domingo, 23/09/2007
homem mato, homem mudo
porque entre as mil e uma redações a serem corrigidas para o fechamento de unidade, eu fui no show do Pato Fu.
só compro cd deles. porque eles fazem a maior questão de vender o cd por um preço decente e eu faço a maior questão de incentivar esse tipo de atitude. e lá na lojinha era 15 real.
e também porque é a única banda brasileira que presta e quando eu crescer quero ser igual a Fernanda Takai.
terça-feira, 04/09/2007
alegriazinhas
hoje li o primeiro e o segundo capítulo de "Desumano" para uma turma de sexta-série, a pedido da professora da oficina de leitura e escrita.
era para ler só o primeiro. eles pediram o segundo.
e silêncio.
em um momento um dos meninos mais encrenqueiros da turma ainda falou "ai, professora, pára de ler que tá me dando aflição".
foi incrível. eles ficaram de cabelo em pé.
e em silêncio. agora na próxima aula querem o terceiro.
preciso mais?
sexta-feira, 31/08/2007
happy hour de quinta
Alguém estava dizendo que era o primeiro encontro blogueiro em que ninguém falava em monetização de coisa nenhuma. Ahã.
Biajoni já desmentiu tudo isso, e lançou uma nova campanha. Branco Leone já saiu revelando coisas que ninguém precisava saber sobre o encontro.
Porque eu, aliás, só preciso de dois copos de cerveja para começar a quase-cair da cadeira.
Mais fotos no PicasaWebCoisa.
Bom é que pra voltar pra casa eu só precisei atravessar a rua.
terça-feira, 07/08/2007
impressões
Um dia de espera e de carros vermelhos. Por todos os lados, nas ruas, havia carros vermelhos.
Quando estava voltando para casa, eles haviam desaparecido.
quarta-feira, 01/08/2007
restos de pan
segunda-feira, 30/07/2007
e o fim de semana
Rio de Janeiro garoa, calçadão de Copacabana com chuva, pisar na areia de tênis, o Cristo atrás das nuvens, o Pão de Açucar cinzento, cariocas morrendo de frio em 16 graus, a ponte querendo engolir donzelas e o vento batendo nas janelas.
Que é o que acontece quando se casa um gaúcho com uma carioca, eu ouvi dizer. E festa.
domingo, 29/07/2007
de volta
do Rio de Janeiro mais cinzento que uma paulistana jamais poderia imaginar.
sexta-feira, 27/07/2007
fotos do mês
registradas pelo meu celular, e apesar de três delas serem do mês passado




segunda-feira, 11/06/2007
Isso não é um cachorro
Aliás, cachorro é uma das poucas palavras que meu cunhado australiano sabe falar em português. Cachorro, tchau, e pepino.
O que não ia adiantar muito, porque definitivamente, isso não é um cachorro.
quinta-feira, 17/05/2007
Isso não pode ser normal
Já duas vezes que vejo carros estacionados se mexendo.
terça-feira, 10/04/2007
Vida difícil
domingo, 08/04/2007
De cá
Inevitavelmente, voltei.
E tem que fazer fichamento para segunda-feira e brigar com o banco e aprender fazer árvores sintáticas.
Friozinho aqui, não?
quarta-feira, 04/04/2007
De lá
Agora em Fortaleza no ar condicionado a gente até esquece que está no Ceará.
Meu pai arrumou um buggy pra eu e Roger andarmos pela cidade. Primeiro dia voltando da praia querendo encontrar a maldita Washington Soares e qualquer um que a gente perguntava diziam que era só seguir em frente que ia cair lá. E caía? Ainda o buggy não funcionava se tirava o pé do acelerador.
Meu pai tomou vergonha na cara e o mecânico deu um jeito.
Mas enfim. Avião de São Paulo atrasou foi só hora e meia e quando a mocinha da Gol disse que o vôo estava autorizado o povo chegou a bater palmas. Foi meio ridículo. Voamos. Agora sábado volto, pra chegar domingo.
E chega, porque apesar da chuva abriu o sol e já estou indo de volta para a praia.
(Não é bem chuva. É tipo cuspe. São Pedro fica lá em cima cuspindo.)
domingo, 11/02/2007
Vai comer isso aí?

Enquanto eu vou por aí em restaurantes indianos vegetarianos, o Roger.
Hm, hamburger.
E leiam esse último post do Tiagón.
(Minha mãe está fazendo sushi, mas eu estou é sentindo o cheiro de churrasco da churrascaria que tem ali embaixo na esquina.)
quarta-feira, 24/01/2007
Olivia em um restaurante indiano e vegetariano
ahh!
E a turma da faculdade me arrastou para um restaurante indiano vegetariano.
Porque, oras! Não bastasse ele ser indiano! Precisava também ser vegetariano. Ou lactovegetariano, que era o que estava escrito na plaqueta da entrada.
Enfim.
Aí eu tinha que tirar fotos, senão ninguém ia acreditar em mim.
(Essa aí do lado é a salada e a sobremesa. E o suco de --suponho-- acerola. Diz que a sobremesa tinha calda de rosas. Duvido.)
O restaurante se chama Gopala Prasada e fica ali numa travessa da rua Augusta, perto do Espaço Unibanco.
Aproveitei para pedir em um sebo lá perto que achassem pelamordedeus o livro Paragens Mágicas. "Ah, tinha, compraram." Não! Darn. Vou acabar tendo que me contentar com um xerox do livro da biblioteca, porque o livro está esgotado, e esgotado há um bom tempo. Porque, oras!, quem vai querer ficar publicando infinitamente um estudo sobre um livro obscuro que ninguém se lembra que o Guimarães Rosa escreveu? Ahh!


