Recently in água Category
Enquanto nós ficamos parados, outros planejam, sorrateiramente como sempre fazem, mais uma onda de destruição das nossas florestas. Está em votação o Projeto de Lei 6424/2005, de autoria do Deputado Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que autoriza um dos maiores crimes ambientais a ser cometido na história do Brasil.
Você vai ficar parado?
Enquanto nós ficamos parados, outros colocam no mercado produtos contendo transgênicos sem aviso no rótulo, em total desacordo com as leis. Ferem mortalmente nosso direito a um consumo consciente.
Você vai ficar parado?
Enquanto nós ficamos parados, outros tantos sequer aceitam que o aquecimento global é uma realidade. Alegam que os estudos não são conclusivos, que "não é bem assim", e seguem, em prol do crescimento das suas economias, produzindo GEE. Afinal, o que vale é o "aqui e agora". O futuro que se dane!
Você vai ficar parado?
Quer mais exemplos? Crescimento populacional descontrolado? Roubo da nossa flora e fauna? Há uma lista interminável de exemplos...
Nós, do Faça a sua parte, não ficaremos parados. E queremos que você se mexa. Que mexa os dedos e participe da 1º edição da série "Debates Ambientais do Faça a sua parte". Todo ano, no período de 22 de maio a 14 de junho, o Faça a sua parte promoverá debates sobre as questões do meio ambiente. E, no dia 5 de junho, acontece a blogagem coletiva para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente.
Uma blogagem coletiva inédita. Serão duas semanas para preparar, com debates, a blogagem coletiva para comemorar o Dia do Meio Ambiente. Participe com seus comentários ou posts em seu blog sobre algum dos temas propostos. Debata, converse, troque idéias. Participe. Mas lembre-se: no dia 5 de junho não deixe de participar da blogagem coletiva do Dia Mundial do Meio Ambiente.
Mas não pára por aí. Do dia 6 até o dia 14 continuaremos debatendo, agora com as diversas contribuições realizadas no dia 5.
Veja a programação para 2008:
MAIO
22 e 23: Biodiversidade: sem flora e sem fauna?
24 e 25: Cerrados: bioma ou necroma?
26 e 27: Florestas, até quando haverá uma?
28 e 29: Educação Ambiental: a quem educar?
30 e 31: Aquecimento Global: mito ou realidade?
JUNHO
01 e 02: De quem é a culpa: do Legislativo, do Executivo, ou nossa?
03 e 04: Meio Ambiente Humano: somos parte da natureza?
05 e 06: Blogagem coletiva sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente
07 e 08: Mar: Origem da vida?
09 a 12: Tecnologia e Meio Ambiente: há futuro na ciência?
13 e 14: Consumo sustentável: o que e como fazer?
Participe conosco. Traga suas idéias e conhecimentos. Faça a sua parte ou...
Você vai ficar parado???
Não podia deixar passar a oportunidade de continuar escrevendo sobre o assunto, antes que alguém fizesse um comentário.
Parece que joguei a culpa da degradação ambiental, de todas as formas, simplesmente nos moradores e visitantes dos ambientes naturais. E não é nada disso que acontece por aqui.
Vejam bem: a gente mora em locais inóspitos, de precário desenvolvimento escolar e de menor interesse público, então não devemos simplesmente nos culpar sobre o que acontece por aqui.
Se fazemos as coletas de latas descartáveis, de sacos plásticos, de embalagens, de papéis ou de qualquer item reciclável não podemos encaminhar aos centros de reaproveitamento.
As ONG's vem de fora e por aqui fazem movimentos de pirotecnia, mas não desenvolvem nenhum trabalho de logística para que os materiais possam ser reutilizados pelos habitantes locais.
Os órgãos de treinamento passam pelas aldeias indígenas e deixam um montão de cursos e nada de continuidade empresarial. São cursos de apicultura (mas as aldeias não tem abelhas produtoras ou é tão longe da cidade que o mel não pode ser vendido), piscicultura (em uma aldeia levaram os alevinos híbridos e os índios comeram e ...acabou), manejo de resíduos alimentares (como fazer reaproveitamento de sobras que não existem?) etc.
Enfim, tudo o que se pode fazer é estimular para que sejam desenvolvidos produtos locais (artesanato, criação de peixes, criação de caprinos e de bovinos, agricultura de subsistencia) que tratem do corpo, do moral dos que ouvem palavras bonitas e pouquíssimas atitudes.
De tanto ver porcarias sendo lançadas no leito do rio Tapajós (outrora cantado como o mais belo do mundo) lancei uma campanha "Salvem o Tapajós!". Mas ninguém se habilitou a contribuir.
