sábado, 05/02/2005
Desumano
trecho
E por onde mesmo eu ia começar?
Uma lista de suspeitos, talvez.
Não.
Aquele não fora um crime de vingança. Não fazia sentido, fora violento demais.
E por que alguém cometeria um assassinato como aquele, de forma tão desumana? O que seria humano? Qualquer ser humano, com a devida força de vontade, seria capaz de um crime assim. A partir de que momento um assassinato se tornava desumano? Ou eram todos humanos? Talvez o contrário.
Talvez esse tipo de raciocínio não me levaria a lugar nenhum.
Por que matariam minha mãe?
Eu tinha a impressão de que apenas os peritos e médicos legistas seriam capazes de encontrar pistas melhores, e isso não aconteceria se a polícia continuasse com aquela idéia fixa de que eu era o culpado. E, se não houvesse nada que eu pudesse fazer, talvez eu devesse sair de vez de São Paulo.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.