Recently in Biodiversidade Category

O Faça a sua parte colabora com a campanha da WWF-Brasil. Assine você também!

Para assinar, acesse o site da WWF-Brasil e clique no botão "Assine!" que se encontra ao final da notícia.


Manguezal Guaratuba, em Bertioga, São Paulo, Brasil. Uma das áreas
que serão protegidas pela criação da Unidade de Conservação.

"O WWF-Brasil lança hoje (23/2) abaixo-assinado para coleta de assinaturas pedindo a criação de área protegida com 8.025 hectares, em Bertioga (SP), no mais conservado trecho de Mata Atlântica no litoral paulista. A área de planície, que faz conexão com o Parque Estadual da Serra do Mar, abriga rica diversidade de ambientes - dunas, praias, rios, florestas, mangues e uma variada vegetação de restinga - nos quais vivem animais raros e ameaçados de extinção.

O objetivo da ação na internet é obter o maior número de assinaturas em apoio à criação da unidade de conservação. O documento com as assinaturas será entregue ao governador do Estado de São Paulo, José Serra, e ao secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano.

A proteção da área em Bertioga vai contribuir efetivamente para que o Brasil cumpra meta firmada na Convenção da Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas. A meta assumida pelo país é de proteção de 10% da área original do bioma até 2010. Hoje temos somente 7,9% da Mata Atlântica original.

"Neste Ano Internacional da Biodiversidade chamamos a atenção para a necessidade de proteção e recuperação dos ecossistemas terrestres e aquáticos como uma maneira de defendermos a vida em nosso planeta", ressalta a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú.

Criar e manter áreas protegidas são formas de nos prepararmos para enfrentar situações climáticas mais severas e frequentes, bem como seus impactos, como, por exemplo, erosão, assoreamento de corpos d'água e aumento das enxurradas, e suas consequências, como as enchentes, que já mataram dezenas de pessoas só este ano no Brasil.

"A melhor maneira de prepararmos a natureza para resistir aos impactos das mudanças climáticas é a conservação dos ecossistemas. Essa é uma forma de prevenirmos os impactos futuros. Criar áreas protegidas é necessário e urgente, pois essa também é uma medida de proteção ao indivíduo e à coletividade, explica Cláudio Maretti, superintendente de Conservação do WWF-Brasil.

Biodiversidade

Estudos realizados pelo WWF-Brasil demonstram que a proteção do local colocará a salvo espécies raras e ameaçadas de extinção, praias e a foz de rios. São conhecidas até agora 1.000 espécies de plantas, 44 com risco de serem extintas. Vivem lá pelo menos 14 espécies de anfíbios e répteis, sete espécies de aves e 14 espécies de grandes mamíferos, também ameaçadas de extinção.

Curiosidade: Antes de ser colonizada pelos portugueses, Bertioga era habitada por indígenas do tronco Tupi. Seu nome em tupi, Buriquioca, significa 'morada dos macacos grandes': buriqui significa macaco grande; e oca significa casa."

Fonte texto e imagem: WWF-Brasil (mail enviado por Maíra Brandão Carvalho - Gestora Web do WWF-Brasil)

Longimanus at Elphinstone Reef, Egypt
foto: Tom Wielenmann, em CC

Hoje, assisti Sharkwater, do biólogo e fotógrafo - ou vice-versa - Rob Stewart. Claro que sentei na frente da TV quase quietinha por conta da paixão da Xará Malla por estes animais maravilhosos. Queria aprender mais. Claro que não consegui ficar sentada quieta enquanto os pescadores costa-riquenhos iam caçando tubarões na Guatemala, tirando as barbatanas e jogando os corpos de volta ao mar para morrer aos poucos lá no fim. Isso enquanto a galera do Sea Shepherd lutava para que tudo parasse... (não é spoiler, podem assistir o filme que tem mais, muito mais história).

