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Lembram da lagarta que virou crisálida (aqui) no meu terraço?. Pois nasceu!


Revendo as etapas:



Pena que isso aconteceu quando estava fora de casa. Mas parece que ela estava me esperando, pois pouco depois que fotografei, ela foi embora. De qualquer forma, me senti recompensado pela natureza. Afinal, não é sempre que podemos acompanhar um espetáculo desses.

Estou sendo brindado com uma demonstração de que a natureza seguirá seu destino.

Ontem, ao final da tarde:

Logo mais, à noite:

Vamos acompanhar?

O Faça homenageia Michael Jackson relembrando o clip para a música Earth Song. Ele se foi. Tomara que a Terra fique!


A Ilha

Aos poucos a terra foi desaparecendo até que só restou aquela tripa no meio do oceano. O povo que ali vivia se dividia entre 'de esquerda' e 'de direita'; entre sul e norte, ainda que fosse impossível identificar onde fosse seja o norte que o sul. As poucas bússolas giravam sem referência; o sol e as estrelas a cada dia nasciam em uma direção. Havia-se a impressão de que o último pedaço de terra deste mundo flutuava sobre um lento vórtice.

Eles a chamavam "Nossa Terra", pois tinha sido proibido referir-se ao lugar como uma ilha - era uma ilha - e todos eram orgulhosos da própria cultura. "A única sociedade que sobreviveu", diziam. De resto, discordavam de tudo. Nada era decidido, todos objetavam e denunciavam complôs. Até mesmo quando decidiram construir a nave discordaram e se acusaram mutuamente de plágio, espionagem e processaram-se em uma disputa pela autoria da ideia, que não chegou a conclusão alguma. Foi só porque todos se sentiam donos do projeto que o navio foi construído. [E porque - dizia-se à boca miúda - a ilha também iria desaparecer.]

Construíram um imenso estaleiro flutuante, capaz de suportar o navio que abrigaria toda a população. Áreas de lazer, atividades produtivas e, é claro, muito conforto. Para evitar novas acusações e espionagem, a estrutura foi dividida à metade, direita e esquerda, e um tapume escondia o que cada parte fazia. A esquerda caprichou na biblioteca, no salão de debates e nos diversos bares para onde convergiriam as muitas facções partidárias. A direita, no suntuoso e único restaurante, no salão de festas e no palanque eleitoral. O tempo foi passando e a barulheira era infernal, vinte e quatro horas por dia. Na data marcada a grande nave estava pronta. Coberta, mas pronta. A direita desejava fazer uma grande festa, mas a esquerda achou um desperdício e começou a derrubar o tapume. O povo foi subindo aos poucos, deixando aquela tira de terra que começava a alagar. Como previsto, o peso fez a estrutura ceder e o navio começou a flutuar.

Os líderes das duas partes se encontraram no meio do navio e tiraram as últimas peças que dividiam a nave. Finalmente todos no mesmo barco. A direita logo apresentou seus planos de navegação, mas a esquerda discordou:
-- Iremos na direção em que aponta a proa. Fácil!

A direita deu de ombros:
-- A proa aponta para a direita. Iremos pra lá.

-- Fomos nós que construímos a proa. - Retrucou a esquerda - Pilotamos nós o navio. Para a esquerda!

Só então se deram conta de terem construído duas proas. O navio não tinha popa nem motores ou leme.

-- Vocês tem os operários e a matéria-prima. Por que não fizeram a popa e os motores? - Questionou a direita.

-- Mas se as indústrias e os engenheiros estão nas mãos de vocês... - Acusou a esquerda.

-- Mas se as fábricas estão no sul, a parte pobre e esquerda da ilha...

-- Mas se são vocês que tem o projeto nas mãos... Blá, blá, blá

-- Acontece... Blá, blá...

-- Blá...

A terra começava a desaparecer, a nave flutuava à deriva e a discussão ameaçava não ter fim. As vozes iam desaparecendo na imensidão daquele oceano único, azul-escuro como a noite que começava a cair. No horizonte grossas nuvens se formavam. E eles rumavam para a tempestade.

