quinta-feira, 23/12/2004

Não foram as cápsulas de guaraná

a mesma ladainha de sempre

Não me chamem de louca! Não me olhem estranho quando falo dos meus personagens como se existissem. Nem digam que isso é tudo um teatrinho, Olivia pseudo-louca fazendo-se de esquisita só para impressionar.

Meus personagens existem. Existem, sim, existem e são reais, e caminham no mundo assim como eu e você. Existem e têm vontades, opostas, contrárias ao que eu pensei para eles, absurdas do meu próprio ponto de vista. Meus personagens existem tanto quanto eu existo, e são reais tanto quanto qualquer outra pessoa que você nunca viu e nunca verá na vida também é real.

Esqueçam um pouco a verdade, porque a verdade não vai a lugar nenhum. Estará como você a deixou quando a abandonou por aquele breve momento. Não estou falando de verdade, estou falando daquilo que realmente importa.

As pessoas deviam se preocupar mais com aquilo que realmente importa. Deviam se perguntar mais sobre o que realmente importa, ao invés de se questionar quanto à verdade. A verdade é imutável e objetiva, e o que importa é subjetivo e é de fato aquilo que fará qualquer diferença na sua vida.

Se vez ou outra a verdade importa, que seja. Mas nem sempre, nem sempre.

Pois se você me diz que meus personagens não existem de verdade, nesse nosso mundo que chamamos de real, pergunto-lhe se isso importa. Importa? Existem pessoas que nunca cruzaram a sua vida, e nem por isso elas existem menos do que você. Como você pode dizer que elas são reais, se nunca as verá na vida? Consegue provar?

Comentários

Eu acho muito pertinente esse tipo de discussão, que vai da filosofia à comunicação. (Lembro das aulas de Introdução ao Jornalismo: uma árvore cai em cima de um gato, no meio da floresta. Ninguém viu. É um fato? Realmente aconteceu? Ou ainda os questionamentos sobre a Verdade Absoluta, que rendiam debates karatekas.) Por essas coisas é que o meu espectro para "real" é bastante largo.

É...procurar a verdade é um saco, como se vc fosse estivesse muito acima dos outros, é que achei meio sacal quando vi o Otávio de Carvalho falando sobre essa questão de "busca da verdade". A tal verdade que está além do que a mídia diz, que os governos dizem e deu a impressão que ele e os seus amigos de trabalho são os únicos e iluminados sábios deste mundo...

Ele falou coisas bem instigantes, coisas pra pensarmos mas essa coisa da verdade...É um saco.

*suspiro*... só sei de uma coisa. EU não existo. e ponto

Eu acho que as coisas são o que a gente faz delas... E a Olivia nem sabe quem eu sou... Eu sou amigo da sua prima Bruna e do Strambi, lembra? Bom, tanto faz... Gostei pra caramba do jeito que você escreve... De verdade.. Quer dizer... será?

Li, você já disse isso. A gente acredita.

Ah, e eu sou amigo do Arthur. O que faz com que ou o Arthur seja louco e converse com gente que não existe, ou seja ele também um personagem seu, Olivia...

Jacarés no esgoto... Hmhum. Meio que aquela coisa de mundo das idéias, Platão ou algo assim. Mas o importante é que importa. Seu mundo é do tamanho daquilo em que você acredita. Frases desconexas. Yeah.

Bom que voces me entendem ;)

Ah, e eu até ia dizer mais um monte de coisas, mas eu tenho que arrumar a mala, tomar banho e tomar milkshake no Bob's.

O gato comeu a sua língua?


(não será publicado)





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