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Eis que Al Gore, depois de ganhar o Oscar e o Nobel, contina sua maratona tentando conscientizar as pessoas do problema iminente das mudanças climáticas. Seu novo vídeo demonstra uma tentativa de ir um passo a mais nessa luta, e mesmo que você não concorde, merece ser visto e discutido. Está no site da TED: corre lá pra assistir. (Está em inglês, mas os gráficos são fáceis de entender.)

UPDATE medianamente relacionado: E o candidato à presidência americana Barack Obama garante que Al Gore terá um lugar em seu gabinete, caso eleito. Na carona da popularidade verde de Al Gore, todo candidato quer embarcar... (Via Ecorazzi)


De acordo com a Organização Mundial para a Saúde Animal, o consumo de produtos animais deverá aumentar em 50% até 2020. Tal aumento no consumo ocorre principalmente na China e na Índia, e é devido também ao comércio cada vez mais acentuado de produtos de origem animal. O que fazer quando se constata que muitas das criações de animais são de populações muito pobres do Sahel ou da Ásia Central, que dependem do gado para sobreviver? Exigir a mudança de seus hábitos alimentares?

A conseqüência do grande consumo de alimentos de origem animal é a destruição dos ecossistemas e o aquecimento global. Segundo Jean-Luc Angot, diretor-geral adjunto da OIE, "há também riscos sanitários complementares, pois os produtos circularão mais rapidamente que o tempo de incubação das doenças, como a 'febre catarral ovina' (ou doença da língua azul) surgida em regiões onde não era conhecida anteriormente, como no norte da Europa, e que era considerada até então tropical".

No final de 2006 a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) calculou que os bovinos produzem mais gases causadores do efeito estufa que os carros. O metano que expelem e o protóxido de nitrogênio de seus dejetos são muito mais nocivos para o meio ambiente que o CO². E, não podemos nos esquecer de que, quando se queima a floresta para criar gado e plantar soja para a alimentação de animais, estamos reduzindo os chamados "poços de carbono", que absorvem o CO² , conservando-o na vegetação e no solo.

Somos carnívoros a ponto de comprometer a saúde de nosso planeta? Bem, como há populações pobres como as do Sahel e da Ásia Central, que dependem do gado para sobreviver e não podem deixar de consumir carne e produtos de origem animal, é mais adequado que os países ricos façm algo para minimizar estas emissões. Em seus sistemas de criação, podem, segundo os especialistas, contribuir para diminuir as emissões de CO², otimizando seus dejetos e seus adubos, lucrando, assim, com a economia que obterão e reduzindo o risco de poluição para a água e para o ar, e, desta forma amenizando o impacto nocivo sobre a vida no planeta.

imagem: daqui

Minha Princesinha adora batatas fritas, nugets, pastéis e todas aquelas porcarias que as mães teimam em servir a seus filhos. E todo aquele óleo, que iria contaminar o meio ambiente, vira sabão, deixando, assim, de poluir as águas e a atmosfera e contribuir para diminuir o aquecimento global.

Segundo o professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alexandre D'Avignon, "a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera, um dos principais gases causadores do efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra. O óleo de cozinha que vai para o ralo da pia chega ao oceano pelas redes de esgoto. Em contato com água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano."

Minha filha fez a experiência, filtrando o óleo de cozinha usado e misturando-o, aquecido, à soda cáustica, aromatizante e água. A soda é tóxica, e foi preciso usar luvas para evitar queimaduras na pele e tomar cuidado com as vias respiratórias. Depois de pronto, o sabão ficou assim, em potes. Mas, se preferir, pode ser feito em um tabuleiro para ser cortado em barras.

Ele é um sabão biodegradável, que se decompõe por bactérias depois de usado. É ecológico porque evita que o óleo chegue aos rios e cause degradação da água e impermeabilização do solo.

A receitinha:

  1. Peneire o óleo para retirar os resíduos e impurezas;
  2. Aqueça o óleo sem deixar ferver;
  3. Use luvas e adicione soda cáustica (350ml para cada litro de óleo);
  4. Para dar perfume ao sabão, adicione 1ml de aromatizante ou amaciante.
  5. Coloque 400ml  de água morna (para cada litro de óleo).
  6. Mexa lentamente durante 20minutos;
  7. Deixe descansar por um dia se for cortar em barras;
  8. Após uma semana o sabão está pronto para ser usado.

