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Nos Estados Unidos, a deputada democrática Rosa DeLauro apresentou uma proposta de lei ao congresso, que deverá ser analisada em breve. Conhecida como Food Safety Modernization Act of 2009 e patrocinada por lobistas dos grandes conglomerados como MONSANTO, CARGILL, ADM (Archer, Daniels e Midland) e mais 35 grandes empresas agroalimentares, na prática, se aprovada, a tal lei deverá acabar com a agricultura biológica, considerada insana. Do modo em que foi redigida a malfadada proposta os hortos caseiros também seriam banidos.
O objetivo, segundo a deputada, teria como finalidade criar uma nova agência dentro do Department of Health and Human Services, chamada Food Safety Administration (FSA), para proteger a população da gestão perigosa dos alimentos e criar um standard para a segurança alimentar que atinja, inclusive, alimentos importados. Desse modo, ao FDA restaria somente o controle de medicamentos.

Apesar de não existir no projeto de lei nenhuma indicação desfavorável à cultivação para o próprio consumo e a palavra "biológico" jamais ter sido usada, também não existe nenhuma indicação favorável. O projeto de lei foi redigido de maneira a permitir interpretações e determina que as disposições de segurança alimentar que consistem no uso de agentes químicos, serão adotados um muito genérico "mecanismo de produção de alimentos" e em "qualquer empresa agrícola, ranchos, hortos, vinhedos e qualquer instalação ou local usado para cultivar". Ou seja, presumivelmente seriam incluídos cultivações biológicas e hortos caseiros. Pobre Michelle Obama. Se a lei passar, ela terá que arrumar outro passatempo.

Este é o título de uma cartilha elaborada pelo Ministério da Agricultura, com texto e ilustrações de Ziraldo, sobre alimentos orgânicos. Ela é voltada para o consumidor, e tem por objetivo ensinar as pessoas como identificar alimentos orgânicos comprados no mercado ou diretamente do produtor.

Aparentemente, até pouco tempo a cartilha estava disponível no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Entretanto, na semana passada ouvi de diversas fontes que ela teria sido tirada do ar (e 600.000 cartilhas impressas teriam sido retiradas de circulação) para alteração do texto sobre transgênicos, devido a um forte lobby da indústria.

Para quem tiver interesse em conhecer o material, há dois links alternativos: aqui e aqui. Entrei em contato com o Ministério através do site para saber como ter acesso à cartilha, já que não encontrei notícias sobre o recolhimento do material na mídia convencional, apenas através de blogs. Aguardarei a resposta, mas enquanto isso disponibilizo os links para o material, que é interessante e deve ser divulgado.

*Atualização*

Escrevi perguntando como encontrar a cartilha. A resposta da Biblioteca Nacional de Agricultura (BINAGRI) foi esta:

Para esclarecer a população sobre o alimento orgânico, o ministério da agricultura já distribuiu uma cartilha do desenhista Ziraldo chamada 'O Olho do Consumidor'. No material há o conceito de alimento orgânico e orientações para que o consumidor possa identificar esses produtos no mercado.

A cartilha foi retirada do site e também não dispomos de cartilha impressa para doação. Até o momento estamos aguardando um parecer da área competente sobre o procedimento/possibilidade de envio os usuários via e-mail ou impresso.

Escrevi outra vez perguntando por que o material havia sido retirado de circulação. Na verdade, não responderam, só informaram o seguinte:

Informamos que foi retirado temporariamente. Poderá ser realizado download no site a partir do dia 27/07, quando a cartilha volta a ser disponibilizada no catálogo de publicações.

Há algum tempo escrevi aqui um post esclarecendo o porquê do consumo de água mineral na Europa. Uma leitora havia deixado um comentário sugerindo que eu experimentasse um filtro da marca Brita, que não encontrei na cidade. Em Dezembro passado, num jantar na casa de um vizinho, descobri que já era possível encontrar o tal filtro. Trata-se de uma simples jarra com um elemento filtrante que deve ser substituído quando um pequeno dispositivo da jarra informa ser exaurido.

Comprei no dia seguinte e descobri que a loja aceitava o cartucho usado para ser devolvido ao fabricante para reciclagem. Meio ressabiado, usei o filtro desde então, enquanto me informava sobre a potabilidade da água oferecida pelo fornecedor público (a água que sai da torneira das casas). Durante a pesquisa descobri que a água tratada na Itália é, de um modo geral, de boa qualidade, apesar do gosto forte do cálcio que forma o calcário, presente em quase toda a península. O jornalista Giuseppe Altamore, investigador da situação da água potável italiana, chega a afirmar que se pode beber sem medo a água da torneira, com exceção de Amiata, na Toscana, onde o teor de arsênico é cinco vezes superior ao nível permitido pela legislação. E antes que você me pergunte como é possível, esclareço que a lei italiana é assim, cheia de emendas e rasuras, para permitir esse tipo de absurdo. O mesmo jornalista nos alerta sobre uma pesquisa alemã elaborada pelos cientistas Martin Wagner e Jorg Oehlmann da Goethe University de Frankfurt, publicado na revista Environmental Science and Pollution Research. Os estudiosos analisaram algumas marcas de água mineral e concluíram que alguns compostos hormonais das garrafas plásticas podem ser transferidos para a água. Martin Wagner e Jorg Oehlmann sugerem que o estudo é apenas a ponta de um iceberg, presumindo que outras embalagens plásticas de produtos alimentares também poderiam contaminar os alimentos.

Voltando ao filtro Brita, é extremamente simples de usar, bastando enchê-lo com água e aguardar alguns segundos para que a água da torneira perca o gosto característico, ligeiramente salobro. Água para beber, fazer chá, café ou cozinhar, sem o inconveniente das embalagens plásticas. Para evitar um contato prolongado com o plástico do filtro, transfiro imediatamente a água filtrada para três jarras de vidro com tampa. Uma fica sobre a mesa da cozinha, para fazer café, etc. As outras duas vão para a geladeira. Mas nada de fazer grandes estoques de água filtrada, pois é sempre um produto alimentar a ser considerado com curto prazo de validade.

Economicamente também é vantajoso. Em casa consumíamos 3 garrafas de água de dois litros, diariamente. O preço médio de uma garrafa de água mineral - na região onde moramos - é de 0,50 euros, totalizando, em média, 45 euros por mês. Uma caixa com três filtros custa 19,99 euros. Como usamos um filtro por mês, o que equivale a 6,66 euros, economizamos algo como 38,34 euros por mês.

Acredito que um corpo em boa saúde produza todos os hormônios de que necessita, sem precisar dos eventuais hormônios transmitidos pelas embalagens plásticas. Economizar também é um fato positivo, mas o que me levou mesmo à procura de uma alternativa às garrafas plásticas da água foi a ânsia que me causava aqueles sacos de lixo cheios de garrafas vazias, que eu não tinha certeza de que seriam realmente reciclados.

Ufa! Deu sede.

Ando me policiando para reduzir o desperdício de alimentos, através do planejamento mais cuidadoso do que fazer, bem como o aproveitamento de eventuais sobras antes que estraguem. Além disso, também procuro reduzir o lixo reciclável e não orgânico/não reciclável que geramos na cozinha.

Para isso, tenho procurado fazer em casa biscoitos, por exemplo. Em vez de comprar no mercado biscoitos naquelas embalagens que nem recicláveis são, eu os faço em casa. Além de reduzir a quantidade de embalagens que vai pro lixo (reciclável, mas quem garante que esteja sendo reciclado corretamente?), ainda permite que selecionemos ingredientes mais saudáveis.

