terça-feira, 27/07/2004

Quem matou Henrique Ritcher?

Quem, quem?!

Se você já leu alguma parte da história que eu estou escrevendo, Duas Luas, talvez já tenha se perguntado o mesmo (ao menos eu espero que tenha. E se ainda não leu, e quiser ler, é só pedir que a gente dá um jeito).

Mas, céus, preciso descobrir logo, porque já estou na página 67 da história e ainda não descobri. Pedro e Iuri parecem muito certos de que o culpado é o irmão mais novo, Ivan Ritcher, mas será que foi ele mesmo?

E como se faz quando você não sabe o assassino do seu próprio livro?

Na verdade, eu também tinha muita certeza de que tinha sido o Ivan, e isso nem era o mais importante da história (não, não vou contar o final). Aí de repente outros suspeitos entram na roda e vão rindo da minha cara, porque eu não tinha pensado neles antes, deixando eles muito soltos para cometer o crime e ainda fazer outras coisas enquanto Pedro e Iuri procuravam pelo Ivan desaparecido.

Personagens, lhes digo, são seres muito traiçoeiros. Basta virar as costas uma vez para que aprontem o impossível. O tempo no mundo deles passa mais rápido, e você fica duas horas olhando pro lado e eles fazem um estrago de três dias. Agora, veja eu aqui, sem saber o que esses dois suspeitos extras fizeram enquanto eu não olhava. Sei que fizeram um monte. Aos poucos, estou descobrindo coisas.

Ainda não descobri o suficiente. Ainda não sei quem matou Henrique Ritcher. Foi um deles, um dos três. Talvez tenha mesmo sido o Ivan. O Ivan é um sujeito muito esquisitinho, metido, e treme a mão. É genético, sabe?

Sulistas. Como disse o Pedro, existem sulistas demais nessa história.