-- Blá, blablá, blá!

-- Blá, blá...

No dia 22 de abril, todos os anos, nós postamos sobre a Terra, em nossos blogs, aqui no Faça a sua parte também. Aproveite este dia para economizar, ainda mais, todo tipo de energia e evite qualquer tipo de desperdício ou poluição. Use o dia para refletir sobre que atitudes podem ajudar a preservar a Terra e quais as que estão acelerando sua degradação. E lembre-se: Você faz parte dela.

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Neste dia da Terra, é importante refletirmos sobre de que maneira nossas ações contribuem para diminuir ou agravar ainda mais o aquecimento global e a degradação do ambiente em que vivemos.

Para quem acredita que nada mais podemos fazer, eu afirmo que é possível sim, diminuir o aquecimento global, reduzindo, em seu cotidiano, em casa ou no trabalho, o consumo de energia e não desperdiçando os materiais que podem ser reaproveitados.

Por que ainda há tanta gente levando sacolas plásticas para casa? Onde estão as sacolas reutilizáveis, que não as vemos nas ruas, salvo exceções? Por que as pessoas ainda se espantam quando vêem alguém fazendo sua parte, ao levar suas próprias sacolas às compras?

muita gente que já se conscientizou de que é possível proteger a Terra. Basta que mais pessoas se juntem para tornar o processo de reciclagem se torne mais eficiente, por exemplo, que estas ações somadas se tornem significativas. Se você é um indivíduo ou uma instituição, não importa, todas as ações têm seu valor e deixam um saldo positivo na preservação de nosso planeta.

Estas são apenas algumas questões. Há tantas outras que você pode levantar. Sozinho ou em conjnto, todos podem e devem mudar hábitos e atitudes em prol da preservação ambiental e no sentido de diminuir o impacto devastador sobre o planeta.

Trace sua meta, por menor que ela possa parecer, se cada um fizer sua parte, teremos um mundo mais habitável para nossas futuras gerações. E que tais ações se tornem um hábito, pois, fechar torneiras, separar lixo, economizar energia e outras ações precisam estas presentes em nossa vida em todo dia da Terra, ou seja, todos os dias.

O que você faz pela Terra em seu cotidiano? Conte para nós.

Consulte o Calendário Verde do Faça a sua parte. Lá, há dicas sobre a Terra que o ajudarão a refletir sobre o assunto. Escreva algo sobre suas reflexões sobre a Terra e envie um comentário aqui para o blog Faça a sua parte, com o link de seu post, ok.

Participe! Faça a sua parte! Escreva algo sobre suas ações pela Terra !

Quem postou suas reflexões:

1. Rede Ecoblogs
2. Projeto Limpo
3. Maria Augusta
4. Lucia Malla
5. Lúcia Freitas
6. Cintia Costa
7. Dia da Terra
8. Rafael Reinehr
9. A casa do mago
10. O futuro do presente
11. Verde que te quero ver-te
12. Luz de Luma

Pois é,

Entre os dias 7 e 18 de dezembro deste ano ocorre a 15ª Conferência das Partes (COP15), da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, na capital do Reino da Dinamarca, Copenhague.

Tri-legal, D. Afonso, que bom saber disso. Afinal, eu sequer sabia que já ocorreram outras 14 dessas tais convenções. Mentira, né? Uma pelo menos todos conhecem: a COP3. Tá, talvez conheçam mais pelo resultado dela, o tal famoso Protocolo de Quioto, ou Kyoto como é mais conhecido. Aliás, diga-se de passagem, o filho se tornou mais conhecido que a mãe (a Convenção) e que a avó (a RIO92). Da bisavó (ESTOCOLMO, 1972) seque há que falar, de tão esquecida que anda...

Dizem que quem sai aos seus não degenera. Não é o caso. Bem que o menino tentou crescer e vingar. Até contou com a ajuda de um monte de tios e amiguinhos, mas não houve jeito. Está fadado à morte por inação dos seus grandes irmãos. Ou, melhor dizendo, por asfixia causada pelos grandes.