A receita testada e mais do que aprovada é de biscoitos doces. Já corri atrás de uma salgada e ainda vou testar. Por ora, deixo aqui a receita aclamada pela opinião pública (ao menos a que frequenta a minha casa).

Ingredientes

2 xícaras de chá de aveia em flocos finos
1 xícara de chá de gotas de chocolate/passas/nozes/castanhas/ou o que der na telha (minha última inovação foi biscoito de passas com linhaça em grão, ficou muito gostoso - usei meia xícara de cada)
1/2 xícara de chá de manteiga
1 xícara de chá de farinha (uso metade branca, metade integral ou branca/centeio)
1 xícara de chá de açúcar (uso meia de açúcar demerara orgânico, e substituo por mel sempre que tem)
1 colher de chá de fermento em pó
2 ovos

Modo de fazer
Juntar tudo e trabalhar até a massa ficar homogênea. Fazer formas ou bolinhas achatadas. Levar ao forno pré-aquecido (180ºC) em forma untada e enfarinhada por cerca de 25/30 minutos.

Fácil, fácil. Em geral, dobro a receita e/ou faço vários sabores diferentes no mesmo dia, assim aproveito o forno já aquecido. Atenção: o tempo de assar diminui um pouco a cada fornada subsequente, fique de olho. Na primeira vez, queimei a segunda fornada.

O próximo passo é pegar o jeito de fazer bolos.

E você? Tem alguma eco-receita pra compartilhar?

Recebemos um comentário bem pertinente, a meu post, Definitivamente sem carne, que publiquei em meu blog , na rede Ecoblogs, e também aqui, no blog Faça a sua parte, de onde vem o comentário enviado por Michel Seikan, do blog Eco-consciência. Ele sugere que publiquemos o vídeo-documentário, de Marianne Thimmer, do Partido pelos animais nos países baixos, intitulado: "Meat The Truth - Uma Verdade Mais Que Inconveniente", que trata sobre a questão do consumo de carne em relação as emissões de CO2.

O mais interessante neste vídeo, é que ele nos alerta para o fato de que 18 % das emissões de gases no mundo são causados pela pecuária, enquanto 13 %, são causadas pelos transportes! Carros, tratores e aviões causam menos efeito que a pecuária, e muita gente não acredita, ou nem sabe disto, ou não imagina que o impacto seja tanto.

Como exatamente a pecuária emite isto? Os animais da fazenda são mais perigosos que o setor de transporte do mundo? Exatamente. As vacas são os maiores produtores de gases metano. Destruímos a floresta para plantar soja e milho e mandamos a soja para a Europa (com agrotóxicos). Comer carne é um luxo que contribui para a destruição da biodiversidade.

Elas não têm culpa, dirão alguns. Regurgitar e produzir metano é um processo natural dos ruminantes. Uma vaca leiteira que produz de 8 a 10 mil litros de leite por ano, emite de 500 a 700 litros de metano a cada dia. Isto é equivalente às emissões de CO² de um grande veículo a 56 km por hora. Conforme a população aumenta, a produção pecuarista também. O impacto na água e na biodiversidade são grandes.

Cerca de 75 % dos cereais produzidos, são comidos pelos animais. A produção de soja brasileira cresce em áreas ambientalmente frágeis. O aumento no consumo de carne dobra a cada ano, e a área desmatada para alimentar os animais também. Para se ter uma ideia do impacto ambiental, calcula-se que 70 mil km que um carro percorre equivale à produção de metano de uma única vaca!

Daqui a 50 anos a produção de carne dobrará para 450 bilhões de quilos! Hoje, um europeu, em média, come 1800 animais durante a vida. Se não mudarmos nossos hábitos alimentares, estaremos consumindo 450 bilhões de carne em 2050!

É preciso fazer escolhas para sermos ambientalmente responsáveis. Se alguém come carne, tem o hábito que mais destrói o ambiente. A carne é a causa número 1 do aquecimento global. Se cada pessoa deixasse de comer carne, em uma única refeição, uma vez por semana, seria o equivalente a retirar 500 mil carros das estradas dos EUA.

É simples: menos consumo de carne, menos produção pecuária, menos animais, redução de emissão de gases, redução do uso de água e menos desmatamento. É uma escolha muito fácil: apenas não comer carne por um dia a cada semana.

"Se você não se importa com as mudanças climáticas, faça isso por amor aos animais", termina, Marianne.

É um vídeo longo, muito interessante e oportuno. Vale a pena conferir.

A propósito, continuo sem comer carne, há exatos 53 dias.

legumes

Completei o desafio 30 dias sem carne. Os dias passaram-se naturalmente. Não senti vontade de comer carne, sequer me senti tentada a dar uma provadinha. Almocei fora de casa várias vezes, jantei em casa de amigos, ocasiões em que o cardápio continha carne, e não cedi.

Agora, sim, posso dizer que a carne não faz mais parte de minha dieta. As razões já foram expostas aqui e aqui. Está vencido o desafio. Agora acredito que estou pronta para definitivamente abandonar este hábito. Não apenas por 30 dias, mas indefinidamentte. Este é o meu objetivo.

Não faço apologia ao vegetarianismo, como já expliquei nos posts citados. A produção industrial de carnes é uma das fontes mais importantes de poluição do meio ambiente: necessita de áreas gigantescas, consome enorme volume de recursos naturais e energéticos, gera bilhões de toneladas de resíduos tóxicos sólidos, líquidos e gasosos, que contaminam solo, água, ar, plantas, animais e pessoas.

Convém ressaltar também que o desmatamento realizado para o plantio de pastagens para o gado é o fator de maior impacto na diminuição da Floresta Amazônica.

Por razões ambientais, por amor aos animais, pela saúde, enfim, pela vida, continuarei fazendo a minha parte. Estou me sentindo muito bem, podem acreditar. Há quem opte por diminuir o consumo de carne. Eu prefiro eliminar o consumo de carne de minha dieta e, desta forma, contribuir para desacelerar o aumento do aquecimento global, contribuir também para a conservação da biodiversidade e bem-estar dos animais. E, como lucro, ter uma vida mais saudável.

Imagem: daqui

protena-de-soja-com-folhas-de-brcolis-picadinha.jpg

A discussão andou acirrada por estes dias, aqui no Faça a sua parte, a respeito de meu desafio de não comer carne durante 30 dias, postado em meu blog e publicado aqui também. Alguns chegaram a ser indelicados, mas não me importo. Achei engraçado, embora grosseiro, o comentário de alguém que afirmava que estas pessoas "na calada da noite pegam um bife de picanha e se acabam".

Bem, não é o meu caso. Estou há apenas nove dias sem comer carne alguma, e não sinto falta e nem tentação de "pegar um bife na calada da noite e me acabar". Minha filha faz carne todos os dias , pois ela, meu genro e a Princesinha são carnívoros. O cheiro da carne cozinhando me dá náuseas. Faço proteína de soja com legumes para mim e as duas acabam comendo também. Aliás, este hábito de comer proteína de soja, já adquiri há algum tempo. Faltava-me força de vontade para abandonar de vez o vício de consumir carne.

Algumas pessoas não entendem por que tal atitude, mas, como já expliquei nos comentários, o desafio a que me propus é para eu testar meus limites. Venho de uma familica carnívora e deixar o hábito é um exercício de força de vontade, pois eu gosto muito de peixe e frango. A carne vermelha é fácil de abandonar, pois me dá náuseas.

