quinta-feira, 06/05/2004
Antonio Henrique Amaral no MAM
(O que você faria com 104 milhões de dólares?)
O fotógrafo da Folha me disse que ter sua foto tirada não rouba sua alma. Acho que ele estava me enganando. O desalmado. Eu estava fugindo das câmeras, mas vira e mexe eu via um flash cruel, olhava e tinha uma câmera apontada na minha direção. Também, não podia esperar muito, grudada o tempo todo na irmã do artista. Fui lá com a Cecy, com a Áurea e o Carlinhos, dois amigos dela. Conheci algumas pessoas que me conheciam de quando eu ainda andava de fraldas por esse mundo. Foi lá no MAM. E vai continuar sendo, agora, até o dia 25 de Julho.
06 Mai a 25 Jul
MAM - Sala Paulo Figueiredo
E até bati um papo com um fotógrafo da Folha. Ele veio me dizer que não ia roubar minha alma não. Ah, duvido. É só olhar a cara de sem-alma das pessoas que saem nas fotos das revistas. Oras.
A exposição tava bonita, as gravuras todas de preto e branco e fizeram as paredes de um azul-verde bem claro, pra dar um contraste que faz as gravuras saltarem. Gosto dessas gravuras do Antonio Henrique, principalmente as da década de 50 (essa da imagem é de 1958, "Casal") quando as formas eram mais duras, meio abstratas, muitas linhas e tal. Algumas das gravuras eu fiquei olhando, olhando, tinha a impressão de que elas se mexiam, o preto fazia um contraste surreal com o branco não-tão-branco do papel, como se estivesse a alguns milímetros para frente, grudado no vidro da moldura.
O Antonio Henrique (aka Antoninrique) conheceu a patrocinadora do evento na acadêmia de ginástica. Carlinhos, surpreso, chegou à conclusão que precisava começar a freqüentar uma acadêmia também.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.