Pensando bem, acho que o guri não degenerou. Afinal, nem  a bisa, a avó e nem mãe deram certo na vida. Só para relembrar (os menos preguiçosos podem ler o texto integral no link acima) os ensinamentos da bisa que, parece, foram para o brejo preparar o terreno para o netinho, cito o princípio 6, que tem tudo a ver com a COP15:

"Princípio 6 - Deve-se por fim à descarga de substâncias tóxicas ou de outras matérias e à liberação de calor, em quantidade ou concentrações tais que não possam ser neutralizadas pelo meio ambiente de modo a evitarem-se danos graves e irreparáveis aos ecossistemas. Deve ser apoiada a justa luta de todos os povos contra a poluição".

Uma breve pausa para uma continha elementar: 1972 - 1982 - 1992 - 2002 - 2012 = 40 anos.

Putz, metade dos meus cinco leitores - não, é melhor achar que tenho seis, senão vai dar quebrado, né? - sequer tem essa idade. E devem estar se perguntando: PQP, tiveram 40 anos para melhorar e só fizeram piorar?

É véio, a bisa falou e disse! Pena que poucos deram bola pra ela. Mas a bisa queria porque queria preservar o sangue da família. Mocinha crescida, já com seus vinte anos, casou e teve uma filhinha, a ECO92. Beleza de filha. E não poderia ter nascido em melhor lugar: a cidade maravilhosa, símbolo dos símbolos da natureza. E a filhinha, bem educada que foi, repetia os ensinamentos da mamãe Estocolmo. De tanto falar, deu à luz a mais uma mulher: a Convenção para o Clima (dentre outras maninhas: a Carta da Terra, a Convenção sobre Biodiversidade e a Convenção sobre Desertificação, além de uma filha enjeitada, a Agenda 21).

Parece que o Reino das Boas Intenções Humanas estava fadado a não ter um filho varão. Mas eis que a Convenção para o Clima, a mais rebelde das filhas da ECO92, resolveu por um fim nessa longa cadeia feminina que parecia não estar dando certo. Fuçou, fuçou com as partes até que no terceiro encontro gerou seu filho macho: o Protocolo de Quioto.

Eis a breve história do futuro defunto (se bem que alguns sempre disseram que era um nati-morto).

Querem saber a moral da história? É que para dezembro esperamos o parto do filho do Protocolo de Quioto. Ou ao menos que ele arranje uma namorada até lá e que possamos, em 2012, ter um sucessor à altura do Reino.

E que preste! Senão...

Os sinais estão aí, só não vê quem não quer. Mas mais do que ver, há que fazer. Como por exemplo, acompanhar as ações, notícias, sites, blogs e tudo o mais que estaremos divulgando por aqui.

Essa é a importância do título: COP15. Nosso futuro!


 

Agosto de 1609. Um já velho (para os padrões da época) senhor de 45 anos aponta sua luneta para o céu. E transforma o mundo. "Ocorre a mais extraordinária série de descobertas que algum homem jamais realizou em tão pouco tempo"1. "[...] o Universo medieval recebera seu golpe mortal. O triunfo épico da revolução copernicana sobre o pensamento ocidental havia começado"2.

E ainda não terminou. Quatrocentos anos depois, a ONU faz de 2009 o Ano Internacional da Astronomia. Quatrocentos anos depois de um homem ter finalmente provado, com evidências materiais, irrefutáveis, tudo quanto pairava no mar das teorias.

Por três anos da minha vida passei muitas noites - quase todas as possíveis - a olhar as estrelas pelo telescópio da UFRGS. Noites frias e solitárias. Acompanhavam-me o chimarrão e o poncho. À época, ainda "guri", havia incorporado o espírito dos grandes pioneiros da moderna ciência: Copérnico, Tycho Brahe, Kepler, Galileu e Newton. Enquanto o telescópio fazia seu trabalho, eu sonhava com grandes descobertas.