E amanhã é aniversário de São Paulo. Hip.
sexta-feira, 15/12/2006
Entrevista
vídeos!
Eu, lá.
(Som e imagem toscos, ye be warned. O Roger ficou atrás das câmeras com a máquina fotográfica e o cartão de memória não agüentava muito mais resolução do que isso.)
and now, for something completely different
Rodovia dos Bandeirantes.
Chega de vídeos de chuva e estrada.
Que coisa mais besta.
quinta-feira, 14/12/2006
Olivia em Limeira
e Americana
Em homenagem ao Roger, que dirigiu os quase 150km de São Paulo até Americana e depois Limeira -- e depois a volta --, a trilha sonora para esse post:

Depois um pouco mais de Anhangüera até Limeira. Trocaram minha placa de estrada favorita e eu fiquei mor frustrada. Estava escrito: Empreendedor: Limeira espera por você!, e botaram uma coisa sem graça do tipo, empreendedor, Limeira tem muitas oportunidades para o seu negócio ou qualquer coisa assim burocrática.
E então chegamos na rede de TV e o Bia bateu a porta do carro e prendeu meu dedão. Pelo menos ele tinha esquecido de trancar a porta. Eu teria reclamado, se ele não tivesse prendido o meu dedão.
E gelo.

Aí eu esperei minha vez e fui lá.

Hoh!

E almoço.


O caminho para chegar no jornal foi mais ou menos como pegar aquelas estradas sem-vergonha que tem pra além da marginal Pinheiros, em direção à represa.
Falei com o Brigatti, e tiraram até umas fotos, e eu me sentindo mor celebridade, aí depois que fui olhar no espelho e eu estava toda descabelada e ninguém me avisou. Uh! Coisa linda.
(O Brigatti é sósia de um rapaz da Letras que uma vez falou que o Chorão daquela banda Charlie Brown Jr. é um cara mor poeta que faz umas músicas muito profundas. Assustador.)
Então a gente foi embora.


Ou pra ser do contra.
Aí veio o km 13 e tinha trânsito na marginal Tietê.

Da entrada da cidade até a minha casa deve ter ido mais uma hora. Viva São Paulo e a marginal Tietê às seis da tarde!
Mas.
Meu dedão até que está do mesmo tamanho do outro. Tem uma mancha vermelhinha na unha e uma faixa gordinha no pedaço que ficou preso, e eu estou apertando a barra de espaço do teclado de um jeito meio retardado. Fiquei meio símia sem meu polegar opositor, eu diria.
E cheguei que nem deu tempo de ir no balé do namorado gay do meu amigo. Norf. Tem crianças gritando no bar ali da esquina. (Alguma coisa com "mata ele!", "mata!")
E dormir.
sábado, 02/12/2006
Zoo!
enquanto isso, e mais
Porque sábado é dia de ir no zoológico (clica, clica!).
E quando crescer quero ser uma lontra.
Ou uma suricata.

E terça-feira, hein? Todo mundo. Hoh!
domingo, 22/10/2006
Por favor, onde fica a alameda Barros?
ah, esses bairros de alto padrão
Não, espera, vocês não estão entendendo.
O carro subiu a rua Goitacás, e entrou à esquerda na Conselheiro Brotero que dá mão só para a direita, e no desviar-se de um carro que certo vinha, em velocidade correta no seu direito de estar-se na mão certa da rua, enfiou-se todo pela calçada, destruiu um canteiro com uma árvore e parou com o muro do prédio, assim ao lado (ou na frente) da portaria, desviando por motivos de anjo da guarda do carro que estava estacionado logo ali e ficou só com um espelhinho torto, e parando num repente de um jeito quase que paralelo à rua.
E eu, e o Roger, ali, a uns duzentos metros, indo naquela direção, e tivéssemos saído uns dois minutos antes o velho tinha espremido a gente contra a parede. Ainda, olha, que antes de sair fiquei com viadagens porque resolvi trocar de brincos.
Espera, espera, tem certeza que entendeu?
Ele veio na contra-mão e subiu na calçada e enfiou o carro contra o muro e a portaria do prédio. Não, ele não estava devagar. Nem um tantinho.
Nem eu, sei bem. O velho saiu do carro - era um Corolla, ou semelhante, air bag duplo - todo atordoado, inteiro, olhando em volta, e as crianças que estavam no prédio coladas na grade da portaria e alguém dizendo que buscassem um copo d'água e ele, o velho, "onde fica a alameda Barros?"
quinta-feira, 28/09/2006
Olivia e Roger no Palácio dos Bandeirantes
encontram o excelentíssimo senhor governador e suas taturanas amestradas





quarta-feira, 19/07/2006
Tiro ao alvo
Roger não faz decassílabos mas corajosamente leva a Olivia para passear
Uma tarde de férias à toa.
Tem um tiro frustrado aqui e a vez que eu realmente acertei alguma coisa aqui (reparem minha alegria).
segunda-feira, 17/07/2006
Praia
Ói.
domingo, 19/02/2006
Bem vindo a Franca
take me back





