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Dica da Carol Daemon para reutilizar a água da máquina de lavar

Reaproveitar a água do enxágue da máquina de lavar já se tornou um hábito para muitos de nós. Cada um adequa esta reutilização a seu modo e algumas dicas são bem interessantes, como esta da Carol Daemon, do blog Menina do dedo verde. Ela adaptou uma mangueira à máquina, que despeja a água em um balde - cisterna para ser reutilizada posteriormente. Genial!

Em uma discussão recente no grupo de mulheres de que participo, as Luluzinhas trocaram dicas e experiências, algumas herdadas das mães, outras criadas pela imaginação das meninas mesmo. Aprendi muitas dicas novas e reaprendi o truque super ecologicamente correto para reaproveitar os quase 60 litros de água que iam literalmente pelo ralo abaixo.

Para as muitas luluzinhas que moram em apartamento não é possível reaproveitar toda água que sai da máquina. "Alguns baldes são retirados para dar descarga no banheiro de empregada, outro para lavar a área, fazer faxina na cozinha, mas, ainda assim, joga-se muito água fora", diz a luluzinha Lanika. Concordo com ela e, por isto mesmo é que amei esta dica do balde-cisterna, da foto, porque permite que se guarde toda a água do enxágue para ser reutilizada como quiser.

"No Japão é o contrário, a água que vai pra máquina de lavar é que é o reaproveitamento", diz a luluzinha Dani Doduti. Segundo ela, lá, utiliza-se uma mangueira com uma bombinha que serve para puxar a água do ofurô para a máquina de lavar. "Como se toma banho antes de entrar no ofurô, a água continua limpa. E geralmente as máquinas de lavar ficam no banheiro, próximo do ofurô".

Quem mora em casa tem a vantagem de poder readaptar o sistema hidráulico para que parte da água de reuso seja reaproveitada para lavar quintal, irrigar plantas e descarga do vaso sanitário. Prédios novos já estão sendo construídos com sistemas de reuso, que, inclusive, captam água da chuva. Uma construtora, a Ecosfera, faz prédios com essas características, lembra a luluzinha Verônica Mambrini. Sobre este empreendimento, a Luluzinha-mor, Lucia Freitas, fez post aqui.

E vocês, o que fazem com a água da máquina de lavar? Alguém tem mais alguma idéia para reduzir o desperdício? Conte para nós!

WWF

O querido amigo Valter Ferraz enviou-me esta dica de vídeo, muito interessante, e que me fez pensar um pouco mais sobre o exemplo que estamos deixando para nossas crianças.

Pensar e falar sobre preservar o meio ambiente é muito fácil. Na prática, a situação é mais complicada. As crianças aprendem muito melhor através de nossas ações que de nossas palavras.

Hoje foi dia de limpeza da caixa d'água aqui no condomínio. Doeu-me a alma ver aquela mangueira jogando água no ralo. Procurei encher o máximo de vasilhames: a máquina de lavar roupas, a banheira-piscina da Princesinha , jarras e panelas para diminuir o desperdício.

A água é demasiado preciosa para ser desperdiçada. As gerações futuras merecem nossa consideração. Talvez eu não viva o suficiente para sofrer os efeitos do consumo e desperdício desenfreado dos recursos naturais e vitais para o ser humano; mas a Princesinha certamente estará aqui.

A gente apenas repete
Tal e qual!
Tudo o que escuta e o que vê
Não leve a mal!
Pois gente grande eu queria ser um dia
Todo igualzinho a você!

xixinobanho

O SOS Mata Atlântica faz esta campanha para conscientizar as pessoas da necessidade de evitar o desperdício de água. Só na região sudeste, o desperdício chega 360 litros de água por dia. E é no banheiro que se verifica o maior índice: 80% de água vai embora pela pia , pelo chuveiro e principalmente pelo vaso sanitário.

Se a cada banho você fizer xixi no chuveiro, serão cerca de 12 litros economizados da descarga do vaso sanitário. Em uma casa com 3 pessoas a economia é de 36 litros diários, se apenas um banho for utilizado.

Para aderir e divulgar a campanha, responda sinceramente a pergunta: você faz xixi no banho?, no site da campanha, bem aqui: http://www.xixinobanho.org.br/.

O Renato Guimarães, do Tordesilhas, tem um post muito bom analisando uma matéria do Jornal Nacional sobre os custos energéticos de um banho quente. O post redireciona para uma explicação técnica dos furos da metodologia utilizada, análise feita por engenheiros da área de energia. Vale a pena seguir os links.

Antes de seu próximo banho, passa lá para dar uma olhada.

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clique nas fotos para ampliar

Estive, neste sábado, com algumas amigas, à bordo do navio Arctic Sunrise, no Pier Mauá, centro do Rio de Janeiro. Ficamos algumas horas esperando na fila para entrar no barco, mas foi uma tarde agradável. Ouvimos algumas informações sobre o Greenpeace e sua missão; assistimos uns vídeos com ações da ONG no Brasil e no mundo e, finalmente, entramos no navio e conhecemos algumas das dependências. Soubemos como a tripulação trabalha para diminuir o impacto ambiental do navio, em relação aos resíduos que produz, como óleo, lixo orgânico e reciclável e dejetos humanos.

O Arctic é um barco quebra-gelo, acostumado às águas geladas do planeta, e veio ao Brasil para uma campanha de conscientização da população sobre o aquecimento global e trazer propostas a serem levadas ao presidente Lula, que representará o Brasil na reunião da ONU em Copenhagem, sobre o clima.

Algumas propostas são: diminuir o desmatamento da Amazônia até 2015; garantir que pelo menos 25% da eletricidade sejam gerados a partir de fontes renováveis de energia como vento, sol, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas até 2020; apoiar a transferência de tecnologia entre os países; transformar pelo menos 30% do território costeiro-marinho do Brasil em áreas protegidas até 2020.

Os navios do Greenpeace são utilizados como ferramentas de denúncia de crimes ambientais graves, que afetam o meio ambiente. O Arctic Sunrise está no Brasil como parte do esforço global da organização para salvar o clima., com a expedição "Salvar o Planeta: É agora ou agora". Você pode participar assinando a petição on line, que será encaminhada ao presidente Lula.

O navio estará aberto à visitação pública neste domingo, de 9 às 17 horas, no Pier Mauá. A próxima parada será no Porto de Santos, nos dias 28 e 29 deste mês.

Billboard em Chennai Crédito: Sharad Haksar

Sharad Haksar

Coca cola

beba coca cola babe cola beba coca babe cola caco caco cola cloaca.

Décio Pignatari

O cartaz acima, de Sharad Haksar, um dos célebres fotógrafo da Índia, mostra a famosa frase da onipotente Coca-Cola, ao fundo e, em primeiro plano, uma bomba d'água e vasos vazios aguardando para serem enchidos, uma cena comum na Índia, especialmente em Chennai.

Na época, julho de 2005, advogados da Coca-Cola na filial indiana, enviaram uma carta ao Sr. Haksar ameaçando-o com graves ações judiciais, caso o painel não fosse substituído. Abominável a tentativa da Coca-cola de silenciar um artista, em sua função social de levar ao público uma reflexão crítica sobre estas questões.

O painel mostra a grave escassez da água sofrida pelas comunidades que vivem nas proximidades dos locais de engarrafamento da Coca-Cola em toda a Índia. Uma comunidade perto de Chennai, na Gangaikondan, já realizou grandes protestos contra uma fábrica da Coca-Cola. No estado de Kerala, na aldeia de Plachimada, a Coca-Cola não pôde abrir as suas instalações de engarrafamento pois a comunidade não permitia. A empresa é responsável por criar escassez da água e poluir o restante da água e do solo.

Nosso colega na Rede Ecoblogs, Jorge Cordeiro, em seu artigo Crise de água no planeta e o fundo de poço, levantou a questão a respeito de empresas que privatizam um bem comum, as fontes de água limpa, no caso , e comenta sobre o absurdo de a população do Rajistão ter de brigar com a Coca-Cola pelo direito à água subterrânea da região! "A empresa suga 500 mil litros de água todos os dias para fazer seu refrigerante, deixando fazendeiros e comunidades inteiras sem água nos poços.", afirma Jorge.

O que fazer para impedir isto? Em meu trabalho de formiguinha, farei a minha parte. Não bebo mais Coca-Cola e divulgarei esta mensagem para todos que eu puder. Quem precisa de Coca-Cola? As comunidades precisam da água, mas, de Coca-Cola...

O trabalho de Haksar pode ser visualizada no www.sharadhaksar.com

Mais informações em www.IndiaResource.org

O leitor José Olívio Lima, de Alagoinha (PE), deixou esse cordel composto por ele num comentário lá no meu blog. Feito para a SAAE (Serviço de Abastecimento de Água e Esgoto) e apresentado pelas ruas da cidade, em comemoração ao dia da Água, que é domingo agora. Apreciem. :)


"ÁGUA, SEM ELA VIDA NÃO HÁ

(José Olívio)

É a água um grande bem
Para a vida essencial
É preciso que se faça
Dela uso racional
Preservando as gerações
Futuras de um grande mal.

Por ser um bem precioso
Deve ser bem preservado
Vida sem água não existe
É Preciso ter cuidado
Só a água mata a sede
Ao demais é descartado.

Entre ela e nossa vida
Há forte vinculação
Ao utilizar a água
É preciso atenção
Evitar o desperdício
Virou mais que obrigação.

Sendo o bem mais precioso
O chamado Ouro Azul
Vida sem ela não há
Seja na seca ou paul
No Brasil sobra no Norte
Porém já falta no Sul.

Quer seja doce o salobra
Seja cristalina ou não
Incolor ou inodora
Em qualquer situação
Hidrogênio e Oxigênio
Forma sua composição.
Em três estados se encontra
Gelo, Líquido, Vapor
Em todos a sua beleza
Manifesta esplendor
Desde o pico da neve
Ao orvalho numa flor.

Nos pingos que caem do céu
Muito de beleza há
Até mesmo numa lágrima
Quando resvalada em par
Aglutinada nas nuvens
Ou em partículas do ar.

Formando a queda d'água
E ao redor o vapor
Correndo pela ribeira
Maremoto no furor
Formando chuvas e lagos
Pintando os mares de cor.

A água move moinhos
É tão bonito se ver
Impulsiona hidrelétrica
Pra energia fornecer
Às vezes vira represa
Para a cidade beber.

Por gerar a energia
Dá avanço à agricultura,
A Indústria, a Pecuária
Sobe lá para as alturas
Nas regiões avançadas
É a verdade mais pura.

Nos rios conduz os barcos
Quer seja à vela ou vapor
No oceano, os navios
Lhe enfrentam o furor
O azul da terra ao longe
Tem na água um refletor.

Água benta, cristalina,
De cheiro, doce ou de rosa
Salgada, bruta ou de chuva
É sempre maravilhosa
Só tem uma concorrente
As mulheres poderosas.

Dizem que águas passadas
Moinhos não podem mover
Quando a gente um desejo
Não pode satisfazer,
Fica com água na boca
Ao ver o outro vencer.

Se um plano não dá certo
Ficamos com certa mágoa
Lamentando o ocorrido
Dizemos que "entrou água"
Dos olhos se o amor termina
Uma cachoeira deságua.

Um homem pode ficar
Vários dias sem comer
Duvido que ele agüente
Só três dias sem beber
Ninguém faz greve de sede,
Pois sabe que vai morrer.