No entanto, nada fará com que eu pare de chamar a atenção de meus pares, gritar neste deserto de emoções ambientais e me esgoelar para ter um futuro mais agradável para meus descendentes (por enquanto são só mulheres...)
Há algumas semanas, tenho sofrido com o barulho de uma Lavadora de Pressão WAP do prédio atras do meu. Moro no segundo andar e minha varanda é de frente pro fundo desse prédio. O responsável pela limpeza liga todos os dias a wap - às vezes umas 10hs, às vezes as 13hs e fica até as 16h/17hs. Hoje então eu contei o tempo...foram 5 horas com ela ligada. Pedi para desligarem, pois o barulho é audivel pelas pessoas que me ligam, pelos meus clientes. Sem contar que chega um momento que o barulho já fica martelando na cabeça. O zelador/porteiro se negou a me fornecer um contato do síndico ou responsável, alegando que no horário era permitido. Sem alternativa, apelei pro 190. O policiais foram até lá e pediram pros funcionários me passarem os contatos do síndico. Um deles ainda avisou que a norma para barulho não é so das 22hs as 7 da manhã. Vale para qualquer barulho contínuo acima de 50 decibéis em bairros residenciais. Claro que assim que eles viraram as costas, a Wap foi religada. A situação, no entanto, é muito pior: A Wap do predio gasta 600 litros de agua por hora!!!!! Liguei na Sabesp e pedi informações sobre o desperdício do "Ouro Liquido". A moça pediu o endereço e consultou o consumo de água. Em poucos segundos ela respondeu: Nossa! E ai me explicou: "Eles consomem 2000 m3 de água por mês. Eles precisam receber uma notificação urgentemente sobre desperdício e reduzir radicalmente o consumo". Para completar, ela avisou: é importante este tipo de vigilância.A Fê fez uma verdadeira maratona hoje. Contato com o prédio, PSIU (não funciona), Polícia, Sabesp. E aproveitou pra fazer uma conta rápida. No seu prédio (13 andares, com 4 ap's/andar) são consumidos 339 m3/mês, ao custo de R$ 1.218,14. No vizinho de trás? (12 andares, 4 ap's/andar) 2.000 m3... cerca de R$ 4.000,00/mês. Eles gastam, nas contas da Fernanda, a mesma coisa que o prédio dela só com a WAP.
Servição da dona Joaninha: Sabesp: 195 : Para emergências, como falta d'água, vazamentos e esgoto entupido. Funciona 24 horas todos os dias. 0800-0119911 (somente para RMSP) (ligação gratuita) - Para informações sobre contas, solicitação de segunda via (em caso de perda ou não recebimento), pedidos de serviços, endereços, telefones úteis e folhetos explicativos. Horário de funcionamento: segunda à sexta-feira: das 7 às 21 horas sábado: das 8 às 17 horas domingo : das 10 às 16 horas Interior e Litoral Para solicitar serviços emergenciais ou comerciais, o usuário deve ligar para o 195 ou contatar a agência de atendimento do município. O número do telefone aparece na conta de água enviada mensalmente pela Sabesp.
A Fernanda me passou um link superhiperextrabacana com boas informações sobre o assunto: Ama Natureza.
Para reclamar de poluição recorra à CETESB: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental 0800-113560.
"Aquele que controlar o rio Amarelo, controla a China."
O rio Amarelo fornece água para um terço da população chinesa, é considerado biologicamente morto em 50% do trajeto e ironicamente, suas nascentes (e áreas mais limpas) estão... no Tibet. A National Geographic, nessa reportagem de 9 páginas indispensável e maravilhosa, mostra algumas das nuances que podem estar por trás da voracidade chinesa pelo Tibet: o controle do fornecimento de água, principal garantia de sobrevivência da potência chinesa pós-hecatombe ambiental que ela mesmo vem criando.
Uma das reportagens mais comoventes que li nos últimos tempos. É minha dica de leitura pro feriado aos que passam por aqui.
Enjoy!
Em 2007, o Faça a sua Parte lançou, como tema da blogagem coletiva do Dia da Terra, uma proposta: cada um deveria definir metas para fazer algo de concreto pela Terra ao longo do ano. Mudar hábitos. Eu atrasei um bocado o meu texto, mas publiquei, lá no Futuro do Presente. E, gente, eu consegui. Há um ano, eu achava as metas difíceis. Mas, conforme você vai se esforçando para implementá-las, elas viram rotina. Hoje, olho para o lado e não entendo por que as pessoas acham tão difícil mudar hábitos. É muito fácil desligar o chuveiro na hora do banho, até no inverno! E o jantar vegetariano já acontece quase todos os dias. E, pronto, resolvi que, embora não seja esta a proposta para 2008, vou continuar com o esquema de metas.
