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Imagem: Painéis Lumeta PowerPly
Vídeo: Yotube
* Palmas para a Sony, que lidera o ranking por ter eliminado praticamente 100% das substâncias tóxicas de seus produtos e por ser altamente eficiente energeticamente.
* A Apple vem melhorando significativamente nos diversos critérios que compõem o ranking - substâncias tóxicas, eficiência energética, impacto da produção da empresa no clima. Steve Jobs esperneou adoidado quando o Greenpeace colocou o dedo na ferida, com a campanha Green My Apple, mas como não é bobo nem nada, foi à luta e começou a prestar mais atenção à produção sustentável.
* O uso de energia renovável pelas empresas tem aumentado significativamente. A Nokia é líder no quesito: 25% da eletricidade usada pela empresa vem de fontes renováveis.
* Microsoft e Nintendo continuam na rabeira do guia, já que pouco ou nada fazem para tornar seus produtos - Xbox e Wii - mais verdes. Ainda usam muitas substâncias tóxicas, não têm programas de reciclagem e a produção dos consoles tem alto impacto no clima.
Das 18 empresas presentes no ranking, apenas duas marcaram acima dos 5 pontos - Sony e Sony Ericsson. E nenhuma delas teve um desempenho equilibrado nos três quesitos avaliados: lixo eletrônico (reciclagem), uso de substâncias tóxicas e impacto no clima (eficiência energética na fabricação dos produtos). E quem sofre mais com isso são os países em desenvolvimento, principalmente os asiáticos, que recebem boa parte do lixo eletrônico (celulares, computadores e eletrodomésticos) dos países ricos. Estima-se que hoje sejam produzidas 50 milhões de toneladas desse lixo - ou 5% de todo o lixo produzido pela humanidade.
Sinceramente? Essa questão do lixo eletrônico - aliás, de qualquer tipo, PET, sacolas plásticas, automóveis, etc - só será resolvida quando algum governo ou legislador tiver peito o suficiente para peitar a indústria e obrigá-la a se responsabilizar por todo e qualquer lixo que seus produtos gerarem. Quem sabe aí os caras se empenhem em investir numa produção sustentável pra valer? O consumo é um grande vilão ambiental, mas a mudança nos hábitos das pessoas tem que vir acompanhada de uma produção industrial mais responsável. Esse é o caminho para a desejada mudança de paradigma, de uma sociedade acumuladora de bens para usuária de serviços - como vem ocorrendo na internet.
Picada de cobra se cura com veneno de cobra.
Consumo consciente e atitudes eco compatíveis são fundamentais a uma necessária nova política ambiental, mas o comportamento humano é moldado aos poucos e produz uma forte resistência às mudanças. Sem o intervento da ciência será impossível reverter a atual situação de degrado e poluição.
Como instrumento, a ciência não pode ser a vilã da devastação dos recursos naturais, nem da crescente pobreza e marginalidade de boa parte da população mundial. Um crescimento que vem acompanhado de novos e equivocados padrões de consumo e produção, o que só faz aumentar o desperdício dos recursos, além de gerar resíduos e substâncias poluentes. O problema se dá porque ciência e tecnologia não são politicamente neutras. Mas não só: a atual dinâmica de competição, com ganhadores e perdedores, só faz aumentar a crise sócio-ambiental, transferindo todas as reservas e esforços à busca do crescimento econômico.
Na situação que vivemos de desigualdade social, onde uma minoria consome a maior parte dos recursos naturais, reflete uma distribuição heterogênea de renda e de ativos produtivos e acaba restringindo as políticas de desenvolvimento dos países pobres. Esse problema não pode ser resolvido com soluções tecnológicas. É preciso ação política. E é nesse ponto que podemos fazer a diferença, debatendo, propondo - exigindo! - o fluxo de tecnologia e pressionando os regimes políticos atuais, fortemente orientados na lógica do mercado e ao crescimento a qualquer preço. É necessário que o poder político retome para si a responsabilidade do crescimento, que hoje encontra-se nas mãos de agentes externos.