Quando eu era menino
Costumava ir buscar
Água numa barriquinha
Onde todos iam pegar
Um tonel no chão fincado
Pra água não misturar.

Eu ficava vendo a areia
No fundo da barriquinha
Se mexendo ao nascer
Um olho d'água ali tinha
Não havia quem fechasse
A sagrada torneirinha.

Vinham mulheres com latas
Meninas com panelinhas
Velhos com barril e jumento
Pressa de voltar não tinha
Só nessa hora o filete
Tirava da vista minha.

No rio eu tomava banho
Onde também ia pescar
Mulheres lavavam roupa
Debaixo de um pé de ingá
Onde estendiam roupa
Dizendo parar quarar.

Depois a coisa mudou
Foram os rios poluídos
Esgotos das residências
Foram a eles dirigidos
E nas praias mais bacanas
É o mesmo acontecido.

Para atender à demanda
Fruto da evolução
Hoje a água é captada
De rios, lago ou ribeirão
Ou da terra retirada
Por bomba de sucção.

Gato gosta de saliva
Tomar banho caprichado
De água fria tem medo
Principalmente o escaldado
Gato de energia existe
E o d'água, foi inventado?

Água não é só herança
É um benefício emprestado
Por isso seu uso deve
Ser bem racionalizado
Quem desperdiçar agora
Amanhã será cobrado.

A água é um direito
Humano fundamental
Livre comércio não é
Pois pra vida é essencial
Privatizar o seu serviço
Eis um pecado mortal.

Noventa e sete por cento
De água a terra é formada
E apenas três por cento
Da água não é salgada
Desses três, só um por cento
Pode ser bebericada.

O Brasil, abençoado,
Que do mundo é o coração,
Nele vive o Amazonas
Maior rio em extensão
De água doce. Do planeta,
Temos o maior quinhão.

Mas nem por isso devia
Tanta água esperdiçar
A água que vai no ralo
Um dia pode faltar
Principalmente a tratada
Onde investimento há.

O homem deve encontrar
Um meio de proteger
Os recursos naturais
Para então sobreviver
Preservação e crescimento
A chave do bom viver.

A vida em risco na terra
Se deve a vários fatores
As queimadas na floresta
Derrubada com tratores
O aquecimento global
É sinal de dissabores.

Destruir mananciais,
Ou seja, água nascente,
Hídrico, quer dizer, água
Ó ação inconseqüente!
E quem privatiza a água
Não é amigo da gente.

Seria bom se a gente
Pudesse utilizar
A água que cai da chuva
E outro destino dar,
Como exemplo, à descarga,
Pra carro e roupa lavar.

Mictório em cada casa
Seria boa opção
Descarga de vinte litros,
Faça pra seis redução;
Há milhões de sanitários
Espalhados na Nação.

Água e esgoto é garantia
De qualidade de vida
Assim como o flúor na água
Numa ação bem dirigida
Faz a boca dar risada
Sem a ter cárie escondida.

São causas do desperdício
Que nos cumpre evitar
Manter o chuveiro aberto
Até a água esquentar
Tubulação com defeito
Grande prejuízo dá.

Quando escovar os dentes
Ou mesmo se barbear,
Deixe a torneira fechada
Só abra para enxaguar.
Proceda do mesmo modo
Quando for se ensaboar.

Para o carro use balde
Ao invés de uma mangueira
Poupe cem litros de água
Já reforça sua feira
E as crianças no chuveiro
Mande evitar brincadeira.

Se existe vazamento
Chame logo o encanador
Uma torneira pingando
Tem o som de um tambor
E depois é muito chato
Pagar o que não usou.

Falando aos professores
É hora de inclusão
De temas ambientais
No Fundamental ou não
De maneira transversal
Para a água é proteção.

Conscientizar a moçada
Para o seu uso correto
Por exemplo, a caixa d'água.
A cada semestre é o certo
Lavar, deixá-la tampada
Preservando-a de inseto.

Qualquer caixa destampada
É um perigo total
Pneu foi sempre problema
Na cintura ou no quintal
Qualquer vaso que não use
Doe ou tampe no quintal.

Não se quer aqui dizer
Que esteja havendo escassez
Quem puder compre outra caixa
E arque no fim do mês
Armazenar quanto queira
É da alçada de vocês.

O SAAE de Alagoinhas
É modelo mundial
Premiado na Europa
Pelo avanço social
Comprovou que sua meta
Não é visar Capital.

O Prefeito Sancionou (2001)
Uma Lei Municipal,
Que nasceu da Conferência
De Saneamento Ambiental
Pra ser franco a mim mesmo
Eu nunca vi nada igual.

Tudo que diga respeito
A Saneamento Ambiental
É compatibilizado
Com o Plano Municipal
Que se interliga a outros
De modo institucional.

De modo cooperativo
Cabe a eles discutir
Políticas, previsões,
Executar, decidir
Estratégias, previsões
No presente e no porvir.

Plano, Fundo e Conselho
Sistema de Informação
São frutos da 'Conferência'
A Cidadania em ação
Sistema de Saneamento
É fruto dessa união.

Cada qual tem seus encontros
(Recordo doutora Glenda)
Salubridade é sempre
O tema de sua agenda
É bienal a Conferência
Que avalia e referenda.

Ultimamente o SAAE
Sucedeu na direção
Três atuantes engenheiras
Glenda, Graça e Neide Leão
Sendo Graça a atual
Filha do nosso torrão.

Realmente, Joseildo,
A você meus parabéns
Na história de Alagoinhas
Outro prefeito não tem
Por ter escrito essa história
Está grafada na memória
De quem Alagoinhas quer bem."

Esta é a pergunta que Sylvia Earle, oceanógrafa vencedora do prêmio TED 2009 e consultora do Google Earth para a nova camada Oceans, deixa a entender para todos em sua palestra, que posto aí abaixo. A pergunta leva em consideração que os mares são o "coração" da vida no planeta, o "elemento" primário que mantém o sistema funcional como um todo.

Sylvia cita em dado momento o poeta W. H Auden, que disse certa vez:

"Thousands have lived without love, not one without water."


("Milhares viveram sem amor, ninguém sem água")


A palestra está em inglês, tem cerca de 18 minutos, e mostra imagens que fazem um bom apanhado geral do status dos oceanos na atualidade.

(Via FiNS no twitter.)

UPDATE: Xará legendou o vídeo lá no blog dela, viva!!!

Belíssimo texto de Germano Woehl Jr., publicado em O Eco:

"Eu nunca tive a ilusão de que a missão de defender a natureza seria fácil. Mas fui pego de surpresa ao encontrar tão poucas pessoas que valorizam a conservação da natureza, se orgulham e têm paixão pela extraordinária biodiversidade brasileira e se preocupam com o futuro das nossas matas preservadas. Dificilmente estas matas vão escapar da devastação se não mudarmos o rumo da história da humanidade, que há milhares de anos destrói tudo por onde passa.

Minha geração pegou o bonde andando com um movimento ambientalista que parecia estar já bem maduro aqui no Brasil. Então, eu achava que boa parte do caminho já havia sido feito e já tínhamos uma massa crítica na sociedade brasileira para salvarmos o que sobrou da Mata Atlântica e a Floresta Amazônica. Foi aí que me enganei. Achei que o jogo estava ganho. Eu havia entrado só para bater uma bola e ampliar o marcador, se possível, para consolidar a conquista. Mas que nada. Em que fria eu fui me meter! Entrei na cova dos leões achando se tratar de uma loja de bichinhos de pelúcia.

Não imaginava que fosse tão perigoso defender a natureza, ou seja, combater desmatamento e a sociedade reagisse tão friamente a esta verdadeira tragédia da humanidade, que é a aniquilação de ecossistemas inteiros, repletos de formas de vida. É frustrante constatar que estamos ainda na estaca zero em termos de conscientização da sociedade. Tem sido um grande erro ignorar o óbvio: só a sociedade pode decidir se quer ou não salvar o que resta de nossas matas."

Leia todo o artigo aqui.

"Água será o grande motivo de futuras guerras neste planeta".
Esta afirmação foi feita por uma professora, engenheira com doutorado em Hidrologia e que trabalhou no plano de regulação da Bacia do Paraíba do Sul, durante o curso de Especialização em Gestão Ambiental, em 2005.

Hoje, já podemos notar que as grandes disputas estão se realizando e serão sempre em torno deste líquido precioso.
Não é a toa que Israel e os palestinos travam uma luta perpétua na Faixa de Gaza. O motivo é a água.
No México este bem mineral já se tornou extremamente raro. Um artigo de luxo.
Em São Paulo e outras metrópoles a água deixou de ser utilizada para "varrer" a calçada, para regar plantas e para encher a piscina com a frequencia de antigamente. Todos são estimulados a poupar este bem precioso. Existe uma "Guerra de Água".
Também sabem por lá que a Amazonia é uma bomba hidrólógica que regula a irrigação dos estados sulistas.

Embora se saiba que é mais valioso que o petróleo, que nosso corpo é composto de 70% a 75% de água, que o ser humano não consegue ficar mais de 4 (quatro) dias sem reabastecer-se de água, ainda assim desperdiçamos quantidades incríveis de água.

Água para banho e água para beber: que mistura explosiva!
Nem sempre a água utilizada para o banho pode ser bebida, sem o tratamento adequado. Apesar de ser obrigatório, no Brasil que se acrescente o cloro e o flúor no abastecimento de água doméstico continuamos correndo o risco de conviver com as doenças gastro intestinais, de pele, além do mau cheiro das água contaminadas. Esta fonte de vida também pode ser a fonte da morte.

E a água "brinca" com todos os planos de governo, com as previsões de economistas, de políticos de sociólogos, enfim de todos os que tentam entender seu mau humor, seus "choros" (inundações) e suas "sêdes" (sêcas).

A nossa sobrevivência depende da água nossa de cada dia, que vai ficando mais escassa e mais contaminada.

Nos dias 12 e 13 de fevereiro vai ser realizada na sede do Parlamento Europeu, em Bruxelas, a conferência "Fazer a Paz com água". A mesma foi organizada pelo Fórum Político Mundial, presidido pelo ex-líder soviético Mikhail Gorbachov (1985-1991). Na conferência será discutido o rascunho do Protocolo Mundial da Água, que se pretende incluir nas negociações internacionais sobre o tratado que substituirá, em 2013, o Protocolo de Kyoto (1997).

Quem sabe haverá uma grande chance de se estabelecer os limites para a bestialidade das guerras, sejam elas por quais motivos forem serão sempre inglórias para todos, que estejam com sede ou saciados.

O Ouro Azul

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A água está se tornando cada vez mais escassa e se prevê para daqui a 20 anos uma crise na relação entre sua disponibilidade e as necessidades da humanidade. E como ela é um recurso absolutamente indispensável para a vida na Terra, ela está se tornando um produto estratégico, dizem até que deve ser criado um cartel da água como existe a OPEP para o petróleo e que esta será cotada nas Bolsas de Valores. Parece um cenário catastrófico em um filme de ficção? Não é não, neste post tentei recensear alguns dos malabarismos que alguns países já fazem para ter acesso ao "ouro azul", como ela é chamada.