Se eu vencer o desafio, poderei definitivamente abandonar este mau hábito. Este é o meu objetivo. Não faço apologia ao vegetarianismo, aliás deixei isto bem claro no post. Por razões ambientais, por amor aos animais, pela saúde, enfim, pelo motivo que for, a decisão é minha.

E, a propósito, eu não sou a única pessoa que tomou tal decisão, ao entender que fazer sua parte para minimizar as emissões de CO² ( o "pum" das vacas, de acordo com o Afonso), é amenizar o impacto nocivo sobre a vida no planeta. Realmente não entendo tanta agressividade.

Imagem: proteína de soja com legumes - foto minha

Há cinco dias sem comer carne, sinto-me ativa, sem sono nenhum, e comendo pouco. Amanhã vou me pesar. Esqueci de fazê-lo no primeiro dia, embora o objetivo não seja este.

O desafio a que me propus tem estes principais motivos: reduzir o impacto ambiental provocado pelo consumo de carne; diminuir o sofrimento, suplício mesmo, dos animais antes do abate e durante o abate. E, naturalmente, ao ter uma alimentação mais saudável, não preciso fazer reposição hormonal. Acredito que câncer, doenças cardíacas, crueldade com os animais, matança de semelhantes, desastre ecológico são motivos suficientes para eu repensar meu mau hábito de comer carne de animais.

Hoje vou preparar proteína de soja, que aprecio demais. Já consumo proteína de soja e vegetais verdes há algum tempo. Reduzi meu consumo de carne vermelha quase a zero, nos últimos dois anos, depois que assisti a vídeos e após ler o relato dos horrores a que são submetidos os animais antes de e durante o abate. Na ocasião eu tomei uma decisão: a de não comer mais carne, de espécie alguma.

No entanto, não levei minha decisão a sério. Alguns sanduíches à base de salsicha e presunto ainda me tentavam. E continuei comendo carne de peixe e frango. Agora resolvi levar o desafio a sério: 30 dias sem comer carne, inclusive peixe e frango. Não pretendo ser vegetariana, mesmo porque continuo consumindo ovos, leite e seus derivados.

Penso que devo consumir mais vegetais e frutas, também pela questão ambiental , e porque minha saúde depende de como me alimento. Como parte deste ambiente, ao nos alimentarmos de forma saudável, estamos, ao mesmo tempo, protegendo-nos e ao Planeta. Vamos ao desafio.

imagem: quibe sem carne (receita aqui)

Mai-tai

Dia desses fomos num happy hour no bar de um hotel. Pedimos um típico mai-tai (uma boa receita aqui), que combina maravilhosamente com um fim de tarde gostoso.

Quando o mai tai veio, achei estranho: estava em um copo plástico. Em geral, o drinque é servido numa taça de vidro ou numa taça de plástico-que-parece-vidro. Mas dessa vez era num copão "comum" mesmo.

Achei que podia ser pela proximidade do bar com a piscina do hotel, onde crianças não paravam de pular e correr e nadar. Copo plástico evita acidentes desagradáveis, sem dúvida - ninguém quer vidro quebrado em piscina. Mas aí rodei o copo e li a frase abaixo (desculpa a falta de foco da câmera do celular...):

corn-plastic
This container is made from corn and is 100% compostable.
("Este frasco é feito de milho e é 100% compostável.")

Plástico de milho? E na parte debaixo do copo, um endereço em letras minúsculas: Styrophobia.com. Fui checar o website. Descobri ser de uma empresa havaiana que faz vários produtos de uso rotineiro com plástico biodegradável, feito de milho ou cana-de-açúcar. Uma empresa que nasceu do incômodo de 2 pessoas com a quantidade abusiva de plástico e isopor usado no Havaí - sendo aqui uma ilha, lixo é um problema sério para ser lidado. O estado ainda exporta parte de seu lixo para o continente, mas qualquer passo, por menor que seja, para diminuir a quantidade de lixo inicial gerado, é opção vista com ótimos olhos.

Sinceramente, não sei avaliar o grau real de sustentabilidade do plástico verde - já que, como bem lembrou a Isis, será necessário plantar (usar a terra...) em algum lugar para ter matéria-prima para produzir o tal bioplástico. Mas, frente as opções que temos atualmente de plástico via petróleo - e levando-se em consideração o quanto o mundo utiliza plástico e o tempo que campanhas de conscientização levam para fazer efeito de verdade - acho até que pode ser uma boa idéia temporária, meio que de "transição" (até o fim da era do plástico, em meu utópico sonho). Pelo menos, parece que já está em prática nos hotéis havaianos, mesmo com um preço mais salgado.

Mas o que mais me inspirou no Styrophobia não foi o bioplástico em si. Foi saber que a idéia partiu de pessoas comuns que viram um problema e não se contentaram apenas em sentar no sofá e reclamar: resolveram fazer a sua parte para tentar resolver o problema. Mesmo que errem em algum ponto, e contanto que o erro não acarrete prejuízo ambiental maior ainda, pelo menos tentaram fazer algo! Admiro pessoas assim, com ímpeto inovador e força de vontade para agir frente aos entraves e circunstâncias da vida. São essas pessoas que fazem a diferença. Porque é da boa atitude delas que precisamos para lutar por um futuro mais ecoconsciente para as gerações que vêm por aí.

Aquecimento global é tema de folia alternativa na Av. Paulista neste domingo


No próximo dia 22 de fevereiro, domingo de carnaval, acontecerá na Av. Paulista, o evento internacional "2 MINUTOS PARA MUDAR".

Entre 14 e 17h, a cada 30 minutos voluntários fantasiados de animais, juntos e de mãos dadas, abraçarão um globo terrestre gigante na entrada do Shopping Center 3. Todos os presentes serão convidados a dar o "abraço".

A finalidade é chamar a atenção sobre as causas e consequências do Aquecimento Global e promover a conscientização dos benefícios de uma dieta vegetariana.

Organizado por voluntários preocupados com a atual situação do planeta na questão das mudanças climáticas, o evento conta com o apoio de "A Suprema Mestra Ching Hai Associação Internacional", "Instituto Nina Rosa", "Veddas", "Sociedade Vegetariana Brasileira" além de outras ONG's e entidades ligadas à preservação ambiental e à divulgação do vegetarianismo.

Todo aquele que estiver disposto a refletir por dois minutos sobre a questão do Aquecimento Global e o fato dele estar diretamente relacionado ao nosso modo de vida, está convidado a participar do evento.

Além disso, as organizações envolvidas apresentarão seus trabalhos por meios de vídeos e distribuição de material informativo, no Conjunto Nacional.

O evento acontecerá simultaneamente em 25 países. Segue relação daqueles que já confirmaram a participação: Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Bulgária, Colombia, Chile, Costa Rica, Espanha, EUA, França, Indonésia, Inglaterra, Irlanda, Itália, México, Nigéria, Nova Zelândia, Polônia, Republica Checa, Republica Democrática do Togo, Suécia, Suíça, Tailândia e Uganda.

DAQUI

Serviço: 2 MINUTOS PARA MUDAR
Quando: Domingo, dia 22 de fevereiro das 14 às 17h (a cada 30 minutos)
Onde: Av. Paulista 2064 e 2073

Inaugurado em Curitiba (PR) o primeiro mercado municipal de orgânicos do país

O espaço construído em parceria com a Prefeitura conta com mais de mil produtos diferenciados com selo e certificação de livre de agrotóxicos e aditivos químicos.

