"Moro onde não mora ninguém"

| Falaê! (1)

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Nos anos 70, existia um cantor carioca chamado Agepê.
Ele tinha uma música muito bonita chamada "Moro onde não mora ninguém".
A letra dizia assim:

"Moro onde não mora ninguém
Onde não passa ninguém
Onde não vive ninguém
É lá onde moro
E eu me sinto bem (...)"

Eu sempre me lembro desta música quando eu me refiro ao lugar em que moro.
Pela foto aí de cima, já deu pra ver que pedras decorativas é o negócio daqui.
Mas o problema é exatamente esse. Neste bairro em que moro existem 3 serrarias de pedras, com um barulho infernal. Por ser um bairro residencial, NENHUMA delas poderia estar funcionando aqui!

É claro que de vez em quando pinta uma fiscalização, mas os donos das serrarias, que tem muita grana e subempregam muita gente, sempre molham as mãos dos fiscais.

O resultado é essa desordem das fotosi. O bairro não têm nem calçadas decentes, porque os caras das serrarias de pedras, invadem tudo, tomam lugares que deveriam ser praças, como a da foto aqui abaixo. No meio da "praça" os caras passam caminhões de pedras!

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O local é mesmo estratégico, porque a menos de 50 metros passa uma estrada que vai pro Espírito Santo e pro Rio de Janeiro.

Como a Prefeitura de Santo Antônio de Pádua não tá nem aí pra esse bairro (já que é uma zona de fronteira com Minas Gerais), virou isso que tá aí.

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Mas se o mundo acabar em pedras, eu tô no lugar certo!

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1 Comments

Patrícia Sigaud Furquim said:

Eu achei bonito o lugar. :)

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Esta página contém um post de Flávio publicado em agosto 24, 2008 7:53 PM.

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