A ciência terá grande participação nessa nova ordem mundial que começa a se formar, aprimorando e difundindo o correto manejo dos recursos disponíveis. Para tanto, o sistema de competição deve ser substituído por um outro, o da cooperação. De pouco tem servido as intermináveis reuniões internacionais sobre o meio ambiente. A despeito da argumentação dos donos do poder econômico, de que faltam inequívocas evidências científicas do efeito da produção sobre os problemas ambientais, o meio ambiente não pode ser excluído dos conceitos econômicos, políticos e sociais. O desenvolvimento sócio-econômico depende exclusivamente de quem controla os recursos disponíveis e não do volume desses recursos. Isso está errado.
A ciência sem política é uma ciência para poucos.
"Um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade"...pois é, cresci com a conquista espacial, a chegada do Concorde, do TGV, do transplante de coração, da popularização dos eletrodomésticos e com a idéia de que a ciência e sua filha a tecnologia traziam resposta a tudo e que seu objetivo bem-estar e a felicidade. Tornei-me cientista, aprendi a experimentar e analisar e principalmente manter a mente aberta...e paradoxalmente foi daí que vieram alguns sinais de alerta sobre a concepção do mundo adotada por mim e pela minha geração.
Tudo começou quando conheci a filosofia de Gandhi e sua visão sobre a educação e sobre a tecnologia. Ele apregoava que se deveria ensinar nas escolas trabalhos manuais e artesanais de forma que todas as pessoas e comunidades se tornassem autônomas em relação à própria subsistência simplesmente com o trabalho de seus próprios braços. Na época, isto foi visto como mais uma forma de resistência ao modelo econômico do ocupante ocidental e ele nunca foi adotado na Índia. Mas isto me conduziu à reflexão : "Realmente se cada um pudesse subsistir simplesmente com seu trabalho manual em seu próprio campo, não haveria fome no mundo nem tanta desigualdade".
Mas será que o ser humano se contenta em simplesmente sobreviver? Depois de satisfazer suas necessidades básicas, ele não encontrará sempre outras mais sofisticadas que, se não estão ao alcance do trabalho de suas mãos, ele vai desenvolver "máquinas" para realizá-las? Então negar o advento da "máquina" não seria negar o próprio intelecto humano? E não é este, fruto de seu cérebro super-desenvolvido em relação aos outros animais, que a espécie humana, que não foi dotada pela natureza de força, ou de garras, ou de pelos para se proteger do frio, conseguiu sobreviver neste planeta? E no momento que pela primeira vez ele acendeu o fogo, ou utilizou a roda, ou se sedentarizou construindo habitações para se abrigar das intempéries, ele já estava usando seu intelecto e criando ciência e tecnologia. Esta criatividade é inerente ao ser humano, não podemos simplesmente impedir o cérebro de funcionar e procurar soluções...
O problema não é a tecnologia em si, mas a utilização que é feita desta, as soluções por ela proporcionadas podem se tornar problemas em função do contexto. Muitas vezes a engenhosidade se alia à sede de dominação para causar estragos enormes, como todas essas guerras que pontuam a história. E esta ânsia de poder e de prazer levou a espécie humana a não respeitar os limites existentes em relação aos recursos do planeta e ao espaço vital das outras espécies presentes nele, nem mesmo de outros seres humanos, o que criou um desequilíbrio perigoso. E se este continua no ritmo atual, a sobrevivência do homem na Terra e o seu modelo de desenvolvimento são incompatíveis. Não por causa da ciência ou da tecnologia em si, mas do modo como são empregadas. Estará então a espécie humana condenada a desaparecer?
É aqui e agora que devemos decidir isto, para as próximas gerações será muito tarde. Acredito que a solução pode vir da ciência e da tecnologia sim. Elas só precisam incorporar em suas realizações o conceito da sustentabilidade, remediar os erros já cometidos contra o planeta (quando ainda for possível) e ter em mente que não existe outra alternativa. É uma nova equação para a ciência e para o intelecto humano e de sua solução depende o futuro da humanidade. Estaremos à altura para resolvê-la?
É fato. O preço do barril do petróleo só cresce. Aqui na América do Norte a população já começa a sentir no bolso as consequências do alto preço dos combustíveis. Agora, todos só falam de buscas para alternativas de combustíveis, carros híbridos, etc. Os biocombustíveis fazem parte dessa discussão também.
