domingo, 23/09/2007

homem mato, homem mudo

porque entre as mil e uma redações a serem corrigidas para o fechamento de unidade, eu fui no show do Pato Fu.

só compro cd deles. porque eles fazem a maior questão de vender o cd por um preço decente e eu faço a maior questão de incentivar esse tipo de atitude. e lá na lojinha era 15 real.

e também porque é a única banda brasileira que presta e quando eu crescer quero ser igual a Fernanda Takai.

gah! trabalhar!
terça-feira, 04/09/2007

alegriazinhas

hoje li o primeiro e o segundo capítulo de "Desumano" para uma turma de sexta-série, a pedido da professora da oficina de leitura e escrita.

era para ler só o primeiro. eles pediram o segundo.
e silêncio.

em um momento um dos meninos mais encrenqueiros da turma ainda falou "ai, professora, pára de ler que tá me dando aflição".

foi incrível. eles ficaram de cabelo em pé.
e em silêncio. agora na próxima aula querem o terceiro.

preciso mais?

sexta-feira, 31/08/2007

happy hour de quinta

Alguém estava dizendo que era o primeiro encontro blogueiro em que ninguém falava em monetização de coisa nenhuma. Ahã.

Biajoni já desmentiu tudo isso, e lançou uma nova campanha. Branco Leone já saiu revelando coisas que ninguém precisava saber sobre o encontro.

Biajoni, Branco, Nelson, Cynthia, Doni, eu, Roger, Ratapulgo, Pati e Tuca. Como vocês podem ver, a lenda espalhada pela blogsfera que verbeaters e interneys não se misturam é muito mentira. Não dá nem para dizer que os verbeaters estavam em minoria.
Ou foi a cerveja.

Porque eu, aliás, só preciso de dois copos de cerveja para começar a quase-cair da cadeira.

Biajoni contando alguma mentira (e o Branco acreditando demais em tudo).
Cynthia tentando se disfarçar para não sair na foto.
O Doni vai me matar.

Mais fotos no PicasaWebCoisa.

Bom é que pra voltar pra casa eu só precisei atravessar a rua.

terça-feira, 07/08/2007

impressões

Um dia de espera e de carros vermelhos. Por todos os lados, nas ruas, havia carros vermelhos.

Quando estava voltando para casa, eles haviam desaparecido.

quarta-feira, 01/08/2007

restos de pan

liquidapan

Tiagón no Pan.
Roger no Pan.
Olivia no Pan.


bem vindo ao Rio de Janeiro.
segunda-feira, 30/07/2007

e o fim de semana

Rio de Janeiro garoa, calçadão de Copacabana com chuva, pisar na areia de tênis, o Cristo atrás das nuvens, o Pão de Açucar cinzento, cariocas morrendo de frio em 16 graus, a ponte querendo engolir donzelas e o vento batendo nas janelas.

Que é o que acontece quando se casa um gaúcho com uma carioca, eu ouvi dizer. E festa.

domingo, 29/07/2007

de volta

do Rio de Janeiro mais cinzento que uma paulistana jamais poderia imaginar.

sexta-feira, 27/07/2007

fotos do mês

registradas pelo meu celular, e apesar de três delas serem do mês passado

meu pai equilibrando o copo de chope torto na mesa.
outro ângulo, para quem duvidou. pura habilidade de bêbado, eu diria.
então nesse momento eu me dei conta que minha máquina fotográfica não estava funcionando direito.
no aniversário do Eduardo, porque a gente só freqüenta estabelecimentos modernos e atualizados com o momento e no clima da estação.
segunda-feira, 11/06/2007

Isso não é um cachorro

Mééé.

Aliás, cachorro é uma das poucas palavras que meu cunhado australiano sabe falar em português. Cachorro, tchau, e pepino.

O que não ia adiantar muito, porque definitivamente, isso não é um cachorro.

quinta-feira, 17/05/2007

Isso não pode ser normal

Já duas vezes que vejo carros estacionados se mexendo.

terça-feira, 10/04/2007

Vida difícil

domingo, 08/04/2007

De cá

Inevitavelmente, voltei.

E tem que fazer fichamento para segunda-feira e brigar com o banco e aprender fazer árvores sintáticas.

Friozinho aqui, não?

quarta-feira, 04/04/2007

De lá

Agora em Fortaleza no ar condicionado a gente até esquece que está no Ceará.

Meu pai arrumou um buggy pra eu e Roger andarmos pela cidade. Primeiro dia voltando da praia querendo encontrar a maldita Washington Soares e qualquer um que a gente perguntava diziam que era só seguir em frente que ia cair lá. E caía? Ainda o buggy não funcionava se tirava o pé do acelerador.

Meu pai tomou vergonha na cara e o mecânico deu um jeito.

Mas enfim. Avião de São Paulo atrasou foi só hora e meia e quando a mocinha da Gol disse que o vôo estava autorizado o povo chegou a bater palmas. Foi meio ridículo. Voamos. Agora sábado volto, pra chegar domingo.

E chega, porque apesar da chuva abriu o sol e já estou indo de volta para a praia.


(Não é bem chuva. É tipo cuspe. São Pedro fica lá em cima cuspindo.)

domingo, 11/02/2007

Vai comer isso aí?

Hamburger

Enquanto eu vou por aí em restaurantes indianos vegetarianos, o Roger.

Hm, hamburger.

E leiam esse último post do Tiagón.



(Minha mãe está fazendo sushi, mas eu estou é sentindo o cheiro de churrasco da churrascaria que tem ali embaixo na esquina.)

quarta-feira, 24/01/2007

Olivia em um restaurante indiano e vegetariano

ahh!

E a turma da faculdade me arrastou para um restaurante indiano vegetariano.

nhamPorque, oras! Não bastasse ele ser indiano! Precisava também ser vegetariano. Ou lactovegetariano, que era o que estava escrito na plaqueta da entrada.

Enfim.

Aí eu tinha que tirar fotos, senão ninguém ia acreditar em mim.

(Essa aí do lado é a salada e a sobremesa. E o suco de --suponho-- acerola. Diz que a sobremesa tinha calda de rosas. Duvido.)

O restaurante se chama Gopala Prasada e fica ali numa travessa da rua Augusta, perto do Espaço Unibanco.

Aproveitei para pedir em um sebo lá perto que achassem pelamordedeus o livro Paragens Mágicas. "Ah, tinha, compraram." Não! Darn. Vou acabar tendo que me contentar com um xerox do livro da biblioteca, porque o livro está esgotado, e esgotado há um bom tempo. Porque, oras!, quem vai querer ficar publicando infinitamente um estudo sobre um livro obscuro que ninguém se lembra que o Guimarães Rosa escreveu? Ahh!

rogério fernanda
Rogério e Fernanda. O meu prato era o mesmo do Rogério. Porque tinha prato 1 e prato 2. A Fernanda comeu algum negócio de tofu. Ahh!
nós fernanda e eu
Eu, Eduardo e Rogério, e depois a Fernanda. Eduardo com cara de psicopata serial killer. Rogério com a cara que ele fazia quando estava assistindo as aulas de Literatura Brasileira II. A Fernanda está feliz porque gosta de ir em restaurantes exóticos. Eu estou com cara de quem comeu comida indiana vegetariana e até que achou gostosinho.

E amanhã é aniversário de São Paulo. Hip.

sexta-feira, 15/12/2006

Entrevista

vídeos!

Eu, .

(Som e imagem toscos, ye be warned. O Roger ficou atrás das câmeras com a máquina fotográfica e o cartão de memória não agüentava muito mais resolução do que isso.)



and now, for something completely different

Rodovia dos Bandeirantes.

A chuva começou.
Mais chuva.
E depois da chuva. Com direito a comentário idiota e as nuvens negras no espelho retrovisor.

Chega de vídeos de chuva e estrada.
Que coisa mais besta.

quinta-feira, 14/12/2006

Olivia em Limeira

e Americana

Em homenagem ao Roger, que dirigiu os quase 150km de São Paulo até Americana e depois Limeira -- e depois a volta --, a trilha sonora para esse post:

baby you can drive my car
Baby you can drive my car
Sete e meia da manhã pegar estrada para Americana. Até que o Biajoni explicou o caminho direitinho e ruim mesmo foi em São Paulo conseguir sair da marginal Tietê. Chegamos em Americana em uma hora e meia, e a filhotinha do Bia é uma coisa linda. Ah!

Depois um pouco mais de Anhangüera até Limeira. Trocaram minha placa de estrada favorita e eu fiquei mor frustrada. Estava escrito: Empreendedor: Limeira espera por você!, e botaram uma coisa sem graça do tipo, empreendedor, Limeira tem muitas oportunidades para o seu negócio ou qualquer coisa assim burocrática.

E então chegamos na rede de TV e o Bia bateu a porta do carro e prendeu meu dedão. Pelo menos ele tinha esquecido de trancar a porta. Eu teria reclamado, se ele não tivesse prendido o meu dedão.

E gelo.

o dedo da porta
Minha cara de quem tem o dedo espremido na porta do carro depois de uma viagem de uma hora e meia.
Mas foi só a ponta. Podia ter sido pior. Só não estou sentindo nada na parte que ficou presa, acho que o Bia matou uns nervos.