segunda-feira, 26/12/2005
Gejfin e Tiagón em São Paulo
Logo eu posto aqui o itinerário dos senhores Gejfin e Tiagón em São Paulo. E também no blog deles, porque eu tenho o poder.
Só falta decidir o que vai acontecer à noite (eu decido tudo por aqui).
Por ora, prepare sua quarta-feira. Qualquer coisa, email (olivia@verbeat.com.br) ou MSN (odakozaek@hotmail.com) e se eu não estiver overly ocupada com meu aviãozinho, eu respondo.
Tup tup tup, dam dam dam.
domingo, 11/12/2005
A quem interessar
Fotos comprometedoras, aqui.
Reparem na última foto, o estado dos cidadãos depois de umas cervejinhas que tavam dando de graça por lá.
Update: Nada a declarar quando a isso.
terça-feira, 06/12/2005
Oras
Alexandre, feio.
Fico imaginando sua festa de aniversário: alguém viu o Alexandre?
ouvi dizer que ele tá dormindo
acho que desistiu porque não tinha meias combinando com a camisa
vou dar o presente pro meu sobrinho
hoje de manhã (oito horas) passei e a janela estava aberta, o que significa que ele estava acordado, ainda acordado (o irmão)
ouvi dizer que ele foi abduzido
acho que ele caiu num bueiro
bota aquele retrato dele com a cartola aí na mesa e vamos cantar os parabéns
That's two.
E no lançamento hoje lá na Haddock tinha o Tas disfarçado de Fred e gnus voadores. Misteriosas pessoas com rostos e sem nomes por todos os lados e alguns com nomes e sem rosto se apresentando de repente e coisas assim que não se vê realmente todos os dias em qualquer lugar, além de eu não ter lido Ricardo Lísias ali entre os autores e grande surpresa então estar ele e Mirisola amigos reais com amigos imaginários todos num mesmo recinto. Rumores afirmam que Marcelo DePolli não apareceu por causa dos ventiladores. Wunders disfarçados de esquilos escondendo-se embaixo da mesa ao ouvir palavras mágicas. E um tal de Paulo Salles que estava por todo lugar, mais ainda que o Fred que além de estar por todo lugar com uma camisa laranja ainda arrumou um sósia com uma camisa igualmente laranja.
segunda-feira, 21/11/2005
Melhores momentos
um post longo para os desocupados e curiosos
Porque aí eu estava assim andando meio sem rumo perdida e achei um Rodrigo Petrônio passeando e resolvi cumprimentar, como fazem as pessoas normais que se conhecem. Mas, no meio daquele não-assunto de e aí como vai, tá passeando, que legal, veio chegando um cara de verde e um baixinho barbado com a camiseta da Verbeat e acho que o Doni e talvez mais alguém (agora já esqueci). Então disse, oh, preciso falar com aqueles seres! E saí correndo que nem uma criança feliz que vê o pai chegando de viagem no aeroporto.


Momento histórico:









Depois em casa ninguém chega, ligar pro Biajoni de novo. Parados no meio do caminho porque o carro deu uma esquentadinha. Esperar. Ok.
Mais um pouco.
Ligar de novo.
Inagaki: "Estamos em um posto de gasolina da avenida Angélica esperando a temperatura do carro do Biajoni se regularizar. Não se preocupe, estaremos aí em breve, está tudo zen por aqui. Patricia já está comprando a cerveja. Não se preocupe, está tudo zen."
(Agora leia de novo com a entonação japa-zen do Inagaki.)

Huur. Pois sim; enfim.
Se você é curioso ou então estava por lá e quer saber o que andam falando de você, mais fofocas do Milton, do Marcão, da Gabi (eu não tenho nada a ver com nada disso, só ofereci a casa) e da Fal e também do Biajoni.
E mais fotos (aquelas mesmas) aqui. Fiquem à vontade, mas crédito é bom porque aumenta as visitas huuur (mais um momento Olivia-carente-de-comentários).
E pra fechar com um comentário off-topic:
Hoje tem o lançamento do livro do Marçal Aquino: Eu receberia as piores notícias do seus lindos lábios. Eu vou.
domingo, 20/11/2005
Primavera dos Livros
e o lançamento do Blog de Papel
Woosh.
Fotos aqui. (Pra pegar o tamanho original 1280x960 clica other sizes e aí se vira.)
Amanhã (hoje) melhores momentos.
Por hora digo apenas que quatro verbeaters no mesmo recinto e todos sobreviveram e eu tenho uma camiseta Verbeat (valeu, Tiagón!) e um livro dos Malvados.


domingo, 02/10/2005
Ê, Franca
Ao cantor cabeça-de-ovo do Costelão de Ouro, um consolo:
Fica assim não, Chico Buarque também canta fanho. (E olha que ele nem toca saxofone. Acho.)
sexta-feira, 16/09/2005
Teatro
Aí eu tinha ido ontem no teatro no Centro Cultural São Paulo com esses dois moços e gostei da peça, sim, apesar do Rino ter passado a metade pra frente bufando e mudando de posição na cadeira e o Ulisses ter reclamado depois que o fim era muito chato.
É a idade.
Então eu com o programinha dos eventos de lá que eu já tinha das vezes que fui com o senhor David ver uns filmes japoneses aí, resolvi que tava no espírito e achei uma outra peça de teatro que parecia interessante. Chamei Sr. Strambi que é uma boa companhia para programas aleatórios e sem garantias e ele topou, porque afinal ele gosta de programas aleatórios e sem garantias.
Mas Jesus Cristo. Woosh.
Fui ver Volátil, da Cia. dos Idiotas, e na verdade as coisas aí nessa sinopse não são nem metade da bomba que foi a peça pra mim. Recomendo. Vai ficar lá no Centro Cultural São Paulo até o dia 21 de setembro, de terça a quinta, às 21h. É inútil tentar falar qualquer coisa. Não vou tentar.
Ou vou?
Ahn.
É que eu nunca fui de teatro, sabe, e aí, poft. O Roger fala que é assim. Que é uma peça que de repente faz você acreditar em teatro. Basta uma.
É. Gente é bicho estranho.
Não falo mais nada. Hoje não. Amanhã, talvez. Assistam a peça, se vocês também curtirem uns programas aleatórios e sem garantias.
segunda-feira, 29/08/2005
Sai de mim
jogo dos sete erros
Enquanto isso, em Igarapava...
O corpo foi encontrado em uma cova rasa, feita junto ao canavial. Ele apresentava dois orifícios na cabeça, logo atrás da orelha esquerda, provocados por projéteis de arma de fogo, sendo um indício forte de que ele teria sido vítima de homicídio.
modernices
E teatro com peça grega, ora ora, vamos lá, é de graça. Se o coro for cantado em rap a gente vai embora, fechado?
Dez minutos de peça...
Depois eu digo que o mundo é que se perdeu, e as pessoas acham que é culpa do capitalismo. Gêĩnte.
e aula que é bom
Ahn, é greve, né?
quinta-feira, 11/08/2005
Centro é outra coisa
Avenida Liberdade: entre a praça da Sé e o bairro japa. Passa um carro anunciando um bingo pelo auto-falante, sorteios de mil e 5 mil reais; "o cachorro-quente e o chopp é por nossa conta!"
quinta-feira, 14/07/2005
Sugestivo, heh?
um negócio de sucesso começa pelo nome