Os biocombustíveis são combustíveis feitos de plantas ou resíduos, materiais que podem ser renováveis, ao contrário do petróleo, que é um recurso que um dia vai acabar. Biocombustíveis podem ser feitos de madeira, gases originados de excremento animal ou líquidos extraídos de plantas, como milho ou cana de açúcar, entre outros.
Teoricamente, os biocombustíveis são mais amigáveis para o meio ambiente porque sua matéria-prima é renovável. Porém o processamento do biocombustível pode ser tão poluidor como o combustível fóssil, dependendo de como é feito. Entretanto, estudos britânicos revelam que a redução de emissões dos biocombustíveis é de 50% a 60% menor que os combustíveis a base de petróleo.
A grande controvérsia é que o estímulo ao uso de biocombustíveis pode ter um impacto negativo na agricultura e no preço dos alimentos no mundo todo. Há também a questão da biodiversidade, da monocultura de grãos, da redução de habitats para animais e plantas.
A recente discussão na cúpula da ONU sobre a crise alimentar ressaltou que os biocombustíveis devem ser controlados, para não agravar a crise dos alimentos. O Brasil foi categórico ao defender que a tecnologia dos biocombustíveis não deve afetar o mercado dos alimentos no mundo. O pessoal do Talk Climate não concorda com isso. Eles acham que é uma solução muito simplista para um problema muito maior, cuja solução estaria na mudança de hábitos de cada indivíduo.
E você, o que acha dos biocombustíveis?
Enquanto nós ficamos parados, outros planejam, sorrateiramente como sempre fazem, mais uma onda de destruição das nossas florestas. Está em votação o Projeto de Lei 6424/2005, de autoria do Deputado Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que autoriza um dos maiores crimes ambientais a ser cometido na história do Brasil.
Você vai ficar parado?
Enquanto nós ficamos parados, outros colocam no mercado produtos contendo transgênicos sem aviso no rótulo, em total desacordo com as leis. Ferem mortalmente nosso direito a um consumo consciente.
Você vai ficar parado?
Enquanto nós ficamos parados, outros tantos sequer aceitam que o aquecimento global é uma realidade. Alegam que os estudos não são conclusivos, que "não é bem assim", e seguem, em prol do crescimento das suas economias, produzindo GEE. Afinal, o que vale é o "aqui e agora". O futuro que se dane!
Você vai ficar parado?
Quer mais exemplos? Crescimento populacional descontrolado? Roubo da nossa flora e fauna? Há uma lista interminável de exemplos...
Nós, do Faça a sua parte, não ficaremos parados. E queremos que você se mexa. Que mexa os dedos e participe da 1º edição da série "Debates Ambientais do Faça a sua parte". Todo ano, no período de 22 de maio a 14 de junho, o Faça a sua parte promoverá debates sobre as questões do meio ambiente. E, no dia 5 de junho, acontece a blogagem coletiva para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente.
Uma blogagem coletiva inédita. Serão duas semanas para preparar, com debates, a blogagem coletiva para comemorar o Dia do Meio Ambiente. Participe com seus comentários ou posts em seu blog sobre algum dos temas propostos. Debata, converse, troque idéias. Participe. Mas lembre-se: no dia 5 de junho não deixe de participar da blogagem coletiva do Dia Mundial do Meio Ambiente.
Mas não pára por aí. Do dia 6 até o dia 14 continuaremos debatendo, agora com as diversas contribuições realizadas no dia 5.
Veja a programação para 2008:
MAIO
22 e 23: Biodiversidade: sem flora e sem fauna?
24 e 25: Cerrados: bioma ou necroma?
26 e 27: Florestas, até quando haverá uma?
28 e 29: Educação Ambiental: a quem educar?
30 e 31: Aquecimento Global: mito ou realidade?
JUNHO
01 e 02: De quem é a culpa: do Legislativo, do Executivo, ou nossa?
03 e 04: Meio Ambiente Humano: somos parte da natureza?
05 e 06: Blogagem coletiva sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente
07 e 08: Mar: Origem da vida?
09 a 12: Tecnologia e Meio Ambiente: há futuro na ciência?
13 e 14: Consumo sustentável: o que e como fazer?
Participe conosco. Traga suas idéias e conhecimentos. Faça a sua parte ou...
Você vai ficar parado???
