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Amanhã é o Blog Action Day. O tema é importante para todos, mesmo aqueles que passam batido pelo assunto: mudanças climáticas. É um fenômeno que afeta o mundo. Não vou tentar explicar porque não sou expert, e tenho certeza de que, amanhã, muita gente muito mais tarimbada do que eu vai fazer um ótimo trabalho explicando o que é e por que deveria ser um motivo para ação. No entanto, não é preciso agir só amanhã, mas todos os dias, o tempo todo. Vamos ver se o mundo acorda e se dá conta de que está mais do que na hora de cada um - e todos juntos - fazer(em) a sua parte.

A Lucia Freitas mandou pra galera do Faça uma mensagem dos organizadores do Blog Action Day: eles fizeram uma parceria com o grupo Alliance for Climate Protection, do Al Gore, para a realização de uma ação global on-line que consiste em um abaixo-assinado endereçado ao país cujas ações terão o maior impacto sobre o futuro do nosso clima. Sim, você adivinhou: os EUA.

Eles pedem que cobremos medidas ousadas do governo norte-americano no sentido de limitar a emissão de gases causadores do efeito estufa e criar uma economia baseada em energia limpa para que se chegue a uma solução sustentável para a crise climática global.

É essencial que, em Copenhagen, os EUA assumam um compromisso sério no sentido de implantar políticas para a redução das emissões. Obama reconhece que as mudanças climáticas são uma ameaça com a qual precisamos lidar agora e que medidas para reduzir o impacto das ações humanas sobre o clima são urgentes. Para tanto, os organizadores do evento pedem que os blogueiros dos mais de 130 países participantes da ação se unam, chamando seus leitores para dizerem a Obama o que o mundo espera dele.

Para assinar a carta aos EUA, clique aqui.

O Avaaz também pede que Obama faça jus ao Nobel da Paz recebido, transformando esperança em ação: pede que assinemos uma carta encorajando-o a cumprir as promessas de desarmamento e paz no Oriente Médio.

E vamos continuar fazendo a nossa parte, buscando paz e sustentabilidade em nossas comunidades, através de nossas ações rotineiras.

Eis que a indústria do plástico parece ter começado a sentir o impacto das campanhas contra as controversas sacolinhas plásticas. Também não é pra menos. Aí investiram pesado no contra-ataque: campanha na TV, site especial, campanha em jornais e revistas de grande circulação: tudo para convencer o público de que as sacolinhas plásticas não são o problema, mas a solução. Podem até dizer que basta o uso responsável, mas quantas pessoas de fato pegam só a quantidade necessária? Eu já fiz uma pesquisa informal, perguntando a vizinhas e amigas: mas você usa mesmo todas as sacolas que pega? A resposta é sempre não. E, na melhor das hipóteses, as sacolinhas não utilizadas para embalar o lixo vão para a coleta seletiva, que todos nós sabemos que está longe de ser eficiente. Agora parece que deram carta branca para o povo pegar quantas quiser, afinal elas são tão úteis! Sim, o plástico tem muitas utilidades, mas sacolinhas plásticas talvez sejam a menos nobre delas.

Você engoliu esse circo todo? Nem eu.

Alô, alô, W/, Brasil, Plastivida! Reciclem suas idéias. Está na hora de ações de verdade, de campanhas que tragam mudanças reais, as mudanças necessárias para um futuro decente. Dizer que sacolinhas são muito úteis é uma pouca vergonha. Vamos apresentar soluções, vamos investir em algo que traga benefícios de verdade. Está na hora da indústria acordar e repensar seus processos.

E tem mais gente que não engoliu. Para saber mais, siga os links abaixo:

Em prol das sacolas plásticas? Nem pensar!

Vamos acabar com as sacolinhas plásticas

Dicas práticas para se livrar das sacolinhas plásticas

Sacolinhas plásticas na publicidade

Sobre sacolinhas plásticas e cyberativismo

Sacola, não obrigada!

Só carrega sacola plástica quem quer

sacolas de plástico

foto: blog Saco é um Saco. É isso que eles querem fazer de verdade...

Não, minha gente, não dá pra acreditar. A gente fez um trabalho de formiguinha na rede, incentivando o uso de sacolas retornáveis, criando sacolas lindas, falando dos males da sacolinha de plástico. Na última semana da novela Caminho das Índias me chamou a atenção de um anúncio da Plastivida defendendo esta verdadeira fonte de poluição.

Não, Plastivida, sacolinhas plásticas não são simpáticas e muito menos úteis. Só para começar, elas são feitas a partir de recurso não-renovável (petróleo). Dá para reutilizar? Sim. Mas vocês estão defendendo o leite das suas crianças, enquanto nós, cidadãos do mundo, estamos em luta para preservar o nosso planeta para o futuro. Dizer, literalmente,

"o plástico é hoje indispensável na vida dos seres humanos, como uma rápida olhada à nossa volta pode constatar, porém, tem sido muitas vezes apontado como vilão por danos ao meio ambiente. O motivo está atrelado à falta de conhecimento - de educação, pode-se dizer - das comunidades em relação ao descarte correto de objetos feitos com esse material, como as sacolas plásticas, mas não só, afinal, apenas 7% dos 5.564 municípios brasileiros têm coleta seletiva de lixo atualmente." (sic)

é o fim da banguelinha.

Pense comigo

Primeiro: como assim o plástico é indispensável na vida dos seres humanos? Alguém aí nasceu envolto em filme plástico? Plástico é vilão, sim, em todas as pontas, caro senhor Francisco de Assis Esmeraldo. Segundo: segundo documento do Cempre, publicado no site do Senado (arght), o Brasil reciclava, em 2007, 11% do lixo. Aliás, a Plastivida (e suas associadas) não faz parte do Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem). Terceiro: em São Paulo, em 2008, foram 40,9 toneladas de lixo reciclado recolhido, 7% do que seria possível, diz a Limpurb. Pesquisem mais, meus caros.

A campanha ficará no ar por 10 meses, com verba de R$ 7 milhões, valor rateado pela cadeia produtiva de plástico, inclusas as petroquímicas (entre elas, a Petrobras). As mensagens salientam que com uso responsável, a embalagem de plástico oferece não apenas conveniência, mas também ajuda na preservação do meio ambiente.

Se os empresários da Plastivida estão tão preocupados com o meio ambiente e sua valiosa fonte de renda porque não investem os 7 milhões de reais (trocado para eles) em usinas de reciclagem para esta caca? Porque não estudam e incentivam a adoção da técnica do garoto canadense para que elas sejam degradadas em poucos anos, em vez dos 200 anos? Por que não lançam suas próprias ecobags? E, para completar, é o fim da picadinha colocar a culpa no usuário final pelo descarte incorreto.

Tem mais: não adianta a sacolinha seguir padrão ABNT e o escambau. Sacolinha plástica é ruim de carregar. As sacolas retornáveis são sensacionais. Algumas levam a compra inteira. Outras cabem no bolso - ou na bolsa. São incrivelmente mais resistentes e confortáveis que qualquer sacolinha de plástico. E duram quase o resto da vida. Sem contar que todo mundo tem uma boa sacola de feira em casa, né, seu Francisco? Se o primeiro R é REDUZIR para quê mesmo consumir mais? Meio ambiente uma pinóia, vocês querem é dinheiro!

Pior de tudo é ver uma agência "bacana", a W, do Washington Olivetto - e o próprio - na mesma matéria, defendendo a proposta. Estão achando que vão conquistar respeito? Nem a pau, Juvenal.

Em resposta à Plastivida, à W e a esta tentativa horrível a gente repete junto com o Ministério do Meio Ambiente: Saco é um Saco. Espalhem esta idéia onde puderem, de todas as formas possíveis. Agora.

A ficha técnica da produção, para todo mundo anotar bem direitinho o nome dos malfeitores:

Criação: Fábio Saboya e Guime Davidson
Direção de criação: Washington Olivetto
Atendimento: André Rossi, Roberta Julianelli e Larissa Menescal
Planejamento: Newton Nagumo
Mídia: Gleidys Salvanha, Fabíola Sidorenko e Roberta Coimbra
Produção gráfica: Julio Coralli
Art buyer: Sônia Sanches
Produtora: Bossa Nova Films
Diretor: Willy Biondani
Diretor de fotografia: Walter Carvalho
Diretores de arte: Sidnei Biondani e Vanessa Monteiro
Produção: Equipe Bossa Nova Films
Montador: Marcola
Finalização: Bossa Nova Films
Produtora de som: Panela Produtora
Aprovação pelo cliente: Francisco Assis Esmeraldo

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"Para nós, para a cidade, para o planeta e para o futuro".

Com este slogan foi lançada a campanha nacional do Ministério do Meio Ambiente, esta semana, pelo ministro Carlos Minc, em São Paulo. A iniciativa tem apoio da rede de supermercados Wal-Mart.

"Pode parecer que são de graça, por que são distribuídas à vontade... Errado! Todos pagam por eles: recursos naturais como petróleo e água são usados para sua fabricação, energia é consumida, e, quando as descartamos, elas ajudam a obstruir pontos de drenagem de chuvas - causando enchentes -, poluem cidades e matas, podem ser ingeridos por animais e permanecem no meio ambiente por séculos."

Levar sacolas retornáveis ao supermercado e recusar sacolas plásticas sempre que possível já se tornou um hábito em meu dia a dia. Fico muito preocupada com as sacolas que são jogadas na rua e acabam indo parar nos rios ou nos bueiros. Se levo sacola plástica para casa, com certeza terei um uso específico para ela, seja para guardar objetos, seja para serem levadas novamente ao supermercado para trazer novas compras.

Há empresas que estão substituindo as sacolas plásticas tradicionais pelas oxibiodegradáveis (que levam cerca de 18 meses para se decompor), que também podem e devem ser recicladas ou reutilizadas. Outras fornecem sacolas alternativas, de pano ou outro material, que são reutilizadas no dia a dia pois são fáceis de se levar na bolsa.

Cada um deve procurar a maneira mais prática e eficiente para carregar seus produtos. A nossa querida Joaninha LuFreitas também fala sobre a Campanha do governo, na Rede Ecoblogs e sobre as alternativas de substituição das sacolinhas plásticas, no Faça a sua parte. Procure você também fazer a sua parte. Por nós, pela cidade, pelo planeta e pelos nossos filhos e netos.

Imagem: minhas compras em sacolas ecológicas.

Por Renata Frossard, do Mães Empoderadas

LuluzinhaCampSP 5

Ao utilizar sacolas retornáveis, você evita o uso das sacolas plásticas, responsáveis por grande parte do lixo nos aterros (podem chegar a 18% do total!) e reduz a poluição e o efeito estufa (já que o plástico é derivado do petróleo). Para se ter uma noção do prejuízo das sacolas plásticas, estima-se que nos EUA são utilizadas 100 bilhões delas por ano, sendo que apenas 1% é reciclada. Felizmente, está havendo uma grande onda de conscientização em relação ao problema. Alguns países pretendem banir definitivamente as sacolas de seus supermercados, e a Europa já cobra pelo uso delas há alguns anos. Então, que tal se conscientizar desses danos e adquirir sua sacola retornável? Isso sem falar da praticidade que é levar toda a sua compra em uma ou duas sacolas resistentes e bonitas, ao invés de carregar aquele monte de saquinhos plásticos que vão rasgando pelo caminho.

Mais alertas em: Sacolinha ou água viva?

Para armazenar compras maiores, é possível utilizar caixas de papelão ou engradados, como aqueles que vemos na feira.

Agora, se você está pensando que não poderá viver sem as ditas sacolinhas, ou tentando imaginar onde vai colocar o seu lixo, saiba que há muitas boas soluções pra isso.

Pra começar, pegamos mais sacolinhas do que utilizamos. Elas vão se amontoando, e de vez em quando temos que jogar um tanto fora. Além disso, muitas delas nem podem ser reutilizadas, pois rasgam durante o transporte, não servindo nem para o uso a que se destinam. Um desperdício só.

"Mas onde eu vou colocar o lixo da minha casa?" Você pode utilizar as próprias embalagens dos produtos consumidos para descartar o lixo. Sacos de arroz, feijão, açúcar, pacotes de pão, sacos grandes de bolacha, etc. É só prestar atenção e ver quais podem ser utilizadas. Certamente ainda não é o ideal, visto que é plástico que continua indo para o lixo. Mas pelo menos há uma redução significativa na quantidade de plástico produzida e descartada. Falaremos abaixo sobre o que pode ser melhor que isso. Já para o lixo reciclável (lixo seco), além destas embalagens plásticas, você pode utilizar embalagens de papel: aqueles sacos de padaria, envelopes grandes de correspondência, pacotes de presente, caixas de papelão. Em último caso, utilize sacos de plástico reciclado.

Se essa ainda não é a solução ideal, o que fazer? A única maneira de reduzir o nosso impacto no meio ambiente é reduzir cada vez mais o lixo que produzimos:

- Lixo orgânico: pode retornar à natureza em forma de adubo. Se você mora em casa com quintal ou conhece alguém que more, façam uma composteira. É fácil e simples, e há sites na internet que ensinam todo o processo de montagem e utilização. Mas mesmo quem mora em apartamento, pode conversar com o síndico sobre o destino dos resíduos, repassá-los a alguém que os reutilize, ou até pensar num projeto de composteira para o condomínio.

- Outros lixos: papel higiênico e guardanapo também podem ser compostados. Já as fraldas descartáveis, que são eliminadas aos milhões e constituem um problema nos lixões, podem ser substituídas por fraldas de pano. Mas não precisam ser aquelas do tempo da vovó. Hoje já existem modelos lindos, que seguem o mesmo padrão das fraldas descartáveis, e são AIO (all in one), porque já têm, em um modelo só, a camada absorvente, a camada impermeável e por fora lindos tecidos. Podem ir pra máquina de lavar. Vale conhecer: www.babyslings.com.br.

- Lixo reciclável: a regra é reduzir. Evite embalagens desnecessárias, preste atenção naquelas que parecem recicláveis, mas não são, como isopor e plástico metalizado. Evite consumir produtos industrializados. E o restante, recicle. Verifique se o lixo que você separa está mesmo sendo destinado para a reciclagem. Roupas, brinquedos e móveis também podem ser reciclados ou doados.

Não pense que o problema também não é seu. Reflita, e faça a sua parte!

p.s: hoje o Ministério do Meio Ambiente lançou a campanha "Saco é um saco!".

xixinobanho

O SOS Mata Atlântica faz esta campanha para conscientizar as pessoas da necessidade de evitar o desperdício de água. Só na região sudeste, o desperdício chega 360 litros de água por dia. E é no banheiro que se verifica o maior índice: 80% de água vai embora pela pia , pelo chuveiro e principalmente pelo vaso sanitário.

Se a cada banho você fizer xixi no chuveiro, serão cerca de 12 litros economizados da descarga do vaso sanitário. Em uma casa com 3 pessoas a economia é de 36 litros diários, se apenas um banho for utilizado.

Para aderir e divulgar a campanha, responda sinceramente a pergunta: você faz xixi no banho?, no site da campanha, bem aqui: http://www.xixinobanho.org.br/.

Barbatanas secando
Barbatanas de tubarão secando em embarcação brasileira.

Rob Stewart, o autor-diretor-produtor-faztudo de "Sharkwater", documentário-denúncia sobre as causas, complexidades e consequências do comércio de barbatanas de tubarão no planeta, divulgou semana passada em seu blog uma campanha para tentar levantar fundos e levar seu filme para os cinemas na China.

Pode parecer um "nada", mas é na verdade uma atitude preciosa quando falamos de comércio de barbatanas de tubarão. Veja bem, a China é o maior mercado consumidor de barbatanas do planeta. Estima-se que 80% das barbatanas coletadas no mundo vão parar no porto de Hong Kong, de onde são distribuídas para o resto do país (e vizinhos da Ásia) e servidas em bufês de casamento, jantares de negócios e outras situações de status dentro da sociedade chinesa. Mas o mais gritante - e que o post de Stewart cita - é que na China, a tradução de "sopa de barbatana de tubarão" é "sopa de asa de peixe". Ou seja, o chinês médio pode não saber que está depletando um animal topo de cadeia alimentar do ecossistema. Junte-se a isso a história que ouvi de um divemaster: os chineses que iam mergulhar diziam que "não tinha problema retirar a barbatana do tubarão, porque ela regenera" (!!!!). O que, obviamente, não é verdade: uma vez retirada a barbatana, o animal não consegue mais nadar e morre de fome (não consegue caçar) e afogado (a maioria dos tubarões precisa nadar para "ventilar" a brânquia e respirar). Mas aparentemente, é essa lenda que é passada pelos chineses aos mais jovens.

No documentário "Sharkwater", Rob Stewart tenta explicar porque o hábito de comer sopa de barbatana está dizimando todo um grupo de animais do planeta - veja bem, não é uma espécie, é um grupo. Além disso, mostra o quão intricada é a rede de intrigas que envolve esse comércio - e no documentário rola até um certo drama, como se só a história do massacre aos tubarões já não fosse drama suficiente. Então mostrar essa realidade crua aos chineses, que são a maioria populacional que consome a tal sopa, é um passo muito significativo para a conscientização. Se considerarmos que menos de 10% das pessoas que virem o filme serão impactadas por ele, ainda assim, na super-populosa China, isso pode ser um número significativo de pessoas. Pode fazer a diferença. Eu espero imensamente que faça. Fingers crossed.

Rob Stewart e a ONG Save The Blue se uniram então nesse levantamento de fundos para tentar levar o filme à China. Se você acha que pode doar, doe; se não pode, ajude a divulgar. Os tubarões agradecem a preocupação. :)

Barbatanas em HK
Barbatanas à venda em loja de Hong Kong, na Des Voeux street.

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- Se intencionamos parar com a matança desenfreada de tubarões, é preciso haver melhores estratégias de educação/informação do consumidor, principalmente mais direcionadas ao público-alvo que mais consome (no caso, os países asiáticos). Por isso, meu post. Nessa semana, o DPG postou uma propaganda contra o consumo de sopa de barbatana de tubarão. O vídeo "Not on our menu" encontra-se aqui e no DivePhotoGuide o Jason Heller pincela mais detalhes. É um passo, uma atitude; tomara que inspire outras mais.

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Quem tem filhos pequenos, e condições de pagar para assistir televisão, sabe bem que o canal Discovery Kids é o que existe de melhor em termos de educação.

Diferentemente dos demais canais infanto-juvenis da TV paga, nos quais a programação privilegia a formação da imbecilidade e o desenvolvimento da violência (pode-se incluir os programas da TV aberta para essa faixa), o Discovery Kids sempre pautou seus desenhos, programas e vinhetas (ao menos desde que assisto) por um desenvolvimento sadio das crianças.

Não é de muito tempo, no entanto, que o Discovery Kids aborda as questões do meio ambiente. Este ano, porém, resolveu assumir, como parte da educação de seus programas, a educação ambiental. O tema predominante, em quase todas as vinhetas, é a conservação do meio ambiente. O logo do canal foi mudado e passou a ser a letra "K" na cor verde.

As crianças que assistem ao canal crescerão pensando que é natural a conservação do meio ambiente. É disso que precisamos, de gente que, quando tome consciência da vida e do mundo, já tenha em si a natureza. Certamente serão adultos diferentes.

Pena que os demais canais ainda privilegiem os desenhos de violência e da falta de tudo o quanto é bom no desenvolvimento das pessoas. Pena que o Discovery Kids é pago, pois poucas são as crianças que têm acesso a esse tipo de educação.

E o que é pior: apenas as TVs educativas (que eu tenha visto) passam os desenhos da Discovery Kids. De nada adianta certas senhoras, em seus programas infanto-juvenis, falarem sobre o meio ambiente se, em seguida, passam desenhos que só desenvolvem a deseducação, a violência e a falta de respeito contra tudo e contra todos.

Quem sabe não fazemos uma campanha para que o Discovery Kids se torne aberto e, assim, proporcione a todas as crianças uma educação ambiental que possa, no futuro, realmente transformar a visão de mundo destruidora em uma visão de mundo integradora e conservadora?

A imagem acima foi copiada do site Discovery Kids Brasil.

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Hoje à noite, às 20:30h, milhões de pessoas em mais de 60 países irão apagar a luz, em um manifesto contra o aquecimento global: o movimento internacional Hora do Planeta.


Eu, da mesma forma, desligarei todas as lâmpadas de casa, em um ato simbólico para mostrar que nos preocupamos e queremos cuidar do planeta que é de todos. Para fazer a diferença é necessário que todos juntos nos preocupemos com este grave problema: o aquecimento global.



Participe também: APAGUE AS LUZES DE SUA CASA POR 60 MINUTOS, neste sábado, dia 28 de março, às 20:30 horas.


Mais detalhes aqui.

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clique nas fotos para ampliar

Estive, neste sábado, com algumas amigas, à bordo do navio Arctic Sunrise, no Pier Mauá, centro do Rio de Janeiro. Ficamos algumas horas esperando na fila para entrar no barco, mas foi uma tarde agradável. Ouvimos algumas informações sobre o Greenpeace e sua missão; assistimos uns vídeos com ações da ONG no Brasil e no mundo e, finalmente, entramos no navio e conhecemos algumas das dependências. Soubemos como a tripulação trabalha para diminuir o impacto ambiental do navio, em relação aos resíduos que produz, como óleo, lixo orgânico e reciclável e dejetos humanos.

