domingo, 19/09/2004

Quem é debilóide?

Cinema oferece nicho para todos

SUZANA AMARAL
ESPECIAL PARA A FOLHA

Surpreendente e lamentável a postura de Jayme Monjardim face às críticas recebidas por seu filme "Olga" (Ilustrada, 16/9). Principalmente partindo de um diretor que se diz sensível e ter feito um filme que "se propõe a ensinar sobre intolerância sem impor".

Como profissionais, quando entramos na arena sabemos de antemão que poderão vir flores ou pedras. Saber aceitar tanto umas como outras faz parte da praxis e da ética profissional. No caso de Monjardim, a julgar por sua reação aos críticos e por suas palavras ao me atacar -que desceram ao nível chulo da ofensa pessoal-, ele extrapolou limites revelando o quanto valoriza e preza minha opinião sobre o filme.

Note-se que não demonstrei em minhas observações nenhum preconceito por sua linguagem televisiva, pois acredito estarmos vivendo um momento do cinema brasileiro onde impera um vale tudo de produções as mais diversas e todas válidas.

Como temos vários tipos de público, precisamos de vários tipos de cinema, e nesta "maionese geral" há um nicho para cada diretor. Conseqüentemente, Jayme Monjardim também terá o seu espaço.

O que não pode haver é o desrespeito e as reações estapafúrdias contra a crítica, pois se ela está aí é para balizar e não para inflar os egos artísticos.

A crítica brasileira está crescendo e aprendendo coragem para ajudar nós, diretores, a melhorar nossas performances.

E ainda tem chances de ir pro Oscar? Bah.

Eu não vi o filme e não posso dizer se é bom ou se é ruim ou o que for. Achei absurda a atitude do Jayme Monjardim em relação às críticas. Uma coisa é ele só se importar com o público que chora. Ou até mesmo achar que se o público chora é porque o filme deu certo. Se ele quer isso, bom pra ele. Mas a resposta que ele deu aos críticos foi ridícula.

E até li um blog de alguém achando o que ele disse o máximo, e dizendo que ia ver todos os próximos filmes dele. Cada um pensa como quiser. No geral, ainda acho que quem se deu mal com isso tudo foi ele, e não a minha avó ou qualquer outro crítico que ele ofendeu.

Suzana Amaral é diretora de um dos filmes mais premiados do cinema brasileiro, A Hora da Estrela (pode dizer que eu sou suspeita pra dizer, e sou, mas é a verdade). Já foi júri no Festival de Berlim. Porra. E o cara vem me falar que ela é uma debilóide, fez um filme na vida e deve ser uma frustrada. Se o cara quer fazer cinema no Brasil, o mínimo que ele podia fazer era um esforço pra aprender um pouco mais sobre cinema no Brasil.

E pela definição dele, boa parte dos melhores diretores do Brasil são uns frustrados. Quem é debilóide?

Olivia
23:11 || Cinema
Comentários

Monjardim é debilóide! >=D

é, tb nao vi o filme, e provavelmente nao verei. nao por causa disso, mas pq nao me interessa.

mas u q u kra falou é nada haver.
primero pq quando existe um critica, é bom, pq pode-se melhorar
e levar td ao pé da letra é bobagem
se gostaram do filme bom, se nao gostaram bom tb, tanto faz.
ficar ofendidinho q nem esse kra fico é falta de maturidade e profissionalismo desse cara.

e tb, todo o casting do filme é da Globo. Globo = Mafia. intao, deve ter dedo da mafia protejendo esse cara tb.
em fim, vejam Rei Arthur e AVP q vale mais

vcs viram quantas vezes eu disse, "esse cara" ? . eita isagero da porra.
mto loko.

e eu tentando lembrar de onde conhecia o nome da tua avó todo esse tempo, A Hora da Estrela, claro! Até fiz post quando assisti. Dã, Clarice.

Olívia, é preciso tomar cuidado para não ofender o Monjardim. "Ouça", ele é filho da Maysa, pode ter herdado as maluquices da mãe...nunca se sabe!

O gato comeu a sua língua?


(não será publicado)





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