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Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável em 2012

A Assembléia-Geral das Nações Unidas aprovou hoje, 24 de dezembro de 2009, resolução pela qual decidiu realizar em 2012, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

O encontro, cuja realização foi proposta em setembro de 2007, pelo Presidente Lula, visa a renovar o engajamento dos líderes mundiais com o desenvolvimento sustentável do planeta, vinte anos após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). A Rio+20 insere-se, assim, na longa tradição de reuniões anteriores da ONU sobre o tema, entre as quais as Conferências de 1972 em Estocolmo, Suécia, e de 2002, em Joanesburgo.

A Rio+20 avaliará a implementação dos compromissos assumidos pela comunidade internacional em relação ao assunto. Debaterá, outrossim, a contribuição da "economia verde" para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza e se debruçará sobre a questão da estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores

Dia dos Oceanos 2009

Hoje, 08 de junho, é o Dia Mundial dos Oceanos, uma data criada durante a Eco-92 no Rio e que finalmente este ano foi oficializada no calendário da ONU.

(Já merece atenção o fato de que levou tanto tempo para essa oficialização da ONU, quando datas relacionadas a ecossistemas terrestres me parecem em geral mais rapidamente agilizadas. Mas divago.)

O tema deste ano para a ONU é "Nossos oceanos, nossa responsabilidade". O intuito é óbvio: trazer à tona o nosso real quinhão de responsabilidade perante a situação do mar. E responsabilidade, em geral, é melhor sentida quando a gente se importa. Por isso, convidamos a todos na semana passada para compartilharem histórias pessoais em que o mar era cenário ou personagem, ou seja, onde sentimos o mar como parte de nossas vidas. O nosso intuito com isso é também óbvio: trazer para a esfera pessoal, da nossa vida diária, os oceanos. Mostrar o quanto eles estão próximos da gente. A sobrevivência saudável dos mares do mundo depende do quanto a gente se importa com eles hoje - e para se importar, precisamos estar conectados de alguma forma.

Algumas pessoas abraçaram essa aventura de compartilhar sua conexão com o mar - nós do Faça agradecemos de coração pela disponibilidade e torcemos para que outras pessoas valorizem também esta conexão. Percebam em cada texto o quanto o mar se faz presente em nossas trajetórias de vida.

Já contaram suas histórias:

- Alexandre Inagaki: O mar e eu
- Allan: O oceano dentro
- Camila Castro: Cruzeiros, e o preço que o planeta paga
- Carioca: Tanto mar
- Ery Roberto: O velho e o mar
- Flávia LadyRasta: O mar quando quebra na praia é bonito, é bonito
- Gabriel: De barquinho, pelo grande mar
- Georgia: Dia do Oceano
- Issana: O mar, quando quebra na praia...
- Lúcia Freitas: Mar de histórias, histórias do mar
- Lucia Malla: O mar em mim
- Luma: Um mar de histórias
- Lunna Guedes: A procura de casa
- Marcia: A Lagartixa e o Mar
- Mari Amorim: Mar de histórias - uma viagem pelo oceano...
- Maria Augusta: Navegando...
- Paula Belmino: Nasci no mar
- Ronaud: Outono na Praia Brava em Itajaí


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- Se você contou sua história e não está aqui linkado, por favor deixe um comentário nos avisando para acrescentarmos.

No dia 22 de abril, todos os anos, nós postamos sobre a Terra, em nossos blogs, aqui no Faça a sua parte também. Aproveite este dia para economizar, ainda mais, todo tipo de energia e evite qualquer tipo de desperdício ou poluição. Use o dia para refletir sobre que atitudes podem ajudar a preservar a Terra e quais as que estão acelerando sua degradação. E lembre-se: Você faz parte dela.

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Neste dia da Terra, é importante refletirmos sobre de que maneira nossas ações contribuem para diminuir ou agravar ainda mais o aquecimento global e a degradação do ambiente em que vivemos.

Para quem acredita que nada mais podemos fazer, eu afirmo que é possível sim, diminuir o aquecimento global, reduzindo, em seu cotidiano, em casa ou no trabalho, o consumo de energia e não desperdiçando os materiais que podem ser reaproveitados.

Por que ainda há tanta gente levando sacolas plásticas para casa? Onde estão as sacolas reutilizáveis, que não as vemos nas ruas, salvo exceções? Por que as pessoas ainda se espantam quando vêem alguém fazendo sua parte, ao levar suas próprias sacolas às compras?

muita gente que já se conscientizou de que é possível proteger a Terra. Basta que mais pessoas se juntem para tornar o processo de reciclagem se torne mais eficiente, por exemplo, que estas ações somadas se tornem significativas. Se você é um indivíduo ou uma instituição, não importa, todas as ações têm seu valor e deixam um saldo positivo na preservação de nosso planeta.

Estas são apenas algumas questões. Há tantas outras que você pode levantar. Sozinho ou em conjnto, todos podem e devem mudar hábitos e atitudes em prol da preservação ambiental e no sentido de diminuir o impacto devastador sobre o planeta.

Trace sua meta, por menor que ela possa parecer, se cada um fizer sua parte, teremos um mundo mais habitável para nossas futuras gerações. E que tais ações se tornem um hábito, pois, fechar torneiras, separar lixo, economizar energia e outras ações precisam estas presentes em nossa vida em todo dia da Terra, ou seja, todos os dias.

O que você faz pela Terra em seu cotidiano? Conte para nós.

Consulte o Calendário Verde do Faça a sua parte. Lá, há dicas sobre a Terra que o ajudarão a refletir sobre o assunto. Escreva algo sobre suas reflexões sobre a Terra e envie um comentário aqui para o blog Faça a sua parte, com o link de seu post, ok.

Participe! Faça a sua parte! Escreva algo sobre suas ações pela Terra !

Quem postou suas reflexões:

1. Rede Ecoblogs
2. Projeto Limpo
3. Maria Augusta
4. Lucia Malla
5. Lúcia Freitas
6. Cintia Costa
7. Dia da Terra
8. Rafael Reinehr
9. A casa do mago
10. O futuro do presente
11. Verde que te quero ver-te
12. Luz de Luma

Cena 1:

Porto Alegre, 31 de março de 2009. 08h30min. 25 graus.

Filas, elevadores e trabalho são lugares onde, via de regra, topamos com "conhecidos" e "desconhecidos". Em comum, esses encontros têm, além do usual e educado cumprimento, pequenas conversas - no mais das vezes originadas do constrangimento - que versam sobre banalidades: futebol, tempo e um ou outro fato marcante anunciado pela mídia.

Não tem sido diferente com um colega de trabalho. Toda vez que o encontro no elevador, é bom dia pra cá, boa tarde pra lá. "E aí, como vão as coisas?" É o tempo do elevador chegar ao décimo-quinto andar, onde desço com um cordial "tchau!". Assim tem sido pelos últimos 10 anos que trabalhamos na mesma instituição.

Hoje, no entanto, foi diferente. Ao entrar no elevador e cumprimentá-lo "e aí...", ouvi, como resposta "tudo bem, mas e o aquecimento global? O que achas disso?"

Imaginem minha cara de espanto... ao ver o colega "conhecido" preocupado com o aquecimento global.

Cena 2:

Porto Alegre, 31 de março de 2009, 14 horas. 35 graus.

"Acabou a luz". Certamente pelo uso excessivo dos aparelhos de ar condicionado. Afinal, 35 graus nessa época não é o que se poderia chamar de "comum", apesar de ser época quente. Enfim, a tal da "vida moderna", toda feita em computadores, simplesmente para. Reuni a equipe para conversar enquanto a "luz" não voltava.

Faço uma perguntinha básica, como quem não quer nada e já esperando uma resposta totalmente negativa: "alguém aqui apagou as luzes da casa no sábado passado?"

Imaginem minha cara de espanto... ao ver que todos (são sete) responderam que sim, que haviam apagado as luzes. Os que têm filhos pequenos relatam que a criançada adorou. Os que moram com os pais, disseram que eles adoraram.

De ruim, restou saber que, apesar das luzes apagadas, as televisões permaneceram ligadas. Ou de bom, pois ouvi dizer que um dos canais interrompeu sua programação às 20h30min para pedir que as pessoas apagassem as luzes.

O que resta de tudo isso? Resta que as questões ligadas ao meio ambiente felizmente já são conversas de elevador, de filas e que as pessoas, mesmo que o "ecochefechato" não as pressione, lembrando dos eventos, fazem a sua parte!

As formiguinhas seguem seu caminho...

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O Dia Mundial da Água, 22 de março, se aproxima. O tema deste ano "enfatizará as questões relacionadas às águas compartilhadas entre nações. Pessoas de todo o mundo estão convidadas a celebrar este dia ressaltando a importância dos desafios mundiais de compartilhar a água e oportunidades".

No dia 22 ocorre, em Istambul - Turquia, o V Congresso Mundial da Água (UNESCO Brasil, uma das organizações responsáves pelo evento Wolrd Water Forum).

O Faça a sua parte participará da semana da água, de 16 a 22 de março, com o tema "Água e sociedade líquida". Além dos colaboradores, teremos pessoas especialmente convidadas para uma troca de ideias.

Participe! Clique nos links indicados e informe-se. Leia, também, o que foi escrito sobre esse dia no Calendário Verde do Faça a sua parte.

Seja líquido!

Pois é,

Um dia: 8 de março.
As mulheres? Bem, é o dia delas!
A natureza? É o que veremos.
O desafio? Bueno, de conversas no Faça a sua parte nasceu a questão: será que mulheres e homens percebem a natureza - e, consequentemente, atuam na sua conservação - de forma diferente?

Eu e a Lucia Freitas resolvemos transformar o papo em um desafio: eu escreveria sobre as mulheres e ela escreveria sobre os homens. Tudo, claro, sob o enfoque do meio ambiente, da natureza.

Por essas coincidências, recebi esta semana o exemplar da edição especial da revista "Mente e Cérebro", "As Faces do Feminino - Dimensões Psíquicas da Mulher". É dela que tiro a inspiração para o post.

A natureza é feminina. Sobre isso não há e, que eu saiba, nunca houve discordância. Veja-se o que diz o texto "O Arquétipo da mãe", de Johann Rossi Mason:

"O conceito de Grande Mãe surgiu por volta de 7000 a.C., no Neolítico, mas traços desse culto já estão presentes no Paleolítico. Trata-se de uma figura religiosa, uma divindade feminina a quem se atribui a gênese de todas as coisas vivas: plantas, animais, homens. O culto certamente se originou em comunidades sedentárias que viviam da agricultura, em harmonia com os ciclos da Natureza e da Lua, símbolo tipicamente feminino".

Machos brigam pela oportunidade de fecundar fêmeas. Esta é uma razão, senão a única, pela qual deveríamos aceitar que a divindade suprema - se é que existe - é uma fêmea. E digo fêmea, para não dizer apenas mulher, porque o feminino está na natureza e não apenas na mulher, nome atribuido à fêmea da espécie humana.

Mas vejamos o que diz o artigo "O Arquétipo da Mãe" (referências ao final) sobre o mito de Deméter:

"Deméter é a deusa das colheitas e ícone de um instinto materno que não tem sossego. É mãe de Perséfone, cujo pai é seu irmão Zeus. Segundo a mitologia grega, certo dia, enquanto colhe flores, Perséfone é raptada por Hades (deus dos mortos e dos subterrâneos), que se apaixonara por ela. O rapto acontece graças à cumplicidade de Zeus. Ao perceber o desaparecimento da filha, Deméter a procura em vão durante nove dias e nove noites. Ao alvorecer do décimo dia, por sugestão de Hecate, Deméter pede a Hélios, o Sol, que lhe revele a identidade do responsável.

"Louca de raiva pela traição, a deusa abandona o Olimpo e, por vingança, decide impedir que a Terra dê seus frutos, para que a raça humana seja extinta na escassez. Na tentativa de aliviar a própria dor, Deméter vaga pelo mundo, surda às lamúrias dos humanos que já não tem o que comer. Assume o semblante de uma mulher idosa, ocultando seu aspecto esplendoroso, e encontra abrigo numa casa, onde se torna ama-de-leite do filho do rei de Ática. Apega-se logo ao bebê que alimenta com a divina ambrosia para torná-lo imortal. O amor pelo menino finalmente alivia a sua dor, até que a rainha a descobre e a obriga a revelar sua natureza divina.Lançada de volta a seu desespero, Deméter refugia-se no monte Calícoro, sem se importar com as súplicas dos mortais dizimados pela carestia.