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É verdade que a Terra é constituída principalmente de água. O problema é que da água existente sobre a Terra, 97,5% é salgada e dos 2,5% restantes, uma boa parte é inacessível sob a forma de geleiras e lençois freáticos muito profundos, e somente 1% é disponível para o consumo, que é a água dos rios e das fontes, que é renovada com a chuva e com a neve...finalmente somente 0,001% dos recursos em água do planeta podem ser utilizados diretamente.

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Logo realmente ela vale ouro! Pois ela não é distribuída igualmente pelo mundo. Os países que não a possuem em quantidade suficiente tentam por todos os meios obtê-la e os que a possuem em abundância procuram "vendê-la", em troca de vantagens econômicas ou políticas. Na Austrália, por exemplo, onde as vazões dos rios são altamente irregulares (variando com um fator de 1/4700) de um ano a outro), a paisagem é semeada de barragens e reservatórios, para capturar o precioso líquido e guardá-lo para a época das vacas magras. Em Singapura, a penúria obriga o país a comprar uma parte de sua água na Tailândia...imagine o que acontecerá se um dia este país fecha as torneiras ou se cobra muito caro! Nos países do Saara (Argélia, Tunisia, Libia), eles vão procurar a agua no lenço freático profundo por meio de perfurações e este está se esgotando, pois a retirada é superior à sua capacidade de renovação. Em regiões do Chile e do Equador, eles recuperam água até da neblina...na Arábia Saudita, Israel e outros países eles retiram o sal da água do mar, em processos que consomem enormemente de energia. Aliás, Israel e os outros países do "triângulo da sede" (Israel, Palestina e Jordânia), que estão em conflito no plano político são obrigadas a cooperar no dominio hídrico, dividindo as águas do rio Jordão, que abastece a todos.

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Estes exemplos mostram que as necessidades de água tem respostas diferentes para cada país, mas que elas estão presentes em todos. O que acho mais assustador é esta maneira de olhá-la como um "mero produto de barganha", com o risco de que no futuro só os que poderão pagar terão acesso à ela, seja no nível individual ou nacional.

O diaporama abaixo mostra como funcionam alguns dos meios que foram encontrados para paliar a falta de água e utilizá-la do modo mais econômico possível.

Fontes :

*O diaporama é baseado no artigo "Pas question d'en perdre une goutte" da autoria de Sylvie Rouat para a revista "Challenges". Extratos do livro "L'Avenir de L'eau" de Erik Orsenna publicados na revista "Challenges" . Artigo "La guerre de l'eau n'aura pas lieu" de Eliyahou Rosenthal publicado aqui.

Garrafas de plástico produzem 1.5 milhão de toneladas de lixo plástico por ano, segundo o site Lighter Footsteps. Grande parte deste número de garrafas não é reciclada. Há campanhas no mundo inteiro contra o uso de água mineral engarrafada. Gasta-se muito mais água para fabricar as próprias garrafas do que o consumo delas. Além de ser mais caro do que água da pia.

No Brasil, a qualidade da água da pia ainda não é ideal para o consumo direto. Mas nada que um bom filtro não resolva.

O site Lighter Footsteps ainda dá outros quatro motivos pelos quais não é recomendado beber água engarrafada: é caro, não é mais saudável que água da pia (na América do Norte), tira atenção do problema do sanitarismo público e a água está virando um bem precioso que está começando a ser explorado por grandes empresas.

Deu no The Sun de segunda-feira: a Starbucks desperdiça mais de 20 milhões de litros de água todos os dias em suas milhares de lojas mundo afora! Cada uma dessas lojas tem uma pia com torneira sempre ligada para, segundo a empresa, garantir que não haja acúmulo de bactérias nos utensílios a serem lavados. Num mundo em que milhões de pessoas sofrem com a falta de água potável, é ultrajante ver uma empresa desse tamanho fazer algo do tipo. Será que o mesmo acontece no Brasil? Nunca fui a um Starbucks por aqui, mas vou tirar a prova dos nove.

E tudo fica ainda mais bizarro quando vemos que a Starbucks mantém um programa chamado Ethos Water, para "ajudar crianças de todo o mundo a conseguir água limpa e conscientizar sobre a crise mundial de água". Segundo a empresa, o programa já investiu desde 2002 algo em torno de US$ 6 milhões para ajudar 420 mil pessoas na Áfria, Ásia e América Latina. Maquiagem socioambiental pouca é bobagem...

Confrontada com os fatos, uma porta-voz da empresa na Inglaterra afirmou: "Estamos trabalhando como prioridade em soluções alternativas. Reconhecemos que a oportunidade existe para reduzir nosso uso de água." Mais cínico, impossível. No site, tem um link que pergunta: "Tem alguma boa idéia?" Temos sim, Starbucks! Pare de desperdiçar água!!!

Não que isso tudo me surpreenda. Outros exemplos de como grandes empresas disfarçam seu desrespeito pelo bem público investindo caraminguás em projetos pontuais - em geral assistencialistas - existem aos borbotões. Pô, a Monsanto lançou recentemente um prêmio de agricultura sustentável! Quer mais ou o que?

Ontem à noite revi o documentário The Corporation e, lá pelas tantas, um empresário americano arrependido das práticas pouco sustentáveis de sua companhia, confessa: "Sou um saqueador dos recursos do planeta e nada dou em troca." As grandes corporações, ensina o filme, são predadoras natas, psicopatas prontas para tomar a decisão que for, desde que garanta lucros incessantes a poucos - geralmente com o sofrimento de muitos. O documentário é uma boa pedida para entender um pouco do por quê dessa crise financeira toda que temos hoje.

Li com atraso no World Changing que a revista Canadian Geographic aceitou um desafio supimpa: fez sua edição de junho com 60% de papel feito a partir de trigo. Aparentemente, os leitores não notaram a diferença, e a sensação do papel era a mesma do papel feito com a celulose do eucalipto.

A idéia de fazer papel a partir de trigo é extremamente interessante, a meu ver. Por 2 motivos: 1) utiliza-se o "galhinho" do trigo que é normalmente jogado fora pelos produtores - que aproveitam apenas o grão para suas vendas - dando portanto função a um "lixo" agrícola; 2) tira um pouco da pressão enorme que a monocultura tenebrosa plantação de eucalipto gera no ambiente [link via GReader do Tiagón].

Eu cresci no Espírito Santo, um dos maiores produtores de celulose do país (devido à presença da Aracruz Cellulose, talvez a empresa mais greenwashed que já vi). Nos quase 20 anos que vivi por lá, entre incontáveis descargas poluentes que a indústria liberava na calada da noite (o cheiro podre chegava na minha casa com frequência), muitas modificações no ambiente (e em outras "cositas") decorreram da produção em demasia de celulose do eucalipto. Eu ainda era criança, mas lembro do biólogo Augusto Ruschi dizendo nos jornais que o estado sofreria um grave problema hídrico se as plantações de eucalipto continuassem no ritmo que estavam - Ruschi já morreu, mas suas "previsões" foram acertadas: o Espírito Santo hoje tem uma área de 220 mil hectares considerada "deserto verde" (e crescendo...), onde só há eucalipto, lençóis freáticos secam a uma velocidade estarrecedora e o abastecimento de água é problemático.

Dado o gigantesco impacto que o eucalipto produz no ambiente, a notícia de reutilização de um subproduto do trigo para produzir papel é, a meu ver, muito esperançosa. Claro, melhor seria se economizássemos papel, ponto. Mas como na vida real a burrocracia humanidade em geral ainda insiste em existir no papel, tudo que posso dizer é: tomara que as dificuldades técnicas ainda existentes a produção via trigo sejam superadas, que se torne logo economicamente mais viável usar o trigo para fazer papel, e que em breve toda vez que a gente precisar usar papel, este seja de preferência com uma tecnologia mais ecoconsciente como esse de trigo parece ser, para aliviar um pouco o avanço desastroso do eucalipto pelo planeta.

Muito boa a dica que Rodrigo Barba deixou na Rede Ecoblogs: garrafas pet iluminando residências! É realmente uma idéia e tanto! Cada garrafa iluminada corresponde a 40 -60 watts, de acordo com um engenheiro elétrico que mediu a intensidade da "lâmpada-garrafa". Sensacional!

Confira o vídeo:




Enquanto isto, no Rio de Janeiro, a Prefeitura tenciona instalar ar-condicionado nas escolas, critica indignada, Silvia Schiros, aqui no Faça a sua parte . É um desperdício de energia sem tamanho, além de uma despesa desnecessária que poderia estar sendo utilizada para algo mais pertinente à Educação.


Quando eu me dirigia ao Espaço Gafanhoto, para ir ao LuluzinhaCamp, no sábado, pela manhã, observei que vários funcionários lavavam a entrada dos edifícios com uma mangueira de água que mais parecia aquelas de lava-jato, tamanha era a força com que jorravam. E um gasto de água desnecessário, pois estava chovendo e não havia necessidade de se lavar para a lama voltar. Alguns baldes de água já resolveriam o problema.


O mais revoltante foi eu ouvir do motorista de táxi, também indignado com a situação, que, ao interpelar um desses funcionários sobre o desperdício de água, ouviu a seguinte resposta: "Tem problema não! O patrão é rico, se acabar a água ele compra umas pipas." É de arrepiar.

E tem mais uma coisa:as pessoas não se dão conta de que a água que utilizam para lavar calçadas e carros é tratada, clorada, limpa! Água que deveria ser usada para beber e não para ser desperdiçada desta maneira! Lástima.

Os que acompanham o noticiário ambiental já estão carecas de saber que o mar não está pra peixe há tempos, no mundo inteiro, como esse excelente mapa do Guardian mostrou recentemente. Ou seja, morto, principalmente nas áreas costeiras.

Mas eis que leio no World Changing que alguns empreendedores de Israel, Autoridade Palestina e Jordânia se juntaram para se lançarem a um projeto complexo: ressuscitar o salgadíssimo Mar Morto. Ou seja, querem fazer o caminho reverso e trazer (quem sabe... eu sou uma otimista) um pouco de esperança aos mares do mundo à beira da morte.

O Mar Morto vem "secando" a uma taxa de quase 1 metro por ano, devido ao maior consumo da água do rio Jordão, o único rio que deságua nele. A idéia do projeto de ressuscitação é, entretanto, "simples": canalizar parte da água do Mar Vermelho para o Mar Morto. Com isso, o Mar Morto também seria um pouco diluído e a água poderia se tornar menos salgada, viabilizando até talvez mais formas de vida. Normalmente, só algumas bactérias e fungos vivem no Mar Morto. Mas se o megaloprojeto funcionar, poderíamos sonhar com um Mar Morto utilizável, pescável e navegável. Se lembrarmos que a região é bem desértica e que água já é um recurso escasso por aquelas bandas, essa tentativa soa menos surreal.

Ambientalistas, claro, acham que há soluções menos custosas e mais eficientes com menor impacto ao ecossistema ao redor, como por exemplo, melhorar as condições do rio Jordão (menos poluição, reabilitação da água do rio para a vida animal, uso da água de forma mais equilibrada pelas plantações, etc.).

Enquanto nada se decide, o Mar que já é Morto até no nome vai secando dia após dia. Sem caráter supranatural, mas com bom planejamento e criatividade, podemos enxergar a possibilidade de renascimento aqui. Inspiração para ressuscitar outras áreas mortas de mares maiores no mundo...? 

Só o futuro nos dirá.