O Arctic é um barco quebra-gelo, acostumado às águas geladas do planeta, e veio ao Brasil para uma campanha de conscientização da população sobre o aquecimento global e trazer propostas a serem levadas ao presidente Lula, que representará o Brasil na reunião da ONU em Copenhagem, sobre o clima.

Algumas propostas são: diminuir o desmatamento da Amazônia até 2015; garantir que pelo menos 25% da eletricidade sejam gerados a partir de fontes renováveis de energia como vento, sol, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas até 2020; apoiar a transferência de tecnologia entre os países; transformar pelo menos 30% do território costeiro-marinho do Brasil em áreas protegidas até 2020.

Os navios do Greenpeace são utilizados como ferramentas de denúncia de crimes ambientais graves, que afetam o meio ambiente. O Arctic Sunrise está no Brasil como parte do esforço global da organização para salvar o clima., com a expedição "Salvar o Planeta: É agora ou agora". Você pode participar assinando a petição on line, que será encaminhada ao presidente Lula.

O navio estará aberto à visitação pública neste domingo, de 9 às 17 horas, no Pier Mauá. A próxima parada será no Porto de Santos, nos dias 28 e 29 deste mês.

Hoje, 13 de fevereiro, em comemoração à assinatura do tratado de Kioto, ocorreu como já há alguns anos a iniciativa M'illumino di meno quando em modo simbólico, as luzes se apagaram às 18 horas em toda a Itália e outras partes do mundo. Simbolismo à parte, com a maciça adesão deste ano somente com esse gesto foi registrada uma queda de 500 MW de consumo. Milhares de prefeituras, empresas, casas e vias publicas, tiveram suas luzes desligadas ou abaixadas. Os destaques desse ano foram a cúpula da basílica de São Pedro, a abadia de Westminster e até a ilha de Terra nova no Canada. A rede de blogs contribuiu enormemente com a iniciativa e como toda ação prática, gera cultura e desdobramentos.
A intenção é proporcionar a redescoberta de certos modos menos "ofuscantes" de se viver a vida. Jantar à luz de velas por exemplo pode ser uma ótima sugestão, que faz mudar até certos hábitos de convívio.
E ai no Brasil, o que tem sido feito nessa linha?

Pois é,

Entre os dias 7 e 18 de dezembro deste ano ocorre a 15ª Conferência das Partes (COP15), da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, na capital do Reino da Dinamarca, Copenhague.

Tri-legal, D. Afonso, que bom saber disso. Afinal, eu sequer sabia que já ocorreram outras 14 dessas tais convenções. Mentira, né? Uma pelo menos todos conhecem: a COP3. Tá, talvez conheçam mais pelo resultado dela, o tal famoso Protocolo de Quioto, ou Kyoto como é mais conhecido. Aliás, diga-se de passagem, o filho se tornou mais conhecido que a mãe (a Convenção) e que a avó (a RIO92). Da bisavó (ESTOCOLMO, 1972) seque há que falar, de tão esquecida que anda...

Dizem que quem sai aos seus não degenera. Não é o caso. Bem que o menino tentou crescer e vingar. Até contou com a ajuda de um monte de tios e amiguinhos, mas não houve jeito. Está fadado à morte por inação dos seus grandes irmãos. Ou, melhor dizendo, por asfixia causada pelos grandes.

Pensando bem, acho que o guri não degenerou. Afinal, nem  a bisa, a avó e nem mãe deram certo na vida. Só para relembrar (os menos preguiçosos podem ler o texto integral no link acima) os ensinamentos da bisa que, parece, foram para o brejo preparar o terreno para o netinho, cito o princípio 6, que tem tudo a ver com a COP15:

"Princípio 6 - Deve-se por fim à descarga de substâncias tóxicas ou de outras matérias e à liberação de calor, em quantidade ou concentrações tais que não possam ser neutralizadas pelo meio ambiente de modo a evitarem-se danos graves e irreparáveis aos ecossistemas. Deve ser apoiada a justa luta de todos os povos contra a poluição".

Uma breve pausa para uma continha elementar: 1972 - 1982 - 1992 - 2002 - 2012 = 40 anos.

Putz, metade dos meus cinco leitores - não, é melhor achar que tenho seis, senão vai dar quebrado, né? - sequer tem essa idade. E devem estar se perguntando: PQP, tiveram 40 anos para melhorar e só fizeram piorar?

É véio, a bisa falou e disse! Pena que poucos deram bola pra ela. Mas a bisa queria porque queria preservar o sangue da família. Mocinha crescida, já com seus vinte anos, casou e teve uma filhinha, a ECO92. Beleza de filha. E não poderia ter nascido em melhor lugar: a cidade maravilhosa, símbolo dos símbolos da natureza. E a filhinha, bem educada que foi, repetia os ensinamentos da mamãe Estocolmo. De tanto falar, deu à luz a mais uma mulher: a Convenção para o Clima (dentre outras maninhas: a Carta da Terra, a Convenção sobre Biodiversidade e a Convenção sobre Desertificação, além de uma filha enjeitada, a Agenda 21).

Parece que o Reino das Boas Intenções Humanas estava fadado a não ter um filho varão. Mas eis que a Convenção para o Clima, a mais rebelde das filhas da ECO92, resolveu por um fim nessa longa cadeia feminina que parecia não estar dando certo. Fuçou, fuçou com as partes até que no terceiro encontro gerou seu filho macho: o Protocolo de Quioto.

Eis a breve história do futuro defunto (se bem que alguns sempre disseram que era um nati-morto).

Querem saber a moral da história? É que para dezembro esperamos o parto do filho do Protocolo de Quioto. Ou ao menos que ele arranje uma namorada até lá e que possamos, em 2012, ter um sucessor à altura do Reino.

E que preste! Senão...

Os sinais estão aí, só não vê quem não quer. Mas mais do que ver, há que fazer. Como por exemplo, acompanhar as ações, notícias, sites, blogs e tudo o mais que estaremos divulgando por aqui.

Essa é a importância do título: COP15. Nosso futuro!


 

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Em época de crise, sempre é bom relembrar as dicas para economizar os recursos naturais. E, desperdício de alimento, contaminado pela manipulação inadequada não é bom para o bolso, nem para o ambiente, além de provocar o risco de morte, caso seja consumido.

Pensando nisso, o SENAI levará a todo o país, em 2009, o Programa de Alimentos Seguros (PAS) para orientar a população sobre as técnicas mais adequadas para comprar, manipular, conservar e reaproveitar os alimentos consumidos em casa.

Segundo pesquisa feita pelo órgão, cerca de 48,5% da contaminação dos alimentos ocorre em casa. E, por ano são registrados 568 mil casos de contaminação, e desse total, 6 mil são fatais. O hábito de reaproveitar comida é o grande vilão, pois as pessoas guardam os alimentos na geladeira de modo inadequado.

Eu tenho, ou melhor, tinha, o péssimo hábito de guardar alimentos perecíveis na porta da geladeira, onde a variação de temperatura é maior. O ideal é que se coloque o requeijão, o molho de tomate, o leite , o iogurte e similares no fundo da prateleira para garantir uma refrigeração constante.

Outro péssimo hábito que eu mantinha, era o de guardar comida pronta na geladeira, sem retirá-la das panelas. O mais adequado é que o arroz , o feijão , a carne (para quem ainda a consome) sejam acondicionados em recipientes fechados para que se conservem por mais tempo, sem o risco de estragarem.

O SENAI disponiblizará cartilhas para alertar e orientar a população acerca dos problemas e soluções para cada local em que se manipulam os alimentos. Fiquem atento. Reaproveitar alimentos é ecologicamente correto, sem colocar em risco a saúde, é claro.

fonte: Senai

Imagem: Hugo Luigi

Ontem, às 21:00h, horário de verão, na "Mui Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre", foi realizado o sorteio do Natal do Faça!. Não foi possível filmar, conforme prometido, mas tiramos fotos de todas as etapas. Assim, aí estão todos os participantes:

Após, foram todos devidamente dobrados e colocados no gorro do Papai Noel, que, segundo consta, é pessoal da mais alta confiança:

Para tirar o vencedor, nada melhor que a inocência e a pureza de uma criança:

A alegria contagiou até mesmo a Condessa, ao abrir o nome sorteado:

Por fim, o vencedor. Na verdade, a VENCEDORA:

Taís Vinha, do blog "OMBUDSMÃE".

(Taís, por favor mande-nos um e-mail (facaasuaparte ARROBA gmail PONTO com) com o endereço para que possamos enviar o livro)

A todos os participantes nosso muito obrigado. E que este pequeno repensar o Natal se multiplique.

Eis o post que ela fez:

"Fui convidada pela Silvia Schiros a participar de um post coletivo do Faça a Sua parte promovendo o renascimento do Natal e sugerindo dicas de presentes ecológicos. Quem frequenta a blogsfera se surpreende com a quantidade de pessoas discutindo o Natal. Uma data tão significativa, que se transformou no grande mico do ano.

Acordei na madruga dando o "download" numa idéia. Acho que foge um pouco da proposta do Faça de sugerir presentes ecológicos, mas repensa o Natal. Portanto, ei-la!

A primeira coisa seria minimizar o Papai Noel da Coca-Cola. Esse velhinho obeso, gastador, que nos estimula a comprar, comprar e comprar e que está, desde o final de novembro, molhado de suor, em TODOS os shoppings centers. Desculpe, bom velhinho, mas você ficou over. Não tem mais nada a ver com os tempos que vivemos. Acabou a magia.

O que vai salvar o Natal, é voltarmos ao principal sentido da festa no mundo ocidental: celebrarmos o nascimento do Cristo. Não o Jesus religioso, que morreu pelos pecadores e que faria você parar de ler este texto bem aqui. Não é desse Jesus que falo. Temos que resgatar o Jesus revolucionário. O ecologista. O maluco beleza que, há 2000 anos, abalou as estruturas da Roma perdulária e cheia de vícios, com suas idéias de vida simples. De amor ao próximo. De comunhão com a natureza.

Temos que resgatar o barbudo que disse que somos todos uma só família. Todos habitantes do mesmo planeta Terra. Eu, você que está me lendo, o feirante, o doutor, o agricultor, o catador de papel. E que as diferenças impostas pela sociedade são cruéis e fonte da maioria dos nossos problemas.

Temos que resgatar o homem que, ao ver que a comida não dava para todos, dividiu-a. E, ao invés de uns poucos comerem muito, todos comeram um pouco. O homem magro, de modos frugais, que se satisfazia com frutas, grãos, mel, peixe (talvez) e um vinhozinho de vez em quando, porque ninguém é de ferro. E não com leitões, cabritos, tenders, chesters, lombos, picanhas - geralmente, todos juntos na mesma ceia.

Temos que reviver as idéias do sujeito que introduziu o conceito de vida simples no ocidente. E praticou-a todos os dias em que viveu. Aquele homem que vivia apenas com o necessário, pois acreditava que os únicos bens que devemos acumular, são os valores que levamos dentro de nós. Que expulsou os mercadores do templo, pois uma coisa são valores da alma. Outra são os do dinheiro. E feliz é quem consegue diferenciá-los.

Renascer a alegria de um homem que vivia rodeado de amigos, que amava os animais, que viajava, que era carinhoso e benevolente com todos. Principalmente, com aqueles que erravam (isso me dá um alento, que nem te conto!).

Neste Natal, tenho pensado muito nisso. Pensando no aniversariante que, quando estudado livre das amarras e preconceitos da religião, revela-se um grande visionário. Um líder transformador, que parecia antever a encrenca que 2000 anos depois nos enfiaríamos. Em tempos de simplicidade voluntária e consumo consciente, não vejo ninguém melhor para seguirmos.

Que este ano, a gente consiga plantar a sementinha de um Natal verdadeiramente Cristão. Um Natal "menos" em tudo o que é material. E "mais" em alegria, risadas, comunhão com aqueles que amamos, divisão e confraternização. Um Natal com menos sobras. Nas lixeiras, na geladeira e nas parcelas do cartão de crédito. Essa é a minha sugestão. Um Feliz Natal para você e para todos nós! " Taís Vinha.

Este é um post coletivo. Fruto do debate, aqui no Faça a sua parte, sobre como poderíamos pensar em um Natal que nos aproximasse da natureza e ao mesmo tempo valorizasse a confraternização, com o resgate de valores talvez sublimados pelo consumo de presentes industrializados.

Vinte e cinco de dezembro não é uma data do Calendário Verde do Faça. Mas deveria ser. Até não muito tempo, essa época era admirada e comemorada pela humanidade como um símbolo do renascimento, momento em que o Sol, em seu ponto mais longínquo de nós, retornava de sua longa caminhada pelo céu. Parte da natureza, enquanto isso, aproveitava para descansar, para proteger-se do frio; para proteger suas sementes. A outra parte colhia a transbordante energia de um Sol que estava bem acima de nós. E parte da humanidade também se recolhia, e no recolhimento integrava-se, regojizava-se confraternizando. E parte da humanidade também transbordava, integrava-se, regojizava-se confraternizando. E os homens do norte e os homens do sul davam-se presentes da natureza, para lembrar que era uma época de alegria, de estarem próximos, uns aos outros, no frio ou no calor, confraternizando.

Hoje estamos afastados desse tempo. Vivemos no tempo do consumo, do consumo desenfreado de produtos industrializados, do consumo do 1,99 e dos produtos importados que trazem em si um enorme prejuízo para a natureza. Onde o ostensivo tem mais valor que o simples, o simples feito com as próprias mãos, com materiais que estão bem ali, na nossa frente.

Esse post não é um convite para uma blogagem coletiva. É um convite para um renascimento. Renascimento da confraternização como símbolo da nossa união com a natureza; com o frio e com o calor, com os presentes feitos da natureza. Queremos, sim, como ate não muito tempo se fazia, dar presentes da natureza. Presentes que digam a todos os que nos rodeiam o quanto ainda devemos ser gratos a esse Sol que vai e vem; a essa natureza, sempre exuberante, tanto no recolhimento das sementes quanto esplendor das suas flores e folhas.

Queremos saber que sugestões você teria para presentear seus parentes, amigos, colegas, enfim, a todas aquelas pessoas que você costuma presentear no Natal.

A campanha do Natal do Faça é bem simples: escreva um post no seu blog com dicas de como presentear de forma ecológica. Se não tiver blog, deixe a sua dica nos comentários.

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Os participantes concorrerão ao sorteio do livro "Seis Graus: o aquecimento global e o que você pode fazer para evitar uma catástrofe", do renomado ambientalista Mark Lynas. (veja aqui detalhes sobre o livro e, inclusive, um trecho).

O sorteio é aberto a todos, inclusive aos membros do Faça a sua parte. No dia 24 de dezembro, os nomes dos participantes serão escritos em pedaços de papel e colocados em um recipiente. Um será retirado. O sorteio será filmado e o filme disponibilizado para quem quiser. No dia 25 faremos um post anunciando o vencedor e republicaremos o seu post. No mesmo dia 25 entraremos em contato para enviar o livro.

ATENÇÃO: sorterio realizado. Amanhã, 25, publicaremos o resultado.

Já estão participando do sorteio:

Estão participando, mas não do sorteio:

Na fila da padoca, ontem à noite, fiquei na dúvida entre comprar um azeite na promoção e a última edição da Superinteressante, que traz na capa a atual situação deplorável dos oceanos do planeta. Acabei optando pela revista, o que acabou sendo uma boa escolha, não pela matéria de capa, que nada mais é do que um grande cozidão do que vem se falando sobre o tema há meses (quiçá anos). Folheando o material hoje de manhã, o que mais me chamou a atenção foi a entrevista com Tim Jackson, professor de desenvolvimento sustentável da Universidade de Surrey, em Londres, primeira instituição da Inglaterra a criar um departamento específico sobre o tema.

Jackson afirma categoricamente que o crescimento ininterrupto da economia global (um dos pilares do capitalismo moderno) é imcompatível com a sustentabilidade do planeta. Não é comunista, nem petralha, nem antiamericano, apenas mais um da crescente geração de pessoas que acredita num outro mundo possível, sob as regras da economia verde. Já foram ridicularizadas e agora são atacadas. Falta pouco para que sejam consideradas arautos do óbvio.

Enquanto governos e iniciativa privada não se mexem e continuam dando de ombros para o que se avizinha, como vimos em Poznan ou Marraquesh, cabe a nós, indíviduos tomarmos medidas diárias, pouco a pouco, pra ver se lá na frente algo muda. Alguns passos básicos, segundo Jackson, são:

Comprar menos, ser mais eficiente no uso da energia, viajar menos de carro e avião, economizar, fazer investimentos éticos e protestar!

Se for pra ir pro saco, que seja de botas calçadas!

(Este foi meu 100o. post no Ecoblogs!)

A Califórnia segue dando o exemplo. A Comissão de Proteção ao Oceano do estado americano está propondo três medidas para reduzir a quantidade de lixo que acaba poluindo o mar: banir as embalagens de isopor para alimentos, cobrança de taxas para o uso de sacolas de papel e/ou plástico, e (a principal delas, a meu ver) tornar os fabricantes responsáveis pela coleta e reciclagem das embalagens de seus produtos. É isso ou ver o mar se transformar numa imensa sopa de lixo!

Segundo a Comissão, essa última exigência já funciona em 33 países no mundo, encorajando a redução de material usado, reduzindo o peso final dos produtos, permitindo o uso de materiais recicláveis e obrigando os fabricantes a redesenharem seus produtos e embalagens. Na Alemanha, após quatro anos do início do programa, o lixo produzido por embalagens foi reduzido em 14%. É pouco ainda.

As empresas são contra, claro. Dizem que é melhor incentivar a reciclagem e ameaçam com desemprego. O velho discurso da indústria, mesquinha toda vida. Reciclar é bom, mas produzir menos lixo é ainda melhor. Reciclar gasta muita energia e recursos materiais e humanos. Ninguém em sã consciência acha confortável a quantidade de papel, plástico, isopor e quetais que acompanha um brinquedo, TV ou aparelho de som recém-comprado na loja. Repara só na pilha de lixo que se forma no Natal após a abertura dos presentes. É vergonhoso!

Lixo é um dos grandes problemas mundiais do século 21.

Pra mim, toda e qualquer empresa deveria ser responsável pela coleta e correta eliminação do produto que fabricou, seja uma embalagem, celular ou carro. Haveria exceções, claro - móveis por exemplo. Medidas como essa evitariam absurdos como a exportação de lixo eletrônico para países de Ásia, causando a intoxicação de milhares de pessoas.

O rápido avanço da tecnologia tem sido de mão-única, com o desenvolvimento de produtos cada vez mais modernos e eficientes, mas o uso de substâncias tóxicas na sua fabricação e a falta de preocupação com o seu destino final - o lixo - põe tudo a perder. Sem falar na tal obsolescência planejada...

Veja o caso dos Estados Unidos: em fevereiro do ano que vem, com a adoção da TV digital por lá, estima-se que cerca de 10 milhões de aparelhos antigos sejam dispensados no país, gerando um problema monstro. Apesar disso, poucas empresas têm programas amplos de reciclagem para atender a essa demanda e evitar que esse lixo contamine pessoas e o meio ambiente - provavelmente na Índia, China ou Paquistão. Para pressionar grandes fabricantes como Sony, Samsung, LG e Toshiba, entre outras, a evitarem essa catástrofe, ONGs americanas formaram a Electronics TakeBack Coalition e deram início à campanha Take Back My TV.

Os consumidores também têm seu papel nessa história toda. Na hora da compra, dê preferência a produtos que tenham pouca embalagem e que tenham sido fabricados de forma sustentável e responsável. Se informe na loja, ligue para o fabricante pelos serviços de atendimento ao consumidor, exija seu direito de saber o que está comprando. E questione sobre programas de reciclagem, principalmente de aparelhos eletrônicos. Quanto mais pessoas encherem os SACs (serviços de atendimento ao consumidor) das empresas, mais elas se sentirão pressionadas a tomar alguma medida. De tanto levar bica nas canelas, uma hora terão que se mexer.


Arnold Schwarzenegger pode estar bem cotado para ser o homem da energia de Obama, mas não corre sozinho nessa disputa. Outro nome meio óbvio é o de Al Gore. Após a derrota pro Bush Jr. em 2000, ganhou destaque mundial explorando o tema convenientemente e hoje tem uma das propostas mais audaciosas quando o assunto é remodelação da forma como produzimos e consumimos energia para enfrentar as mudanças climáticas, o projeto Repower America. Em linhas gerais, prevê a geração de 100% da energia consumida nos EUA por meio de fontes renováveis - basicamente eólica (27%), solar (16%) e eficiência energética (28%) - num prazo de 10 anos. Biocombustíveis e energia geotérmica teriam seu espaço também, com 3% cada. Nenhuma hidrelétrica ou usina nuclear seria construída no período, ficando as atuais com 23% do novo cenário. Em 2019, nada de petróleo ou carvão. Não é fraco não.

O projeto é bem próximo ao proposto pelo Greenpeace e Conselho Europeu de Energias Renováveis, o [R]evolução Energética, tecnica e politicamente, já que vê uma imensa oportunidade na crise gigante que surfamos sabe-se lá como.

Se os americanos são bons mesmos em fazer dinheiro, mesmo quando ele é escasso, a hora é essa. As ações de empresas do setor estão fervilhando. Na ressaca da orgia do capital especulativo, talvez testemunhemos novos tempos de investimentos voltados prioritariamente à produção do bem, que permitirá gerar empregos e renda. A ONU já cantou a pedra: milhões de empregos podem ser gerados até 2030 com investimentos em energias verdes. A recessão já vem provocando o curioso movimento de deixar algumas empresas mais verdes - como tem feito com a indústria de eletrônicos.