"Zeus então intima Hades a devolver a filha da deusa, e o final feliz parece estar prestes a acontecer, mas, antes disso, Hades faz Perséfone comer uma semente de româ, o que a obrigará a voltar periodicamente a ele. Tamanha é a alegria da mãe que, no momento em que abraça a filha, a Terra volta a ser fértil, e os frutos recomeçam a amudurecer. Mas há um preço a pagar: nos meses em que Perséfone voltar ao marido, sobre a Terra reinarão frio e penúria. Nascem o outono e o inverno.

"Deméter é, portanto, a Terra-Mãe, o símbolo da mãe que ama a prole acima de tudo. Deusa das terras cultivadas, ela rege a abundância das colheitas. Representa o instinto materno que se realiza na gravidez e no alimento físico e psicológico. A mulher Deméter realiza-se plenamente nessa tarefa, mas corre o risco de se deprimir caso sua necessidade de se alimentar seja recusada.

" Esse senso de maternidade não se limita ao aspecto biológico, mas pode se expressar na adoção de profissões que implicam dedicação aos outros. Deméter é nutriz, mãe perseverante ao procurar o bem-estar dos filhos, generosa. Uma deusa profundamente ligada a suas origens, que dão um significado adicional à sua essência: com efeito, ela é filha de Rea e neta de Gaia, a Mãe Terra original, da qual deriva toda forma de vida
". (negritos meus)

Tantos sejam os seres humanos existentes na Terra e tantas serão as interpretações do texto. A minha? Bueno, a minha tem a ver exatamente com a retomada do mito de Deméter, a neta da Mãe Gaia.

As mulheres, diferentemente dos homens, trazem em si esse senso de proteção. Mulheres cuidam, homens descuidam; mulheres constroem, homens destroem. E é desse olhar feminino que estamos precisamos para resolver os problemas que estamos causando para a grande Mãe Gaia. Do olhar que alimenta, pois estamos deprimindo Deméter e ela está fazendo conosco o que já fez quando Perséfone foi raptada: está novamente impedindo que a terra dê seus frutos e a humanidade parece fadada a ser "extinta na escassez".

Sim, as mulheres, por serem Deméter, percebem a natureza de forma diferente dos homens.

E você, o que pensa sobre isso?

Toda festa programada é um saco, mas o Carnaval em acréscimo, é patético. Porque tem uma origem tristíssima. Os pobres escravos pagãos da velha Roma, para que não enlouquecerem de tudo, tinham esses dias para um remendo de alegria na infinita dureza de todos os dias. Quando essa festa chega através dos séculos e dos navios até as terras brasileiras encontra terreno propicio. Cheia de escravos, avidos de um momento que fosse de libertação, se transforma pouco a pouco no que é hoje: uma festa de escravos que travestindo-se de nobres do século 19, ou dando-se é louca jóia de viver mas somente por poucos dias, acreditam que tem a grande sorte de viver ali. Além disso, como tudo no século XX, virou espetáculo, diga-se, business.
Mas...
Qual é o impacto ambiental do Carnaval? Quanto custa em termos
ecológicos a construção de carros, roupas (quando se usam) e agregados
que na maioria dos casos vai parar no lixo? Quanta energia se gasta para a produção de tudo isso e também das luzes extras que por todo lugar despontam?
Alguém já fez esse calculo?

Enquanto aguardo eventuais (esses dias?) respostas, deixo uma receita: Festa quando dà na telha e com quem se ama e alegria sempre.

Agosto de 1609. Um já velho (para os padrões da época) senhor de 45 anos aponta sua luneta para o céu. E transforma o mundo. "Ocorre a mais extraordinária série de descobertas que algum homem jamais realizou em tão pouco tempo"1. "[...] o Universo medieval recebera seu golpe mortal. O triunfo épico da revolução copernicana sobre o pensamento ocidental havia começado"2.

E ainda não terminou. Quatrocentos anos depois, a ONU faz de 2009 o Ano Internacional da Astronomia. Quatrocentos anos depois de um homem ter finalmente provado, com evidências materiais, irrefutáveis, tudo quanto pairava no mar das teorias.

Por três anos da minha vida passei muitas noites - quase todas as possíveis - a olhar as estrelas pelo telescópio da UFRGS. Noites frias e solitárias. Acompanhavam-me o chimarrão e o poncho. À época, ainda "guri", havia incorporado o espírito dos grandes pioneiros da moderna ciência: Copérnico, Tycho Brahe, Kepler, Galileu e Newton. Enquanto o telescópio fazia seu trabalho, eu sonhava com grandes descobertas.

E foi nessas noites que senti algo que até hoje guardo comigo: um permanente estado de perplexidade e admiração pela natureza. E o sentido de quanto somos ínfímos, pequenos. Mínimos. Finitos, em contrapartida à grandeza do Universo. O Universo é algo maravilhoso, indescritível. Felizmente não sucumbi ao mero ato de transformá-lo em números vomitados por computadores. Por vezes, e não poucas, senti-me tentado a crer que realmente existe algo muito maior para ter criado tamanha perfeição.

Fui salvo pelo tempo. Com o tempo, "ver" o Universo torna-se "cansativo". Por maior que seja o encantamento; por mais que venhamos a saber a sua origem; a sua evolução e a sua composição, sentimos - senti - que é pouco. Afinal, são imagens de um passado ao qual não pertencemos. Sentimos - senti - vontade do presente.

E o presente se mostrou mais deslumbrante ainda. A Terra é mais infinita que o Universo, pasmem! É mais cheia de descobertas a serem descobertas que o próprio Universo. Por mais que olhemos para o Universo, jamais ele nos dirá o que há na Terra. Poderá, quem sabe, nos dizer sobre a origem da Terra e seu futuro, mas jamais nos dirá sobre a vida que há na Terra!

Um metro cúbico de qualquer oceano ocuparia a vida inteira de qualquer cientista, muito mais que qualquer ano-luz cúbico do Universo. E sequer descobrimos, ainda, o homem, esse ser mais que imperfeito; mas mais que perfeito na sua capacidade de ver todas as dimensões da vida, das dimensões do Universo: do macro ao micro; das estrelas e galáxias ao átomo e suas partículas. Infelizmente, imperfeito para ver seu próprio tamanho, o tamanho da Natureza que o cerca.

"E pour si mouve" ("eppur si muove") teria dito Galileu, baixinho, ao final da leitura do texto da abjuração que lhe impuseram os inquisidores da Igreja Católica, em 22 de junho de 1633, como a dizer "olhem para o Universo, mas não esqueçam que a vida é aqui, nessa Terra que, no entanto, se move".

Olhar para o Universo pode nos fazer olhar para a Natureza ao nosso redor. Vamos aproveitar o Ano Internacional da Astronomia para, quem sabe, aprender a dar o verdadeiro valor que a Terra tem.

E, no entanto, ela se move!


Notas:

1Dicionário dos filósofos. Diretor da publicação Denis Huisman. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 420.

2Tarnas, Richard. A epopéia do pensamento ocidental: para compreender as idéias que moldaram nossa visão de mundo. 7ª ed. - Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. p.281.

Ontem, às 21:00h, horário de verão, na "Mui Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre", foi realizado o sorteio do Natal do Faça!. Não foi possível filmar, conforme prometido, mas tiramos fotos de todas as etapas. Assim, aí estão todos os participantes:

Após, foram todos devidamente dobrados e colocados no gorro do Papai Noel, que, segundo consta, é pessoal da mais alta confiança:

Para tirar o vencedor, nada melhor que a inocência e a pureza de uma criança:

A alegria contagiou até mesmo a Condessa, ao abrir o nome sorteado:

Por fim, o vencedor. Na verdade, a VENCEDORA:

Taís Vinha, do blog "OMBUDSMÃE".

(Taís, por favor mande-nos um e-mail (facaasuaparte ARROBA gmail PONTO com) com o endereço para que possamos enviar o livro)

A todos os participantes nosso muito obrigado. E que este pequeno repensar o Natal se multiplique.

Eis o post que ela fez:

"Fui convidada pela Silvia Schiros a participar de um post coletivo do Faça a Sua parte promovendo o renascimento do Natal e sugerindo dicas de presentes ecológicos. Quem frequenta a blogsfera se surpreende com a quantidade de pessoas discutindo o Natal. Uma data tão significativa, que se transformou no grande mico do ano.

Acordei na madruga dando o "download" numa idéia. Acho que foge um pouco da proposta do Faça de sugerir presentes ecológicos, mas repensa o Natal. Portanto, ei-la!

A primeira coisa seria minimizar o Papai Noel da Coca-Cola. Esse velhinho obeso, gastador, que nos estimula a comprar, comprar e comprar e que está, desde o final de novembro, molhado de suor, em TODOS os shoppings centers. Desculpe, bom velhinho, mas você ficou over. Não tem mais nada a ver com os tempos que vivemos. Acabou a magia.

O que vai salvar o Natal, é voltarmos ao principal sentido da festa no mundo ocidental: celebrarmos o nascimento do Cristo. Não o Jesus religioso, que morreu pelos pecadores e que faria você parar de ler este texto bem aqui. Não é desse Jesus que falo. Temos que resgatar o Jesus revolucionário. O ecologista. O maluco beleza que, há 2000 anos, abalou as estruturas da Roma perdulária e cheia de vícios, com suas idéias de vida simples. De amor ao próximo. De comunhão com a natureza.

Temos que resgatar o barbudo que disse que somos todos uma só família. Todos habitantes do mesmo planeta Terra. Eu, você que está me lendo, o feirante, o doutor, o agricultor, o catador de papel. E que as diferenças impostas pela sociedade são cruéis e fonte da maioria dos nossos problemas.

Temos que resgatar o homem que, ao ver que a comida não dava para todos, dividiu-a. E, ao invés de uns poucos comerem muito, todos comeram um pouco. O homem magro, de modos frugais, que se satisfazia com frutas, grãos, mel, peixe (talvez) e um vinhozinho de vez em quando, porque ninguém é de ferro. E não com leitões, cabritos, tenders, chesters, lombos, picanhas - geralmente, todos juntos na mesma ceia.

Temos que reviver as idéias do sujeito que introduziu o conceito de vida simples no ocidente. E praticou-a todos os dias em que viveu. Aquele homem que vivia apenas com o necessário, pois acreditava que os únicos bens que devemos acumular, são os valores que levamos dentro de nós. Que expulsou os mercadores do templo, pois uma coisa são valores da alma. Outra são os do dinheiro. E feliz é quem consegue diferenciá-los.

Renascer a alegria de um homem que vivia rodeado de amigos, que amava os animais, que viajava, que era carinhoso e benevolente com todos. Principalmente, com aqueles que erravam (isso me dá um alento, que nem te conto!).

Neste Natal, tenho pensado muito nisso. Pensando no aniversariante que, quando estudado livre das amarras e preconceitos da religião, revela-se um grande visionário. Um líder transformador, que parecia antever a encrenca que 2000 anos depois nos enfiaríamos. Em tempos de simplicidade voluntária e consumo consciente, não vejo ninguém melhor para seguirmos.

Que este ano, a gente consiga plantar a sementinha de um Natal verdadeiramente Cristão. Um Natal "menos" em tudo o que é material. E "mais" em alegria, risadas, comunhão com aqueles que amamos, divisão e confraternização. Um Natal com menos sobras. Nas lixeiras, na geladeira e nas parcelas do cartão de crédito. Essa é a minha sugestão. Um Feliz Natal para você e para todos nós! " Taís Vinha.

Este é um post coletivo. Fruto do debate, aqui no Faça a sua parte, sobre como poderíamos pensar em um Natal que nos aproximasse da natureza e ao mesmo tempo valorizasse a confraternização, com o resgate de valores talvez sublimados pelo consumo de presentes industrializados.

Vinte e cinco de dezembro não é uma data do Calendário Verde do Faça. Mas deveria ser. Até não muito tempo, essa época era admirada e comemorada pela humanidade como um símbolo do renascimento, momento em que o Sol, em seu ponto mais longínquo de nós, retornava de sua longa caminhada pelo céu. Parte da natureza, enquanto isso, aproveitava para descansar, para proteger-se do frio; para proteger suas sementes. A outra parte colhia a transbordante energia de um Sol que estava bem acima de nós. E parte da humanidade também se recolhia, e no recolhimento integrava-se, regojizava-se confraternizando. E parte da humanidade também transbordava, integrava-se, regojizava-se confraternizando. E os homens do norte e os homens do sul davam-se presentes da natureza, para lembrar que era uma época de alegria, de estarem próximos, uns aos outros, no frio ou no calor, confraternizando.

