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Há quem diga que fraldas de pano é coisa do passado. Eu mesma as usei quando bebê, e, antes de ser mãe, a idéia que eu tinha das tais fraldas era o trabalho incansável da minha mãe, lavando dezenas de fraldas de xixi e cocô e aquele varal cheio de fraldas brancas. Naquela época, e no meu caso, o motivo era alergia à fralda descartável, que se mostrou a grande amiga das mães desde meados do século XX.
Acontece que essa "grande amiga" tem trazido consequências muito sérias para o meio ambiente. Pesquisas mostram que uma criança usa, em média, mais de cinco mil fraldas descartáveis nos primeiros dois anos de vida. Pra isso, são derrubadas 5 árvores por criança. Multiplique pelas milhares de crianças que usam fraldas descartáveis e você vai ter um número alarmante de desmatamento. Somado a isso, a fralda descartável leva quase 500 anos para de decompor.
Se o apelo ambiental não é suficiente, com certeza o econômico pode ajudá-lo a ponderar sobre a questão. Uma família gasta entre 3 e 4 mil reais em fraldas descartáveis, para cada filho, nos primeiros 2 anos de vida. E aí, já te convenci?
Grávida do meu segundo filho (ou filha, ainda não sei), estou pesquisando sobre o uso de fraldas de pano. As de hoje são muito mais fáceis de usar do que aquelas que a minha mãe usou comigo. Não precisa mais de alfinete, nem curso de origami pra aprender a fazer a dobra da fralda.
Existem vários modelos de fralda, que são fáceis de serem lavadas e duram muitos anos, podendo ser usadas por mais de uma criança da família. No Reino Unido, o uso dessas fraldas quadruplicou nos últimos anos, devido a famílias preocupadas em diminuir seu impacto no meio ambiente.
No Brasil, o site Baby Slings vende as fraldas de pano. Vale a pena dar uma passada no blog do site pra ver os depoimentos das mães que estão optando por uma escolha mais consciente na criação dos seus filhos.
Parte um: qual o tipo de representação que queremos?
É bastante difícil resumir em poucas palavras todas as impressões deste grande encontro. Podemos dividir em três momentos: a aprovação do regimento; os grupos de trabalhos e a plenária final. O regimento é o conjunto de regras da conferência, elaborado pela comissão organizadora e que deve ser referendado em plenária.
O primeiro conflito: aceitar ou rejeitar os critérios de aprovação de moções, da revisão das propostas, da participação e da aprovação do texto final. Para isso, o texto é lido item por item, e discutido com toda a plenária. É um processo lento, cansativo, que demanda horas e paciência de todos os presentes - Delegados eleitos nos processos municipais e estaduais.
Com tanta diversidade, é claro que é um procedimento sujeito a problemas...
Um exemplo: uns dos itens mais polêmicos foi o fator quórum mínimo - sempre presente no processo democrático.
O regimento apresentava como proposta de quórum mínimo 50% mais um dos inscritos na conferência. Devido ao processo extenso, nem todos conseguem permanecer até o final; o que acontece: nos momentos decisivos, apenas poucos estão presentes.
O que fazer? Por um lado, realmente não é representativo que, de 1200 delegados, menos de 50 decida pelos rumos da conferência. Por outro lado, se apenas essas poucas pessoas estão interessadas no processo, por que as outras 1000 vieram? Devemos invalidar o processo? Claro que o processo fica prejudicado, mas ele acaba sendo levado adiante, seguindo o preceito de que a "plenária é soberana".
A legitimidade é o fator mais importante a ser analisado em uma conferência. É ele que vai dizer se tudo o que está sendo feito ali deve ser levado em consideração ou não. Mesmo sendo aclamado como uns dos principais exemplos de democracia participativa, ainda são representantes eleitos em suas comunidades que participam do processo. Como não há um fator eqüitativo desse processo, cada comunidade escolhe em si os critérios de representação. Alguns parâmetros já são universalizados - como as categorias de representação: gênero, tipo de organização, unidade federativa, bacia hidrográfica; movimentos representativos - mas os procedimentos locais são independentes.
Deste modo, como podemos garantir a qualidade da representação?
