sábado, 10/07/2004

Caploft

Derrubei meu tio no chão, no gramado. E ele caiu em cima de mim. Agora minhas costas doem.

Reunião de Amaral Rezende parece canil de cachorro labrador. Tem tudo a mesma cara. A vó é a cara da tia que é a cara da sobrinha que é a cara da prima que é a cara da mãe da prima que é a cara do marido que é a cara da irmã e por aí vai. Meu tio (o mesmo que eu derrubei no chão) é a cara do meu pai. Que é a cara de todos os outros 4 irmãos. Toda vez que via meu tio de costas (não de frente, porque ele tem olho verde e meu pai não - e o nariz do meu pai é mais bonito, também) achava que era meu pai.

Detalhe que meu pai não estava lá. Aliás, meu pai mora em Fortaleza. Imagina a confusão que ficava a minha cabeça nesse décimo de segundo de loucura.

E eu sou a cara da minha tia que é a cara da minha vó e é a cara do meu pai que por sinal é um pouco parecido com a minha mãe (isso é só coincidência, mas enfim) e a filha dessa minha tia é a minha cara e a irmã dela tem um pouco da minha irmã.

E o churrasco foi feito pelo meu tio carioca (que é marido dessa minha tia que é a cara da minha vó e do meu pai e de mim e da minha mãe, também, por tabela - mas minha mãe é muito mais linda). Hah!

Aliás, também derrubei no gramado o meu primo de segundo grau que é antropólogo. Ele dá aula de História da Arte na FAAP. Adoro ele e a mulher dele, dois fofos.

Estava com vontade de derrubar as pessoas (eu sempre estou. Normalmente me comporto).