Seja com Schwarzzie ou Gore, quero ver as doletas verdinhas salvando o planeta, não apenas depredando-o em benefício próprio. Compartilho da utopia promovida pelo pessoal do Yes Man, quero ver um NYT recheado de boas notícias - o que não significa que serão fáceis. Nem perfeitas. Que sejam honestas, já basta.

Quem quiser conferir a íntegra da edição fake do NYT, só com notícias que gostaríamos de ver publicadas, acesse nytimes-se.com.

No vídeo abaixo, vc saberá como foi engendrada essa ação genial, bem como verá um representante do NYT ficar putinho (1min22s) ao ser questionado sobre Judith Miller, quando defendia a posição do jornal na cobertura da guerra do Iraque.


New York Times Special Edition Video News Release - Nov. 12, 2008 from H Schweppes on Vimeo.

nojunkmail.jpgNossas caixas de correio são invadidas diariamente por dezenas de correspondência não-solicitada. E não estou falando só dos emails não, mas das caixas de correio "de verdade".

Aqui no Canadá foi criada uma campanha no início do ano para reduzir a quantidade dessas propagandas, muitas vezes, indesejadas. O Red Dot Campaign chama atenção para uma política do Correio canadense que não era muito conhecida e que permite que os cidadãos optem por não receber correspondência que não lhe é destinada diretamente.

A consequência dessa campanha é a redução de papel. O Correio canadense registra a quantidade de pessoas que optam por não receber esse material. Os anunciantes usam este número para calcular a quantidade de panfletos impressos. Os anunciantes também lucram porque evitam desperdício.

Na era multi-mídia em que vivemos, os anunciantes devem pensar em estratégias de propaganda mais eficientes do que distribuir panfletos nas caixas de correio.

Sensacional esta matéria do programa Cidade e Soluções, apresentado por André Trigueiro, aos domingos, na GloboNews. Sou fã. Destaco a apresentação com as alternativas para a reciclagem das famigeradas embalagens Tetra Pak com suas seis camadas diferentes de papel, plástico e alumínio. Gostei, especialmente, das telhas e casinhas para animais produzidas a partir do plástico e do alumínio que sobram, após a retirada do papel das caixinhas longa vida, e que também é transformado para voltar ao mercado em forma de caixas de papelão.

O Brasil produz nove bilhões de embalagens longa vida. E 75% destas embalagens são descartadas de maneira irregular em lixões. Mas, é possível mudar esta realidade com a conscientização da população no sentido de separar e encaminhar para a reciclagem suas embalagens de sucos, leites e molhos.

Muitas pessoas não separam este tipo de material, e, quando o fazem, não retiram os resíduos, lavando-as. Assim, as embalagens chegam contaminadas aos postos de reciclagem e não são aproveitadas. As pessoas ainda não têm esta consciência de que é necessário separar o lixo. Esta mudança de hábitos é necessária. Não só para proteger o ambiente, mas também porque gera empregos para muitas famílias que tiram da separação e reciclagem do lixo o seu sustento.

Vale a pena assistir ao vídeo do programa: O problema das embalagens longa vida . É um pouco longo, mas muito interessante. Quem sabe você não se sensibiliza e separa suas caixinhas. Bem limpinhas, viu?

Imagens: globo.com

Mutirão do Lixo EletrônicoTodos nós temos um encontro marcado conosco, no dia 30 de outubro. É o mutirão do lixo eletrônico, que foi convocado pelo Governo do Estado de S. Paulo. O site tem informação, tem promoção cultural (ingressos para o cinema, válidos até março de 2009), tem dicas para entregar, lista de locais, tudo bem direitinho - mas prepare-se para ter muitas janelas de navegação abertas.

Separe seu lixo e leve aos locais mais próximos no dia 30.

Dicas para reduzir a produção de e-lixo:


  • Você trocou de celular, computador ou algum outro equipamento eletrônico e não sabe o que fazer com o antigo? Muita calma! Não vá jogue nada no lixo. Veja se o equipamento antigo ainda tem alguma utilidade para as suas necessidades pessoais e profissionais;

  • Em caso negativo, somente doe o equipamento para alguém que você sabe que vai usá-lo;

  • No momento da compra, prefira máquinas com várias funções. Um aparelho pode substituir dois ou três;

  • Dê preferência aos produtos que consomem menos energia;

  • Não compre produtos de origem duvidosa, sem garantia e responsabilidade sócio-ambiental. O barato, muitas vezes, sai muito caro;

  • Procure saber se o fabricante do eletrônico possui certificação da série ISO 14.000;

  • Se não for usar o seu equipamento eletrônico, deixe-o desligado. Stand by consome muita energia.

  • Evite imprimir. Além de economizar papel, você aumenta a vida útil do cartucho da impressora e do próprio equipamento;

  • Não misture pilhas novas com pilhas velhas;

  • Leia atentamente as informações das embalagens de produtos eletrônicos;

  • Não guarde as pilhas usadas dentro de casa. Leve-as para um posto de coleta. O vazamento de baterias pode causar danos à saúde.


Para fechar, servição: lugares para destinar equipamentos antigos.
Centro Espírita Nosso Lar - Casas André Luiz - A instituição aceita todo o tipo de usados, desde televisores, computadores, videocassetes e celulares até cartuchos vazios de impressora e placas de computador, mesmo com defeito e produtos quebrados. Agenda com o doador a entrega. Válido para a Grande São Paulo. Tel: (11) 6459-7000

Hospital Albert Einstein - O Hospital recebe cartuchos ou toners usados. Tel: (11) 3747-3580

AACD - Recebe eletrodomésticos e eletroeletrônicos em condições de uso.Tel: (11) 5576-0811

Associação PRÓ-HOPE - Apoio a Criança com Câncer - Recebe eletrodomésticos e eletroeletrônicos em condições de uso. Tel: (11) 5087-7999

Fundação Dorina Nowill Para Cegos - Recebe eletroeletrônicos em condições de uso. Tel: (11) 5087-0977

Exército da Salvação - Recebe eletrodomésticos e eletroeletrônicos em condições de uso. (11) 5562-2282

Museu do Computador - Recebe doações de todos os equipamentos relacionados ao computador, além de telefones, máquinas de calcular, máquinas de escrever, video games, impressoras de todos os tipos e peças de computadores como teclado, monitores, mouse e fontes (mesmo sem funcionar). Tel: (11) 4666-7545

Locais que aceitam computadores e periféricos para a montagem de centros de informática:

Oxigênio - A Oxigênio Desenvolvimento de Políticas Públicas e Sociais é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, constituída em 1988. Implantou o Centro de Recondicionamento de Computadores , localizado no Espaço Social Oxigênio em Guarulhos/SP. Tel: (11) 3051-3420

CDI - O Comitê para Democratização da Informática é uma organização não-governamental sem fins lucrativos que, desde 1995, desenvolve o trabalho pioneiro de promover a inclusão social utilizando a tecnologia da informação como um instrumento para a construção e o exercício da cidadania. Tel: (11) 3822-0970

Meta Projeto - Acessa São Paulo - O MetaProjeto é uma inovação do Programa Acessa São Paulo, com o objetivo de servir como um espaço de oficinas para o público do Parque da Juventude na área de manutenção e montagem de computadores, experimentação e desenvolvimento de tecnologia, a partir de computadores reciclados. Tel: (11) 2221-1826

ABRE - Associação Brasileira de Distribuição de Excedentes Recebe doações de diversos tipos de eletrônicos, como computadores e televisores e os distribui a entidades sociais. Tel: (11) 5052-0736

via Freecycle

Não sei se estou cansado. De volta a SP, depois de 30 horas no ar, ligado na ação em Salvador, sinto um misto de cansaço, sentimento de missão cumprida e um pouco de desapontamento - isto mais pelo pouco espaço que consegui na mídia, apesar de ter perturbado os caras...

A atividade foi tranqüila, a turma reunida era 100%, tivemos o controle de tudo e nossas imagens ficarão ducaralho (fotos aqui e filmes abaixo). Foi, juntamente com a brasília amarela "radioativa" que colocamos em frente ao Palácio do Planalto, a melhor ação da qual participei no Greenpeace. A gente tinha tamanho controle da situação que lá pelas tantas fomos até saudados pelas autoridades de trânsito! Tirando a parte final, já na manhã de quinta, quando a movimentação aumentou pelas ruas, passamos quase despercebidos pela principal via de acesso da cidade. E tudo, pinturas e placas, estavam nos mesmos locais até hoje de manhã, segundo me confirmou o taxista que me levou pro aeroporto. Demos o recado! Se vacilar, fica até depois das eleições, domingo - ou até o próximo carregamento de urânio que está previsto para os próximos dias...

Tive uma noite boa de sono ontem, tão boa que acordei um pouco mais tarde hoje (9h30) e perdi a chance de dar um tchibum na praia de Piatã, onde estávamos hospedados. Fiquei zumbizando pela casa, já vazia, até a hora de ir pro aeroporto. Agora, vou ficar de molho, porque fim de semana vai ser com a tropa e tenho que estar em forma pra guentar o tranco.

Ah, sim, conforme havia prometido, aqui vão os filmes que fizemos. O primeiro é o, digamos, institucional da atividade. Já o segundo é do caveira guy, que se amarra num urânio. Acho que dá uma idéia de quanto nos divertimos com esse cara por lá! Grande Marco!






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Coming soon... from Greenpeace on Vimeo.

O Rainbow Warrior vai navegar entre setembro e dezembro deste ano pelo Mar Mediterrâneo em campanha contra a queima de carvão para a produção de energia. A ele se juntará o Artic Sunrise, outro barco do Greenpeace. O carvão é a principal fonte de energia da Europa e responsável direto pelo aquecimento global. A expedição tem como objetivo fazer campanha para que o mundo deixe de usar essa fonte energética altamente poluidora e invista na Revolução Energética que tem como base soluções mais baratas e limpas como eólica, geotérmica e solar, entre outras.

Por falar em geotermia, o pessoal do Google pretende investir US$ 10 milhões para produzir esse tipo de energia. Na página da divisão filantrópica do grupo, o Google.org, há detalhes do projeto, que tem enorme potencial. Na Islândia, por exemplo, a energia geotérmica garante 30% da eletricidade do país e 90% do aquecimento das casas e da água das residências.

Ok, a Islândia é um país micro com demanda por energia infinitamente menor do que os Estados Unidos ou Brasil, mas a geotermia tem potencial para providenciar eletricidade 24 horas por dia, sete dias por semana, a um preço mais baixo do que o do carvão - e sem os problemas ambientais deste. E está disponível em praticamente todas as regiões do planeta. Saca só o tamanho do recurso geotérmico disponível nos Estados Unidos.



O STF pode fazer história, para o bem ou para o mal, no próximo dia 27 de agosto, quando julgará a demarcação das terras indígenas em Raposa Serra do Sol, em Roraima. Os ministros da mais alta corte brasileira estão sob pressão de madeireiros e fazendeiros para desfazer a demarcação, o que seria um retrocesso e tanto. Quis o destino que tal decisão fosse tomada este ano, quando a Constituição brasileira completa 20 anos. Foi ela que sacramentou os direitos dos índios a suas terras - algo tão óbvio que essa discussão toda é meio surreal. Mas com tantos interesses econômicos envolvidos - plantações de arroz, madeira, minérios, fronteiras, etc -, não espanta ver a parte fraca da corda sofrer tal pressão.

Uma série de ONGs iniciou um movimento em defesa dos direitos indígenas na página Makunaíma Grita - Cidadania com Respeito à Cidadania e colocou no ar uma petição online de apoio à demarcação das terras em Roraima - clique aqui para assinar. Quem puder e quiser, espalhe! No momento há pouco mais de 3 mil assinaturas.

E nesta quarta-feira (20/8) vai rolar manifestação em frente ao Sesc Paulista (avenida Paulista, 119 - Paraíso), às 10 horas, para exigir que o STF não mexa na demarcação da Raposa Serra do Sol.

O mais grave é que, dependendo da decisão do STF, o resultado poderá afetar também as unidades de conservação na Amazônia e demais regiões florestais do país. Se interesses econômicos e políticos interferirem nesse processo, muito em breve poderemos ver extensas áreas de preservação sendo liberadas para a exploração econômica sem critérios, mais ou menos como já acontece hoje. Dá para imaginar o desastre que estar por vir, não?

O pessoal da comunidade Permacultura lá do Orkut acaba de dar um presentão pra gente: a versão brasileira do filme A História das Coisas, da ativista Annie Leonard, que já foi visto por mais de 3 milhões de pessoas em mais de 200 países!

Os autores da façanha mantêm um site bem legal, o Permear, que vale a visita. Valeu, galera!

Sem mais delongas, aqui está o filme dublado!


(O pessoal da Hesperian Foundation se voluntariou para produzir DVDs do filme e distribui-los. Se você está interessado, manda um email para stuff.for.allison@gmail.com e pede o seu!)

O site da eco Nomad 3M está promovendo uma campanha muito interessante para a empresa, para crianças, para o consumidor e principalmente para o meio ambiente. 

O instituto 3M de Inovação Social e a APAE, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais se uniram para promover a responsabilidade socioambiental, por meio da reciclagem dos tapetes usados. É isso mesmo: quem for comprar um tapete novo da marca 3M Nomad, ao levar o seu tapete usado recebe descontos a partir de R$ 24,00 o m². O valor adquirido com a reciclagem dos tapetes é revertido em jogos educativos para as crianças com necessidades especiais, da APPAE.

Os tapetes Nomad são feitos de PVC e 100% recicláveis. Vale a pena participar e ajudar , não apenas as crianças com necessidades especiais, mas também ao meio ambiente. A campanha começou no dia 1º de julho e vai até o dia 31 de dezembro deste ano.

meia_amazonia_nao.jpg

O Greenpeace está com uma campanha nova: Meia Amazônia não! Explica-se: já passou pelo senado e está na Câmara dos Deputados o projeto apoiado pelos ruralistas que, se

aprovado, dá um golpe mortal nas florestas tropicais (alguém aí sabe qual será a maior prejudicada? hein? hein?). O PL 6424/2005 (do senador Flexa Ribeiro, PSDB - marque o nome e corte a mamata dele, caro leitor - autoriza a derrubada de 50% da vegetação nativa em propriedades privadas na Amazônia...

Ah, então tá. Os donos de terras na nossa floresta querem que todo mundo pague a desapropriação pra manter a mata virgem em pé. Olha só que gente bacana, honesta, sincera e colaboradora com o bem-estar do planeta. Que legal!

Já falei que quem apóia é fazendeiro? Ah, é! Fazendeiro burro é pasto do demônio minha gente. Elejam o Greenpeace para senador, coloquem esta corja pra correr e vambora assinar

lá o manifesto antes que estes ladrões podres roubem, além do din din da saúde e da educação, a possibilidade de um planeta feliz.

Mais importante de tudo: no site tem uma aba "o que você pode fazer" com várias opções - convide os amigos, cobre os deputados, baixe selo e banner, faça download da petição para os amigos offline. Use, use muito, faça de verdade. Tem gente por lá que já convidou mais de 600 pessoas... uhu! Eu devo estar no pé, só mandei para 5 (será que link no blog conta? hehehehe). Tô nem aí. De grão em grão a galinha enche o papo. O colega Jorge, do Escriba, já mandou mais de 64... procure os nomes de quem você conhece lá e veja o efeito bacana da folhinha aumentando. Ecologia 2.0? Não, é só política mesmo!


BXK13856_cerrado800 cópia.gifNa narrativa da Arca de Nóe, por ocasião do dilúvio, em determinado dia êle soltou uma pomba e a mesma retornou com um ramo de uma árvore. Era a vida de volta ao mundo!
Na história geológica, só houve surgimento de vida após um período de evolução química, quando surgiram os microorganismos e as primeiras rochas sedimentares. Era o início da vida? Não se sabe, pois na época em que estes primeiros organismos apareceram não havia nenhum oxigênio livre, como há agora, mas uma atmosfera composta de metano, gás carbônico, e hidrogênio. Os microorganismos deste período utilizaram metano ou hidrogênio no lugar do oxigênio no metabolismo, estes então eram organismos de metabolismo anaeróbico; eram heterótrofos, apenas tempos depois apareceram os organismo autótrofos.
Mas vamos deixar estes "bichos" estranhos de lado.
 E daí? O que tem a ver com florestas? Ufa! Tudo!
Pesquisadores já concluiram que há 20 milhões de anos não existia a Floresta Amazônica, nos padrões atuais. Tudo por aqui era um clima árido demais para suportar uma exuberante floresta tropical. Então, ela só foi existir há 6 milhões de anos, após idas e vindas do mar e com as bençãos da pródiga natureza.
Significaria que por ela não existir anteriormente, os exploradores e moradores locais tem o direito de desflorestar e transformar o ambiente amazônico em um local árido e de futuro restrito?
Não acredito que esta seja a melhor solução. Esta floresta é um depósito de energia mundial. É o nosso "sumidouro de carbono".
Mas, mesmo que tentem transformar esta região em um imenso cerrado, a ação intempestiva demoraria alguns milhões de anos para se transformar nessa catástrofe. E se chegar a ser um cerrado degradado, não teria as mesmas condições de biodiversidade que um cerrado original, uma savana riquíssima em biodiversidade.
As oportunidades de exploração devem ser iguais para todos os que habitam e usam as florestas para fins comerciais, esportivos, de lazer, agropecuários ou conservacionista.
Então,  se eu quicopaiba1.jpgser "ceder" minha parte de floresta para alguém explorar está correto? E se eu não der a permissão e um explorador usar isto indevidamente ele deveria ser punido?
Infelizmente, o nosso processo democrático permite que deixemos nas mãos (nem sempre limpas) dos parlamentares (que muitas vezes nem elegemos ou votamos) e dos executivos deste país, o desejo e a satisfação de poucos.
'Tá certo que necessitamos satisfazer as necessidades e, por isso apelamos para as florestas para explorar as riquezas naturais. Agropecuária, mineração, exploração florestal são alguns dos itens que são extremamente importantes e economicamente disputados pelos homens.
Mas, com o olhar desenfreado de cobiça dos exploradores acontece a devastação das riquezas naturais das florestas. E ela se "vinga" com o desaparecimento de rios e córregos, com  a "invasão" dos animais selvagens nas zonas urbanas, com o excesso de chuvas ou secas demoradas...
garimpo.jpg Os garimpeiros, para alcançar  o aluvião  aurífero, promovem o desmatamento desenfreado ao redor dos igarapés e, sem se preocupar com o seu e nosso amanhã, por desconhecimento ou por ambição vão "matando" suas fontes de subsistências naturais. Nas associações garimpeiras existem poucos técnicos dedicados a usar seus conhecimentos em prol da causa ambiental. Assim, ainda não conseguimos transmitir os programas de sustentabilidade ambiental para a classe. Mas já existe a preocupação sobre este tema e está sendo desenvolvido paulatinamente em Itaituba, pela AMOT.
Um pesquisador (meu irmão) florestal me mostrou que os gestores municipais nunca se preocuparam em adornar as avenidas e ruas com os espécimes bonitos que ocorrem na floresta amazônica. Preferem trazer palmeiras imperiais aos taxizeiros ou samaumeiras, plantam acácias ao invés de visgueiros, deixam de trazer conhecimento (pela plantação) ao povo urbano sobre mogno, ipê,  louro e tantas outras espécies amazônicas. Misturar estas a palmeiras amazônicas, como tucumã, inajá, buritirana, pupunha, açaí e outras espécies de classificação desconhecida foram muito pouco ou nada utilizadas para o paisagismo, que traria a beleza natural ao ambiente amazônico urbano.
Os indígenas mais velhos sabem que uma floresta em pé gera mais recursos naturais que se ela for derrubada para criação de pastos, mas os mais novos, com o aumento da população indígena promovem a derrubada de árvores para aumentar os pastos de bovinos e a agricultura de subsistência.
E à medida que aumenta a população indígena, seus valores de sustentabilidade vão diminuindo. Muitos já se dedicam a garimpagem aurífera, sem estudo geológico ou planejamento mineral, vão destruindo as matas ciliares e sua fonte de vida (os igarapés) vão diminuindo paulatinamente. E alguém poderia argumentar que antes do "domínio branco" existiam milhões de indígenas no Brasil e não havia a destruição das florestas? Não podemos esquecer que eram milhões de indígenas e nenhum branco por aqui. Também não existia um desejo irremediável de usufruir das atuais benesses da civilização: rádio, televisão, geladeira, fogão a gás, celulares etc. Para isso tem que fazer parceria com os civilizados, que detém o poderio economico para comprar equipamentos de alto poder escariante (no caso de garimpagem em rios) ou equipamentos de desflorestamento contínuo e rápido.
E seus valores também vão pelo ralo...
A biodiversidade da floresta amazônica, que responde por quase 40% das reservas de florestas tropicais úmidas ainda existentes no planeta, corresponde a mais de 20% de todas as espécies vivas do planeta. Mas avançamos demais na devastação e ainda há tempo de reverter este quadro preocupante.
No entanto, pFloresta3.jpgor ser um ecosistema extremamente frágil necessita de atenção redobrada na sua exploraçã o, uma vez que a retirada de sua vegetação, que retém os nutrientes, transformaria, provavelmente, a floresta em uma área desertificada, que afetaria  o equilíbrio ecológico e aumentaria o efeito estufa.
Então, quando vamos começar a nos preocupar seriamente com a preservação equilibrada de nossos recursos naturais  finitos? Quando juntaremos os cacos e faremos um belo adorno em torno do desenvolvimento? Da vida?
E pra não esquecer: hoje  deveríamos celebrar o Dia da Mata Atlântica. Existe razão para festejar sobre aquela que cobria todo o litoral brasileiro e hoje está reduzida a 7% da porção original?
Faça a sua parte!