Como veremos mais adiante, esse é um dos grandes problemas e ao mesmo tempo a principal qualidade desse tipo de processo democrático...
São cerca de mil pessoas, de todos os estados da União, eleitas democraticamente em seus municípios como representantes da sociedade civil organizada, do poder público e do setor empresarial local para decidir os caminhos da política pública de mitigação e adaptação das ações do ser humano às mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global.
Mais de 500 propostas tiradas dos estados são debatidas nos grupos de trabalho para a produção do texto a ser aprovado na plenária final. A partir daí, o processo continua com a apresentação das propostas ao governo federal, que deverá levar em consideração para a elaboração do Plano Nacional de Mudanças Climáticas.
Povos indígenas, representante de quilombos, povos caiçaras, caipiras e sertanejos de todo país; homens e mulheres de todas as cores, etnias, movimentos e ideologias imagináveis; estudantes, sindicalistas, donas de casa, lavradores, pequenos empresários, líderes comunitários, políticos e intelectuais - todos se identificando apenas como ambientalistas - deste país participando da elaboração dos caminhos ambientais do Brasil.
A sensação de poder popular exala de todas as conversas nos almoços, nos transportes, nos bares como uma ilha espaço-temporal dentro do gigantesco poder político e econômico dominante na capital da nação. A não ser por raríssimas exceções, o consenso domina todas as discussões; as votações são, em sua maioria, por aclamação; não há realmente nenhuma crítica formal ao processo; Todos estão interessados na construção coletiva e participam nesta direção.
Para compreendermos a relevância desse processo, Destaco aqui um trecho de uma nota publicada na Folha online de ontem - 10/05/2008:
"Brasil atrasa plano contra aquecimento global
AFRA BALAZINA
Enviada especial da Folha de S.Paulo a Brasília
O Plano Nacional de Mudanças Climáticas, aguardado para meados deste
ano, só deve ser concluído em novembro. A afirmação é da secretária nacional de
Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Thelma Krug. O atraso
contraria determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O decreto
6.263, de novembro de 2007, estabeleceu que a versão preliminar do plano
deveria estar pronta até o último dia 30, o que não ocorreu.
O plano vem sendo prometido desde setembro de 2007, quando Lula
anunciou nas Nações Unidas que o país o adotaria. Porém, de concreto até agora
só se sabe que ele terá quatro eixos: adaptação, mitigação, pesquisa e
desenvolvimento e divulgação e capacitação.
Uma de suas maiores novidades, a idéia de usar dinheiro do Fundo de
Compensação do Petróleo em ações de mitigação e pesquisa, está em discussão no
Executivo, mas também não tem data para ser enviada ao Congresso. Krug diz que
a mudança na lei não deve ocorrer antes da conclusão do plano.
Segundo ela, para que o plano seja de fato nacional --e não federal,
fruto de decisões apenas dos ministérios-- é necessário abrir espaço para a
participação regional, de Estados e municípios. Com isso, o processo é mais
demorado.
"Um plano federal você pode construir através dos ministérios. E
é claro que vai ter essa visão no plano. Mas, para torná-lo nacional, é preciso
trazer essas regionalidades", diz ela."
Atraso perfeitamente justificado - ponto para o governo.
O ambiente - e o meio ambiente também - é tomado por uma maravilhosa e impressionante sensação: a vitória da Democracia Participativa.
O saudoso Milton Santos marcou os estudos do desenvolvimento urbano identificando de forma exemplar a dinâmica social dos agrupamentos urbanos, usando como objeto de estudo a cidade de São Paulo. Arrisco aqui cometer certos erros teóricos, mas gostaria de usar este exemplo para ilustrar o desenvolvimento da plenária final, o ponto alto de todo encontro.
Assim como é impossível controlar todos os processos de urbanização de uma cidade, devido à dinâmica social extremamente mutável, do mesmo modo não é possível controlar todos os processos de debate em torno da formulação de políticas públicas. Por quê? Porque o ser humano é uma curiosa invenção em desenvolvimento!