(Eu tirei a foto do carro em movimento, foi o melhor que deu pra fazer com um guindaste na frente.)
segunda-feira, 13/06/2005
Quando nem a espera...
segunda-feira, 16/05/2005
Gasp
Então, eu não estou completamente viva - ainda. Oh, paciência. Ao menos eu dei um jeito de aparecer aqui na lanhouse da esquina para ver como andavam as coisas, já que o mula do cara do Virtua não apareceu quando tinha que aparecer e agora só quarta-feira.
E eu não nasci pra trabalhar, mas na verdade ninguém nasceu mesmo. É que ter que ficar de All Star em pé por oito horas deve ser algum tipo de sadismo por parte da gerente daquele lugar, ou talvez mesmo todos os gerentes de todos os lugares sejam assim um pouco sádicos. Ao menos eu sei recomendar filmes que eu nunca vi mas ficam ali na seção de arte e clássicos e por isso podem interessar aos homens de suspensório e barba e óculos quadradinhos.
Oh, e caixas, caixas, caixas.
Por ora, só.
quinta-feira, 21/04/2005
Metacadêmico
Com a palavra, Zezinho:
"Sabe, tem umas coisa do dia a dia nosso é mei... tem hora que cê tem que sabê usá a palavra que senão cê ofende. Que é muito natural se expressá. Agora, se você não usá, se você fô meio assim... Igual um amigo nosso aí... O Roger te conta. Aí, que que tem... Cê entendeu, aí? Então são certas colocações de palavra que não consegue... as antena dele não bate. Então toda vez que eles tem um contato de assunto, sai faísca."
segunda-feira, 18/04/2005
Essas coisas acontecem
Abner Dmitruk encontra Micheliny Verunschk. (Huh?!) E eu estava lá. Eu e Marcelino Freire. Na coluna De Olho Neles no Portal Literal. Andam dizendo por aí que sou uma jovem escritora, mas não acreditem muito não. Jovem escritora é a Micheliny. Mas eu chego lá.
quarta-feira, 13/04/2005
Matar saudades
e trabalho de sociolingüística
Vou pra roça. Domingo eu volto.
quarta-feira, 06/04/2005
Pessoas improváveis em lugares impossíveis
aliás, eu não existo
— Olivia?
Na verdade me chamar uma vez não costuma ser o suficiente porque eu sou um tanto distraída. E até ouço chamarem meu nome, mas daí perceber que estão mesmo falando comigo, processar a informação e ainda acionar o mecanismo muscular e mental pra responder ao chamado já é outra história.
— Olivia Maia sem acento.
Ok, aí também já é até exagero. Se eu não tivesse percebido eu tinha sérios problemas.
Prédio da faculdade de História, rumo ao ponto de ônibus e com fome, pensando que se eu não pegasse o ônibus que passava entre 11:40 e 12:00, fodeu-se; e já eram mais de 11:40. Mas não é todo mundo que me chama de Olivia sem acento (se você quiser chamar a minha atenção, é mesmo o melhor jeito).
Olhei pra ver quem me chamava e um cara que eu nunca tinha visto na vida acenou. Ahn. Só que ele tinha uma cicatriz na bochecha muito bizarra, e na hora eu quase dei um pulo.
— Luciano?
Luciano? Luciano Almeida? Deus meus, eu aqui já achando que o cara não existia (o blog mesmo já tá ficando mal-assombrado, filho recém-nascido coisa e tal). E se existia não ia estar em São Paulo, no prédio de História da USP descendo a rampa com a maior cara de paisagem (o Luciano tem cara de paisagem).
Ah, encontrar pessoas assim é até normal. Outro dia encontrei o Marco Aurélio com cara de paisagem no Conjunto Nacional, procurando alguma coisa no teto e a gente falou de livros e de poesia e talvez de mais alguma coisa mas é óbvio que eu já esqueci.
Sim, mas o Luciano é um desses caras que você tem certeza que não existe, algum tipo de lenda virtual, sei lá, e talvez ele fosse na verdade um nerd feinho que come batatinhas e não tem o que fazer. E estava lá, com a cicatriz de rambo na bochecha e a de porraloca na testa e a cara de paisagem.
Ok, mas na verdade, verdade mesmo, estou fazendo esse post pra constar que eu ainda acho que o Luciano Almeida não existe. E, claro, eu perdi o ônibus.
sexta-feira, 04/03/2005
Sea of holes
Retiro o que eu disse.
São Paulo ganha no quesito buracos. Hoje mesmo eu quase fui parar em Okinawa ao achar que aquele rombo no meio da pista na verdade nem era tão grande assim.
Vida de motorista é foda.
quarta-feira, 02/02/2005
Da praia
Eu vi um cara escalando um coqueiro com um facão na mão e pegando os côcos lá em cima. Que nem um bahiano que passou na MTV.