Fontes de pesquisa:
http://www.brasilescola.com/geografia/floresta-amazonica.htm
http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u351813.shtml
Este post faz parte do ciclo Debates Ambientais do Faça a Sua Parte.




















O primeiro passo foi descer das árvores e habitar em cavernas. Depois de um longo tempo, aprendemos a construir casas. À medida que a população aumentava, aumentava o número de casas e se formaram as vilas e cidades. Para dar espaço às cidades que cresciam, as florestas foram asfaltadas, ligando cidades, vilas e zonas industriais. O retorno tornou-se impossível: não há cavernas suficientes e as árvores não oferecem o conforto a que estamos habituados. A convivência entre seres humanos e o verde das florestas parece ter se tornado um dilema: um dos dois deve diminuir para que o outro possa expandir-se. A natureza tem se ocupado em mandar-nos algumas calamidades que dizimam parte da espécie humana; os seres humanos também colaboram para a auto-destruição com a má alimentação que provoca doenças e embalagens que duram anos, trânsito assassino, criminalidade e guerras. Apesar dos esforços das duas partes, a população continua crescendo. Já há quem espera por uma hecatombe ou pela terceira guerra mundial para resolver - temporariamente - o problema. Há soluções? O dilema realmente existe? A convivência é realmente impossível?

Falar em controle da natalidade é comprar uma briga muito grande, mas algo precisa ser feito, ou o cimento também acabará. Enquanto soluções não despontam, podemos ao menos aumentar o número de árvores e preservar as que já existem. E não me refiro somente à Amazônia ou ao pouco que sobrou da Mata Atlântica. A China, por exemplo, tornou-se o maior exportador mundial de madeira; boa parte colhida ilegalmente das florestas russas. Também a Finlândia tem sido acusada de utilizar madeira das florestas primárias escandinavas e o reflorestamento de que tanto se ouve falar é basicamente de pinus, madeira utilizada ostensivamente no comércio que tem a vantagem de haver um crescimento rápido. Com a destruição da flora original perde-se, também, a fauna e a população nativa. De fato, nos 5% de florestas primárias escandinavas que restam, expreme-se a última grande população indígena europeia, os Sami. O resto do norte europeu não se encontra em situação diferente, assim como o Canadá com enormes problemas de desmatamento. Tentei informar-me sobre uma lei que transitava no congresso russo alguns anos atrás, a qual permitia o uso das florestas para projetos comerciais e de lazer (?), mas a busca obteve um resultado desestimulante. Somente 10% do desmatamento na Rússia é causado pelo comércio de madeira. O restante acontece em função dos projetos comerciais e para extração de petróleo e minérios. O problema é sempre de ordem econômica e política. Por que a imprensa internacional aponta o dedo para a Amazônia, toda vez que fala em preservação das florestas?

Recentemente, lendo uma matéria do Pedro Dória, não pude deixar de concordar quando ele fala sobre a falta de um projeto para a Amazônia. Mas por que ninguém fala, também, do Canadá, da Rússia, dos países europeus e da China, com seus desertos que crescem em ritmo jamais vistos? Não que os problemas alheios minimizem os nossos, mas não podemos nos sentir como os únicos vilões nessa história. O que você, leitor indignado com o problema da Amazônia, sabe sobre o que vem ocorrendo nos outros países?

A proposta, pois, seria de mudar o foco do discurso. Invés de falarmos de desmatamento e do fim das florestas, passássemos a falar, debater e promover o reflorestamento. O problema já existe e somos conscientes dele. Tratemos agora das soluções.

E por que não reunir todas as informações disponíveis sobre reflorestamento? A partir desse banco de dados que seria constantemente atualizado, procurar envolver o maior número de entidades para um projeto maior, que seria por em prática uma política de reflorestamento.

Se quisermos sair da esfera da utopia devemos fazer algo para mudar a situação. Algo como iniciar um projeto popular e buscar envolver todos os órgãos e entidades possíveis, para lançar uma campanha de reflorestamento. Associações de bairro, ONGs, prefeituras, escolas, universidades, pessoas famosas, os governos estaduais e o Governo Federal, a ONU, enfim, todos que pudermos atingir e estipular, digamos, o ano de 2012, como o Ano do Reflorestamento. Até lá, estudos, pesquisas, projetos e compromissos seriam elaborados.

Também parecia um sonho quando, em 1861, D. Pedro II decidiu mudar o panorama do Rio de Janeiro, que enfrentava o problema da falta d'água causado pela devastação das florestas que circundavam a cidade, para uso da madeira e para o plantio. Hoje a Floresta da Tijuca é a maior floresta artificial do mundo e a maior em área urbana. Também parecia um sonho a diminuição da poluição de Cubatão, conhecida nas décadas de 70 e 80 como a região mais poluída do mundo. Hoje Cubatão é sinônimo de recuperação de áreas poluidas. E o que dizer do projeto da Universidade Federal de Santa Catarina, que desenvolve tecnologia para recuperação de florestas degradadas? Quantos outros projetos e exemplos existem sem que se fale deles? O problema é que, isoladas, essas ações não causam o impacto que merecem.

A esse ponto deve haver alguém balançando a cabeça enquanto avalia a minha ingenuidade. Pois bem, todas as ações humanas contra ou a favor da natureza tiveram um início. Pode-se escolher entre ficar observando de camarote os acontecimentos ou fazer parte deles. Não é necessário ter que escolher entre desenvolvimento e preservação, como bem esclarece esta entrevista com o economista Lester Brown, fundador da ONG Worldwatch Institute e do instituto de pesquisas Earth Policy.

A convivência entre seres humanos e o verde das florestas não precisa continuar um dilema, mas cabe a nós mudar a situação. Sugestões, participação, idéias e propostas serão bem aceitas. As críticas, também.
Fralda descartável é bom? Sem dúvida!

Fralda descartável é ruim? Sem dúvida!

Fralda de pano é bom? Sem dúvida!

Fralda de pano é ruim? Tenho minhas dúvidas. Aliás, não as tenho. Como pai que trocou, lavou e passou muitas fraldas de pano da filha, creio que falo sentado na experiência e não apenas no achismo, tão comum em algumas das mulheres de hoje. Dos homens sequer falo, pois boa parte sequer as descartáveis deve trocar.

O foco deste post não será a praticidade, o menor preço, ou sequer o mal que, comprovadamente, as fraldas descartáveis causam ao meio ambiente. O problema causado ao meio ambiente pelas fraldas descartaveis, por exemplo, é facilmente contornável a partir do momento em que a indústria se sentir pressionada, ou quando - e isso é o que importa no final das contas - a produção de fraldas descartáveis biodegradáveis tornar-se economicamente interessante para elas. Ponto. Não é a natureza que preocupa.

O que realmente preocupa é o como as pessoas se colocam diante de uma alternativa. Temos, aí, um problema muito mais sério do que se possa imaginar, pois diz respeito ao modo como as pessoas foram doutrinadas a viver. E a grande maioria sequer se dá conta de que foi doutrinada, tomando para si argumentos vendidos pela publicidade. E não falo da publicidade de produtos, mas da publicidade que vende "estilo de vida". Sim, pois por trás de cada produto, como se sabe, o que se vende é um "modo de ser", um "pertencer" a certa classe, um "colar na própria testa" uma etiqueta com os dizeres "sou moderno(a)" e, com isso, satisfazer um ego já enfraquecido pela falta de uma educação, que permita estabelecer valores próprios, e um ego necessitado de apoio social. Carência, essa, também vendida em abundância pela mídia...

Falta de tempo? Trocar uma fralda de pano gasta quase o mesmo tempo se a pessoa souber se organizar. Uma passadinha na descarga para tirar o grosso (n. 2) e molho. Depois o trabalho é das máquinas de lavar e secar. Passar é uma barbada. Sequer precisa deixar de ver a novela (é, tem gente que reclama da falta de tempo, mas passa muito tempo na frente da televisão sem fazer mais nada... como disse, o problema não está nas fraldas...).

Talvez um grande problema a ser enfrentado esteja nas creches. Mas até esse, com uma boa conversa, se resolve. O que não se resolve - ou é muito difícil de resolver - é a falta de consciência ambiental das pessoas.



Isso precisa parar!
Mais de mil baleias são mortas pelos japoneses todos os anos. Nós podemos fazer algo para acabar com isto! Peça ao governo brasileiro que faça parte da Comissão Internacional da Baleia, para que isso acabe e que nossas baleias sejam protegidas. Ajude a manter a moratória à caça e a aprovar o Santuário de Baleias no Atlântico Sul.

É muito rápido: basta clicar aqui e assinar a carta ao Presidente Lula, exigindo que o governo brasileiro faça o seu dever em defesa de nossas baleias.

Clique aqui para assinar a carta e salvar nossas baleias!

imagens: Greenpeace


Não dá para ficar parado. Você vai ficar?

Enquanto nós ficamos parados, outros planejam, sorrateiramente como sempre fazem, mais uma onda de destruição das nossas florestas. Está em votação o Projeto de Lei 6424/2005, de autoria do Deputado Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que autoriza um dos maiores crimes ambientais a ser cometido na história do Brasil.

Você vai ficar parado?

Enquanto nós ficamos parados, outros colocam no mercado produtos contendo transgênicos sem aviso no rótulo, em total desacordo com as leis. Ferem mortalmente nosso direito a um consumo consciente.

Você vai ficar parado?

Enquanto nós ficamos parados, outros tantos sequer aceitam que o aquecimento global é uma realidade. Alegam que os estudos não são conclusivos, que "não é bem assim", e seguem, em prol do crescimento das suas economias, produzindo GEE. Afinal, o que vale é o "aqui e agora". O futuro que se dane!

Você vai ficar parado?

Quer mais exemplos? Crescimento populacional descontrolado? Roubo da nossa flora e fauna? Há uma lista interminável de exemplos...

Nós, do Faça a sua parte, não ficaremos parados. E queremos que você se mexa. Que mexa os dedos e participe da 1º edição da série "Debates Ambientais do Faça a sua parte". Todo ano, no período de 22 de maio a 14 de junho, o Faça a sua parte promoverá debates sobre as questões do meio ambiente. E, no dia 5 de junho, acontece a blogagem coletiva para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Uma blogagem coletiva inédita. Serão duas semanas para preparar, com debates, a blogagem coletiva para comemorar o Dia do Meio Ambiente. Participe com seus comentários ou posts em seu blog sobre algum dos temas propostos. Debata, converse, troque idéias. Participe. Mas lembre-se: no dia 5 de junho não deixe de participar da blogagem coletiva do Dia Mundial do Meio Ambiente.

Mas não pára por aí. Do dia 6 até o dia 14 continuaremos debatendo, agora com as diversas contribuições realizadas no dia 5.

Veja a programação para 2008:

MAIO

22 e 23: Biodiversidade: sem flora e sem fauna?
24 e 25: Cerrados: bioma ou necroma?
26 e 27: Florestas, até quando haverá uma?
28 e 29: Educação Ambiental: a quem educar?
30 e 31: Aquecimento Global: mito ou realidade?

JUNHO

01 e 02: De quem é a culpa: do Legislativo, do Executivo, ou nossa?
03 e 04: Meio Ambiente Humano: somos parte da natureza?
05 e 06: Blogagem coletiva sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente
07 e 08: Mar: Origem da vida?
09 a 12: Tecnologia e Meio Ambiente: há futuro na ciência?
13 e 14: Consumo sustentável: o que e como fazer?


Participe conosco. Traga suas idéias e conhecimentos. Faça a sua parte ou...

Você vai ficar parado???
Um comichão nos dedos indicadores teve início logo após efetuar a postagem anterior.
Não podia deixar passar a oportunidade de continuar escrevendo sobre o assunto, antes que alguém fizesse um comentário.
Parece que joguei a culpa da degradação ambiental, de todas as formas, simplesmente nos moradores e visitantes dos ambientes naturais. E não é nada disso que acontece por aqui.
Vejam bem: a gente mora em locais inóspitos, de precário desenvolvimento escolar e de menor interesse público, então não devemos simplesmente nos culpar sobre o que acontece por aqui.
Se fazemos as coletas de latas descartáveis, de sacos plásticos, de embalagens, de papéis ou de qualquer item reciclável não podemos encaminhar aos centros de reaproveitamento.
As ONG's vem de fora e por aqui fazem movimentos de pirotecnia, mas não desenvolvem nenhum trabalho de logística para que os materiais possam ser reutilizados pelos habitantes locais.
Os órgãos de treinamento passam pelas aldeias indígenas e deixam um montão de cursos e nada de continuidade empresarial. São cursos de apicultura (mas as aldeias não tem abelhas produtoras ou é tão longe da cidade que o mel não pode ser vendido), piscicultura (em uma aldeia levaram os alevinos híbridos e os índios comeram e ...acabou), manejo de resíduos alimentares (como fazer reaproveitamento de sobras que não existem?) etc.
Enfim, tudo o que se pode fazer é estimular para que sejam desenvolvidos produtos locais (artesanato, criação de peixes, criação de caprinos e de bovinos, agricultura de subsistencia) que tratem do corpo, do moral dos que ouvem palavras bonitas e pouquíssimas atitudes.
De tanto ver porcarias sendo lançadas no leito do rio Tapajós (outrora cantado como o mais belo do mundo) lancei uma campanha "Salvem o Tapajós!". Mas ninguém se habilitou a contribuir.
No entanto, nada fará com que eu pare de chamar a atenção de meus pares, gritar neste deserto de emoções ambientais e me esgoelar para ter um futuro mais agradável para meus descendentes (por enquanto são só  mulheres...)

Todas as nossas ações têm impacto sobre nossas vidas, as vidas dos que nos cercam e o meio ambiente. Parir também. O nascimento natural, além de bom para mãe e bebê, também é ecológico. Nada de remedinhos, luzinhas piscando, desperdício de material descartável, luzes fortes acesas. Basta o vínculo da mulher com a natureza, com as suas raízes, com o seu bebê.

Hoje, dia 10 de maio, começa a exposição de fotografias "O bebê é nosso!", organizada pela rede de mulheres Parto do Princípio, que ocorre em várias partes do Brasil, em comemoração à Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento. Procure a sua cidade - ou a mais próxima de você - e venha ver de perto como é lindo o resultado de um parto natural.

 

Danielle & Felipe 3.JPG
Foto: Danielle e Felipe, parto domiciliar, RJ
 
Brasília
Contatos: Clarissa Kahn (61) 3201.0069 / 8139.0099 / 3877.0225, Clarice Andreozzi (61) 9209.7471 e Janaina Mamede (61) 8114.4602
- Brasília Shopping - 10 a 26/05/08
 
Belém
Contato: Thayssa (91) 8884.0209
- HANGAR - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia - 21 a 24 de Maio, durante o ENAM (Encontro Nacional de Aleitamento Materno)
 
Belo Horizonte
Contatos: Pollyana (31) 9312.7399 e Alessandra (31) 9102.0042 / 3283.7011
- Minas Shopping - 10 a 18/05/08
- SMSA - Encontro de Humanização do Parto e Nascimento - 12/05/08
- Estande BH pelo Parto Normal - Praça da Liberdade - 17/05/08
- Roda Bem Nascer - Parque das Mangabeiras - 31/05/08
 
Campinas
Contatos: Renata Olah (19) 9132.9621 / 3236.0608 e Bernadete (19) 9601.0489
- Saraiva MegaStore do Shop. Iguatemi - 26/06 a 14/07/08
- Sesc Campinas - 2ª quinzena de julho
 
Divinópolis
Contato: Rebeca (37) 8404.9860 / (31) 8508.9130
- Terra Parque Shopping - 10 a 24/05/08
 
Juiz de Fora
Contato: Malu Machado - (32) 8861.8102
- Independência Shopping - 10 a 18/05/08

Maringá
Contato: Patricia - (44) 3025.3219 / 9927.7298
- Maringá Park Shopping Center - 10 a 25/05/2008
 
Porto Alegre
Contatos: Alessandra (51) 9685.2114 e Zezé (51) 9123.6136
- Mercado Público Municipal - 12 a 17/05/08
 
Recife
Contatos: Júlia Morim (81) 9258.7457 e Ana Katz (81) 9964.8212
- Livraria Cultura, Rua Madre de Deus s/n, Bairro do Recife - 10 a 18/05/2008
 
Santo André
Contato: Débora (11) 9201-5245
- Centro Hospitalar Municipal -  12 a 18/05/08
 
São José dos Campos
Contato: Flavia Penido (12) 39481858 / 91249820
- Hospital Antoninho da Rocha Marmo -  10 a 18/05/2008
 
São Paulo
Contato: Roberta (11) 3554.8246 / 8208.2119
- Amparo Maternal - 10 a 18/05/08
- GAMA (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa) - A partir de 19/05/08
 

Lindo e ecológico.

Há algum tempo, escrevi sobre um email que recebi de Leonardo DiCaprio (leia o post para entender como...), enfatizando o problema da possível extinção dos ursos polares por causa do aquecimento global. O efeito colateral de escrever aquele post, na época, foi de que comecei a me interessar sobre as chamadas "ecocelebridades", artistas e wannabes que de alguma forma emprestam seu tempo e nome às causas ambientais. 

Antes de explicar meus pensamentos viajantes sobre o tema, gostaria de deixar claro que eu entendo perfeitamente o nível de jogada financeira que pode ser para uma celebridade qualquer se envolver com uma causa humanitária/filosófica/ambientalista que seja. É claro, doar dinheiro a ONGs e instituições afins permite deduções de imposto de renda substanciais, e para quem tem o salário na faixa de alguns milhões de dólares, isso pode fazer uma diferença significativa. Tira um pouco do glamour da ajuda pensar assim, mas acho que se eu fosse uma celebridade algum dia (e ganhasse todo esse dinheiro, é claro), pensaria da mesma forma: melhor enviar um montante considerável de dinheiro direto para uma obra social interessante do que esperar pelo governo para, após muita burocracia e gasto de papel, atingi-la com o dinheiro dos meus impostos. (Descontando no Brasil ainda o risco elevado de corrupção e de que seu dinheiro vá, ao final de tudo, parar numa conta de um político loser qualquer nas Ilhas Cayman.) 

Também entendo perfeitamente a grande jogada de marketing que borbulha na cabeça dos assessores de relações públicas (PR) e agenciadores das celebridades (ou na cabeça de muitas celebridades mesmo): ligar seu nome a uma causa "boa" é garantia de popularidade, boa imagem e, no final das contas, bons lucros. Quem sabe até bons contatos para uma próxima empreitada artística. Faz bem à carreira pessoal ser engajado em algo - melhor ainda se você acabou de pagar um mico bem grande nos tablóides, aí a causa "boa" se torna um diluidor certeiro de fofocas. Paris Hilton que o diga. 

Mas, descartando esses 2 aspectos, eu gostaria de comentar um pouco o papel das celebridades - mais precisamente as engajadas no âmbito ambiental. Como Leonardo DiCaprio (cujo eco-site interessantemente não exibe fotos dele, para não desviar o foco da causa ambiental que ele advoca), Pierce Brosnan, Gisele Bündchen (que "copiou" nosso lema do Faça! hehehe!), Al Gore, Daryl Hannah, Cameron Diaz, Edward Norton, Brad Pitt (cujo projeto arquitetônico para o 9th Ward de New Orleans é 100% sustentável), Jack Johnson, Angelina Jolie (que junto com Brad Pitt reportaram ao fisco americano doações de 8 milhões de dólares só no ano de 2006 para projetos humanitários e ambientais). São apenas alguns exemplos, mas que merecem reflexão, em minha opinião. 

Muitos condenam o uso da causa ambiental meramente como estratégia de PR. Para boa parte das celebridades, não passa disso mesmo - e acho que é fácil detectar quando o é (embora eu sempre pense que é melhor ajudar que fazer nada). Entretanto, há aqueles indivíduos que são verdadeiramente interessados na causa ambiental, ou porque os pais os educaram assim (caso de Gwyneth Paltrow) ou porque aprenderam com o tempo o grave risco que o planeta corre (caso de Leonardo DiCaprio, que sempre cita em entrevistas que Al Gore "abriu seus olhos") ou porque simplesmente se apaixonaram pela causa (caso de Pierce Brosnan, que defendia a ecologia e depois de conhecer a atual esposa, uma jornalista ambiental, teve seu interesse aumentado mais ainda - literalmente "caiu de amores" pelo mar). Para essas ecocelebridades, mais que marketing próprio, é uma questão de consciência mesmo. 

O movimento ambiental, no entanto, parece ainda ver com um certo preconceito a participação das ecocelebridades em suas campanhas. Greenpeace, Conservation International e WWF, por exemplo, aceitam doações com agrado, mas parecem não gostar de ter ecocelebridades estampadas em seu website - é um fato observável nessas URLs. (O WildAid tem uma página do site dedicada às celebridades que o apóiam, e parece ser nesse âmbito uma exceção entre as grandes ONGs ambientais.) Faz sentido as ONGs pensarem assim: um deslize "ecológico" de uma ecocelebridade pode ter sérias consequências de credibilidade para uma campanha perante a opinião pública. É mais fácil não arriscar. 