Muitos consideram esse processo de conferência uma farsa: um encontro de ignorantes aparelhados por entidades vinculadas a interesses políticos específicos. Há suspeitas de irregularidades de todos os tipos: pessoas que participam no lugar de outras; preferencialismo; mau uso do dinheiro público; falsificação de assinaturas em atas e moções. O regimento possui brechas que permitem desrespeitá-lo à todo momento; muitas decisões são resolvidas no grito, e debates quase se transformam em agressões físicas; a maioria dos delegados passam mais tempo passeando e se divertindo que participando das discussões - atitude até certo ponto justificada pelo fato de as discussões se tornarem verdadeiros martírios mentais intermináveis (imagina corrigir de um texto de 500 páginas junto com outras dezenas de pessoas? Até parece feito de propósito para afastar as pessoas); complementando esse fato, no final umas poucas pessoas se legitimam a decidir por todos os ausentes - claro que ignorando o quórum mínimo. Desde as conferências locais esses problemas se repetiram, assim como se repetem na esfera da democracia representativa - quando elegemos vereadores, deputados, prefeitos, governadores e presidentes.
Alguns são problemas graves; outros nem tanto. Não tenho a intenção, de forma alguma, fazer denúncias ou desqualificar o processo, até porque, mesmo que quisesse, não teria poder para tal; mas é importante fazer uma avaliação sincera do processo para se entender a origem dos problemas e se buscar a solução. Na política infelizmente não temos processos perfeitos, assim como em todas as esferas - das sociais às pessoais - está presente a corrupção. E isso inclui a todos. O diferencial está na capacidade de reconhecermos nossas falhas pessoais e sociais em busca do melhoramento constante. É assim que o ser humano evolui em sociedade - ou pelos menos poderia ser assim. Isso, por si só, já justifica e qualifica positivamente todo o processo.
A Conferência Nacional é o ponto alto do processo de conferências, que começou nas discussões locais em cada município (em alguns casos em cada bairro). A plenária final é o clímax do encontro, onde todas as qualidades positivas e negativas se tornam evidentes - como não poderia deixar de ser.
É verdade: A plenária é realmente soberana.
Para todos os participantes, são três dias de extremo cansaço, mas de uma satisfação extasiante - a relação íntima com o processo democrático. Qualquer semelhança com qualquer é mera coincidência.Enquanto nós ficamos parados, outros planejam, sorrateiramente como sempre fazem, mais uma onda de destruição das nossas florestas. Está em votação o Projeto de Lei 6424/2005, de autoria do Deputado Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que autoriza um dos maiores crimes ambientais a ser cometido na história do Brasil.
Você vai ficar parado?
Enquanto nós ficamos parados, outros colocam no mercado produtos contendo transgênicos sem aviso no rótulo, em total desacordo com as leis. Ferem mortalmente nosso direito a um consumo consciente.
Você vai ficar parado?
Enquanto nós ficamos parados, outros tantos sequer aceitam que o aquecimento global é uma realidade. Alegam que os estudos não são conclusivos, que "não é bem assim", e seguem, em prol do crescimento das suas economias, produzindo GEE. Afinal, o que vale é o "aqui e agora". O futuro que se dane!
Você vai ficar parado?
Quer mais exemplos? Crescimento populacional descontrolado? Roubo da nossa flora e fauna? Há uma lista interminável de exemplos...
Nós, do Faça a sua parte, não ficaremos parados. E queremos que você se mexa. Que mexa os dedos e participe da 1º edição da série "Debates Ambientais do Faça a sua parte". Todo ano, no período de 22 de maio a 14 de junho, o Faça a sua parte promoverá debates sobre as questões do meio ambiente. E, no dia 5 de junho, acontece a blogagem coletiva para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente.
Uma blogagem coletiva inédita. Serão duas semanas para preparar, com debates, a blogagem coletiva para comemorar o Dia do Meio Ambiente. Participe com seus comentários ou posts em seu blog sobre algum dos temas propostos. Debata, converse, troque idéias. Participe. Mas lembre-se: no dia 5 de junho não deixe de participar da blogagem coletiva do Dia Mundial do Meio Ambiente.
Mas não pára por aí. Do dia 6 até o dia 14 continuaremos debatendo, agora com as diversas contribuições realizadas no dia 5.