Hoje estamos afastados desse tempo. Vivemos no tempo do consumo, do consumo desenfreado de produtos industrializados, do consumo do 1,99 e dos produtos importados que trazem em si um enorme prejuízo para a natureza. Onde o ostensivo tem mais valor que o simples, o simples feito com as próprias mãos, com materiais que estão bem ali, na nossa frente.

Esse post não é um convite para uma blogagem coletiva. É um convite para um renascimento. Renascimento da confraternização como símbolo da nossa união com a natureza; com o frio e com o calor, com os presentes feitos da natureza. Queremos, sim, como ate não muito tempo se fazia, dar presentes da natureza. Presentes que digam a todos os que nos rodeiam o quanto ainda devemos ser gratos a esse Sol que vai e vem; a essa natureza, sempre exuberante, tanto no recolhimento das sementes quanto esplendor das suas flores e folhas.

Queremos saber que sugestões você teria para presentear seus parentes, amigos, colegas, enfim, a todas aquelas pessoas que você costuma presentear no Natal.

A campanha do Natal do Faça é bem simples: escreva um post no seu blog com dicas de como presentear de forma ecológica. Se não tiver blog, deixe a sua dica nos comentários.

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Os participantes concorrerão ao sorteio do livro "Seis Graus: o aquecimento global e o que você pode fazer para evitar uma catástrofe", do renomado ambientalista Mark Lynas. (veja aqui detalhes sobre o livro e, inclusive, um trecho).

O sorteio é aberto a todos, inclusive aos membros do Faça a sua parte. No dia 24 de dezembro, os nomes dos participantes serão escritos em pedaços de papel e colocados em um recipiente. Um será retirado. O sorteio será filmado e o filme disponibilizado para quem quiser. No dia 25 faremos um post anunciando o vencedor e republicaremos o seu post. No mesmo dia 25 entraremos em contato para enviar o livro.

ATENÇÃO: sorterio realizado. Amanhã, 25, publicaremos o resultado.

Já estão participando do sorteio:

Estão participando, mas não do sorteio:

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A preocupação com o meio ambiente se alarga e invade todos os campos da atividade humana. Mais e mais pessoas, empresas e instituições estão aderindo a modelos de relacionamento e produção que respeitem o meio ambiente, que não produzam CO2 e abaixem os níveis de consumo de energia e produção de dejetos.

Recolhi com a ajuda da revista l'espresso, alguns links interessantes nesse aspecto. A começar do http://100milediet.org/ , um site que prega a dieta das 100 milhas, ou seja, reza que um dos maiores produtores de CO2 no planeta è o transporte de alimentos. Consumindo produtos produzidos em no máximo 100 milhas de tua casa, você vai estar contribuindo enormemente à redução dos níveis de gás carbônico. Isso è complicado, vai em contradição por exemplo com o mercado eco e solidário, que faz viajar bananas, chás e tudo o que o pequeno produtor produz e está contribuindo ao seu modo com a redução da pobreza. Mas vale uma olhada e um pensamento a respeito.

Outro link interessante é o http://www.ecocho.it/ Ainda que seja em italiano, é um motor de pesquisa tipo google com a diferença que a cada 1000 pesquisas, o site banca o plantio de uma ou duas arvores, que são pagas com o dinheiro arrecadado com a publicidade. Quem controla os caras? Sei lá, vou dar uma olhada e tento descobrir quem conta as arvores que eles plantam. Mas a idéia é boa.

Um exemplo de como aos poucos a mentalidade está mudando mas o espirito humano continua o mesmo: http://www.ttxgp.com/ Uma competição de motos à emissão zero de carbono. Motores elétricos, a hidrogênio, mistos, o que for, mas desde que não emitam CO2 é o regulamento. Será dia 12 de junho de 2009 na ilha de Man, e as inscrições ainda estão abertas.

Finalmente, mas não por ultimo, um tema delicioso: o sexo. Nesse link : http://planetgreen.discovery.com/go-green/sex/green-sex-basics.html, centenas de dicas de como fazer do sexo uma atividade "verde" Um verdadeiro manual do belo esporte aliado è consciência ecológica. Visitei alguns links como http://fuckforforest.com/ e http://www.ecobabes.org/ e pude gozar de alguns minutos de boa leitura e belas visões.

DiaMundialSemCarro.jpg O Dia Mundial Sem Carro foi implantado pela primeira vez na França, em 22 de setembro de 1997. Em 2000, a União Européia instituiu a Jornada Internacional "Na Cidade, sem meu Carro", reunindo 760 cidades. Em 2001, 1683 cidades participaram. Encorajados pelo êxito da iniciativa do Dia Europeu sem Carros, a comissão organizadora lançou, em 2002, a Semana Européia da Mobilidade.

Em 2001, 11 cidades brasileiras aderiram ao Dia Mundial Sem Carro: Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS); Piracicaba (SP); Vitória (ES); Belém (PA); Cuiabá (MT), Goiânia (GO);Belo Horizonte (MG); Joinville (SC); São Luís (MA). Em São Paulo, a iniciativa é realizada desde 2005, sob a coordenação da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Pesquisinha rápida no Google me levou ao maravilhoso site do pessoal de Mountain Bike de Belo Horizonte - com desafio e tudo. Amanhã, dia 18, os participantes percorrerão aproximadamente 12km e irão se deslocar das seguintes formas: bicicleta, motocicleta, carro, ônibus, ônibus + metrô e a pé. Sairão da Pracinha do Coração Eucarístico às 18h e irão até a Praça da Savassi, com passagem obrigatória pela esquina da Afonso Pena com Bahia.

Claro que voltei ao ótimo Apocalipse Motorizado e descobri que tem mostra de cinema no ar. No dia 22, lá no Centro de Cultura Judaica (para desocupados, viu?, das 14h30 às 17h30) mais duas exibições: Sociedade do Automóvel, média metragem de 2006 feito por Branca Nunes e Thiago Benicchio; e o longa Elevado 3.5, também de 2006, de João Sodré, Maíra Santi Bühler e Paulo Pastorelo.

A programação completa da maratona está aqui.

Amazônia - vista aérea 

Dia 05 de setembro, próxima 6a feira, é comemorado o dia da Amazônia, e nós aqui do Faça a sua parte, estaremos reunindo os posts dos blogs que quiserem entrar na discussão sobre o tema. A nossa florestona querida vem enfrentando vários tipos de problemas e o foco das discussões nos diferentes blogs provavelmente será variado. Prato cheio para uma boa troca de idéias e conhecimentos.

O convite está aí: os que quiserem, sintam-se à vontade para participar conosco do dia da Amazônia! :)


Para se inscrever e ver a lista de participantes clique abaixo no "Mister Linky" :

De acordo com nosso calendário verde, hoje, 27 de agosto, é o dia da Limpeza Urbana. O Allan foi muito feliz em postar anteontem sobre a situação de Nápoles, porque sinceramente quando ouço falar em limpeza urbana, é para lá que minha cabeça viaja triste, devido a situação escalafobética que virou a coleta de lixo urbano em tal encanto turístico. Para entender melhor o vergonhoso caso todo, recomendo ler o outro post dele.

Mas eu moro numa cidade que também deixa muito a desejar em questões de limpeza urbana. Apesar da lei do Kassab para retirar todos os outdoors e propagandas das ruas ter feito sucesso pelo mundo - poluição visual também é poluição, afinal - é pouco ainda, se comparado com a sujeira geral que vemos ao andar por aí.

Das questões de limpeza urbana na cidade, acho que a que mais me incomoda é até menor, mas uma velha conhecida de todos: a limpeza de calçadas com água. Minha vizinha faz isso e não adianta reclamar, porque na cabeça dela, só jogando baldes de água/mangueiradas você consegue tirar toda a sujeira que uma árvore faz - pois é, ela também acha que folhas de árvore que caem são "sujeiras", para meu desespero. É uma situação que me toca especialmente, porque penso: "Se não consigo educar meu vizinho, como faremos para melhorar a cidade toda?" Há um quê de reveladora impotência nessa situação que me incomoda. Mas, apesar de tudo, eu falo, comento, embora tenha a nítida noção de que cai no vazio. Uma porta falando talvez fosse mais eficiente.

Para quem não sabe, há um calendário de varrição das ruas da cidade. Se funciona? Eu particularmente nunca vi na minha ruazinha, mas imagino que deva funcionar nas ruas e avenidas maiores.

Mas mesmo se a prefeitura não varresse, qual a dificuldade em usar uma vassoura? Água é um bem tão precioso, por que gastar limpando a rua? Por que as pessoas acham que varrer com vassoura é "menos limpante" que com água?

São questões que eu me levanto agora, ao som da irritante mangueira d'água da vizinha. Vocês têm a resposta?



"A gente quer ter voz ativa
no nosso destino mandar"
(Chico Buarque)

Muito se fala sobre comemorar datas. Qual a diferença entre uma data específica e todos os demais dias do ano, principalmente no que diz respeito aos cuidados com o meio ambiente? Uma, e muito importante: é nesse dia que fazemos com mais intensidade algo que nos demais dias nem sempre fazemos, envolvidos que estamos no "tocar" a vida: refletir. Concentramos esforços de reflexão.

E é esse, também, o sentido de uma blogagem coletiva: concentrar as reflexões espalhadas por ai. Formar "massa crítica" sobre um tema. Por essa razão, convidamos a todos a que participem desse esforço de reflexão sobre o meio ambiente.

A gente quer ter voz ativa e voz ativa só teremos com informação e conhecimento. Só mandaremos no destino do meio ambiente quando esse conhecimento "concentrado" virar ação também concentrada, conjunta, compartilhada.

Participe da blogagem coletiva do Faça a sua parte. Deixe nos comentários o link para o seu post. Faremos uma lista de todos.

Faça a sua parte. PARTICIPE!

A equipe do Faça agradece.

Estão participando:

Denise Rangel - Todo dia  é dia do Meio Ambiente
Georgia - Meio Ambiente
Lucia Malla - O valor do ambiente
Planeta Sustentável - Dia Mundial do Meio Ambiente
Julio Moraes - Envolva-se
Felipe (Projeto Jogo Limpo) - Preserve o meio ambiente urbano
Marisa Lopes - Dia do Meio Ambiente


Não dá para ficar parado. Você vai ficar?

Enquanto nós ficamos parados, outros planejam, sorrateiramente como sempre fazem, mais uma onda de destruição das nossas florestas. Está em votação o Projeto de Lei 6424/2005, de autoria do Deputado Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que autoriza um dos maiores crimes ambientais a ser cometido na história do Brasil.

Você vai ficar parado?

Enquanto nós ficamos parados, outros colocam no mercado produtos contendo transgênicos sem aviso no rótulo, em total desacordo com as leis. Ferem mortalmente nosso direito a um consumo consciente.

Você vai ficar parado?

Enquanto nós ficamos parados, outros tantos sequer aceitam que o aquecimento global é uma realidade. Alegam que os estudos não são conclusivos, que "não é bem assim", e seguem, em prol do crescimento das suas economias, produzindo GEE. Afinal, o que vale é o "aqui e agora". O futuro que se dane!

Você vai ficar parado?

Quer mais exemplos? Crescimento populacional descontrolado? Roubo da nossa flora e fauna? Há uma lista interminável de exemplos...

Nós, do Faça a sua parte, não ficaremos parados. E queremos que você se mexa. Que mexa os dedos e participe da 1º edição da série "Debates Ambientais do Faça a sua parte". Todo ano, no período de 22 de maio a 14 de junho, o Faça a sua parte promoverá debates sobre as questões do meio ambiente. E, no dia 5 de junho, acontece a blogagem coletiva para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Uma blogagem coletiva inédita. Serão duas semanas para preparar, com debates, a blogagem coletiva para comemorar o Dia do Meio Ambiente. Participe com seus comentários ou posts em seu blog sobre algum dos temas propostos. Debata, converse, troque idéias. Participe. Mas lembre-se: no dia 5 de junho não deixe de participar da blogagem coletiva do Dia Mundial do Meio Ambiente.

Mas não pára por aí. Do dia 6 até o dia 14 continuaremos debatendo, agora com as diversas contribuições realizadas no dia 5.

Veja a programação para 2008:

MAIO

22 e 23: Biodiversidade: sem flora e sem fauna?
24 e 25: Cerrados: bioma ou necroma?
26 e 27: Florestas, até quando haverá uma?
28 e 29: Educação Ambiental: a quem educar?
30 e 31: Aquecimento Global: mito ou realidade?