Noticia veiculada:
"OMS considera "altamente tóxico" herbicida de soja transgênica
15/02/2008
Do Brasil de Fato
A Organização Mundial de Saúde (OMS) anuncia que decidiu reclassificar o herbicida patenteado pela transnacional Monsanto de "produto que não oferece perigo" para produto "altamente tóxico".
Já a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, em Brasília, tenta diminuir a alíquota sobre o glifosato chinês, numa tentativa de "baixar os custos do herbicida e melhorar a concorrência do produto no mercado".
A reclassificaçã o está baseada em demonstrações científicas que alertaram sobre os efeitos cancerígenos, a ação mutagênica, a contaminação de alimentos e persistência do veneno no solo e em cultivos.
Segundo a Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (ASPTA), a soja transgênica RR (Roundup Ready), também da Monsanto, foi desenvolvida para resistir à aplicação do herbicida à base de glifosato (cujo nome comercial é Roundup).
Com o uso da soja transgênica, os agricultores pulverizam o agrotóxico sobre a lavoura, eliminando todas as plantas invasoras, deixando intacta a soja transgênica - três quartos dos transgênicos produzidos no mundo foram desenvolvidos para resistir à aplicação de herbicidas.
"Se por um lado as empresas alegam que a tecnologia simplifica o trabalho de controle do mato, por outro, é evidente que o consumo do produto tende a aumentar em muito pouco tempo. Isto porque as plantas invasoras rapidamente também adquirem resistência ao produto, o que força os agricultores a usar quantidades cada vez maiores do veneno para garantir sua eficácia. Outro resultado deste fenômeno é que as alegadas vantagens econômicas da tecnologia em pouco tempo são anuladas, pois a aquisição de veneno é um dos fatores que mais pesam nos custos de produção da agricultura convencional. Mais veneno, mais custos", explica a entidade ambientalista.
A Comissão de Agricultura enviou em 8 de fevereiro um ofício à Camex (Câmara de Comércio Exterior) solicitando a não renovação da tarifa para a matéria-prima do herbicida Roundup. Do lado dos ruralistas, as movimentações em torno da diminuição de custos escondem o aumento do uso do veneno já considerado tóxico.
"Caiu a máscara dos ruralistas que falavam que o glifosato não era tóxico. Além disso, o preço elevado tanto do Roundup quanto dos royalties pagos para a Monsanto começam a inviabilizar a plantação de transgênicos. A única coisa que pode salvar os ruralistas é justamente a liberação da taxa de importação do glifosato", disse Adão Pretto (PT/RS) que faz oposição à bancada ruralista, maioria da Comissão de Agricultura da Câmara.
Contradição
A bancada ruralista da Câmara é favorável ao uso de transgênicos na agricultura brasileira. No caso da liberação da soja, a articulação desses deputados para reduzir o custo do glifosato importado jogou por terra o argumento de que a soja transgência diminui o uso de herbicidas.
Hoje, quem domina a produção das sementes de soja geneticamente motificadas e controla 80% do mercado de glifosato no País é a Monsanto. A empresa de biotecnologia, por sua vez, subiu o preço do veneno em 50%. "Os agricultores que embarcaram na onda transgênica estão agora pagando o preço duplamente: não só se vêem forçados a usar maiores quantidades de agrotóxicos, como têm que pagar mais caro por eles", registrou a ASPTA, em nota.
Estudos recente de pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente voltado a analisar os potenciais impactos da soja transgênica no Brasil já listou nove espécies de plantas capazes de driblar o glifosato. Quatro delas já desenvolveram resistência ao veneno nas lavouras brasileiras de soja transgênica e apresentam "grande potencial de se tornarem um problema". Essa pesquisa complementa dados do Ibama que indicam que para cada quilo de princípio ativo do herbicida reduzido no Rio Grande do Sul, houve um aumento de 7,5 kg de glifosato no período de 2000 a 2004, época de expansão da área da soja RR resistente ao glifosato no estado.
Em artigo publicado, semana passada, pela revista Ethical Corporation, uma porta voz do EuropaBio, um grupo de lobby da indústria biotecnológica, admitiu que "os cultivos Roundup Ready levaram as plantas invasoras a se tornarem resistentes ao Roundup, o que resultou em maiores aplicações do produto, comumente em combinação com outros químicos"."
Para pensar!
