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Eu não conheço a Fernanda Coronado pessoalmente. Gostei da re-apresentação que ela fez de si quando voltou ao radinho, há algum tempo atrás. Hoje, ela compartilhou uma história que fala tudo sobre a atitude das pessoas, coletivos e "empresas" lá na lista.
Há algumas semanas, tenho sofrido com o barulho de uma Lavadora de Pressão WAP do prédio atras do meu. Moro no segundo andar e minha varanda é de frente pro fundo desse prédio. O responsável pela limpeza liga todos os dias a wap - às vezes umas 10hs, às vezes as 13hs e fica até as 16h/17hs. Hoje então eu contei o tempo...foram 5 horas com ela ligada. Pedi para desligarem, pois o barulho é audivel pelas pessoas que me ligam, pelos meus clientes. Sem contar que chega um momento que o barulho já fica martelando na cabeça. O zelador/porteiro se negou a me fornecer um contato do síndico ou responsável, alegando que no horário era permitido. Sem alternativa, apelei pro 190. O policiais foram até lá e pediram pros funcionários me passarem os contatos do síndico. Um deles ainda avisou que a norma para barulho não é so das 22hs as 7 da manhã. Vale para qualquer barulho contínuo acima de 50 decibéis em bairros residenciais. Claro que assim que eles viraram as costas, a Wap foi religada. A situação, no entanto, é muito pior: A Wap do predio gasta 600 litros de agua por hora!!!!! Liguei na Sabesp e pedi informações sobre o desperdício do "Ouro Liquido". A moça pediu o endereço e consultou o consumo de água. Em poucos segundos ela respondeu: Nossa! E ai me explicou: "Eles consomem 2000 m3 de água por mês. Eles precisam receber uma notificação urgentemente sobre desperdício e reduzir radicalmente o consumo". Para completar, ela avisou: é importante este tipo de vigilância.
A Fê fez uma verdadeira maratona hoje. Contato com o prédio, PSIU (não funciona), Polícia, Sabesp. E aproveitou pra fazer uma conta rápida. No seu prédio (13 andares, com 4 ap's/andar) são consumidos 339 m3/mês, ao custo de R$ 1.218,14. No vizinho de trás? (12 andares, 4 ap's/andar) 2.000 m3... cerca de R$ 4.000,00/mês. Eles gastam, nas contas da Fernanda, a mesma coisa que o prédio dela só com a WAP.
Servição da dona Joaninha: Sabesp: 195 : Para emergências, como falta d'água, vazamentos e esgoto entupido. Funciona 24 horas todos os dias. 0800-0119911 (somente para RMSP) (ligação gratuita) - Para informações sobre contas, solicitação de segunda via (em caso de perda ou não recebimento), pedidos de serviços, endereços, telefones úteis e folhetos explicativos. Horário de funcionamento: segunda à sexta-feira: das 7 às 21 horas sábado: das 8 às 17 horas domingo : das 10 às 16 horas Interior e Litoral Para solicitar serviços emergenciais ou comerciais, o usuário deve ligar para o 195 ou contatar a agência de atendimento do município. O número do telefone aparece na conta de água enviada mensalmente pela Sabesp.
A Fernanda me passou um link superhiperextrabacana com boas informações sobre o assunto: Ama Natureza.
Para reclamar de poluição recorra à CETESB: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental 0800-113560.

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, foi absolvido nesta terça-feira em julgamento realizado em Belém, no Pará. Já o pistoleiro contratado para matar a religiosa, Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, foi condenado a 28 anos de prisão. O júri aceitou o argumento do pistoleiro, de que teria agido por conta própria. Foi o segundo julgamento de ambos. No primeiro, Vitalmiro havia sido condenado a 30 anos de prisão. Agora está livre como Dorothy estava quando foi emboscada em fevereiro de 2005, no meio da floresta amazônica, e morta com sete tiros a queima-roupa. Ela tinha 73 anos.

Não estranharia nem um pouco se, num hipotético terceiro julgamento, Fogoió também fosse absolvido e o júri decretasse que Dorothy Stang, na verdade, cometera suicídio!

É brincadeira... temos um monte de corruptos, mas nenhum corruptor; pistoleiros de aluguel à vontade, mas nenhum mandante.