JUNHO

01 e 02: De quem é a culpa: do Legislativo, do Executivo, ou nossa?
03 e 04: Meio Ambiente Humano: somos parte da natureza?
05 e 06: Blogagem coletiva sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente
07 e 08: Mar: Origem da vida?
09 a 12: Tecnologia e Meio Ambiente: há futuro na ciência?
13 e 14: Consumo sustentável: o que e como fazer?


Participe conosco. Traga suas idéias e conhecimentos. Faça a sua parte ou...

Você vai ficar parado???
eday5

O dia 22 de abril está aí. Não será apenas mais um dia de postagem coletiva do Faça a sua parte. Nem deveria. Afinal, pisamos nela todos os dias. A questão é: como pisamos?

Nesse 21 de abril, véspera do Dia da Terra, apesar de ser feriado, levante cedo, como sempre faz em dias de trabalho. Mas experimente fazer algo diferente: antes mesmo da higiene ou de tomar o café da manhã, molhe um pouco de terra, um vaso que seja. Respire fundo e sinta o aroma. Pegue um pouco da terra molhada com as mãos. Esfregue. Sinta nos dedos, na palma das mãos. Passe no rosto; sinta como se fosse um beijo.

Coloque um pouco na língua. Não tenha receio! Lembre-se da infância, de quando isso era natural; de quando nada dessa nossa cultura ainda havia sido colocada em você! De quando a natureza e você eram uma coisa só. De quando você e sua mãe eram uma coisa só!

Estranho, né? Pois é assim que somos em relação à Terra. Estranhos. Como num país cuja língua e costumes não entendemos. Nesse feriado, aproveite para sentir a Terra. E depois escreva um post sobre isso. Publique no dia 22.

Escreva sobre a Terra, o que quiser, mas tente escrever, também, sobre os seus sentimentos, sobre o quanto você se sente afastado ou integrado a ela.

Como você pisa na Terra?

Comece agora a planejar o que fará naquele dia e lembre-se de convidar seus amigos, parentes, alunos, colegas de trabalho ou de escola e a sua comunidade a fazerem o mesmo. Apresente uma pesquisa, debata o assunto, prepare uma apresentação ou escreva algo que provoque à reflexão.*

Aproveite o dia 22 de abril para economizar todo tipo de energia e evite qualquer tipo de desperdício ou poluição. Desligue os eletrodomésticos e as luzes; escove os dentes com apenas um copo d'água; não fume nem acenda fogo; alimente-se de frutas e verduras cruas; beba apenas água; não faça compras; deixe o carro na garagem e aproveite para caminhar, possivelmente descalço, sobre a Terra que nos hospeda. Aja lentamente e respire com calma, fale baixo. Use o dia para meditar e descubra as atitudes que podem ajudar a preservar a Terra. E lembre-se: Você faz parte dela.*

Consulte o Calendário Verde do Faça a sua parte. Além de farto material sobre a Terra, você encontrará os posts que foram escritos para o dia da Terra em 2007.

* colaboração do Allan.

Estão participando:

Aline (Sotaque Mix)
Allan (Carta da Itália)
Ana Cláudia Bessa (O futuro do presente)
Andréa N. (Brazil Nut e In other worlds)
Danilo (Tkgeo)
Rede Jornal de Bordo

Em 2007, o Faça a sua Parte lançou, como tema da blogagem coletiva do Dia da Terra, uma proposta: cada um deveria definir metas para fazer algo de concreto pela Terra ao longo do ano. Mudar hábitos. Eu atrasei um bocado o meu texto, mas publiquei, lá no Futuro do Presente. E, gente, eu consegui. Há um ano, eu achava as metas difíceis. Mas, conforme você vai se esforçando para implementá-las, elas viram rotina. Hoje, olho para o lado e não entendo por que as pessoas acham tão difícil mudar hábitos. É muito fácil desligar o chuveiro na hora do banho, até no inverno! E o jantar vegetariano já acontece quase todos os dias. E, pronto, resolvi que, embora não seja esta a proposta para 2008, vou continuar com o esquema de metas.

 

Portanto, ao longo do próximo ano, minhas metas são:

 

Andar menos de carro

 

Carros poluem. Pra caramba. O ar que eu respiro. O ar que as minhas filhas respiram. Moro numa cidade que não foi feita para pedestres ou ciclistas. Espero que isso mude, que o futuro seja mais limpo. Enquanto não muda, abrir mão de vez do carro não é uma opção. Mas pensar em esquemas de carona para levar as crianças para escola, por exemplo, pode ajudar. É pouco? Pode ser. Mas devagar se vai ao longe.

 

Muitos acreditavam - alguns ainda acreditam - que a solução estivesse nos biocombustíveis. Bem, hoje já sabemos que não é bem assim. Se, saindo lá pelo escapamento, a fumacinha é menos poluente, o processo de produção é controverso. Gera desmatamento, compete com o cultivo de alimentos. Leia mais sobre o assunto.

 

Limpeza ecológica

 

Já tenho procurado usar produtos ecológicos para lavar roupa. Mas a limpeza da casa ainda deixa a desejar - e, muitas vezes, até a da roupa, por falta de conhecimento e experiência com produtos naturais que dêem conta do recado de lavar roupinhas encardidíssimas das filhotas. A nossa Denise Rangel é craque no assunto. É claro que vou pedir a ajuda dela. :-)

 

E, além de não poluir o meio ambiente, os produtos naturais, quem diria, são melhores para a saúde. Sim, a química dos produtos industrializados tradicionais é uma coisa de louco. Este artigo da revista Mothering (em inglês, fala dos produtos químicos a que ficamos expostos quando usamos os produtos convencionais. O Dr. Mercola também fala sobre o assunto, mais uma vez em inglês.

 

Hora dessas eu desenvolvo esse assunto, em português.

 

Feliz Dia da Terra!

 

indios_no_rio.jpgA região do Parque Indígena do Xingu é habitada por 14 povos indígenas: Aweti, Kalapalo, Kamaiurá, Kuikuro, Matipu, Mehinako, Nahukuá, Trumai, Wauja, Yawalapiti, Ikpeng, Kaiabi, Suyá e Yudja. Na região do Xingu, contando com a área fora do Parque, há um total de 18 povos indígenas, totalizando uma população de cerca de 10.000 índios. O Parque Indígena do Xingu foi criado em 1961, e a situação dos índios mudou um bocado de lá para cá. Hoje, sem uma gestão mais paternalista, os índios estão enfrentando a necessidade de organizar-se politicamente, em uma ação conjunta com a sociedade civil, produtos e trabalhadores rurais, assentados, movimentos sociais e governos, para poderem lidar com processos externos que afetam a vida na região.

 

Lá não habitam apenas índios, mas também cerca de 270.000 não-indígenas. E a área corre perigo. Desmatamentos e queimadas já fizeram com que várias nascentes secassem. As matas ciliares estão sendo destruídas e ameaçando um corpo d'água tão rico e importante. Se maltratamos o Xingu, morrem os peixes e as plantas, aumenta a erosão, cai a fertilidade, vem o assoreamento e cresce a poluição. É uma ameaça à biodiversidade da Amazônia.

 

Amanhã é Dia do Índio. O Dia da Terra está chegando. Não seria bom se, por um instante que fosse, tentássemos nos aproximar mais do modo de vida indígena, respeitando a terra, protegendo-a para que ela nos dê aquilo de que precisamos para sobreviver, se tentássemos buscar exemplos nas nossas raízes indígenas, aprender algo com esses povos, que já habitavam nossas terras muito antes dos portugueses chegarem?

 

Vamos tentar descobrir novas formas de contato com a natureza. Vamos lembrar que ela é a nossa mãe. E podemos até buscar grandes causas para apoiar.

 

"Quem me dera, ao menos uma vez, fazer com que o mundo saiba que seu nome está em tudo e, mesmo assim, ninguém lhe diz ao menos obrigado." (Índios, Legião Urbana)

 

Assista Índios, do Legião Urbana. 

 

Para saber mais:

http://www.socioambiental.org/pib/epi/xingu/xingu.shtm

http://www.yikatuxingu.org.br

http://www.suapesquisa.com/indios/

http://www.museudoindio.org.br/

http://www.arara.fr/BBTRIBOS.html

  terra1

O dia 22 de abril está quase aí. Não será apenas mais um dia de postagem coletiva do Faça a sua parte. Nem deveria. Afinal, pisamos nela todos os dias. A questão é: como pisamos?

Nesse 21 de abril, véspera do Dia da Terra, apesar de ser feriado, levante cedo, como sempre faz em dias de trabalho. Mas experimente fazer algo diferente: antes mesmo da higiene ou de tomar o café da manhã, molhe um pouco de terra, um vaso que seja. Respire fundo e sinta o aroma. Pegue um pouco da terra molhada com as mãos. Esfregue. Sinta nos dedos, na palma das mãos. Passe no rosto; sinta como se fosse um beijo.

Coloque um pouco na língua. Não tenha receio! Lembre-se da infância, de quando isso era natural; de quando nada dessa nossa cultura ainda havia sido colocada em você! De quando a natureza e você eram uma coisa só. De quando você e sua mãe eram uma coisa só!

Estranho, né? Pois é assim que somos em relação à Terra. Estranhos. Como num país cuja língua e costumes não entendemos. Nesse feriado, aproveite para sentir a Terra. E depois escreva um post sobre isso. Publique no dia 22.

Escreva sobre a Terra, o que quiser, mas tente escrever, também, sobre os seus sentimentos, sobre o quanto você se sente afastado ou integrado a ela.

Como você pisa na Terra?

Comece agora a planejar o que fará naquele dia e lembre-se de convidar seus amigos, parentes, alunos, colegas de trabalho ou de escola e a sua comunidade a fazerem o mesmo. Apresente uma pesquisa, debata o assunto, prepare uma apresentação ou escreva algo que provoque à reflexão.*

Aproveite o dia 22 de abril para economizar todo tipo de energia e evite qualquer tipo de desperdício ou poluição. Desligue os eletrodomésticos e as luzes; escove os dentes com apenas um copo d'água; não fume nem acenda fogo; alimente-se de frutas e verduras cruas; beba apenas água; não faça compras; deixe o carro na garagem e aproveite para caminhar, possivelmente descalço, sobre a Terra que nos hospeda. Aja lentamente e respire com calma, fale baixo. Use o dia para meditar e descubra as atitudes que podem ajudar a preservar a Terra. E lembre-se: Você faz parte dela.*

Consulte o Calendário Verde do Faça a sua parte. Além de farto material sobre a Terra, você encontrará os posts que foram escritos para o dia da Terra em 2007.

* colaboração do Allan.
O dia 22 de abril, Dia da Terra, deveria ser feriado mundial. Mas não é.

Sou contra esse tipo de data comemorativa. O Dia das Mães, o Dia dos Namorados, ou o Dia Mundial da Mulheres é todo dia. O Dia da Terra, também. Mas entendo que uma data fixa pode ajudar a desenvolver projetos, gerar debates e estimular as idéias. Só não precisamos esperar pelo dia 22 de abril para fazer algo. Comece agora a planejar o que fará naquele dia e lembre-se de convidar seus amigos, parentes, alunos, colegas de trabalho ou de escola e a sua comunidade a fazerem o mesmo. Apresente uma pesquisa, debata o assunto, prepare uma apresentação ou escreva algo que provoque à reflexão.

Aproveite o dia 22 de abril para economizar todo tipo de energia e evite qualquer tipo de desperdício ou poluição. Desligue os eletrodomésticos e as luzes; escove os dentes com apenas um copo d'água; não fume nem acenda fogo; alimente-se de frutas e verduras cruas; beba apenas água; não faça compras; deixe o carro na garagem e aproveite para caminhar, possivelmente descalço, sobre a Terra que nos hospeda. Aja lentamente e respire com calma, fale baixo. Use o dia para meditar e descubra as atitudes que podem ajudar a preservar a Terra. E lembre-se:Você faz parte dela.

E se desejar escrever um post sobre o Dia da Terra, faça-o no dia 21 de abril. No dia 22 deixe o seu computador desligado

U'a mobilização tomará conta do planeta hoje: a "Earth Hour". Cidades de 35 países, incluindo o Brasil, e cidadãos do mundo todo apagarão as luzes e eletrodomésticos das 20h às 21h.

