quarta-feira, 13/12/2006
De monstros e fadas
Fui assistir O Labirinto do Fauno no Cine Bombril.
Eu gostei, apesar das cenas sangrentas, e tem uma música de ninar que a mulher canta, e eu já tinha ouvido aquela música antes e saí do cinema querendo lembrar de onde, e quase me lembrei. Aí quando saí do metrô me dei conta de que tinha esquecido.

E o filme tem fadinhas que são insetões transformados e fazem barulhinhos de besouros e comem carne crua, e tem o capitão arrancando o nariz de um camponês com uma garrafa. Na verdade ele não arranca o nariz, ele enfia o nariz pra dentro do crânio do homem. Com o fundo da garrafa.

Tem umas coisas meio assustadoras, mas é um tipo de filme que eu não quero que acabe logo, e se a poltrona daquele cinema não fosse tão terrivelmente desconfortável -- principalmente pra quem usa óculos e não consegue enxergar nada por cima deles, e ainda mais porque o filme sendo em espanhol eu precisava das legendas e tinha que ficar segurando o queixo para que a tela se enquadrasse dentro das lentes dos óculos --, eu podia assistir aquele filme umas outras vezes mais.
Mas enfim.
(E quem viu o Desumano na Cultura da Paulista deve ter se enganado, porque ele não está por lá não. O rapaz disse que eles encomendam esses livros menos pop em pouca quantidade, e em alguns casos os livros estão vendidos antes de chegarem na loja. De qualquer forma, já está na Livraria Cultura para venda online.)
Nem sei mais se você lê os comentários. A verdade é que eu queria ter ido no lançamento do seu livro, mas tinha que ir tocar num show.
A formatura do meu irmão me deu umas nostalgias estranhas daquele colégio dos infernos, mas enfim...
Como vai você, e a sua irmã? (pois é, esse tipo de nostalgia) Bom, chega. Nunca pare de escrever. E eu também babo em Guimarães Rosa.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.