Demorou mas Rex Weyler enfim atualizou sua série sobre as origens do ativismo, ambientalismo e do Greenpeace, publicando dois novos textos no site do grupo. E que textos!!

Estamos no limiar de grandes mudanças de paradigmas de desenvolvimento e sociais, e o que Rex faz com propriedade é nos alertar para estarmos preparados. Ou nos mexemos agora, priorizando a sustentabilidade, o consumo responsável e o respeito ao meio ambiente, ou vai ser um baita barata-voa no meio do caos.

O primeiro texto, O Fim do Preço (aqui a íntegra, em inglês), começa assim, numa tradução livre minha:

Nos anos 80, pescadores capturaram a última beluga no Mar de Azov, fonte do valioso caviar, e o peixe selvagem do Mar Cáspio fracassou em se reproduzir. A captura desse tipo de peixe despencou em 95% e o custo do caviar disparou. Tal crescimento extraordinário no preço é conhecido como 'hiperinflação', ou como o economista Eric Sprott diz, "a síndrome do caviar".

Isso pode soar trivial, mas a hiperinflação se torna crítica quando se trata de commodities como óleo, gás, cobre, zinco, água ou madeira, todas elas cada vez mais raras em escala global. A civilização industrial já prospectou o melhor e mais acessível desses recursos. Belugas podem se recuperar se deixarmos elas em paz, mas cobre e óleo não se reproduzem.

Conforme a humanidade vasculha as regiões mais inóspitas do planeta por recursos, entramos em um novo período histório em que algumas commodities vitais não mais terão seu tradicional preço de mercado ligado à demanda, mas sim ao custo do acesso a elas.


Vale ressaltar um outro trecho do primeiro texto:
Os custos ambientais e sociais de se fazer negócios nunca aparecem nos orçamentos operacionais de empresas bilionárias. Dinheiro público e lagos tóxicos não aparecem nos balanços financeiros. Por que? Porque não seria rentável. Investimentos do setor público e da natureza não ganham opções de ações, apesar dos magos do mercado livre precisem desses investimentos para evitar o choque contra a parede. A estratégia do mercado livre para evitar o muro é: socializar os custos, privatizar os lucros.

E para garantir os recursos necessários para a vida perdulária que vivemos hoje, os países estão dispostos a partir pra porrada. Ou, segundo as palavras de Zhng Wenmu, pesquisador do Instituto de Relações Internacionais Contemporâneas da China, citado por Weyler, "uma grande potência é aquela que controla mais recursos e nunca houve um caso na história onde isso é obtido por meio da paz."

E conclui:

Vemos agora que nossas economias galopantes dependem de dívidas enormes, guerra, abuso, desperdício. Os rios morrem, espécies são extintas, florestas desaparecem, desertos crescem e pessoas sofrem. Esse estado das coisas sinaliza uma disfunção social em escala global. O mundo industria revela um comportamento sociopata e 'ecopata'. Cidadãos inocentes às vezes parecem traumatizados, mesmo quando fazem o seu melhor para permanecerem otimistas e aplicam soluções criativas.

Daly, Henderson, Ayers, Mark Anielski, Nicholas Stern e muitos outros economistas descreveram teorias econômicas mais acuradas que reconhece o valor natural e a autêntica qualidade de vida. O que a sociedade tem que aprender é:

A ecologia é a economia.

Tudo que usamos, toda inovação tecnológica, todo empreendimento humano ou simples prazer depende do planeta. Economistas ignoram a ecologia, para o nosso perigo. O fim do preço convencional coloca a ecologia e a natureza em perspectiva apropriada: não tem preço.


No texto mais recente, Pico do Petróleo Muda Tudo (aqui a íntegra, em inglês), Rex discorre sobre as mudanças que teremos na moderna sociedade de consumo devido aos custos cada vez mais altos dos recursos naturais e energéticos (petróleo, por exemplo) necessários para prover economias em desenvolvimento como Brasil, China e Índia.

Ou nas palavras dele:

Pico do óleo não é uma teoria, mas uma simples observação de uma ocorrência comum natural. Pico do óleo é apenas um sintoma de um crescimento populacional exponencial, com demandas exponencialmente crescentes, alcançando os limites mundiais de todos os recursos.

"O pico do óleo tem sido uma realidade há tempos para a indústria do petróleo", afirma Anita M. Burke, ex-consultora da Shell sobre Mudanças Climáticas e Sustentabilidade. Em 2007, Dr. James Schlesinger, ex-secretário americano de Defesa e Energia, afirmou: "Se você conversa com os líderes da indústria, eles admitem... estamos enfrentando um declínio dos combustíveis líquidos. A batalha terminou."

E o que vem por aí?

A era pós-pico do óleo vai requerer novos padrões de desenvolvimento humano e estratégias que se alinhem aos limites do crescimento. A humanidade não tem novos continentes para explorar ou planetas para ocupar. Nações industriais podem perfurar o Ártico e cavar em areias sujas de alcatrão, mas nada disso vai aumentar ou mesmo equiparar a abundância passada de combustível líquido barato que já consumimos. No entanto, o atual momento em que a produção de óleo chega a um teto é menos relevante do que nossa preparação para o impacto...

... Nossas economias foram construídas com óleo barato. Desenvolvimento mal planejado deixou para trás florestas arrasadas, lagos tóxicos, erosão do solo, espécies perdidas para sempre, ar poluído, rios mortos, aquíferos contaminados e desertos em expansão.

A solução? Algumas dicas:

Relocalizar: Pensar globalmente, consumir localmente. Se vai estudar finanças internacionais, talvez seja interessante fazer alguns cursos de permacultura também.

Preservar fazendas: Cidades dependem da produção de alimentos e por isso é uma boa idéia ter fazendas por perto. Canberra, capital australiana é assim: fazendas ficam entre os bairros! Alguns parques também.

Mudança no padrão da comunidade: Toda distribuição da atividade pública, espaço público e áreas residênciais devem ser adaptadas para o uso de menos combustível e consumo de recursos.

Espaços urbanos verdes e produtivos: Mais áreas verdes, mais transporte público, mais ciclovias.

Viva o transporte público: Automóvel só para o essencial. Mesmo. Para muitas coisas, é melhor andar, ir de bicicleta, pegar um ônibus ou trem. Cidades inteligentes têm que ser planejadas para evitar ao máximo o deslocamento motorizado.

100% de reciclagem: A natureza recicla tudo. Nós também podemos. É possível viver num mundo sem lixo. Experiências nesse sentido já podem ser vistas no Japão e na Escócia, por exemplo.

Quando acabei meus estudos fui pro aprendizado prático nos confins de Rondônia. Lá encontrei minha primeira malária.
Depois resolvi, com a ambição de me tornar rico antes dos 40 anos, participar de uma sociedade garimpeira lá pelas bandas de Jacareacanga. Pedi demissão do emprego estável e fui para a batalha, que não durou 6 meses. Outra malária.
Desisti e voltei a ser um geólogo. Mais malárias.
Anos depois, já dobrando a esquina dos 50, me matriculei em um curso de pós-graduação em Gestão Ambiental, frequentei as aulas/palestras, participei das discussões, mas desisti na reta final.
Não importa, pois o que aprendi na teoria tentei desenvolver em um outro garimpo de ouro. Mesmo com a desconfiança dos habitantes locais - garimpeiros, mateiros, mecânicos e trabalhadores avulsos - coloquei em prática as mais simples soluções por lá.
Botica.jpgQuando chegamos no Butica, todos os que precisavam fazer suas necessidades fisiológicas escolhiam um "trono" no meio da mata fechada. Qualquer pedaço de pau servia. Não demorou muito e todos estavam pisando nas próprias "cácas".
O material descartável era jogado de qualquer maneira em qualquer lugar possível. A água para consumo (banho e cozinha) era retirada de um igarapé com águas barrentas e suja.
Ia ser uma d ureza transformar aquilo em lugar habitável.
Reunimos com os moradores e a primeira pergunta foi: "Onde voces moram?" Todos deram um endereço na cidade mais próxima. E lhes dei a informação: "Errado. Vocês moram aqui. Visão ButicaÉ aqui que vocês passam a maior parte do tempo. Só vão na cidade  uma vez ou outra".  Não haviam pensado nisso até aquela ocasião.
Então, com a concordância de todos, foram construídas as latrinas, os depósitos de lixo, abertas valas para escoamento de água pluvial, limpeza de cozinhas e, principalmente, a limpeza do iga rapé de onde era retirada a água para consumo. No mês seguinte, a diminuição de medicamentos para diarréia e malária foi acentuada. Quem reclamou foi o cantineiro que passou a vender menos.
As latas de cerveja e refrigerantes foram armazenadas e levadas para a cidade para recicladores.
As garrafas vazias de "pinga" transformaram-se em muros, cercas e arranjos.
As peças inservíveis de motores foram colocadas em locais adequados.
Construímos uma barragem de contenção de material sedimentar, produto da lavagem de material aurífero nos moinhos, que seria aproveitado mais tarde.
As queimadas foram proibidas, apesar da resistência dos garimpeiros mais antigos.
As castanheiras e outros produtos nobres não foram mais derrubados.
Os óleos, graxos e combustíveis líquidos estaiveram sendo acondicionados em locais apropriados.
Visão Butica
Conseguimos limpar o garimpo. O mérito foi dos garimpeiros de lá.
Então, quem disse que não dá pra mudar a visão e o modo de tratar com o meio ambiente errou completamente.
Na verdade só precisamos de pessoas que se habilitem a colocar seus conhecimentos a serviço daqueles que não olham para o seu lado e transformar as suas vidas.