Foram investidos R$ 3,1 milhões em quase quatro mil metros quadrados. Um anfiteatro na parte superior do estabelecimento se destina a reuniões com lojistas, agricultores e empresários com objetivo de estimular rodadas de negócios orgânicos. Os comerciantes que atuam no mercado foram selecionados por meio de pregão eletrônico, sendo que duas cooperativas do estado ocupam bancas de hortifrutigranjeiros.

O secretário municipal do abastecimento, Norberto Ortigara destaca que o mercado vai contar com as tradicionais bancas de frutas, verduras e legumes, além de açougue com carnes exclusivamente orgânicas, lanchonete, artesanato feito a partir de materiais orgânicos, confecções, cosméticos e até alimentos industrializados, mas que tenham uma produção orgânica.

A consciência ecológica está presente também na estrutura física do mercado. Com sistema de captação da água da chuva e uma calha especial instalada no telhado, o recurso pode ser utilizado em ambientes e serviços que não necessitam de água potável. A luminosidade também foi estudada para reduzir o consumo de energia elétrica.

A região metropolitana de Curitiba desponta na produção de orgânicos do estado e o estímulo pode ampliar ainda mais esse mercado. Cerca de 40% das hortaliças produzidas no Paraná são cultivadas em 553 hectares de áreas de lavoura orgânica em 19 municípios da região metropolitana. A produção anual chega a quase quatro mil toneladas. Ortigara avalia Curitiba como grande mercado consumidor, "esta é a chance que esses municípios têm de apoiarem seus produtores para que convertam a forma de produzir em suas propriedades." O secretário municipal do abastecimento ainda afirma, "os agricultores dos municípios vizinhos, onde se produz água, podem aproveitar a chance para ganhar dinheiro, mudar de vida e contribuir com o meio ambiente mantendo a produção de água limpa".

Horário de Funcionamento
Terça-feira a sábado, das 7h às 18h
Segunda-feira, das 7h às 14h
Domingo, das 7h às 13h
Endereço: Rua da Paz, 608, Jardim Botânico (ao lado do Mercado Municipal de Curitiba)

FONTE: Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Notícia veiculada na página da 15ª Regiao da Procuradoria Regional do Trabalho (Ministério Público do Trabalho), no dia 9 deste mês:

"A Justiça do Trabalho de Paulínia concedeu tutela antecipada em favor do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campinas, da Associação de Combate aos Poluentes (ACPO), do Instituto "Barão de Mauá" de Defesa de Vítimas e Consumidores Contra Entes Poluidores e Maus Fornecedores e da Associação dos Trabalhadores Expostos a Substâncias Químicas (Atesq), em ação civil pública ajuizada em face das empresas Shell e Basf, obrigando-as a contratar um plano de saúde vitalício para os ex-funcionários expostos a riscos de contaminação na unidade de fabricação de agrotóxicos, no bairro Recanto dos Pássaros, em Paulínia. A decisão se estende para os familiares de empregados, prestadores de serviços e trabalhadores autônomos que se ativaram no local."

Ainda,

"A exposição de seres humanos aos contaminantes presentes no local da fábrica é há anos estudada e está vastamente documentada nos autos do processo por instituições como Unicamp, MPT, Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente, Ministério da Saúde, Cut, Cedec, Dieese, Unitrabalho e a empresa holandesa Haskoning/IWACO - a pedido da própria Shell."

Mais, "Consta da decisão a publicidade ao fato por parte das rés, ou seja, Shell e Basf devem anunciar na primeira página dos maiores jornais do país e nas três emissoras de TV de maior audiência, a fim de tornar pública a decisão aos beneficiários, alertando-os sobre seu direito adquirido."

Palavras da juíza:

"é justamente essa irregularidade que se pretende corrigir com a concessão da presente antecipação de tutela que, há tempos, diga-se, já deveria ter sido deferida, mas que ficou no aguardo das tratativas de acordo entabuladas pelas partes, sem êxito, entretanto"

"No curso desses anos, todos nós, cidadãos, pagamos pelo tratamento que hoje é concedido tão-só pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos trabalhadores contaminados, com as limitações que lhe são inerentes, e que não lhe permitem a realização de exames e de tratamentos necessários à manutenção de um mínimo de bem-estar e dignidade. A conta é quitada pelos cofres públicos, por recursos de cidadãos que não usufruíram dos lucros exorbitantes gerados em favor das rés, durante décadas, inclusive com a fabricação desses produtos que já se sabia tóxicos"

Negritos meus. Primeiro, a publicação da decisão. AINDA NÃO VI NADA, nem nos maiores jornais e, sequer, nas três grandes emissoras (Globo, Record e SBT, atualmente). Não se trata de que os jornais e emissoras não queiram. É matéria paga e por obrigação judicial. E na primeira página, não em qualquer cantinho escondido nos cadernos de publicidade ou nas madrugadas televisivas.

Segundo, e o mais importante, é o crime cometido contra todos nós por empresas que se dizem "socialmente responsáveis", mas que há anos, sem que saibamos, matam seres humanos e a natureza em prol dos seus lucros.

É claro que as empresas vão se safar da divulgação. E por certo tentarão se safar de pagar os planos de saúde pevistos na decisão (ainda em fase de tutela antecipada).

MAS, certamente, NÃO DEIXARÃO DE PUBLICAR SEUS BALANÇOS SOCIAIS onde aparecem como empresas preocupadas com o meio ambiente.

Este é apenas um dos tantos exemplos da piada, cujo título é "Existem empresas social e ambientalmente responsáveis".

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Em época de crise, sempre é bom relembrar as dicas para economizar os recursos naturais. E, desperdício de alimento, contaminado pela manipulação inadequada não é bom para o bolso, nem para o ambiente, além de provocar o risco de morte, caso seja consumido.

Pensando nisso, o SENAI levará a todo o país, em 2009, o Programa de Alimentos Seguros (PAS) para orientar a população sobre as técnicas mais adequadas para comprar, manipular, conservar e reaproveitar os alimentos consumidos em casa.

Segundo pesquisa feita pelo órgão, cerca de 48,5% da contaminação dos alimentos ocorre em casa. E, por ano são registrados 568 mil casos de contaminação, e desse total, 6 mil são fatais. O hábito de reaproveitar comida é o grande vilão, pois as pessoas guardam os alimentos na geladeira de modo inadequado.

Eu tenho, ou melhor, tinha, o péssimo hábito de guardar alimentos perecíveis na porta da geladeira, onde a variação de temperatura é maior. O ideal é que se coloque o requeijão, o molho de tomate, o leite , o iogurte e similares no fundo da prateleira para garantir uma refrigeração constante.

Outro péssimo hábito que eu mantinha, era o de guardar comida pronta na geladeira, sem retirá-la das panelas. O mais adequado é que o arroz , o feijão , a carne (para quem ainda a consome) sejam acondicionados em recipientes fechados para que se conservem por mais tempo, sem o risco de estragarem.

O SENAI disponiblizará cartilhas para alertar e orientar a população acerca dos problemas e soluções para cada local em que se manipulam os alimentos. Fiquem atento. Reaproveitar alimentos é ecologicamente correto, sem colocar em risco a saúde, é claro.

fonte: Senai

Imagem: Hugo Luigi

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A preocupação com o meio ambiente se alarga e invade todos os campos da atividade humana. Mais e mais pessoas, empresas e instituições estão aderindo a modelos de relacionamento e produção que respeitem o meio ambiente, que não produzam CO2 e abaixem os níveis de consumo de energia e produção de dejetos.

