domingo, 06/06/2004
Censura
Agora meus próprios personagens estão me censurando quando eu converso com eles. Ninguém merece.
- Meu primo falou que ia me emprestar aquele livro, mas deu uma sumidinha...
- Eu notei. Deve ter arrumado uma namorada muito mais interessante do que o tal do livro.
- É provável. Aliás, hoje teve reunião.
- Argh!
- O que foi?
- Esse meu computador de merda fica com a tela azul. Argh, odeio essa tela de merda.
- Calma, Olivia.
- Eu tô calma.
- ...
- ...
- Isso tá ficando ridículo...
- Eu sei. O pior é que você tá se divertindo.
- Eu não. Você. Olha aí, tá começando a se confundir toda, eu que ia falar isso.
- O confuso aqui é você, não vem não.
- Se eu sou, é porque deve ser alguma parte de você, não é?
- Bah. Vou dormir.
- Eu também, obviamente...
- Como foi na reunião hoje?
- Foi legal. Demos um nome pro mascote. Toquinho.
- Tem certeza disso?
- Foi aquele ruivo chato que inventou.
- Duvido.
- Ah...
- Foi você.
- Não foi.
- Eu sei que foi, espertão, quer esconder de mim?
- Eles queriam Pitoco. Fala sério...
- Não fala mal de pitoco.
- Vai escrever no seu blog.
- No meu?
- É!
- Bah.
- Aproveita e usa essa sua pseudo-loucura declarada como assunto.
- Bah.
- É.
- Ah, vou fazer isso mesmo. Boa noite.
- Boa noite.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.