Aí eu esperei minha vez e fui lá.

arrumando o microfone treinando a cara de artista
Cara de quem dá entrevista todos os dias.
Aí fizeram perguntas e eu fiz que nem manda minha avó. "Quando eu era pequena, lá em Atibaia..."

Hoh!

biajoni entrevista
Sim, o Biajoni apresentou o programa com essa camisa.
Mas eu sobrevivi, e o dedo também, e foi mor legal. O Roger ficou ali atrás das câmeras e filmou tudo (porque além de polícia e marido e motorista e lindo ele também é artista). A resolução é 160x112 -- que era para caber no cartão de memória -- e o áudio está mei tosco, mas enfim. Depois eu boto no ar.

E almoço.

biajoni come pudim
Foto exclusiva: Biajoni comendo pudim.
Deu até para rodar um tanto por Limeira, mas voltamos para a TV. O Bia ia com a gente para Americana, para o jornal Tododia, mas um burrinho caiu em um buraco lá por Limeira, e os PMs queriam matar o burrinho, e o Bia não podia perder essa matéria. Então ele fez uns mapinhas e a gente foi.

jornal tododia

O caminho para chegar no jornal foi mais ou menos como pegar aquelas estradas sem-vergonha que tem pra além da marginal Pinheiros, em direção à represa.

Falei com o Brigatti, e tiraram até umas fotos, e eu me sentindo mor celebridade, aí depois que fui olhar no espelho e eu estava toda descabelada e ninguém me avisou. Uh! Coisa linda.

(O Brigatti é sósia de um rapaz da Letras que uma vez falou que o Chorão daquela banda Charlie Brown Jr. é um cara mor poeta que faz umas músicas muito profundas. Assustador.)

Então a gente foi embora.

roger dirige anhanguera
Roger e o céu de vai-chover.
E estava um céu ficando cinza-preto.

em direção à chuva... depois da chuva
Antes e depois da chuva.
Porque por uns 10km de repente caiu uma chuva de não se ver 20 metros na frente; parecia que construíram a rodovia passando debaixo de uma cachoeirona. Então a chuva acabou do mesmo jeito que começou, e o céu estava azul. Viva! Sobrevivemos. Eu fiz uns vídeos da chuva também. Enquanto isso tocava Here Comes the Sun, dos Beatles, que era para fazer uma antítese.

Ou pra ser do contra.

Aí veio o km 13 e tinha trânsito na marginal Tietê.

roger chegando em são paulo...
Roger não agüenta mais dirigir; e a ponte para a marginal, e o trânsito.
Free Image Hosting at www.ImageShack.usDa entrada da cidade até a minha casa deve ter ido mais uma hora. Viva São Paulo e a marginal Tietê às seis da tarde!

Mas.

Meu dedão até que está do mesmo tamanho do outro. Tem uma mancha vermelhinha na unha e uma faixa gordinha no pedaço que ficou preso, e eu estou apertando a barra de espaço do teclado de um jeito meio retardado. Fiquei meio símia sem meu polegar opositor, eu diria.

E cheguei que nem deu tempo de ir no balé do namorado gay do meu amigo. Norf. Tem crianças gritando no bar ali da esquina. (Alguma coisa com "mata ele!", "mata!")

E dormir.

sábado, 02/12/2006

Zoo!

enquanto isso, e mais

Porque sábado é dia de ir no zoológico (clica, clica!).

E quando crescer quero ser uma lontra.

Ou uma suricata.

Lontra comendo suricata vida boa.

E terça-feira, hein? Todo mundo. Hoh!

domingo, 22/10/2006

Por favor, onde fica a alameda Barros?

ah, esses bairros de alto padrão

Não, espera, vocês não estão entendendo.

O carro subiu a rua Goitacás, e entrou à esquerda na Conselheiro Brotero que dá mão só para a direita, e no desviar-se de um carro que certo vinha, em velocidade correta no seu direito de estar-se na mão certa da rua, enfiou-se todo pela calçada, destruiu um canteiro com uma árvore e parou com o muro do prédio, assim ao lado (ou na frente) da portaria, desviando por motivos de anjo da guarda do carro que estava estacionado logo ali e ficou só com um espelhinho torto, e parando num repente de um jeito quase que paralelo à rua.

E eu, e o Roger, ali, a uns duzentos metros, indo naquela direção, e tivéssemos saído uns dois minutos antes o velho tinha espremido a gente contra a parede. Ainda, olha, que antes de sair fiquei com viadagens porque resolvi trocar de brincos.

Espera, espera, tem certeza que entendeu?

Ele veio na contra-mão e subiu na calçada e enfiou o carro contra o muro e a portaria do prédio. Não, ele não estava devagar. Nem um tantinho.

Nem eu, sei bem. O velho saiu do carro - era um Corolla, ou semelhante, air bag duplo - todo atordoado, inteiro, olhando em volta, e as crianças que estavam no prédio coladas na grade da portaria e alguém dizendo que buscassem um copo d'água e ele, o velho, "onde fica a alameda Barros?"

quinta-feira, 28/09/2006

Olivia e Roger no Palácio dos Bandeirantes

encontram o excelentíssimo senhor governador e suas taturanas amestradas

Olivia e Roger no Palácio dos Bandeirantes. À direita, no canto de cima, um lustre feio. Ao fundo, o painel do meu tio-avô Antonio Henrique Amaral. À esquerda, a careca de meu primo de segundo grau.
O homem assustador com a bandeja estragou a foto. A careca do meu primo ainda estava lá. Reparem também que eu levei a Linda (a gata) para a festa.
Roger come arroz no Palácio dos Bandeirantes. Ao fundo, meu tio faz cara de que está na hora de ir para casa.
Uma foto borrada. Mas o motivo pelo qual a gente, afinal, estava ali. Aquela pequena menor de todas é minha tia-avó, Aracy Amaral.
Você não pode perceber mas, ao centro, entregando o prêmio para minha tia-avó, está o incrível excelentíssimo senhor governador e suas taturanas amestradas. O sujeito com a barba está tocando uma sanfona mística. A mocinha em pé talvez seja a mesma da foto anterior. Talvez sejam clones.
quarta-feira, 19/07/2006

Tiro ao alvo

Roger não faz decassílabos mas corajosamente leva a Olivia para passear

Uma tarde de férias à toa.



      Tem um tiro frustrado aqui e a vez que eu realmente acertei alguma coisa aqui (reparem minha alegria).

segunda-feira, 17/07/2006

Praia

Ói.

domingo, 19/02/2006

Bem vindo a Franca

take me back

Para quê calçar 37 quando você pode calçar 41, por muito menos!
Do terminal de ônibus. Huur!
Meigo.
Café perto da delegacia. Drum roll.
Sapataria da Pizza.
segunda-feira, 26/12/2005

Gejfin e Tiagón em São Paulo

Logo eu posto aqui o itinerário dos senhores Gejfin e Tiagón em São Paulo. E também no blog deles, porque eu tenho o poder.

Só falta decidir o que vai acontecer à noite (eu decido tudo por aqui).

Por ora, prepare sua quarta-feira. Qualquer coisa, email (olivia@verbeat.com.br) ou MSN (odakozaek@hotmail.com) e se eu não estiver overly ocupada com meu aviãozinho, eu respondo.

Tup tup tup, dam dam dam.

domingo, 11/12/2005

A quem interessar

Fotos comprometedoras, aqui.

Reparem na última foto, o estado dos cidadãos depois de umas cervejinhas que tavam dando de graça por lá.

Update: Nada a declarar quando a isso.

terça-feira, 06/12/2005

Oras

Alexandre, feio.

Fico imaginando sua festa de aniversário: alguém viu o Alexandre?
                       ouvi dizer que ele tá dormindo
                       acho que desistiu porque não tinha meias combinando com a camisa
                       vou dar o presente pro meu sobrinho
                       hoje de manhã (oito horas) passei e a janela estava aberta, o que significa que ele estava acordado, ainda acordado (o irmão)
                       ouvi dizer que ele foi abduzido
                       acho que ele caiu num bueiro
                       bota aquele retrato dele com a cartola aí na mesa e vamos cantar os parabéns

That's two.

E no lançamento hoje lá na Haddock tinha o Tas disfarçado de Fred e gnus voadores. Misteriosas pessoas com rostos e sem nomes por todos os lados e alguns com nomes e sem rosto se apresentando de repente e coisas assim que não se vê realmente todos os dias em qualquer lugar, além de eu não ter lido Ricardo Lísias ali entre os autores e grande surpresa então estar ele e Mirisola amigos reais com amigos imaginários todos num mesmo recinto. Rumores afirmam que Marcelo DePolli não apareceu por causa dos ventiladores. Wunders disfarçados de esquilos escondendo-se embaixo da mesa ao ouvir palavras mágicas. E um tal de Paulo Salles que estava por todo lugar, mais ainda que o Fred que além de estar por todo lugar com uma camisa laranja ainda arrumou um sósia com uma camisa igualmente laranja.

segunda-feira, 21/11/2005

Melhores momentos

um post longo para os desocupados e curiosos

Porque aí eu estava assim andando meio sem rumo perdida e achei um Rodrigo Petrônio passeando e resolvi cumprimentar, como fazem as pessoas normais que se conhecem. Mas, no meio daquele não-assunto de e aí como vai, tá passeando, que legal, veio chegando um cara de verde e um baixinho barbado com a camiseta da Verbeat e acho que o Doni e talvez mais alguém (agora já esqueci). Então disse, oh, preciso falar com aqueles seres! E saí correndo que nem uma criança feliz que vê o pai chegando de viagem no aeroporto.