E foi nessas noites que senti algo que até hoje guardo comigo: um permanente estado de perplexidade e admiração pela natureza. E o sentido de quanto somos ínfímos, pequenos. Mínimos. Finitos, em contrapartida à grandeza do Universo. O Universo é algo maravilhoso, indescritível. Felizmente não sucumbi ao mero ato de transformá-lo em números vomitados por computadores. Por vezes, e não poucas, senti-me tentado a crer que realmente existe algo muito maior para ter criado tamanha perfeição.

Fui salvo pelo tempo. Com o tempo, "ver" o Universo torna-se "cansativo". Por maior que seja o encantamento; por mais que venhamos a saber a sua origem; a sua evolução e a sua composição, sentimos - senti - que é pouco. Afinal, são imagens de um passado ao qual não pertencemos. Sentimos - senti - vontade do presente.

E o presente se mostrou mais deslumbrante ainda. A Terra é mais infinita que o Universo, pasmem! É mais cheia de descobertas a serem descobertas que o próprio Universo. Por mais que olhemos para o Universo, jamais ele nos dirá o que há na Terra. Poderá, quem sabe, nos dizer sobre a origem da Terra e seu futuro, mas jamais nos dirá sobre a vida que há na Terra!

Um metro cúbico de qualquer oceano ocuparia a vida inteira de qualquer cientista, muito mais que qualquer ano-luz cúbico do Universo. E sequer descobrimos, ainda, o homem, esse ser mais que imperfeito; mas mais que perfeito na sua capacidade de ver todas as dimensões da vida, das dimensões do Universo: do macro ao micro; das estrelas e galáxias ao átomo e suas partículas. Infelizmente, imperfeito para ver seu próprio tamanho, o tamanho da Natureza que o cerca.

"E pour si mouve" ("eppur si muove") teria dito Galileu, baixinho, ao final da leitura do texto da abjuração que lhe impuseram os inquisidores da Igreja Católica, em 22 de junho de 1633, como a dizer "olhem para o Universo, mas não esqueçam que a vida é aqui, nessa Terra que, no entanto, se move".

Olhar para o Universo pode nos fazer olhar para a Natureza ao nosso redor. Vamos aproveitar o Ano Internacional da Astronomia para, quem sabe, aprender a dar o verdadeiro valor que a Terra tem.

E, no entanto, ela se move!


Notas:

1Dicionário dos filósofos. Diretor da publicação Denis Huisman. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 420.

2Tarnas, Richard. A epopéia do pensamento ocidental: para compreender as idéias que moldaram nossa visão de mundo. 7ª ed. - Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. p.281.