Fonte: Ambiente em foco
imagens: sabão feito em casa por minha filha

solar_mojave.jpgA Califórnia é o estado mais poluído dos Estados Unidos. No entanto, a chegada do preço do petróleo a $100 o barril deu um empurrãozinho na consciência ecológica e agora eles desejam ser um exemplo em termos de revolução verde.

 

O objetivo fixado é ambicioso, o governador Arnold Schwarznegger deseja obter uma redução de 25% das emissões de CO2 até 2020. Para indicar a firmeza de suas intenções, fez um gesto simbólico forte : apresentou queixa na justiça contra os maiores fabricantes de carros pour "atentado à saúde pública". Não se sabe no que vai resultar, mas o sinal está dado.

 

Os cientistas são céticos e acham as medidas adotadas por ele insuficientes, eles estão conscientes de que seria necessário uma revolução ecológica em nível nacional, passando por investimentos maciços nas infraestruturas das energias e transportes. Seria necessário reconsiderar o próprio "american way of life". Além disto, o aumento da população californiana de 14% ao ano, com todas as necessidades em moradia, transportes e produção de alimentos que isto acarreta, se constitui em um obstáculo para se atingir as metas fixadas.

 

Dois pontos importantes a serem tratados segundo os cientistas são o consumo de gasolina e a produção de eletricidade. Em relação ao primeiro, embora o combustível utilizado nos carros possua uma porcentagem de 4% de etanol, "os carros híbridos ainda não são suficientemente numerosos para fazer a diferença". Quanto à eletricidade, a Califórnia já apresenta campos de eólicas e uma superfície de painéis solares superior à média nacional americana. Mas existem problemas na transmissão da eletricidade gerada pelas eólicas, que necessitariam investimentos para serem resolvidos. Uma grande "fazenda solar" (foto acima)também foi implantada no deserto de Mojave, mas a produção destes 2 tipos de energia não são suficientes para responder à demanda. Muitos são adeptos da energia nuclear, que seria barata, eficiente e não produz gases que contribuem para efeito estufa. Resta o problema dos rejeitos que ainda não foi solucionado.

 

A população também se mobiliza e várias ONGs ecologistas apareceram visando desenvolver a consciência ecológica e são responsáveis por iniciativas como o plantio de árvores e a construção de casas sustentáveis.

 

Esta postura de um estado americano em relação aos problemas do meio ambiente é animadora. Será que o Terminator vai conseguir virar Hulk na terra do Zorro e torná-la verde? Tomara!

 

Fonte : Revista Le Point 10/01/2008

Dead Tree SocietyO povo do 50 graus, que conheci no Flickr (e graciosamente, permitiu o uso da imagem acima) está com campanha nova: Dead Tree Society. Em luta para conscientizar sobre a devastação causada pelo uso de papel. Em tempo de Kindle, um leitor de livros eletrônicos, web e telefones que permitem até publicar em blog, para quê papel?
Ainda usando meu molesquine lindo (com lápis - quando enche, apago tudo e começo de novo...) acompanho a discussão.
O aumento de jornais gratuitos, na Inglaterra, provocou uma enxurrada de jornais nas ruas (e bueiros) e o projeto freesheet, do qual todos podem participar enviando fotos. Mas o alerta Dead Tree Society é mais ríspido: não usar papel. Hoje, na edição da SuperInteressante (de capa verde), havia uma sugestão bacana: só usar bancos online, para evitar a impressão de boletos. Mesmo assim a gente ainda tem que guardar os comprovantes... Haja papel!
Esta é apenas uma das complexas questões que surgem de nosso modo de vida. Como vamos provar à receita (ou qualquer outro órgão público) que recolhemos nossas contribuições sem os recibos? Recentemente, vivi um pesadelo: o INSS perdeu (sim, perdeu) todos os registros de um determinado mês de 2004. E, graças a um furto em minha casa (os meliantes badernaram meus arquivos) eu não consigo encontrar o comprovante. E agora, José? Pague-se novamente, porque se eu não tenho como provar, isso significa que está em aberto.
E, vejam, tenho bem uns 5 quilos de papel altamente reciclável nestes arquivos - que tenho que guardar...
Segundo o site do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos - CPTEC, o Rio Grande do Sul apresenta, atualmente, o maior índice de radiação ultravioleta (UV), com valores de variam de 10 a 14, isto é, os máximos da escala (considerados como valores "extremos"), representando um risco para a saúde de todos.