Entretanto, acho que esse risco poderia ser melhor administrado. Porque a figura da ecocelebridade é muito forte para a maioria da população - que dirá seus fãs. É um desperdício de luta não usar a imagem de um famoso por medo de arriscar. A probabilidade de que algo dê errado existe, mas o número de pessoas que são "educadas" sobre o ambiente (ou que pelo menos despertam para a existência daquele problema) ao ouvir uma ecocelebridade em uma entrevista na TV são tão maiores, que podem tornar a campanha muito mais eficiente no final das contas. A ecocelebridade tem a oportunidade de educar milhões em uma tacada só, apenas pelo poder da imagem que tem sobre seus admiradores.  

E a galera aqui do Faça percebeu isso na prática, dia desses. A Xará postou em fevereiro de 2007 um post no Faça a sua parte falando do projeto "Amazônia para sempre". O post, na época, teve meia dúzia de comentários e ficou nisso. Bastou semana retrasada a Christiane Torloni citar o projeto no programa do Faustão que em menos de 24h o post passou para inacreditáveis 183 comentários - and counting. Uma atriz. Uma única pessoa (!!) no rol das "celebridades" chamou a atenção de um monte de outras, e resvalou googlelateralmente num post do Faça. Imagina a página principal do projeto quanto apoio não teve... Uma bela oportunidade de mobilização amplificada que a Christiane Torloni fomentou. 

Mas para que esse efeito amplificador aconteça, é necessário um outro fator importante na equação: sinceridade. A ecocelebridade precisa ser sincera com a escolha de uma causa ambiental, vestir a camisa em seu dia-a-dia, e principalmente ser uma dessas pessoas que vivem ecologicamente - e por estar no spotlight de câmeras e paparazzis, isso pode se tornar um agente complicador difícil de controlar. Mas não impossível, como muitas ecocelebridades já demonstram. Porque só assim a defesa de uma causa vai estar efetivamente ligada ao seu nome, e com isso toda a causa se amplifica. Exemplo? Hoje não se fala em refugiados no mundo sem pensar em Angelina Jolie. Porque ela se mobilizou ativamente em prol da causa, adotando 3 crianças derivadas do problema, ou seja, ela conhece de perto a realidade da causa. Assim como Leonardo DiCaprio tenta incorporar em sua vida o ambientalismo - recicla muito em sua mansão e sua última empreitada é um ecoresort 100% sustentável numa ilha e com 0% de produção de lixo (tudo é reciclável). A ligação da imagem de uma ecocelebridade com a sua causa de forma sincera é pré-requisito básico para o sucesso da divulgação da causa ambiental. 

E tendo essa relação sincera reforçada, o movimento ambientalista ganharia muito com o apoio das ecocelebridades. Ganharia ressonância, provavelmente mais apoio e verba, e poderia expandir o campo de ação. Não é a solução final pros problemas do mundo, mas seria uma forma a mais de contribuir. Afinal, melhor fazer algo que fazer nada pelo nosso planetinha azul.
A Lucia Malla já tinha falado disso semana passada e eu passei batida. Que feio! Eu fui ver a notícia lá no TreeHugger - e não tem jeito de não ouvir, de deixar pra lá.
Todo mundo JÁ pensando o que poderemos fazer contra o aquecimento global. Na palestra, Gore faz muitas sugestões. Vamos trabalhar no dia 22 e lutar pela Terra, moçada?

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Tem muito mais informação e vídeos no TreeHugger.
Vamos agir? Pressionar os políticos e as políticas públicas é a ÚNICA saída.
  terra1

O dia 22 de abril está quase aí. Não será apenas mais um dia de postagem coletiva do Faça a sua parte. Nem deveria. Afinal, pisamos nela todos os dias. A questão é: como pisamos?

Nesse 21 de abril, véspera do Dia da Terra, apesar de ser feriado, levante cedo, como sempre faz em dias de trabalho. Mas experimente fazer algo diferente: antes mesmo da higiene ou de tomar o café da manhã, molhe um pouco de terra, um vaso que seja. Respire fundo e sinta o aroma. Pegue um pouco da terra molhada com as mãos. Esfregue. Sinta nos dedos, na palma das mãos. Passe no rosto; sinta como se fosse um beijo.

Coloque um pouco na língua. Não tenha receio! Lembre-se da infância, de quando isso era natural; de quando nada dessa nossa cultura ainda havia sido colocada em você! De quando a natureza e você eram uma coisa só. De quando você e sua mãe eram uma coisa só!

Estranho, né? Pois é assim que somos em relação à Terra. Estranhos. Como num país cuja língua e costumes não entendemos. Nesse feriado, aproveite para sentir a Terra. E depois escreva um post sobre isso. Publique no dia 22.

Escreva sobre a Terra, o que quiser, mas tente escrever, também, sobre os seus sentimentos, sobre o quanto você se sente afastado ou integrado a ela.

Como você pisa na Terra?

Comece agora a planejar o que fará naquele dia e lembre-se de convidar seus amigos, parentes, alunos, colegas de trabalho ou de escola e a sua comunidade a fazerem o mesmo. Apresente uma pesquisa, debata o assunto, prepare uma apresentação ou escreva algo que provoque à reflexão.*

Aproveite o dia 22 de abril para economizar todo tipo de energia e evite qualquer tipo de desperdício ou poluição. Desligue os eletrodomésticos e as luzes; escove os dentes com apenas um copo d'água; não fume nem acenda fogo; alimente-se de frutas e verduras cruas; beba apenas água; não faça compras; deixe o carro na garagem e aproveite para caminhar, possivelmente descalço, sobre a Terra que nos hospeda. Aja lentamente e respire com calma, fale baixo. Use o dia para meditar e descubra as atitudes que podem ajudar a preservar a Terra. E lembre-se: Você faz parte dela.*

Consulte o Calendário Verde do Faça a sua parte. Além de farto material sobre a Terra, você encontrará os posts que foram escritos para o dia da Terra em 2007.

* colaboração do Allan.
O dia 22 de abril, Dia da Terra, deveria ser feriado mundial. Mas não é.

Sou contra esse tipo de data comemorativa. O Dia das Mães, o Dia dos Namorados, ou o Dia Mundial da Mulheres é todo dia. O Dia da Terra, também. Mas entendo que uma data fixa pode ajudar a desenvolver projetos, gerar debates e estimular as idéias. Só não precisamos esperar pelo dia 22 de abril para fazer algo. Comece agora a planejar o que fará naquele dia e lembre-se de convidar seus amigos, parentes, alunos, colegas de trabalho ou de escola e a sua comunidade a fazerem o mesmo. Apresente uma pesquisa, debata o assunto, prepare uma apresentação ou escreva algo que provoque à reflexão.

Aproveite o dia 22 de abril para economizar todo tipo de energia e evite qualquer tipo de desperdício ou poluição. Desligue os eletrodomésticos e as luzes; escove os dentes com apenas um copo d'água; não fume nem acenda fogo; alimente-se de frutas e verduras cruas; beba apenas água; não faça compras; deixe o carro na garagem e aproveite para caminhar, possivelmente descalço, sobre a Terra que nos hospeda. Aja lentamente e respire com calma, fale baixo. Use o dia para meditar e descubra as atitudes que podem ajudar a preservar a Terra. E lembre-se:Você faz parte dela.

E se desejar escrever um post sobre o Dia da Terra, faça-o no dia 21 de abril. No dia 22 deixe o seu computador desligado
Das tantas definições que o Dicionário Houaiss dá para a palavra consciência, duas nos importam:

1. "conjunto de idéias, atitudes, crenças de um grupo de indivíduos, relativamente ao que têm em comum ou ao mundo que os cerca"

2. "entendimento acerca de ou interesse por determinado tema ou idéia, esp. por problemas sociais e políticos"

Para a segunda, Houaiss utiliza o seguinte exemplo: " <a população está tomando c. da necessidade de defender o meio ambiente>"

E leio a 1ª edição, de 2001. Veja-se que a preocupação com o meio ambiente já foi dicionarizada há um bom tempo.

Isso é o Faça a sua parte: um grupo de indivíduos com um conjunto comum de crenças. idéias e atitudes em relação ao mundo que nos cerca, em especial o entendimento com relação às questões do meio ambiente.

E entendemos mais: entendemos que dentre os diversos papéis que podemos exercer como cidadãos, um deles é o de procurar "ativar" a consciência das pessoas para os problemas do meio ambiente.

Filosofia? Pode ser! Muda o mundo? Pode ser, depende apenas das pessoas entenderem que tudo começa com um pensamento, uma idéia, uma filosofia. A história nos mostra que grandes foram os homens (gênero) que pensaram e grandes foram os homens que fizeram. Maiores ainda, no entanto, foram os homens que pensaram e transformaram suas idéias em ação. E aqui, sem juízo de valor quanto ao fato de que algumas idéias tenham se transformado em más ações.

O importante é que tudo começa com a "tomada de consciência". E ter consciência é algo que dói. Sábado, por exemplo, não pude apagar todas as luzes da casa (a lâmpada de cabeceira permaneceu acesa) e tão pouco a televisão. O apagar das luzes aconteceu justamente no horário dos dois programas prediletos da minha filha de dois anos, a Condessa: "Os Backyardigans" e "Piggle Winks" (confesso: são também os meus prediletos). Tudo o mais foi desligado.

Resultado: uma hora de dor e uma hora de prazer. Dor pela dúvida da consciência; prazer por ter aproveitado essa hora para ficar com a minha filha, em vez de ficar aqui, no computador, escrevendo e gastando "luz". Dor porque durante uma hora um pensamento não saiu da consciência: fiz a minha parte? Ou sera que apenas escrevo filosofia? Terei conseguido ser um homem que pensa e faz? Ou apenas "faço de conta"?

O que aconteceu comigo, é o que gostaríamos que acontecesse com todos: a dor. A dor do pensar, a dor da conciência. Mas também o prazer; o prazer de descobrir que há vida além do consumo, do exagerado conforto, do pensar somente em si.

U'a mobilização tomará conta do planeta hoje: a "Earth Hour". Cidades de 35 países, incluindo o Brasil, e cidadãos do mundo todo apagarão as luzes e eletrodomésticos das 20h às 21h.

Reproduzo notícia do Yahoo!:

"Sydney (Austrália), 28 mar (EFE).- Cidades de 35 países de todo o mundo, incluindo o Brasil, se inscreveram até o momento para participar da "Earth Hour", uma iniciativa contra a mudança climática lançada pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) na Austrália.


Além do Brasil, a lista do WWF inclui Espanha, Argentina, Bolívia, México, Uruguai e Venezuela, entre vários outros países.

A "Earth Hour" consiste em apagar neste sábado, das 20h às 21h, luzes e eletrodomésticos por uma hora.

"A mobilização se transformou em um acontecimento mundial muito maior do que poderíamos imaginar", disse hoje o porta-voz da organização, Andy Ridley.

"Já são quase 400 cidades, 18.876 empresas e 257.165 cidadãos que se registraram na página do evento, mas sabemos, pela experiência do ano passado, que muitas pessoas apagam as luzes sem se inscrever", disse Ridley.

Em 2007, a "Earth Hour" aconteceu somente em Sydney e reuniu mais de 2 milhões de pessoas, segundo uma pesquisa, além de 2.100 empresas, cinemas, teatros, restaurantes, bares, discotecas, clubes esportivos, escolas e igrejas.

Os organizadores acreditam que a edição deste ano vai superar os 30 milhões de pessoas na Austrália, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Filipinas, Israel, Irlanda e Tailândia, entre outros.

É "surpreendente como alguns países, nos quais não há nem representação do WWF, também estão preparando atos espetaculares", expressou Ridley. EFE mg/mh"


E você? Apagará as luzes nessa hora? Parece fácil? Pois não é! Devo admitir que mesmo na minha casa não será fácil descobrir o que fazer, no escuro, com uma criança pequena, justo no horário em que ela está acostumada a tomar banho.

Mas é justamente esse o desafio proposto: mais do que um simples apagar luzes, significa o desafio de repensar nossas opções de vida. Quem sabe aproveitamos essa hora (mesmo que de luz acesa) para pensar em como viveríamos, hoje em dia, sem energia elétrica? Quem sabe aproveitamos para dar a devida dimensão para algo que basta "apertar o interruptor" e ela vem?

Um dos primeiros (e grande) problemas que perceberemos com as mudanças climáticas que estão ocorrendo, é uma mudança no regime das chuvas. Ora, a energia elétrica vem da chuva, não é mesmo? Usar racionalmente a energia elétrica significa aprender a conviver com a sua possível falta. Mas a coisa toda não deve parar por aí: a "Earth Hour" deve servir para que todos os dias façamos a nossa "Earth Hour", o quem sabe alguns "Earth Minute", desligando o "stand by" da televisão, do som, a tela do computador quando não estivermos por perto, etc.

Se a natureza agradecerá, imagina o seu bolso no final do mês. FAÇA A SUA PARTE!
solidariedade.jpgHoje, pra variar, vamos falar de meio ambiente. Mas não de árvores, rios, poluição, lixo, sacolas plásticas, aquecimento global...

Vamos falar de um meio ambiente por vezes - e no mais das vezes - esquecido: o meio ambiente humano. E é a parcela do meio ambiente mais ameaçada de extinção, embora não conste de nenhuma "lista vermelha".

Desenvolvemos, ao longo da história, uma incrível habilidade para destruir tudo o que nos cerca. O ser humano é o único animal cuja existência causa desequilíbrio na natureza:
transforma elementos naturais em objetos desnecessários. Pior, somos literalmente forçados a acreditar que precisamos desses objetos. Confundimos existência digna com excesso, travestido, esse, de "conforto". E nos esquecemos de alguns bilhões que sequer água têm para beber.

Alguns mais céticos talvez possam dizer que apenas escrever em blogs não resolverá o problema. Nós, do Faça a sua parte acreditamos que sim, pois escrever e transmitir o que se escreve espalha consciência. E é de consciência sobre os problemas que causamos ao  meio ambiente que precisamos.

É com a consciência que hoje começa a se espalhar, com a colaboração de todos os que participaram da blogagem sobre o dia mundial da água, que vamos conseguir salvar o ser humano da extinção. O meio ambiente humano é isso: relação humana e consciência.

Queremos agradecer a todos os que perceberam a importância de dedicar um pouco do seu tempo para estudar, pesquisar e escrever sobre a água. Temos hoje, graças a vocês, um manancial de conhecimentos sobre a água, que estará disponível no Calendário Verde (os links estarão lá). À Meire e ao Oscar, pela divulgação ao longo da semana.

Um especial agradecimento a Luma. É graças ao meio ambiente humano que ela criou em torno de si, que podemos dizer  que essa blogagem foi um sucesso. Obrigado, Luma.

Imagem daqui.
O dia 22 de março comemora o Dia Mundial da Água. Nesse dia teremos mais uma edição da  postagem coletiva do Faça a sua parte.

A ONU escolheu 2008 como o "Ano Internacional do Saneamento". O Dia Mundial da Águá fará parte dos eventos programados.

A Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a resolução A/RES/47/193 de 22 de dezembro de 1992 (p. 22/02/93), através da qual 22 de março de cada ano seria declarado Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 93, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (sobre recursos hídricos) da Agenda 21. E através da Lei n.º 10.670, de 14 de maio de 2003, o Congresso Nacional Brasileiro instituiu o Dia Nacional da Água na mesma data.

Visite o Calendário Verde do Faça a sua parte e leia mais sobre o Dia Mundial da água. Clique no banner e informe-se. Veja porque o saneamento é um tema importante não apenas para o meio ambiente, mas para todos nós.

A Terra deveria chamar-se ÁGUA. Pense nisso. Há muita coisa para ser escrita. PARTICIPE! Faça seu post e deixe aqui um comentário com o link. No dia 22 faremos um lista com os participantes. Depois, a lista será incorporada ao Calendário Verde do Faça a sua parte e seu post servirá de fonte de consulta para estudantes e para todos os que buscam informações e conhecimentos sobre a natureza.


Blogs participantes:

São já quatro anos que os responsáveis por um dos programas de maior audiência dos finais de tarde italianos, levam avante essa campanha. O programa é "Caterpillar" e a campanha "M'illumino di meno" que quer dizer me ilumino de menos, quase que nem precisando de tradução. Além de ser um dos espaços radiofônicos de maior prestigio pois trata de problemas os mais variados e sempre com uma veia irônica, um de seus temas fortes é a conservação da natureza. Nessa quarta edição, foi introduzida a palavra "internacional" no subtítulo, o que demonstra que os promotores acreditam no sucesso e no alargamento da iniciativa, em face à enorme resposta positiva dos italianos nos últimos três anos.

A idéia é simplicíssima. Trata-se de apagar todas as luzes precisamente às 18 horas do dia 15 de fevereiro. Na verdade não se busca somente a economia de uns poucos Watts nesse dia, mas sim criar um evento notável que tem a capacidade de chamar a atenção dos cidadãos que não estão ligados a essa problemática, além de gerar debate.

Porque o desafio, inclusive o deste blog, é o de poder falar e sensibilizar um publico que vai além dos que normalmente se preocupam com o tema. Quem chega ao blog é porque um minimo de interesse tem e isso é ótimo. Mas é gente que está no mais das vezes, já fazendo sua parte. Ações como essa tem portanto o grande mérito de arregimentar as mentes distraídas. O que não é pouco.

Se conseguíssemos no Brasil criar algo do tipo, um grande passo teria sido dado. Aqui, no ano passado, até os palácios do governo em Roma apagaram suas luzes. Vamos ver o que podemos fazer a respeito.

Esse é um grande problema.

Vivemos em uma cultura que privilegia - e fortemente - as diferenças de gênero. Homem é Homem, mulher é Mulher. Masculino e feminino.

Há pouco começamos a aceitar com naturalidade que opção sexual não tem nada a ver com gênero. E, se nesse aspecto já é difícil, o que imaginar quando falamos de simples comportamentos como carregar uma bolsa.

Lembro-me do iniício da minha adolescência. Quase final do movimento hippie. Apesar de ser conhecido como o tempo da libertação das mulheres, foi também o tempo de libertação dos homens. Cabelos compridos, calças "boca-de-sino", colares, pulseiras, brincos e... bolsas.

Usei tudo isso. Era permitido. Era a moda que o mundo aceitava.

Dexou de ser! Regredimos ao tempo dos nossos pais e avós. Homens de cabelos compridos são vistos como sinal de imaturidade. No máximo, se presos em um "rabo-de-cavalo", são vistos como "autênticos". Brincos tornaram-se naturais. Mas bolsas não!

As bolsas permaneceram o reduto das mulheres. Pra tentar quebrar o nosso galho, inventaram a "capanga". Nome duro, lembra os parceiros de "machareza", os capangas. Convinha ao uso dos homens. Afinal, não era uma bolsa, era uma "capanga".

Certo, não levo tudo quanto as mulheres levam numa bolsa, mas levo quase: carteira, celular, cigarro, isqueiro, chaves, moedas, caneta...

Dia desses, minha filha ao me ver, caiu em gargalhadas. Tá rindo do quê? Perguntei. É que cada vez que te vejo com essa bolsa... Na verdade, não é uma bolsa, mas uma "capanga" comprada em Fortaleza. Me acompanha há quatro anos. Menos no trabalho, pois lá ando de "pasta executivo", com todas as mesmas coisas...

Transponha-se tudo isso para um supermercado!

Não bastasse a estranheza que causaria qualquer ser humano - seja do gênero que for - ao recusar as sacolas plásticas, mais ainda se vinda de um homem carregando sacolas de pano. Pois está na hora de mudar tudo isso.

Homem também usa sacola retornável no super!

Afinal, em muitas famílias são os homens que vão ao super...
O Faça a sua parte lança a campanha "Faça do Verde o seu Dia!" e torna público o "Calendário Verde do Faça a sua parte".


calgrande01.jpg
O calendário pretende ser um centro de informações sobre datas importantes do meio ambiente. Não perca tempo procurando por aí. Visite o calendário (clique na imagem acima) e descubra como e porque surgem as datas e o que elas significam, além de muitos links com material sobre elas.

Ele será nosso guia para a campanha "Faça do Verde o seu Dia!". Ao longo do ano selecionaremos algumas datas para postagens coletivas.

Participe!

A próxima data é o Dia Internacional das Zonas Úmidas, a ser comemorada no próximo dia 2 de fevereiro. Visite o calendário e descubra porque as chamadas Zonas Úmidas são tão importantes.

Faça seu post.
Você estará fazendo a sua parte.
Assim como nós.

Essa data também é importante no Brasil, pois é o dia de Yemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes, além de ser início, em 2008, da maior festa do Planeta Terra: o carnaval. Assim, se você vai aproveitar o feriado para viajar, não tem problema, deixe seu post programado para o dia 2 e deixe um comentário aqui avisando, que, no sábado, colocaremos os links de todos quantos participarem.

O calendário está em permanente construção. Se você quer colaborar, mande suas sugestões de datas, links, informações ou qualquer coisa que julgar importante,  para "facaasuaparte ARROBA gmail PONTO com".

Copie o selinho e o link que está na barra lateral direita e cole no seu blog. Divulgue!

Faça do Verde o seu Dia!

Os recifes de corais vêm sofrendo muito em tempos de mudanças climáticas. Nada mais justo, então, que em 2008 dediquemos uma parcela de nosso tempo a falar deles e que esse seja enfim o Ano Internacional dos Recifes de Corais. Discutir e agir pelos recifes de corais do mundo para que eles ainda existam no futuro é mais que uma alternativa: é uma necessidade, principalmente perante previsões bastante desalentadoras...


