quarta-feira, 05/01/2005

A idéia do Vitor

que agora não sai mais do meu pé (a idéia, não o Vitor)

É difícil pra mim lidar com esse tipo de idéia. Escrevo de um jeito no blog, e de outro, completamente diferente, quando narrando uma história qualquer. Por quê?

Oras, por quê! Porque é assim que me vêm as idéias para serem escritas, e porque quando narro não quero inovar nada, quero apenas contar uma história do jeito que as histórias costumam ser contadas.

Porque não tenho para mim um Edgar como tem o Abner. Porque meus personagens se criam de outro jeito e são como se fossem pessoas, e não brinquedinhos. Porque as idéias não aparecem para mim desse jeito, para que seja dada mais ênfase à linguagem do que à história. Porque não sou Guimarães Rosa ou Mario de Andrade, ou, ainda, um Rodrigo S. M. um pouco mais sádico e engraçadinho, e menos dramático.

Porque existem alguns meios de criação que eu não sou capaz – ainda – de compreender. E digo ainda porque espero ainda um dia ser capaz de entender e dominar e usar.

Mas, de qualquer forma, a idéia do Vitor não sai mais de mim, e eu vou dar um jeito de usá-la. Acontece que a idéia é boa demais pra ser desperdiçada com uma idéia fraca. Ah, não vou contar qual é a idéia, exatamente. Digo apenas que é um novo jeito de contar uma história. Novo pra mim, ao menos. E eu vou usar essa idéia. Nem que pra isso eu tenha que brigar com algum personagem.