BXK13856_cerrado800 cópia.gifNa narrativa da Arca de Nóe, por ocasião do dilúvio, em determinado dia êle soltou uma pomba e a mesma retornou com um ramo de uma árvore. Era a vida de volta ao mundo!
Na história geológica, só houve surgimento de vida após um período de evolução química, quando surgiram os microorganismos e as primeiras rochas sedimentares. Era o início da vida? Não se sabe, pois na época em que estes primeiros organismos apareceram não havia nenhum oxigênio livre, como há agora, mas uma atmosfera composta de metano, gás carbônico, e hidrogênio. Os microorganismos deste período utilizaram metano ou hidrogênio no lugar do oxigênio no metabolismo, estes então eram organismos de metabolismo anaeróbico; eram heterótrofos, apenas tempos depois apareceram os organismo autótrofos.
Mas vamos deixar estes "bichos" estranhos de lado.
 E daí? O que tem a ver com florestas? Ufa! Tudo!
Pesquisadores já concluiram que há 20 milhões de anos não existia a Floresta Amazônica, nos padrões atuais. Tudo por aqui era um clima árido demais para suportar uma exuberante floresta tropical. Então, ela só foi existir há 6 milhões de anos, após idas e vindas do mar e com as bençãos da pródiga natureza.
Significaria que por ela não existir anteriormente, os exploradores e moradores locais tem o direito de desflorestar e transformar o ambiente amazônico em um local árido e de futuro restrito?
Não acredito que esta seja a melhor solução. Esta floresta é um depósito de energia mundial. É o nosso "sumidouro de carbono".
Mas, mesmo que tentem transformar esta região em um imenso cerrado, a ação intempestiva demoraria alguns milhões de anos para se transformar nessa catástrofe. E se chegar a ser um cerrado degradado, não teria as mesmas condições de biodiversidade que um cerrado original, uma savana riquíssima em biodiversidade.
As oportunidades de exploração devem ser iguais para todos os que habitam e usam as florestas para fins comerciais, esportivos, de lazer, agropecuários ou conservacionista.
Então,  se eu quicopaiba1.jpgser "ceder" minha parte de floresta para alguém explorar está correto? E se eu não der a permissão e um explorador usar isto indevidamente ele deveria ser punido?
Infelizmente, o nosso processo democrático permite que deixemos nas mãos (nem sempre limpas) dos parlamentares (que muitas vezes nem elegemos ou votamos) e dos executivos deste país, o desejo e a satisfação de poucos.
'Tá certo que necessitamos satisfazer as necessidades e, por isso apelamos para as florestas para explorar as riquezas naturais. Agropecuária, mineração, exploração florestal são alguns dos itens que são extremamente importantes e economicamente disputados pelos homens.
Mas, com o olhar desenfreado de cobiça dos exploradores acontece a devastação das riquezas naturais das florestas. E ela se "vinga" com o desaparecimento de rios e córregos, com  a "invasão" dos animais selvagens nas zonas urbanas, com o excesso de chuvas ou secas demoradas...
garimpo.jpg Os garimpeiros, para alcançar  o aluvião  aurífero, promovem o desmatamento desenfreado ao redor dos igarapés e, sem se preocupar com o seu e nosso amanhã, por desconhecimento ou por ambição vão "matando" suas fontes de subsistências naturais. Nas associações garimpeiras existem poucos técnicos dedicados a usar seus conhecimentos em prol da causa ambiental. Assim, ainda não conseguimos transmitir os programas de sustentabilidade ambiental para a classe. Mas já existe a preocupação sobre este tema e está sendo desenvolvido paulatinamente em Itaituba, pela AMOT.
Um pesquisador (meu irmão) florestal me mostrou que os gestores municipais nunca se preocuparam em adornar as avenidas e ruas com os espécimes bonitos que ocorrem na floresta amazônica. Preferem trazer palmeiras imperiais aos taxizeiros ou samaumeiras, plantam acácias ao invés de visgueiros, deixam de trazer conhecimento (pela plantação) ao povo urbano sobre mogno, ipê,  louro e tantas outras espécies amazônicas. Misturar estas a palmeiras amazônicas, como tucumã, inajá, buritirana, pupunha, açaí e outras espécies de classificação desconhecida foram muito pouco ou nada utilizadas para o paisagismo, que traria a beleza natural ao ambiente amazônico urbano.
Os indígenas mais velhos sabem que uma floresta em pé gera mais recursos naturais que se ela for derrubada para criação de pastos, mas os mais novos, com o aumento da população indígena promovem a derrubada de árvores para aumentar os pastos de bovinos e a agricultura de subsistência.
E à medida que aumenta a população indígena, seus valores de sustentabilidade vão diminuindo. Muitos já se dedicam a garimpagem aurífera, sem estudo geológico ou planejamento mineral, vão destruindo as matas ciliares e sua fonte de vida (os igarapés) vão diminuindo paulatinamente. E alguém poderia argumentar que antes do "domínio branco" existiam milhões de indígenas no Brasil e não havia a destruição das florestas? Não podemos esquecer que eram milhões de indígenas e nenhum branco por aqui. Também não existia um desejo irremediável de usufruir das atuais benesses da civilização: rádio, televisão, geladeira, fogão a gás, celulares etc. Para isso tem que fazer parceria com os civilizados, que detém o poderio economico para comprar equipamentos de alto poder escariante (no caso de garimpagem em rios) ou equipamentos de desflorestamento contínuo e rápido.
E seus valores também vão pelo ralo...
A biodiversidade da floresta amazônica, que responde por quase 40% das reservas de florestas tropicais úmidas ainda existentes no planeta, corresponde a mais de 20% de todas as espécies vivas do planeta. Mas avançamos demais na devastação e ainda há tempo de reverter este quadro preocupante.
No entanto, pFloresta3.jpgor ser um ecosistema extremamente frágil necessita de atenção redobrada na sua exploraçã o, uma vez que a retirada de sua vegetação, que retém os nutrientes, transformaria, provavelmente, a floresta em uma área desertificada, que afetaria  o equilíbrio ecológico e aumentaria o efeito estufa.
Então, quando vamos começar a nos preocupar seriamente com a preservação equilibrada de nossos recursos naturais  finitos? Quando juntaremos os cacos e faremos um belo adorno em torno do desenvolvimento? Da vida?
E pra não esquecer: hoje  deveríamos celebrar o Dia da Mata Atlântica. Existe razão para festejar sobre aquela que cobria todo o litoral brasileiro e hoje está reduzida a 7% da porção original?
Faça a sua parte!

