sexta-feira, 09/04/2004
Insônia
Antes eu me sentia livre livre até as 5 da manhã. Agora, não sei dizer o motivo, a marca das duas da manhã já funcionam como uma parede. Presa pela inevitabilidade (se isso não é uma palavra, eu acabei de inventar) da noite, vou sendo esmagada contra essa parede e vou ficando cada fez com menos espaço para fazer o que queria fazer.
As coisas são tão estranhas. Ficar presa numa sala, com três portas abertas, e não sair por nenhuma delas, odiando estar ali presa. Eu crio metáforas para tentar me entender. Mas não entendo.
Olivia
não tem acento. Olivia não tem critérios. Olivia não existe. Olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.