Reproduzo notícia do Yahoo!:

"Sydney (Austrália), 28 mar (EFE).- Cidades de 35 países de todo o mundo, incluindo o Brasil, se inscreveram até o momento para participar da "Earth Hour", uma iniciativa contra a mudança climática lançada pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) na Austrália.


Além do Brasil, a lista do WWF inclui Espanha, Argentina, Bolívia, México, Uruguai e Venezuela, entre vários outros países.

A "Earth Hour" consiste em apagar neste sábado, das 20h às 21h, luzes e eletrodomésticos por uma hora.

"A mobilização se transformou em um acontecimento mundial muito maior do que poderíamos imaginar", disse hoje o porta-voz da organização, Andy Ridley.

"Já são quase 400 cidades, 18.876 empresas e 257.165 cidadãos que se registraram na página do evento, mas sabemos, pela experiência do ano passado, que muitas pessoas apagam as luzes sem se inscrever", disse Ridley.

Em 2007, a "Earth Hour" aconteceu somente em Sydney e reuniu mais de 2 milhões de pessoas, segundo uma pesquisa, além de 2.100 empresas, cinemas, teatros, restaurantes, bares, discotecas, clubes esportivos, escolas e igrejas.

Os organizadores acreditam que a edição deste ano vai superar os 30 milhões de pessoas na Austrália, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Filipinas, Israel, Irlanda e Tailândia, entre outros.

É "surpreendente como alguns países, nos quais não há nem representação do WWF, também estão preparando atos espetaculares", expressou Ridley. EFE mg/mh"


E você? Apagará as luzes nessa hora? Parece fácil? Pois não é! Devo admitir que mesmo na minha casa não será fácil descobrir o que fazer, no escuro, com uma criança pequena, justo no horário em que ela está acostumada a tomar banho.

Mas é justamente esse o desafio proposto: mais do que um simples apagar luzes, significa o desafio de repensar nossas opções de vida. Quem sabe aproveitamos essa hora (mesmo que de luz acesa) para pensar em como viveríamos, hoje em dia, sem energia elétrica? Quem sabe aproveitamos para dar a devida dimensão para algo que basta "apertar o interruptor" e ela vem?

Um dos primeiros (e grande) problemas que perceberemos com as mudanças climáticas que estão ocorrendo, é uma mudança no regime das chuvas. Ora, a energia elétrica vem da chuva, não é mesmo? Usar racionalmente a energia elétrica significa aprender a conviver com a sua possível falta. Mas a coisa toda não deve parar por aí: a "Earth Hour" deve servir para que todos os dias façamos a nossa "Earth Hour", o quem sabe alguns "Earth Minute", desligando o "stand by" da televisão, do som, a tela do computador quando não estivermos por perto, etc.

Se a natureza agradecerá, imagina o seu bolso no final do mês. FAÇA A SUA PARTE!
O dia 22 de março comemora o Dia Mundial da Água. Nesse dia teremos mais uma edição da  postagem coletiva do Faça a sua parte.

A ONU escolheu 2008 como o "Ano Internacional do Saneamento". O Dia Mundial da Águá fará parte dos eventos programados.

A Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a resolução A/RES/47/193 de 22 de dezembro de 1992 (p. 22/02/93), através da qual 22 de março de cada ano seria declarado Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 93, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (sobre recursos hídricos) da Agenda 21. E através da Lei n.º 10.670, de 14 de maio de 2003, o Congresso Nacional Brasileiro instituiu o Dia Nacional da Água na mesma data.

Visite o Calendário Verde do Faça a sua parte e leia mais sobre o Dia Mundial da água. Clique no banner e informe-se. Veja porque o saneamento é um tema importante não apenas para o meio ambiente, mas para todos nós.

A Terra deveria chamar-se ÁGUA. Pense nisso. Há muita coisa para ser escrita. PARTICIPE! Faça seu post e deixe aqui um comentário com o link. No dia 22 faremos um lista com os participantes. Depois, a lista será incorporada ao Calendário Verde do Faça a sua parte e seu post servirá de fonte de consulta para estudantes e para todos os que buscam informações e conhecimentos sobre a natureza.


Blogs participantes:

Nós, do Faça a sua parte, decidimos celebrar a data de hoje do nosso calendário verde, que é dedicada à conservação e conscientização sobre as zonas úmidas do planeta. Para tal, organizamos uma blogagem coletiva sobre o tema das Zonas Úmidas, na tentativa de espalhar pela blogosfera um pouco da nossa mensagem nesse carnaval. Abaixo, o link para os posts participantes:

E lembre-se de deixar um comentário avisando sobre o seu post, para podermos acrescentar você na lista.

O Faça a sua parte lança a campanha "Faça do Verde o seu Dia!" e torna público o "Calendário Verde do Faça a sua parte".


calgrande01.jpg
O calendário pretende ser um centro de informações sobre datas importantes do meio ambiente. Não perca tempo procurando por aí. Visite o calendário (clique na imagem acima) e descubra como e porque surgem as datas e o que elas significam, além de muitos links com material sobre elas.

Ele será nosso guia para a campanha "Faça do Verde o seu Dia!". Ao longo do ano selecionaremos algumas datas para postagens coletivas.

Participe!

A próxima data é o Dia Internacional das Zonas Úmidas, a ser comemorada no próximo dia 2 de fevereiro. Visite o calendário e descubra porque as chamadas Zonas Úmidas são tão importantes.

Faça seu post.
Você estará fazendo a sua parte.
Assim como nós.

Essa data também é importante no Brasil, pois é o dia de Yemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes, além de ser início, em 2008, da maior festa do Planeta Terra: o carnaval. Assim, se você vai aproveitar o feriado para viajar, não tem problema, deixe seu post programado para o dia 2 e deixe um comentário aqui avisando, que, no sábado, colocaremos os links de todos quantos participarem.

O calendário está em permanente construção. Se você quer colaborar, mande suas sugestões de datas, links, informações ou qualquer coisa que julgar importante,  para "facaasuaparte ARROBA gmail PONTO com".

Copie o selinho e o link que está na barra lateral direita e cole no seu blog. Divulgue!

Faça do Verde o seu Dia!

Os recifes de corais vêm sofrendo muito em tempos de mudanças climáticas. Nada mais justo, então, que em 2008 dediquemos uma parcela de nosso tempo a falar deles e que esse seja enfim o Ano Internacional dos Recifes de Corais. Discutir e agir pelos recifes de corais do mundo para que eles ainda existam no futuro é mais que uma alternativa: é uma necessidade, principalmente perante previsões bastante desalentadoras...


Vamos inundar a blogosfera com água salgada, crinóides e peixes recifais em 2008. Preparados para o mergulho?


Ano-dos-recifes-de-corais.jpg

O Fábio Yabu, do Mude o Mundo, lançou a série Mude o Mundo de cartões de Natal e Ano Novo. Para podermos desejar boas festas aos nossos queridos de maneira sustentável.
Como estarei fora do ar durante esse período, queria deixar aqui a dica e aproveitar para mandar meus votos também.
Mas continuem visitando o blog, pois os outros colaboradores continuam por aqui, para entreter e informar. :-)
Que, em 2008, possamos, cada vez mais, fazer a nossa parte.
Sou uma resmungona. Sou capaz de falar horas sobre os descalabros com o meio ambiente, com o planeta, entre nós mesmos. E, depois da pesquisa do Ibope que diz que o brasileiro sabe o que fazer, mas não faz, resolvi que o negócio é fazer. Ainda bem que o título deste blog é Faça a sua Parte. A cada dia um passinho. Você faz, depois esquece, aí faz de novo e quando vai ver, a mudança se transforma em hábito. A lista abaixo surgiu ao longo de muitos anos de olho na saúde do planeta azul.

Ações que adotei:

  • Separar o lixo reciclável + reduzir o consumo de embalagens não recicláveis/reaproveitáveis.
  • Lâmpadas econômicas na casa toda
  • Reduzi o uso absovente externo. Como as fraldas descartáveis, eles não são recicláveis. Os internos são de puro algodão.
  • Uso aquecimento a gás para o banho
  • "Salvei" três gatos da morte certa no Centro de Controle de Zoonoses. São lindos, carinhosos e fidelíssimos.
  • O jornal, as revistas e as latas de alumínio são "doados" à zeladora, que ganha um trocado vendendo para a reciclagem.
  • Evito PET. Não é reciclado, acaba no rio. Já vi o Pinheiros coberto de garrafas verdes. As latinhas, por outro lado, sempre terminam com catadores.
  • Quando compro cosméticos e produtos de beleza, me certifico de que não foram testados em animais.
  • Prefiro produtos que têm refil.
  • Evito produtos que não são biodegradáveis.
  • Levo minha própria sacola ao supermercado.
  • Fecho a torneira para escovar os dentes. Banhos são "curtos" (não tanto quanto deveriam, confesso). Ensinei a faxineira a lavar a cozinha com a água da máquina de lavar louça. Lavo a louça com a torneira fechada - e ainda vou aprender a lavar na bacia...
  • Prefiro móveis em madeira reciclada.
  • Alimentos orgânicos (não usam agrotóxico, que mais que detonar a saúde da gente, detona o entorno da plantação).
  • Pilhas e baterias vão para lojas que as recolhem. Apesar da pilha comum estar liberada no lixo, não coloco lá. Sempre que dá, escolho usar as recarregáveis.
  • Aviso a prefeitura sobre bueiros entupidos.
  • Ainda não consegui resolver a questão de como reciclar equipamentos. Tenho um teclado defeituoso, uma impressora "morta", quase uma centena de disquetes (:D) e um tanto de CDs que ainda não encontraram um destino bacana.

Bloggers Unite - Blog Action Day

Pássaros Brasileiros Ameaçados

Oiseaux Brésiliens en Danger

Brazilian Birds Endangered



Fonte das fotos



Olhe toda esta beleza! Você acha que o homem pode fazer melhor que a
natureza?

Então ajude-a a preservar seu meio natural e combata o comércio
clandestino das espécies protegidas.

As gerações futuras agradecerão.


Regardez cette beauté! Pensez-vous que l'homme peut la faire mieux que
la nature?

Alors aidez-la, en préservant leur environnement et en combattant le
commerce des espèces protégées.

Les futures générations vous remercieront.


Look at the beauty of the nature. Do you think men can make it better?

So help it to keep natural environment and
fight against illegal commerce of preserved species.

Future generations will say you "Thank you".



Links :

Espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção
Vídeo sobre os pássaros brasileiros da TV Cultura





Hoje é dia do Blog Action Day, cujo tema deste ano é o meio ambiente. Faço uma pequena colaboração, repoduzindo o seguinte pensamento:

"Estou otimista, porque a vida tem os seus próprios caminhos para evitar a extinção; e também os seres humanos têm os seus próprios caminhos. Eles vão dar contiuidade à tradição da vida."

Vandana Shiva, citado por Fritjof Capra em seu livro "As Conexões Ocultas".

Hoje, dia 15, é dia da Ação dos blogues. O tema dessa blogagem coletiva é Meio Ambiente. É fácil falar sobre o assunto. O difícil é conscietizar as pessoas a mudarem seus hábitos de consumo e abrirem mão do conforto a favor da preservação da natureza.

Desde que comecei a participar da ação proposta pelo Faça a sua parte, percebi que há uma resistência dos empresários em diminuir a quantidade de plástico em seus produtos. As embalagens trazem tantas camadas de plástico que é de arrepiar. E os funcionários colocam tantos sacos plásticos para embalar os produtos, que chega a ser engraçado: eles colocam e eu retiro. O que pode ser colocado no bolso ou na sacola que sempre levo, não precisa de plástico que , faltamente irá parar no lixo e, conseqüentemente na natureza.

Hoje eu vivo mais preocupada com as crianças. Elas é que sentirão os efeitos de nossa irresponsabilidade. Se não se firmar um acordo, um pacto entre a sociedade e a própria sociedade no sentido de se preservar os recursos naturais, não teremos muito o que deixar para nossos filhos e netos. É importante que todos, Estado e sociedade, tracem metas de preservação, de desenvolvimento sustentável e trabalhem para cumpri-las. O que não se pode é ficar de braços cruzados e nada se fazer, colocando em risco a vida em nosso planeta.