Vamos inundar a blogosfera com água salgada, crinóides e peixes recifais em 2008. Preparados para o mergulho?


Ano-dos-recifes-de-corais.jpg

O Fábio Yabu, do Mude o Mundo, lançou a série Mude o Mundo de cartões de Natal e Ano Novo. Para podermos desejar boas festas aos nossos queridos de maneira sustentável.
Como estarei fora do ar durante esse período, queria deixar aqui a dica e aproveitar para mandar meus votos também.
Mas continuem visitando o blog, pois os outros colaboradores continuam por aqui, para entreter e informar. :-)
Que, em 2008, possamos, cada vez mais, fazer a nossa parte.
Recebi esta carta da Avaaz, uma organização não-governamental cujo objetivo é fazer com que a vontade da população mundial seja conhecida por aqueles que detêm o poder. Eles estão em Bali, e as coisas, como vocês devem saber, não estão progredindo como deveriam. Eis o apelo da Avaaz:

Caros amigos,
Os EUA, Canadá e Japão estão boicotando o encontro da ONU em Bali - veja nossa petição de emergência para salvar as negociações, assine automaticamente clicando abaixo!
"Pedimos com urgência que os Estados Unidos, o Canadá e o Japão parem de bloquear as metas de redução de emissões para 2020. E que os outros países se recusem a aceitar qualquer proposta inferior."
Estamos aqui em Bali para o encontro da ONU sobre mudanças climáticas e infelizmente nossas notícias não são boas. A princípio tudo parecia bem, os negociadores estavam chegando a um consenso de que os países desenvolvidos deveriam se comprometer a metas pós-Kyoto de redução de emissão de CO2 até 2020. Esse seria um passo crucial, segundo os cientistas do Painel Intragovernamental sobre Mudanças Climáticas, para se evitar sérias catástrofes relacionadas ao aquecimento global. Mas hoje a má notícia chegou: os Estados Unidos, Canadá e Japão rejeitaram qualquer menção aos cortes de emissão no tratado pós-Kyoto. Agora, os outros países estão em cima do muro e a todo momento as diretrizes do novo tratado mudam. Não podemos deixar que três governos boicotem um processo pelo qual o mundo todo está aguardando. Por isso estamos lançando uma petição de emergência para pressionar os negociadores antes que o encontro chegue ao fim essa sexta-feira. A equipe da Avaaz em Bali irá entregar essa mensagem de toda forma possível – diretamente ás delegações presentes, em espaços públicos do encontro e através de um anúncio no principal jornal da Indonésia – o Jakarta Times. A petição pede que os Estados Unidos, Canadá e Japão aceitem as metas do acordo pós-Kyoto e que o resto do mundo não se contente com nada menos do que isso. Tome um minuto do seu tempo e clique no link para ver e assinar a petição de emergência para os Estados Unidos, Japão e Canadá:
Hoje se completa 10 anos desde a assinatura do Protocolo de Kyoto. Não podemos deixar que os Estados Unidos, o Japão e o Canadá levarem a melhor. Milhares de membros canadenses da Avaaz lançaram uma campanha pedindo para seu governo não os traírem, os membros japoneses estão escrevendo para seus líderes e os americanos estão enviando mensagens para Bali. O Al Gore e outros membros do Congresso Americano também estão chegando á Bali dizendo para os negociadores ignorarem a delegação oficial dos Estados Unidos pois ela não os representa. De todos os cantos do planeta todos nós podemos nos mobilizar para fazer parte do encontro de Bali ao assinar essa petição de emergência. Nossa equipe fará de tudo para representar a voz global em Bali e pressionar os negociadores por um tratado que tanto esperamos. Mobilize-se agora e espalhe a notícia para seus amigos, só temos até sexta-feira.
Com esperança e determinação Paul, Ricken, Galit, Ben, Iain, Graziela, Milena e toda a equipe da Avaaz
PS. A Avaaz foi a única organização a ganhar permissão para marchar dentro do espaço do encontro sábado passado. Enquanto centenas de milhares de pessoas marcharam ao redor do mundo nós trouxemos mais de meio milhão de assinaturas colhidos pela nossa mobilização virtual para o coração das negociações. Carregamos com orgulho as faixas e as bandeiras representando os membros de todos os países que apóiam a campanha. Também estamos sediando o Prêmio Fóssil do Climate Action Network – uma rede de ONGs ambientais presentes em Bali – veja o vídeo da premiação - http://www.avaaz.org/fossils (não traduzido para o Português).

A Terra pede socorro.
(Imagem do site da Avaaz.)
O Greenpeace está de campanha nova. Uma corrente pelo desmatamento zero na Amazônia. Como joaninhas são seres sensíveis e adoram mato, eu já fui lá encher o saco do Lula. Explico: quando sobrevoei o Pará e o Amazonas, em 1992, a bordo dos velhos Tucanos da Esquadrilha da Fumaça, eu vi o que se faz com a mata. A gente via, a 200/300 metros de altura, as verdadeiras clareiras surgindo na floresta, e os fiozinhos de fumaça. Ação humana. Quinze anos depois, através dos velhos jornais e revistas, sei que a situação só fez piorar. Conhecida como pulmão do mundo, a nossa floresta precisa ser preservada. E frente à pressão do biocombustível, que já tomou as terras de São Paulo (o interior virou um canavial só, é impressionante), acho muito improvável que a Amazônia resista. As imagens de satélite estão aí, ano a ano, mostrando o avanço das áreas vermelhas. Há pressão internacional, o Brasil faz discurso verde - e a gente conhece bem como funciona a burocracia tupiniquim: por fora bela viola, por dentro pão bolorento. E já que estamos na era do digital, vambora lá, dar um abração neste pedaço de Brasil - que também é nosso. via O Escriba
Sou uma resmungona. Sou capaz de falar horas sobre os descalabros com o meio ambiente, com o planeta, entre nós mesmos. E, depois da pesquisa do Ibope que diz que o brasileiro sabe o que fazer, mas não faz, resolvi que o negócio é fazer. Ainda bem que o título deste blog é Faça a sua Parte. A cada dia um passinho. Você faz, depois esquece, aí faz de novo e quando vai ver, a mudança se transforma em hábito. A lista abaixo surgiu ao longo de muitos anos de olho na saúde do planeta azul.

Ações que adotei:

  • Separar o lixo reciclável + reduzir o consumo de embalagens não recicláveis/reaproveitáveis.
  • Lâmpadas econômicas na casa toda
  • Reduzi o uso absovente externo. Como as fraldas descartáveis, eles não são recicláveis. Os internos são de puro algodão.
  • Uso aquecimento a gás para o banho
  • "Salvei" três gatos da morte certa no Centro de Controle de Zoonoses. São lindos, carinhosos e fidelíssimos.
  • O jornal, as revistas e as latas de alumínio são "doados" à zeladora, que ganha um trocado vendendo para a reciclagem.
  • Evito PET. Não é reciclado, acaba no rio. Já vi o Pinheiros coberto de garrafas verdes. As latinhas, por outro lado, sempre terminam com catadores.
  • Quando compro cosméticos e produtos de beleza, me certifico de que não foram testados em animais.
  • Prefiro produtos que têm refil.
  • Evito produtos que não são biodegradáveis.
  • Levo minha própria sacola ao supermercado.
  • Fecho a torneira para escovar os dentes. Banhos são "curtos" (não tanto quanto deveriam, confesso). Ensinei a faxineira a lavar a cozinha com a água da máquina de lavar louça. Lavo a louça com a torneira fechada - e ainda vou aprender a lavar na bacia...
  • Prefiro móveis em madeira reciclada.
  • Alimentos orgânicos (não usam agrotóxico, que mais que detonar a saúde da gente, detona o entorno da plantação).
  • Pilhas e baterias vão para lojas que as recolhem. Apesar da pilha comum estar liberada no lixo, não coloco lá. Sempre que dá, escolho usar as recarregáveis.
  • Aviso a prefeitura sobre bueiros entupidos.
  • Ainda não consegui resolver a questão de como reciclar equipamentos. Tenho um teclado defeituoso, uma impressora "morta", quase uma centena de disquetes (:D) e um tanto de CDs que ainda não encontraram um destino bacana.

Hoje, dia 15, é dia da Ação dos blogues. O tema dessa blogagem coletiva é Meio Ambiente. É fácil falar sobre o assunto. O difícil é conscietizar as pessoas a mudarem seus hábitos de consumo e abrirem mão do conforto a favor da preservação da natureza.

Desde que comecei a participar da ação proposta pelo Faça a sua parte, percebi que há uma resistência dos empresários em diminuir a quantidade de plástico em seus produtos. As embalagens trazem tantas camadas de plástico que é de arrepiar. E os funcionários colocam tantos sacos plásticos para embalar os produtos, que chega a ser engraçado: eles colocam e eu retiro. O que pode ser colocado no bolso ou na sacola que sempre levo, não precisa de plástico que , faltamente irá parar no lixo e, conseqüentemente na natureza.

Hoje eu vivo mais preocupada com as crianças. Elas é que sentirão os efeitos de nossa irresponsabilidade. Se não se firmar um acordo, um pacto entre a sociedade e a própria sociedade no sentido de se preservar os recursos naturais, não teremos muito o que deixar para nossos filhos e netos. É importante que todos, Estado e sociedade, tracem metas de preservação, de desenvolvimento sustentável e trabalhem para cumpri-las. O que não se pode é ficar de braços cruzados e nada se fazer, colocando em risco a vida em nosso planeta.

Quando optamos por uma vida mais saudável e um consumo responsável dos recursos naturais, estamos preservando não só o meio ambiente, mas o direito à vida para nossas crianças. A minha netinha, a Princesinha pega um copo de água e pergunta para minhas plantas: “tá com sede?” E entorna a água na terra. Depois faz carinho nas folhagens. Perfeita integração entre homem e natureza. Que este mundo não vire um enorme globo de plástico…

imagem

No início de agosto, vi essa foto no Real Climate que me deixou perturbada:

Artic ice cap
(Foto originalmente pertencente à Universidade do Illinois.)

Em rosa, vemos o chamado "valor mínimo de extensão do Ártico". Explico melhor. Todo ano, os polos derretem um pouco no verão e recongelam durante o inverno. Ou seja, há um equilíbrio de gelo nessas regiões, mas é um equilíbrio dinâmico, que gera gráficos em ziguezague, onde o importante são as tendências para onde os gráficos vão com o passar do tempo (pra cima, pra baixo ou estáveis). Em geral, a primeira quinzena de setembro é quando a quantidade de gelo no Ártico chega ao menor nível, todo ano. Isso acontece porque esse período marca o fim do verão no hemisfério norte, ou seja, o fim da época quente que favorece o derretimento das calotas. É claro, há séculos esse ciclo derrete-congela acontece, e o valor mínimo de extensão não varia abruptamente. Ou seja, o gráfico tem se mostrado estável, na maior parte do tempo histórico.

É quando a figura aí em cima se torna perturbadora. Ela mostra que no início de agosto desse ano, a área de derretimento já era de 1.2 milhões de km2, e pior, mostrava que comparado aos dados de setembro de 79, a área derretida aumentou muito mais que o normal. E ainda faltava chegar no mês de setembro, quando o verão efetivamente terminaria.

Eis que setembro chegou, e os dados foram ficando cada vez mais assustadores. Até que em outubro, finalmente se chegou à triste conclusão de que 2007 foi um ano histórico pro clima mundial: nunca o Ártico derretera tanto num verão, desde que se começou a medir tal valor. (O NYTimes fez uma reportagem clara sobre o fato, e acompanhou-a com uma animação em flash que mostra esse derretimento nos últimos 4 anos. A animação, assim como a foto acima, é também impressionante.)

Devido a esse derretimento todo, 2007 foi o ano em que pela primeira vez na história recente da humanidade, a passagem noroeste do pólo, um atalho que liga a Europa a Ásia e antes era impossível de ser ultrapassado devido ao gelo, ficou navegável. Essa mera abertura de navegação muito antes de se tornar motivo de preocupação ambiental, se tornou disputa político-econômica para Rússia, Dinamarca e Canadá, que agora trocam farpas sobre quem é o dono dos recursos minerais no subsolo da área, analisando cadeias montanhosas submarinas e afins. A Rússia chegou ao ponto de plantar uma bandeira a 4 km de profundidade, clamando que o Ártico é deles. O Canadá iniciou então uma operação de "soberania". Depois pensa-se o que fazer com flora, fauna e habitantes da região, é claro.

Mas não é só a extensão de gelo do Ártico que vem diminuindo. Nos últimos 6 anos, a taxa de diminuição da camada de gelo do solo na região foi de 50%, ou seja, a espessura do gelo também diminuiu muito. Nesse ritmo alucinado de derretimento, já há previsões científicas de que o Ártico desaparecerá por completo em 23 anos; ou seja, em tempo geológico, amanhã.
A geografia da região vem se alterando drasticamente, e ilhas na Groenlândia vêm surgindo onde antes apenas gelo predominava. Algumas espécies animais já vêm sofrendo as consequências desse derretimento acelerado. Morsas, por exemplo, foram se alimentar nas praias do Alaska, já que seu hábitat natural de verão desapareceu. De acordo com um artigo recente do famoso pesquisador de clima da NASA Jim Hansen (link em pdf), o aumento de temperatura global está chegando num "tipping point", ou seja naquele ponto "x" em que não adiantará fazer muito mais para reverter o quadro do paciente, e grandes mudanças acontecerão inevitavelmente. Ficaremos sem Ártico no verão.

E o que isso implicará? A resposta mais honesta é: não se sabe. Já há registros de aumento de terremotos na Groenlândia, mas seriam eles apenas reflexos do processo de derretimento? Há previsões sobre o aumento do nível dos mares globais que deixariam países-atóis do Pacífico debaixo d'água - e a maioria deles vem tentando fazer acordos de realocação com países próximos, como Austrália e Nova Zelândia, a fim de se preparar para quando o mar invadir. Existem outras hipóteses do que pode acontecer ao planeta, mas o nível de incerteza ainda é elevado para se afirmar qualquer coisa.

O único fato é: o planeta vai mudar. Ou talvez antropocentricamente pensando, tentar se defender à forma dele, das agressões que vem sofrendo. E nossa atitude vai ter que mudar também nesse mundo novo, sem gelo no pólo norte e mais propenso a catástrofes climáticas gerais. É preciso antes de tudo investir em tecnologias que possam amenizar a mudança drástica, principalmente aquelas relacionadas a alternativas energéticas pro processo de existência humano. Diminuir gases que colaboram com o aumento da temperatura atmosférica. Reformular todo o sistema de pensar das pessoas, como bem disse o mais recente prêmio Nobel da Paz Al Gore, em entrevista na Rolling Stone (link via Pedro Doria).

Só assim o derretimento do Ártico não se tornará um horizonte negro para nossa existência na Terra.

Horizonte-negro


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*Esse post faz parte da comemoração do Blog Action Day 2007, cujo tema escolhido é Meio Ambiente. Blogs do mundo inteiro estão falando sobre o tema no dia de hoje, na tentativa de fazer com que as pessoas discutam meio ambiente para um melhor futuro. Visite, comente, participe. Assim o dia terá feito (um pouquinho que seja...) a diferença merecida. :)

Bloggers Unite - Blog Action Day

Voltamos a lembrar: Blog Action Day

Bloggers Unite - Blog Action Day Mobilização mundial dos blogs para falar sobre um tema único. O tema desse ano é Meio Ambiente. A data é especial e todo blog, independente do assunto de que trata normalmente, é convidado a participar do evento. Blogs de viagem podem, por exemplo, discutir sobre ecoturismo; blogs de piadas, fazer reflexões bem-humoradas sobre a questão ambiental - e assim sucessivamente. Guarde a data na agenda, cadastre seu blog no site do Blog Action Day e prepare o post. Publique no dia 15 de outubro , em seu blog!

Participe! 15 de outubro: dia de falar sobre o meio ambiente na blogosfera.

Faça a sua parte!

Dia 15 de outubro está sendo planejada uma mobilização mundial dos blogs para falar sobre um tema único - é o chamado Blog Action Day. O tema desse ano é Meio Ambiente. Nós aqui no Faça a sua parte escrevemos sempre sobre o tema, mas vale lembrar que a data é especial e que todo blog, independente do assunto que trata normalmente, é convidado a participar do evento. Blogs de viagem podem por exemplo discutir sobre ecoturismo; blogs de piadas, fazer reflexões bem-humoradas sobre a questão ambiental - e assim sucessivamente.

Guarde a data na agenda, cadastre seu blog no site do Blog Action Day e prepare o post. É 15 de outubro: dia de falar sobre o meio ambiente no universo da blogosfera.

(Via Favoritos by Luiza Voll)
Recebi o aviso por e-mail agora. A Porto Seguro, em parceria com o Instituto Triângulo promove uma ecoatividade: o seu óleo de cozinha por sabão ecológico. De 20 a 31 de agosto, os postos Porto Seguro de S. Paulo recebem o óleo de cozinha em garrafas PET e dão em troca duas pedras de sabão ecológico - produzido com materiais poluentes, se transforma em produto ecológico (e economicamente rentável), o que desperta os consumidores para o consumo consciente.
Os postos da Porto Seguro atenderão de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h30.
Veja a relação:
Tatuapé - R. Azevedo Soares, 1043
Pacaembu - Av. Pacaembu, 35
Paulista - Av. Paulista, 91
S. Bernardo do Campo - R. Atlântica, 585
Osasco - Av. Corifeu de Azevedo Marques, 5090
Santana - Av. Nova Cantareira, 764
Indianópolis - Av. Indianópolis, 1267
Santo André - Av. Portugal, 1285
Guarulhos - Av. Dr. Renato de Andrade Maia, 1325

Lembre-se: um litro de óleo de cozinha contamina um milhão de litros de água - o consumo de uma pessoa por 14 anos. Recicle!
Dia 22 de setembro. Marquem a data, divulguem, contem para todo mundo. Este dia - e, faço votos, sempre que for possível - os carros ficarão na garagem. É o Dia Mundial Sem Carro.
Um dia para conhecer a sua cidade de outros ângulos: do topo dos ônibus, da profundidade dos metrôs, com a graça dos trens, o sussurrar do vento da bicicleta, o velho e bom caminhar pelas calçadas.
Aqui em S. Paulo, a ONG Nossa São Paulo, que acaba de ser fundada por Oded Grajew se adona da idéia. Mas a história já acontece há muitos anos, divulgada pelo Rua Viva. E, para este ano, parece que haverá experiências bacanas na TV Cultura. A conferir.
O melhor é ver que cada vez mais gente (e dinheiro) se aglutina em torno de idéias que promovem bem-estar. Porque aturar esse tanto de carros nas ruas, ninguém merece. O que no Brasil parece bobagem, em Nova Iorque será obrigatório: o prefeito de lá, contou Gilberto Dimenstein em julho, determinou, na marra, que os táxis sejam menos poluentes, quadruplicou a área das ciclovias e, para completar, prometeu cobrar R$ 16 para cada carro que circular em Manhattan. Palmas para Bloomberg. Se o cara sair candidato à presidência, como dizem, estarei na torcida.
Privilegiar o transporte individual acima do coletivo é pernicioso - para os indivíduos e para o planeta. Meu consumo anual de carbono, descobri, é mínimo. Quem tem carro, entretanto, deve muito ao planeta. E, segundo matéria de hoje, na Folha Online, não há biocombustível que resolva.
Enquanto os cientistas tentam resolver a equação, eu não uso carro. Vendi no começo do ano e sou uma mulher feliz - e livre para escolher meu meio de transporte. E, confesso: quando estou cansada, cansadíssima, apelo para o táxi. O meio ambiente - e o meu bolso - agradecem.
Denise1No ano passado, fiz esse post como parte da blogagem coletiva proposta pela Lucia Malla, no Dia da Terra. Agora, na blogagem coletiva sobre amamentação, achei que o post deveria ser divulgado por aqui, como minha primeira contribuição ao blog "Faça a sua parte".

Uma das coisas que me apaixonaram na amamentação foi a sua complexidade e as diversas formas de se trabalhar com esse tema. Apesar de parecer um ato solitário, apenas entre a mãe e o bebê, a amamentação envolve muito mais - garantia de direitos humanos e trabalhistas, gênero, educação, luta contra promoção indiscriminada de alimentos infantis e... ecologia.


Impacto Ambiental da Alimentação por Mamadeira

Desperdícios

Se todo bebê norte-americano recebesse mamadeira, quase 86.000 toneladas de alumínio seriam usadas nas 550 milhões de latas de leite descartáveis. Se as latas tiverem rótulos de papel, somam-se outras 1230 toneladas de papel às enormes quantidades de papel brilhante usadas na propaganda do produto. Embora algumas latas sejam reutilizadas, grande parte do metal e papel seria jogada fora e raramente reciclada.

Os leites para bebês vêm sendo, crescentemente, comercializados na forma de alimento pronto-para uso, em caixas feitas a partir de uma mistura de materiais e, conseqüentemente, impossíveis de serem recicladas.
Denise2Mamadeiras, bicos e demais acessórios são feitos de plástico, vidro, borracha e silicone, geralmente reutilizáveis, mas raramente reciclados ao final de sua vida útil. A nova idéia de vender leite pronto em mamadeira, por vezes já com o bico, significa que jamais será reutilizado.

Em 1987, somente no Paquistão, 4 milhões e meio de mamadeiras foram vendidas. O número de mamadeiras por bebê é bem maior em países industrializados (a maioria dos bebês nos EUA usa pelo menos 6).