Fontes de pesquisa:
http://www.brasilescola.com/geografia/floresta-amazonica.htm
http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u351813.shtml
O feio não tem vez.

Neste país de estéticas importadas, onde todos sabem o que é e o que come um coala, mas ninguém sequer ouviu falar na cuíca - a não ser como instrumento de carnaval; no qual seus infantes ainda desenham "natureza" com graminha aparada, uma casinha, uma árvore de tronco liso e reto, um jardim florido, elefantes, ursos e gatinhos; Onde seus habitantes entendem Meio ambiente como um lugar "sem nada", a ser ocupado com "alguma coisa".

Neste contexto, o  que será do nosso seco, torto e feio cerrado?

Esta é a paisagem mais característica deste ambiente: árvores pequenas de troncos ásperos e tortos devido à presença de alumínio no solo; Ambundante vegetação gramínea e arbustiva, que grande parte do ano permanece ressecada pela ausência de chuvas característica do clima da região; solo vermelho-amarelado quase sempre exposto e poerento, alternando com emaranhados de arbustos espinhosos quase intransponiveis.

A primeira vista, nada elegante.

Ou seja: é realmente mato! Foi assim que os primeiros habitantes europeus o chamavam: Mato sujo ou campo sujo, que depois passou parra campos cerrados e mata cerrada. Isso explica por que o estado de Mato Grosso Chama-se "mato grosso"!
     
O Cerrado é ambundante como a Amazônia, mas destruído como a Mata Atlântica; Foi incluído recentemente no rol dos ecossistemas de maior biodiversidade do planeta. E ainda assim é o espaço vazio para onde se expandiu a nossa pecuária e mais recentemente - nos últimos dois séculos - a agricultura.


Mas voltando ao assunto: O fato de o cerrado não o mesmo apelo ambiental de outros tipos de vegetação faz com ele seja destruído descriminadamente. E, por incrível que possa parecer, ele naturalmente já fazia isso com ele mesmo...

Uma das mais controversas características desse ambiente é a ocorrência natural do fogo como um dos fatores mais importantes desse processo de regeneração. muitas sementes e plantas só se desenvolvem depois que o fogo queima suas grossas cascas e o solo é "adubado" com os sais minerais remanescentes nas cinzas. Isso quer dizer que há um cilco natural de fogo, assim como há um  ciclo natural de chuva. Com esse pressuposto, como pode ele sobreviver?

Segundo alguns especialistas, deixando como está. Com intenso processo regenerativo, apenas parando com a destruição já seria possível ter um retorno de até 80% da vegetação. Possui uma curiosidade, um processo bem interessante e fácil de se verificar.

