01.07.2007
(título?)
Isso. Que hoje terminei o livro que estava escrevendo, há tempo suficiente brigando com o personagem. Ainda não tenho um título. Aliás, não tenho nenhuma idéia de título.
(Já postei há algum tempo um trecho desse livro.)
Esse é o segundo livro de uma trilogia que estou fazendo. O primeiro foi Que os mortos enterrem. O terceiro já está semi-planejado e vai ter um nome bizarro, como A vida secreta das nuvens. Na verdade vai ser a vida secreta de alguma coisa, mas eu tenho certeza que não gosto de nuvens.
(No blog, o primeiro e o segundo capítulo de Que os mortos enterrem. Provavelmente não é a versão final que tenho comigo, mas tenho certeza que não mudei tanta coisa assim.)
Por trilogia, além de um personagem em comum, talvez um tema em comum. Porque todo escritor tem alguma obsessão. O personagem que anda pelos três livros vai ser o Michel, o amigo do Luciano do primeiro livro. Nesse segundo, passaram-se uns dez anos e Michel tem uma filha com a prima do protagonista. Assim ele entra na história. Mas fica nas bordas, como bom personagem secundário que ele é.
No terceiro livro a protagonista é a filha de Luciano. No primeiro livro ela tinha seis anos. Nesse, ela terá 27, e vai narrar, penso, a história do irmão mais novo. Não sei ainda os detalhes. Tenho outros planos antes de escrever esse. Tem uma história policial que eu quero muito escrever antes de qualquer outra coisa.
Enfim, enfim. Hip! Terminei o livro que estava escrevendo e agora preciso de um título. E, talvez, leitores. Hein?
"Terminei o livro que estava escrevendo e agora preciso de um título. E, talvez, leitores. Hein?"
Opa, leitores? Eu não sei fazer comentário por escrito (você deve ter percebido isso com os três livros seus que eu já li), mas me disponho a ler este antes que as férias acabem, pra ver se rola eu conversar contigo sobre ele.
Isso tudo, claro, se você topar. Sei lá. Mas taí: voluntário.
O título é a isca, não é? Eu não li nada, mas fui fisgado. Nem li o referido post, mas se um está enterrado (e não cremado) e o outro nas nuvens (supondo que você goste delas, e que sejam ar), imagino (numa tentativa de decifrar o mistério do título perdido, num instante em que estou sem nada melhor para fazer) que o outro esteja no fundo do mar, ou no ardendo no fogo. Isto, se nuvens forem ar. Você pode achar que sejam água, ou nada. Mas aí tem o outro lado, o começo da frase, do título. Um é a vida secreta, o outro fala de mortos, então o terceiro não é vida nem morte, nem segredo nem tumba conhecida. Archibald - a orquídea que tenho na minha sala - é um vegetal, algo entre a vida e a morte. Eu perguntei o que ele acha, mas ele é lento para responder e só saberei a resposta dentro de alguns meses. Mas entre a vida e a morte também existem os sonhos, o orgasmo, ou o sono (que sinto agora), que me provoca o mau hábito de filosofar bobagens em caixas de comentários.
helder, você é um gênio.
eu! eu! eu sempre quero te ler (e desde os tempos de colégio)! mas me dá um prazo de feedback pós dia 20 de julho porque eu tenho que repor o semestre da greve!
saudade, vermelha querida (embora vc não seja mais vermelha, mas enfim)!
beijocas!
olivia
não tem acento. olivia não tem critérios. olivia não existe. olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.