Todos estes produtos desperdiçam recursos naturais (estanho, papel, vidro, etc), causam poluição desnecessária na sua produção e empacotamento e proporcionam um problema de lixo.

Os plásticos representam uma preocupação especial, pois a maioria deriva do petróleo, um recurso chave, e sua produção causa poluição. São raramente reciclados pela ausência de equipamentos adequados e dificuldade em separar os diversos tipos. São virtualmente indestrutíveis e permanecem como poluentes quando jogados fora.

O nome dos chamados plásticos biodegradáveis é errado, pois apenas um dos seus elementos é orgânico e se biodegrada deixando pedaços muito pequenos como poluentes - pelo menos os plásticos "não biodegradáveis" podem ser removidos e reciclados ou destruídos adequadamente. A fumaça resultante de sua incineração pode conter dioxinas e outros tóxicos.


Água

Denise3Ao preparar o leite artificial, a mãe deve esterilizar a água e os utensílios.

Água e energia para fervura são facilmente disponíveis no mundo industrializado,
mas não é uma razão para desperdício.

A energia geralmente vem de usinas convencionais e nucleares que poluem o meio ambiente.

A falta de água não é comum nos países desenvolvidos, mas em 1975 a OMS estimava que 60% das pessoas em países menos desenvolvidos não tinham acesso a água suficiente. Não é raro que, em algumas partes da África, as mulheres gastem 5 horas por dia buscando água. Um bebê de 3 meses alimentado por mamadeira necessita de 1 litro de água por dia para adicionar ao leite e outros 2 para ferver bicos e mamadeiras15. Além disso, deve-se somar a água necessária para lavar e enxaguar.

A lenha também é um recurso precioso em alguns países em desenvolvimento e tem sido usada em rítmo alarmante. Gasta-se 200g de madeira para ferver 1 litro de água. Assim, em um ano, uma criança alimentada artificialmente consumiria pelo menos 73 kg de valiosa madeira.

Líquidos esterilizantes comercializados são comumente usados para limpar a maioria das mamadeiras e bicos em muitos países industrializados. A maioria deles usa como base água sanitária clorada e a produção de ácido clorídrico está relacionada à emissão de dioxinas.


A Indústria Leiteira

Denise4Seriam necessárias 135 milhões de vacas leiteiras para substituir o leite de mulheres só da Índia. Cada vaca precisa de cerca de 10.000 m2 de pasto, o que significa dedicar 43% da área da Índia à pastagem (uma área equivalente a 6 vezes o tamanho da Grã-Bretanha) para substituir o leite materno.

Para criar pastagens é preciso desmatar, o que leva, conseqüentemente, à erosão e exaustão do solo, ao aumento de gases que contribuem para o efeito estufa, além da redução de flora e fauna decorrente da mudança do solo. Para se produzir um quilo de leite para bebê, gasta-se no México, 12.5 m2 de floresta tropical.

As vacas liberam metano, gás importante para o fenômeno estufa, através de flatus e fezes aumentando a poluição atmosférica. O gado produz 100 milhões de toneladas anuais de metano, 20% do total. A eliminação do excremento é um problema por si só e geralmente causa poluição de rios e do subsolo.

A criação de gado contribui também para a formação da chuva ácida. A amônia dos currais reage com o dióxido de enxofre (presente no ar em países desenvolvidos) produzindo sulfato de amônia que ataca as folhas e se converte em ácidos nítrico e sulfúrico quando atinge o solo. A criação intensiva de gado, comum nos países onde a maior parte do leite artificial é produzida, exacerba este problema.

Os fertilizantes nitrogenados muito solúveis usados na produção de ração para vacas leiteiras podem contaminar os lençóis de água. Um milhão e meio de pessoas na Grã-Bretanha bebem água com níveis de nitrato acima dos estipulados pela Comunidade Econômica Européia.

Fertilizantes nitrogenados e detritos animais são as duas principais causas do excesso de plantas em lagos e rios (o lago ou riacho
se torna rico em nutrientes causando crescimento excessivo das plantas). Sua decomposição consome todo o oxigênio da água, causando mau cheiro e matando a vida existente. Estima-se que o custo para limpar águas poluídas por nitrato, de apenas uma região da Grã-Bretanha, será de 200 milhões de libras.


Processamento e Transporte
Denise5A maior partes dos leites artificiais é leite de vaca pasteurizado e convertido em pó. O leite é desnatado, filtrado e aquecido entre 95 a 105ºC durante 14-20 segundos, homogeneizado, resfriado e secado com 5 jato de aproximadamente 73ºC e borrifado em um ambiente de 160ºC. A fabricação do leite de soja é semelhante.

A energia necessária para atingir as temperaturas e os procedimentos mecânicos adequados causam poluição do ar (chuva ácida e efeito estufa), bem como a utilização de recursos naturais como combustível. O leite ou soja, ingredientes principais dos leites infantis artificiais, são misturados a um coquetel de substâncias
industrializadas.

O leite geralmente viaja distâncias consideráveis antes de ser processado e a lata, o papel, as mamadeiras, etc, também devem ser transportados.

Depois de empacotado, o leite é levado ao consumidor. O Equador, por exemplo, importa leite dos EUA, Irlanda, Suiça e Holanda. Outros países exportadores incluem o Japão, França, Alemanha, Dinamarca, Grã-Bretanha e Nova Zelândia; a maioria dos países importa leite de lugares distantes. Não há dados exatos sobre a poluição causada por este transporte desnecessário, que é sem dúvida considerável.

(Texto de Andrew Radford, leia mais aqui.)

Atenção:

Não pretendo, com essas informações, colocar nos ombros das mulheres mais um peso e responsabilidade pelo "futuro do planeta". Minha mensagem não é que, porque a amamentação é um ato ecológico e o uso de mamadeiras é prejudicial ao meio ambiente, as mulheres devem amamentar.

O que quero deixar registrado é mais um argumento para que toda a sociedade apoie as mulheres, para que possam amamentar com prazer e tendo garantidos todos seus direitos. Amamentar não é um dever, mas é um direito da mulher.



Campanha Internacional

Denise6

A primeira vez que ouvi falar no impacto ambiental do abandono da amamentação foi na Eco 92, quando a IBFAN Rio organizou uma série de eventos pra divulgar esse tema.

Em 1997, a pedido da WABA (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno), coordenei, em nível internacional, uma campanha de esclarecimento sobre esse tema, na Semana Mundial da Amamentação.

Foi minha primeira experiência de trabalho, verdadeiramente "globalizado". Organizamos um pequeno grupo de trabalho, em Porto de Galinhas, que contou com uma venezuelana (Antonieta Hernandez), uma uruguaia (Cecilia Muxi), três brasileiros (eu, Lígia e Marcus Renato de Carvalho) e um inglês (Andrew Radford, autor do trabalho Impacto Ecológico da Alimentação por Mamadeira).

Esse grupo elaborou um esqueleto para o "folder de ação", que foi redigido por Andrew e revisado por pessoas de todos continentes. Meu ex, Paulo Santos, bolou com o cartunista Libório, toda produção gráfica e criamos um software educativo, para crianças; uma cartilha eletrônica; uma cartilha impressa e um livrinho para colorir. Todo material foi impresso na Malásia, em diversos idiomas e distribuído de lá mesmo, para quase 100 países.

Esse foi um trabalho do qual me orgulho muito, porque é uma forma fantástica de trabalhar a questão da amamentação com crianças e adolescentes que ainda não têm interesse nenhum em relação aos cuidados com bebê. Não adianta falar sobre os benefícios do leite materno, mas eles entendem muito bem e se preocupam bastante com nosso meio ambiente.


Leia mais sobre o assunto:




(Postado originalmente em 22/04/06 por Denise Arcoverde no Síndrome de Estocolmo e gentilmente cedido para publicação aqui. A Denise está agora organizando uma blogagem coletiva sobre amamentação para o dia 07 de agosto. Participe!)
Aproveitando que começou ontem a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) 2007, queria falar rapidinho sobre os benefícios da amamentação para o meio ambiente (porque os benefícios para a saúde da mãe e do bebê, além de indiscutíveis, podem ser pesquisados em fontes mais adequadas, como o Aleitamento.com, o Matrice e o Amigas do Peito, entre tantos outros sites maravilhosos sobre o assunto).

O leite do peito não requer o uso de gás ou eletricidade para ser aquecido, não produz lixo desnecessário (latas, caixas, mamadeiras, bicos, embalagens) e o único "recurso natural" gasto para produzi-lo são as calorias da mãe.

Por isso, amamente! Seu bebê, sua saúde e o meio ambiente agradecem.

Atualização - E a Lucia Malla deu a dica: a Denise Arcoverde está convocando a blogosfera para uma blogagem coletiva sobre amamentação. Participem! Informem-se, leiam os posts e saibam por que amamentar é bom para o seu bebê e para o meio ambiente.

Morei em São Paulo muitos anos e conheço bem os problemas que o trânsito causa. Lembro, sem nostalgia, dos meus olhos permanentemente vermelhos, da vida que corria sempre atrasada e da agressividade gratuita dos motoristas estressados. Convivi, por muitos anos, com buracos do metrô, construções de viadutos e alargamento de ruas e avenidas. São Paulo era – e ainda é – um eterno canteiro de obras.

O paradoxo de tentar reduzir o trânsito de veículos sem antes oferecer uma alternativa eficiente de transporte público sempre existiu, naquela que é uma das maiores cidades do mundo. Mesmo as ocasionais tentativas de mudar parte da cidade para outras regiões, transferindo empresas, universidades e criando infra-estrutura em cidades do interior, não diminuiu o problema. Os problemas de São Paulo – como de toda cidade grandesão proporcionais às suas dimensões. É mais fácil administrar cidades menores, e as soluções ali encontradas podem e devem ser adaptadas para as grandes metrópoles. Em Salvador, por exemplo, o trânsito de veículos de carga tem horário rígido no centro histórico.

Muitas cidades européias possuem as chamadas ZTL (Zonas de Tráfego Limitado), geralmente no centro da cidade. Nelas, a velocidade máxima é de 30 km/h, o trânsito é restrito a moradores, comerciantes locais e pequenos veículos de carga. As opções para quem precisa ir ao centro existem, mas funcionam se as pessoas se dispõem a mudar os próprios hábitos, mesmo quando essa mudança exige algum sacrifício. Em Piacenza, a cidade onde moro, no Centro-norte da Itália, existem estacionamentos nas periferias coligados ao centro através de micro-ônibus a cada dez minutos. Tudo grátis. Quem faz o percurso habitualmente, pode, ainda, usufruir de uma bicicleta exclusiva, fornecida pela prefeitura (como a da foto acima), pelo valor simbólico de cinco euros por ano, incluindo a manutenção. A única obrigação é repor a bicicleta, ao anoitecer, na mesma vaga de onde foi retirada, próximo ao ponto final do micro-ônibus, no centro. O cinturão viário que circunda a ZTL também possui estacionamentos com as bicicletas da prefeitura.

Outras cidades, como Florença, por exemplo, cobram pedágio dos veículos de quem não mora na cidade, assim como incentivam os habitantes à compra de bicicletas elétricas, pagando boa parte do custo de aquisição.

Paris acaba de aderir às bicicletas. A prefeitura local colocou à disposição milhares de bicicletas para aluguel diário, como fazem outras cidades européias, mas o valor cobrado pode tornar a empresa pouco atraente, se a necessidade da bicicleta for superior à primeira meia hora, que é grátis.

Durante o inverno, quando aumenta a concentração de partículas em suspensão e o ar fica irrespirável, começa o rodízio de placas. Nesses dias a vigilância é rigorosa e a multa, salgada. podem circular os automóveis cujas placas coincidam com a alternância dos dias, se par ou ímpar. Em algumas cidades é permitido transitar com veículos de última geração, com filtros que impedem qualquer resíduo poluente. Também é possível circular com qualquer automóvel, mesmo os mais velhos e mais poluentes, desde que transportem um mínimo de três pessoas.

Num esforço para melhorar ainda mais a qualidade do ar e conscientizar os moradores, quase todas as grandes e médias cidades italianas promovem os “domingos a ”, que é como iremos acabar no futuro que está logo ali na esquina, se não mudarmos o hábito de usar o carro para tudo.

Alguma coisa começa a mudar.

Quando as empresas começam, voluntariamente, campanhas de conscientização é por que enxergam a necessidade de mudanças. Muito pode ser feito e há muito a fazer. A ENI, empresa de energia italiana, promove uma campanha incentivando o consumidor a economizar até 30% de energia, com 24 conselhos fáceis:

Dirigindo:
1) Manter uma velocidade moderada nas estradas;
2) Adotar um comportamento regular na cidade;
3) Quando possível, utilizar as marchas altas;
4) Evitar aquecer o veículo parado;
5) Controlar a pressão dos pneus ao menos uma vez por mês;
6) Escolher pneus “fuel saver”, desenvolvidos para reduzir a resistência ao atrito;
7) Utilizar lubrificantes “fuel economy”, que duram mais que os lubrificantes normais;
8) Não adquirir acessórios que penalizem a aerodinâmica do veículo;
9) Evitar transportar cargas supérfluas;
10) Usar corretamente o ar-condicionado do carro;


Em casa:
11) Não deixar eletrodomésticos em stand by;
12) Só usar lâmpadas de baixo consumo;
13) Instalar redutores de fluxo de água;
14) Instalar válvulas termoelétricas nos aquecedores;
15) Usar a máquina de lavar com baixas temperaturas;
16) Só usar a máquina de lavar pratos quando estiver cheia;
17) Isolar adequadamente a parede entre o aquecedor e o exterior;
18) Não usar o ar quente da máquina de lavar pratos para enxugar;
19) Durante o inverno, manter a temperatura interna a 20 ºC;
20) Reduzir o uso do ar-condicionado no verão;
21) Substituir a geladeira velha por uma nova, mais eficiente;
22) Substituir a máquina de lavar pratos velha por uma nova, mais eficiente;
23) Substituir o aquecedor de água elétrico (ou chuveiro) por um a gás;
24) Escolher o aquecedor de água mais eficiente.


É o mundo empresarial preservando o consumidor de todos os dias.


De 28 de maio a 1 de junho, todos os trabalhadores da região de Vancouver, no Canadá, estão convidados a participar da campanha Bike to Work. O incentivo é para cada um tirar sua bicicleta da garagem e pedalar no caminho para o trabalho. A campanha é promovida pela Greater Victoria Bike to Work Society, que encoraja o uso da bicicleta como meio de transporte. É bom para a saúde, e bom para o meio ambiente.



Recebi da Luma um link que fala sobre sacolas plásticas biodegradáveis, ou oxi-biodegradáveis.

É o link da FUNVERDE - FUNDAÇÃO VERDE.

Em vez de reproduzir o que lá se encontra, vale a pena passear pelo site e ver o que são as sacolas oxi-biodegradáveis, o projeto da Funverde e diversas matérias a respeito. Muita informação interessante.

http://funverde.wordpress.com/projeto-sacolas-ecologicas/

Aqui, o arquivo de posts sobre as sacolas de plástico oxi-biodegradáveis.

É o caso de fazer uma campanha para que os supermercados passem a oferecer essas sacolas. Se meu objetivo, no dia da Terra (idéia 38) era diminuir o uso das sacolas plásticas, passou a ser elaborar uma campanha, aqui em POA, para a utilização dessas sacolas.

Vou entar em contato com a Funverde e me informar sobre como isso será possível e como fazer para aplicar aqui o projeto.
Direto do Alfarrábio: Lançamento da proposta para o DIA DO NADA 2007

Não custa lembrar:
O DDN cai sempre na primeira segunda de maio. Este ano, portanto, cai no Dia 07 de maio. Segunda-feira.

Definição simplista:
DDN não é contra o trabalho. É contra o trabalho desprazeroso, mecânico, robotizado, escravo.
Questiona a mais-valia e o lucro, sob todos os ângulos e hipóteses.
Descrê do progresso industrial e do uso da tecnologia eletrônica como evolução da espécie.
Ri do processo civilizatório.

DDN não é para NÃO fazer nada. O desafio, aliás, e este. A idéia é: fazer nada.
Tudo é trabalho. Tudo dá trabalho. Trabalho, em física, é a energia gasta por um corpo para se movimentar entre dois pontos. Portanto, enquanto o coração bater, existe o trabalho. E a idéia do Nada e do Vazio colocada em movimento como uma ação não cartesiana, melhor, como poética, é a questão.

Segunda parte, via Dia do Nada:
Constatação
Por causa do Efeito Estufa, gerado pela emissão descontrolada de gases poluentes na atmosfera, principalmente CO2, a temperatura do Planeta está se elevando. O clima está se alterando, as estações do ano perderam suas definições. As águas de março ainda não chegaram e, mesmo em maio, o verão ainda não foi fechado.

O paradoxo quente
Voltemos à Física: se as partículas ficam em movimento constante, em atrito permanente, a velocidades cada vez maiores, então os corpos tendem à combustão, gerando cada vez mais calor. Esquentando mais, faz-se necessário, na nossa sociedade de mercado, um maior uso de refrigerador, ventilador, ar-condicionado, enfim, não queremos abrir mão do conforto industrial que deus nos deu, certo? Acontece que isso acaba gerando um maior gasto de energia, aumentando, assim, o calor. E Eis, assim, montado o paradoxo que nos coloca, a todos, dentro de um circuito vicioso cujo fim não precisamos de nenhuma lâmpada mágica para adivinhar seu desfecho.

Visão crítica
Para Al Gore e para os mercadores da vida o desastre ambiental representa Eco_dólares. E se aproveitam do calor que está fazendo para ganhar mais dinheiro vendendo ventiladores. Ou fazendo projetos mirabolantes como a construção de guarda-sóis no espaço, sucção do CO2 da atmosfera usando como depósito as reservas exauridas de petróleo, etc. Fazem acreditar que a tecnologia de ponta pode resolver o problema do desastre ambiental e que podem resolver o problema mundial por cada um de nós. No máximo, propõem a troca do uso de produtos mais poluentes, por outros, novos, modernos e "ecológicos". Como se o material usado na fabricação desses produtos e o lixo dos outros, descartados, não interferisse, ainda mais, no problema ambiental.

O que é preciso pensar, em primeiro lugar, é que nossa cultura foi toda construída sobre os alicerces do domínio à natureza. E nunca de integração. O homem civilizado, ocidental, greco-judáico-cristão, sempre viu a si próprio como alguém na paisagem, mas nunca como alguém da paisagem. A natureza sempre lhe foi o fora. E o dentro sempre foi aquilo que ele construiu para vencer a natureza, chegando ao ponto que estamos vivendo agora, que é a de perder todo o contato e relação com ela e recebendo de troco um delicioso "tchau, humanidade, vocês são uns chatos".


Proposta do DDN
Desmontar o discurso catastrofista dos apocalípticos que lucram com a miséria humana (neopentecostais, niilistas de plantão, comunistas endinheirados) e dos conformistas que acham que "isso não vai mudar nunca", já é uma maneira de tornar o problema menos insolúvel. Deter imediatamente a voracidade consumista, então, já é caminhar, a passos largos, em direção de um outro tipo de relação do homem com a natureza. Isto é, de integração e harmonia.
Mas não basta apenas desligar o ventilador durante quinze minutos e ficar de braços cruzados, com tédio e raiva, passando calor. É preciso que o espaço e o tempo sejam utilizados de maneira criativa e lúdica como resposta vital a esse modo de viver que nos quer reféns do impulso de morte. É possível utilizar a as energias emanadas pela própria natureza, a nosso favor, sem ter de gastar um centavo por isso. Ao contrário, para nos humanizar através delas.
E o que nos torna mais profundamente humanos é a nossa capacidade de compreender a realidade e rir, quando, ao invés de nos lamentar pela situação ou de nos perder em abstrações intelectualizadas, agimos.

Questão concreta
Para o DDN, tanto quanto para a filosofia oriental e para a cultura indígena, agir é não-agir. É deixar acontecer. Como na Capoeira de Angola. Como no Judô. Usar a força, o impulso e o movimento do oponente, contra ele próprio. A nosso favor.
O devir do vento, portanto, que dá movimento a essas palavras. Não só a hélice do ventilador, no caso acima descrito, para combater o calor. Mas a vela do barco. Aqui, brincando com as folhas soltas das palavras da árvore-idéia, como uma aposta no lúdico.
Podemos diminuir a quantidade de lixo produzida no nosso dia-a-dia, sim, com criatividade, economia e, no fim, quem sai lucrando somos nós mesmos. Para algumas pessoas, no entanto, talvez seja necessário que se tomem medidas enérgicas para alterar significativamente seu comportamento em relação à questão ambiental. Infelizmente, tal mudança muitas vezes não acontece naturalmente, e torna-se necessário insistirmos na informação e no exemplo.

Na verdade, se por um lado é preciso explicar seriamente às pessoas que estamos prestes a uma tragédia ambiental nos próximos anos, por outro lado, informar apenas não é suficiente para alterar o comportamento de muitas delas. Talvez seja necessária a adoção de medidas que tenha um caráter obrigatório em relação ao problema ambiental.

Como cidadãos temos o direito de exigir de todas as pessoas que se responsabilizem por suas ações e também de exigir de nossos governantes mudanças nas leis que possam, de alguma forma, conter práticas consumistas da população, como a que já é adotada em países, por exemplo, que cobram pela sacola nos supermercados, obrigando a população, de certa forma, à redução do consumo de tais embalagens.