Recolhi com a ajuda da revista l'espresso, alguns links interessantes nesse aspecto. A começar do http://100milediet.org/ , um site que prega a dieta das 100 milhas, ou seja, reza que um dos maiores produtores de CO2 no planeta è o transporte de alimentos. Consumindo produtos produzidos em no máximo 100 milhas de tua casa, você vai estar contribuindo enormemente à redução dos níveis de gás carbônico. Isso è complicado, vai em contradição por exemplo com o mercado eco e solidário, que faz viajar bananas, chás e tudo o que o pequeno produtor produz e está contribuindo ao seu modo com a redução da pobreza. Mas vale uma olhada e um pensamento a respeito.

Outro link interessante é o http://www.ecocho.it/ Ainda que seja em italiano, é um motor de pesquisa tipo google com a diferença que a cada 1000 pesquisas, o site banca o plantio de uma ou duas arvores, que são pagas com o dinheiro arrecadado com a publicidade. Quem controla os caras? Sei lá, vou dar uma olhada e tento descobrir quem conta as arvores que eles plantam. Mas a idéia é boa.

Um exemplo de como aos poucos a mentalidade está mudando mas o espirito humano continua o mesmo: http://www.ttxgp.com/ Uma competição de motos à emissão zero de carbono. Motores elétricos, a hidrogênio, mistos, o que for, mas desde que não emitam CO2 é o regulamento. Será dia 12 de junho de 2009 na ilha de Man, e as inscrições ainda estão abertas.

Finalmente, mas não por ultimo, um tema delicioso: o sexo. Nesse link : http://planetgreen.discovery.com/go-green/sex/green-sex-basics.html, centenas de dicas de como fazer do sexo uma atividade "verde" Um verdadeiro manual do belo esporte aliado è consciência ecológica. Visitei alguns links como http://fuckforforest.com/ e http://www.ecobabes.org/ e pude gozar de alguns minutos de boa leitura e belas visões.


Depois de muita pressão dos consumidores, de produtores de leite e de ONGs, a Monsanto entregou os pontos e vai parar de fabricar o Posilac (ou rBGH), um hormônio de crescimento geneticamente modificado para fazer as vacas produzirem mais leite. O produto foi o primeiro transgênico produzido em escala comercial pela empresa e vinha causando inúmeros problemas aos animais - e aos humanos por tabela (veja o vídeo abaixo). O hormônio provocava mastite nas tetas das vacas, gerando muito pus, que por sua vez passava ao leite, juntamente com a quantidade industria de antibióticos dados aos animais para tratar dos problemas causados pelo produto da Monsanto. Uma beleza, não?

Nos últimos anos, houve uma crescente rejeição ao Posilac no mercado americano. Empresas como Starbucks e Kraft se declaram livres do produto e outras passaram a indicar nos rótulos de seus produtos que não usavam leite de vacas tratadas com o hormônio - coisa que a Monsanto tentou impedir na Justiça.

E pensar que o produto, proibido na Europa e no Canadá, ficou no mercado americano por quase 15 anos. A Monsanto diz que vai 'descontinuar' o Posilac porque pretende focar nas sementes transgênicas. É a velha história: eles ferem o sândalo e ainda querem sair perfumados...

Confira abaixo a pressão que a Monsanto fez na Fox americana para que não veiculasse uma grande reportagem investigativa que apontava sérios problemas no produto e os riscos que ele poderia causar à saúde humana:



(trecho do documentário The Corporation, que pode ser visto na íntegra no Youtube - o próprio diretor pôs o filme lá, dividido em 23 partes.)

Quando comecei meu projeto de fazer uma hortinha na varanda de meu apartamento, nem imaginava que pudesse dar certo. Na verdade, eu não acreditava muito que que iria conseguir, pois sempre tive mão pesada para plantas. Mas, quando as plantinhas começaram a brotar, pude ver como a natureza é sábia e não precisa de nada mais, além de cuidado e atenção.


alfaces, coentro e cebolinha

Minha hortinha está crescendo. A cada dia fico mais bestificada ao ver que a natureza é tão generosa e pede tão pouco em troca. Já tive de replantar as alfaces em outra floreira para que elas tenham mais espaço para crescer. O coentro é tão cheiroso. A gente, acostumada a comprar estas coisas no mercado, perde o frescor e o perfume das hortaliças. E o sabor então... Não vejo a hora de saborear minha primeira saladinha plantada por mim, hehe.


Plantei também tomate-cereja, que já está bem grandinho.

Este "vaso' em que plantei os tomates-cereja era um balde de lixo que reaproveitei na hortinha. Minha varanda está ficando verde, hehe. A Princesinha tem o maior carinho com as "comidinhas". E gosta de regar, com muito cuidado: "bebe tudo, viu", diz elas às plantinhas.


O coentro tem um cheirinho delicioso

Estou adorando esta experiência. Tomara que dê certo. Já plantei algumas sementes de maxixe também, mas eles ainda não deram o ar de sua graça. Daqui a alguns dias, talvez tenhamos novidades. Tomara.

E vocês, já se animaram em fazer sua hortinha também?

Imagens: mini-horta na varanda de meu apartamento

Preço do cação no varejo do Ceagesp semana passada

Os que me conhecem sabem que há tempos eu venho martelando sobre a questão da matança dos tubarões mundo a fora. O quanto esse grupo de animais é importante pro ecossistema marinho, o quanto vem sendo ameaçado, a ponto de pesquisadores pelo mundo e da própria ONU já terem declarado que os tubarões devem ser prioridade máxima de conservação no mundo atual.

Minha preocupação em disseminar tal informação (por demais esquecida pelas pessoas em geral) é tamanha que fiz questão de enfatizar isso logo no primeiro tópico do guia malla de consumo de peixes:

"1) NUNCA compre cação. NUNCA coma cação, independente de onde você more. Tubarões ou cações são peixes ameaçadíssimos de extinção no mundo inteiro e ao comê-los, você incentiva o tenebroso comércio de barbatanas pra China. "

Há outros peixes bastante ameaçados também, como o atum, o bacalhau e o salmão. E para todos eles, o preço da carne é proporcional à sua raridade, com o bacalhau liderando o ranking dos mais ameaçados e, portanto, dos mais caros. Razoavelmente lógico, não? Mas então... por que o mesmo não acontece com o tubarão? Por que a carne de cação é das mais baratas vendida do mercado?

Hoje, eu encontrei os seguintes preços no portal do CEAGESP:

- Polvo: R$14,00/kg
- Camarão rosa pequeno: R$12,00/kg
- Linguado: R$10,00/kg
- Salmão: R$14,00/kg
- Badejo: R$14,00/kg
- Salmão: R$23,00/kg
- Robalo: R$22,50/kg
- Atum: R$11,00/kg
- Pescada grande: R$5,00/kg
- Tilápia: R$2,50/kg
- Cação: R$4,50/kg

Sendo que no varejo o produto é vendido proporcionalmente mais caro.

Há peixes mais baratos e sustentáveis, como a tilápia. Mas dentre aqueles extremamente ameaçados que estão à venda no mercado brasileiro, o cação é sem dúvida o mais barato de todos. Uma contradição que tentarei explicar aqui.

No Brasil, não é proibido pescar o tubarão e vender sua carne no mercado. É proibida pela portaria 121-N do IBAMA (link em pdf) a prática do "finning" - ou seja, matar um tubarão apenas para retirada das barbatanas, descartando a carcaça do animal no mar, onde o bicho tem pouquíssimas chances de sobrevivência sem a barbatana para auxiliar em seu deslocamento. E os barcos de pesca brasileiros não fazem isso. Nas palavras de um pesquisador, que lemos na reportagem da Folha de ontem:

"Hoje, a prática do "finning" em águas brasileiras praticamente não existe. Os barcos nacionais aproveitam 100% dos tubarões capturados e os estrangeiros têm observadores de bordo."