Quando optamos por uma vida mais saudável e um consumo responsável dos recursos naturais, estamos preservando não só o meio ambiente, mas o direito à vida para nossas crianças. A minha netinha, a Princesinha pega um copo de água e pergunta para minhas plantas: “tá com sede?” E entorna a água na terra. Depois faz carinho nas folhagens. Perfeita integração entre homem e natureza. Que este mundo não vire um enorme globo de plástico…

imagem

No meu trabalho de urbanismo, uma das matérias primas são os mapas temáticos, ou seja, mapas que mostram determinados tipos de ocorrências no território. Um desses mapas é o das Geleiras e Rock-Glacier, que aqui na região existem nas altas montanhas. Por curiodade, fiz uma sobreposição dos mapas das geleiras dos anos 2000, 2006 e 2007, todos feitos com base a imagens de satélite e com erro admissivel de 5 metros.

A retração ocorrida em 7 anos é muito sensivel e pronunciada. Observando o arquivo fotográfico então, o susto é ainda maior. Fotos tiradas com diferença de 90 anos quase não parecem retratar o mesmo lugar. Claro que falta ainda uma certeza absoluta a respeito da influência da ação humana sobre estes fenômenos, mas as evidências são tão fortes que apostar nisso não é nada absurdo.

Na semana passada uma enorme massa de rocha se destacou de um dos cumes das montanhas dolomíticas do Alto Adige, poucos quilometros ao norte de onde estou, causando uma avalanche de pedra e poeira que por sorte não causou vítimas. A causa é o aquecimento que fazendo derreter o gelo dos Rock-Glacier que são um amontoado de rocha e agua congelada, faz desmontar os picos que lhes estão assentados sobre. Espera-se que muitas outras avalanches ocorram, antes da derradeira, aquela metafórica, que vai varrer nossa vida civilizada e cheia de confortos.




Aqui se pode ver em azul a projeção das geleiras em 2000, em laranja em 2006 e em vermelho a de 2007. A retração é evidente

Abaixo um detalhe
A luta contra o aquecimento global recebeu hoje um justo reconhecimento: Al Gore e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) receberam o Prêmio Nobel da Paz.

Coincidentemente, Al Gore teve seu documentário - que recebeu o Oscar da categoria - questionado por um juiz da Alta Corte britânica. Do site da BBC:

"Segundo o magistrado, os erros científicos da obra incluem a alegação de que o nível do mar subirá até 20 pés (mais de 6 metros) por causa do derretimento do gelo na Antártida e na Groenlândia.

Esta afirmação foi considerada "alarmista". Segundo o juiz, indícios apontam que o derretimento do gelo da Groenlândia liberaria esta quantidade de água "apenas em milênios".

Outra parte do documentário reprovada pelo juiz faz referência a estudos científicos que indicam que, pela primeira vez, ursos polares se afogaram ao tentar nadar longas distâncias – até quase 100 quilômetros – em busca de gelo.

"O único estudo científico que ambas as partes conseguiram apontar é um que indica que quatro ursos polares foram encontrados recentemente afogados por causa de uma tempestade", disse o juiz.

A Corte aceitou ainda a argumentação de que não há evidências científicas suficientes para estabelecer uma relação entre o aquecimento global e o desaparecimento da neve no monte Kilimanjaro, no leste da África."

De qualquer forma, o filme poderá ser exibido desde que os professores apontem as questões controversas e estimulem o debate apresentando os argumentos e provas contrários.

Mantidas as devidas proporções entre as afirmações científicas e aquelas de caráter publicitário, o fato é que Uma Verdade Inconveniente tornou-se um marco, agora definitivo, da luta contra os abusos que a humanidade comete contra o meio ambiente.

Melhor presente nossas crianças não poderiam ganhar no seu dia, pois essa Terra será delas.
Dia 22 de setembro. Marquem a data, divulguem, contem para todo mundo. Este dia - e, faço votos, sempre que for possível - os carros ficarão na garagem. É o Dia Mundial Sem Carro.
Um dia para conhecer a sua cidade de outros ângulos: do topo dos ônibus, da profundidade dos metrôs, com a graça dos trens, o sussurrar do vento da bicicleta, o velho e bom caminhar pelas calçadas.
Aqui em S. Paulo, a ONG Nossa São Paulo, que acaba de ser fundada por Oded Grajew se adona da idéia. Mas a história já acontece há muitos anos, divulgada pelo Rua Viva. E, para este ano, parece que haverá experiências bacanas na TV Cultura. A conferir.
O melhor é ver que cada vez mais gente (e dinheiro) se aglutina em torno de idéias que promovem bem-estar. Porque aturar esse tanto de carros nas ruas, ninguém merece. O que no Brasil parece bobagem, em Nova Iorque será obrigatório: o prefeito de lá, contou Gilberto Dimenstein em julho, determinou, na marra, que os táxis sejam menos poluentes, quadruplicou a área das ciclovias e, para completar, prometeu cobrar R$ 16 para cada carro que circular em Manhattan. Palmas para Bloomberg. Se o cara sair candidato à presidência, como dizem, estarei na torcida.
Privilegiar o transporte individual acima do coletivo é pernicioso - para os indivíduos e para o planeta. Meu consumo anual de carbono, descobri, é mínimo. Quem tem carro, entretanto, deve muito ao planeta. E, segundo matéria de hoje, na Folha Online, não há biocombustível que resolva.
Enquanto os cientistas tentam resolver a equação, eu não uso carro. Vendi no começo do ano e sou uma mulher feliz - e livre para escolher meu meio de transporte. E, confesso: quando estou cansada, cansadíssima, apelo para o táxi. O meio ambiente - e o meu bolso - agradecem.


Como se desenvolver sem poluir? É uma das questões que estão sendo colocadas aos 2500 cientistas do mundo inteiro que estão reunidos esta semana (12-18/08/2007) em Estocolmo para a XVII Semana Mundial da Água. Ela tem como tema principal a mudança climática e como objetivo a proposta de soluções de desenvolvimento sustentável, principalmente em relação aos biocombustíveis e às instalações sanitárias.

Representantes dos governos, de empresas, especialistas do setor da água, membros de ONGs, e responsáveis das Nações Unidas debaterão estas temáticas. Por exemplo, está em pauta o caso dos biocombustíveis, que permitiria a redução dos gases que provocam o efeito estufa, mas cuja produção gastaria muita água. Um outro problema sério a ser tratado são as instalações sanitárias. Bilhões de pessoas estariam "na fila do banheiro", pois apenas a metade da população terrestre tem acesso a eles, o que é uma grande fonte de poluição. Aliás, segundo o discurso de abertura do chefe do governo sueco, 34000 pessoas morrem anualmente em conseqüência das doenças provocadas pela falta de água potável e de instalações sanitárias.

E as conseqüências dos vários tipos de poluição já são perceptíveis, pois entre 1996 e 2005, estima-se que 80% das catástrofes naturais foram de origem hidráulica ou meteorológica. E as inundações, que afetaram cerca de 66 milhões de pessoas anualmente entre 1973 e 1997, estão entre as catástrofes naturais que provocam mais danos. A água é a maior vítima da mudança climática.

A questão dos investimentos dos bancos e das empresas no setor da água e a cooperação entre países vizinhos visando a gestão deste recurso também estão sendo discutidas durante esta semana.
O dia do Meio Ambiente é nesta terça-feira, 05 de junho, uma data escolhida em 1972 pela Organização das Nações Unidas para celebrar o ambiente e trazer à sociedade uma reflexão sobre os problemas que afetam ecologicamente o planeta.

Atendendo ao pedido de Lino Resende, a blogosfera se manifesta hoje, com posts sobre a questão ambiental. Não deixe de participar!

Excelente e interessantíssima a dica que nos enviou a Maria Augusta, do blog Le Jardin Éphémère: uma casa feita de palha! Aliás, casa não, mansão! Em tempos de preocupação com a preservação do ambiente, vale a pena conferir esta matéria no site La maison en paille.

Blogagem coletiva 05-06

O Lino está convocando para amanhã, 05 de junho, uma blogagem coletiva sobre o Meio Ambiente. Os blogs que desejarem participar devem deixar um link por lá.

Vamos colocar a mão no teclado e escrever sobre ecologia, pessoal!!

E não deixe de visitar o blog do Lino nesta terça: haverá movimentação pelo ambiente, e isso é sempre um bom sinal.

Um tema por demais pertinente: "Mudanças... Climáticas ou Comportamentais?"


"A programação da 23ª edição da Semana do Meio Ambiente será iniciada oficialmente nesta segunda em Porto Alege. A abertura será com a palestra Ecologia Individual, Social e Ambiental: o Desafio do Amanhã, às 18h45min, na sede da Famurs (Rua Marcílio Dias, 574).

O tema será desenvolvido pelo psicólogo e antropólogo Roberto Crema, vice-reitor da Rede Unipaz. A Rede Internacional é composta por diversas unidades e foi criada para disseminar uma cultura de paz, a partir do paradigma transdisciplinar e holístico.

Após a palestra de abertura, que contará com as presenças do prefeito José Fogaça e do secretário do Meio Ambiente, Beto Moesch, está programado o seminário temático do Código Municipal do Meio Ambiente, com o tema qualidade do ar. A programação do dia encerra-se com um coquetel de confraternização às 22 horas.

A 23ª Semana do Meio Ambiente desenvolve o tema Mudanças... Climáticas ou Comportamentais? Uma visão local até 11 de junho, com palestras, passeio ciclístico, caminhada ecológica, shows, oficinas, plantios e homenagens. O final de semana já contou com diversas atividades da Semana, como a inauguração de uma nova praça no bairro Petrópolis.

As palestras dos dias 4, 5 e 6 terão acessibilidade universal, com rampas para portadores de deficiência e intérprete em Língua Brasileira de Sinais (libras). Todas as atividades são gratuitas."


Fonte: http://www.clicrbs.com.br/especiais/jsp/default.jsp?template=2095.dwt&newsID=a1520941.htm&tab=000053&order=datepublished&espid=21&section=Not%EDcias&subTab=04400&l=&colunista=&uf=1&local=1


Hoje começa a Semana do Meio Ambiente de 2007, o Ano Internacional dos Polos.

O dia do Meio Ambiente é nesta terça-feira, 05 de junho, uma data escolhida em 1972 pela Organização das Nações Unidas para celebrar o ambiente e trazer à sociedade uma reflexão sobre os problemas que afetam ecologicamente o planeta. A cada ano, uma cidade é escolhida para ser a hospedeira de festejos especiais promovidos pela UNEP, o órgão da ONU que trata das questões ambientais. Neste ano de 2007, a cidade de Tromsø, na Noruega, foi a escolhida, por sua proximidade com o Círculo Polar Ártico. E são sobre os continentes gelados que a ONU quer que as pessoas reflitam nessa data.

Nesse ano, o tema da Semana do Meio Ambiente é "Melting Ice - a Hot Topic?", ou traduzindo, "Gelo derretendo - um assunto quente?" Vivemos na era do aquecimento global, e esse é o hot topic do dia. Conscientizar sobre esse problema geral do nosso planetinha azul é uma tarefa de todos, e nada melhor que uma data definida para que pairemos e analisemos o grande cenário. O fato do tema ser uma pergunta - e não uma frase afirmativa, como na maioria dos anos anteriores - traz embutida, a meu ver, a necessidade de questionamento constante sobre como estão vivendo as populações humanas e ecossistemas de áreas próximas aos polos, que vêm assistindo o derretimento de seus arredores em índices alarmantes.

Refletir sobre as mudanças climáticas principalmente nas geleiras do Ártico e do Antártico pode parecer uma idéia distante da realidade nossa de cada dia, mas precisamos lembrar que as consequências desse problema localizado são GLOBAIS. Pode não haver efeitos imediatos aqui, mas a longo-prazo, não sabemos como um mundo com menor massa de gelo pode funcionar - e principalmente, se a espécie humana consegue se adaptar às mudanças. Provavelmente desastrosas. Haverá tempo para surgimento de novas tecnologias que consigam amenizar nossa estadia no planeta depois de tanta escolhas mal-feitas por séculos e séculos? Precisamos também lembrar que são muitos dos nossos confortos e (maus) hábitos ambientais do dia-a-dia que vêm contribuindo para o aquecimento do planeta - ou seja, já contribuímos de forma indireta para o afundamento completo de um ecossistema rico e para a geração de refugiados ambientais - que um dia, podem ser nós mesmos. Um evento em cadeia de complicações climáticas cujas consequências começam com os habitantes de Tromsø e podem terminar na sua casa, se não houver mudança de atitude.

É isso que queremos, um mundo hostil à presença humana? O que podemos fazer para evitar esse cenário globalmente? Pense nisso na próxima terça, 5 de junho de 2007. A data convida.