E também vi uma tartaruga grande assim, ó, de um metro de comprimento, boiando na beira do mar, morta, morta. A cara dela era esqueleto com dois buracões nos lugares dos olhos, e tinha umas berebas verdes saindo das patas. Era nojentão. E tinha umas crianças brincando de subir em cima dela.
sábado, 29/01/2005
Notas
de Fortaleza
A cachorra do meu pai cata moscas. Nenhum boxer é são. (Agora ela tá me espiando pela janela.)
E eu não sabia que ainda existiam modens de 28.8 kpbs. Isso é um crime. Não tem entrada USB aqui também. Aliás, não tem nada. Eu ainda botei o Firefox porque eu sou muito boazinha e meu pai precisa aprender a ser gente.
E eu tomei sorvete de cajá. Eu não sei o que é cajá, mas o sorvete era alaranjadinho.
sexta-feira, 28/01/2005
Cumbica, 22h30
terça-feira, 25/01/2005
"There's a hole in me pocket!"
Meu Deus, tem uma rua entre aquele mar de buracos!
Bem que a dona Marta tentou ganhar de Franca, construindo dois buracos enormes em dois dos cruzamentos mais movimentados de São Paulo, mas não tem jeito. Franca tem muito mais buracos que qualquer outra cidade que eu já vi.
Mas tudo bem, porque eu ando a pé.
domingo, 23/01/2005
Pequeno Sertão
E eu fui num lugar que era muito quente e já voltei, e não derreti, e até fiquei com frio durante a noite porque o Roger resolveu dormir com o ventilador ligado. Daqui a pouco eu tô conhecendo essa região mais do que eu conheço São Paulo.
O que, convenhamos, não é assim tão difícil.
sexta-feira, 14/01/2005
Olivia na cidade pequena
Sábado, dia 15, a partir das 13h.
sábado, 01/01/2005
Da roça
nuts
Conheci Pedregulho, Igaçaba, Rifaina e a roça, de viatura a 120 km/h (porque o Roger pisa), um Gol que se desfazia e morria de vez em quando, e parecia que ia se desmontar quando brecava. Depois não sabem porque ninguém leva a polícia a sério.
Descobri o melhor lugar pra enterrar um corpo que eu preciso enterrar.
Não vi onça, mas vi um tucaninho.
E preso que foi trancado pra fora da delegacia, sentado na escadinha com cara de desolado.
E acordei às seis da manhã pra pegar o ônibus das sete. Nuts.
sexta-feira, 17/12/2004
Esses literatos
Ontem eu fui numa palestra sobre escrita e depois numa pizzaria-bar-qualquer-coisa que tinha lá do lado da biblioteca Mario de Andrade pra comer pizza com o cara que deu a palestra, mais os amigos dele, o Abner e um cara que tinha dentes de vampiro.
O aniversário era dele e ele que me dá presente. Oh, brigada! Eu já disse isso, não disse? Eu costumo me repetir.
Mas, oh, céus, o cara tinha dentes de vampiro.
Não o Abner, o outro. O cara que tinha dentes de vampiro. E eu sentei do lado dele. Não é todo dia que a gente come pizza num bar do centro do lado de um cara com dentes de vampiro.
sábado, 11/12/2004
Destruindo mitos
na verdade eu não vou destruir nada, só achei que esse título seria legal
Porque na verdade eu fui ameaçada de ser mandada tomar no... Ahn. Vocês entenderam. Como é que alguém ameaça outra de ser mandada tomar no cu? "Eu vou te mandar tomar no cu!" É um eufemismo. Deve ser um eufemismo. (Eufe-quem?)
O Marco Aurélio é uma pessoa normal. Juro. Apesar de ter um blog super famoso e ser uma pessoa super fam...
Não, não, brincadeira, ele vai me matar. Quer dizer, ele vai me mandar tomar no cu.
É que ele fica uma gracinha todo nervoso, mordendo as unhas e tal. Pô, eu achei ele um cara legal. E na verdade eu passei a maior parte do tempo escondida atrás da seção de livros esotéricos.
Fiquei frustrada porque o meu plano de reunir um grupo de mocinhas saltitantes para assediar o Marco e fazer ele passar vergonha no lançamento do livro não deu certo (qual a palavra que ele usou? Presepada. Isso. Preciso de um dicionário). Eu e o David até tentamos persuadir o José Luiz, mas o José Luiz disse que eles, vendedores, não podiam assediar autores dando autógrafos ou seriam degolados. Ou qualquer coisa assim.
Maldito.
Mas ia ser tão divertido. "Ah! É ele, é ele! Lindo!"
Aí pensamos também em dar balas para as criancinhas pularem em cima do Marco, mas foi outro plano que não deu certo. Uma frustração. E também não havia nenhum artista daqueles que faz intervenções por ali. Acabamos desistindo.
Meu Deus, acho que eu estou com sono.
sexta-feira, 10/12/2004
Sábado
quem tem medo do Marco Aurélio?