Portanto, ao longo do próximo ano, minhas metas são:
Andar menos de carro
Carros poluem. Pra caramba. O ar que eu respiro. O ar que as minhas filhas respiram. Moro numa cidade que não foi feita para pedestres ou ciclistas. Espero que isso mude, que o futuro seja mais limpo. Enquanto não muda, abrir mão de vez do carro não é uma opção. Mas pensar em esquemas de carona para levar as crianças para escola, por exemplo, pode ajudar. É pouco? Pode ser. Mas devagar se vai ao longe.
Muitos acreditavam - alguns ainda acreditam - que a solução estivesse nos biocombustíveis. Bem, hoje já sabemos que não é bem assim. Se, saindo lá pelo escapamento, a fumacinha é menos poluente, o processo de produção é controverso. Gera desmatamento, compete com o cultivo de alimentos. Leia mais sobre o assunto.
Limpeza ecológica
Já tenho procurado usar produtos ecológicos para lavar roupa. Mas a limpeza da casa ainda deixa a desejar - e, muitas vezes, até a da roupa, por falta de conhecimento e experiência com produtos naturais que dêem conta do recado de lavar roupinhas encardidíssimas das filhotas. A nossa Denise Rangel é craque no assunto. É claro que vou pedir a ajuda dela. :-)
E, além de não poluir o meio ambiente, os produtos naturais, quem diria, são melhores para a saúde. Sim, a química dos produtos industrializados tradicionais é uma coisa de louco. Este artigo da revista Mothering (em inglês, fala dos produtos químicos a que ficamos expostos quando usamos os produtos convencionais. O Dr. Mercola também fala sobre o assunto, mais uma vez em inglês.
Hora dessas eu desenvolvo esse assunto, em português.
Feliz Dia da Terra!
A região do Parque Indígena do Xingu é habitada por 14 povos indígenas: Aweti, Kalapalo, Kamaiurá, Kuikuro, Matipu, Mehinako, Nahukuá, Trumai, Wauja, Yawalapiti, Ikpeng, Kaiabi, Suyá e Yudja. Na região do Xingu, contando com a área fora do Parque, há um total de 18 povos indígenas, totalizando uma população de cerca de 10.000 índios. O Parque Indígena do Xingu foi criado em 1961, e a situação dos índios mudou um bocado de lá para cá. Hoje, sem uma gestão mais paternalista, os índios estão enfrentando a necessidade de organizar-se politicamente, em uma ação conjunta com a sociedade civil, produtos e trabalhadores rurais, assentados, movimentos sociais e governos, para poderem lidar com processos externos que afetam a vida na região.
Lá não habitam apenas índios, mas também cerca de 270.000 não-indígenas. E a área corre perigo. Desmatamentos e queimadas já fizeram com que várias nascentes secassem. As matas ciliares estão sendo destruídas e ameaçando um corpo d'água tão rico e importante. Se maltratamos o Xingu, morrem os peixes e as plantas, aumenta a erosão, cai a fertilidade, vem o assoreamento e cresce a poluição. É uma ameaça à biodiversidade da Amazônia.
Amanhã é Dia do Índio. O Dia da Terra está chegando. Não seria bom se, por um instante que fosse, tentássemos nos aproximar mais do modo de vida indígena, respeitando a terra, protegendo-a para que ela nos dê aquilo de que precisamos para sobreviver, se tentássemos buscar exemplos nas nossas raízes indígenas, aprender algo com esses povos, que já habitavam nossas terras muito antes dos portugueses chegarem?
Vamos tentar descobrir novas formas de contato com a natureza. Vamos lembrar que ela é a nossa mãe. E podemos até buscar grandes causas para apoiar.
"Quem me dera, ao menos uma vez, fazer com que o mundo saiba que seu nome está em tudo e, mesmo assim, ninguém lhe diz ao menos obrigado." (Índios, Legião Urbana)
Para saber mais:
http://www.socioambiental.org/pib/epi/xingu/xingu.shtm
http://www.yikatuxingu.org.br
http://www.suapesquisa.com/indios/
http://www.museudoindio.org.br/
http://www.arara.fr/BBTRIBOS.html
A querida Aleksandra enviou-me a dica deste post sobre a invenção de um aparelhinho, parecido com um canudo, que filtra a água suja tornando-a potável. "O purificador portátil tem capacidade para filtrar até 700 litros de água suja ou 350 litros de água salgada."
"Seu uso elimina, de acordo com o fabricante, microorganismos causadores de diarréia, disenteria, tifóide e cólera, além de salmonela e outras bactérias causadoras de doenças." O mais interessante é que o custo é de cerca de U$3,00 e qualquer pessoa pode doar um aparelhinho, através desse site, para alguém que precise urgentemente de água potável, como as populações africanas.