Dia 27 próximo comemoramos o Dia Nacional da Mata Atlântica. Porto Alegre foi a cidade escolhida para sediar os eventos da Semana Nacional da Mata Atlântica.


"Ministério promove Semana da Mata Atlântica em Porto Alegre

O Ministério do Meio Ambiente escolheu Porto Alegre para realizar a Semana Nacional da Mata Atlântica, de amanhã, 23, a sábado, 26. O evento conta com a parceria do Governo do Estado e da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam). Instituído pelo Decreto Federal de 21 de setembro de 1999, o Dia Nacional da Mata Atlântica é comemorado em 27 de maio.

A Semana da Mata Atlântica tem por objetivo divulgar a Lei da Mata Atlântica, aprovada em 2006, apresentar e divulgar medidas governamentais e não governamentais para a conservação da Mata Atlântica e incentivar a articulação das iniciativas do poder público, ONGs e iniciativa privada.

Na quinta-feira, 24, a partir das 14h, o secretário do Meio Ambiente, Beto Moesch, fala da Responsabilidade do Município na Proteção da Mata Atlântica. As atividades se desenvolvem no Centro Cultural 25 de Julho (rua Germano Petersen Júnior, 250 – bairro Auxiliadora). A sessão de abertura está programada quarta-feira, 23, às 9h.

Mata Atlântica

Este é um dos mais ricos biomas do mundo quanto à diversidade de plantas e animais. Estimativas apontam que abriga 1,6 milhão de espécies animais, incluindo insetos. Atualmente, apenas 3% da área de Mata Atlântica estão protegidos em unidades de conservação de proteção integral. No Rio Grande do Sul, atualmente apenas 17% de seu território mantêm a vegetação nativa da Mata Atlântica."

Fonte: site da Prefeitura de Porto Alegre (http://www2.portoalegre.rs.gov.br/cs/default.php?reg=74196&p_secao=3&di=2007-05-21)
Direto do Alfarrábio: Lançamento da proposta para o DIA DO NADA 2007

Não custa lembrar:
O DDN cai sempre na primeira segunda de maio. Este ano, portanto, cai no Dia 07 de maio. Segunda-feira.

Definição simplista:
DDN não é contra o trabalho. É contra o trabalho desprazeroso, mecânico, robotizado, escravo.
Questiona a mais-valia e o lucro, sob todos os ângulos e hipóteses.
Descrê do progresso industrial e do uso da tecnologia eletrônica como evolução da espécie.
Ri do processo civilizatório.

DDN não é para NÃO fazer nada. O desafio, aliás, e este. A idéia é: fazer nada.
Tudo é trabalho. Tudo dá trabalho. Trabalho, em física, é a energia gasta por um corpo para se movimentar entre dois pontos. Portanto, enquanto o coração bater, existe o trabalho. E a idéia do Nada e do Vazio colocada em movimento como uma ação não cartesiana, melhor, como poética, é a questão.

Segunda parte, via Dia do Nada:
Constatação
Por causa do Efeito Estufa, gerado pela emissão descontrolada de gases poluentes na atmosfera, principalmente CO2, a temperatura do Planeta está se elevando. O clima está se alterando, as estações do ano perderam suas definições. As águas de março ainda não chegaram e, mesmo em maio, o verão ainda não foi fechado.

O paradoxo quente
Voltemos à Física: se as partículas ficam em movimento constante, em atrito permanente, a velocidades cada vez maiores, então os corpos tendem à combustão, gerando cada vez mais calor. Esquentando mais, faz-se necessário, na nossa sociedade de mercado, um maior uso de refrigerador, ventilador, ar-condicionado, enfim, não queremos abrir mão do conforto industrial que deus nos deu, certo? Acontece que isso acaba gerando um maior gasto de energia, aumentando, assim, o calor. E Eis, assim, montado o paradoxo que nos coloca, a todos, dentro de um circuito vicioso cujo fim não precisamos de nenhuma lâmpada mágica para adivinhar seu desfecho.

Visão crítica
Para Al Gore e para os mercadores da vida o desastre ambiental representa Eco_dólares. E se aproveitam do calor que está fazendo para ganhar mais dinheiro vendendo ventiladores. Ou fazendo projetos mirabolantes como a construção de guarda-sóis no espaço, sucção do CO2 da atmosfera usando como depósito as reservas exauridas de petróleo, etc. Fazem acreditar que a tecnologia de ponta pode resolver o problema do desastre ambiental e que podem resolver o problema mundial por cada um de nós. No máximo, propõem a troca do uso de produtos mais poluentes, por outros, novos, modernos e "ecológicos". Como se o material usado na fabricação desses produtos e o lixo dos outros, descartados, não interferisse, ainda mais, no problema ambiental.

O que é preciso pensar, em primeiro lugar, é que nossa cultura foi toda construída sobre os alicerces do domínio à natureza. E nunca de integração. O homem civilizado, ocidental, greco-judáico-cristão, sempre viu a si próprio como alguém na paisagem, mas nunca como alguém da paisagem. A natureza sempre lhe foi o fora. E o dentro sempre foi aquilo que ele construiu para vencer a natureza, chegando ao ponto que estamos vivendo agora, que é a de perder todo o contato e relação com ela e recebendo de troco um delicioso "tchau, humanidade, vocês são uns chatos".


Proposta do DDN
Desmontar o discurso catastrofista dos apocalípticos que lucram com a miséria humana (neopentecostais, niilistas de plantão, comunistas endinheirados) e dos conformistas que acham que "isso não vai mudar nunca", já é uma maneira de tornar o problema menos insolúvel. Deter imediatamente a voracidade consumista, então, já é caminhar, a passos largos, em direção de um outro tipo de relação do homem com a natureza. Isto é, de integração e harmonia.
Mas não basta apenas desligar o ventilador durante quinze minutos e ficar de braços cruzados, com tédio e raiva, passando calor. É preciso que o espaço e o tempo sejam utilizados de maneira criativa e lúdica como resposta vital a esse modo de viver que nos quer reféns do impulso de morte. É possível utilizar a as energias emanadas pela própria natureza, a nosso favor, sem ter de gastar um centavo por isso. Ao contrário, para nos humanizar através delas.
E o que nos torna mais profundamente humanos é a nossa capacidade de compreender a realidade e rir, quando, ao invés de nos lamentar pela situação ou de nos perder em abstrações intelectualizadas, agimos.

Questão concreta
Para o DDN, tanto quanto para a filosofia oriental e para a cultura indígena, agir é não-agir. É deixar acontecer. Como na Capoeira de Angola. Como no Judô. Usar a força, o impulso e o movimento do oponente, contra ele próprio. A nosso favor.
O devir do vento, portanto, que dá movimento a essas palavras. Não só a hélice do ventilador, no caso acima descrito, para combater o calor. Mas a vela do barco. Aqui, brincando com as folhas soltas das palavras da árvore-idéia, como uma aposta no lúdico.
Senti um grande tremor

Acordei com pavor

Ao saber que estava próximo

O dia do horror



Olhei para o céu azul

Olhei o mar, enfim

Ele estava vermelho, sangrava

Pedindo socorro a mim



Salve antes que seja tarde

Pare hoje, pois amanhã não se sabe

Salve todos, salve os bichos



Este é nosso lar, acorde!

A responsabilidade é nossa, assume!

Salve-se, salve o bicho-homem!



(Poema escrito por Manuela Furtado em 22.04.2007 - Dia internacional da Terra, e gentilmente cedido para publicação neste blog.)

No ano passado a Lucia Malla organizou para o “Dia da Terra” uma blogagem coletiva que foi um verdadeiro sucesso. Milhares de blogs aderiram e postaram algo para marcar a data e lembrar dos problemas que afligem nosso planeta. Como boa bióloga, a Lucia mantém um blog que é um verdadeiro caldo de cultura de ótimas idéias que faz propagar em modo epidêmico. Não foi portanto com muita surpresa que a idéia desse blog viesse a nascer exatamente dentro do “Uma Malla pelo mundo”, na sua caixa de comentários. Da idéia se passou à ação e o blog ganhou as estradas da rede. O numero de colaboradores cresceu e ótimos textos e debates vem se desenvolvendo aqui, ousaria dizer, de altíssimo níveis.


Esse ano, temos uma proposta a fazer para comemorarmos esse dia da Terra de modo a transformar essa que seria apenas uma homenagem lida e ouvida por nós humanos, em algo que a homenageada, a Terra, pudesse realmente perceber, sentir o quanto estamos a seu lado e lutamos por ela.


Como é até óbvio, o próprio nome do blog é um convite à ação. Pensamos somente em explicitar mais isso, com exemplos práticos e reais, de pessoas que estarão se esforçando para melhorar o seu modelo de consumo com vistas a uma melhoria do ambiente.

Propomos uma ação coletiva onde para a postagem do dia 22, a sugestão para quem for participar, é que faça um post onde se coloque uma sua meta a ser atingida no que se refere ao meio ambiente. Explicando melhor:


Cada um que postasse, poderia declarar a sua meta no que se refere a economia de recursos, a porcentagem de lixo separado, enfim, o que for. Exemplo: espero reduzir em 20 por cento meu consumo de combustível. Isso é um dado objetivo e mensurável. Alguém pode traçar como meta diminuir o consumo de água, ou o de embalagens, comprar menos supérfluos ou mesmo simplesmente andar mais a pé . Cada um fala do seu empenho no seu blog e o “Faça a sua parte” reúne os links no dia 22. Mas o objetivo também é o de ter uma meta que o “Faça a sua parte” possa noticiar ou linkar ao longo de todo ano. No próximo dia da terra, daqui a um ano, o “FSP” fará um grande balanço dos resultados.


Faço um exemplo um pouco mais detalhado. Meu caso particular. Consumo com meu carro, em média 1600 litros de gasolina por ano. Posso traçar uma meta de reduzir 20% desse consumo, claro que sem fazer uma substituição com outra fonte de energia e sim uma economia real. Parece fácil, mas envolve um mundo de decisões, planos e mudanças de hábitos. O que vou fazer? No lançamento da campanha faço um post expondo isso. Depois, a cada um, dois ou três meses, posto algo sobre meu progresso. Quantos passeios programei fazer com a bicicleta em lugar do carro. Meterei as fotos que ilustram esse meu esforço. E os números. Vou pedir ajuda, incentivos, idéias, orações. Chamar à participação e envolver as pessoas em torno de uma idéia. Porque tudo isso?


Porque todas as questões relacionadas com meio ambiente tem um fundo político/ideológico, de como nos relacionamos com o mundo e como o consumimos. Mudar essa realidade é um dos nossos maiores objetivos e começa com a mudança das mentalidades e os modos de atuar na realidade. Não podemos pretender que algo se mova simplesmente lendo este blog e esperando que alguém faça a sua parte. Nos precisamos fazer a NOSSA parte."


Está lançado o desafio!

Os posts de quem estiver participando da "Idéia 38" estão linkados na lista abaixo. Divulgue suas metas e deixe um comentário.
  • Afonso
  • Allan
  • Ana Cláudia
  • Andréa N.
  • Anita
  • Christiana
  • Denise
  • Denise Arcoverde
  • Eduardo P.L.
  • Ery Roberto
  • Eva Praxedes
  • Flavio Prada
  • Gilberto
  • Guga Alayon
  • Lucia Freitas
  • Lucia Malla
  • Lulu
  • Luma
  • Maria Augusta
  • Milton Ribeiro
  • Regina Camargo
  • Valter Ferraz


  • Efeitos do aquecimento climático: o degelo nas regiões polares (Antártica) e a extensão das terras castigadas pela seca (Tailândia).

    O Dia da Terra é comemorado por milhares de organizações, em centenas de países, com o objetivo de conscientizar as comunidades sobre a importância da preservação do Planeta Terra. A data foi criada nos Estados Unidos em 1970, com o primeiro protesto contra a poluição, convocado pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, e passou a ser comemorada por outros países nos anos 90.

    Esperamos que, no mundo todo, se organizem atividades como limpeza de praias, palestras sobre aquecimento global, campanhas de reciclagem, concursos, workshops, shows e outros eventos culturais que realmente estejam voltados para essa questão tão séria que estamos vivenciando: o que podemos fazer em relação a questões ambientais que o Planeta enfrenta.