E será que por isso então é ok matar o animal? O número de tubarões perdidos por ano continua aumentando, o dano ao ecossistema continua o mesmo, com ou sem finning, independente da semântica da lei. A lei, nesse caso, é mero subterfúgio conivente a interesses financeiros maiores.

Todo pescador no mundo sabe que a barbatana é o bem mais cobiçado de um tubarão, por causa da demanda no mercado asiático. Quando um pescador pesca um tubarão, em geral a primeira ação que toma é separar a barbatana, ainda em alto-mar, e pôr para secar. O resto do bicho vira subproduto - porque o principal já está garantido para o comprador chinês/taiuanês. Na maior parte do mundo, a carcaça vai pro mar. No Brasil, sobram nos congeladores dos barcos quilos e mais quilos de carne. Que são levadas ao continente para comércio.

Por uma razão cultural (?), os brasileiros consomem a carne do cação, que é um lucro "colateral" limpo para o pescador. O gerador de lucro mais controverso, a barbatana, já está longe há tempos quando você vê a carne de cação no mercado. O "finning", único e exclusivo, na definição simples da lei, realmente não existe no Brasil. Ele existe mascarado pela venda da carne de cação.

E é essa brecha da legislação do IBAMA que permite à indústria pesqueira nacional continuar dizimando tubarões - porque a carne é consumida. Barata, ainda por cima - quanta ironia... Para mudar essa situação em prol de um ecossistema marinho sustentável, a meu ver é fundamental que se proíba a pesca de tubarões, sua comercialização completa. Tornando essa atividade ilegal, pelo menos o IBAMA poderá coibir alguma parte desse comércio sob o amparo da lei. Seria melhor ainda se fosse possível elaborar um programa de pesca sustentável do tubarão, que acomodasse os pescadores artesanais, sua nutrição, cultura e a manutenção do ecossistema saudável; mas na atual conjuntura de quase-extinção de várias espécies de tubarões, isso soa infelizmente deveras utópico.

Deixo então, para reflexão de todos que porventura passem por aqui, duas imagens do "processamento" de um tubarão em alto-mar. As fotos foram tiradas a bordo de uma embarcação de pesca de bandeira brasileira em território brasileiro.

Finning
Barbatanas secando
Pescador retira barbatana assim que o tubarão chega no convés do navio. Em seguida, barbatanas secando ao sol.

Quem é o predador?
Quem é o real predador?

Estava assistindo a este filminho muito lindo e emocionante, com trilha sonora de Fábio Júnior, cantando 'Imagine" (adoooro!!! Tudo!!!), feito por um grupo de alunos para um trabalho sobre o meio ambiente, e, ao ver as imagens das crianças com fome, lembrei-me de minha netinha e de meus filhos, que sempre tiveram alimentos saudáveis e à vontade. Pensei em quanta comida já desperdiçamos, estragada, jogada ao lixo. E chorei.

Doeu muito pensar que há tanta fome no mundo enquanto nos damos ao luxo de jogar fora alimentos que sobram, em vez de reaproveitá-los. Já disse aqui que me chamam de 'pão dura' por minhas ações 'ecoconscientes', mas, se pensarmos com o coração ('o essencial é invisível para os olhos'), veremos que não se trata de 'sovinice', mas de consciência de que a fome é uma realidade no mundo.

Fazer um delicioso risoto ou um molho incrementado para o macarrão com as sobras do frango, peixe ou mesmo da carne (para aqueles que ainda a consomem) é um ato de consciência de que os recursos naturais e os alimentos não estão disponíveis para todo o mundo. Eu mesma reaproveito tudo que é nutritivo e que, na maioria das vezes, é descartado quando se prepara um alimento. Por exemplo, os talos e as folhas de espinafre e brócolis, se bem picadinhos, podem incrementar um ensopado ou colorir um arroz branco.

Vejam o almoço ecoconsciente que preparei para minha Princesinha :

arroz branco com espinafre picadinho e proteína de soja com folhas de brócolis picadinhas

As receitinhas:

Arroz branco com espinafre
 
- Refogue alho e cebola (a gosto) em azeite
- Acrescente um copo (100 ml) de arroz branco (sem lavar) e mexa bem.
 - Pique bem fininhas, umas seis folhas de espinafre e acrescente-as ao arroz. - Coloque dois copos de água e deixe ferver
- Abaixe o fogo e tampe a panela.
- Deixe cozinhar até o arroz ficar macio.
- Sirva bem quentinho, com a proteína de soja com folhas de brócolis.

Proteína de soja com folhas de brócolis

- Ferva bem um copo (100 ml) de proteína de soja granulada para hidratá-la.
 - Escorra a água da soja em uma vasilha (ao esfriar, usei para regar minhas plantinhas)
- Refogue a proteína de soja com azeite, alho e cebola picadinhos e sal a gosto.
- Acrescente um tomate grande bem picadinho (ou molho de tomate, se preferir)
- Pique as folhas e os talos do brócolis (que iriam para o lixo) bem miudinhos e acrescente ao refogado.
- Cozinhe em fogo brando até ficar um molho bem consistente.
- Acrescente azeitonas verdes (ou pretas, se preferir).
- Sirva com o arroz branco com folhas de espinafre.

A fome é uma realidade que não podemos ignorar

Embora a Terra tenha recursos suficientes para alimentar a humanidade inteira. Estudos dizem que a Terra suportaria bem até 7,5 bilhões de pessoas. No entanto, há lugares, como a África e a Bolívia, onde as pessoas sofrem com a fome! No mundo há terras suficientes que, infelizmente, são cultivadas para fornecer alimentos aos países ricos! E os pobres, morrem de fome.

Pense nisso, e faça a sua parte! Não desperdice os alimentos: reaproveite-os!
Vídeo Yotube - daqui
Hoje é o dia Mundial dos Oceanos, esse pedaço líquido do planeta pelo qual eu sou descaradamente apaixonada com todo o azul que uma paixão pode deixar transparecer. No ano passado, eu deixei em meu blog pessoal que os habitantes marinhos "gritassem" por ajuda. Tudo bem que meu blog representa uma nanomarola no verdadeiro mar virtual que é a internet, mas, lendo as notícias do último ano, a sensação que tive foi de ninguém escuta o desesperado pedido dos animais marinhos, seja em que formato for feito. O ambiente deles continua sendo a lata de lixo do mundo, as mudanças climáticas só vem piorando a situação da sobrevivência no mar para a maioria das espécies, e eles, animais marinhos, continuam morrendo em quantidades assustadoras

Então, para tentar ser mais eficiente, esse ano eu decidi fazer algo mais prático para comemorar o dia dos Oceanos, aproveitando a data e a deixa dos debates ambientais aqui do Faça. Vamos à idéia. 

Já há algum tempo que eu venho matutando que preciso pôr no papel uma lista prática sobre consumo de peixe. A princípio para mim apenas, para ter pregado na geladeira ou distribuir pra família. Mas, como tenho plena noção de que toda lista falha em algum ponto, principalmente por (in)adequação individual, essa idéia sempre era deixada de lado. 

