Denise Rangel: julho 2008 Archives

Esta é uma pergunta que devemos fazer a nós mesmos. Escolher entre ser verde ou não em sua compras. Diante da crise ambiental do planeta, das alterações climáticas, da poluição, da extinção das espécies, do desmatamento, que diferença faz as escolhas que fazemos?

É simples: as escolhas que fazemos são importantes e servem de exemplo para que outros ao nosso redor sigam as mesmas atitudes e, logo, começaremos a ver a diferença. Mesmo que seja para acompanhar as tendências, usar uma sacola sustentável, comer uma alimentação mais saudável, escolher objetos, roupas e móveis de baixo impacto ambiental, são atitudes cada vez mais freqüentes, seja por consciência ecológica, seja por modismo, não importa, desde que o ambiente seja poupado.

Quando os supermercados e shoppings perceberem que precisam investir mais em produtos verdes, oferecendo variedade de alimentos e objetos de consumo de menor impacto ambiental, então, os consumidores serão levados a mudar seu comportamento e, assim, coletivamente, faremos a diferença. Não tem cabimento o consumidor ter de "caçar" os produtos sustentáveis ao ir fazer suas compras. Estes têm de estar bem à vista, ao alcance das pessoas. O que vemos nas vitrines e prateleiras são biscoitos recheados com gordura hidrogenada, aparelhos eletrônicos e outros produtos que incentivam o consumidor a comprar impulsivamente.

Consumismo e comportamento, juntos, podem definir o que nós mesmos desejamos atingir no esforço para ser verde. O ideal seria se consumíssemos menos e consumíssemos melhor. E , se a nossa atitude influenciar mais pessoas, tanto melhor ainda. Se alguém passa a chegar ao trabalho de bicicleta, ou de moto, por exemplo, ou se comprou um carro híbrido a fim de reduzir significativamente o consumo de combustível e as emissões de um automóvel movido a gasolina, as outras pessoas podem, ao ver tais mudanças, pensar que é muito interessante esta atitude e comecem, elas também, a desejar mudanças em seus hábitos. Então poderemos ver a diferença.

E o mercado, por sua vez, acompanharia esta mudança de mentalidade de seu consumidores, porque as pessoas estariam comprando produtos mais verdes. É uma mudança lenta e difícil, principalmente se o público consumidor tiver um alto poder aquisitivo e, para alguns, infelizmente, tais mudanças afetarem sua imagem, pois, para eles, o mais importante é ostentar riqueza, em vez de ter atitudes que sejam uma solução para o problema ambiental e para ele também.

É bem verdade que a imagem luxuosa de celebridades usando produtos ecologicamente corretos influencia mais pessoas a mudarem seus hábitos. E produtos considerados caros e exclusivos tornam-se populares e amplamente disponíveis. Se o consumo de produtos orgânicos é associado à imagem de pessoas inteligentes, bonitas, saudáveis, o ser humano, sempre guiado pelo exemplo, é induzido a consumi-los também. E, à medida que mais pessoas passem a comprar alimentos orgânicos, por exemplo, mais investimentos podem ser feitos a fim de que se obtenham mais produtos de qualidade disponíveis no mercado.

É óbvio que tem de haver um compromisso se quisermos viver uma vida realmente de baixo impacto ambiental. Temos de abrir mão daquilo que desejamos ter e resistir à tentação de adquirir aquele novo modelo de equipamento e descartar o nosso usado, embora funcionando perfeitamente. Ter de trocar nosso estilo de vida para uma versão mais verde requer muito mais que comportamento, exige conscientização real.

Voltamos à pergunta: nós realmente precisamos fazer estas mudanças? Muitos ambientalistas defendem a idéia de que não temos mais escolha. Temos de nos comportar de maneira diferente se quisermos enfrentar os desafios do novo século. E comprar verde é o primeiro passo no caminho dessas mudanças. Principalmente porque já estamos vendo as conseqüências de não optarmos por uma vida mais verde: as alterações climáticas.

Evidentemente, o consumidor quer ter vantagem em tudo. E, providencialmente, com o aumento do preço do petróleo, optar por alternativas mais verdes, torna-se a opção mais barata. Da mesma forma que os preços dos fertilizantes químicos aumentam, a opção por alimentos orgânicos torna-se natural. A produção biológica pode utilizar até 26 por cento menos energia que a agricultura convencional. Então, a simples dinâmica do mercado pode ajudar os consumidores a mudanças para gerar menos poluentes no ambiente.

Quando os seres humanos perceberem que o verde é a opção mais viável, e começarem a se envolver em campanhas contra sacolas plásticas, contra combustíveis fósseis, contra depredação dos recursos naturais, teremos uma sociedade cada vez mais envolvida na questão ambiental e poderemos, então, ver uma enorme mudança de comportamento.

Imagem: Free digitalphotos

O site da eco Nomad 3M está promovendo uma campanha muito interessante para a empresa, para crianças, para o consumidor e principalmente para o meio ambiente. 

O instituto 3M de Inovação Social e a APAE, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais se uniram para promover a responsabilidade socioambiental, por meio da reciclagem dos tapetes usados. É isso mesmo: quem for comprar um tapete novo da marca 3M Nomad, ao levar o seu tapete usado recebe descontos a partir de R$ 24,00 o m². O valor adquirido com a reciclagem dos tapetes é revertido em jogos educativos para as crianças com necessidades especiais, da APPAE.

Os tapetes Nomad são feitos de PVC e 100% recicláveis. Vale a pena participar e ajudar , não apenas as crianças com necessidades especiais, mas também ao meio ambiente. A campanha começou no dia 1º de julho e vai até o dia 31 de dezembro deste ano.