Eu vou nisso aí. E vou arrastar o David comigo. E a gente vai se esconder atrás de uma prateleira de livros de auto-ajuda e tirar fotos comprometedoras pra vender pros jornais de fofoca depois.
quinta-feira, 25/11/2004
Intervalo
A feira do livro lá no vão da História, na USP, tá até boa. Mas tem muita gente, muito livro, muito estudante. Tenho medo de universitários. De qualquer forma, continua até amanhã. Quem não foi, vá.
Ou não.
É, ou não. Muito livro interessante. Aqueles livros de 300 páginas sobre um assunto só, ultra-específico. Tem muito disso. Se você não sabe muito bem o que quer, pode ser um pouco frustrante.
Encontrei pessoas. Na verdade, fui encontrada. Um Vitor laranja, eu fazendo terrorismo pelo celular. "I'm right behind you". E depois um Bigode andante, quando o Vitor resolveu passear pela ECA.
Lembranças de nadalhões. Existem nadalhões na Europa, ouvi dizer.
E a ECA. Ah, a ECA é tipo um zoológico. "Ei, vamos ali ver os artistas?"
terça-feira, 23/11/2004
Martinha
Eu adoro pegar 4 ônibus e só pagar R$ 1,70.
terça-feira, 19/10/2004
Chuva
Todo mundo nessa cidade tem um guarda-chuva, menos eu.
Catso.
segunda-feira, 04/10/2004
Churrasco de domingo
Às vezes eu acho que só os meus amigos mesmo pra gostarem tanto de heavy metal e Beatles, e passar um domingo inteiro tocando samba e pagode com um pandeiro e um cavaquinho (ou ouvindo Jorge Benjor).
Por outro lado, tenho a impressão de que isso é normal. É normal?
quarta-feira, 22/09/2004
Tchau,
tô indo, já fui.
Não me procurem.
Vocês nem vão sentir a minha falta. Olha aí do lado quanto link interessante.
sexta-feira, 16/07/2004
Sol
segunda-feira, 12/07/2004
A little drunk is better than dead
Duas horas da manhã em São Paulo e as ruas estão completamente vazias. Pra onde foi todo mundo?
Finalmente dirigi o carro depois da revisão, e com as minhas fitas gravadas (pobre tem toca-fitas, sabe como é) tocando. Viva, viva. O freio funcionava, que beleza! Tinha que até tomar cuidado pra não pisar demais. Mas fui até Osasco, direitinho, sem assustar ninguém que estava no carro comigo.
quarta-feira, 07/07/2004
É tarde...
Passei dois dias sem fazer nada, e sem nem sentir culpa, lendo bobagens e comentando em blogs alheios que nem uma psicopata. Agora acho melhor eu voltar a trabalhar.
Bom mesmo é botar uma bala de café na boca e beber ice tea. Olha só meus olhos se arregalando involuntariamente. Assustador. Parece até coisa de desenho animado. Dá próxima vez vou tentar com Coca-Cola.
O melhor horário pra lavar a louça é depois da meia-noite. Quando um minuto a mais um minuto a menos não faz a menor diferença e eu já tô entediada mesmo.
Quando alguém procura por "olivia forsit blog" no oráculo (como já dizia a Luciane), e vem parar aqui, eu suponho que essa pessoa tenha achado o que estava procurando, não?
quarta-feira, 30/06/2004
Huh?
Hoje tava todo mundo meio surdo. Os motoristas dos ônibus não me entendiam, os cobradores também não, e eu muito menos entendia o que diabos eles tavam falando que não tinha nada a ver com a minha pergunta.
Mas tudo bem, eu sobrevivi sem pegar ônibus errado e descendo a um quarteirão da minha casa.
domingo, 20/06/2004
Eu fui.
Pra todo lugar que eu ia, parecia que tava todo mundo vindo na minha direção. Pra todo lugar que eu ia, a voz do Kazue me acompanhava. Assustador.
Mas eu fui, eu estava lá, comendo churrasco e sanduíche de pernil e encontrando professores aqui e ali. Encontrei minha tia também, e foi quando ela disse que eu ia fazer o site dela. A filha dela, a Marcela, (que tá no fundamental) é igual eu. Quer dizer, eu sou igual a minha tia. A Marcela é igual a minha mãe. É uma coisa meio complicada. Vai entender.
A festa junina do Santa é meio balada, mas é bom pra rever as pessoas. O problema maior é achar essas pessoas no meio da multidão.
quarta-feira, 16/06/2004
Essas coisas urbanas (spoc spoc spoc)
Hoje eu falei com estranhos. Adoro falar com estranhos.
Fui mais uma vez na Biblioteca Mário de Andrade assistir uma palestra sobre romance policial. Dessa vez, o palestrante era o professor Michael Hall falando sobre Dashiel Hammett e Raymond Chandler. O Michael Hall é americano e fala com sotaque. O problema maior era quando ele soltava uma palavra em inglês (um lugar, ou pessoa, por exemplo) no meio do discurso em português, e você não sabia se era ele se enrolando com o português ou se era inglês mesmo.
Mas ele é legal.
Ele usa um óculos pra leitura que é vermelho e tem o aro grosso, tipo de plástico. Achei estiloso, quero um igual. Pra usar com a boina e o cachecol, Olivia v. 7.3. Essa sexta vou pintar meu cabelo de vermelho, aí vai ficar melhor ainda.
Terça que vem tem mais. Quem quiser ir, vá. É às 19:30h no Colégio São Paulo, na Biblioteca Mário de Andrade.
Mas eu não achei nenhuma boina pra mim. Que droga.
Aí na saída da palestra eu bati papo com um carinha simpático que sempre faz umas perguntas aleatórias no final, que usava uns óculos quadrados de tartaruga, e com mais uma mulher pequenininha e uma outra também, e um rapaz que não falava nada, mas que ficou prestando atenção na conversa. Ele tinha uns óculos igual o meu. E depois, peguei o ônibus e era a mesma dupla de motorista e cobrador de ontem na ida e na volta e hoje na ida, e eu fiquei batendo papo com o cobrador. O nome dele é José Raimundo, tava lá no crachá. Da linha 7272 Pça Ramos/Mercado da Lapa.
Na ida, hoje, tinha uns caras do exército na Dr. Arnaldo, armados e com roupas de camuflados, pra ninguém ver eles entre as muitas árvores que tem lá, sabe como é. O motorista do ônibus virou pro cobrador José Raimundo e disse: "Tão pondo o exército na frente do IML por causa dos morto. Os morto que tão querendo fugir. Se correr os caras agarram."
O mundo pirou. Vi um cachorro (eu acho que era um cachorro, parecia um e estava andando preso por uma coleira) latindo de um jeito que parecia um pato fazendo quack quack. E depois o ônibus Sacomã passou com o letreiro SACOMAN. Sacoman! O homem do saco! Argh!
quarta-feira, 09/06/2004
Só tem doido na FAAP
... E depois que eu saí, ficou um doido a menos.
E umas imagens, que essa coisa de ler letrinha pequena quando se tem a pupila dilatada não dá certo.
Esse é o Luiz, e seu amigo pé de meia que na verdade não é um pé de meia, e sim o saquinho de toalha de guardar a máquina (patrocínio Buddemeyer).