O resumo da ópera é simples: os tubarões estão sendo dizimados a passos largos. A única campanha de preservação de que tenho notícia é do Sea Sheperd e do Rob Stewart. O detalhe sórdido é que estes animais de 400 milhões de anos de idade são fundamentais para a saúde dos oceanos. A humanidade é tão burra e cega que simplesmente mata - pela barbatana e seus poderes mágicos - sem saber que, com isso, tira um elemento fundamental da cadeia marítima, o seu predador mais eficiente e necessário.
Sem tubarões a gente fica sem oxigênio - quem vai comer os peixes que detonam o fitoplâncton?
Só isso já basta para arrepiar os cabelos. Pior ainda é saber que o clássico homônimo de Spielberg é pura balela. Eles são bichões tímidos, vivem sozinhos e conhecemos quase nada a seu respeito. E que os tubarões matam (dados do filme, de 2006) 5 pessoas por ano, contra 100 mortas por elefantes. Sim, meus amigos. Elefantes matam mais homens que tubarões - e, sim, também são espécie ameaçada, mas por outras razões.

Fiquei péssima ao saber que um tubarão leva 25 anos para chegar à maturidade reprodutiva - reprodução lenta é o que já fez várias baleias sumirem da face de nossos oceanos. A gente está esperando o quê pra cuidar disso? Deixe de ter medo e mãos à obra. Quem puder (cartão internacional) colabora direto com o Rob Stewart que incentiva ações para esclarecimento da população e vai direto ao ponto, trabalhando na Ásia, onde as barbatanas são consumidas. Se preferir, colabore com o SeaSheperd Brasil.

Update via nossa expert no assunto:
No Brasil, o Instituto Aqualung tem um projeto chamado ProTuba, q é bacana. Quando saí do Brasil, eles estavam começando um levantamento das espécies vendidas no mercado brasileiro e a percepção do consumidor sobre os cações.

No exterior, a WildAid tb faz diversas campanhas focadas na Ásia, o principal mercado consumidor de barbatanas. É das ONGs q mais investem nesse problema.

Ainda não se convenceu que isso é problema seu? Olhaí:

(este post foi originalmente publicado no Ladybug e está reproduzido aqui por ordem direta de D. Afonso e Xará).

Biodiversidade é vida. Biodiversidade é a sua vida.

Dia 11 de janeiro de 2010, em Berlim, será aberto oficialmente o Ano Internacional da Biodiversidade, estabelecido pela ONU em 2006. Em outubro ocorrerá a COP10 - 10º Conferência da Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica.

Site oficial do Ano Internacional da Biodiversidade. (em Inglês, Espanhol e Francês)

"A Convenção sobre Diversidade Biológica - CDB é um dos principais resultados da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento - CNUMAD (Rio 92), realizada no Rio de Janeiro, em junho de 1992. É um dos mais importantes instrumentos internacionais relacionados ao meio-ambiente e funciona como um guarda-chuva legal/político para diversas convenções e acordos ambientais mais específicos. A CDB é o principal fórum mundial na definição do marco legal e político para temas e questões relacionados à biodiversidade (168 países assinaram a CDB e 188 países já a ratificaram, tendo estes últimos se tornado Parte da Convenção).

A CDB tem definido importantes marcos legais e políticos mundiais que orientam a gestão da biodiversidade em todo o mundo: o Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, que estabelece as regras para a movimentação transfronteiriça de organismos geneticamente modificados (OGMs) vivos; o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura, que estabelece, no âmbito da FAO, as regras para o acesso aos recursos genéticos vegetais e para a repartição de benefícios; as Diretrizes de Bonn, que orientam o estabelecimento das legislações nacionais para regular o acesso aos recursos genéticos e a repartição dos benefícios resultantes da utilização desses recursos (combate à biopirataria); as Diretrizes para o Turismo Sustentável e a Biodiversidade; os Princípios de Addis Abeba para a Utilização Sustentável da Biodiversidade; as Diretrizes para a Prevenção, Controle e Erradicação das Espécies Exóticas Invasoras; e os Princípios e Diretrizes da Abordagem Ecossistêmica para a Gestão da Biodiversidade. Igualmente no âmbito da CDB, foi iniciada a negociação de um Regime Internacional sobre Acesso aos Recursos Genéticos e Repartição dos Benefícios resultantes desse acesso." (daqui)

Texto da Convenção sobre Diversidade Biológica.

Interessante notar que essa é mais uma das convenções que envolvem meio ambiente não assinada pelos Estados Unidos.

E, lembrando, dia 22 de maio é o "Dia Internacional da Biodiversidade"