Quando comecei meu projeto de fazer uma hortinha na varanda de meu apartamento, nem imaginava que pudesse dar certo. Na verdade, eu não acreditava muito que que iria conseguir, pois sempre tive mão pesada para plantas. Mas, quando as plantinhas começaram a brotar, pude ver como a natureza é sábia e não precisa de nada mais, além de cuidado e atenção.


alfaces, coentro e cebolinha

Minha hortinha está crescendo. A cada dia fico mais bestificada ao ver que a natureza é tão generosa e pede tão pouco em troca. Já tive de replantar as alfaces em outra floreira para que elas tenham mais espaço para crescer. O coentro é tão cheiroso. A gente, acostumada a comprar estas coisas no mercado, perde o frescor e o perfume das hortaliças. E o sabor então... Não vejo a hora de saborear minha primeira saladinha plantada por mim, hehe.


Plantei também tomate-cereja, que já está bem grandinho.

Este "vaso' em que plantei os tomates-cereja era um balde de lixo que reaproveitei na hortinha. Minha varanda está ficando verde, hehe. A Princesinha tem o maior carinho com as "comidinhas". E gosta de regar, com muito cuidado: "bebe tudo, viu", diz elas às plantinhas.


O coentro tem um cheirinho delicioso

Estou adorando esta experiência. Tomara que dê certo. Já plantei algumas sementes de maxixe também, mas eles ainda não deram o ar de sua graça. Daqui a alguns dias, talvez tenhamos novidades. Tomara.

E vocês, já se animaram em fazer sua hortinha também?

Imagens: mini-horta na varanda de meu apartamento

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O Projeto Tear - Oficinas de Trabalho, Terapia e Arte, ensina pessoas com deficiência mental a produzir papel ecologicamente correto, que após ser utilizado é cultivado na terra e se transforma em grama. O produto tem, entre seus ingredientes sementes de grama, que permanecem vivas durante a fabricação e o uso do material, que apresenta um tempo curto de decomposição. Ele se desfaz na terra em 10 a 12 dias pois sua confecção não passa por nenhum processo químico.

O "papel que vira grama" custa cerca de R$ 0,90 por folha. O papel ecologicamente correto, e outros produtos confeccionados pelos portadores de deficiência mental, pode ser adquirido de segunda à sexta-feira, das 7h às 17h, na sede do Projeto Tear (Rua Silvestre Vasconcelos Calmon, 92, Vila Moreira, Guarulhos/SP).

O Projeto Tear, criado em 2003, é uma parceria entre o Laboratório Pfizer, a Associação Cornélia Vlieg e a prefeitura de Guarulhos, e atende a cerca de 100 deficientes mentais por meio de terapia ocupacional e oferece apoio familiar. O objetivo é promover a inclusão social dos pacientes por meio de oficinas profissionalizantes.

Fonte: Fator Brasil
imagem: daqui

Todo mundo já conhece (ou deveria conhecer) o desenvolvimento sustentável e o consumo consciente. Mas, será que existe um consumidor realmente consciente, daquele que busca encontrar o equilíbrio entre atender suas necessidades básicas e o impacto do seu consumo no meio ambiente?


Uma professora referiu-se a esta questão como sendo "coisa de velho gagá; besteira". Será que o fato de uma tonelada de pedacinhos de papel reciclados poderem substituir o corte de 15 a 20 árvores é besteira? Será que uma pessoa que tem consciência de que seus atos de consumo afetam não só a ela mesma, mas a todos que vivem neste mundo e, principalmente, às futuras gerações, é um "velho gagá"?

É óbvio que há consumidores engajados, que se esforçam para economizar os recursos naturais, mas não radicalmente. E eu me incluo neste grupo. Ainda não pratico amplamente o consumo consciente. Utilizo muito o carro, por força das circunstâncias, e sei que contribuo para aumentar o lançamento de gases na atmosfera. Ainda não consegui reciclar ou reaproveitar todas as embalagens que trago para casa. Mas tenho procurado diminuir o consumo de alimentos de origem animal; levo minha sacola às compras e reutilizo as que eventualmente traga para casa; não tenho eletrodomésticos, como aspirador de pó, ar condicionado; utilizo gás natural no fogão e no chuveiro; e outras atitudes relacionadas ao consumo de água e energia, por exemplo.

Há também aqueles que praticam o consumo consciente, apenas para evitar desperdícios, por economia mesmo. Esses nem têm a opção de consumir desenfreadamente. Para eles o reaproveitamento de materiais e a reciclagem é até uma questão de sobrevivência. Estão conscientes de que seus aparelhos em stand by são responsáveis por até 15% do valor da conta de luz, por exemplo. E, ao pensarem em seu bolso, beneficiam o ambiente em conseqüência de suas necessidades econômicas.

Porém, o pior de todos é o consumidor indiferente, como aquela professora, que não se importa nem um pouco em rever seus hábitos de consumo por julgar que qualquer ação seja ineficaz para diminuir o impacto nocivo de suas emissões sobre o planeta, e que tais atitudes são besteira de "velhos gagás", que acumulam cacarecos e ficam remendando as coisas para reaproveitá-las.

E você, é um consumidor consciente, que considera todas as suas práticas importantes para diminuar o impacto ambiental; ou um consumidor engajado, que se esforça para economizar, mas não é tão radical, como deixar seu carro em casa e trocar uma bela picanha por lentilhas; ou é um consumidor indiferente a questões ambientais e também nos considera "velhos gagás"?

Que tipo de consumidor é você: consciente, engajado ou indiferente?

Para aquela professora, eu sou uma velhinha bem gagá...

imagem: daqui