sobre o nada e o inevitável, e sobre a vida imaginária de pessoas que não existem.#

18.07.2005

Criatura

um pedaço de qualquer coisa sem começo, meio e fim

Criatura que era não era gente não era bicho não era planta, não era pedra. Era um pouco de tudo e um tanto de nada, e depois do que aconteceu ficou mais nada ainda, um ser de asas grandes demais para ser gente humana.

Mas se é para tratar de aparência só, cara que se vê, eram como os humanos mas um pouco menores, mais magros e finos, como pensaram que seriam todos os humanos, o dia em que foram surgidos e o dia, aquele mesmo dia, que tiveram a missão de guardar a Terra e os limites da natureza com a civilização.

Lita criatura guardiã anjo caído. Anjos! Eram como anjos, quando vistos pela gente, tão raramente. Lita não era mais guardiã, era apenas criatura, tinha asas, não era gente, não era ninguém, não era nada. Expulsa, renegada, matadora de humanos.

É a história de Lita por quebrar as regras que ditaram uma existência, a existência de um grupo de criaturas místicas - se me é permitido chamá-las místicas, eu tão real e concreto ser humano - regras, limitações. O destino de Lita era desaparecer.

Olivia
21:03 || Pedaços
comentários

Só...

o gato comeu a sua língua?
 

(não será publicado):



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