sexta-feira, 05/01/2007
Na Gazeta de Cuiabá
Terça-feira última chego em casa minha mãe avisa que um Iuri ligou. Na hora eu me assustei, porque o único Iuri que conheço é um personagem, e ele não costuma me ligar.
Mas enfim.
(Não era o personagem.)
Eu, aqui.
[Link para o artigo no Gazeta Digital.]
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A estréia de uma jovem escritora
Iuri Gomes
Especial para o VidaUma mulher estirada no chão sobre uma poça de sangue e o filho, ao lado, paralisado. Ele é um dos suspeitos. Assim começa o livro Desumano (Editora Brasiliense, 152 páginas, R$ 24,90), de Olivia Maia, de 21 anos. Com um quê mórbido, este "conto comprido que virou livro" marca a estréia dela na literatura.
Desumano consumiu cerca de um ano de Olivia até ser finalizado. Ela explica que estava escrevendo outro livro e, nas horas vagas, se dedicava a iminente publicação. Mas como uma estreante conseguiu um contrato com uma grande editora? "Foi sorte: eles queriam, eu tinha. Eles gostaram e deu no que deu", diz a estudante de Letras da Universidade de São Paulo (USP).
A Editora Brasiliense já estava pensando em uma série de publicações policiais feitas por escritores brasileiros. O livro de Olivia seria o primeiro, apesar de ela não saber se a idéia inicial da editora vai vingar.
A jovem escreveu outros trabalhos antes, um aos 17 anos e outro aos 19. Desumano é o terceiro romance dela. Olivia acha que a maior dificuldade enfrentada pelos novos autores é a ansiedade. A quem tem trabalhos e ainda não sabe como publicá-los, ela aconselha ir atrás, batalhar - mas, no fim, admite: ter um contato e sorte sempre é bom e ajuda nessas horas.
Entretenimento - Sabe-se que se lê pouco no brasil. Segundo o Instituto Paulo Montenegro (IPM), braço social do Grupo Ibope, só 26% da população brasileira na faixa de 15 a 64 anos de idade são plenamente alfabetizados. Sendo assim, vale a pena insistir em literatura?
"O problema é a idéia mirabolante que as pessoas fazem da leitura", opina Olivia. Para a autora falta no país uma literatura "mais novela", mais próxima daquilo que as pessoas vêem na TV: entretenimento. A partir desse tipo de literatura, acredita Olivia, é que as pessoas chegarão a um Kafka, James Joyce ou Henry Miller. "Falta entretenimento, do tipo: a pessoa lê um livro numa semana e fala: "Quem bom, vou ler outro"", completa.
Olivia acha que é uma questão de costume. As pessoas devem passar por estágios, alimentando aos poucos o gosto pela leitura. Para isso elas têm de passar por "degraus", como um Paulo Coelho.
Desumano - O livro na verdade é um conto que se estendeu e acabou virando livro. Olivia já escrevia textos com tons policiais e suas tramas habituais, mas um tanto um quanto complicadas - o que acabava emperrando o trabalho. "Ele (Desumano) é mais simples na idéia, mas acabou ficando mais consistente", diz Olivia.
O protagonista e narrador é Márcio, um garoto de 20 anos. Ele estuda em uma universidade pública de São Paulo e é órfão de pai e agora de mãe - a mulher estirada na poça de sangue com o pescoço cortado e o maxilar estraçalhado que abre o livro. Por não se lembrar de nada, Márcio é um dos suspeitos do crime.
O cenário de sua fuga é a cidade de São Paulo. Na correria, Márcio conhece Luisa, sua companheira de investigação e de solidão. Os dois voltam até a cena do crime em busca de pistas que denunciem o verdadeiro assassino.
Sobre a autora - Olivia começou a escrever cedo. O gosto pela literatura policial nasceu das horas gastas na leitura de casos de crianças psicopatas em um site, nas conversas e textos trocados com o escritor e ex-delegado Joaquim Nogueira e no próprio casamento: Olivia é casada com um investigador de polícia. Quem lê Desumano nem imagina que ela, aos sete anos, montava livros sobre coelhos e gatos.
Na adolescência, porém, por pouco ela não parou de escrever e de ler. Tudo por causa das suas crises, amores não-correspondidos e provas de química e física. Foi só no último ano do colégio que o gosto voltou, graças a um professor. "A partir daí comecei a ler os escritores de verdade", diz ela se referindo a Cortázar, Guimarães Rosa, Dennis Lehane, James Joyce e outros.
A jovem já dois livros prontos, um policial e outro que ela classifica como "cult": um historiador de 35 anos com crises existenciais. Ela está escrevendo outro nesta linha. "Não sei o que fazer com os não-policiais. Eles estão numa crise existencial", brinca Olivia, que pretende lançá-los, mas não faz a menor idéia de quando.
ééééééé!!! minha ídala!!!
Minha idala, que é sem acento.
êêê! Vai que é tua, Olivia Maia!
Quando será que vou te ver no Jô, falando praquele mala: "ei, fica calado um pouco, que a entrevistada sou eu!"?? :D
Alguém TEM que fazer isso por mim. rs
;-)
só por conseguir ler James Joyce, já merece todos os prêmios do mundo, hehe.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.