A querida Aleksandra enviou-me a dica deste post sobre a invenção de um aparelhinho, parecido com um canudo, que filtra a água suja tornando-a potável. "O purificador portátil tem capacidade para filtrar até 700 litros de água suja ou 350 litros de água salgada."
"Seu uso elimina, de acordo com o fabricante, microorganismos causadores de diarréia, disenteria, tifóide e cólera, além de salmonela e outras bactérias causadoras de doenças." O mais interessante é que o custo é de cerca de U$3,00 e qualquer pessoa pode doar um aparelhinho, através desse site, para alguém que precise urgentemente de água potável, como as populações africanas.
Para nós, que ainda dispomos deste recurso natural, a escassez de água pode parecer um problema tão distante. No entanto, se continuarmos neste ritmo de desperdício e poluição, logo estaremos também tendo de pagar um preço elevado para ter acesso a este bem tão precioso.
"Atualmente, a população africana sofre as conseqüências combinadas de pouca água superficial limpa, calor, pobreza, subdesenvolvimento e guerras, e já está convivendo com escassez de água. Agravando a situação dos africanos, há a falta de vegetação e de umidade na natureza."
É preciso que cada um de nós faça a sua parte e ajude a preservar a água que ainda nos resta.
Clique para doar um aparelhinho
Fontes:
Doações do purificador de água
Energia eficiente
USP - água
Só falta, agora, convencer os europeus que lavar a roupa com água fria não provoca doenças.
E tenho a honra e o prazer de vir aqui no Faça anunciar que logo no primeiro dia de trabalho (12/2, terça-feira) às 20h, teremos um dos muitos eventos do Campus Verde: o debate Blogueiros pelos Direitos Animais. Gente ativa, que participa de grupos, interessantíssima.
Estarão conosco: Maurício Kanno, do Animao; Fábio Paiva, do Pelo Fim do Holocausto Animal; o dr. Marcel Benedeti; Miriam, do Vida de Vegetariana; a Simone e a Maria Conceição, do Consciência Humana. Será uma mesa entre iguais, mas garanto que presenciaremos os debates acalorados de sempre.
Saiba mais sobre os serviços ambientais disponíveis no Google Earth.
Via Inhabitat
Todos os anos, objetos de design inovativo e com relevância do ponto de vista social, merecem a atenção do Index Award. Os vencedores da seção home deste ano foram o italiano Alberto Meda e o argentino Francisco Gomez Paz que projetaram juntos a Solar Bottle. Um engenhoso método de transportar e purificar a água. Se se pensa a quanta gente não tem acesso à água potável, o prêmio se revela mais que merecido.
O processo de purificação usa o mais óbvio, barato e simples agente antibactericida: o sol. O set prevê dois frascos transparentes, muito largos e pouco espessos e com um lado revestido em aluminio, que serve de espelho, fazendo aumentar a temperatura. O pegador é também um apoio para regular a inclinação em relaçáo ao sol. Com uma esposição de seis horas , a água estará livre de qualquer agente patogênico, ação dos raios ultravioleta.
“Design to improve your life“, era o chamado do concurso. Esse projeto assim altamente sustentável e de uso de energia limpa, preencheu o requisito. Belo exemplo.
E a cifra mais assustadora do artigo para mim foi essa: todo ano, cerca de 1 bilhão de pneus são descartados (vai pra onde esse lixo?) no mundo. Perante um caos desse, qualquer ajuda científica que minimize essa cifra já é de grande ajuda.
A Comissão Européia decidiu em fevereiro último adotar um enfoque global para alcançar o objetivo da União Européia de 120 g/Km (contra os atuais 160 g/Km) de emissões médias de dióxido de carbono (CO2) proveniente de carros novos daqui até 2012, para lutar contra a mudança climática e reduzir a poluição atmosférica. Em outras palavras, em média, as emissões dos carros novos vendidos nos 27 países da Europa não deverão ultrapassar 120 g CO2/km daqui até 2012 ou seja, um consumo de 4,5 litros de óleo diesel ou 5 litros de gasolina por 100 Km.
Para alcançar este objetivo, a Comissão Européia conta com as melhorias das tecnologias da indústria automobilística para permitir de reduzir a 130 g CO2/Km. Para as 10 g/Km suplementares, ela conta com as medidas complementares relativas aos pneus, ao uso de biocombustíveis e aos sistemas de ar condicionado.
