terça-feira, 29/01/2008

mais da literatura policial e, inevitavelmente, da polícia

do Carlos (sem link) em comentário ao último post do Polzonoff sobre literatura policial brasileira:

O problema não é o Espinosa ser metido a filósofo. Eu mesmo sou licenciado em filosofia, e um amigo meu é delegado e professor de filosofia clássica. Outro, escrivão, aprendeu latim por conta própria. E por aí vai. Com esta coisa de concurso, o que não falta na polícia é intelectual deslocado, gente que precisava arranjar um trabalho, passa fácil em concurso mas não consegue emprego no mercado de trabalho real.

o post do Polzonoff é bom e esse comentário do Carlos é todo muito pertinente. isso que ele diz se relaciona diretamente com o que eu tinha comentado antes: a verdade é que convivendo por quase quatro anos com um investigador de polícia eu cheguei mesmo foi à conclusão que até nessa polícia há muito espaço para a ficção, sem precisar abrir mão da verossimilhança. sim, a polícia brasileira tem uns tipos bem literários, digamos assim. dia desses faço um post listando tipos reais e imaginários e peço para vocês adivinharem quais são verdadeiros e quais eu inventei. topam?

pra mim, a discussão continua iluminando aos poucos minhas questões sobre a literatura policial brasileira. que por aqui ela comece a tomar um rumo. pelo menos por aqui.

tenho uns planos.

Olivia
21:33 || Literatura
Comentários

"dia desses faço um post listando tipos reais e imaginários e peço para vocês adivinharem quais são verdadeiros e quais eu inventei. topam?"

Siiiiiiiiimm!! Por favor! Por favorzinho? With sugar on top? Sim?

Olivia, essas informações que vc me passou — por conta delas cá estou, e daqui a pouco dou uma passada lá no Polzonoff tb! — me fizeram ampliar um pouco a minha visão sobre as possiblidades aqui no Brasil; Ao mesmo tempo, não sei o que vc achou da minha linha de pensamento, sobre algo a la Comissário Montalbano se parecer um pouco mais conosco, ou ao menos poder dar um pouco mais de samba sem parecer pastiche noir... Enfim, gostei muito do teu artigo, me animou até a dar palpite nessa área em que no máximo sou um leitor meio intermitente...
Abraços

O gato comeu a sua língua?


(não será publicado)





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