sábado, 31/05/2008
mais um sinal de que estamos todos perdidos
no telejornal da Band:
"a seguir, não perca, a previsão do tempo!"
um bom motivo para não assistir novela (como se já não existissem motivos o suficiente)
"tudo como dantes no quartel de Abrantes".
(claro que tudo fica ainda pior na interpretação do José Wilker).
agora você se joga pela janela.
sexta-feira, 30/05/2008
a casa no morro, final
por fim o que todos estavam esperando ansiosamente desde a última sexta-feira! (hah!) eis a parte final do meu conto policial "a casa no morro", no Palavra #31.
se estava esperando sair o final para começar a ler (vai entender), agora é a hora. leia tudo!
primeira parte;
segunda parte;
terceira parte;
quarta parte;
quinta parte, final
e aí?
terça-feira, 27/05/2008
últimas linhas de um romance possível
Mas então a quem cabe lembrar que todo o universo gira em torno de um imenso buraco negro, ponto de origem de tudo o que existe, e seu inevitável colapso e dissolução?
(Quando o pó, na verdade, o vácuo, por infinita inversão.)
e antes que eu me esqueça
eu assisti ao Indiana Jones 4. e é INCRÍVEL.
segunda-feira, 26/05/2008
não tem mais feriado no ano mas a usp tem toda essa semana sem aula pra compensar
claro que eu estou sofrendo enormemente com a última parte do conto policial. está pronta e escrita e feita. claro que já reescrevi o último parágrafo umas cinco vezes. claro que acho que está uma porcaria (menos porcaria que a primeira vez. talvez isso seja um bom sinal). claro que tenho uma pilha de 120 redações para corrigir. claro que tenho uma prova daqui uma semana e estou boiando bonito. socorro.
(pelo menos eu escrevi a última parte do conto. agora vou sofrer mais um pouco com o último parágrafo.)
sábado, 24/05/2008
a casa no morro, parte 4
chans!
saiu a quarta parte do meu conto policial "a casa no morro", no Palavra #30. hip! penúltima parte. isso quer dizer que sexta que vem sai a última. e aí, woosh.
e pra não perder o hábito, o link para as partes anteriores, pros retardatários:
primeira parte;
segunda parte;
terceira parte.
e leiam!
quarta-feira, 21/05/2008
pro feriado
. começa minha crise semestral de final de semestre. viva!
. sexta-feira sai a quarta parte do meu conto policial, e já acionei el_Rey para postar o link aqui quando sair. viva!
. semana seguinte não tem aula na usp porque tem congresso de coisa, e quem sabe eu não uso o tempo para aplacar minha crise de final de semestre, entender Freud, analisar o "Recado do Morro", do Guimarães, fazer o trabalhinho estúpido da matéria de educação, ler as "Cartas Chilenas" e corrigir umas muitas redações porque afinal o semestre do colégio acaba antes do semestre da faculdade. viva!
. . . . . . . . . (até que não é tanta coisa assim. ham. mas. Freud. prova. com Freud.)
. odeio Freud.
terça-feira, 20/05/2008
das histórias de detetives
(...) in my case at least, detective stories have nothing to do with works of art. It is possible, however, that an analysis of the detective story, i.e., of the kind of detective story I enjoy, may throw light, not only on its magical function, but also, by contrast, on the function of art.
depois de "The simple art of murder", do Raymond Chandler (e de ele falar mal das histórias clássicas de detetive), um pouco do outro lado em "The guilty vicarage: notes on the detective story, by an addict", por W. H. Auden (texto de 1948).
segunda-feira, 19/05/2008
5,30 reais no xerox
terminei de ler o livro "psicanálise e literatura", do Jean Bellemin-Noël (esgotado).
98 páginas.
não entendi nada.
sexta-feira, 16/05/2008
a casa no morro, parte 3
saiu no Palavra #29 a terceira parte do meu conto policial "a casa no morro" (pra quem duvidou da minha capacidade de terminar um folhetim começado). buena, agora só faltam duas partes. chans!
quem ainda não sabe do que se trata, leia as outras partes:
primeira parte.
segunda parte.
e mais na próxima sexta.
paf!
quinta-feira, 15/05/2008
os mundos
conversando com um amigo da faculdade:
ele: onde você conheceu o Doni?
eu: na internet.
ele: ah.
(pausa)
ele: eu conheci ele no centro de Embu.
quarta-feira, 14/05/2008
turn off
acontece de eu estar lendo um texto, que seja de crítica literária ou literatura ou qualquer outra coisa que me caia nas mãos, e de repente ela entra em jogo, toda importante e solene e metida a ter muitas significações apesar do óbvio ridículo que é estar figurando em qualquer enunciação que se pretende respeitável.
ela, a palavra, o desastre: "lúdico".
se for substantivo, se tiver artigo na frente, tenho vontade de jogar o livro pela janela.
such a turn off.
