segunda-feira, 09/08/2004

Dia dos Pais

É engraçado perceber, de repente, que apesar do meu pai morar em Fortaleza há uns 5 anos e eu mal falar com ele hoje em dia, a maior parte das coisas que eu tenho como conhecimento básico, foi ele quem me ensinou. Mas conhecer, digo, essas coisas bobas e óbvias que crianças aprendem, ou coisas que muitas crianças deveriam aprender. Claro que ele ensinava tudo de um jeito meio bobão, generalizava as coisas e vivia me enganando (como quando ele me disse que os prédios com janelas espelhadas eram daquele jeito porque dentro deles só tinha água - e eu, claro que acreditei). Mas ainda assim.

Ele me ensinou a multiplicar com colheres. 3 x 4 = 12. Sim, sim. Juro, e eu nem tinha aprendido a multiplicar na escola. Acho que era hora do almoço ou do jantar.

Ele me ensinou alguma bobagem sobre a origem das palavras. (Um homem das cavernas apontou pra uma pedra e disse 'h'edra, h'edra', aí com o tempo acabou virando pedra.)

Meu pai nunca falava sério. E adorava inventar histórias. Quando ele deu de contar história pra gente dormir, nunca terminava história nenhuma porque esquecia como ela deveria continuar na noite seguinte e começava a inventar outra.

Ele que me contou quase todas as piadas de loira que eu conheço.

Só errou achando que por ter filhas mulheres nenhuma ia se interessar por computação e computação gráfica, e eu fiquei sem aprender dele essas coisas que fui aprender depois. E hoje em dia eu sei mais do que ele, e ele se deu mal. Agora teve outra filha (ê desgraça, só nasce mulher nesse família. Minha vó deve ter umas 15 netas e 4 netos), e pelo jeito começou a olhar pra trás e perceber que uns 5 anos se passaram, e ele se perdeu.

Comentários

NNNNNNNooossa!
tinha esquecido que falei essas coisas.
Ou voce inventou?
eta imaginação.

O gato comeu a sua língua?


(não será publicado)





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