Até que outro dia, conversando com o Inagaki sobre alimentos, ele me perguntou que tipo de peixe era mais adequado (ecologicamente falando) de se consumir. Eu respondi que na página do Aquário de Monterey estava a melhor lista disponível na web sobre consumo consciente de peixes e frutos do mar, inclusive com opções de acordo com a região dos EUA em que a pessoa mora, e que eu já indicara inúmeras vezes o link da lista aqui no blog. Entretanto, o Seafood Watch está em inglês, para o consumidor americano médio. Inagaki aí fez o contraponto que me levou a escrever esse post e publicá-lo na semana do Meio Ambiente: "Se não há nada em português, adaptado ao padrão de consumo brasileiro, escreva a sua própria lista. E compartilhe com as pessoas." 

Decidi então compilar aqui, sem a permissão oficial de todos os membros do Faça (portanto qualquer asneira que existir é responsabilidade minha), as minhas dicas pessoais sobre consumo de peixes e frutos do mar, baseadas em diferentes aspectos: como e quando é pescado, onde vive, se é importado, se está quase extinto ou não, se é nutricionalmente importante. Vale ressaltar que eu evito consumir peixes e frutos do mar sempre que possível porque sei da situação caótica que os mares do mundo estão e da enorme pressão que os peixes vêm sofrendo, principalmente aqueles utilizados para o "consumo humano" - que só aumenta. Também sei que peixe faz bem à saúde e que sua carne está entre as mais saudáveis fontes de proteína animal - e para certos nutrientes, nenhum vegetal suplanta em eficiência de absorção para o nosso organismo. Tenho plena consciência também de que para a maior parte das pessoas simplesmente parar de comer peixe não é uma opção prática - então querendo ser prática, acho melhor deixar algumas dicas que fazer nada e continuar saindo da peixaria com crise histérica por ver pessoas comprando cação. Na linha do "é melhor fazer algo que nada", se é que vocês me entendem. 

Então, vamos lá. 

Com vocês, o "Guia Malla para consumo ecoconsciente de peixes e frutos do mar":

1) NUNCA compre cação. NUNCA coma cação, independente de onde você more. Tubarões ou cações são peixes ameaçadíssimos de extinção no mundo inteiro e ao comê-los, você incentiva o tenebroso comércio de barbatanas pra China. Além do mais, tubarão/cação, como animal do topo da cadeia ecológica, é um dos peixes que mais acumula mercúrio na sua carne, o que é péssimo para a saúde humana. Tubarão não é saudável. 
2) Abuse das tilápias no seu cardápio. Tilápias são mais sustentáveis e fáceis de serem criadas para consumo, e geram menos problemas para o ambiente. Como tilápia é uma "marca" de peixe que as pessoas acham "inferior" por sua carne ter naturalmente um gosto de terra, criaram o "St. Peter", que nada mais é que uma variedade de tilápia melhorada criada em cativeiro com carne mais branca e alimentada com ração, o que não deixa que a carne fique com o gosto da terra. 
3) Evite bacalhau sempre que possível. O bacalhau consumido no país é todo importado de longe. Além disso, seus estoques nos locais onde pode ser encontrado estão à míngua. O preço do bacalhau é assustadoramente caro, e isso é um indicativo da sua raridade cada vez maior - o bacalhau já está extinto em diversas áreas. 
4) Só compre lagostas entre maio e dezembro. De janeiro a abril é a época de reprodução desses animais, e se alguém está vendendo lagosta recém-pescada nesse período, está burlando a lei, que proíbe em todo o território brasileiro a pesca da lagosta no período reprodutivo. 
5) Evite camarões e consuma-os apenas no período não-reprodutivo. No geral, a pesca do camarão ainda é feita com arrasto, atividade destruidora que joga fora muitos quilos de peixe não-consumível para cada pratinho de camarão coletado. Portanto, é um "desserviço" ao ambiente. Sendo o maior exportador de camarão o nordeste brasileiro, consumi-los por lá é ecologicamente mais adequado que em outras regiões do país. E, apesar de todos os pesares ecológicos, camarão é cultivável, o que facilita seu consumo (o desgaste ecológico da região onde são feitos esses tanques é outro papo mais complicado...) No mar selvagem, há diferentes espécies de camarão que são pescados para consumo e cada uma delas possui um período reprodutivo específico nas diferentes regiões do país. Nesse período a sua pesca é proibida pelo IBAMA. Para o camarão-rosa no extremo nordeste, o período reprodutivo é de março a maio, enquanto na Bahia e Espírito Santo é de setembro a novembro. Os pescadores que dependem dessa atividade para viver são autorizados pelo governo a pedir seguro-desemprego no período reprodutivo, que cobre as perdas por não pescar. Já o camarão-sete-barbas se reproduz entre novembro e meados de dezembro no sudeste do país, sendo essa portanto a época para se evitá-lo. Não achei na internet uma lista clara do período reprodutivo de cada espécie consumida, portanto se alguém souber de tal informação, fico deveras agradecida. 
6) Evite salmão cultivado. E se possível, evite salmão em geral, já que ele já se extinguiu em muitas áreas do mundo. Sendo o salmão um peixe de águas gélidas, o salmão selvagem que se consome no Brasil é em sua maioria importado do Chile, o que requer transporte refrigerado em longas distâncias, o que aumenta a emissão de CO2 via queima de combustível fóssil, etc. O preço reflete a dificuldade logística da sua pesca, e por isso, as fazendas de salmão parecem tentadoras. Mas não se engane: o dano que uma fazenda de salmão causa ao ambiente é insano
7) Consuma preferencialmente os peixes e frutos do mar da sua região. Se você mora perto de rio, consuma peixes de água doce. Se mora perto do mar, consuma peixes de água salgada, de preferência comuns no seu litoral e pescados de forma artesanal, por pescadores de comunidades não envolvidos com pesca em escala industrial. Procure essa informação no órgão do governo estadual ou municipal da sua área que lida com questões de pesca, e vá à peixaria munido da lista adequada de peixes e frutos do mar da sua região. 
8) Verifique a espécie de atum ao comprá-lo. Nem todas as espécies de atum estão igualmente ameaçadas de extinção. Infelizmente, o atum azul (blue fin tuna, em inglês), espécie migratória presente apenas em alto-mar e preferido pelos grandes chefs de sushi do mundo, é uma das mais ameaçadas, exatamente pelo alto consumo de sushi no Japão. O Brasil, entretanto, parece ter atum em abundância suficiente para garantir o mercado interno - embora a reportagem linkada não diga que espécies exatamente. E eu, na dúvida da procedência real, prefiro evitar atum. 
9) Preste atenção especial aos congelados. Principalmente animais sazonais, que congelados se tornam difíceis de identificar sua data de pesca - ou seja, em tese, você não sabe se o fulano da indústria pescou aquele camarão no período reprodutivo ou não. Dê preferência ao produto fresco e congele em casa, para consumo posterior. Assim você pelo menos sabe de quando o peixe realmente é.
Mas o guia carece da interatividade. Porque é baseado nas minhas visitas a peixarias espalhadas pelo Brasil (nem que seja só pra fotografar...) Como eu tenho certeza absoluta que deixei alguma informação valiosa de fora, gostaria de ouvir as dicas de vocês, principalmente de outras partes do país, sobre consumo de peixe e frutos do mar. À medida que dicas relevantes forem surgindo, vou fazendo updates no post. Combinado? 
Um comichão nos dedos indicadores teve início logo após efetuar a postagem anterior.
Não podia deixar passar a oportunidade de continuar escrevendo sobre o assunto, antes que alguém fizesse um comentário.
Parece que joguei a culpa da degradação ambiental, de todas as formas, simplesmente nos moradores e visitantes dos ambientes naturais. E não é nada disso que acontece por aqui.
Vejam bem: a gente mora em locais inóspitos, de precário desenvolvimento escolar e de menor interesse público, então não devemos simplesmente nos culpar sobre o que acontece por aqui.
Se fazemos as coletas de latas descartáveis, de sacos plásticos, de embalagens, de papéis ou de qualquer item reciclável não podemos encaminhar aos centros de reaproveitamento.
As ONG's vem de fora e por aqui fazem movimentos de pirotecnia, mas não desenvolvem nenhum trabalho de logística para que os materiais possam ser reutilizados pelos habitantes locais.
Os órgãos de treinamento passam pelas aldeias indígenas e deixam um montão de cursos e nada de continuidade empresarial. São cursos de apicultura (mas as aldeias não tem abelhas produtoras ou é tão longe da cidade que o mel não pode ser vendido), piscicultura (em uma aldeia levaram os alevinos híbridos e os índios comeram e ...acabou), manejo de resíduos alimentares (como fazer reaproveitamento de sobras que não existem?) etc.
Enfim, tudo o que se pode fazer é estimular para que sejam desenvolvidos produtos locais (artesanato, criação de peixes, criação de caprinos e de bovinos, agricultura de subsistencia) que tratem do corpo, do moral dos que ouvem palavras bonitas e pouquíssimas atitudes.
De tanto ver porcarias sendo lançadas no leito do rio Tapajós (outrora cantado como o mais belo do mundo) lancei uma campanha "Salvem o Tapajós!". Mas ninguém se habilitou a contribuir.
No entanto, nada fará com que eu pare de chamar a atenção de meus pares, gritar neste deserto de emoções ambientais e me esgoelar para ter um futuro mais agradável para meus descendentes (por enquanto são só  mulheres...)