Para nós, que ainda dispomos deste recurso natural, a escassez de água pode parecer um problema tão distante. No entanto, se continuarmos neste ritmo de desperdício e poluição, logo estaremos também tendo de pagar um preço elevado para ter acesso a este bem tão precioso.
"Atualmente, a população africana sofre as conseqüências combinadas de pouca água superficial limpa, calor, pobreza, subdesenvolvimento e guerras, e já está convivendo com escassez de água. Agravando a situação dos africanos, há a falta de vegetação e de umidade na natureza."
É preciso que cada um de nós faça a sua parte e ajude a preservar a água que ainda nos resta.
Clique para doar um aparelhinho
Fontes:
Doações do purificador de água
Energia eficiente
USP - água

Nos primeiros quinze dias de Itália pensei que enlouqueceria e cheguei a considerar o retorno imediato ao Brasil. Tudo por causa da água. Não conseguia encontrar uma água mineral que matasse a minha sede e a da torneira é intragável, além de riquíssima em calcário. Depois de experimentar dezenas de marcas, acabei encontrando uma que conseguia beber sem adicionar umas gotinhas de suco de limão, como fazia com as outras. Com o tempo fui me acostumando, mas ainda prefiro a minha marca salvadora.
À época, lembrei do lançamento da água mineral da Brahma, quando ainda trabalhava lá. Durante a apresentação, o diretor ressaltou o enorme mercado a ser conquistado, comparando o consumo de água mineral entre Brasil e Europa. Ele só esqueceu de dizer que a água da torneira de boa parte da Europa, apesar de tratada, é desaconselhada para o copo. Serve para cozinhar macarrão, lavar frutas e verduras e tomar banho. Café, chá ou limonada, só com água mineral, que deve ser de montanha e pouco profunda para evitar o contato com os resíduos fósseis dos antigos habitantes marinhos da região.
O uso cotidiano de água desmineralizada e de produtos químicos impedem o acumulo de calcário em ferros de passar roupa, máquinas de lavar roupa, máquinas de lavar louça, aquecedores de água e radiadores. Certa vez esqueci um copo-d’água – que usei para molhar uma planta – no balcão da cozinha. Após alguns dias a água havia evaporado e o copo perdeu a transparência. Tinha ficado opaco e branco. Branco calcário.
Água mineral é o produto mais consumido na Itália, o que me faz refletir sobre o destino das garrafas plásticas, cuja reciclagem efetiva é drasticamente inferior do que gostariam os órgãos públicos e as organizações ambientais. Mesmo depois de acostumado a água mineral italiana, cheguei a pensar em importar do Brasil um filtro de barro (talha), mas quem o fez me garantiu que as velas se entopem completamente em cinco ou seis dias, e que o calcário que nelas penetra, endurece e impede a passagem da água, inutilizando-as completamente, destruindo o sonho da água com gosto de barro. É claro que existem processos eficazes de filtragem para uso doméstico, mas o custo dos equipamentos e a constante manutenção desanima qualquer ecologista que não pertença a uma classe economicamente privilegiada.
E, assim, vamos tocando a vida, tomando água mineral em nome da preservação dos nossos rins e fígados; torcendo pela reciclagem das embalagens que usamos; esperando que, no Brasil, as pessoas não caiam no engodo do uso da água mineral em casa e que continuem preferindo o filtro doméstico ou a boa e velha talha de barro. É só usar um pouco de açúcar para limpar as velas e a reciclagem estará feita. Sem o risco de sentir-se uma ostra.
Faça a sua parte.
.
Todos os anos, objetos de design inovativo e com relevância do ponto de vista social, merecem a atenção do Index Award. Os vencedores da seção home deste ano foram o italiano Alberto Meda e o argentino Francisco Gomez Paz que projetaram juntos a Solar Bottle. Um engenhoso método de transportar e purificar a água. Se se pensa a quanta gente não tem acesso à água potável, o prêmio se revela mais que merecido.
O processo de purificação usa o mais óbvio, barato e simples agente antibactericida: o sol. O set prevê dois frascos transparentes, muito largos e pouco espessos e com um lado revestido em aluminio, que serve de espelho, fazendo aumentar a temperatura. O pegador é também um apoio para regular a inclinação em relaçáo ao sol. Com uma esposição de seis horas , a água estará livre de qualquer agente patogênico, ação dos raios ultravioleta.
“Design to improve your life“, era o chamado do concurso. Esse projeto assim altamente sustentável e de uso de energia limpa, preencheu o requisito. Belo exemplo.