Biajoni não gostou. Reparem minha cara de sonsa-escritora-de-blogs-laranja.
E eis também que muitos dos autores do livro também não se conheciam;

Faz você se perguntar onde o Marco Aurélio estava com a mão. O pobre aterrorizado é o ilustríssimo sr. Nelson Moraes, conhecido pelos truta do morro por Nelson da praia. (Tem morro em Goiânia? Acho que não, mas até aí, também não tem praia.)
O blog do Marcurélio tá mó várzea, hein, Nelson?

Momento histórico:

Reparem a desenvoltura com a qual Inagaki dá o primeiro autógrafo da sua vida. Ao fundo, Marco Aurélio se pergunta pra onde ele pode fugir pra se esconder das fãs enlouquecidas.
O Milton é meu herói porque ele me trouxe a camiseta, lero lero.
O Marcão veio descendo a rampa e eu reconheci foi o filho dele coisa toda fofa no colo da mamãe. Pensei, eba, eba, Marcão chegou, mas pra não dar uma de louca ou o que seja, me fiz de blasé e continuei fingindo que estava prestando atenção na conversa ou no que o Nelson estava dizendo, mas na verdade mesmo estava querendo sair correndo e gritando, eba, eba, Marcão chegou, Verbeaters, tremei! Mas inevitavelmente ele me reconheceu, porque todo mundo sempre me reconhece e veio lá com sua voz de apresentador de rádio.

Foto tirada pelo Biajoni que devia ter tomado uns vinhos a mais.
E passei também a noite toda querendo uma dedicatória da Alê Felix mas eu chegava perto dizia assina eu e ela inventava um assunto urgente de editora e fingia que eu não estava ali. Finalmente no final (ui), colei nela e botei na parede e falei, assina, assina (Olivia stalker).

Momento tietagem. Reparem a alegria da criança.
O Nelson, o que dizer do Nelson? Devo dizer que o Nelson era a coisa mais fofa demais que tinha lá na Oca toda (o filho do Marcão não conta) e se eu já era fã fiquei mais fã ainda (e mais ainda depois que li o conto, mas estou dando uma de boba alegre então não é o momento de falar de literatura).

Alegria de fã. (E tirei a foto sem ele nem perceber.)
Mesmo porque eu cheguei lá na Oca perguntando por aí, cadê o Nelson? (entra musiquinha do Rá-tim-bum: cadê o Nelson, cadê o Nelson, o Nelson onde é que está... bah, deixa pra lá, ninguém nunca lembra dessa joça.) E depois ele chegou dando bombom (eu disse bombom) goiano pra todo mundo. E falei faz sotaque goiano e aí descobri que, não se enganem, é igual ao mineiro (sem graça).

E o Milton não colaborando para melhorar a fama gaúcha.
E o Nelson que estava há muito tempo com o Milton, vá, a gente até entende.
Momento Marco Aurélio:

"Quem é esse careca e o que ele está fazendo com a mão na minha bunda?"
Biajoni aterrorizando a Primavera dos Livros:

"Não posso vender sexo anal que senão vira putaria. Se eu der aí é amor, então tudo bem."
Depois arrastei ainda uns sete gato pingados até minha casa pra comer pizza. No carro Milton recebe telefonema do Biajoni perguntando onde vocês estão. Avenida Brasil. Biajoni não conseguia achar o carro. Será que levaram? "Não, Bia, a gente estacionou bem perto, depois andamos mais um pouco e estávamos na Oca." Ia continuar procurando. Very well. Milton diz que talvez tenham esquecido o carro aberto. Mas não faz sentido, ninguém nem olha pra um Uno daqueles pra saber se estava aberto ou não.

Depois em casa ninguém chega, ligar pro Biajoni de novo. Parados no meio do caminho porque o carro deu uma esquentadinha. Esperar. Ok.

Mais um pouco.

Ligar de novo.

Inagaki: "Estamos em um posto de gasolina da avenida Angélica esperando a temperatura do carro do Biajoni se regularizar. Não se preocupe, estaremos aí em breve, está tudo zen por aqui. Patricia já está comprando a cerveja. Não se preocupe, está tudo zen."
         (Agora leia de novo com a entonação japa-zen do Inagaki.)

Inagaki japa-zen
Por incrível que pareça eles chegaram, e por incrível que pareça o porteiro conseguiu anunciar todo mundo (ainda que com uma certa dificuldade: "tem um... ah-pshsye, tem um pahs, oh, tem, oshpa, um, tem um rapaz aqui chamado Marcos") Reação generalizada: "quem é Marcos?"

Huur. Pois sim; enfim.

Se você é curioso ou então estava por lá e quer saber o que andam falando de você, mais fofocas do Milton, do Marcão, da Gabi (eu não tenho nada a ver com nada disso, só ofereci a casa) e da Fal e também do Biajoni.

E mais fotos (aquelas mesmas) aqui. Fiquem à vontade, mas crédito é bom porque aumenta as visitas huuur (mais um momento Olivia-carente-de-comentários).

E pra fechar com um comentário off-topic:
         Hoje tem o lançamento do livro do Marçal Aquino: Eu receberia as piores notícias do seus lindos lábios. Eu vou.

domingo, 20/11/2005

Primavera dos Livros

e o lançamento do Blog de Papel

Woosh.

Fotos aqui. (Pra pegar o tamanho original 1280x960 clica other sizes e aí se vira.)

Amanhã (hoje) melhores momentos.

Por hora digo apenas que quatro verbeaters no mesmo recinto e todos sobreviveram e eu tenho uma camiseta Verbeat (valeu, Tiagón!) e um livro dos Malvados.

Biajoni, eu, Marcão e Milton. (Já repararam que o Milton sempre sai com a mesma cara em todas as fotos?)
(Ok, talvez não em todas.) E aí eu tentando fugir do Biajoni e a cabeça dele ali atrás.
domingo, 02/10/2005

Ê, Franca

Ao cantor cabeça-de-ovo do Costelão de Ouro, um consolo:

      Fica assim não, Chico Buarque também canta fanho. (E olha que ele nem toca saxofone. Acho.)

sexta-feira, 16/09/2005

Teatro

Aí eu tinha ido ontem no teatro no Centro Cultural São Paulo com esses dois moços e gostei da peça, sim, apesar do Rino ter passado a metade pra frente bufando e mudando de posição na cadeira e o Ulisses ter reclamado depois que o fim era muito chato.

   É a idade.

Então eu com o programinha dos eventos de lá que eu já tinha das vezes que fui com o senhor David ver uns filmes japoneses aí, resolvi que tava no espírito e achei uma outra peça de teatro que parecia interessante. Chamei Sr. Strambi que é uma boa companhia para programas aleatórios e sem garantias e ele topou, porque afinal ele gosta de programas aleatórios e sem garantias.

Mas Jesus Cristo. Woosh.

Fui ver Volátil, da Cia. dos Idiotas, e na verdade as coisas aí nessa sinopse não são nem metade da bomba que foi a peça pra mim. Recomendo. Vai ficar lá no Centro Cultural São Paulo até o dia 21 de setembro, de terça a quinta, às 21h. É inútil tentar falar qualquer coisa. Não vou tentar.

         Ou vou?

   Ahn.

É que eu nunca fui de teatro, sabe, e aí, poft. O Roger fala que é assim. Que é uma peça que de repente faz você acreditar em teatro. Basta uma.

      É. Gente é bicho estranho.

Não falo mais nada. Hoje não. Amanhã, talvez. Assistam a peça, se vocês também curtirem uns programas aleatórios e sem garantias.

segunda-feira, 29/08/2005

Sai de mim

  jogo dos sete erros

Enquanto isso, em Igarapava...

O corpo foi encontrado em uma cova rasa, feita junto ao canavial. Ele apresentava dois orifícios na cabeça, logo atrás da orelha esquerda, provocados por projéteis de arma de fogo, sendo um indício forte de que ele teria sido vítima de homicídio.

  modernices

E teatro com peça grega, ora ora, vamos lá, é de graça. Se o coro for cantado em rap a gente vai embora, fechado?

Dez minutos de peça...

Depois eu digo que o mundo é que se perdeu, e as pessoas acham que é culpa do capitalismo. Gêĩnte.

  e aula que é bom

Ahn, é greve, né?

quinta-feira, 11/08/2005

Centro é outra coisa

Avenida Liberdade: entre a praça da Sé e o bairro japa. Passa um carro anunciando um bingo pelo auto-falante, sorteios de mil e 5 mil reais; "o cachorro-quente e o chopp é por nossa conta!"

quinta-feira, 14/07/2005

Sugestivo, heh?

um negócio de sucesso começa pelo nome

Motel Álibi, na marginal Tietê.
(Eu tirei a foto do carro em movimento, foi o melhor que deu pra fazer com um guindaste na frente.)
segunda-feira, 13/06/2005

Quando nem a espera...

tell me what can you want when you've got it all?

pôr-do-sol na Anhangüera
Na Anhangüera, rumo à Franca.
segunda-feira, 16/05/2005

Gasp

Então, eu não estou completamente viva - ainda. Oh, paciência. Ao menos eu dei um jeito de aparecer aqui na lanhouse da esquina para ver como andavam as coisas, já que o mula do cara do Virtua não apareceu quando tinha que aparecer e agora só quarta-feira.