BXK13856_cerrado800 cópia.gifNa narrativa da Arca de Nóe, por ocasião do dilúvio, em determinado dia êle soltou uma pomba e a mesma retornou com um ramo de uma árvore. Era a vida de volta ao mundo!
Na história geológica, só houve surgimento de vida após um período de evolução química, quando surgiram os microorganismos e as primeiras rochas sedimentares. Era o início da vida? Não se sabe, pois na época em que estes primeiros organismos apareceram não havia nenhum oxigênio livre, como há agora, mas uma atmosfera composta de metano, gás carbônico, e hidrogênio. Os microorganismos deste período utilizaram metano ou hidrogênio no lugar do oxigênio no metabolismo, estes então eram organismos de metabolismo anaeróbico; eram heterótrofos, apenas tempos depois apareceram os organismo autótrofos.
Mas vamos deixar estes "bichos" estranhos de lado.
 E daí? O que tem a ver com florestas? Ufa! Tudo!
Pesquisadores já concluiram que há 20 milhões de anos não existia a Floresta Amazônica, nos padrões atuais. Tudo por aqui era um clima árido demais para suportar uma exuberante floresta tropical. Então, ela só foi existir há 6 milhões de anos, após idas e vindas do mar e com as bençãos da pródiga natureza.
Significaria que por ela não existir anteriormente, os exploradores e moradores locais tem o direito de desflorestar e transformar o ambiente amazônico em um local árido e de futuro restrito?
Não acredito que esta seja a melhor solução. Esta floresta é um depósito de energia mundial. É o nosso "sumidouro de carbono".
Mas, mesmo que tentem transformar esta região em um imenso cerrado, a ação intempestiva demoraria alguns milhões de anos para se transformar nessa catástrofe. E se chegar a ser um cerrado degradado, não teria as mesmas condições de biodiversidade que um cerrado original, uma savana riquíssima em biodiversidade.
As oportunidades de exploração devem ser iguais para todos os que habitam e usam as florestas para fins comerciais, esportivos, de lazer, agropecuários ou conservacionista.
Então,  se eu quicopaiba1.jpgser "ceder" minha parte de floresta para alguém explorar está correto? E se eu não der a permissão e um explorador usar isto indevidamente ele deveria ser punido?
Infelizmente, o nosso processo democrático permite que deixemos nas mãos (nem sempre limpas) dos parlamentares (que muitas vezes nem elegemos ou votamos) e dos executivos deste país, o desejo e a satisfação de poucos.
'Tá certo que necessitamos satisfazer as necessidades e, por isso apelamos para as florestas para explorar as riquezas naturais. Agropecuária, mineração, exploração florestal são alguns dos itens que são extremamente importantes e economicamente disputados pelos homens.
Mas, com o olhar desenfreado de cobiça dos exploradores acontece a devastação das riquezas naturais das florestas. E ela se "vinga" com o desaparecimento de rios e córregos, com  a "invasão" dos animais selvagens nas zonas urbanas, com o excesso de chuvas ou secas demoradas...
garimpo.jpg Os garimpeiros, para alcançar  o aluvião  aurífero, promovem o desmatamento desenfreado ao redor dos igarapés e, sem se preocupar com o seu e nosso amanhã, por desconhecimento ou por ambição vão "matando" suas fontes de subsistências naturais. Nas associações garimpeiras existem poucos técnicos dedicados a usar seus conhecimentos em prol da causa ambiental. Assim, ainda não conseguimos transmitir os programas de sustentabilidade ambiental para a classe. Mas já existe a preocupação sobre este tema e está sendo desenvolvido paulatinamente em Itaituba, pela AMOT.
Um pesquisador (meu irmão) florestal me mostrou que os gestores municipais nunca se preocuparam em adornar as avenidas e ruas com os espécimes bonitos que ocorrem na floresta amazônica. Preferem trazer palmeiras imperiais aos taxizeiros ou samaumeiras, plantam acácias ao invés de visgueiros, deixam de trazer conhecimento (pela plantação) ao povo urbano sobre mogno, ipê,  louro e tantas outras espécies amazônicas. Misturar estas a palmeiras amazônicas, como tucumã, inajá, buritirana, pupunha, açaí e outras espécies de classificação desconhecida foram muito pouco ou nada utilizadas para o paisagismo, que traria a beleza natural ao ambiente amazônico urbano.
Os indígenas mais velhos sabem que uma floresta em pé gera mais recursos naturais que se ela for derrubada para criação de pastos, mas os mais novos, com o aumento da população indígena promovem a derrubada de árvores para aumentar os pastos de bovinos e a agricultura de subsistência.
E à medida que aumenta a população indígena, seus valores de sustentabilidade vão diminuindo. Muitos já se dedicam a garimpagem aurífera, sem estudo geológico ou planejamento mineral, vão destruindo as matas ciliares e sua fonte de vida (os igarapés) vão diminuindo paulatinamente. E alguém poderia argumentar que antes do "domínio branco" existiam milhões de indígenas no Brasil e não havia a destruição das florestas? Não podemos esquecer que eram milhões de indígenas e nenhum branco por aqui. Também não existia um desejo irremediável de usufruir das atuais benesses da civilização: rádio, televisão, geladeira, fogão a gás, celulares etc. Para isso tem que fazer parceria com os civilizados, que detém o poderio economico para comprar equipamentos de alto poder escariante (no caso de garimpagem em rios) ou equipamentos de desflorestamento contínuo e rápido.
E seus valores também vão pelo ralo...
A biodiversidade da floresta amazônica, que responde por quase 40% das reservas de florestas tropicais úmidas ainda existentes no planeta, corresponde a mais de 20% de todas as espécies vivas do planeta. Mas avançamos demais na devastação e ainda há tempo de reverter este quadro preocupante.
No entanto, pFloresta3.jpgor ser um ecosistema extremamente frágil necessita de atenção redobrada na sua exploraçã o, uma vez que a retirada de sua vegetação, que retém os nutrientes, transformaria, provavelmente, a floresta em uma área desertificada, que afetaria  o equilíbrio ecológico e aumentaria o efeito estufa.
Então, quando vamos começar a nos preocupar seriamente com a preservação equilibrada de nossos recursos naturais  finitos? Quando juntaremos os cacos e faremos um belo adorno em torno do desenvolvimento? Da vida?
E pra não esquecer: hoje  deveríamos celebrar o Dia da Mata Atlântica. Existe razão para festejar sobre aquela que cobria todo o litoral brasileiro e hoje está reduzida a 7% da porção original?
Faça a sua parte!

Fontes de pesquisa:
http://www.brasilescola.com/geografia/floresta-amazonica.htm
http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u351813.shtml
Não dá para ficar parado. Você vai ficar?

Enquanto nós ficamos parados, outros planejam, sorrateiramente como sempre fazem, mais uma onda de destruição das nossas florestas. Está em votação o Projeto de Lei 6424/2005, de autoria do Deputado Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que autoriza um dos maiores crimes ambientais a ser cometido na história do Brasil.

Você vai ficar parado?

Enquanto nós ficamos parados, outros colocam no mercado produtos contendo transgênicos sem aviso no rótulo, em total desacordo com as leis. Ferem mortalmente nosso direito a um consumo consciente.

Você vai ficar parado?

Enquanto nós ficamos parados, outros tantos sequer aceitam que o aquecimento global é uma realidade. Alegam que os estudos não são conclusivos, que "não é bem assim", e seguem, em prol do crescimento das suas economias, produzindo GEE. Afinal, o que vale é o "aqui e agora". O futuro que se dane!

Você vai ficar parado?

Quer mais exemplos? Crescimento populacional descontrolado? Roubo da nossa flora e fauna? Há uma lista interminável de exemplos...

Nós, do Faça a sua parte, não ficaremos parados. E queremos que você se mexa. Que mexa os dedos e participe da 1º edição da série "Debates Ambientais do Faça a sua parte". Todo ano, no período de 22 de maio a 14 de junho, o Faça a sua parte promoverá debates sobre as questões do meio ambiente. E, no dia 5 de junho, acontece a blogagem coletiva para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Uma blogagem coletiva inédita. Serão duas semanas para preparar, com debates, a blogagem coletiva para comemorar o Dia do Meio Ambiente. Participe com seus comentários ou posts em seu blog sobre algum dos temas propostos. Debata, converse, troque idéias. Participe. Mas lembre-se: no dia 5 de junho não deixe de participar da blogagem coletiva do Dia Mundial do Meio Ambiente.

Mas não pára por aí. Do dia 6 até o dia 14 continuaremos debatendo, agora com as diversas contribuições realizadas no dia 5.

Veja a programação para 2008:

MAIO

22 e 23: Biodiversidade: sem flora e sem fauna?
24 e 25: Cerrados: bioma ou necroma?
26 e 27: Florestas, até quando haverá uma?
28 e 29: Educação Ambiental: a quem educar?
30 e 31: Aquecimento Global: mito ou realidade?

JUNHO

01 e 02: De quem é a culpa: do Legislativo, do Executivo, ou nossa?
03 e 04: Meio Ambiente Humano: somos parte da natureza?
05 e 06: Blogagem coletiva sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente
07 e 08: Mar: Origem da vida?
09 a 12: Tecnologia e Meio Ambiente: há futuro na ciência?
13 e 14: Consumo sustentável: o que e como fazer?


Participe conosco. Traga suas idéias e conhecimentos. Faça a sua parte ou...

Você vai ficar parado???
Um comichão nos dedos indicadores teve início logo após efetuar a postagem anterior.
Não podia deixar passar a oportunidade de continuar escrevendo sobre o assunto, antes que alguém fizesse um comentário.
Parece que joguei a culpa da degradação ambiental, de todas as formas, simplesmente nos moradores e visitantes dos ambientes naturais. E não é nada disso que acontece por aqui.
Vejam bem: a gente mora em locais inóspitos, de precário desenvolvimento escolar e de menor interesse público, então não devemos simplesmente nos culpar sobre o que acontece por aqui.
Se fazemos as coletas de latas descartáveis, de sacos plásticos, de embalagens, de papéis ou de qualquer item reciclável não podemos encaminhar aos centros de reaproveitamento.
As ONG's vem de fora e por aqui fazem movimentos de pirotecnia, mas não desenvolvem nenhum trabalho de logística para que os materiais possam ser reutilizados pelos habitantes locais.
Os órgãos de treinamento passam pelas aldeias indígenas e deixam um montão de cursos e nada de continuidade empresarial. São cursos de apicultura (mas as aldeias não tem abelhas produtoras ou é tão longe da cidade que o mel não pode ser vendido), piscicultura (em uma aldeia levaram os alevinos híbridos e os índios comeram e ...acabou), manejo de resíduos alimentares (como fazer reaproveitamento de sobras que não existem?) etc.
Enfim, tudo o que se pode fazer é estimular para que sejam desenvolvidos produtos locais (artesanato, criação de peixes, criação de caprinos e de bovinos, agricultura de subsistencia) que tratem do corpo, do moral dos que ouvem palavras bonitas e pouquíssimas atitudes.
De tanto ver porcarias sendo lançadas no leito do rio Tapajós (outrora cantado como o mais belo do mundo) lancei uma campanha "Salvem o Tapajós!". Mas ninguém se habilitou a contribuir.
No entanto, nada fará com que eu pare de chamar a atenção de meus pares, gritar neste deserto de emoções ambientais e me esgoelar para ter um futuro mais agradável para meus descendentes (por enquanto são só  mulheres...)
Eu não conheço a Fernanda Coronado pessoalmente. Gostei da re-apresentação que ela fez de si quando voltou ao radinho, há algum tempo atrás. Hoje, ela compartilhou uma história que fala tudo sobre a atitude das pessoas, coletivos e "empresas" lá na lista.
Há algumas semanas, tenho sofrido com o barulho de uma Lavadora de Pressão WAP do prédio atras do meu. Moro no segundo andar e minha varanda é de frente pro fundo desse prédio. O responsável pela limpeza liga todos os dias a wap - às vezes umas 10hs, às vezes as 13hs e fica até as 16h/17hs. Hoje então eu contei o tempo...foram 5 horas com ela ligada. Pedi para desligarem, pois o barulho é audivel pelas pessoas que me ligam, pelos meus clientes. Sem contar que chega um momento que o barulho já fica martelando na cabeça. O zelador/porteiro se negou a me fornecer um contato do síndico ou responsável, alegando que no horário era permitido. Sem alternativa, apelei pro 190. O policiais foram até lá e pediram pros funcionários me passarem os contatos do síndico. Um deles ainda avisou que a norma para barulho não é so das 22hs as 7 da manhã. Vale para qualquer barulho contínuo acima de 50 decibéis em bairros residenciais. Claro que assim que eles viraram as costas, a Wap foi religada. A situação, no entanto, é muito pior: A Wap do predio gasta 600 litros de agua por hora!!!!! Liguei na Sabesp e pedi informações sobre o desperdício do "Ouro Liquido". A moça pediu o endereço e consultou o consumo de água. Em poucos segundos ela respondeu: Nossa! E ai me explicou: "Eles consomem 2000 m3 de água por mês. Eles precisam receber uma notificação urgentemente sobre desperdício e reduzir radicalmente o consumo". Para completar, ela avisou: é importante este tipo de vigilância.
A Fê fez uma verdadeira maratona hoje. Contato com o prédio, PSIU (não funciona), Polícia, Sabesp. E aproveitou pra fazer uma conta rápida. No seu prédio (13 andares, com 4 ap's/andar) são consumidos 339 m3/mês, ao custo de R$ 1.218,14. No vizinho de trás? (12 andares, 4 ap's/andar) 2.000 m3... cerca de R$ 4.000,00/mês. Eles gastam, nas contas da Fernanda, a mesma coisa que o prédio dela só com a WAP.
Servição da dona Joaninha: Sabesp: 195 : Para emergências, como falta d'água, vazamentos e esgoto entupido. Funciona 24 horas todos os dias. 0800-0119911 (somente para RMSP) (ligação gratuita) - Para informações sobre contas, solicitação de segunda via (em caso de perda ou não recebimento), pedidos de serviços, endereços, telefones úteis e folhetos explicativos. Horário de funcionamento: segunda à sexta-feira: das 7 às 21 horas sábado: das 8 às 17 horas domingo : das 10 às 16 horas Interior e Litoral Para solicitar serviços emergenciais ou comerciais, o usuário deve ligar para o 195 ou contatar a agência de atendimento do município. O número do telefone aparece na conta de água enviada mensalmente pela Sabesp.
A Fernanda me passou um link superhiperextrabacana com boas informações sobre o assunto: Ama Natureza.
Para reclamar de poluição recorra à CETESB: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental 0800-113560.
Yu, o Grande, líder da dinastia Xia na China, disse há 4000 anos:

"Aquele que controlar o rio Amarelo, controla a China."