Veja a programação para 2008:
MAIO
22 e 23: Biodiversidade: sem flora e sem fauna?
24 e 25: Cerrados: bioma ou necroma?
26 e 27: Florestas, até quando haverá uma?
28 e 29: Educação Ambiental: a quem educar?
30 e 31: Aquecimento Global: mito ou realidade?
JUNHO
01 e 02: De quem é a culpa: do Legislativo, do Executivo, ou nossa?
03 e 04: Meio Ambiente Humano: somos parte da natureza?
05 e 06: Blogagem coletiva sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente
07 e 08: Mar: Origem da vida?
09 a 12: Tecnologia e Meio Ambiente: há futuro na ciência?
13 e 14: Consumo sustentável: o que e como fazer?
Participe conosco. Traga suas idéias e conhecimentos. Faça a sua parte ou...
Você vai ficar parado???
Em jornalismo, não é incomum a gente ver títulos de matérias que pouco ou nada têm a ver com seu conteúdo. Muitas vezes, o texto não traz informação que renda um bom título, ou o editor tem uma grande sacada e resolve dar o que chamamos de esquentada no título, pra atrair a atenção do leitor. Foi o que fizeram com a pesquisa da revista National Geographic, o Greendex 2008: Escolha do Consumidor e Meio Ambiente.
O tal Greendex consultou, pela internet, consumidores de 14 países sobre seus hábitos de consumo, transporte, habitação e alimentação, e apontou brasileiros e indianos como os mais verdes do mundo, seguidos dos chineses, mexicanos, húngaros, russos, ingleses, alemães, australianos, espanhóis, japoneses, franceses, canadenses e, por fim, americanos.
A impresa, com aquela profundidade de um pires que lhe é característica, cravou: brasileiros e indianos são os que mais respeitam o meio ambiente. Nada mais falso. Ora, está claro que países em desenvolvimento aparecem na frente não porque seus habitantes têm maior consciência ecológica, mas pelo simples fato de que eles não têm o mesmo padrão de consumo dos países desenvolvidos. Um indiano não gasta menos energia elétrica que um japonês, um chinês não come menos produtos industrializados que um inglês, um brasileiro não compra menos bugigancas que um americano por ser mais ambientalmente responsável. Essa afirmação é falsa. Eles, isso sim, causam é menos impacto ambiental com seus hábitos de consumo, porque seu atual nível sócio-econômico não lhes permite ter o mesmo padrão de vida que os europeus, americanos e japoneses. Se lhes for dada a chance - e a tal globalização vive pregando isso - consumirão tanto ou mais. E o planeta que se vire para sustentar tudo isso! A questão não é apenas a quantidade do que se consome, mas a qualidade desse consumo.
O site Story of Stuff, da ativista Annie Leonard, traz um dado interessante: 99% do que o americano compra vai pro lixo após apenas seis meses de uso! Não é de se estranhar. A base da economia americana é diretamente ligada ao consumo - tanto que, para resolver o problema da atual recessão, o presidente Bush está enviando cheques de até US$ 600 para cada americano que ganha até um X por mês para que ele gaste em compras. O padrão lá é: compre o quanto puder para que a economia americana não afunde. Não tá funcionando a contento e, pior, vai acabar afundando o planeta inteiro!
A propósito: recebi por email uma série de fotos que revelam de maneira bem interessante como é o consumo alimentar em uma semana de famílias típicas de nove países diferentes - Alemanha, Estados Unidos, Itália, México, Polônia, Egito, Equador, Butão e Chade. Não sei de onde veio essa série, mas as (belas) fotos falam por si:

(Alemanha: Família Melander de Bargteheide. Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares)

(Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte. Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares)

(Italia: Família Manzo da Secília. Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares)

(México: Família Casales de Cuernavaca. Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares)

(Polónia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna. Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares)

( Egito: Família Ahmed do Cairo. Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares )

(Equador: Família Ayme de Tingo. Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares )

( Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey. Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares )

( Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing. Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares)
Tive vontade de sair do carro e ir lá interpelá-lo. Ou oferecer um saco de plático para colocar o lixo dentro. Mas, depois refleti que não era prudente.