O Ibama disponibilizou a consulta pública de áreas embargadas.  Andreia Fanzeres, do site "O Eco", fez um artigo que vale a pena ler.

Políticos, empresários, governo, não sobra ninguém... Como diz Andreia "Do pequeno sitiante aos políticos, empresários, empresas multinacionais e instituições públicas. Agora ficou mais fácil verificar se os supostos compromissos de sustentabilidade anunciados por aí são mesmo confiáveis."

Apenas mais um trecho (o resto leiam nos links indicados) sobre a hipocrisia humana que acaba com o meio ambiente:

"Em Mato Grosso, a lista revela nomes bastante conhecidos por quem monitora o desmatamento na Amazônia. O senador Jaime Campos responde por três áreas embargadas em Alta Floresta, sendo uma superior a 1.200 hectares. No mesmo município o deputado estadual Ademir Brunetto é responsável por outra área, mas o sistema não informa mais detalhes. Desse mesmo jeito são registrados embargos dos deputados Humberto Bosaipo, em Porto Esperidião, e de Dilceu Dal Bosco, em Sinop. Na semana passada, aliás, este último proferiu discurso na Assembléia Legislativa defendendo que produtores ilegais precisam de punição. "Toda economia de Mato Grosso acaba sendo penalizada por causa das ações desses empresários. Vamos fazer o possível para que eles sejam punidos", falou, enquadrando-se na categoria. "


Como dizia o Chico Buarque:

" Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá"

A roda-viva está no Congresso, nas Assembléias, nos governos, nas empresas que se dizem socio-ambientalmente responsáveis...

Terça-feira que vem é o Dia T na França. Os parlamentares franceses vão decidir se mantêm ou não a proibição ao milho transgênico MON 810, da Monsanto, que tantos problemas vêm causando mundo afora. Além da França, outros sete países europeus baniram esse milho de suas terras - o último deles foi a Romênia. O MON 810 é acusado de causar problemas de sáude às pessoas, à fauna silvestre e ao meio ambiente. E a população francesa demonstrou no último fim de semana ser a favor da proibição. Vinte e cinco mil pessoas foram às ruas protestar contra a possibilidade de se dar novamente à Monsanto permissão para plantar e comercializar o milho transgênico. Os políticos franceses vão ter que decidir: ou ficam com o desejo popular (e científico, bien sur), ou se dobram ao poderoso lobby da Monsanto.

A votação na assembléia é uma prova de fogo e tanto para a França, que viveu dias de intensa mobilização ambiental na última semana. Além de protestos contra os transgênicos, o país discutiu medidas a serem tomadas para resolver problemas ambientais, promover projetos que dão ênfase ao desenvolvimento sustentável e sensibilizar as pessoas sobre a importância de se mudar hábitos na hora de se consumir produtos. 

O que me incomoda é ver tantos países e cidades se mobilizando para tomar decisões importantes e necessárias para tornar nossa vida mais sustentável e o Brasil patinando nesse assunto. Acho que as pessoas ainda não se deram conta da urgência disso tudo. Galera, o planeta tá aquecendo pacas e podemos em breve atingir o ponto de não-retorno. Aí, babau, talvez seja tarde demais pra se tomar alguma atitude. Eu sei que o Brasil é o país da fartura, da abundância, mas sempre lembro de um provérbio que minha avó dizia: "Dia de muito, véspera de pouco". 

Ah, e por falar em Monsanto, olha só que beleza (sic) essa matéria da revista Vanity Fair. Relata como a empresa pressiona e ameaça agricultores nos Estados Unidos (país onde ela reina absoluta no plantio e comercialização de sementes transgênicas) a pagar royalties de seus produtos. Só que muitas vezes esses agricultores são vítimas de contaminação genética. Como num conto de Kafka, o cara começa a ser perseguido justamente pela empresa causadora do problema! O mesmo vem ocorrendo no Brasil (com a soja transgênica e, em breve o milho, o mesmo MON 810 banido em várias partes da Europa) e em outros países. 

A matéria da Vanity Fair (cuja edição de maio é toda dedicada a temas ambientais) traz ainda um histórico da empresa, desde os tempos em que fabricava produtos químicos e tóxicos que contaminaram seriamente diversas cidades americanas (como o agente laranja usado na guerra do Vietnã). Mas isso é passado. Hoje a empresa se dedica a produtos mais modernos, como o Posilac (hormônio de crescimento dado a vacas leiteiras) e aos transgênicos. Tudo da mais alta qualidade. Se são seguros? Bom, a Monsanto diz que sim. Alguém acredita?