Querem ver? É só deixar o terreno vazio sem cortador de grama por uns...15 anos. Inicialmente, o primeiro "mato" represetado pelas gramíneas cresce até atingir mais ou menos meio metro e frutifica - isso mesmo! - nos vulgarmente conhecidos "carrapichos" que prendem nas nossas roupas e nos pêlos dos animais ou são levados pelo vento; a grama se multiplica e cresce, criando uma região de humidade entre o solo e a vegetação favorecendo o desenvolvimento do segundo "mato": as plantas arbustivas. A maioria absoluta de todos os chás, remédios e temperos do mundo inteiro vem desse "mato" (também chamado de erva daninha, é aquele que, mais adaptado à região, ocupa e elimina nosso jardim florido...). Por sua vez, os arbustos fazem sombra abaixo, o que impede o crescimento da grama. o solo exposto favorece o crescimento do terceiro tipo de mato: a vegetação arbórea, que cresce e ocupa alguns dos espaços. E todo essa mato estava apenas "adormecido" ou dormente, esperando as condições certas para acordar...

Esse é o processo que chamamos de sucessão ecológica, no qual o cerrado é craque.

Esse seria o quintal observado por matogrossenses, goianos, brasilienses, mineiros, baianos do sul e paulistas do noroeste. Infelizmente, cada vez mais amazoninos estão presenciando esse efeito (com as mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento do globo somado ao desmatamento intensivo, muitas regiões de floresta amazônica estão se transformando em cerrado...).

E isso seria possível se pudéssemos considerá-lo como o vemos - feio, torto e sujo -  e, ao valorizarmos a cultura nacional transformá-lo como realmente é - com a beleza dos Ipês, quaresmeiras, e guapuruvus floridos, uns no início, outros no final da época das chuvas.

E se parássemos de vê-lo como lugar vazio, pronto para o desenvolvimento energético e alimentício do país.

Esse é o desafio.     

Não dá para ficar parado. Você vai ficar?

Enquanto nós ficamos parados, outros planejam, sorrateiramente como sempre fazem, mais uma onda de destruição das nossas florestas. Está em votação o Projeto de Lei 6424/2005, de autoria do Deputado Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que autoriza um dos maiores crimes ambientais a ser cometido na história do Brasil.

Você vai ficar parado?

Enquanto nós ficamos parados, outros colocam no mercado produtos contendo transgênicos sem aviso no rótulo, em total desacordo com as leis. Ferem mortalmente nosso direito a um consumo consciente.

Você vai ficar parado?

Enquanto nós ficamos parados, outros tantos sequer aceitam que o aquecimento global é uma realidade. Alegam que os estudos não são conclusivos, que "não é bem assim", e seguem, em prol do crescimento das suas economias, produzindo GEE. Afinal, o que vale é o "aqui e agora". O futuro que se dane!

Você vai ficar parado?

Quer mais exemplos? Crescimento populacional descontrolado? Roubo da nossa flora e fauna? Há uma lista interminável de exemplos...

Nós, do Faça a sua parte, não ficaremos parados. E queremos que você se mexa. Que mexa os dedos e participe da 1º edição da série "Debates Ambientais do Faça a sua parte". Todo ano, no período de 22 de maio a 14 de junho, o Faça a sua parte promoverá debates sobre as questões do meio ambiente. E, no dia 5 de junho, acontece a blogagem coletiva para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Uma blogagem coletiva inédita. Serão duas semanas para preparar, com debates, a blogagem coletiva para comemorar o Dia do Meio Ambiente. Participe com seus comentários ou posts em seu blog sobre algum dos temas propostos. Debata, converse, troque idéias. Participe. Mas lembre-se: no dia 5 de junho não deixe de participar da blogagem coletiva do Dia Mundial do Meio Ambiente.

Mas não pára por aí. Do dia 6 até o dia 14 continuaremos debatendo, agora com as diversas contribuições realizadas no dia 5.

Veja a programação para 2008:

MAIO

22 e 23: Biodiversidade: sem flora e sem fauna?
24 e 25: Cerrados: bioma ou necroma?
26 e 27: Florestas, até quando haverá uma?
28 e 29: Educação Ambiental: a quem educar?
30 e 31: Aquecimento Global: mito ou realidade?