só por anunciação
deixa eu dizer: ando com uma lista de uns quatro ou cinco posts pra escrever, e então. quer dizer, eu me enrolo, e não começo, e perco a hora. tenho uns medos de posts longos, contradigo-me e apago. coisas assim. mas eu queria falar um troço que pensei sobre o filme Iron Man (e já falei pra uns e outros) e também do meu medo de Borges (enfim, enfim, talvez morto agora em um simpósio de estudos comparatistas latino-americanos e uma palestra de Davi Arrigucci), e sobre as palavras que o homem faz sem saber antes o significado, mais algumas literatices que continuam sem começo nem fim (tão difícil colocar em palavras o que não começa nem termina) e o livro que estou lendo e as casas que são de papelão e os homenzinhos que vivem nos canos das pias.
talvez seja mesmo o caso de abrir um editor de posts e só escrever, mas é essa necessidade da referência, esse peso da biblioteca e do arquivo que há sempre atrás de nós, e que tanto nos diz sobre Borges e sobre o que podemos fazer depois dele, e sobre a mania de alguns de dizer que é sempre preciso ler isso ou aquilo antes de ler aquele outro, ao que eu, desde agora, passo a responder que, pois, então devemos antes ler a Ilíada e a Odisséia e a Eneida e a Bíblia (e a Divina Comédia, e ainda outros) se queremos depois ler qualquer outra coisa.
não?
terça-feira, 13/05/2008
esses italianos
"Incrível -- cheguei a pensar --, se tudo aqui é falso, é uma obra de arte."
- o narrador de O Poema dos Lunáticos, de Ermanno Cavazzoni.
segunda-feira, 12/05/2008
por um bom sebo
meu amigo e escritor (ou meu amigo escritor, ou meu amigo que é escritor) Evandro Affonso Ferreira, antigo dono do sebo Avalovara (um ali perto da Fnac da Pedroso, que ainda existe, com outro dono), está agora com um sebo todo virtual, pela Estante Virtual.
aviso, porque Evandrinho manja de livros (manja muito mais de livros do que de vendas, diria ele). está cheio de livros de edições portuguesas e muitas coisinhas mui boas. recomendo.
domingo, 11/05/2008
as crises do míope
você sabe que sua miopia já começa a ser inconveniente quando não consegue mais cortar as unhas dos pés sem óculos.
ou, ainda, quando começa a surgir aquela crise na hora de pentear os cabelos: com óculos você não consegue pentear, porque os óculos atrapalham. sem óculos você não se enxerga no espelho.
sexta-feira, 09/05/2008
a casa no morro, parte 2
saiu no Palavra #28 a segunda parte do meu conto policial em cinco partes. leiam! e não se esqueçam de comentar e reclamar e enfim. né.
quem acabou de cair de paraquedas pode ler a primeira parte antes, que é assim na ordem que as coisas costumam fazer mais sentido.
e sexta que vem tem mais.
quinta-feira, 08/05/2008
da literatura
e me encanta a literatura pelo tanto dela que não podemos compreender, que jamais se poderá compreender; que é o que fazem os poetas -- que são todos os escritores -- quando tentam capturar com palavras o inexistente, o inexprimível e o impossível, como fez Alice ao atravessar o espelho, não saltando sobre ele, mas sim diluindo-o com a palavra, horizontalmente atravessando-o como se nunca pudesse ter havido ali qualquer tipo de oposição.
deparar-se com esse choque, com o que é a ficção e se mescla ao real, com essa possibilidade inexplicável de criar-se a si mesmo e transformar os possíveis. essa literatura que é sempre o Odradek, esse ser efêmero de forma ao mesmo tempo precisa e incerta -- impossível -- que fala em um sopro sem pulmões, porque a idéia de que ele possa nos sobreviver é eternamente dolorosa para mim.
quarta-feira, 07/05/2008
por ora
olá, olá.
talvez você queira voltar outra hora. estou sendo absurdamente devorada por redações a corrigir com um prazo curto, uma prova fantasma que nem mesmo o professor deve saber quando cai e nas entrelinhas uso o tempo para escrever o conto policial, ou que seja ler um conto do Cortázar que não deve ser lido para a aula de teoria literária.
segunda-feira, 05/05/2008
porque afinal é segunda-feira
domingo, 04/05/2008
o que deveria ser sempre o muito óbvio
tudo que é dito em coro por mais de meia dúzia de pessoas é mentira;
o que foi dito em conjunto e concordado por mais de uma pessoa é mentira;
duas cabeças em concordância produzem melhor uma mentira;
duas cabeças em concordância estão mentindo;
etc.
sábado, 03/05/2008
novo trailer do Indiana Jones 4
no site oficial.
agora faltam menos de vinte dias!
sexta-feira, 02/05/2008
a casa no morro
enfim!
publicada no Palavra #27 a primeira parte de meu conto-folhetim A casa no morro. é um conto policial de cinco partes. o resto virá aos poucos nas próximas edições. e vou avisando por aqui.
pra mim um desses desafios auto-impostos, porque é sempre difícil driblar minhas idéias mirabolantes e criar algo curto, rápido e eficiente. ou então esse meio-termo. nunca tinha tentado nada parecido antes. ou melhor, tinha. mas não deu certo. o bicho se encompridou e virou um romance.
mas agora entrei nos eixos.
pois leiam! e digam aqui o que acham, e façam essas coisas que leitores decepcionados ou indignados ou satisfeitos fazem. coisa nova assim a gente gosta de saber se funcionou. mas que não esse silêncio.