Edson, posando.
O Edson, professor de Metodologia Visual, foi o melhor professor que eu tive no meu curto tempo de FAAPiana. E ele era doido assim mesmo, tirava a roupa e subia na mesa e falava pra gente pintar (no bom sentido, tudo no bom sentido, se é que existe um). Adoro ele. Quando volto na FAAP, é pra visitar ele.
Na primeira semana de aula ele apareceu com o cabelo meio comprido e se fez de louco-sério, falando de horários e faltas, e de como ele era muito rigoroso nesse aspecto e sei lá mais o quê. Semana seguinte ele cortou o cabelo e despirocou. Aí depois eu descobri que essa era a tática dele mesmo. Ele também tem um olho de cada cor.
A gente fazia guerras, às vezes, e eu pintava ele com a caneta do quadro e ele ameaçava jogar meus livros no tanque (aquela pia grande que tinha aos montes no fundo das salas). Aí eu pegava os pincéis e ele pegava umas duas cadeiras, e saía correndo pra pegar minha mochila e jogar no tanque se eu não parasse. Aí eu conseguia pegar minha mochila de volta e riscava ele com a caneta. Porque eu sou do mal.
Essas fotos eu já tinha tirado há um tempo, quando eu fui na FAAP pra conversar com o Edson e depois sair com o Luiz e ver algum filme trash no cinema do Higienópolis, numa terça-feira aí.
E essa pintura fui eu que fiz, de uma vez em que o Edson tirou a roupa e posou pra nós. A mochila nas costas é minha. Ele colocou mesmo esse cano na cabeça, e uns plásticos-bolha, e um garrafão de plástico de água amarrado na cintura com uns plásticos e mais as blusas de todo mundo amarradas também.
Pra quem perguntou, a Grande Reunião está acontecendo. Calma, calma. Eles estão se entendendo. É que chegou um novo personagem por lá e eles não gostaram muito de um detalhe em relação a ele e estão reclamando comigo. Logo eu relato mais um pouco do que acontece por lá.
No final eu acabei escrevendo um monte. Afe, que mania.
quarta-feira, 02/06/2004
O Inferno começa na Vila Madalena
Alguém já reparou que a linha verde do metrô aqui de São Paulo é exageradamente mais barulhenta que todas as outras?
Aliás, já sei porque tá tão frio. Todo o calor do mundo foi transferido pras linhas de metrô. As escadas rolantes do metrô são na verdade um portal de compressão do espaço que te transporta para o subsolo da terra, pra uma região de testes mais próxima do núcleo terrestre. Por isso é tão quente. Não! Quente é apelido. Fechou as portas do trem e eu tive a impressão que minhas bochechas iam explodir.
Mas ainda não descobri por que a linha verde é tão barulhenta. Conversar no metrô nessa linha é que nem querer bater papo em balada. E nas outras, apesar do barulho que é normal, não é uma coisa assim, que te faz gritar pra ser ouvido. Por que, hein? Blargh, odeio balada.
Respostas! Eu quero respostas!
Enquanto isso...
Dum dum dum.
*Cai da cadeira*
Urf.
Às vezes minha gata parece uma galinha, chocando. (Agora ela parece uma bola de futebol.) Ela tem mania de grandeza e ocupa metade da minha cama. Aliás, ela ronca (e tá roncando agora).
quarta-feira, 26/05/2004
Quase uma estudante
Hoje eu fiz minha inscrição pro ENEN.
Amanhã eu vou no Anglo fazer minha inscrição pra começar em agosto. O cursinho é uma realidade. Nunca pensei que isso fosse acontecer comigo. O pior, o pior de tudo, é que eu tô gostando da idéia.
O mundo tá todo errado.
A Rabugenta do Ônibus
Quando alguém tropeça em você, ou mesmo quando você tropeça em alguém, é nada mais que natural que você se desculpe, ou faça um gesto semelhante. Ou faça uma cara de "perdão". O que for. Acho isso um saco. Acho um saco quando alguém mal esbarra no meu calcanhar e vem pedindo desculpas (ou quando me pedem desculpas por um esbarrão imaginário que eu nem senti), ou quando alguém te atropela na maior sacanagem e ainda tem coragem de pedir desculpas. Talvez eu seja um alvo fácil.
Mas pior, pior mesmo, é estar sentada no ônibus, lá na frente, logo atrás do banco que é único, mas pro lado, com banco nenhuma à frente, pra poder esticar a perna e ser feliz. Eu tava, na verdade, dormindo na minha mão. Aí a velha rabugenta sentada no banco único levantou - toda rabugenta - e tropeçou no meu pé. Ela quase caiu, coitada, eu já estava com os braços estendidos pronta pra segurar a velha se ela fosse, de fato, cair. Não caiu.
Que pena.
Eu pedi desculpas (eu sou muito boa em pedir desculpas, as pessoas acreditam que eu estou mesmo me sentindo culpada) e ela me olhou com uma cara de "morra!", a expressão de desgosto, e como se isso ainda não fosse o suficiente, saiu pelo corredor resmungando.
Hah!
As pessoas devem achar que eu sou louca, quando começo a rir sozinha no ônibus logo depois de ter acordado. Na verdade, eu tenho mania de rir sozinha por vários outros motivos quando estou andando sozinha na rua. Se vocês virem uma menina de cabelos curtos com cara de doida rindo sozinha no ponto de ônibus, talvez seja eu.
domingo, 23/05/2004
Tênis de Fim de Semana
O encordoamento da minha raquete devia ter uns 3 anos que não trocava. Eu não aguentava mais aquela corda ruim, frouxa, e que não arrebentava de jeito nenhum. O Nelson, meu professor, todo prestativo:
Nelson: Emprestaí qu'eu bato uns dez minutinho cu'elaí estoura rapidinho.
