quinta-feira, 27/01/2005
Meios
Era engraçado pensar nas coisas como eram antes. Nas coisas como foram, por aquela semana ou aquelas duas semanas. Porque é tudo uma questão de ponto de vista. O que confundia era pensar que ele havia sido o primeiro a falar aquelas três palavras que ela tinha tanto medo, ele fora o primeiro a acreditar um pouco mais naquilo tudo. Ou ao menos ele fora o primeiro a demonstrar. E ainda assim, lembrando, é como se ele estivesse achando que ela era mesmo meio doida, no começo. E como se no começo fosse ela disposta mesmo a acreditar naquela história. Como se ele já estivesse preparado a esquecer tudo e voltar à vida que tinha antes, o que ela sabia que nunca conseguiria fazer, realmente. Por que ele podia, e ela não?
O que havia realmente acontecido? Como as coisas haviam realmente acontecido?
E antes ela achava que queria descobrir, mas aos poucos começou a achar que era melhor ficar sem saber. É tão difícil aceitar os próprios erros, às vezes. Será que ela tinha sido mesmo tão errada, se afinal as coisas todas se ajeitaram do jeito que acabariam se ajeitando, e se afinal a história não poderia ter tido um outro jeito de acontecer?
Não, só podia ter acontecido assim. senão, não seria.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.