    Foto: daqui

    Dia 22 de abril, domingo que vem, é o dia da Terra. O tema mundial para a data em 2007 é "Chamada para ação sobre aquecimento global", exatamente o mesmo tema que foi a razão de nascimento desse blog verde. Separe a data na agenda, porque é muito provável que haja movimentação blogosférica - e das boas! ;)
    Decreto no Diário Oficial do Rio de Janeiro instituiu 2007 como o Ano da Arborização, e criou o Programa Municipal de Arborização Urbana para ampliar o plantio de árvores na Cidade. A iniciativa está ligada ao Protocolo de Intenções do Rio, através do qual a Prefeitura se comprometeu a minimizar os efeitos do aquecimento global.

    Entre as ações previstas estão o plantio de 25 mil árvores por ano, o reaproveitamento de resíduos de podas, e ainda campanhas de educação ambiental, concursos e outras iniciativas. Uma das primeiras ações já foi implantada: também por decreto, a Prefeitura determinou que sejam plantadas árvores em áreas públicas para compensar a desarborização causada por novas construções. A liberação do habite-se ficará condicionada ao plantio das mudas, preferencialmente nativas do Estado do Rio. Os construtores ficam responsáveis pelo plantio e deverão utilizar, nos próximos dois anos, espécies que alcançam a maior altura.

    Não sei se entendi bem, mas está parecendo uma licença pra derrubar árvores nas áreas em que o construtor deseja fazer seu projeto imobiliário, desde que plante mudas em outro lugar. Quantos anos levarão até que tais mudas se transformem em árvores? Isto é, caso a lei seja cumprida. O que vocês acham? Replantio está se tornando uma licença pra desarborizar, é isso?

    imagem daqui

    Cresci celebrando a Sexta-feira da Paixão com minha família. Embora eu morasse no Espírito Santo, não comia a famosa torta capixaba - iguaria que, por sinal, não sou muito fã devido ao excesso de mariscos que minha mãe sempre comentava serem de "procedência duvidosa". Como tenho ascendência nordestina por um lado, fazíamos então na sexta-feira um verdadeiro banquete baiano: vatapá, caruru, arroz de côco e feijão de côco. Era mais sagrado que qualquer crença religiosa: chegava a sexta-feira, e íamos todos para a casa do meu tio ver a tia Alice preparar o melhor vatapá do mundo. (Sem exageros, o dela é realmente o melhor que já comi na vida.)

    Para mim, a contradição máxima da Semana Santa residia exatamente aí. Como é que em um dia quando você supostamente precisa jejuar (é a tradição, não é?), nós comíamos o triplo do normal? Apenas esquecíamos da carne, mas de resto, era uma fartura só. Eu realmente não entendia. E cresci sem entender, e até hoje acho extremamente irônica essa contradição.

    Eis que depois de quase 10 anos afastada do país - e obviamente descartando o feriado da Semana Santa do calendário - esse ano estou coincidentemente no Brasil nessa época para relembrar as tradições que rondam esse dia.

    Sinceramente, fiquei assustada. Não com as prateleiras de ovos de chocolate, que agora têm opções mil, mas com as quantidades astronômicas de bacalhau que são vendidas nessa época nos mercados. O preço reflete bem a raridade desse peixe, mas as pessoas não estão nem aí - a maioria nem sabe que esta pode ser a última geração a comer esse peixe. Inacreditável.

    O bacalhau da Noruega, também conhecido como bacalhau-do-atlântico, representa 50% do bacalhau à venda no mercado mundial hoje. É da espécie Gadus morhua, e sua reprodução é bastante demorada, além de ineficiente: a fêmea chega a pôr 10 milhões de ovos para apenas um se salvar. Para se alimentar, ele precisa de águas com uma temperatura extremamente restrita - uma diferença de um grau pode ser suficiente para ele não migrar e perecer. Por essas e outras, é muito problemático criar o bacalhau em cativeiro, pois ele precisa de muita área para sobreviver, já que é um peixe tipicamente migratório, e de temperatura mais que adequada. Há tentativas, mas elas não são bem-sucedidas.

    O bacalhau sempre foi pescado por todo Atlântico Norte há milênios. Quando era pescado de modo artesanal, e o foi por mais de 1000 anos, a população de bacalhau conseguia se manter em níveis estáveis no mar. Mas o advento da indústria pesqueira de grandes navios e redes de arrasto colossais levou a produção à uma queda vertiginosa, e em 1992, a produção total de bacalhau chegou a um quinto da produção de 1969 (dados desse excelente artigo). Hoje, o bacalhau já praticamente desapareceu da costa do Canadá, e mal sobrevive na costa escandinava. Os vilarejos noruegueses que dependem do bacalhau para manutenção da economia entraram em estado de alerta: era necessário tomar providências para que o animal não se extinguisse por completo. Essas providências foram tomadas: estabeleceram-se cotas de pesca; mas não foi suficiente, pois as grandes indústrias compravam as cotas dos pequenos pescadores, e continuavam com a dizimação do bicho a níveis assustadores.

    Atualmente, o bacalhau consta na lista vermelha de animais ameaçados de extinção como "vulnerável", e sua população chegou aos níveis quantitativos mais baixos da história - nunca houve tão pouco bacalhau no mar. Seu preço no mercado reflete a fragilidade da sua população e sua insustentabilidade: está ficando cada vez mais difícil encontrá-lo. Se tudo continuar como está, se não pararmos de pescá-lo industrialmente, o bacalhau estará fadado à extinção no ambiente natural. E se o aquecimento dos mares também continuar no ritmo que está, o bacalhau poderá simplesmente ser extinto de vez, já que o aumento das temperaturas do Atlântico Norte levaria sua população ao colapso. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

    Aí eu volto ao mercado aqui perto de casa. Pilhas e mais pilhas de bacalhau sendo vendidas. O preço alto parece não intimidar o consumidor perante a necessidade de se manter a tradição - triste constatar nesse caso que parecemos a China abatendo tubarões a qualquer custo. A instituição igreja faria muito mais pela saúde e bem-estar do planeta se, na Semana Santa, incentivasse seus fiéis a literalmente jejuarem (e saírem dessa contradição estranha), ou educasse seus seguidores a evitarem a compra de bacalhau. Será que se o consumidor soubesse que está contribuindo diretamente para o fim de uma espécie importante do topo da cadeia alimentar do Atlântico, persistiria nessa tradição que já não se sustenta?

    E volto também às Semanas Santas da minha infância. Sem saber, em plena década de 80, antes do verde ser notícia, já fazíamos uma sexta-feira um pouco mais ecoconsciente que a atual, com o melhor vatapá do mundo. Viva a minha querida tia Alice.

    ***************

    - Mais desanimador que ver a venda alucinada de bacalhau nessa época do ano, é constatar qual foi a alternativa "mais barata" encontrada aqui no Brasil: cação seco. Cação ou tubarão, um animal cuja pesca no Brasil é advinda apenas de "bycatch" (haja pesca acidental, viu... Só mesmo os órgãos fiscalizadores e ingênuos acreditam nessa desculpa esfarrapada da indústria pesqueira.) Eu vi uma pilha enorme de cação seco à venda no mesmo mercado que vi hordas de bacalhau. Sinceramente, a emenda, nesse caso, é tão ruim quanto o soneto.

    - Já ouvi inúmeras vezes as pessoas argumentarem ao comprar bacalhau (ou qualquer outro produto que esteja ambientalmente ameaçado) que "o bicho já está morto mesmo, então é melhor comprar do que deixar estragar". É exatamente essa mentalidade que fomenta o mercado, e mantém as indústrias pescando incessantemente. Em minha opinião, o contrário seria mais sensato: se você simplesmente parar de comprar, mesmo com a oferta alta, o mercado encalha com o produto. Da próxima vez que for comprar do distribuidor, o dono do mercado vai diminuir sua cota de compra, pois não quer ter um prejuízo com aquele produto. E o distribuidor, por sua vez, comprará menos da indústria, é a lei básica do mercado. Essa bola de neve reversa de diminuição do consumo seria, para mim, uma das melhores formas de se evitar a extinção completa das espécies animais ameaçadas pelo desenfreado e exagerado consumo humano.


    (Post originalmente publicado aqui.)
    Ontem foi o Dia Mundial da Água. Duas notícias no portal da BBC Brasil:

    Falta de água limpa atinge mais de um bilhão de pessoas

    A falta de acesso à água limpa atinge mais de um bilhão de pessoas, de acordo com alerta feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira, o Dia Mundial da Água.

    A organização alerta que esse número pode dobrar até 2025, quando dois terços da população mundial pode estar sofrendo com problemas ligados à escassez de água limpa.

    Atualmente, 2,6 bilhões de pessoas – metade da população dos países em desenvolvimento - vivem em locais sem condições básicas de saneamento.

    Os problemas relacionados à falta de acesso à água adequada matam mais de 1,6 milhões de pessoas todos os anos.

    Segundo a OMS, 90% das mortes ocorrem entre crianças menores de cinco anos, principalmente em países mais pobres.

    “Para cada criança que morre, inúmeras outras sofrem de problemas de saúde, produtividade reduzida e perda de oportunidades de educação”, disse a diretora-geral da OMS, Margareth Chan.


    e

    Brasil é exemplo na gestão pública da água, diz ONG

    O gerenciamento de água e esgoto feito pelo setor público em quatro municípios do Brasil é citado como exemplo e inspiração por uma ONG da Grã-Bretanha em um relatório divulgada nesta quinta-feira.

    Segundo o documento, lançado por ocasião do Dia Mundial da Água, iniciativas públicas nas cidades de Alagoinhas (BA), Guarulhos (SP), Porto Alegre (RS) e Unaí (MG) "mostram uma visão de universalidade, justiça e igualdade".

    A ONG World Development Movement, responsável pelo relatório, diz que os fornecedores de água nas quatro cidades "oferecem inspiração para aqueles interessados em combater a crise global de água".

    "Está claro que esses fornecedores municipais no Brasil podem nos ensinar muito sobre como ter redes de distribuição de água democráticas e eficientes", disse o diretor da ONG, Benedict Southworth.

    "Eles oferecem uma visão de água e saneamento básico que coloca o usuário no coração de tudo e dá inspiração a outros fornecedores que têm grandes dificuldades com o desafio de levar água aos mais pobres."

    Mobilização

    Todos os casos brasileiros analisados pela ONG no relatório intitulado Going Public: Southern Solutions to the Global Water Crisis ("Apostando no Serviço Público: Soluções do Sul para a Crise Global de Água", em tradução livre) têm em comum a ação da própria comunidade em conjunto com o poder público para melhorar o serviço de água e esgoto.

    Em Guarulhos, por exemplo, o relatório diz que a mobilização popular levou à instalação de novos reservatórios e a uma melhor distribuição.

    No caso de Porto Alegre, outro projeto teve como destaque a participação das mulheres, e a comunidade assumiu parte da responsabilidade pela qualidade do serviço.

    Em uma nota comunicando a divulgação do relatório, a World Development Movement também cita o anúncio feito nesta quarta-feira pelo governo britânico de que vai apoiar parcerias com empresas públicas de água e esgoto de outros países e diz que espera que os britânicos aproveitem os bons exemplos do Brasil.

    "O conhecimento adquirido por empresas públicas de água em países do sul, como o Brasil, é uma imensa fonte não-aproveitada que pode nos ajudar a combater a crise global de água", disse Southworth.


    Porto Alegre tem 100% da população atendida com água tratada. Prova de que quando um serviço público é levado a sério - e não como mero trampolim político ou de interesses pessoais - as coisas funcionam.
    World Water Day March 22, 2007Você está com sede. Abre a sua geladeira e enche um copo de água fresquinha e bebe. Na hora do banho, você fica embaixo do chuveiro, naquela ducha bem gostosa com bastante água, ou até numa banheira, certo? Mas para mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, isso não passa de uma cena de filme, ou de um sonho.

    O Dia Mundial da Água é uma data internacional de observância e ação para chamar atenção da luta de mais de 1 bilhão de pessoas no mundo que não tem acesso à água potável para consumo. Comemorado desde 1993, o dia Mundial da Água foi estabelecido em 1992, quando as Nações Unidas aprovaram a resolução. A cada ano, a observância aumenta e fica mais fortalecida.

    O site World Water Day publica uma lista de diversas cidades na América do Norte onde terão caminhadas em prol da causa. Pra quem não está lá, o site também disponibiliza uma caminhada "virtual". Os nomes dos participantes serão impressos e levados por participantes das caminhadas reais, num gesto simbólico.

    Saiba mais sobre o Dia Mundial da Água:
    http://www.worldwaterday.org/
    http://www.worldwaterday.net/
    Dia Mundial da Agua

    Economize água. Ela é um bem precioso, e um dia pode não ser tão abundante como ainda é hoje. Pense nisso.