O rio Amarelo fornece água para um terço da população chinesa, é considerado biologicamente morto em 50% do trajeto e ironicamente, suas nascentes (e áreas mais limpas) estão... no Tibet. A National Geographic, nessa reportagem de 9 páginas indispensável e maravilhosa, mostra algumas das nuances que podem estar por trás da voracidade chinesa pelo Tibet: o controle do fornecimento de água, principal garantia de sobrevivência da potência chinesa pós-hecatombe ambiental que ela mesmo vem criando.

Uma das reportagens mais comoventes que li nos últimos tempos. É minha dica de leitura pro feriado aos que passam por aqui.

Enjoy!

Em 2007, o Faça a sua Parte lançou, como tema da blogagem coletiva do Dia da Terra, uma proposta: cada um deveria definir metas para fazer algo de concreto pela Terra ao longo do ano. Mudar hábitos. Eu atrasei um bocado o meu texto, mas publiquei, lá no Futuro do Presente. E, gente, eu consegui. Há um ano, eu achava as metas difíceis. Mas, conforme você vai se esforçando para implementá-las, elas viram rotina. Hoje, olho para o lado e não entendo por que as pessoas acham tão difícil mudar hábitos. É muito fácil desligar o chuveiro na hora do banho, até no inverno! E o jantar vegetariano já acontece quase todos os dias. E, pronto, resolvi que, embora não seja esta a proposta para 2008, vou continuar com o esquema de metas.

 

Portanto, ao longo do próximo ano, minhas metas são:

 

Andar menos de carro

 

Carros poluem. Pra caramba. O ar que eu respiro. O ar que as minhas filhas respiram. Moro numa cidade que não foi feita para pedestres ou ciclistas. Espero que isso mude, que o futuro seja mais limpo. Enquanto não muda, abrir mão de vez do carro não é uma opção. Mas pensar em esquemas de carona para levar as crianças para escola, por exemplo, pode ajudar. É pouco? Pode ser. Mas devagar se vai ao longe.

 

Muitos acreditavam - alguns ainda acreditam - que a solução estivesse nos biocombustíveis. Bem, hoje já sabemos que não é bem assim. Se, saindo lá pelo escapamento, a fumacinha é menos poluente, o processo de produção é controverso. Gera desmatamento, compete com o cultivo de alimentos. Leia mais sobre o assunto.

 

Limpeza ecológica

 

Já tenho procurado usar produtos ecológicos para lavar roupa. Mas a limpeza da casa ainda deixa a desejar - e, muitas vezes, até a da roupa, por falta de conhecimento e experiência com produtos naturais que dêem conta do recado de lavar roupinhas encardidíssimas das filhotas. A nossa Denise Rangel é craque no assunto. É claro que vou pedir a ajuda dela. :-)

 

E, além de não poluir o meio ambiente, os produtos naturais, quem diria, são melhores para a saúde. Sim, a química dos produtos industrializados tradicionais é uma coisa de louco. Este artigo da revista Mothering (em inglês, fala dos produtos químicos a que ficamos expostos quando usamos os produtos convencionais. O Dr. Mercola também fala sobre o assunto, mais uma vez em inglês.

 

Hora dessas eu desenvolvo esse assunto, em português.

 

Feliz Dia da Terra!

 

indios_no_rio.jpgA região do Parque Indígena do Xingu é habitada por 14 povos indígenas: Aweti, Kalapalo, Kamaiurá, Kuikuro, Matipu, Mehinako, Nahukuá, Trumai, Wauja, Yawalapiti, Ikpeng, Kaiabi, Suyá e Yudja. Na região do Xingu, contando com a área fora do Parque, há um total de 18 povos indígenas, totalizando uma população de cerca de 10.000 índios. O Parque Indígena do Xingu foi criado em 1961, e a situação dos índios mudou um bocado de lá para cá. Hoje, sem uma gestão mais paternalista, os índios estão enfrentando a necessidade de organizar-se politicamente, em uma ação conjunta com a sociedade civil, produtos e trabalhadores rurais, assentados, movimentos sociais e governos, para poderem lidar com processos externos que afetam a vida na região.

 

Lá não habitam apenas índios, mas também cerca de 270.000 não-indígenas. E a área corre perigo. Desmatamentos e queimadas já fizeram com que várias nascentes secassem. As matas ciliares estão sendo destruídas e ameaçando um corpo d'água tão rico e importante. Se maltratamos o Xingu, morrem os peixes e as plantas, aumenta a erosão, cai a fertilidade, vem o assoreamento e cresce a poluição. É uma ameaça à biodiversidade da Amazônia.

 

Amanhã é Dia do Índio. O Dia da Terra está chegando. Não seria bom se, por um instante que fosse, tentássemos nos aproximar mais do modo de vida indígena, respeitando a terra, protegendo-a para que ela nos dê aquilo de que precisamos para sobreviver, se tentássemos buscar exemplos nas nossas raízes indígenas, aprender algo com esses povos, que já habitavam nossas terras muito antes dos portugueses chegarem?

 

Vamos tentar descobrir novas formas de contato com a natureza. Vamos lembrar que ela é a nossa mãe. E podemos até buscar grandes causas para apoiar.

 

"Quem me dera, ao menos uma vez, fazer com que o mundo saiba que seu nome está em tudo e, mesmo assim, ninguém lhe diz ao menos obrigado." (Índios, Legião Urbana)

 

Assista Índios, do Legião Urbana. 

 

Para saber mais:

http://www.socioambiental.org/pib/epi/xingu/xingu.shtm

http://www.yikatuxingu.org.br

http://www.suapesquisa.com/indios/

http://www.museudoindio.org.br/

http://www.arara.fr/BBTRIBOS.html

A querida Aleksandra enviou-me a dica deste post sobre a invenção de um aparelhinho, parecido com um canudo, que filtra a água suja tornando-a potável. "O purificador portátil tem capacidade para filtrar até 700 litros de água suja ou 350 litros de água salgada."

"Seu uso elimina, de acordo com o fabricante, microorganismos causadores de diarréia, disenteria, tifóide e cólera, além de salmonela e outras bactérias causadoras de doenças." O mais interessante é que o custo é de cerca de U$3,00 e qualquer pessoa pode doar um aparelhinho, através desse site, para alguém que precise urgentemente de água potável, como as populações africanas.

Para nós, que ainda dispomos deste recurso natural, a escassez de água pode parecer um problema tão distante. No entanto, se continuarmos neste ritmo de desperdício e poluição, logo estaremos também tendo de pagar um preço elevado para ter acesso a este bem tão precioso.

"Atualmente, a população africana sofre as conseqüências combinadas de pouca água superficial limpa, calor, pobreza, subdesenvolvimento e guerras, e já está convivendo com escassez de água. Agravando a situação dos africanos, há a falta de vegetação e de umidade na natureza."

É preciso que cada um de nós faça a sua parte e ajude a preservar a água que ainda nos resta.


Clique para doar um aparelhinho

Fontes:
Doações do purificador de água
Energia eficiente
USP - água

Para refletir no final de semana:

"Quando passamos dez anos no mar, uma das nossas maiores preocupações era ficar sem água. Sempre economizamos, tomando banho e lavando louça com água do mar. Para evitar doenças, tínhamos o maior cuidado com a procedência da água, a fervíamos para beber, ou consumíamos água mineral. (...) Em alguns lugares comprávamos a água caríssima e em outros havia restrições de abastecimento. Sempre que possível, recolhíamos água da chuva e aprendemos a verdadeira importância de preservá-la. 

Na segunda viagem, 1997-2000, instalamos um dessalinizador no barco. Nos pequenos atóis do oceano Pacífico e no Índico, fazíamos água para nosso consumo e ainda dava para abastecer os velejadores e habitantes locais. Mas em alguns lugares perto da costa é impossível fazer água potável do mar tão poluído."

- Heloísa Schürmann, "Em busca do Sonho", Ed.Record, p.244. 

(Heloísa é a matriarca da família Schürmann, que deu a volta ao mundo duas vezes de veleiro.)



Nos primeiros quinze dias de Itália pensei que enlouqueceria e cheguei a considerar o retorno imediato ao Brasil. Tudo por causa da água. Não conseguia encontrar uma água mineral que matasse a minha sede e a da torneira é intragável, além de riquíssima em calcário. Depois de experimentar dezenas de marcas, acabei encontrando uma que conseguia beber sem adicionar umas gotinhas de suco de limão, como fazia com as outras. Com o tempo fui me acostumando, mas ainda prefiro a minha marca salvadora.

À época, lembrei do lançamento da água mineral da Brahma, quando ainda trabalhava lá. Durante a apresentação, o diretor ressaltou o enorme mercado a ser conquistado, comparando o consumo de água mineral entre Brasil e Europa. Ele só esqueceu de dizer que a água da torneira de boa parte da Europa, apesar de tratada, é desaconselhada para o copo. Serve para cozinhar macarrão, lavar frutas e verduras e tomar banho. Café, chá ou limonada, só com água mineral, que deve ser de montanha e pouco profunda para evitar o contato com os resíduos fósseis dos antigos habitantes marinhos da região.

O uso cotidiano de água desmineralizada e de produtos químicos impedem o acumulo de calcário em ferros de passar roupa, máquinas de lavar roupa, máquinas de lavar louça, aquecedores de água e radiadores. Certa vez esqueci um copo-d’água – que usei para molhar uma planta – no balcão da cozinha. Após alguns dias a água havia evaporado e o copo perdeu a transparência. Tinha ficado opaco e branco. Branco calcário.

