24.03.2004
O mundo me odeia
Dois anos de namoro... Ou melhor, dois anos juntos, porque de namoro mesmo é no dia 3 de abril. E era pra eu e o Pedro saírmos, a gente ia no Villa Lobos pra jantar e talvez até assistir um filme, qualquer coisa assim, passar a noite juntos. Mas minha irmã inventou de pegar uma cachorra que achou abandonada na porta do colégio e as coisas complicaram.
Leva na COBASI, depois volta no Santa Cruz, pergunta por aí, nada nada nada. E o que se faz? O que é o mais certo? Será que o mais certo não seria simplesmente deixar a cachorra por ali, pelo menos ela ficava no bairro e o dono tinha mais chance de achar? Será que isso não faz mais sentido? Claro, que, com a minha irmã histérica, eu não tive muitas opções. Ligamos pro Fernando, o dono do Pet Shop aqui perto de casa, um cara muito legal e tal. Aí no final de tudo acabamos levando a cachorra até um canil na Pompéia (detalhe aquele trânsito infernal que vai da Heitor até a ponte da Matarazzo).
E eu disse pra minha irmã, agora essa cachorra é problema seu. Você que pegou e trouxe, agora se vira. E ela vai levar a cachorra pra Zonose. Agora também, foda-se. Eu vou falar foda-se porque senão eu vou me irritar demais. Na verdade, eu tô achando que não vão aceitar esse bicho lá não. Não tenho muita certeza que a Zonose realmente abrigue animais perdidos. Mas eu vou repetir, foda-se. Não tinha nada que se meter.
Eu realmente acho que, se você pode ajudar, que ajude. Mas vale aquele velho ditado... Ditado? Quem não ajuda não atrapalha. Então se não pode ajudar, se não sabe o que fazer, não faça NADA. A incompetência de alguém com boa intenção pode deixar qualquer situação ainda pior. E como dizem, de boa intenção, o inferno tá cheio. E não ligue pra irmã mais velha, desesperada, gritando "ai, ela tá abandonada, vai ser atropelada, o que eu faço?" Enfia no... Porra! E eu sei?! Eu sei o que tem que fazer?! Se morresse atropelada pelo menos tinha mais chance do dono encontrar o bicho e saber o que aconteceu, e aprender a tomar mais cuidado com esse tipo de coisa!
Agora, que a cachorra vire sabão, eu não vou mais me importar.
Eu quero virar psicopata. Aí a vida vai ficar muito simples, se eu não gostar de alguém, eu mato. Seria bem mais fácil e bem menos trabalhoso. Fez cara feia? Esgana. Se fosse pra matar alguém, eu ia matar com minhas próprias mãos, esganando e torcendo o pescoço.
Eu e o Pedro ficamos na casa dele um tempo, e eu não me aguentando de ódio, de tudo, da Alice e de mim mesma. Acabou a luz na casa dele e num raio de uns 5 quarteirões - maravilha, porque a gente pretendia comer um lanche na lanchonete/pizzaria que tem do lado da MTV... Tem vezes que acontece umas coisas que você começa a achar que deve ter mesmo feito alguma coisa muito ruim numa vida passada... A gente acabou pegando o carro e indo até a praça Panamericana, pegamos um lanche no drive-thru do McDonald's e comemos no estacionamento do Pão de Açucar.
Melhor do que nada.
Acho que minha vida era melhor quando eu passava o dia na frente do computador e não saía de casa...
O dia tava indo bem. De tarde depois do almoço eu tinha me encontrado com o Alfredo, pra conversar sobre histórias policiais e idéias. Eu me pergunto o que o sujeito da mesa do lado, que as mesas eram bem próximas umas das outras, pensou. Porque era uma de 'acho que você devia matar o repórter', 'aí eu resolvi que fulano ia morrer', 'ah, mas médico renomado eles investigam desaparecimento', 'aí o corpo foi achado de barriga pra cima com dois tiros de fuzil' e afins. Caraca...
Bom, chega então. Mais tarde eu coloco um texto aqui. Valeu pra quem leu e mais ainda pra quem comentou. E André, não, ele não se matou não, heh.
olivia
não tem acento. olivia não tem critérios. olivia não existe. olivia talvez
seja fruto da sua imaginação.