Certamente não vamos, sozinhos, resolver os problemas do nosso planeta, mas podemos contribuir para que as próximas gerações, as dos nossos filhos e netos, encontrem uma Terra melhor. Nos próximos 50 anos, muitos de nós terão descendentes próximos ainda vivos, pois muitas das pessoas que nasceram hoje, ainda estarão vivas. Portanto, que cada um faça a sua parte e da melhor forma possível. Pelos nossos filhos e pelos filhos de nossos filhos.

Participe da ação coletiva do Faça a sua parte!

Imagem daqui

No ano passado a Lucia Malla organizou para o “Dia da Terra” uma blogagem coletiva que foi um verdadeiro sucesso. Milhares de blogs aderiram e postaram algo para marcar a data e lembrar dos problemas que afligem nosso planeta. Como boa bióloga, a Lucia mantém um blog que é um verdadeiro caldo de cultura de ótimas idéias que faz propagar em modo epidêmico. Não foi portanto com muita surpresa que a idéia desse blog viesse a nascer exatamente dentro do “Uma Malla pelo mundo”, na sua caixa de comentários. Da idéia se passou à ação e o blog ganhou as estradas da rede. O numero de colaboradores cresceu e ótimos textos e debates vem se desenvolvendo aqui, ousaria dizer, de altíssimo níveis.


Esse ano, temos uma proposta a fazer para comemorarmos esse dia da Terra de modo a transformar essa que seria apenas uma homenagem lida e ouvida por nós humanos, em algo que a homenageada, a Terra, pudesse realmente perceber, sentir o quanto estamos a seu lado e lutamos por ela.


Como é até óbvio, o próprio nome do blog é um convite à ação. Pensamos somente em explicitar mais isso, com exemplos práticos e reais, de pessoas que estarão se esforçando para melhorar o seu modelo de consumo com vistas a uma melhoria do ambiente.

Propomos uma ação coletiva onde para a postagem do dia 22, a sugestão para quem for participar, é que faça um post onde se coloque uma sua meta a ser atingida no que se refere ao meio ambiente. Explicando melhor:


Cada um que postasse, poderia declarar a sua meta no que se refere a economia de recursos, a porcentagem de lixo separado, enfim, o que for. Exemplo: espero reduzir em 20 por cento meu consumo de combustível. Isso é um dado objetivo e mensurável. Alguém pode traçar como meta diminuir o consumo de água, ou o de embalagens, comprar menos supérfluos ou mesmo simplesmente andar mais a pé . Cada um fala do seu empenho no seu blog e o “Faça a sua parte” reúne os links no dia 22. Mas o objetivo também é o de ter uma meta que o “Faça a sua parte” possa noticiar ou linkar ao longo de todo ano. No próximo dia da terra, daqui a um ano, o “FSP” fará um grande balanço dos resultados.


Faço um exemplo um pouco mais detalhado. Meu caso particular. Consumo com meu carro, em média 1600 litros de gasolina por ano. Posso traçar uma meta de reduzir 20% desse consumo, claro que sem fazer uma substituição com outra fonte de energia e sim uma economia real. Parece fácil, mas envolve um mundo de decisões, planos e mudanças de hábitos. O que vou fazer? No lançamento da campanha faço um post expondo isso. Depois, a cada um, dois ou três meses, posto algo sobre meu progresso. Quantos passeios programei fazer com a bicicleta em lugar do carro. Meterei as fotos que ilustram esse meu esforço. E os números. Vou pedir ajuda, incentivos, idéias, orações. Chamar à participação e envolver as pessoas em torno de uma idéia. Porque tudo isso?


Porque todas as questões relacionadas com meio ambiente tem um fundo político/ideológico, de como nos relacionamos com o mundo e como o consumimos. Mudar essa realidade é um dos nossos maiores objetivos e começa com a mudança das mentalidades e os modos de atuar na realidade. Não podemos pretender que algo se mova simplesmente lendo este blog e esperando que alguém faça a sua parte. Nos precisamos fazer a NOSSA parte."


Está lançado o desafio!

Efeitos do aquecimento climático: o degelo nas regiões polares (Antártica) e a extensão das terras castigadas pela seca (Tailândia).

O Dia da Terra é comemorado por milhares de organizações, em centenas de países, com o objetivo de conscientizar as comunidades sobre a importância da preservação do Planeta Terra. A data foi criada nos Estados Unidos em 1970, com o primeiro protesto contra a poluição, convocado pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, e passou a ser comemorada por outros países nos anos 90.

Esperamos que, no mundo todo, se organizem atividades como limpeza de praias, palestras sobre aquecimento global, campanhas de reciclagem, concursos, workshops, shows e outros eventos culturais que realmente estejam voltados para essa questão tão séria que estamos vivenciando: o que podemos fazer em relação a questões ambientais que o Planeta enfrenta.


Foto: daqui


O Greenpeace convida a todos para participar do site I-go. É uma comunidade virtual onde todos podem contribuir para salvar estes grandes mamíferos, através de vídeos, fotos e idéias para combater a caça a esses animais.
Uma dessas idéias já virou um protesto e todo mundo está convidado a comparecer e prestigiar a atividade "Nós amamos o Japão, mas caçar baleias nos corta o coração". Tudo acontece domingo, dia 1o. de abril, na Feira da Liberdade. Para quem não sabe, o bairro concentra a comunidade japonesa em São Paulo. a idéia é coletar assinaturas para um abaixo-assinado em favor das baleias na costa brasileira.

Metrô Estação Liberdade
Praça da Liberdade
Das 10h às 14h


Recebi essa convocação da Avaaz.org , uma comunidade de cidadãos de todo o mundo, cuja meta é garantir que as opiniões e os valores da população mundial – e não apenas das elites políticas e corporações que não prestam contas a ninguém – sejam a base para as decisões internacionais.

Os membros da Avaaz.org estão se mobilizando em prol de um mundo mais justo e pacífico e de uma visão humana da globalização. E convoca todos para que assinem uma petição pedindo para dois maiores parceiros econômicos do Zimbábue – a África do Sul e a União Européia – adotarem fortes sanções direcionadas ao Presidente Mugabe e seus oficiais de alto escalão.

Abusos no Zimbábue



A tentativa desesperada do Presidente do Zimbábue Robert Mugabe de se manter no poder está levando o país ao caos. Seus ataques contra os lideres da oposição democrática constituem uma abuso aos direitos humanos.

No domingo, o porta voz do partido democrático de oposição foi agredido de forma tão brutal que perdeu um olho. Semana passada o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, foi preso e espancado por participar de uma cerimônia de protesto. Outros ativistas democráticos no Zimbábue estão correndo sério risco, muitos ainda presos.

Não podemos deixar esse momento extremamente urgente de atenção internacional passar sem demandar ações concretas. Se a Europa e os países vizinhos do Zimbábue (a África do Sul é o seu maior parceiro econômico) ameaçarem aumentar as sanções, o Presidente Mungabe vai ser forçado a parar os ataques. O Premio Nobel da Paz Desmond Tutu da África do Sul está convocando o apoio do seu país e aliados para impedir esses abusos.

Participe, assinando a petição.

Clique aqui para se juntar a essa demanda: Sanções direcionadas (como o congelamento das contas bancárias do Presidente Mungabe no exterior) não vão prejudicar o povo do Zimbábue. Ações rápidas podem prevenir uma catástrofe.

Para além desse momento critico, devemos demonstrar solidariedade com ativistas pró-democracia e de direitos humanos ao redor do globo para construir o mundo que queremos. O Zimbábue está chegando a um ponto inaceitável de tirania e colapso do estado, é hora de dar uma virada.

Petição para os líderes da União Européia e o Presidente da África do Sul Mbeki:

O Presidente Mugabe e seus aliados devem aprender que a violação de direitos humanos traz graves conseqüências. Nós pedimos que vocês - lideres dos maiores parceiros econômicos do Zimbábue - se comprometam publicamente a colocarem sanções direcionadas ao Mugabe e outros oficiais do governo se os ataques aos lideres da oposição democrática não pararem agora.

A autoridade repousa sobre a razão

Pessoalmente, percebo que a ganãncia por poder ultrapassa os limites da razão. Enquanto enfrentamos grandes desafios, tais como as mudanças climáticas, que ameaçam o futuro do planeta, pessoas estão lutando brutalmente para assumirem o poder. Vejo que uma mobilização internacional como essa por um povo oprimido, massacrado por seu governante me faz lembrar do clássico Exupéry: "A autoridade repousa sobre a razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, farão todos revolução. Eu tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são razoáveis."

Leia mais sobre a situação no Zimbábue:

Os abusos de poder
Resolução do Parlamento Europeu
Repercussão internacional

Já assinei a petição. Participe também e assine! Faça a sua parte!

Um grupo de artistas criou um manifesto estonteante para tentar brecar a devastação da floresta tropical. Amazônia para sempre.
Faça a sua parte e assine. Abaixo, o texto do manifesto, que será devidamente enviado ao Presidente da República quando houver o número necessário de assinaturas.

CARTA ABERTA DE ARTISTAS BRASILEIROS SOBRE A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA

Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.

Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta "pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver", mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.

Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.

Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.

Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:

"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"

Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!

É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.

SOMOS UM POVO DA FLORESTA!
Update: Depois do programa do Faustão, dia 6 de abril de 2008, tivemos muitas reclamações de que o site estava fora do ar. Já voltou, moçada. Podem ir lá passear, assinar, votar. O Carlos, desenvolvedor, entrou em contato e explicou que o servidor deles sofre toda vez que acontece um grande número de acessos.

Com o apoio da Prefeitura do Rio, foi apresentada a campanha de incentivo para que os brasileiros votem no Cristo Redentor como uma das Novas 7 Maravilhas do Mundo.
O Corcovado concorre com 20 outros monumentos em todo o planeta, entre eles a Grande Muralha, na China; a Torre Eiffel, na França; Machu Pichu, no Peru; a Estátua da Liberdade, nos Estados Unidos, e a Ilha de Páscoa, no Chile.
A votação, realizada em parceria com a Unesco, tem como objetivo despertar o interesse mundial por ícones históricos e culturais e sua preservação.
O resultado será divulgado no dia 7 de julho deste ano (07/07/07), em Lisboa. Até lá, quem quiser, pode votar gratuitamente pela internet, nos sites Corcovado ou new 7 wonders .
A ONG CIDADE FUTURA convoca os amigos para dedicarem apenas 5 minutos do dia 1º de fevereiro de 2007 para o Planeta. Em todo o mundo haverá grande mobilização. Participem, cidadãos, contra a mudança climática!

Estamos apoiando a iniciativa internacional da Aliança pelo Planeta (grupo francês de associações ambientalistas) que lançou um apelo simples a todos os cidadãos de se dedicarem por cinco minutos à Terra. Todo o mundo apagará por 5 minutos suas lâmpadas e aparelhos elétricos entre 19h55min e 20 horas.

Não se trata apenas de economizar eletricidade nesse dia, mas também chamar a atenção da mídia e daqueles que têm poder de decisão sobre o desperdício de energia e a urgência de agir! Cinco minutos de repouso para o Planeta Terra.

Não toma muito de seu tempo, não custa nada, e isso mostrará às autoridades e fabricantes de todo o mundo que a mudança climática é uma questão que deve ser levada em conta em qualquer decisão política.

Por que dia 1º de fevereiro? Nesse dia será apresentado na França um relatório feito por um grupo de técnicos em climatologia da ONU. Os cidadãos não podem deixar escapar a ocasião para manifestarem sua opinião sobre a urgência com que deve ser tratada a mudança climática mundial.

Se todos participarem, essa ação poderá aparecer na mídia e ter peso político.

Faça circular ao máximo esse apelo entre os seus amigos, colegas e parentes.

A diferença de fuso horário com relação à França não tem importância porque o Brasil se manifestará ainda no dia 1º de fevereiro (das 19:55 às 20h, de Brasília).

No dia 1º de fevereiro vamos para a Praça Tubal Vilela, no centro de Uberlândia, fazendo mobilização da sociedade local para que dediquem 5 minutos para o Planeta.

Quais as causas das mudanças climáticas?

As mudanças climáticas, outro nome para o aquecimento global, acontecem quando são lançados mais gases de efeito estufa (GEEs) do que as florestas e os oceanos são capazes de absorver.

O aquecimento global não é um fenômeno natural, mas um problema criado pelos homens. Qualquer pequena tora de madeira, cada gota de óleo e gás que os seres humanos queimam são jogados na atmosfera e ficam na camada de gases ao redor da Terra.

Isso forma uma espécie de cobertor cada dia mais espesso que torna o planeta cada vez mais quente e não permite a saída de radiação solar: é o efeito estufa, causador de vários impactos negativos sobre as pessoas e a natureza.

Informações:
Frank Barroso
Diretor-Executivo
Da ONG CIDADE FUTURA
Fones: (34) 3087-4422 / 3217-6139

Ou no site em francês da Aliança Pelo Planeta.
Pretendia ficar quieto, mas não agüentei. Passeando pelo blog da Lila, vi um post sobre algo que eu desconhecia, o tal de ENVIGA.

Pensava já ter visto tudo no mundo. Descobri que vou morrer sem ter visto tudo... (se esse post não estiver bem de acordo com o blog, por favor desculpem, mas desde que trocar métodos naturais por produtos enlatados/industrializados não é apoiar a causa do meio ambiente, achei que tem tudo ver...)

Enviga é o resultado de uma parceria entre a Nestlè e a Coca-Cola (já deu pra sentir, né?). É uma bebida que promete emagrecer. Agora, imaginem a campanha publicitária que resultará dessa parceria. Para quem quiser mais detalhes sobre o produto, aqui é o site.

Em meio a tantas informações e links, descobre-se (aqui) que o tal produto "queima", em média, apenas 106 calorias, considerando pessoas "de peso normal" que tomem, PASMEM, três latinhas por dia. O site (que eu tenha visto) não especifica em quanto tempo (parece ser em apenas um dia) se perdem essas 106 calorias extras. Vale a pena ler o "in our study", particularmente o item "The Clinical Trial". Justificam o produto com base num teste realizado com APENAS 35 pessoas saudáveis, com idades entre 18 e 35 anos.

É piada!

O princípio ativo da bebida seria um componente existente naturalmente no "chá verde", que aceleraria o metabolismo. Duas questões para pensar:

1) vale trocar uma bela caminhada por três latinhas de "refri"? (uma caminhada de 30 minutos queima muito mais do que isso...)
2) vale trocar um bom chá verde natural por três latinhas de "refri" ao preço de US$ 1,40 (em média nos EUA. Imaginem por aqui quanto custará...)

Faça a sua parte, não compre (nem para experimentar), não tome e sequer recomende. E se possível, escreva contra.
A Bienal está invadida pela nuvem de fashionistas. É o SPFW que chega com a sua máquina de fazer notícias. De buzz marketing a pensamento verde, tem de tudo (até blog, como vocês já estão verdes de saber).
Acompanhei in loco umas três edições e não apareço por lá há três. A organização sempre teve uma atração por boas causas. O projeto Gota já circulou por lá e também o Cuide. São iniciativas para conscientizar este povo, teoricamente desconectado de assuntos "sérios" - e também dar visibilidade a algumas causas.
Garanto que o Paulo Borges, no meio da sua agenda pra lá de cheia encontrou tempo para assistir pelo menos à entrevista do Al Gore no Millenium, da GloboNews, sobre o documentário Uma Verdade Inconveniente. Isso se não foi ao cinema, comprou o livro e abraçou a causa.
Ou bem ele sinceramente abraçou a idéia ou está fazendo uma bela pose de bom moço. De toda forma não importa: o evento aderiu ao movimento e se "neutralizou" pelo ano inteiro.
O texto (e o selo) estão logo na entrada do site oficial do SPFW: "Quer saber como funciona? Ser carbon free é ser neutro na emissão dos gases na atmosfera. E para que isso aconteça o processo é simples: basta separar um tempo todos e contabilizar uma estimativa de quanto gás carbônico você joga na atmosfera todos os dias. O cálculo final vai estabelecer um número de árvores que deve ser plantado."
Na prática, significa que a Luminosidade, empresa de Borges que organiza o SPFW, vai plantar quase cinco mil árvores de 80 espécies em trechos degradados da Mata Atlântica. E mais: há três "estações de sustentabilidade" na Bienal e mais um no Shopping Iguatemi - porque, afinal, moda é luxo só - que calculam o gasto dos visitantes e garantem a neutralização.
Quem está aqui pode ir até a Iniciativa Verde, calcular seus gastos e tornar-se totalmente verde. No meu caso, nenhuma viagem de avião e o uso de ônibus/metrô para transporte garante baixo custo também na neutralização: Sua emissão anual é de 0.63 ton/CO2. A The Green Initiative recomenda que 4 árvore(s) sejam plantadas.
Detalhes que ninguém vai te contar no site oficial dos fashionistas e descobri navegando:
1. A UMA ganhou o selo verde pela neutralização da emissão da loja no MorumbiShopping.
2. o selo da Garimpo+Fuxique é referente (ainda segundo o site) às emissões de 2006... Será que vão renovar o contrato?
Anyway, o mundo já ficou beeem melhor. Vou plantar minhas árvores.
[humor] Agora, só falta avisar que seres humanos jamais serão carbon free. É pura química! [/humor]
Agora sim temos um selinho para divulgar o blog na blogosfera afora! Queremos agradecer o André Kenji, do Dissidência, que gentilmente fez a arte do selinho para nós.

Escolha o tamanho do selo que você deseja, copie o código na caixinha e cole no template do seu blog.

Ajude a divulgar o blog. Assim você também está fazendo a sua parte.

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Se você anda preocupado com as mudanças climáticas dos últimos anos, se sesente impotente diante das perspectivas ambientais e também tem a impressão de que a cavalaria não virá para nos ajudar; se gostaria de poder fazer algo mas não sabe por onde começar, não tem a certeza de que as suas ações causariam efeito mas está disposto a fazer algo realmente importante, adote o seu planeta. É simples assim:

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Salve a sua vida.

Esta é uma campanha voluntária, popular e internacional. Não tem patrocinador nem proprietário; ela é tão sua quanto minha e começa agora. Não espere convite ou intimação. É você quem decide.

Descubra o
que você pode fazer para ajudar a salvar o planeta. Feche a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba; deixe o carro na garagem e use mais o transporte coletivo; desligue o ar-condicionado uma hora antes; não compre produtos da empresa que polui; troque o atum em lata por peixe fresco; exija que a prefeitura da sua cidade adote um programa eficaz de reciclagem de lixo e controle se ele realmente funciona; desenvolva atividades ao ar livre com seus alunos; descubra como substituir as embalagens da sua empresa por material reciclado e biodegradável; divulgue a campanha no jornal, rádio ou tv onde você trabalha e informe os resultados periodicamente; use somente metade das lâmpadas do escritório e da sua casa; desenvolva um equipamento anti-poluente. Enfim, tem sempre alguma coisa que pode ser feita.

Convide a
sua associação, a sua comunidade ou seus amigos a descobrirem como podemos salvar a Terra com pequenas ou grandes ações, cada um fazendo o que for possível. Participe, divulgue e incentive, mas não espere por ninguém.

Faça a
sua parte.


Allan Robert P. J.

PS – Este texto pode ser copiado, traduzido, impresso e divulgado em qualquer meio sem prévia autorização, exceto para fins comerciais.

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Este blog nasceu de um texto da Lucia Malla no seu blog pessoal. Eu já sou leitora da Lucia há algum tempo, e também sou preocupada com as graves questões ambientais que o planeta está enfrentando hoje em dia.

Ela diz:

Para muitos, há uma visão catastrofista na abordagem feita pela mídia e afins sobre aquecimento global - virou "palavra da moda". Eu até concordo que muitas vezes misturam-se causalidades e efeitos numa só salada indigesta, mas o acúmulo de dados que provam que a Terra está se aquecendo anomalamente nos últimos tempos é tão mais robusto que os argumentos contrários, que só me resta acreditar que as pessoas preferem culpar a visão catastrofista por desprezo total pelo futuro (atitude tipicamente suicida) ou por medo (consciente ou não) do que vem pela frente. O pior cego é aquele que não quer ver, já dizia o ditado. Mas, ao invés de nutrir medo e negar os dados que mostram que o aquecimento é uma realidade (não leva a muita coisa saber quem veio primeiro, o ovo ou a galinha), muito melhor seria se discutíssemos o futuro incluindo o aquecimento na equação do mundo e fizéssemos a nossa parte, um pouquinho cada um. Eu acredito no efeito formiguinha, e é com esse otimismo de que em 2007 poderemos dar início a um processo de conscientização ecológica global que eu saúdo a todos que passam por aqui.


Nos comentários deste texto, o Allan sugeriu usarmos o poder da blogosfera pra começar esse trabalho de formiguinha. Eu adorei a idéia e me empolguei também pra gente fazer uma campanha na blogosfera de conscientização das ameaças que o aquecimento global trazem à humanidade e como podemos mudar atitudes individualmente para que os estragos sejam menores, ou pelo menos, sejam retardados.

Nós três trocamos alguns emails e eis aqui o blog.

Ainda estou trabalhando no logo da campanha, mas em breve vamos disponibilizar um selinho pra todos que quiserem contribuir divulgando a nossa campanha. Quem quiser colaborar escrevendo no blog também, é só nos mandar um e-mail.

Acompanhe este espaço para saber mais sobre o assunto e junte-se a nós para fazermos a nossa parte para cuidar do nosso planeta!