domingo, 29/08/2004
Depois
O inferno do ENEM é ver tanto adolescente junto, falando alto e falando merda.
Odeio gente.
Na minha sala tinha muitas Olivias e Osvaldos e Otávios e umas Olgas e Olivers. Eu ficava tentando adivinhar quais eram as Olivias e quais eram as outras, mas no fim nem tinha tanta graça, porque quase todas eram.
Descobri que ler texto branco num fundo preto me dá tontura. Acho que eu não sou normal. Deixa eu olhar pra parede um pouquinho.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.