sexta-feira, 17/08/2007
produção independente
Quando escrevi meu primeiro livro eu tinha acabado de completar oito anos. Foi em março de 1993. Então fiz o que qualquer escritor ansioso por ver sua imperdível obra literária nas mãos de seus leitores faria: uma produção independente.
O livro do topo é esse primeiro, e o engenhoso título "Não é fácil ser famoso... Ou é?" já é um sinal da minha sensacional desenvoltura na criação de títulos sugestivos, além de apresentar a incerteza que ronda o homem moderno acerca da fama e do reconhecimento. Os outros vieram depois, em um período seguinte de cerca de um ano, o que indica uma longa e promissora carreira.
Também se vê pela contra-capa que um escritor multi-tarefas vale por dois. O crédito da produção e publicação foi deixado de lado, porque eu, ham, provavelmente não sabia o que isso queria dizer.
O livro conta, em surpreendentes seis páginas e em uma narrativa ágil e eficiente, a história de um gato laranja e listrado chamado Duquei (e eu juro que não sei como isso deveria ser pronunciado) que queria ser como o Garfield. Um dia, ele topa com Garfield no meio da rua e pede um autógrafo.
Aproveitando o momento, pergunta ao outro o que fazer para ser como ele, famoso e importante. E Garfield o apresenta ao desenhista.
Porque lógico que existia o gato dos quadrinhos e um gato real, que servia como modelo para os quadrinhos. Obviamente, um gato de quadrinhos jamais poderia existir apenas no mundo dos quadrinhos.
E no dia seguinte Duquei vira o famoso Duquei das histórias em quadrinhos. E conclui que o único problema da fama é aguentar as pessoas pedindo autógrafos (e pedindo para ser como ele, imagino).
Claro que o livro não fez lá tanto sucesso e a distribuição foi um pouco precária (entre outros problemas, a tiragem foi de um exemplar), mas os meus dois ou três fieis leitores, na época, disseram que eu era a novíssima revelação da literatura brasileira. Sem dúvida alguém a se ficar de olho nos próximos anos (principalmente porque eu não tinha amigos, tinha orelhas enormes de abano e passava horas sozinha com uma pilha de blocos de construção).
Botei outras fotos das minhas produções independentes num álbum do PicasaWebCoisa. Está tudo meio fora de ordem, mas enfim.
Menina!
Precoce, não? E multi-tarefas também. Mas o talento já estava alí.
Boa idéia essa, a de postar. E voce, vê? Já era uma autora "idenpendente". Era sua própria editora, avançada no tempo.
Beijo, menina
Deus do céu, que fofo!!!
Que post lindo, Olivia.
Eu comecei sorrindo, cheguei a rir. Parei e me disse: "Tá rindo do quê?". Não soube responder.
Talvez este tenha sido o post mais sério e contundente sobre o assunto. É uma verdade irrefutável atrás da outra.
Copiei pra cá (http://osviralata.wordpress.com), tá?
Pra completar, seu gato tem o nome parecido com o mascote do meu site.
eu achei simplesmente sensacional. e te invejei por ter guardado com tanto carinho e zelo essas pérolas da tua vida. dos mais belos posts dos últimos tempos este é, com certeza, o primeiro da lista!
Bem legal tudo isso. Ainda tenho meu primeiro poema, também. Highly chapa branca, como compete a um sujeito de oito anos escrevendo por encomenda sobre o dia da árvore.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.