais, mas o Daniel não faz porra nenhuma, e logo nao pergunta nada e é pra mim que ele vem fazer pouco caso, com aquele papo de 'Use your brain, not your finger only'. Porra, eu tô lá pra aprender. Se ele não quer me ensinar e eu vou pra me virar, pelo menos que me pague a bosta do ônibus.
Ah, sei lá. Ontem foi um dia meio bosta. Ele tá me ensinando NURBS agora, é irado, mas não dá certo hahaha. É um tipo de modelagem pra fazer as coisas mais organicas e tal... O problema é que por mais que o maldito Ford Ká seja um tanto organico, tem muitas pontas e cantos retos que o NURBS deixa gordo, aí mia tudo. Bleh. Tô revoltada. Não que eu não esteja gostando da Unicque, mas tem umas coisas que enche o saco.
E eu fico me perguntando quando tempo eu vou poder ficar por lá... Eu queria tanto continuar, tá lá quando começar o projeto... Parece que fechou com o roteirista já, eu li o argumento, é irado! O roteirista, Victor alguma coisa, esqueci o nome dele, é o cara que tá escrevendo o filme do Cazuza que parece que vai sair agora ou algo assim. Ele é amigo da minha avó, conhece o meu primo Tomás (o outro que é queridinho da minha avó - a outra sou eu hahaha) e tal tal. Mas enfim, o argumento é irado, a história é mto irada. Vão ser 8 meses pra escrever o roteiro. Tempo suficiente pra eu completar pelo menos uma boa parte do treinamento e mandar bala. Mas aí... Tem a faculdade (e eu já me matriculei, wooo!!) e eu provavelmente vou ter que começar a fazer alguma coisa que eu ganhe... Sei lá. Prefiro deixar pra lá e não pensar muito nisso.
Mudando de assunto pq eu cansei de falar disso, eu tava pensando ontem de noite depois de desligar o telefone com a Chris (2 da manhã haha)... Tem umas coisas que eu vivo falando pros outros que tem que fazer, mas eu mesma não faço hehe. Isso de falar as coisas. Sei lá, eu não falo. Nunca falo o que eu to sentindo mesmo. Eu falo o que eu penso na lata, sou bem cara de pau pra isso hehe. Mas falar o que eu tô sentindo, eu não falo nem pra mim mesma hahaha. Faça o que eu digo não faça o que eu faço. Hehe. Tipo isso. Meh.
Eu preciso escrever mais... Senão quando eu escrevo saem esses posts gigantescos haha. Mas é que eu penso que eu vou escrever e no final nao escrevo... Ahn. Enfim.
Meu, ninguem merece... Eu ouço um CD na Unicque o dia inteiro, chego em casa e baixo as músicas... Eu não existo.
sexta-feira, 13/12/2002
O velho e o novo
Eu queria escrever tanta coisa que nao consigo. Tem coisas na minha garganta. As vezes me cansa sorrir quando eu nao quero, as vezes me cansa sorrir quando eu sei que nao adianta nada e depois as coisas voltam a ser como eram antes. Um monte de coisa na minha garganta, e pra piorar um monte de ideia me cutucando. Parece que as ideias de historias vem nos momentos que voce nao pode dar tempo a elas. Talvez eu mude o layout. Mas me irrita tambem o fato de eu ficar me ocupando com outras coisas quando eu sei que eu só to fazendo isso pra ver se eu limpo a mente, penso em outra coisa... Sim sim...
Por isso, entao... Eu fico meio a toa, nao ando nem saio da frente. Odeio isso. Pelo menos eu achei umas frases legais pra sorrir um pouco... Mesmo querendo chorar. São as verdades da vida:
- É melhor ser odiado pelo que voce é do que ser amado pelo que voce nao é.
- Vacas sagradas fazem os melhors hamburgueres.
- Se voce nao quer que o leite azede, mantenha-o na vaca.
- Honestidade é a melhor politica, mas insanidade é a melhor defesa.
- Se na primeira vez voce nao obter o sucesso, talvez o fracasso seja seu estilo.
- Cuidado com seus pensamentos, eles podem se transformar em palavras a qualquer momento.
- Se voce nao consegue fazer alguma coisa direito, o jeito é se divertir fazendo mal-feito.
- Nunca lute com um porco, os dois ficam sujos e o porco gosta.
- Quandos as ideias falham, as palavras vem em boa hora.
- Mire na lua, mesmo que voce erre, voce acaba parando entre as estrelas.
- Nao paramos de brincar porque crescemos, e sim crescemos porque paramos de brincar.
- As palavras de um homem bebado sao os pensamentos de um homem sóbrio.
- Se voce cair do cavalo, nao suba de novo, porque o cavalo provavelmente nao gosta de voce.
- Os fatos, ainda que interessantes, sao irrelevantes.
- Quem ri por ultimo nao entendeu a piada.
- Quando alguem aponta o ceu, o tolo olha o dedo.
segunda-feira, 09/12/2002
Blah
Hum, acho que eu to deprimida. Que droga de vida, viu! Eu sequer posso ficar triste porque eu nao posso estressar meu namorado pq ELE tem q estar feliz e contente pra ir bem nas malditas provas de vestibular. Eh, eu sei que ele me fez prometer que eu nao ia falar dele aqui, mas FODA-SE, pq ele NUNCA vai ler essa bosta, pq ele acha blog uma coisa "tao patetica" e mesmo pq ele nao tem tempo pra dar a minima p/ qq coisa que eu faça.
Eh, pronto, eu precisava escrever isso ou falar isso pra alguem. Que merda! Porra, eu gosto dele, mas eh fato que eu to me segurando pra nao ter uma dessas conversas serias por causa dessas provas e da grande auto-estima dele (notem a ironia). Saco! E eu ainda tenho que sofrer junto, pq eh fato que se ele nao passar, eu to perdida!! Pq eu gosto dele sim, e ele vai ficar tao mal, mas tao mal, que a minha vida vai sumir!! Eu vou ter que viver pro menino! Senao, sei lah, ele eh capaz de se matar!
Aih ele vem aqui na minha casa, fica no computador, quer que eu fique do lado dele VENDO o que ele tah fazendo, e ainda fica bravo pq eu quero por alguma musica que EU goste, ao inves de ficar ouvindo a maldita musica do Sephiroth que nao tem graça nenhuma. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!! Que droga! Um minimo de consideraçap, nao?
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.