As pessoas acreditam que a rua é de ninguém; assim ninguém precisa cuidar delas. A não ser os garis que são pagos para isso. E, assim não percebe que haverá necessidade de gastar mais verbas na contratação de pessoal e menos para escolas e saúde, principalmente.
Ele deve agir da mesma forma na sua casa, largando o lixo em qualquer lugar, porque terá uma empregada para arrumar sua bagunça. E se não tivesse ninguém para fazer isso? Sua morada iria se tranformar num chiqueiro (com o perdão da comparação aos porcos). E os visitantes iriam se enojar com o estado dela (se ele tivesse a coragem de convidar alguém para ir lá).
Será que o jovem aceitaria que alguém chegasse em sua casa e deixasse o lixo espalhado em sua sala ou em seu quarto, sem reclamar?
Acredito que a ação deveria fazer parte da educação ambiental.
Não adianta somente proibir ou multar os madeireiros pela devastação das florestas; tem que obrigá-los a plantar as árvores tiradas.
E quem transforma os rios em uma enorme lixeira pública deveria ser penalizado a coletar, nas praias, os restos jogados ao léu.
Os mineradores que já deixaram os buracos e modificaram a paisagem deveriam ser obrigados a repor o ambiente original.
Assim como quem joga o lixo na rua deveria ser obrigado a coletar, durante determinados dias, a sujeira produzida, mesmo que não fosse a dele.
Restaurantes, fábricas de sorvetes, produtores de out-door, supermercados, lojas e muitos outros segmentos empresariais deveriam passar, eventualmente, por um ciclo de educação ambiental de seus colaboradores e funcionários para , no mínimo, promover a diminuição da poluição ambiental.
Mas acredito que a pena maior deveria recair sobre o gestor municipal que não providenciar a arborização natural de, pelo menos, uma extensa e concorrida avenida durante seu mandato. Ou construir um parque municipal durante seu mandato.
Mas, quando isso já aconteceu por aqui, apesar das constantes e flagrantes ocorrências?

O dia 22 de abril está aí. Não será apenas mais um dia de postagem coletiva do Faça a sua parte. Nem deveria. Afinal, pisamos nela todos os dias. A questão é: como pisamos?
Nesse 21 de abril, véspera do Dia da Terra, apesar de ser feriado, levante cedo, como sempre faz em dias de trabalho. Mas experimente fazer algo diferente: antes mesmo da higiene ou de tomar o café da manhã, molhe um pouco de terra, um vaso que seja. Respire fundo e sinta o aroma. Pegue um pouco da terra molhada com as mãos. Esfregue. Sinta nos dedos, na palma das mãos. Passe no rosto; sinta como se fosse um beijo.
Estranho, né? Pois é assim que somos em relação à Terra. Estranhos. Como num país cuja língua e costumes não entendemos. Nesse feriado, aproveite para sentir a Terra. E depois escreva um post sobre isso. Publique no dia 22.
Escreva sobre a Terra, o que quiser, mas tente escrever, também, sobre os seus sentimentos, sobre o quanto você se sente afastado ou integrado a ela.
Como você pisa na Terra?
Comece agora a planejar o que fará naquele dia e lembre-se de convidar seus amigos, parentes, alunos, colegas de trabalho ou de escola e a sua comunidade a fazerem o mesmo. Apresente uma pesquisa, debata o assunto, prepare uma apresentação ou escreva algo que provoque à reflexão.*
Aproveite o dia 22 de abril para economizar todo tipo de energia e evite qualquer tipo de desperdício ou poluição. Desligue os eletrodomésticos e as luzes; escove os dentes com apenas um copo d'água; não fume nem acenda fogo; alimente-se de frutas e verduras cruas; beba apenas água; não faça compras; deixe o carro na garagem e aproveite para caminhar, possivelmente descalço, sobre a Terra que nos hospeda. Aja lentamente e respire com calma, fale baixo. Use o dia para meditar e descubra as atitudes que podem ajudar a preservar a Terra. E lembre-se: Você faz parte dela.*
Consulte o Calendário Verde do Faça a sua parte. Além de farto material sobre a Terra, você encontrará os posts que foram escritos para o dia da Terra em 2007.
