quinta-feira, 01/04/2004
Tédio literário
Tá difícil pra achar livro bom. Desde que terminei Sobre Meninos e Lobos, comecei e parei uns três ou quatro livros. Não sei se é falta de saco ou intolerância, mas até o Rubem Fonseca – que, por mais que eu reclame, foi quem me enfiou nesse mundo de literatura policial – tem me irritado profundamente. Acima do normal. Será que eu tô ficando exigente demais?
Queria ler literatura brasileira, mas não queria comprar mais um do Garcia-Rosa – por que eu sei que vou me irritar – e não conheço mais nenhum outro escritor de policiais daqui. Ou conheço, mas tô sem grana pra comprar livro de 30 reais, enquanto tem uns trinta livros a serem lidos me esperando na estante do meu quarto-anexo-escritório.
Aí eu me irrito com as traduções. Intolerância minha, talvez, mas eu vou lendo os diálogos imaginando eles em inglês, já que a tradução ficou tão porca e óbvia, que se eu fosse passar de novo pro inglês aposto que ia ficar igual – ou até melhor – que o original. E fico percebendo os erros do autor, e os erros do editor e corretor que deixaram passar aquilo. E aí eu também deixo de escrever tanto quanto eu queria escrever porque fico achando defeito em tudo.
Ando num humor meio estranho, não sei como explicar. De intolerância exagerada. De vontade de não fazer nada e fazer tudo, e de ter idéias pra textos e esquecer depois de cinco minutos. De não conseguir fazer o que eu tenho que fazer, e ficar fazendo outras bobagens quaisquer.
Ah, não sei. Acho que vou escrever mais um pouco do Duas Luas.
Aliás, parece que eu não sou a única com irmã(o) que trás cachorros aleatórios pra casa.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.