Começou a bater bolinha com o Dalton, filho do Hélio (japonês gângster incendiário e insano, mais conhecido como Hélião-o-o, se auto-denomina Ve-élio, tenista de fim de semana, que atravessa as quadras dizendo "Nelsão-o-o") e na segunda porrada que o Nelson deu eu ouvi um estalo.
Nelson: Aí.
Quem pode, pode.
Só tem doido naquele lugar. Pega todas as etnias que existem no Brasil, bate no liquidificador e coloca um boné por cima, que você tem o Nelson. Às vezes tem gente fazendo miojo no fogãozinho da pseudo-cozinha, e às vezes tem gente fazendo churrasco de salsicha na pseudo-churrasqueira. Quem acertar um copo cheio d'água que o Nelson coloca na quadra durante do treino ganha uma Dolly (o refrigerante). Quem acertar o Nelson ganha duas. Quem conseguir tirar o boné leva quatro (eu dobro!).
E eu acertei o pegador de bola umas cinco vezes seguidas, sem nem mirar. Sacanagem.
Domingo que vem tem churrasco. Mês que vem ter torneio. Toda semana, mês que vem ter torneio.
Nelson: Vem, vem aí, vemvem sim. Mêsquevemtemtorneiaí, botáo Pedrão pr'jogái, vem sim. Amanhã tô aí desdas sete, apareceaí, batê batê uma bolinhaí.
Não sei como a gente entende esse cara.
Aliás, ontem eu vi um poodle cor-de-rosa, numa praça na avenida Direitos Humanos, na zona norte. Sei lá, né.
sábado, 01/05/2004
Final feliz
Aí, com um braço quebrado, deslocado e o escambau, sem sentir as duas pernas, com a mandíbula quebrada e sem conseguir falar, a Neeh deu um grito bem alto, bem alto. Tão alto que ecoou em toda a caverna e atordoou o bicho mau o suficiente pro Ras acabar com ele, enfiando a lança que era de prata e ficou preta nas costas dele.
É. O Luiz é um mestre bonzinho.
Mas o outro morreu e virou mito entre os Fenrir. Melhor do que nada.
sexta-feira, 23/04/2004
Sexta-Feira...
A Bienal do Livro é monstruosamente enorme e tem milhares e milhares de criancinhas uniformizadas com adesivos na camiseta andando em grupos, ou filas, como um tipo de animal selvagem que pode te devorar se você se enfiar ali no meio. Elas gritam, falam palavrão, se cutucam, passam na sua frente e outras coisas horríveis. E ainda tem as professoras desesperadas tentando botar alguma ordem no caos.
Tá. Não é tão ruim assim.
De qualquer forma, tem gente demais, e tá calor demais, e tem criança demais também. Fico um pouco aflita. Minha vó Suzana me deu aquele livro dos 100 Contos de Crime e Mistério da Literatura Universal. Adoro sair com a minha vó. No mais, fui só de curiosa.
Se eu fosse rica, ia entrar naquele lugar com uns quatro carrinhos de feira.
Minha vó adora andar de metrô (e eu também, pra falar a verdade). Ela fala que as pessoas ficam até mais bonitas andando de metrô. Gente que se você visse na praça da Sé ia achar horrorosa. Em ônibus também. Não tem graça. Mas no metrô, fica chique. Hah, até que faz sentido. Pô, metrô em São Paulo é tão limpo. Nova Iorque, Londres, os metrôs por lá são uma merda.
E hoje também teve mais batalhas. Matei uns dois vermes vorazes (fica melhor com o Luiz falando). E dessa vez eu ajudei a matar mesmo, por mais que tenha sido distraindo a atenção deles com os panos pretos que eu roubei da Dimitra depois que ela morreu. E ainda um dos minhocões foi eu quem acertou a flecha bem na boca.
Eu tava com mais sorte hoje. Woot.
Aí teve vampiros e umas moças estranhas, e uma sala com espelhos esquisitos. Mas os minhocões foram mais divertidos. Fácil de matar!
Minhocões é uma palavra legal. Boa pra falar com a boca cheia de arroz.
Preciso terminar de revisar meus contos.
segunda-feira, 19/04/2004
De Curitiba:
Em Curitiba, os táxis são laranjas. Mas não é um laranjinha discreto. É um laranja gritante, cor de camiseta de clubber saindo pra balada. O australiano - Peter - disse que eram os "Netherlands Taxis". Também serve. E tem um xadrez do lado, na porta, pra fazer um estilo. Escrito Curitiba, em todos eles.
Os ônibus são vermelhos e compridos, ou são amarelos, verdes e prateados. E as ruas são planas e longas, ou ao menos as ruas mais centrais. A cidade é limpa e tem uma porrada de parque.
Fui no museu Oscar Niemeyer, e fiquei lá em cima dentro daquele olho, junto de um monte de cirurgião cardíaco. Subi na torre de telefonia da Telecom e vi a cidade inteira, do alto. Peguei ônibus linha turismo e me fiz de turista.
Também fui pra Morretes e Antonina de trem, um trenzinho chamado Litorina, um só vagão. Eu e o Pedro. A gente conheceu um australiano que imitava sotaques (inglês, irlandês e neozeolandês) de um jeito muito engraçado.
"It's o'bout tea toime, eh, chaps?"
Aí a gente ensinou ele a falar "merda", "babaca" e o que o sinal de ok significa por aqui. Por quê? Porque ele pediu. O cara devia ter uns 50 e poucos anos, mas deixa pra lá. A guia era pernambucana e falava um véri bédi ínglixi. Mas ela era muito legal, e o australiano e o alemão entendiam o que ela falava, então tá valendo.
No avião, a viagem demora tão pouco tempo que quando vai começar a pousar, você tem certeza que estamos caindo e vamos todos morrer.
quarta-feira, 14/04/2004
Viagem!
Vou hoje pra Curitiba. Volto no domingo. Até lá!
quarta-feira, 07/04/2004
Júpiter fica pra depois
As passagens para Júpiter estavam esgotadas. Peguei um ônibus e - depois de enfrentar o trânsito da Consolação no horário de rush
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação. 




