domingo, 27/06/2004

Incoerências-inhas

Não sei expressar tudo que sinto em relação ao mundo aqui, porque me falta na escrita a gesticulação que o 1/4 de sangue italiano me impõe. Sim, sim 1/4, só isso. Garanto, é o suficiente.

Ela estava certa quanto às caretas.

Por isso eu não me explico, apesar de isso ser uma explicação. Na verdade, eu adoro explicar por que eu odeio tanto me explicar. É aquela velha história, toda regra tem uma exceção, isso é uma regra, logo blah blah blah. Pão pão, queijo queijo, maionese na geladeira e não vira à esquerda que você vai se perder.

E só pra ser do contra, e me desdizer, é na internet e pela internet (uau, que pleonasmo elegante) que eu encontrei as pessoas mais legais de se conversar (e até conheci algumas delas pessoalmente, todas geniais). E às vezes elas me fazem pensar coisas que eu não queria pensar, mas devia pensar e preciso pensar. Desafiam minhas idéias sem nem perceberem. O que é bom, por mais que minha cabeça diga o contrário.

Deve ser algum tipo de sorte, mas eu atraio pessoas interessantes, assim, na internet. Ou talvez seja porque eu assusto aqueles que não são esquisitos o suficiente para me achar normal. Ou mesmo porque eu persigo os mais pirados.

É, deve ser.

Relacionamentos são complicados demais, prefiro deslizar pela superfice. Um dia eu deixo de pensar isso e tomo vergonha na cara. Um dia eu aprendo, juro.

Ouvindo The Jedi Song (05:28) - Weird Al Yankovic