Conhecendo-se um pouco do perfil da Monsanto, não é de se estranhar nada disso.

E são matérias como essa da Vanity Fair que nos faz perceber que, no Brasil, o jornalismo está dando lugar cada vez mais às relações públicas. Sim, porque nas matérias publicadas recentemente por aqui em revistas como Exame e IstoÉ sobre a Monsanto, nenhuma linha sobre essas práticas da empresa, nem de seu passado atroz de poluição química, danos à saúde de populações inteiras nos EUA, promiscuidade com órgãos como a FDA americana, etc...

Recebi esta carta da Avaaz, uma organização não-governamental cujo objetivo é fazer com que a vontade da população mundial seja conhecida por aqueles que detêm o poder. Eles estão em Bali, e as coisas, como vocês devem saber, não estão progredindo como deveriam. Eis o apelo da Avaaz:

Caros amigos,
Os EUA, Canadá e Japão estão boicotando o encontro da ONU em Bali - veja nossa petição de emergência para salvar as negociações, assine automaticamente clicando abaixo!
"Pedimos com urgência que os Estados Unidos, o Canadá e o Japão parem de bloquear as metas de redução de emissões para 2020. E que os outros países se recusem a aceitar qualquer proposta inferior."
Estamos aqui em Bali para o encontro da ONU sobre mudanças climáticas e infelizmente nossas notícias não são boas. A princípio tudo parecia bem, os negociadores estavam chegando a um consenso de que os países desenvolvidos deveriam se comprometer a metas pós-Kyoto de redução de emissão de CO2 até 2020. Esse seria um passo crucial, segundo os cientistas do Painel Intragovernamental sobre Mudanças Climáticas, para se evitar sérias catástrofes relacionadas ao aquecimento global. Mas hoje a má notícia chegou: os Estados Unidos, Canadá e Japão rejeitaram qualquer menção aos cortes de emissão no tratado pós-Kyoto. Agora, os outros países estão em cima do muro e a todo momento as diretrizes do novo tratado mudam. Não podemos deixar que três governos boicotem um processo pelo qual o mundo todo está aguardando. Por isso estamos lançando uma petição de emergência para pressionar os negociadores antes que o encontro chegue ao fim essa sexta-feira. A equipe da Avaaz em Bali irá entregar essa mensagem de toda forma possível – diretamente ás delegações presentes, em espaços públicos do encontro e através de um anúncio no principal jornal da Indonésia – o Jakarta Times. A petição pede que os Estados Unidos, Canadá e Japão aceitem as metas do acordo pós-Kyoto e que o resto do mundo não se contente com nada menos do que isso. Tome um minuto do seu tempo e clique no link para ver e assinar a petição de emergência para os Estados Unidos, Japão e Canadá:
Hoje se completa 10 anos desde a assinatura do Protocolo de Kyoto. Não podemos deixar que os Estados Unidos, o Japão e o Canadá levarem a melhor. Milhares de membros canadenses da Avaaz lançaram uma campanha pedindo para seu governo não os traírem, os membros japoneses estão escrevendo para seus líderes e os americanos estão enviando mensagens para Bali. O Al Gore e outros membros do Congresso Americano também estão chegando á Bali dizendo para os negociadores ignorarem a delegação oficial dos Estados Unidos pois ela não os representa. De todos os cantos do planeta todos nós podemos nos mobilizar para fazer parte do encontro de Bali ao assinar essa petição de emergência. Nossa equipe fará de tudo para representar a voz global em Bali e pressionar os negociadores por um tratado que tanto esperamos. Mobilize-se agora e espalhe a notícia para seus amigos, só temos até sexta-feira.
Com esperança e determinação Paul, Ricken, Galit, Ben, Iain, Graziela, Milena e toda a equipe da Avaaz
PS. A Avaaz foi a única organização a ganhar permissão para marchar dentro do espaço do encontro sábado passado. Enquanto centenas de milhares de pessoas marcharam ao redor do mundo nós trouxemos mais de meio milhão de assinaturas colhidos pela nossa mobilização virtual para o coração das negociações. Carregamos com orgulho as faixas e as bandeiras representando os membros de todos os países que apóiam a campanha. Também estamos sediando o Prêmio Fóssil do Climate Action Network – uma rede de ONGs ambientais presentes em Bali – veja o vídeo da premiação - http://www.avaaz.org/fossils (não traduzido para o Português).