O tráfego rodoviário é a fonte de cerca de um quinto das emissões de CO2 da União Européia, dos quais cerca de 12% são devidos aos carros particulares. Mesmo se a tecnologia dos automóveis melhorou bastante durante os últimos anos, principalmente em relação ao rendimento dos combustíveis, as reduções das emissões de CO2 que estas melhorias acarretaram não foram suficientes para contrabalançar os efeitos do aumento do tráfego e do tamanho dos carros. Enquanto entre 1990 e 2004, os países da Europa reduziram de cerca de 5% as emissões globais de gases responsáveis pelo efeito estufa, as emissões de CO2 provenientes do transporte rodoviário aumentaram de 26%, apesar da redução média de emissões de CO2 dos carros novos de 12,4% entre 1995 e 2004. Por meio desta estratégia, a União Européia espera acabar com o crescimento das emissões de CO2.
Uma reunião entre representantes da indústria automobilística, as ONGs e as associações de consumidores ocorreu dia 11 de julho último em Bruxelas, além de uma consulta pública pela Internet, tendo como objetivo a coleta de idéias em relação à elaboração do conjunto de medidas legislativas necessárias à execução desta estratégia.
Fonte : Comissão Européia : Redução das emissões de CO2 dos veículos automóveis
Um caso de tecnologia que vem para ajudar. Leitores individuais para água e gás com leitura remota. Leiam aqui.
Vai começar o leilão de carbono. E a HandCase não perdeu tempo. Usuários de Palm já têm freeware à vista: CO2Global. Para descer o programa, clique em Freeware e faça o download...
Diz o release que é possível gerenciar a compra e venda de créditos de carbono, fazer o planejamento das ações sustentáveis e de controle de emissão, organizar os certificados comprados ou vendidos, estabelecer índices de adicionalidade, emissão, redução.... E ainda tem tabela de índices para cálculo de créditos de carbono e relação de links importantes sobre créditos de carbono e desenvolvimento sustentável. Mão na roda pra deixar tudo verdinho.
Se olharmos para os momentos decisivos, na linha de evolução da espécie, é até possível dar razão aos mais esperançosos. A dupla Arthur C Clarke e Stanley Kubrick tornou paradigmática a cena onde um macaco, após "descobrir" a utilidade de um osso como arma, lança-o ao alto para transformar-se na nave de "2001: Uma Odisséia no Espaço" (1968).


A linha que une esses dois pontos - sempre acompanhada pelo monolito, ao longo dos milhões de anos ali sintetizados - começa na criatividade e termina na tecnologia.
Os egípcios resolveram seus anseios por uma vida eterna com criatividade e tecnologia: construiram as pirâmides. A essa mesma forma, a criatividade das civilizações centro-americanas deram outro destino: o domínio da astronomia e do tempo. A criatividade e a tecnologia se encarregaram, também, de colocar um fim a essas e a tantas outras civilizações.
A humanidade vê-se, mais uma vez, diante de um desafio. Não saberia dizer, agora, se o maior de todos ou se apenas mais um. O fato é que não podemos deixar de dar créditos à criatividade e para sua capacidade de desenvolver a tecnologia necessária para a sobrevivênca da nossa espécie. Ah! Os mais esperançosos que o digam.
Pois então! Recebi, hoje, um mail com o seguinte título:
Primeira usina flutuante gera energia a partir do movimento das ondas
Desconhecia por completo a existência desse projeto. O título é atraente por si só. O mar balança suas ondas desde que o mar é mar, há zilhões de anos. E de graça!
Abro o link e leio. Vejo as fotos, o filme, a animação. Putz, a minha talvez pouca fé na criatividade e na tecnologia balança. Não estarão erradas as Sagradas Escrituras, quando dizem que "do pó viestes, ao pó voltarás!"? Não seria mais correto dizer "do pó viestes, ao mar te voltarás!"?
Criatividade e tecnologia serão a salvação?