* colaboração do Allan.
Estão participando:
Aline (Sotaque Mix)
Allan (Carta da Itália)

O dia 22 de abril está quase aí. Não será apenas mais um dia de postagem coletiva do Faça a sua parte. Nem deveria. Afinal, pisamos nela todos os dias. A questão é: como pisamos?
Nesse 21 de abril, véspera do Dia da Terra, apesar de ser feriado, levante cedo, como sempre faz em dias de trabalho. Mas experimente fazer algo diferente: antes mesmo da higiene ou de tomar o café da manhã, molhe um pouco de terra, um vaso que seja. Respire fundo e sinta o aroma. Pegue um pouco da terra molhada com as mãos. Esfregue. Sinta nos dedos, na palma das mãos. Passe no rosto; sinta como se fosse um beijo.
Estranho, né? Pois é assim que somos em relação à Terra. Estranhos. Como num país cuja língua e costumes não entendemos. Nesse feriado, aproveite para sentir a Terra. E depois escreva um post sobre isso. Publique no dia 22.
Escreva sobre a Terra, o que quiser, mas tente escrever, também, sobre os seus sentimentos, sobre o quanto você se sente afastado ou integrado a ela.
Como você pisa na Terra?
Comece agora a planejar o que fará naquele dia e lembre-se de convidar seus amigos, parentes, alunos, colegas de trabalho ou de escola e a sua comunidade a fazerem o mesmo. Apresente uma pesquisa, debata o assunto, prepare uma apresentação ou escreva algo que provoque à reflexão.*
Aproveite o dia 22 de abril para economizar todo tipo de energia e evite qualquer tipo de desperdício ou poluição. Desligue os eletrodomésticos e as luzes; escove os dentes com apenas um copo d'água; não fume nem acenda fogo; alimente-se de frutas e verduras cruas; beba apenas água; não faça compras; deixe o carro na garagem e aproveite para caminhar, possivelmente descalço, sobre a Terra que nos hospeda. Aja lentamente e respire com calma, fale baixo. Use o dia para meditar e descubra as atitudes que podem ajudar a preservar a Terra. E lembre-se: Você faz parte dela.*
Consulte o Calendário Verde do Faça a sua parte. Além de farto material sobre a Terra, você encontrará os posts que foram escritos para o dia da Terra em 2007.
* colaboração do Allan.

Terça-feira que vem é o Dia T na França. Os parlamentares franceses vão decidir se mantêm ou não a proibição ao milho transgênico MON 810, da Monsanto, que tantos problemas vêm causando mundo afora. Além da França, outros sete países europeus baniram esse milho de suas terras - o último deles foi a Romênia. O MON 810 é acusado de causar problemas de sáude às pessoas, à fauna silvestre e ao meio ambiente. E a população francesa demonstrou no último fim de semana ser a favor da proibição. Vinte e cinco mil pessoas foram às ruas protestar contra a possibilidade de se dar novamente à Monsanto permissão para plantar e comercializar o milho transgênico. Os políticos franceses vão ter que decidir: ou ficam com o desejo popular (e científico, bien sur), ou se dobram ao poderoso lobby da Monsanto.
A votação na assembléia é uma prova de fogo e tanto para a França, que viveu dias de intensa mobilização ambiental na última semana. Além de protestos contra os transgênicos, o país discutiu medidas a serem tomadas para resolver problemas ambientais, promover projetos que dão ênfase ao desenvolvimento sustentável e sensibilizar as pessoas sobre a importância de se mudar hábitos na hora de se consumir produtos.
O que me incomoda é ver tantos países e cidades se mobilizando para tomar decisões importantes e necessárias para tornar nossa vida mais sustentável e o Brasil patinando nesse assunto. Acho que as pessoas ainda não se deram conta da urgência disso tudo. Galera, o planeta tá aquecendo pacas e podemos em breve atingir o ponto de não-retorno. Aí, babau, talvez seja tarde demais pra se tomar alguma atitude. Eu sei que o Brasil é o país da fartura, da abundância, mas sempre lembro de um provérbio que minha avó dizia: "Dia de muito, véspera de pouco".