Água mineral é o produto mais consumido na Itália, o que me faz refletir sobre o destino das garrafas plásticas, cuja reciclagem efetiva é drasticamente inferior do que gostariam os órgãos públicos e as organizações ambientais. Mesmo depois de acostumado a água mineral italiana, cheguei a pensar em importar do Brasil um filtro de barro (talha), mas quem o fez me garantiu que as velas se entopem completamente em cinco ou seis dias, e que o calcário que nelas penetra, endurece e impede a passagem da água, inutilizando-as completamente, destruindo o sonho da água com gosto de barro. É claro que existem processos eficazes de filtragem para uso doméstico, mas o custo dos equipamentos e a constante manutenção desanima qualquer ecologista que não pertença a uma classe economicamente privilegiada.

E, assim, vamos tocando a vida, tomando água mineral em nome da preservação dos nossos rins e fígados; torcendo pela reciclagem das embalagens que usamos; esperando que, no Brasil, as pessoas não caiam no engodo do uso da água mineral em casa e que continuem preferindo o filtro doméstico ou a boa e velha talha de barro. É só usar um pouco de açúcar para limpar as velas e a reciclagem estará feita. Sem o risco de sentir-se uma ostra.

Faça a sua parte.
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Todos os anos, objetos de design inovativo e com relevância do ponto de vista social, merecem a atenção do Index Award. Os vencedores da seção home deste ano foram o italiano Alberto Meda e o argentino Francisco Gomez Paz que projetaram juntos a Solar Bottle. Um engenhoso método de transportar e purificar a água. Se se pensa a quanta gente não tem acesso à água potável, o prêmio se revela mais que merecido.

O processo de purificação usa o mais óbvio, barato e simples agente antibactericida: o sol. O set prevê dois frascos transparentes, muito largos e pouco espessos e com um lado revestido em aluminio, que serve de espelho, fazendo aumentar a temperatura. O pegador é também um apoio para regular a inclinação em relaçáo ao sol. Com uma esposição de seis horas , a água estará livre de qualquer agente patogênico, ação dos raios ultravioleta.

Design to improve your life“, era o chamado do concurso. Esse projeto assim altamente sustentável e de uso de energia limpa, preencheu o requisito. Belo exemplo.




Como se desenvolver sem poluir? É uma das questões que estão sendo colocadas aos 2500 cientistas do mundo inteiro que estão reunidos esta semana (12-18/08/2007) em Estocolmo para a XVII Semana Mundial da Água. Ela tem como tema principal a mudança climática e como objetivo a proposta de soluções de desenvolvimento sustentável, principalmente em relação aos biocombustíveis e às instalações sanitárias.

Representantes dos governos, de empresas, especialistas do setor da água, membros de ONGs, e responsáveis das Nações Unidas debaterão estas temáticas. Por exemplo, está em pauta o caso dos biocombustíveis, que permitiria a redução dos gases que provocam o efeito estufa, mas cuja produção gastaria muita água. Um outro problema sério a ser tratado são as instalações sanitárias. Bilhões de pessoas estariam "na fila do banheiro", pois apenas a metade da população terrestre tem acesso a eles, o que é uma grande fonte de poluição. Aliás, segundo o discurso de abertura do chefe do governo sueco, 34000 pessoas morrem anualmente em conseqüência das doenças provocadas pela falta de água potável e de instalações sanitárias.

E as conseqüências dos vários tipos de poluição já são perceptíveis, pois entre 1996 e 2005, estima-se que 80% das catástrofes naturais foram de origem hidráulica ou meteorológica. E as inundações, que afetaram cerca de 66 milhões de pessoas anualmente entre 1973 e 1997, estão entre as catástrofes naturais que provocam mais danos. A água é a maior vítima da mudança climática.

A questão dos investimentos dos bancos e das empresas no setor da água e a cooperação entre países vizinhos visando a gestão deste recurso também estão sendo discutidas durante esta semana.
Do Blog do Planeta:

Um caso de tecnologia que vem para ajudar. Leitores individuais para água e gás com leitura remota. Leiam aqui.

Os alertas começaram. A parte mais sensivel ao aquecimento começa a dar mostras de que não agüentará muito tempo. O gelo começa a derreter mais rápido do que o esperado.

A National Geographic deste mês tem uma interessante reportagem de capa sobre o assunto.

Leiam aqui.
Direto do blog do Lonely Planet, uma dica para os viajantes em geral: usar purificadores de água ao invés de comprar água mineral - que vem nas indefectíveis garrafinhas de plástico não-degradáveis. Afinal, a garrafa torna-se inevitavelmente lixo, e o uso do purificador pode eliminar essa lesão humana ao ecossistema, minimizando a compra de água engarrafada. Particularmente, eu já cansei de ver praias desabitadas com um lixo enorme de garrafas plásticas na beira do mar, que vêm à deriva pelas correntes oceânicas. O lixo de um país/cidade/estado que vai parar em outro lugar - um problema que ultrapassa facilmente barreiras. Fica a dica do blog do Lonely Planet para todos que querem se divertir viajando mas não querem deixar a ecoconsciência pendurada atrás da porta de casa ao sair.
O mais esperançosos creditam à ciência e à tecnologia a salvação do meio ambiente. Dizem eles que a humanidade sempre soube descobrir maneiras de resolver seus problemas e que, assim, não haverá fim para a espécie humana, sendo a criatividade o fator mais importante a contribuir para isso. Criatividade, diga-se de passagem, inesgotável. Pensam eles, os esperançosos!

Se olharmos para os momentos decisivos, na linha de evolução da espécie, é até possível dar razão aos mais esperançosos. A dupla Arthur C Clarke e Stanley Kubrick tornou paradigmática a cena onde um macaco, após "descobrir" a utilidade de um osso como arma, lança-o ao alto para transformar-se na nave de "2001: Uma Odisséia no Espaço" (1968).




A linha que une esses dois pontos - sempre acompanhada pelo monolito, ao longo dos milhões de anos ali sintetizados - começa na criatividade e termina na tecnologia.

Os egípcios resolveram seus anseios por uma vida eterna com criatividade e tecnologia: construiram as pirâmides. A essa mesma forma, a criatividade das civilizações centro-americanas deram outro destino: o domínio da astronomia e do tempo. A criatividade e a tecnologia se encarregaram, também, de colocar um fim a essas e a tantas outras civilizações.

A humanidade vê-se, mais uma vez, diante de um desafio. Não saberia dizer, agora, se o maior de todos ou se apenas mais um. O fato é que não podemos deixar de dar créditos à criatividade e para sua capacidade de desenvolver a tecnologia necessária para a sobrevivênca da nossa espécie. Ah! Os mais esperançosos que o digam.


Pois então! Recebi, hoje, um mail com o seguinte título:

Primeira usina flutuante gera energia a partir do movimento das ondas


Desconhecia por completo a existência desse projeto. O título é atraente por si só. O mar balança suas ondas desde que o mar é mar, há zilhões de anos. E de graça!

Abro o link e leio. Vejo as fotos, o filme, a animação. Putz, a minha talvez pouca fé na criatividade e na tecnologia balança. Não estarão erradas as Sagradas Escrituras, quando dizem que "do pó viestes, ao pó voltarás!"? Não seria mais correto dizer "do pó viestes, ao mar te voltarás!"?

Criatividade e tecnologia serão a salvação?

Fotos: Cidade Internet - http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/2001/2001.htm
Notícia: IDG NOW - http://idgnow.uol.com.br/mercado/2007/03/23/idgnoticia.2007-03-22.2729895286


A reutilização da água nas empresas


"O Jornal Nacional do dia 22/03 - Dia Mundial da Água - mostrou, em sua matéria Combate ao desperdício, a empresa De Millus (lingeries e perfumes) antenada com as demandas ambientais do mundo atual. A empresa foi ndicada pela FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) como modelo de empresa na reutilização de água em suas operações industriais, a fábrica consome 20 milhões de litros d´água por mês, a maior parte no processo de tingimento. Toda a água usada para tingir os tecidos, fita elástica, bordados e meias é tratada e reutilizada integralmente.

Hoje toda água que sai da tinturaria, é despejada no canal de Irajá (bairro do Rio de Janeiro) límpida e dentro dos padrões ambientais definidos pela FEEMA. Este procedimento ajuda a reduzir custos (R$ 150 mil a menos por mês) e contribui essencialmente com a preservação do meio ambiente. A estação de tratamento de água mostrada na matéria do Jornal Nacional é da fábrica De Millus, na Av. Brasil, também no Rio de Janeiro."

Lucro e preservação ambiental

Talvez a motivação para tal atitude das empresas seja , como a própria De Millus afima, reduzir custos. O que importa é que o meio ambiente se beneficie, e toda essa poluição fique bem longe da Baía de Guanabara.. Chegamos a um ponto na trajetória do Planeta que, toda ação, seja ela por que interesse for, que tenha como conseqüência a preservação ambiental, é bem-vinda. Os lucros aumentam, os custos são reduzidos? Sim, e daí? A natureza lucra também, no caso acima, a água. E as futuras gerações também.

(A matéria me foi enviada por e-mail pela De Millus, da qual sou revendora, e dados da reportagem do Jornal Nacional)

Vídeo da reportagem

Imagem daqui
Ontem foi o Dia Mundial da Água. Duas notícias no portal da BBC Brasil:

Falta de água limpa atinge mais de um bilhão de pessoas

A falta de acesso à água limpa atinge mais de um bilhão de pessoas, de acordo com alerta feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira, o Dia Mundial da Água.

A organização alerta que esse número pode dobrar até 2025, quando dois terços da população mundial pode estar sofrendo com problemas ligados à escassez de água limpa.

Atualmente, 2,6 bilhões de pessoas – metade da população dos países em desenvolvimento - vivem em locais sem condições básicas de saneamento.

Os problemas relacionados à falta de acesso à água adequada matam mais de 1,6 milhões de pessoas todos os anos.

Segundo a OMS, 90% das mortes ocorrem entre crianças menores de cinco anos, principalmente em países mais pobres.

“Para cada criança que morre, inúmeras outras sofrem de problemas de saúde, produtividade reduzida e perda de oportunidades de educação”, disse a diretora-geral da OMS, Margareth Chan.


e

Brasil é exemplo na gestão pública da água, diz ONG

O gerenciamento de água e esgoto feito pelo setor público em quatro municípios do Brasil é citado como exemplo e inspiração por uma ONG da Grã-Bretanha em um relatório divulgada nesta quinta-feira.

Segundo o documento, lançado por ocasião do Dia Mundial da Água, iniciativas públicas nas cidades de Alagoinhas (BA), Guarulhos (SP), Porto Alegre (RS) e Unaí (MG) "mostram uma visão de universalidade, justiça e igualdade".

A ONG World Development Movement, responsável pelo relatório, diz que os fornecedores de água nas quatro cidades "oferecem inspiração para aqueles interessados em combater a crise global de água".

"Está claro que esses fornecedores municipais no Brasil podem nos ensinar muito sobre como ter redes de distribuição de água democráticas e eficientes", disse o diretor da ONG, Benedict Southworth.

"Eles oferecem uma visão de água e saneamento básico que coloca o usuário no coração de tudo e dá inspiração a outros fornecedores que têm grandes dificuldades com o desafio de levar água aos mais pobres."

Mobilização

Todos os casos brasileiros analisados pela ONG no relatório intitulado Going Public: Southern Solutions to the Global Water Crisis ("Apostando no Serviço Público: Soluções do Sul para a Crise Global de Água", em tradução livre) têm em comum a ação da própria comunidade em conjunto com o poder público para melhorar o serviço de água e esgoto.