JUNHO

01 e 02: De quem é a culpa: do Legislativo, do Executivo, ou nossa?
03 e 04: Meio Ambiente Humano: somos parte da natureza?
05 e 06: Blogagem coletiva sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente
07 e 08: Mar: Origem da vida?
09 a 12: Tecnologia e Meio Ambiente: há futuro na ciência?
13 e 14: Consumo sustentável: o que e como fazer?


Participe conosco. Traga suas idéias e conhecimentos. Faça a sua parte ou...

Você vai ficar parado???

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, foi absolvido nesta terça-feira em julgamento realizado em Belém, no Pará. Já o pistoleiro contratado para matar a religiosa, Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, foi condenado a 28 anos de prisão. O júri aceitou o argumento do pistoleiro, de que teria agido por conta própria. Foi o segundo julgamento de ambos. No primeiro, Vitalmiro havia sido condenado a 30 anos de prisão. Agora está livre como Dorothy estava quando foi emboscada em fevereiro de 2005, no meio da floresta amazônica, e morta com sete tiros a queima-roupa. Ela tinha 73 anos.

Não estranharia nem um pouco se, num hipotético terceiro julgamento, Fogoió também fosse absolvido e o júri decretasse que Dorothy Stang, na verdade, cometera suicídio!

É brincadeira... temos um monte de corruptos, mas nenhum corruptor; pistoleiros de aluguel à vontade, mas nenhum mandante.

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O dia 22 de abril está aí. Não será apenas mais um dia de postagem coletiva do Faça a sua parte. Nem deveria. Afinal, pisamos nela todos os dias. A questão é: como pisamos?

Nesse 21 de abril, véspera do Dia da Terra, apesar de ser feriado, levante cedo, como sempre faz em dias de trabalho. Mas experimente fazer algo diferente: antes mesmo da higiene ou de tomar o café da manhã, molhe um pouco de terra, um vaso que seja. Respire fundo e sinta o aroma. Pegue um pouco da terra molhada com as mãos. Esfregue. Sinta nos dedos, na palma das mãos. Passe no rosto; sinta como se fosse um beijo.

Coloque um pouco na língua. Não tenha receio! Lembre-se da infância, de quando isso era natural; de quando nada dessa nossa cultura ainda havia sido colocada em você! De quando a natureza e você eram uma coisa só. De quando você e sua mãe eram uma coisa só!

Estranho, né? Pois é assim que somos em relação à Terra. Estranhos. Como num país cuja língua e costumes não entendemos. Nesse feriado, aproveite para sentir a Terra. E depois escreva um post sobre isso. Publique no dia 22.

Escreva sobre a Terra, o que quiser, mas tente escrever, também, sobre os seus sentimentos, sobre o quanto você se sente afastado ou integrado a ela.

Como você pisa na Terra?

Comece agora a planejar o que fará naquele dia e lembre-se de convidar seus amigos, parentes, alunos, colegas de trabalho ou de escola e a sua comunidade a fazerem o mesmo. Apresente uma pesquisa, debata o assunto, prepare uma apresentação ou escreva algo que provoque à reflexão.*

Aproveite o dia 22 de abril para economizar todo tipo de energia e evite qualquer tipo de desperdício ou poluição. Desligue os eletrodomésticos e as luzes; escove os dentes com apenas um copo d'água; não fume nem acenda fogo; alimente-se de frutas e verduras cruas; beba apenas água; não faça compras; deixe o carro na garagem e aproveite para caminhar, possivelmente descalço, sobre a Terra que nos hospeda. Aja lentamente e respire com calma, fale baixo. Use o dia para meditar e descubra as atitudes que podem ajudar a preservar a Terra. E lembre-se: Você faz parte dela.*

Consulte o Calendário Verde do Faça a sua parte. Além de farto material sobre a Terra, você encontrará os posts que foram escritos para o dia da Terra em 2007.

* colaboração do Allan.

Estão participando:

Aline (Sotaque Mix)
Allan (Carta da Itália)
Ana Cláudia Bessa (O futuro do presente)
Andréa N. (Brazil Nut e In other worlds)
Danilo (Tkgeo)
Rede Jornal de Bordo