Ah, e por falar em Monsanto, olha só que beleza (sic) essa matéria da revista Vanity Fair. Relata como a empresa pressiona e ameaça agricultores nos Estados Unidos (país onde ela reina absoluta no plantio e comercialização de sementes transgênicas) a pagar royalties de seus produtos. Só que muitas vezes esses agricultores são vítimas de contaminação genética. Como num conto de Kafka, o cara começa a ser perseguido justamente pela empresa causadora do problema! O mesmo vem ocorrendo no Brasil (com a soja transgênica e, em breve o milho, o mesmo MON 810 banido em várias partes da Europa) e em outros países.
A matéria da Vanity Fair (cuja edição de maio é toda dedicada a temas ambientais) traz ainda um histórico da empresa, desde os tempos em que fabricava produtos químicos e tóxicos que contaminaram seriamente diversas cidades americanas (como o agente laranja usado na guerra do Vietnã). Mas isso é passado. Hoje a empresa se dedica a produtos mais modernos, como o Posilac (hormônio de crescimento dado a vacas leiteiras) e aos transgênicos. Tudo da mais alta qualidade. Se são seguros? Bom, a Monsanto diz que sim. Alguém acredita?
Conhecendo-se um pouco do perfil da Monsanto, não é de se estranhar nada disso.
E são matérias como essa da Vanity Fair que nos faz perceber que, no Brasil, o jornalismo está dando lugar cada vez mais às relações públicas. Sim, porque nas matérias publicadas recentemente por aqui em revistas como Exame e IstoÉ sobre a Monsanto, nenhuma linha sobre essas práticas da empresa, nem de seu passado atroz de poluição química, danos à saúde de populações inteiras nos EUA, promiscuidade com órgãos como a FDA americana, etc...
Texto de Pat Feldman, do blog Crianças na Cozinha
Sim, uma alimentação saudável é com certeza uma alimentação "ecológica", que faz bem para o meio ambiente e para a saúde do nosso planeta.
A base de uma alimentação saudável se compõe de alimentos livres de agrotóxicos, cultivados em solos ricos em minerais e carnes de animais criados soltos, pastando, como sempre foi na natureza. Plantações tendem a cansar o solo. Plantações "regadas" a agrotóxicos esgotam o solo e tudo à sua volta. Animais criados em regime de confinamento estão condenados à falta de saúde absoluta, além de contribuírem para o desequilíbrio no meio ambiente.
O caminho para a saúde inclui a busca por esse tipo de alimento, a exigência por condições mais humanas para a criação de animais, plantações sem agrotóxicos em propriedades auto-sustentáveis - as fazendas orgânicas costumam funcionar dessa forma. O preço pode ser um pouco maior do que os alimentos produzidos com a ajuda de tantos aditivos químicos e sofrimentos, mas com certeza esse valor é muito menos do que o necessário para nos curarmos de doenças e menos ainda do que o necessário para depois tentar consertar o enorme estrago no mundo e na natureza. O fazendeiro que se preocupa com o meio ambiente, e não só com lucros cada vez maiores, merece a recompensa!
Podemos fazer a nossa parte no negócio não só buscando os orgânicos, mas também buscando muito mais os produtos artesanais, caseiros e evitando, desprezando os produtos altamente industrializados, que não fazem bem à nossa saúde e muito menos ao meio ambiente. Temos que deixar de lado o preconceito de que um alimento artesanal pode fazer mal para a saúde ou estar contaminado. Procurando um pouco, você sempre encontrará um fornecedor de confiança!
O processamento mínimo, que mantém integralmente o valor nutritivo dos alimentos, é algo que pode ser feito na própria fazenda produtora - do leite se faz o iogurte, se obtém queijos, creme de leite e manteiga. Dos grãos se obtém farinhas moídas na hora, extremamente frescas e nada oxidadas, além de integrais - completas em todos os sentidos. Com diversos legumes e verduras o fazendeiro pode artesanalmente preparar as mais variadas e saborosas conservas e caldos. Com carnes - aquelas carnes do gado feliz - o nosso fazendeiro ecológico prepara salsichas, embutidos, carnes secas e defumadas - sem nenhum aditivo, o fazendeiro é sábio e usa métodos tradicionais, não agressivos ao nosso corpo e ao nosso meio ambiente. E com a higiene que se pode ter hoje em dia, seu risco é praticamente igual a zero no que diz respeito a contaminações.