E eu não nasci pra trabalhar, mas na verdade ninguém nasceu mesmo. É que ter que ficar de All Star em pé por oito horas deve ser algum tipo de sadismo por parte da gerente daquele lugar, ou talvez mesmo todos os gerentes de todos os lugares sejam assim um pouco sádicos. Ao menos eu sei recomendar filmes que eu nunca vi mas ficam ali na seção de arte e clássicos e por isso podem interessar aos homens de suspensório e barba e óculos quadradinhos.

Oh, e caixas, caixas, caixas.

Por ora, só.

quinta-feira, 21/04/2005

Metacadêmico

Com a palavra, Zezinho:

"Sabe, tem umas coisa do dia a dia nosso é mei... tem hora que cê tem que sabê usá a palavra que senão cê ofende. Que é muito natural se expressá. Agora, se você não usá, se você fô meio assim... Igual um amigo nosso aí... O Roger te conta. Aí, que que tem... Cê entendeu, aí? Então são certas colocações de palavra que não consegue... as antena dele não bate. Então toda vez que eles tem um contato de assunto, sai faísca."

segunda-feira, 18/04/2005

Essas coisas acontecem

Abner Dmitruk encontra Micheliny Verunschk. (Huh?!) E eu estava lá. Eu e Marcelino Freire. Na coluna De Olho Neles no Portal Literal. Andam dizendo por aí que sou uma jovem escritora, mas não acreditem muito não. Jovem escritora é a Micheliny. Mas eu chego lá.

quarta-feira, 13/04/2005

Matar saudades

e trabalho de sociolingüística

Vou pra roça. Domingo eu volto.

quarta-feira, 06/04/2005

Pessoas improváveis em lugares impossíveis

aliás, eu não existo

— Olivia?

Na verdade me chamar uma vez não costuma ser o suficiente porque eu sou um tanto distraída. E até ouço chamarem meu nome, mas daí perceber que estão mesmo falando comigo, processar a informação e ainda acionar o mecanismo muscular e mental pra responder ao chamado já é outra história.

— Olivia Maia sem acento.

Ok, aí também já é até exagero. Se eu não tivesse percebido eu tinha sérios problemas.

Prédio da faculdade de História, rumo ao ponto de ônibus e com fome, pensando que se eu não pegasse o ônibus que passava entre 11:40 e 12:00, fodeu-se; e já eram mais de 11:40. Mas não é todo mundo que me chama de Olivia sem acento (se você quiser chamar a minha atenção, é mesmo o melhor jeito).

Olhei pra ver quem me chamava e um cara que eu nunca tinha visto na vida acenou. Ahn. Só que ele tinha uma cicatriz na bochecha muito bizarra, e na hora eu quase dei um pulo.

— Luciano?

Luciano? Luciano Almeida? Deus meus, eu aqui já achando que o cara não existia (o blog mesmo já tá ficando mal-assombrado, filho recém-nascido coisa e tal). E se existia não ia estar em São Paulo, no prédio de História da USP descendo a rampa com a maior cara de paisagem (o Luciano tem cara de paisagem).

Ah, encontrar pessoas assim é até normal. Outro dia encontrei o Marco Aurélio com cara de paisagem no Conjunto Nacional, procurando alguma coisa no teto e a gente falou de livros e de poesia e talvez de mais alguma coisa mas é óbvio que eu já esqueci.

Sim, mas o Luciano é um desses caras que você tem certeza que não existe, algum tipo de lenda virtual, sei lá, e talvez ele fosse na verdade um nerd feinho que come batatinhas e não tem o que fazer. E estava lá, com a cicatriz de rambo na bochecha e a de porraloca na testa e a cara de paisagem.

Ok, mas na verdade, verdade mesmo, estou fazendo esse post pra constar que eu ainda acho que o Luciano Almeida não existe. E, claro, eu perdi o ônibus.

sexta-feira, 04/03/2005

Sea of holes

Retiro o que eu disse.

São Paulo ganha no quesito buracos. Hoje mesmo eu quase fui parar em Okinawa ao achar que aquele rombo no meio da pista na verdade nem era tão grande assim.

Vida de motorista é foda.

quarta-feira, 02/02/2005

Da praia

Eu vi um cara escalando um coqueiro com um facão na mão e pegando os côcos lá em cima. Que nem um bahiano que passou na MTV.

E também vi uma tartaruga grande assim, ó, de um metro de comprimento, boiando na beira do mar, morta, morta. A cara dela era esqueleto com dois buracões nos lugares dos olhos, e tinha umas berebas verdes saindo das patas. Era nojentão. E tinha umas crianças brincando de subir em cima dela.

sábado, 29/01/2005

Notas

de Fortaleza

A cachorra do meu pai cata moscas. Nenhum boxer é são. (Agora ela tá me espiando pela janela.)

E eu não sabia que ainda existiam modens de 28.8 kpbs. Isso é um crime. Não tem entrada USB aqui também. Aliás, não tem nada. Eu ainda botei o Firefox porque eu sou muito boazinha e meu pai precisa aprender a ser gente.

E eu tomei sorvete de cajá. Eu não sei o que é cajá, mas o sorvete era alaranjadinho.

sexta-feira, 28/01/2005

Cumbica, 22h30

indo. Eu volto no dia 12 de fevereiro, negona e falando cearês que meu pai falou que ia ensinar.

terça-feira, 25/01/2005

"There's a hole in me pocket!"

Meu Deus, tem uma rua entre aquele mar de buracos!

Bem que a dona Marta tentou ganhar de Franca, construindo dois buracos enormes em dois dos cruzamentos mais movimentados de São Paulo, mas não tem jeito. Franca tem muito mais buracos que qualquer outra cidade que eu já vi.

Mas tudo bem, porque eu ando a pé.

domingo, 23/01/2005

Pequeno Sertão

E eu fui num lugar que era muito quente e já voltei, e não derreti, e até fiquei com frio durante a noite porque o Roger resolveu dormir com o ventilador ligado. Daqui a pouco eu tô conhecendo essa região mais do que eu conheço São Paulo.

O que, convenhamos, não é assim tão difícil.

sexta-feira, 14/01/2005

Olivia na cidade pequena

Sábado, dia 15, a partir das 13h.

sábado, 01/01/2005

Da roça

nuts

Conheci Pedregulho, Igaçaba, Rifaina e a roça, de viatura a 120 km/h (porque o Roger pisa), um Gol que se desfazia e morria de vez em quando, e parecia que ia se desmontar quando brecava. Depois não sabem porque ninguém leva a polícia a sério.

Descobri o melhor lugar pra enterrar um corpo que eu preciso enterrar.

Não vi onça, mas vi um tucaninho.

E preso que foi trancado pra fora da delegacia, sentado na escadinha com cara de desolado.

E acordei às seis da manhã pra pegar o ônibus das sete. Nuts.

sexta-feira, 17/12/2004

Esses literatos

Ontem eu fui numa palestra sobre escrita e depois numa pizzaria-bar-qualquer-coisa que tinha lá do lado da biblioteca Mario de Andrade pra comer pizza com o cara que deu a palestra, mais os amigos dele, o Abner e um cara que tinha dentes de vampiro.

O aniversário era dele e ele que me dá presente. Oh, brigada! Eu já disse isso, não disse? Eu costumo me repetir.

Mas, oh, céus, o cara tinha dentes de vampiro.

Não o Abner, o outro. O cara que tinha dentes de vampiro. E eu sentei do lado dele. Não é todo dia que a gente come pizza num bar do centro do lado de um cara com dentes de vampiro.

sábado, 11/12/2004

Destruindo mitos

na verdade eu não vou destruir nada, só achei que esse título seria legal

Porque na verdade eu fui ameaçada de ser mandada tomar no... Ahn. Vocês entenderam. Como é que alguém ameaça outra de ser mandada tomar no cu? "Eu vou te mandar tomar no cu!" É um eufemismo. Deve ser um eufemismo. (Eufe-quem?)

O Marco Aurélio é uma pessoa normal. Juro. Apesar de ter um blog super famoso e ser uma pessoa super fam...

Não, não, brincadeira, ele vai me matar. Quer dizer, ele vai me mandar tomar no cu.

É que ele fica uma gracinha todo nervoso, mordendo as unhas e tal. Pô, eu achei ele um cara legal. E na verdade eu passei a maior parte do tempo escondida atrás da seção de livros esotéricos.

Fiquei frustrada porque o meu plano de reunir um grupo de mocinhas saltitantes para assediar o Marco e fazer ele passar vergonha no lançamento do livro não deu certo (qual a palavra que ele usou? Presepada. Isso. Preciso de um dicionário). Eu e o David até tentamos persuadir o José Luiz, mas o José Luiz disse que eles, vendedores, não podiam assediar autores dando autógrafos ou seriam degolados. Ou qualquer coisa assim.

Maldito.

Mas ia ser tão divertido. "Ah! É ele, é ele! Lindo!"

Aí pensamos também em dar balas para as criancinhas pularem em cima do Marco, mas foi outro plano que não deu certo. Uma frustração. E também não havia nenhum artista daqueles que faz intervenções por ali. Acabamos desistindo.

