Dèja vu em Pádua!

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dejavu

Santo Antônio de Pádua, ou Pádua como todos chamam, é uma cidade do noroeste fluminense, pertinho de Minas e a 23 quilômetros de onde estou morando.

Quase todos os dias tenho ido lá. Às vezes duas vezes ao dia. É lá que encomendei o meu novo pc e descobri um técnico que deu jeito no meu famigerado monitor que tava passando dessa pra melhor.

Pádua é cortada pelo Rio Pomba, afluente do Rio Paraíba, têm uma população de 34.000 habitantes. É estância hidro-mineral e tem a única fonte de água mineral iodetada da América do Sul.

Tenho descoberto a cidade com as próprias pernas e conhecido muita gente interessante por lá. Meu pai vive falando que eu deveria me mudar pra lá (tem internet à rádio em uma velocidade seis vezes mais rápida do que a daqui, além de ter banda larga, etc)

Uma manhã dessas em que tava fazendo a cotação do meu pc (sou craque em encostar a barriga no balcão e negociar à exaustão!), passei por uma casa que tinha um cartaz no portão de "Aluga-se", numa rua bem movimentada.

Perguntei a velhinha qual casa que estava pra alugar, já que via umas duas no quintal da casa que se perdia de vista. Ela chamou a filha dela que me abriu o portão e foi me guiando pelo quintal sem fim.

Deu pra ver a casa da mulher, com um quintalzinho, umas galinhas e um infalível e barulhento cachorro (eles estão em todas!), caminho de chão com matinhos e árvores e...a casa pra alugar!

Era uma dessas casas de roça. Calculo que deva ter, no mínimo, uns 70 anos. Porta de tramela, janelas de tábuas com treliças, sem forro no teto e descendo várias teias de aranha por sobre a cabeça. Algumas telhas transparentes fazendo os raios de sol brincarem nas paredes.

O preço do aluguel era barato e quase irresistível.

As paredes, todas irregulares, tinham uma cor diferente em cada cômodo. O chão todo acimentado e ondulado. Nos cômodos que eu entrava, parecia que tinham algumas "pessoas" me acompanhando.

Quando eu estava saindo da casa, senti alguém acenando pra mim e me dizendo baixinho, no ouvido:
- Venha logo que estamos precisando de companhia!

Fiquei de voltar lá pra acertar detalhes pra alugar a casa com o marido da mulher que me recebeu. Não voltei.

Era um autêntico dèja vu, de quando eu entrei numa casa de roça abandonada em que tinha ocorrido um crime, há muito tempo atrás. O ar pesado, carregado do interior da casa chegou a quase me sufocar.

Estranho é que toda casa de roça me atrai.
Devo ter um espírito muito antigo!

3 Comments

Sônia said:

Essas casas tão comuns no interior me dão arrepios as vezes....rs

É mesmo? Meu sonho é morar com você numa casa dessas!...:D

Sônia said:

Misturar o presente com o passado que existe nessas casas antigas nem sempre é uma boa combinação!!!! :-0

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Esta página contém um post de Flávio publicado em maio 30, 2008 5:18 PM.

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