terça-feira, 30/01/2007
Mais Estranho que a Ficção
Anota aí. Que esse vai ser o melhor filme que eu vi em 2007.
Fui assistir e nem sabia muito da história. Só, do trailer, que um sujeito de repente começava a ouvir uma voz narrando sua vida e achava que estava ficando louco. O filme é tão mais que isso. O filme é tudo aquilo que tanto me aterroriza e que até hoje me impediu de conseguir terminar de ler o Ficções, do Borges.
Therapist: You have a voice speaking to you.
Harold Crick: About me. Accurately... and with a better vocabulary.
No cinema sentou um sujeito gorducho do lado do Roger e a cada piadinha do filme o sujeito gargalhava tão alto que o cinema tremia. Depois indo embora descendo as escadas rolantes do shopping topamos com esse mesmo sujeito, e ele tinha um sorrisão enorme, parado na escada rolante com as pernas bem abertas e as mãos no bolso, com a maior cara de realizado. Acho que ele também gostou do filme.
E o Will Ferrell tem aquela cara de bobo e a gente fica com tanta pena. Para quem assistiu Anchorman, é uma bela mudança. Mas só podia mesmo um ator tão de comédia para essa cara de perdido que ele tem em Mais Estranho que a Ficção. Porque o filme nem sabe bem se é comédia ou tragédia. Ou sabe. O sujeito que sentou do lado do Roger deve saber.

Little did he know that this simple seemingly innocuous act would result in his imminent death. Emma Thompson, genial. Karen Eiffel, a escritora inglesa. Aquele jeito todo negligente de falar e o humorzinho britânico clássico quase clichê.
Não é filme para se deixar passar. Nessa onde de agora só se fazer refilmagens e adaptações de livros/quadrinhos/história, vai bem um roteiro assim inesperado e com um ator ainda mais inesperado no papel principal.
She's a killer. She kills people.
E Dustin Hoffmann, o professor de literatura. E se a gente repara bem o Dustin Hoffmann sempre tem um pouco de louco hiperativo em quase todos os papéis que ele faz. I've written essays about "little did he know".
Espero seriamente que a comparação com Anchorman não tenha sido pejorativa.
Ainda não assisti o Mais Estranho..., mas duvido que seja melhor que Anchorman.
Oi, Olivia! =]
claro que não foi pejorativo! haha, adoro anchorman :)
Gostei da forma crítica como escreu!!!
Recomendo blog de crônicas, www.vinhetascotidianas.com.br
eu curti. achei um filme bom. mas nada de mais. não sei se é pq eu li críticas que o compararam com filmes do Kaufman (que eu sou louca por)...Emma Thompson e Dustin Hoffman roubam a cena. enfim, achei um filme interessante. no more. :-)
anne, não achei tanto a ver com os filmes do kaufman. eu diria que esse é bem mais sutil, além da idéia ser outra. pra falar a verdade, gosto mais desse :) o que não me impede de gostar dos do kaufman anyway. haha. mas é que esse, woosh.
Aqui estréia sabado, depois fico sabendo se voce viu bem.
Comentário atrasado: tua lista aqui de baixo é ótima.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.