A Terra pede socorro.
(Imagem do site da Avaaz.)
Enquanto a França trabalha pelo meio ambiente, o Japão faz feio. Confira a matéria no Escriba.

Bloggers Unite - Blog Action Day

Pássaros Brasileiros Ameaçados

Oiseaux Brésiliens en Danger

Brazilian Birds Endangered



Fonte das fotos



Olhe toda esta beleza! Você acha que o homem pode fazer melhor que a
natureza?

Então ajude-a a preservar seu meio natural e combata o comércio
clandestino das espécies protegidas.

As gerações futuras agradecerão.


Regardez cette beauté! Pensez-vous que l'homme peut la faire mieux que
la nature?

Alors aidez-la, en préservant leur environnement et en combattant le
commerce des espèces protégées.

Les futures générations vous remercieront.


Look at the beauty of the nature. Do you think men can make it better?

So help it to keep natural environment and
fight against illegal commerce of preserved species.

Future generations will say you "Thank you".



Links :

Espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção
Vídeo sobre os pássaros brasileiros da TV Cultura





Isso é assustador. Se é assim na "educada" Inglaterra, imagine no resto do mundo???

É preciso mais educação ambiental para que as pessoas entendam de verdade a idéia básica de faça a sua parte. Urgentemente.

Visitando os blogs amigos, me deparei com esta notícia, preocupante para todos que se interessam pelo meio ambiente :


Um dos maiores desastre ecológicos do Rio Grande do Norte ocorreu neste final de julho, causando a morte de pelo menos 40 toneladas de peixes e crustáceos entre os rios Jundiaí e Potengi. Uma das suspeitas é a de contaminação química gerada por algum tipo de produto despejado no rio, o que causou a falta de oxigênio para os peixes. Segundo as declarações da bióloga Rose Dantas no jornal "Tribuna do Norte", "mesmo que todo o problema seja logo sanado, inclusive impedindo que as empresas voltem a despejar dejetos no rio, o impacto foi tamanho que será necessário, pelo menos, seis meses para que os pescadores voltem ao trabalho e, para despoluir totalmente a área, seriam necessários cerca de 15 anos".


Assustador, não? Leia mais :


Desastre ambiental forte en Natal/RN
Imunizadoras são suspeitas do desastre no rio Potengi

UPDATE:


E a poluição dos rios ocorre também em outros pontos do planeta...


Na França o governo vem de decretar (7/8/2007) a extensão da proibição do consumo dos peixes do rio Rhône pescados de Lyon até o mar Mediterrâneo.


Segundo as análises realizadas, estes apresentam uma contaminação pelo PCB, mais conhecido como piroleno, composto clorado isolante usado principalmente em transformadores, que se acumula nas partes gordurosas dos peixes. Ingerido regularmente, ele pode causar problemas de fertilidade, de crescimento e câncers nos seres humanos.


Suspeita-se que a origem da contaminação remonta aos anos 80, quando estes eram lançados no rio sem contrôle sendo que este contaminante faz parte dos 12 poluentes classificados pela ONU entre os particularmente perigosos, os POP (poluentes orgânicos persistentes). No entanto, uma enquete está sendo realizada para verificar se novas descargas deste poluente não estão ocorrendo em algum ponto do rio e também para estudar as conseqüências desta contaminação e os meios de remediá-la.


Saiba mais :


O consumo de peixe do Rhône proibido devido à contaminação pelo PCB

Projeções indicam que em cerca de 6 anos no máximo as ilhas Salomão não terão nenhum resquício de floresta tropical. Nenhuma árvore sequer, nada. A razão disso? O crescimento desenfreado da indústria madeireira para atender a demanda dos mercados consumidores de sempre: China e Índia.

Será o primeiro de muitos outros países? O futuro e a ganância econômica desenfreada dirão. Só uma coisa é certa: uma vez desmatado, com solo pobre, é muito mais difícil recuperar.

Não adianta depois chorar pelo látex derramado.

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