Meu Deus, acho que eu estou com sono.

sexta-feira, 10/12/2004

Sábado

quem tem medo do Marco Aurélio?


Eu vou nisso aí. E vou arrastar o David comigo. E a gente vai se esconder atrás de uma prateleira de livros de auto-ajuda e tirar fotos comprometedoras pra vender pros jornais de fofoca depois.

quinta-feira, 25/11/2004

Intervalo

A feira do livro lá no vão da História, na USP, tá até boa. Mas tem muita gente, muito livro, muito estudante. Tenho medo de universitários. De qualquer forma, continua até amanhã. Quem não foi, vá.

Ou não.

É, ou não. Muito livro interessante. Aqueles livros de 300 páginas sobre um assunto só, ultra-específico. Tem muito disso. Se você não sabe muito bem o que quer, pode ser um pouco frustrante.

Encontrei pessoas. Na verdade, fui encontrada. Um Vitor laranja, eu fazendo terrorismo pelo celular. "I'm right behind you". E depois um Bigode andante, quando o Vitor resolveu passear pela ECA.

Lembranças de nadalhões. Existem nadalhões na Europa, ouvi dizer.

E a ECA. Ah, a ECA é tipo um zoológico. "Ei, vamos ali ver os artistas?"

terça-feira, 23/11/2004

Martinha

Eu adoro pegar 4 ônibus e só pagar R$ 1,70.

Olivia
16:30
terça-feira, 19/10/2004

Chuva

Todo mundo nessa cidade tem um guarda-chuva, menos eu.

Catso.

segunda-feira, 04/10/2004

Churrasco de domingo

Às vezes eu acho que só os meus amigos mesmo pra gostarem tanto de heavy metal e Beatles, e passar um domingo inteiro tocando samba e pagode com um pandeiro e um cavaquinho (ou ouvindo Jorge Benjor).

Por outro lado, tenho a impressão de que isso é normal. É normal?

quarta-feira, 22/09/2004

Tchau,

tô indo, já fui.

Não me procurem.

Vocês nem vão sentir a minha falta. Olha aí do lado quanto link interessante.

sexta-feira, 16/07/2004

Sol

Vou-me embora pra Pasárgada.

A casa estará aberta, fiquem à vontade.

Volto no domingo.

Olivia
10:30
segunda-feira, 12/07/2004

A little drunk is better than dead

Duas horas da manhã em São Paulo e as ruas estão completamente vazias. Pra onde foi todo mundo?

Finalmente dirigi o carro depois da revisão, e com as minhas fitas gravadas (pobre tem toca-fitas, sabe como é) tocando. Viva, viva. O freio funcionava, que beleza! Tinha que até tomar cuidado pra não pisar demais. Mas fui até Osasco, direitinho, sem assustar ninguém que estava no carro comigo.

Olivia
02:37
quarta-feira, 07/07/2004

É tarde...

Passei dois dias sem fazer nada, e sem nem sentir culpa, lendo bobagens e comentando em blogs alheios que nem uma psicopata. Agora acho melhor eu voltar a trabalhar.

Bom mesmo é botar uma bala de café na boca e beber ice tea. Olha só meus olhos se arregalando involuntariamente. Assustador. Parece até coisa de desenho animado. Dá próxima vez vou tentar com Coca-Cola.

O melhor horário pra lavar a louça é depois da meia-noite. Quando um minuto a mais um minuto a menos não faz a menor diferença e eu já tô entediada mesmo.

Quando alguém procura por "olivia forsit blog" no oráculo (como já dizia a Luciane), e vem parar aqui, eu suponho que essa pessoa tenha achado o que estava procurando, não?

Olivia
03:29
quarta-feira, 30/06/2004

Huh?

Hoje tava todo mundo meio surdo. Os motoristas dos ônibus não me entendiam, os cobradores também não, e eu muito menos entendia o que diabos eles tavam falando que não tinha nada a ver com a minha pergunta.

Mas tudo bem, eu sobrevivi sem pegar ônibus errado e descendo a um quarteirão da minha casa.

Olivia
01:17
domingo, 20/06/2004

Eu fui.

Como todos os anos, estava cheio. Como todos os anos, tinha a mesma bandinha de velhinhos tocando pelo caminho com o mesmo palhaço dançando com a boneca preta de pano com a mesma roupa. Tinha o Kazue (professor de Ed. Física) na rádio do SAN e tinha o Kazue chamando o professor de Química do primeiro ano (um que parece o Rick Moranis) pra comparecer à barraca do Correio Elegante. E tinha a mãe da Talita me repreendendo por ir comer churrasco na barraca do concorrente.

Pra todo lugar que eu ia, parecia que tava todo mundo vindo na minha direção. Pra todo lugar que eu ia, a voz do Kazue me acompanhava. Assustador.

Mas eu fui, eu estava lá, comendo churrasco e sanduíche de pernil e encontrando professores aqui e ali. Encontrei minha tia também, e foi quando ela disse que eu ia fazer o site dela. A filha dela, a Marcela, (que tá no fundamental) é igual eu. Quer dizer, eu sou igual a minha tia. A Marcela é igual a minha mãe. É uma coisa meio complicada. Vai entender.

A festa junina do Santa é meio balada, mas é bom pra rever as pessoas. O problema maior é achar essas pessoas no meio da multidão.

Olivia
03:02
quarta-feira, 16/06/2004

Essas coisas urbanas (spoc spoc spoc)

Hoje eu falei com estranhos. Adoro falar com estranhos.

Fui mais uma vez na Biblioteca Mário de Andrade assistir uma palestra sobre romance policial. Dessa vez, o palestrante era o professor Michael Hall falando sobre Dashiel Hammett e Raymond Chandler. O Michael Hall é americano e fala com sotaque. O problema maior era quando ele soltava uma palavra em inglês (um lugar, ou pessoa, por exemplo) no meio do discurso em português, e você não sabia se era ele se enrolando com o português ou se era inglês mesmo.

Mas ele é legal.

Ele usa um óculos pra leitura que é vermelho e tem o aro grosso, tipo de plástico. Achei estiloso, quero um igual. Pra usar com a boina e o cachecol, Olivia v. 7.3. Essa sexta vou pintar meu cabelo de vermelho, aí vai ficar melhor ainda.

Terça que vem tem mais. Quem quiser ir, vá. É às 19:30h no Colégio São Paulo, na Biblioteca Mário de Andrade.

Mas eu não achei nenhuma boina pra mim. Que droga.

Aí na saída da palestra eu bati papo com um carinha simpático que sempre faz umas perguntas aleatórias no final, que usava uns óculos quadrados de tartaruga, e com mais uma mulher pequenininha e uma outra também, e um rapaz que não falava nada, mas que ficou prestando atenção na conversa. Ele tinha uns óculos igual o meu. E depois, peguei o ônibus e era a mesma dupla de motorista e cobrador de ontem na ida e na volta e hoje na ida, e eu fiquei batendo papo com o cobrador. O nome dele é José Raimundo, tava lá no crachá. Da linha 7272 Pça Ramos/Mercado da Lapa.

Na ida, hoje, tinha uns caras do exército na Dr. Arnaldo, armados e com roupas de camuflados, pra ninguém ver eles entre as muitas árvores que tem lá, sabe como é. O motorista do ônibus virou pro cobrador José Raimundo e disse: "Tão pondo o exército na frente do IML por causa dos morto. Os morto que tão querendo fugir. Se correr os caras agarram."

O mundo pirou. Vi um cachorro (eu acho que era um cachorro, parecia um e estava andando preso por uma coleira) latindo de um jeito que parecia um pato fazendo quack quack. E depois o ônibus Sacomã passou com o letreiro SACOMAN. Sacoman! O homem do saco! Argh!

Ouvindo Spoc (04:10) - Pato Fu
Olivia
23:20
quarta-feira, 09/06/2004

Só tem doido na FAAP

... E depois que eu saí, ficou um doido a menos.

E umas imagens, que essa coisa de ler letrinha pequena quando se tem a pupila dilatada não dá certo.

Esse é o Luiz, e seu amigo pé de meia que na verdade não é um pé de meia, e sim o saquinho de toalha de guardar a máquina (patrocínio Buddemeyer).


Edson, posando.


O Edson, professor de Metodologia Visual, foi o melhor professor que eu tive no meu curto tempo de FAAPiana. E ele era doido assim mesmo, tirava a roupa e subia na mesa e falava pra gente pintar (no bom sentido, tudo no bom sentido, se é que existe um). Adoro ele. Quando volto na FAAP, é pra visitar ele.

Na primeira semana de aula ele apareceu com o cabelo meio comprido e se fez de louco-sério, falando de horários e faltas, e de como ele era muito rigoroso nesse aspecto e sei lá mais o quê. Semana seguinte ele cortou o cabelo e despirocou. Aí depois eu descobri que essa era a tática dele mesmo. Ele também tem um olho de cada cor.

A gente fazia guerras, às vezes, e eu pintava ele com a caneta do quadro e ele ameaçava jogar meus livros no tanque (aquela pia grande que tinha aos montes no fundo das salas). Aí eu pegava os pincéis e ele pegava umas duas cadeiras, e saía correndo pra pegar minha mochila e jogar no tanque se eu não parasse. Aí eu conseguia pegar minha mochila de volta e riscava ele com a caneta. Porque eu sou do mal.