Em jornalismo, não é incomum a gente ver títulos de matérias que pouco ou nada têm a ver com seu conteúdo. Muitas vezes, o texto não traz informação que renda um bom título, ou o editor tem uma grande sacada e resolve dar o que chamamos de esquentada no título, pra atrair a atenção do leitor. Foi o que fizeram com a pesquisa da revista National Geographic, o Greendex 2008: Escolha do Consumidor e Meio Ambiente

O tal Greendex consultou, pela internet, consumidores de 14 países sobre seus hábitos de consumo, transporte, habitação e  alimentação, e apontou brasileiros e indianos como os mais verdes do mundo, seguidos dos chineses, mexicanos, húngaros, russos, ingleses, alemães, australianos, espanhóis, japoneses, franceses, canadenses e, por fim, americanos.

A impresa, com aquela profundidade de um pires que lhe é característica, cravou: brasileiros e indianos são os que mais respeitam o meio ambiente. Nada mais falso. Ora, está claro que países em desenvolvimento aparecem na frente não porque seus habitantes têm maior consciência ecológica, mas pelo simples fato de que eles não têm o mesmo padrão de consumo dos países desenvolvidos. Um indiano não gasta menos energia elétrica que um japonês, um chinês não come menos produtos industrializados que um inglês, um brasileiro não compra menos bugigancas que um americano por ser mais ambientalmente responsável. Essa afirmação é falsa. Eles, isso sim, causam é menos impacto ambiental com seus hábitos de consumo, porque seu atual nível sócio-econômico não lhes permite ter o mesmo padrão de vida que os europeus, americanos e japoneses. Se lhes for dada a chance - e a tal globalização vive pregando isso - consumirão tanto ou mais. E o planeta que se vire para sustentar tudo isso! A questão não é apenas a quantidade do que se consome, mas a qualidade desse consumo.

O site Story of Stuff, da ativista Annie Leonard, traz um dado interessante: 99% do que o americano compra vai pro lixo após apenas seis meses de uso! Não é de se estranhar. A base da economia americana é diretamente ligada ao consumo - tanto que, para resolver o problema da atual recessão, o presidente Bush está enviando cheques de até US$ 600 para cada americano que ganha até um X por mês para que ele gaste em compras. O padrão lá é: compre o quanto puder para que a economia americana não afunde. Não tá funcionando a contento e, pior, vai acabar afundando o planeta inteiro!

A propósito: recebi por email uma série de fotos que revelam de maneira bem interessante como é o consumo alimentar em uma semana de famílias típicas de nove países diferentes - Alemanha, Estados Unidos, Itália, México, Polônia, Egito, Equador, Butão e Chade. Não sei de onde veio essa série, mas as (belas) fotos falam por si:

image0011.jpg
(Alemanha: Família Melander de Bargteheide. Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares)

image002.jpg
(Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte. Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares)

image003.jpg
(Italia: Família Manzo da Secília. Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares)

image004.jpg
(México: Família Casales de Cuernavaca. Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares)

image005.jpg
(Polónia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna. Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares)

image006.jpg
( Egito: Família Ahmed do Cairo. Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares )

image007.jpg
(Equador: Família Ayme de Tingo. Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares )

image008.jpg
( Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey. Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares )

image009.jpg
( Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing. Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares)

Em tempos de preservação ambiental, a recomendação de se consumir produtos naturais tornou-se uma atitude ecologicamente correta. Mas, pensando em saúde, é importante lembrar que devíamos ter mais cuidado com nosso corpo, e consumir mais vegetais e frutas, não apenas pela questão ambiental, mas porque nossa saúde depende de como nos alimentamos. Como parte deste ambiente, ao nos alimentarmos de forma saudável, estamos, ao mesmo tempo, protegendo-nos e ao Planeta.

Você come verduras e frutas porque é ecologicamente correto ou porque se preocupa com sua saúde? Penso que a estas duas opções deveríamos acrescentar uma outra: porque são deliciosas! Principalmente se forem bem preparadas. Há uma variedade espetacular de verduras e formas de servi-las: cruas em saladas, cozidas em sopa, assadas com recheio, refogadas, enfim, o que não falta são maneiras de se saboreá-las.

Frutas e vegetais têm grande quantidade de antioxidantes, substâncias químicas que neutralizam os radicais livres, protegendo-nos de doenças graves, como o câncer. Alimentos derivados de animais não contém antioxidante. Segundo especialistas, pessoas que comem dietas ricas em frutas e vegetais parecem ter uma baixa incidência de muitos cânceres, incluindo câncer de cólon. A recomendação médica é comer 5 porções de frutas coloridas e ou vegetais por dia.

Estudos relatam a alta ingestão de fibra pelos africanos, reduzindo problemas intestinais como diverticulose e o câncer de cólon. Portanto, muitas frutas e vegetais contém muita fibra e antioxidantes. A alimentação rica em frutas, vegetais, cálcio, pouca  (ou nenhuma) gordura e carne oferece a melhor proteção contra o câncer de cólon e muitos outros cânceres.

Além disso, estudos também comprovam que o consumo diário de frutas e verduras reduz em 30% o risco de morte por cancro, doenças cardiovasculares, complicações respiratórias, diabetes e obesidade. É provado que o consumo de duas ou três frutas e mais de um prato de verduras por dia reduz a mortalidade por causa dos componentes antioxidantes que possuem. O estudo comprovou que as mais benéficas são as que têm sementes, como o tomate, o pepino ou o pimentão.

O que você come protege o meio ambiente? Naõ? Então, já que você não deseja abraçar a causa ambiental, seja verde , pelo menos, para proteger sua saúde. De qualquer forma, preservando sua saúde, você estará protegendo o meio ambiente.

Fontes: Hospital do Futuro Gastroweb
Imagem: daqui