Fotos: Cidade Internet - http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/2001/2001.htm
Notícia: IDG NOW - http://idgnow.uol.com.br/mercado/2007/03/23/idgnoticia.2007-03-22.2729895286
O designer Jeff Nusz criou o game Sprout, onde o jogador é uma semente que precisa sair da ilha onde está e chegar à floresta. Para isso você tem a habilidade de ser muitas árvores diferentes.Simples e belo, feito com guache e colagens, o game pode ser um belo disparador de consciência, não? Ele foi criado para um concurso de games - e levou o segundo lugar.
Via MeioBit
Deparei-me hoje com um post do Allan em que ele comenta a implantação de usinas de energia eólica no sul da Itália, e me lembrei de uma cena marcante que vi mês passado na Califórnia. Estávamos vindo do Parque Nacional de Yosemite em direção a San Francisco, quando num trecho da rodovia US-580 (na altura de Pleasanton) começamos a ver moinhos de vento. Não um nem dois: centenas, no topo de todos os morros ao redor. Uma cena impressionante.

O que me relembrou que eu estava no estado americano que mais tem implantado leis ambientais nos últimos anos, repensado o modelo atual e tentado minimizar os impactos ao ambiente. Investir na energia limpa dos ventos é uma excelente tentativa de amenizar o problema do aquecimento global, mas numa perspectiva mais política, uma excelente forma também de desviar um pouco o olhar do principal problema que a própria Califórnia enfrenta: o excessivo consumo de gasolina e combustíveis fósseis. A Califórnia e sua intricada profusão de highways é para mim o epíteto do modelo americano malfadado, que privilegiou o uso do automóvel e da energia termelétrica em suprimento do pensamento coletivo. (Parênteses: Imagine que, dirigindo por lá, nós tínhamos privilégios rodoviários apenas pelo fato de sermos 2 pessoas no carro - a maior parte dos motoristas está sozinho em seu mundo fechado de 4 rodas, consumindo gasolina e poluindo para o transporte somente de si próprio. Deplorável modelo.)
A energia termelétrica ainda é a fonte energética primária que sustenta a maior parte das cidades americanas (a que mais polui também, e maior responsável pelos imensos valores de CO2 na atmosfera), mas esse perfil americano pode mudar, basta que: haja mais incentivos para desenvolvimento e uso de fontes alternativas, haja mais pesquisa por novas fontes menos poluidoras e essas novas fontes não sejam tremendamente caras - embora um dia petróleo será tremendamente caro, então a opção por ele pode simplesmente se tornar mais inviável que as demais. Wishful thinking...
Gosto de pensar que, pelo menos, os californianos estão investindo em alternativas, e isso é visível. Fazendo a sua parte - pequena, mas já é algo. E nós, brasileiros, será que um dia faremos também a nossa parte nesse sentido? Quando é que deixaremos de abusar dos combustíveis fósseis, abandonando o transporte de carga rodoviário com caminhões (muito menos eficiente) e adotaremos mais intensamente as vias férreas ou náuticas, em que se gasta o mesmo combustível, mas pelo menos carrega-se muito mais volume de carga de uma vez só? Já usamos como centro de nosso modelo energético as usinas hidrelétricas, que já são mais limpas que as termelétricas (embora não menos ambientalmente problemática ao local). As usinas nucleares já estão sendo defendidas até por ambientalistas de carteirinha, e sem dúvida são, na atual conjuntura, uma melhor opção que as que queimam combustível fóssil. Mas ainda há uma longa estrada a ser trilhada nessa jornada em busca de uma energia mais limpa.
Modelos de energia limpa precisam de incentivo, mesmo dentro de nossas casas. Mas cabe também ao governo incentivar o surgimento e propagação dos mesmos, diminuindo talvez os impostos que recaem sobre quem quer colocar um painel solar e casa, por exemplo. O governo da Califórnia deu um passo inicial - minúsculo, mas deu. Vamos ver se a moda pega.
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P.S.: A Califórnia é um dos estados americanos que adotam o imposto sobre o e-lixo (o lixo dos aparelhos eletrônicos e derivados), pago em geral no ato da compra de eletrônicos e direcionado ao manejo adequado e ecocoerente desse lixo. Afinal, o que faremos com as baterias, monitores, celulares e outras maravilhas da modernidade quando estragam ou são simplesmente descartadas, ou seja, viram lixo? Na velocidade com que a tecnologia se repõe hoje em dia, essa é uma questão importante para qualquer política atual que queira ser o mínimo integrada com os problemas da sociedade.