Essas fotos eu já tinha tirado há um tempo, quando eu fui na FAAP pra conversar com o Edson e depois sair com o Luiz e ver algum filme trash no cinema do Higienópolis, numa terça-feira aí.

E essa pintura fui eu que fiz, de uma vez em que o Edson tirou a roupa e posou pra nós. A mochila nas costas é minha. Ele colocou mesmo esse cano na cabeça, e uns plásticos-bolha, e um garrafão de plástico de água amarrado na cintura com uns plásticos e mais as blusas de todo mundo amarradas também.

Pra quem perguntou, a Grande Reunião está acontecendo. Calma, calma. Eles estão se entendendo. É que chegou um novo personagem por lá e eles não gostaram muito de um detalhe em relação a ele e estão reclamando comigo. Logo eu relato mais um pouco do que acontece por lá.

No final eu acabei escrevendo um monte. Afe, que mania.

Ouvindo I Am (04:29) - Train
Olivia
21:41
quarta-feira, 02/06/2004

O Inferno começa na Vila Madalena

Alguém já reparou que a linha verde do metrô aqui de São Paulo é exageradamente mais barulhenta que todas as outras?

Aliás, já sei porque tá tão frio. Todo o calor do mundo foi transferido pras linhas de metrô. As escadas rolantes do metrô são na verdade um portal de compressão do espaço que te transporta para o subsolo da terra, pra uma região de testes mais próxima do núcleo terrestre. Por isso é tão quente. Não! Quente é apelido. Fechou as portas do trem e eu tive a impressão que minhas bochechas iam explodir.

Mas ainda não descobri por que a linha verde é tão barulhenta. Conversar no metrô nessa linha é que nem querer bater papo em balada. E nas outras, apesar do barulho que é normal, não é uma coisa assim, que te faz gritar pra ser ouvido. Por que, hein? Blargh, odeio balada.

Respostas! Eu quero respostas!

Enquanto isso...

Dum dum dum.

*Cai da cadeira*

Urf.

Às vezes minha gata parece uma galinha, chocando. (Agora ela parece uma bola de futebol.) Ela tem mania de grandeza e ocupa metade da minha cama. Aliás, ela ronca (e tá roncando agora).

Olivia
00:21
quarta-feira, 26/05/2004

Quase uma estudante

Hoje eu fiz minha inscrição pro ENEN.

Amanhã eu vou no Anglo fazer minha inscrição pra começar em agosto. O cursinho é uma realidade. Nunca pensei que isso fosse acontecer comigo. O pior, o pior de tudo, é que eu tô gostando da idéia.

O mundo tá todo errado.

18 With A Bullet (04:12) - Pete Wingfield
Olivia
17:55

A Rabugenta do Ônibus

Quando alguém tropeça em você, ou mesmo quando você tropeça em alguém, é nada mais que natural que você se desculpe, ou faça um gesto semelhante. Ou faça uma cara de "perdão". O que for. Acho isso um saco. Acho um saco quando alguém mal esbarra no meu calcanhar e vem pedindo desculpas (ou quando me pedem desculpas por um esbarrão imaginário que eu nem senti), ou quando alguém te atropela na maior sacanagem e ainda tem coragem de pedir desculpas. Talvez eu seja um alvo fácil.

Mas pior, pior mesmo, é estar sentada no ônibus, lá na frente, logo atrás do banco que é único, mas pro lado, com banco nenhuma à frente, pra poder esticar a perna e ser feliz. Eu tava, na verdade, dormindo na minha mão. Aí a velha rabugenta sentada no banco único levantou - toda rabugenta - e tropeçou no meu pé. Ela quase caiu, coitada, eu já estava com os braços estendidos pronta pra segurar a velha se ela fosse, de fato, cair. Não caiu.

Que pena.

Eu pedi desculpas (eu sou muito boa em pedir desculpas, as pessoas acreditam que eu estou mesmo me sentindo culpada) e ela me olhou com uma cara de "morra!", a expressão de desgosto, e como se isso ainda não fosse o suficiente, saiu pelo corredor resmungando.

Hah!

As pessoas devem achar que eu sou louca, quando começo a rir sozinha no ônibus logo depois de ter acordado. Na verdade, eu tenho mania de rir sozinha por vários outros motivos quando estou andando sozinha na rua. Se vocês virem uma menina de cabelos curtos com cara de doida rindo sozinha no ponto de ônibus, talvez seja eu.

You Won't See Me (03:23) - Beatles
Olivia
01:54
domingo, 23/05/2004

Tênis de Fim de Semana

O encordoamento da minha raquete devia ter uns 3 anos que não trocava. Eu não aguentava mais aquela corda ruim, frouxa, e que não arrebentava de jeito nenhum. O Nelson, meu professor, todo prestativo:

Nelson: Emprestaí qu'eu bato uns dez minutinho cu'elaí estoura rapidinho.

Começou a bater bolinha com o Dalton, filho do Hélio (japonês gângster incendiário e insano, mais conhecido como Hélião-o-o, se auto-denomina Ve-élio, tenista de fim de semana, que atravessa as quadras dizendo "Nelsão-o-o") e na segunda porrada que o Nelson deu eu ouvi um estalo.

Nelson: Aí.

Quem pode, pode.

Só tem doido naquele lugar. Pega todas as etnias que existem no Brasil, bate no liquidificador e coloca um boné por cima, que você tem o Nelson. Às vezes tem gente fazendo miojo no fogãozinho da pseudo-cozinha, e às vezes tem gente fazendo churrasco de salsicha na pseudo-churrasqueira. Quem acertar um copo cheio d'água que o Nelson coloca na quadra durante do treino ganha uma Dolly (o refrigerante). Quem acertar o Nelson ganha duas. Quem conseguir tirar o boné leva quatro (eu dobro!).

E eu acertei o pegador de bola umas cinco vezes seguidas, sem nem mirar. Sacanagem.

Domingo que vem tem churrasco. Mês que vem ter torneio. Toda semana, mês que vem ter torneio.

Nelson: Vem, vem aí, vemvem sim. Mêsquevemtemtorneiaí, botáo Pedrão pr'jogái, vem sim. Amanhã tô aí desdas sete, apareceaí, batê batê uma bolinhaí.

Não sei como a gente entende esse cara.

Aliás, ontem eu vi um poodle cor-de-rosa, numa praça na avenida Direitos Humanos, na zona norte. Sei lá, né.

Indefinitely (03:55) - Travis
Olivia
02:15
sábado, 01/05/2004

Final feliz

Aí, com um braço quebrado, deslocado e o escambau, sem sentir as duas pernas, com a mandíbula quebrada e sem conseguir falar, a Neeh deu um grito bem alto, bem alto. Tão alto que ecoou em toda a caverna e atordoou o bicho mau o suficiente pro Ras acabar com ele, enfiando a lança que era de prata e ficou preta nas costas dele.

É. O Luiz é um mestre bonzinho.

Mas o outro morreu e virou mito entre os Fenrir. Melhor do que nada.

Olivia
01:24
sexta-feira, 23/04/2004

Sexta-Feira...

A Bienal do Livro é monstruosamente enorme e tem milhares e milhares de criancinhas uniformizadas com adesivos na camiseta andando em grupos, ou filas, como um tipo de animal selvagem que pode te devorar se você se enfiar ali no meio. Elas gritam, falam palavrão, se cutucam, passam na sua frente e outras coisas horríveis. E ainda tem as professoras desesperadas tentando botar alguma ordem no caos.

Tá. Não é tão ruim assim.

De qualquer forma, tem gente demais, e tá calor demais, e tem criança demais também. Fico um pouco aflita. Minha vó Suzana me deu aquele livro dos 100 Contos de Crime e Mistério da Literatura Universal. Adoro sair com a minha vó. No mais, fui só de curiosa.

Se eu fosse rica, ia entrar naquele lugar com uns quatro carrinhos de feira.

Minha vó adora andar de metrô (e eu também, pra falar a verdade). Ela fala que as pessoas ficam até mais bonitas andando de metrô. Gente que se você visse na praça da Sé ia achar horrorosa. Em ônibus também. Não tem graça. Mas no metrô, fica chique. Hah, até que faz sentido. Pô, metrô em São Paulo é tão limpo. Nova Iorque, Londres, os metrôs por lá são uma merda.

E hoje também teve mais batalhas. Matei uns dois vermes vorazes (fica melhor com o Luiz falando). E dessa vez eu ajudei a matar mesmo, por mais que tenha sido distraindo a atenção deles com os panos pretos que eu roubei da Dimitra depois que ela morreu. E ainda um dos minhocões foi eu quem acertou a flecha bem na boca.

Eu tava com mais sorte hoje. Woot.

Aí teve vampiros e umas moças estranhas, e uma sala com espelhos esquisitos. Mas os minhocões foram mais divertidos. Fácil de matar!

Minhocões é uma palavra legal. Boa pra falar com a boca cheia de arroz.

Preciso terminar de revisar meus contos.

Olivia
23:59
segunda-feira, 19/04/2004

De Curitiba:

Em Curitiba, os táxis são laranjas. Mas não é um laranjinha discreto. É um laranja gritante, cor de camiseta de clubber saindo pra balada. O australiano - Peter - disse que eram os "Netherlands Taxis". Também serve. E tem um xadrez do lado, na porta, pra fazer um estilo. Escrito Curitiba, em todos eles.