Todos os "alimentos" que vemos hoje em dia engarrafados, enlatados, congelados, disponíveis em todo lugar e em qualquer época do ano - salgadinhos, bolachas, biscoitos, misturas prontas para bolos e pães, margarinas, refrigerantes - fazem a fortuna de poucos, agridem o meio ambiente e o nosso organismo...
As nossas escolhas na mesa determinam não só o que será da nossa saúde, mas determinam fortemente a saúde do nosso planeta, do nosso meio ambiente.
A tecnologia atual facilita enormemente anossa vida diária, é verdade,e a idéia é que a tecnologia facilite cada dia mais, porém é bom lembrar que se toda essa tecnologia não for usada com sabedoria, em breve não teremos um futuro para aproveitá-la. Use a tecnologia a seu favor, mas use com sabedoria e sem desrespeitar a mãe natureza.
Já está virando moda as empresas associarem seus produtos a ações sociais e de defesa do meio ambiente, com o objetivo de sensibilizar os consumidores e construir uma imagem de empresa responsável. Mas será que tais empresas desenvolvem realmente ações importantes para o meio ambiente? Ou será que estão usando a questão ambiental como campanha de marketing? Esta 'maquiagem verde' aplica-se a empresas que não realizam, de fato, ações efetivamente úteis ao meio ambiente, mas 'aparentam' uma atitude sócio-ambiental. Basta observar as propagandas que tais empresas divulgam.
Há as que afirmam estarem investindo no jovem, pois este investimento gera retorno em sustentabilidade. Na realidade, algumas empresas investem em educação pública, o que é muito interessante, pois proporciona a estes jovens melhores oportunidades de qualificação para o trabalho. Mas, na prática, não há uma ação ou projeto ambiental da empresa que traga benefícios ou resultados para o meio ambiente. No entanto, a empresa transmite a imagem de que investe em sustentabilidade.
Há, também, os bancos que investem em preservação de áreas florestais para compensar o CO² emitido pelos veículos e casas de seus clientes de seguros. Ao proteger seu automóvel ou casa, o segurado passará a preservar, por meio do banco, uma determinada área de mata nativa, que irá reter o equivalente ao que foi emitido na residência ou pelo veículo. Não seria mais apropriado que tais bancos criassem incentivos para induzir o cliente a mudar seus hábitos e reduzir suas próprias emissões. Não é uma maravilha? Eu posso emitir CO² à vontade, pois estou pagando. Cômodo, não é. E todos, clientes e empresas, transmitem a bela imagem de responsabilidade e sustentabilidade.
Felizmente, porém, o 'marketing' verde é, realmente, a divulgação de atitudes socioambientais de empresas que, de fato, contribuem para a preservação dos recursos do planeta. Entre as ações de responsabilidade social, há as parcerias com a Fundação SOS Mata Atlântica, por exemplo, responsável pelo plantio de milhões de mudas nativas. Louvável também, são as atitudes de reaproveitamento e reciclagem do próprio material utilizado pelas empresas, como usar seu próprio papel reciclado em materiais de comunicação internos e externos, envelopes de correspondência ou em seu material de propaganda. Interessante também, é a atitude de empresas que promovem campanhas de uso racional de água e energia; investem em projetos de educação ambiental de forma efetiva, útil, funcional.
O ideal seria que, na prática, todas ações das empresas fossem realmente eficientes para conter a emissão de CO² e preservar o meio ambiente. Em muitos casos, infelizmente, tais ações não passam de marketing verde. Não há um incentivo para que se economize ou se use conscientemente os recursos naturais, de modo a diminuir o impacto ambiental. Parece muito cômodo: "você polui, então pague."
Fontes: Bancários do Rio , Eu cuido do PlanetaImagem original daqui