As figuras, tiradas do site do CPTEC, mostram bem o estado em que andamos. O site também apresenta dados da concentração de Ozônio que, como era de se esperar, está no limite inferior.

UVI_CMF-S.gif
tabela_IUV.jpg

E tem quem não acredite!


Errei o dia. Era para ter postado ontem. Mas, como se diz, antes tarde...

Ando preocupado. Não é padrão, por aqui, posts tipo "pessoais", mas não vejo alternativa. Será apenas uma impressão errada que tenho, ou o tema "aquecimento" está esfriando, caindo na vala comum da mídia, junto com as, por exemplo, falcatruas de alguns congressistas, que logo caem no esquecimento?

Os alertas começaram. A parte mais sensivel ao aquecimento começa a dar mostras de que não agüentará muito tempo. O gelo começa a derreter mais rápido do que o esperado.

A National Geographic deste mês tem uma interessante reportagem de capa sobre o assunto.

Leiam aqui.

A diretora geral da OMS, Dra. Margaret Chan, fez uma declaração especial para o Dia Mundial do Meio Ambiente

Da Redação Atmosfera Feminina com informações da OMS


O foco do Dia Mundial do Meio Ambiente, este ano, é o impacto das mudanças climáticas nas calotas polares, seus ecossistemas e comunidades, bem como as conseqüências disso para o mundo inteiro.

Existe uma relação complexa e muito próxima entre saúde, segurança da saúde e as mudanças climáticas. Limitar o impacto destas mudanças significa salvar vidas e nosso sustento, tanto quanto proteger o meio ambiente. Mais de 35 mil pessoas morreram na onda de calor de 2003 na Europa, enquanto em 2005, o Furacão Katrina causou morte e destruição nos Estados Unidos. Estima-se mais de 60 mil mortes relacionadas com desastres naturais relacionados ao clima todos os anos, a maioria nos países em desenvolvimento.

Mesmo estes números dramáticos não mostram com apuro o impacto indireto das mudanças climáticas sobre a saúde. A maioria dos males que mais matam no mundo são altamente sensíveis às condições climáticas. Malária, diarréia e desnutrição matam milhões de pessoas todos os anos, a maioria crianças. Sem uma ação eficiente para reduzir e evitar o aquecimento global, o sofrimento destas doenças será maior – e elas serão mais difíceis e caras de controlar.

Conforme o mundo esquenda, as calotas polare e glaciares derretem e o nível do mar sobe. Isso ameaça a saúde de todos os que vivem em áreas costeiras e também os que moram em cidades onde a única fonte de água potável vem do derretimento previsível das geleiras. Ao mesmo tempo, a chuva se torna menos previsível e a evaporação aumenta, reduzindo a quantidade e a qualidade da água potável e com certeza resultando em seca. Juntas, estas mudanças afetam a saúde de milhões de pessoas.

Existem duas atitudes que podemos e devemos tomar para enfrentar este desafio. Primeiro, devemos fortalecer os sistemas de saúde públicos, que são a primeira linha de defesa contra os riscos de saúde relacionados ao clima. Em segundo lugar, precisamos lembrar que a prevenção é tão importante quanto a cura. Os benefícios para a saúde virão tanto de reduzir o aquecimento global quanto de nossa adaptação ao meio. Muitas das ações que são necessárias para reduzir o nosso impacto sobre a natureza podem também reduzir a poluição e salvar vidas agora.

Reduzir nosso impacto sobre o ambiente exige que pessoas, comunidades e governo mudem seus comportamentos e políticas – como usar fontes de energia e sistemas de transporte limpos – que trarão benefícios imediatos à saúde da população.

Juntos, podemos agir para reduzir o aquecimento global e melhorar a saúde da população e do planeta.

Via Boing Boing, chega-me a notícia de que uma vila inteira no Alasca, Shishmaref, está literalmente caindo no mar, como consequência do aquecimento global. A vila tem uma geografia peculiar, entre um lago e o mar, e alguns moradores já foram forçados a se mudar por causa dos efeitos do aumento da temperatura sobre o mar. Mas o mais interessante no post do Boing Boing é o comentário de uma moradora do Alasca sobre a posição do governador do estado perante tal situação. O governador insiste que "A ciência do aquecimento global é inconclusiva". Ok, governador, então explique isso para esses 600 moradores de Shishmaref (e os outros tantos de comunidades do Alasca em situação parecida), que já são refugiados do fenômeno.

Veja fotos da gelada vila de Shishmaref aqui.

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