Os ônibus são vermelhos e compridos, ou são amarelos, verdes e prateados. E as ruas são planas e longas, ou ao menos as ruas mais centrais. A cidade é limpa e tem uma porrada de parque.

Fui no museu Oscar Niemeyer, e fiquei lá em cima dentro daquele olho, junto de um monte de cirurgião cardíaco. Subi na torre de telefonia da Telecom e vi a cidade inteira, do alto. Peguei ônibus linha turismo e me fiz de turista.

Também fui pra Morretes e Antonina de trem, um trenzinho chamado Litorina, um só vagão. Eu e o Pedro. A gente conheceu um australiano que imitava sotaques (inglês, irlandês e neozeolandês) de um jeito muito engraçado.

"It's o'bout tea toime, eh, chaps?"

Aí a gente ensinou ele a falar "merda", "babaca" e o que o sinal de ok significa por aqui. Por quê? Porque ele pediu. O cara devia ter uns 50 e poucos anos, mas deixa pra lá. A guia era pernambucana e falava um véri bédi ínglixi. Mas ela era muito legal, e o australiano e o alemão entendiam o que ela falava, então tá valendo.

No avião, a viagem demora tão pouco tempo que quando vai começar a pousar, você tem certeza que estamos caindo e vamos todos morrer.

Olivia
17:48
quarta-feira, 14/04/2004

Viagem!

Vou hoje pra Curitiba. Volto no domingo. Até lá!

Olivia
09:57
quarta-feira, 07/04/2004

Júpiter fica pra depois

As passagens para Júpiter estavam esgotadas. Peguei um ônibus e - depois de enfrentar o trânsito da Consolação no horário de rush - e fui até a Av. Ipiranga, pra jantar com o Joaquim (Nogueira).

O centro de São Paulo é um lugar engraçado. As pessoas todas andam com pressa, ninguém ali está passeando. As pessoas andam com passos apressados e olhando pra frente, e seguram suas sacolas e bolsas com uma mão inteira. E todo mundo lá no centro parece que tem a mesma cara.

Ouvi também uma história engraçada, de um cara que era músico e queria ser delegado. Ele não conseguiu entrar na USP e fazia faculdade paga, fazendo apresentações de música em boates para pagar as despesas. Tocava piano, parece, bem pra caramba. Terminou a faculdade de direito, e mesmo depois delegado ele continuou tocando e ganhando um extra.

Eis que uma vez Jânio Quadros entra na delegacia pra prestar uma queixa, e onde foi que se enfiou o delegado? Ele precisava estar na delegacia, afinal, era Jânio Quadros ali, onde estava o delegado? Foram chamar. Estava tocando numa dessas boates, e foi pra delegacia de fraque, gravata borboleta e tudo mais. Jânio deve ter ficado no mínimo surpreso, delegacia 5 estrelas, ou será que o delegado se arrumou daquele jeito só porque era ele que ia prestar queixa?

Ah, mas Júpiter. Júpiter fica pra outra vez.

Olivia
23:11
segunda-feira, 29/03/2004

Rápidas

Sete dias acordado às 6 da manhã, ninguém merece.

Agora chega, amanhã eu acordo só depois das onze. E vou, sim, vou dormir tarde, porque a noite foi feita pra se fazer as coisas, já que tá todo mundo dormindo e ninguém vem te encher o saco.

Hoje de manhã eu fui jogar tênis com o Pedro no parque Villa-Lobos. Tava meio miado, tem muita gente. Maldito Guga que fez esse povo brasileiro pegar gosto pelo tênis. Agora não tem lugar pra jogar que esses tenistas tão que nem formiga.

Minha mãe voltou de viagem e me trouxe presentinhos bahianos, fitinhas do nosso senhor do bonfim e essas coisas.

Dormi metade do dia no sofá passando frio. E escrevi mais um montão de Duas Luas.

Aliás, eu fiz um anexo ao meu blog onde vou colocar meus textos, projetos, contos e tal. Logo vai ter um link. Na verdade, era pra ter um link hoje, mas nenhum site de hospedagem tá querendo colaborar comigo.

E acho que é isso, e acho que vou tomar banho e dormir.

Olivia
01:45
terça-feira, 16/03/2004

Finalmente um dia pra se fazer alguma coisa.

Acordei cedo (entenda-se 8 e meia) e assisti O Aprendiz. Como eu ia sair depois, e só ia voltar tarde, e tinha que devolver o filme, o jeito foi assistir logo de manhã, comendo pão no sofá e tal. O filme é tenso. O Ian McKeller (desculpa, o Sir Ian McKeller) tá sinistro. Tem o carinha que faz o Ross no Friends também, mas ele não tem importância nenhuma.

Eu acho sempre legal ver esses outros pontos de vistas, por mais que sejam pontos de vistas dos caras maus, no caso, os nazistas. Eu não vou dizer que eles estavam certos ou nada disso, nem vou dizer que os judeus são uns coitados. Eu vou dizer é que tudo muda completamente de perspectiva quando você pode ver todos os lados da história. O Denker (personagem do McKeller), quando fala pro menino que ele tá brincando com fogo, e depois outro dia tem a brilhante ideia de queimar vivo um gatinho que apareceu numa cadeira do quintal dele... Eu não sei se o filme teve a intenção de responder uma das perguntas que o menino faz, sobre o porque das pessoas fazerem as coisas que fazem, mas para mim não respondeu nada. E não respondeu por um motivo muito simples.

Não existe uma resposta.

Ah. Sei lá, acho que eu não fiz muito sentido. Mas eu nunca costumo fazer mesmo.

Eu terminei de ver o filme e peguei a barca pra FAAP. Barca, leia-se os dois ônibus que eu preciso pegar pra ir num lugar que fica há uns vinte quarteirões daqui. Maldito bairro. Tá, não é exatamente vinte quarteirões, mas considerando que eu posso ir até MOEMA com dois ônibus, ou mesmo ir até o final da Paulista, ou até o centro, com UM ônibus, eu odeio ter que pegar dois pra ir até a FAAP.

Mas enfim.

Aí chegando lá eu, depois de dar uma enroladinha, falei pro guardinha que ia na exposição. Mas tem um detalhe. Junto dele tava um outro guardinha, que não é exatamente um guardinha (é mais um segurança mesmo, de terno e tudo, igual o Mr. Smith - aliás, parecido com ele) que acabou entrando junto comigo e me ouviu dizendo que eu ia na exposição. Só que ele entrou no prédio 1 da FAAP e ficou ali plantado no meio do saguão me olhando torto. Ak!

Eu entrei na exposição - luminárias... - saí, enrolei um pouco e quando ele não estava olhando eu dei a volta por baixo e voltei pro mesmo lugar, dessa vez com a minha antiga carteirinha em mãos e subi as escadas para o CÉU, o andar de cima do prédio 1, onde eu ia encontrar minha antiga classe. No meio do caminho - na verdade, na porta de uma das salas lá de cima - encontrei o Edson. Fiquei conversando com ele e ele até vai usar meu blog pra criar um trabalho pros alunos fazerem. Hehe, me senti importante.

Eu gosto do Edson. Sempre tem aqueles professores que, e eu nem sei porque, mesmo depois que deixam de ser professores, continuam sendo meio que amigos. Digo meio que amigos porque professor sempre é professor, de um jeito ou de outro. No Santa Cruz, acho que sobraram alguns desses, o Pedro de Literatura principalmente, e o doido do Zink, que nem nunca foi meu professor. E deve ser por isso que virou amigo, porque eu podia acabar odiando ele por causa das aulas de Química...

Bom, de qualquer forma. Encontrei o pessoal, dei umas patadas no Rodolpho (woo!) e tal.

Rodolpho: Nossa, Olivia, você emagreceu!
Olivia: Eu sei.

Rodolpho: Você tá diferente, Olivia [faz uns gestos estranhos] tá bem, tá bonita!
Olivia: Eu sou bonita.

Aí eu e o Luiz fomos no Shopping Higienópolis e comemos no Bob's (a versão carioca do McDonalds, só pra ser do contra) e ficamos jogando conversa fora e resmungando da vida e essas coisas assim. E eu ganhei meu presente de aniversário atrasado, viva! É um livro policial (eee) chamado Anjo Negro. Legal, legal. Comecei a ler depois, quando fui no escritório da minha mãe... Mas voltando. Eu tento explicar pra ele que pra lidar com gente insistente e faladora e enchedora de saco e egocêntrica e exagerada, que nem o Rodopho (aka, gente MALA) você tem que usar a lei da abstração. A pessoa fala, os lábios dela estão movendo, mas você não consegue ouvir. Na verdade, você até sorri e balança a cabeça, mas dali alguns segundos não vai nem mais lembrar que a pessoa falou com você.

Sim, sim. Abstrair é uma coisa boa. Na verdade, abstração é a solução pra tudo. Outro dia eu falo mais sobre abstração. Senão isso aqui vai ficar grande demais e ninguém lê, e aí eu me sinto rejeitada.

A gente assistiu Sobre Meninos e Lobos!

Finalmente!

Viva!

Eu não vou dizer que o livro é melhor, senão eu vou virar uma pessoa mala. Mas o que perde, e o que perderia de qualquer forma em qualquer adaptação de qualquer roteirista ou diretor ou sei lá o que mais do escambau de madureira, é que o forte do livro é a capacidade que o Lehane tem que fazer você sentir na própria pele as emoções dos personagens, sentir o que eles sentem e entender o que eles pensam. O Sean Penn ainda consegue passar, mas acho que foi só pra mim, que li o livro.

De qualquer forma, ótimo filme, Oscars para os dois muito merecidos. O Sean Penn tá fantástico, ainda que não tenha conseguido me fazer odiá-lo tanto quanto eu odiei o Jimmy quando li o livro.

Aí... Blah blah blah, e no trânsito com a minha mãe, buscar a minha irmã e dar carona para os amigos dela, eu perdi mais ou menos uma hora. É incrível como todo mundo parece já saber sobre todos os caminhos alternativos que minha mãe fazia antes. Até eles ficam lotados no horário de rush.

E pra finalizar, um bumper sticker (adesivo de carro) que eu vi hoje:

Some people are alive simply because it's illegal to kill them.
Olivia
23:15
segunda-feira, 15/03/2004

Cinema fracassado

Droga de domingo chuvoso nessa droga de cidade que todo mundo, ao invés de ficar em casa assistindo televisão, vai no shopping e fica lotando a minha sessão de cinema.

Droga, droga, droga, droga.

Não deu pra ver Sobre Meninos e Lobos porque a sessão tava lotada. Aliás, aquela droga de shopping todo tava lotado! Que falta do que fazer! Eram duas horas da tarde!! As lojas mal abriram!! Será possível que esse povo não sabe que domingo foi feito pra almoçar na casa da vó e dormir até as 4 da tarde depois? Caramba, viu.

Ah, e olhem lá os links pra outros blogs que eu adicionei alguns. E eu tô prometendo layouts por aí. Eu preciso fazer layouts pra exercitar minha mente Photoshópica. E afinal, não é mais tão difícil quanto costumava ser. E eu faço as coisas direito agora, então melhor ainda. Viva o Dreamweaver!

Aí depois do fracasso no Higienópolis eu, Talita, Paulinha e Vivi, voltamos pra minha casa e, mais o Pedro, assistimos O Homem que Fazia Chover. É legal e tudo mais, só que eu tô cansando dos filmes que são adaptados de livros do Grisham, porque eles são todos iguais. O Jurí eu gostei, é diferente, mas o resto... Ninguém merece. O Homem que Fazia Chover, A Firma... Pô, é sempre a mesma coisa! Sempre tem o advogado bom e o advogado ruim, sempre tem aquela yada yada... Deve ser coisa pra advogado ver. Eu já não vejo mais graça nenhuma.

Enfim. Fora isso, eu não fiz mais nada. Não para de chover nessa desgraça de cidade. Meu quarto deve ter molhado todo, mas desde que eu cheguei eu não subi, porque subir é um sacrilégio com essas malditas dores musculares... E não, não, eu não tô de mau-humor hehe. É que reclamar é sempre mais divertido, não?

Então tá. Eu ainda tenho emails pra responder.

Olivia
01:02
sábado, 13/03/2004

Filmes e dor

Acordar as 5 da manhã pra ir fazer Aikidô...

Caramba, eu não consigo sentir minhas pernas. Quer dizer, consigo. E dói. Dói tanto que eu acho que não tô sentindo mais.

Mas foi legal. Depois a gente foi almoçar no Outback, e depois fomos alugar uns vídeos na 2001. E aproveitar que é a 2001 e pegar filmes bizarros que não tem em nenhum outro lugar. Assistimos hoje Medo e Delírio, com o Johnny Depp e o Benício Del Toro. Puta filme doido! Acho que o Johnny Depp usou a personalidade do personagem desse filme pra criar o pirata Jack Sparrow. E ainda mais que os dois vivem completamente chapados. O filme é bom, apesar de doido, eu recomendo.

E também assitimos The Mosquito Coast, com o Harrison Ford, woot! Esse é completamente B. Mas também, era assim o Harrison Ford no começo da carreira dele hehe. Ele é um cara meio inventor que faz gelo a partir de fogo (com uma máquina bizarra) que resolve ir morar no meio da floresta com a mulher, os dois filhos e as duas filhas. O mais velho, por sinal, é o River Phoenix que faz o Indiana Jones menino no A Última Cruzada. Só que o personagem do Harrison Ford, o Allie, vai ficando completamente maluco e obsessivo com essa idéia da civilização perfeita, a cada vez que dá tudo errado... Eu hein... Filme de maluco.

E agora eu tô com O Aprendiz e O Homem que Fazia Chover. Amanhã eu vou no cinema assistir Sobre Meninos e Lobos.

Tô quebrada. Ach. E vou abrir a porta pro Zink que ele veio buscar o guarda-chuva que ele esqueceu aqui. Tchau.

Olivia
22:30
terça-feira, 08/07/2003

De catracas e ortopedistas

Alguém avisa a Dona Marta que tá na hora de trocar as catracas eletrônicas nos onibus. Haha, tá ficando engraçado. Parece que agora em todo onibus que eu vou a catraca (na verdade aquele trem que é onde os cobradores passam o cartaozinho pra liberar a catraca) já tá começando a falhar e essas coisas bizarras. Vai ver tem prazo de validade. E como foram todas colocadas mais ou menos no mesmo tempo, tão falhando no mesmo tempo ehehe.

Antes era só 'pi' e tava liberada, voce passava e pronto. Agora é 'pi'. 'Pi'. 'TUM' 'pi' 'pi' 'TUONC!!' 'pi' 'pi' 'BLEMF!' 'pi' e agora pode passar. E todo mundo olha com aquela cara de assustado. 'Quebra não tio.' Heh. Os cobradores não tem a menos dó, meu, é na base da porrada, não tem essa de dialogo.

E por falar em dialogo, ninguem merece aula de mecanica basica no CFC. Eita, viu. Carburador, Radiador, ar, água, oleo, pastilha e o escambau de madureira que eu sei lá. Amanha é o ultimo dia desse treco! Aí eu só tenho que tirar a segunda via da carteira de identidade pq tá aparecendo um pedaço do papel e não pode. Oooo saco.

E tambem vou no ortopedista yay! Espero que ele nao resolva arrancar meu joelho fora porque nao serve pra mais nada. É.

Olivia
00:20
quinta-feira, 19/12/2002

Mais do velho

É... Formatura alheia é de fato um saco. Ainda mais num colégio que todos querem fazer um discurso bonito e falam falam falam e nao falam porra nenhuma. Vishi diretora mais chata que minha irmã foi arrumar, viu! "Aluninhos, vamos ficar quietinhos agora que esse é um momento único.". Com uma mulher daquelas falando eu não ia ficar quieta mesmo.

Mas o bizarro mesmo foi reencontrar um amigo meu de muito muito muito tempo atrás, o Cristiano. Tipo, irmão de um menino da classe da minha irmã. Eu lembro que até a 2a serie a gente era muito grudado. De um dia um ia na casa do outro e no outro vice-versa. A gente viajava junto, caçava passarinho, brincava de lego, essas coisas huahuahua. Aí na 4a a gente se afastou um pouco, 5a tambem, e ele repetiu a quinta. Aí eu nunca mais falei com ele. Sinistro, nao? Eu fui encontrar com ele no aniversario do irmão dele quando eu tinha 13 anos. E fiquei com ele huahuahuahuahau, mais sinistro ainda.

Depois eu nunca mais falei com ele mesmo. Acho que a gente se cruzou uma ou duas vezes, mas ele devia estar num momento: "Ughhgug Olivia menina feia chata e boba que eu fiquei e nem queria. " Tipo, é uma interpretação minha, mas nao deixa de ser verdadeira. Só agora que eu fui falar com ele. Engraçado, pelo menos ele não tava mais com essas frescuras, ele deve ter crescido huahuahua. Desencanou de estudar em escola comum, tá trabalhando e fazendo supletivo, (tb, ele repetiu umas 3 vezes) vai pro equivalente ao 3o colegial agora. Aí nós relembramos os velhos tempos e coisa e tal. Ele continua bonito, apesar do corte de cabelo horroroso estilo corinthiano (não, ele é são paulinho).

Vi minha professora de artes, que ficou toda orgulhosa de mim e saiu espalhando ahaha. Meu professor de teatro Eric tambem tava lá. Ele agora tá todo famoso de ter feito o filme "Uma Vida em Segredo", da minha avó. Uau, hein. Adoro ele, a gente vai trocar e-mails! E... Que mais? Bom, professora de ciências, orientadoras... Vi a professora da 4a série, que eu odiava (na verdade eu gostava dela, mas era engraçado como eu implicava com ela), a Edna... Não tinha tanta gente que eu conheço, porque quando o Oswald juntou com o Caravelas (que era minha escola), ele praticamente comeu o Caravelas, então não sobrou muito gente mesmo. Droguinha. Minha festa de formatura foi beeem mais legal que isso.

Acho que é só isso. Nada de bom pra fazer hoje. Talvez eu faça meu novo layout. Yay!

Credo, quem ler até aqui eu até dou um prêmio. Até boto o blog na minha seção de blogs, porque eu escrevi muita baboseira haahaha.

Tchau.

Olivia
01:35
 

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