Em Guarulhos, por exemplo, o relatório diz que a mobilização popular levou à instalação de novos reservatórios e a uma melhor distribuição.

No caso de Porto Alegre, outro projeto teve como destaque a participação das mulheres, e a comunidade assumiu parte da responsabilidade pela qualidade do serviço.

Em uma nota comunicando a divulgação do relatório, a World Development Movement também cita o anúncio feito nesta quarta-feira pelo governo britânico de que vai apoiar parcerias com empresas públicas de água e esgoto de outros países e diz que espera que os britânicos aproveitem os bons exemplos do Brasil.

"O conhecimento adquirido por empresas públicas de água em países do sul, como o Brasil, é uma imensa fonte não-aproveitada que pode nos ajudar a combater a crise global de água", disse Southworth.


Porto Alegre tem 100% da população atendida com água tratada. Prova de que quando um serviço público é levado a sério - e não como mero trampolim político ou de interesses pessoais - as coisas funcionam.

O texto que publico hoje é de autoria de um amigo que há muito tempo está ligado às questões ambientais. Espero que gostem da importante reflexão que segue abaixo.

Ricardo Safra



De escarradeiras e lava-rápidos

Sempre que vejo um lava-rápido me recordo instantaneamente das esquecidas escarradeiras oitocentistas, peças magníficas do cotidiano burguês que desapareceram com o passar do tempo. Escarradeiras eram exatamente isso: escarradeiras, objetos que serviam para que aqueles que fossem pegos de sopetão pelas inconveniências do pigarro ou do resfriado – ou simplesmente do hábito adquirido – pudessem encontrar alívio sem transgredir a boa etiqueta da época.

Tão simples quanto a necessidade fisiológica a que se destinava, a escarradeira de maneira geral não passava de um recipiente do tamanho de um prato, relativamente funda e com um furo no meio. Costumeiramente de porcelana, compunha o mobiliário das residências dos homens e mulheres do século XIX que podiam se dar ao luxo de adquirir bens supérfluos. Seu lugar por excelência era a sala de estar, sempre pronta para oferecer conforto a qualquer visita que dela necessitasse entre uma prosa e outra, taças de licor ou baforadas de cachimbo. Escarrar em público no oitocentos não significava necessariamente faltar com os bons modos. Tudo dependia do destino final do muco: se o chão cru, à la arraia miúda, ou a conveniente escarradeira como faziam os tão admirados europeus.

Entre outras coisas o estudo da História serve para isso: revelar a historicidade de cada momento que compõe o nosso cotidiano, a fragilidade das verdades absolutas que orientam nossos passos. Passado pouco mais de um século do fim do XIX a escarradeira não desapareceu apenas da sala de estar da burguesia mas também da própria memória coletiva. Hoje em dia ninguém se lembra mais que tão curioso objeto tenha sido parte do dia-a-dia das chamadas boas famílias. Virou peça de museu e lá está – se não me engano há uma exposta no Museu do Ipiranga –, sempre pronta para surpreender e enojar o incrédulo visitante que inesperadamente topa com ela, conservada como uma relíquia, um monumento ao orgulho míope daqueles que consideram os hábitos e valores de seu tempo como os únicos possíveis.

Como já disse as escarradeiras me ganham a mente sempre que vejo um lava-rápido em funcionamento. Diante da quantidade absurda de água gasta para conservar a boa aparência da lataria dos carros, penso em como as gerações futuras olharão para nós, para nossa época, questionando-se entre surpresas e enojadas: como eles podiam desperdiçar tão precioso recurso com uma bobagem dessas?

Certamente eles saberão que na nossa sociedade a boa conservação de um carro garante não apenas sua valorização comercial como também a valorização social de seu proprietário. Contudo, quando a água se tornar – em menos de duas décadas, conforme os cientistas apostam – o mais escasso dos recursos naturais essenciais para a sobrevivência humana, consumir água com preocupações dessa natureza lhes parecerá algo tão bizarro e absurdo quanto as escarradeiras oitocentistas nos parecem hoje. A necessidade movimenta o ser humano. Hoje necessitamos conservar nossos carros; amanhã necessitaremos conservar nossas vidas. Parabéns para ela, a água, “aniversariante” do dia, e também para todos os seres humanos que a utilizam com prudência, reverência e sabedoria. O futuro agradece.

Autor: Tiago Costa Nepomuceno

World Water Day March 22, 2007Você está com sede. Abre a sua geladeira e enche um copo de água fresquinha e bebe. Na hora do banho, você fica embaixo do chuveiro, naquela ducha bem gostosa com bastante água, ou até numa banheira, certo? Mas para mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, isso não passa de uma cena de filme, ou de um sonho.

O Dia Mundial da Água é uma data internacional de observância e ação para chamar atenção da luta de mais de 1 bilhão de pessoas no mundo que não tem acesso à água potável para consumo. Comemorado desde 1993, o dia Mundial da Água foi estabelecido em 1992, quando as Nações Unidas aprovaram a resolução. A cada ano, a observância aumenta e fica mais fortalecida.

O site World Water Day publica uma lista de diversas cidades na América do Norte onde terão caminhadas em prol da causa. Pra quem não está lá, o site também disponibiliza uma caminhada "virtual". Os nomes dos participantes serão impressos e levados por participantes das caminhadas reais, num gesto simbólico.

Saiba mais sobre o Dia Mundial da Água:
http://www.worldwaterday.org/
http://www.worldwaterday.net/
Dia Mundial da Agua

Economize água. Ela é um bem precioso, e um dia pode não ser tão abundante como ainda é hoje. Pense nisso.
O corpo humano e o planeta Terra são compostos de 70% de água. Da quantidade de água existente em nosso planeta, 97% são de água salgada e 2% estão concentrados nas geleiras dos pólos, restando somente 1% para utilização humana.

O Brasil tem 8% de toda água doce da superfície da Terra e 80% deste volume está na Região Amazônica, o que mostra a importância do nosso país na questão hídrica.

A escassez de água atinge 40% da população mundial e 22 países sofrem permanentemente com sua falta. Esta situação preocupa os especialistas. Eles temem que a falta de água possa ser motivo de guerras no próximo século.

A revista britânica 'British Medical Journal' diz que, se, até 2032, não forem tomadas medidas urgentes, mais da metade da população mundial será atingida pela falta de água, com sérias conseqüências para a saúde.

Portanto, precisamos entender a crise de abastecimento que afeta nosso planeta e pensarmos em nossas vidas e em nosso futuro, utilizando a água de forma racional, com economia e evitando desperdícios de qualquer tipo.

Gastar mais de 120 litros de água por dia é jogar dinheiro fora e desperdiçar nossos recursos naturais. Veja algumas dicas de como economizar água - e dinheiro - sem prejudicar a saúde e a limpeza da casa e das pessoas.

No banheiro:

Procure não tomar banhos demorados. Cinco minutos no chuveiro são suficientes para um bom banho. Banho de ducha por 15 minutos, com o registro meio aberto, consome 135 litros de água numa casa e 243 litros no apartamento. Se fechamos o registro, ao se ensaboar, e reduzimos o tempo para 5 minutos, o consumo cai para 45 litros em casa e 81 litros no apartamento. No caso de banho com chuveiro elétrico, também em 15 minutos com o registro meio aberto, são gastos 45 litros na residência e 144 litros para quem mora em apartamento. Com os mesmos cuidados que com a ducha, o consumo cai para 15 e 48 litros respectivamente.

Coloque um balde embaixo do chuveiro para armazenar a água enquanto não esquenta. Essa água pode ser utilizada para outras atividades da casa, como colocar a roupa de molho ou lavar a roupa.

Escove os dentes com capricho - e com a torneira fechada. Abra-a apenas para enxaguar. O mesmo vale para o momento de fazer a barba. Se uma pessoa escova os dentes em cinco minutos com a torneira não muito aberta, gasta 12 litros de água. Este volume pode chegar a 80 litros para os moradores de apartamento. No entanto, se molhar a escova e fechar a torneira enquanto ensaboa os dentes e, ainda, enxaguar a boca com um copo de água, consegue economizar mais de 11,5 litros de água em casa e 79 litros no apartamento. Ao lavar o rosto em um minuto, com a torneira meio aberta, uma pessoa gasta 2,5 litros de água. A dica é não demorar. O mesmo vale para o barbear. Em 5 minutos gastam-se 12 litros de água. Com economia o consumo cai para 2 litros.

Não use a privada como lixeira ou cinzeiro e nunca acione a descarga à toa, pois ela gasta muita água. Uma bacia sanitária com válvula com o tempo de acionamento de 6 segundos gasta 10 litros de água. Quando a válvula está defeituosa, pode chegar a gastar até 30 litros.

Mantenha a válvula da descarga sempre regulada e conserte os vazamentos assim que eles forem notados.

Na cozinha:

Ao lavar a louça, primeiro limpe os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e só aí abra a torneira para molhá-los. Ensaboe tudo que tem que ser lavado e então abra a torneira novamente para novo enxágüe. Numa casa, com a torneira meio aberta em 15 minutos, são utilizados 117 litros de água. Já no apartamento, o gasto chega a 243 litros. Com economia o consumo pode chegar a 20 litros. Uma lavadora de louças com capacidade para 44 utensílios e 40 talheres gasta 40 litros. O ideal é utilizá-la somente quando estiver cheia.

Só ligue a máquina de lavar louça quando ela estiver cheia.

Na higienização de frutas e verduras utilize cloro ou água sanitária de uso geral (uma colher de sopa para um litro de água, por 15 minutos). Depois, coloque duas colheres de sopa de vinagre em um litro de água e deixe por mais 10 minutos, economizando o máximo de água possível.

A cada copo de água que você toma, são necessários pelo menos outros 2 copos de água para lavá-lo. Por isso, combata o desperdício em qualquer circunstância.

Na lavanderia:

Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez. No tanque, com a torneira aberta por 15 minutos, o gasto de água pode chegar a 279 litros. O melhor é deixar acumular roupa, colocar a água no tanque para ensaboar e manter a torneira fechada. E que tal aproveitar a água do enxágüe para lavar o quintal?

Caso use lavadora de roupa, procure utilizá-la cheia e ligá-la no máximo três vezes por semana. A lavadora de roupas com capacidade de 5 quilos gasta 135 litros. O ideal é usá-la somente com a capacidade total.

Se na sua casa as roupas são lavadas no tanque, deixe as roupas de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Use água nova apenas no enxágüe. E aproveite esta última água para lavar o quintal ou a área de serviço.

No jardim:

Use um regador para molhar as plantas ao invés de utilizar a mangueira. Ao molhar as plantas durante 10 minutos o consumo de água pode chegar a 186 litros. Para economizar, a rega durante o verão deve ser feita de manhãzinha ou à noite, o que reduz a perda por evaporação. No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã. Mangueira com esguicho-revólver também ajuda. Assim, pode-se chegar a uma economia de 96 litros por dia!

Na piscina:

Se você tem uma piscina de tamanho médio exposto ao sol e à ação do vento, você perde aproximadamente 3.785 litros de água por mês por evaporação, o suficiente para suprir as necessidades de água potável (para beber) de uma família de 4 pessoas por cerca de um ano e meio aproximadamente, considerando o consumo médio de 2 litros / habitante / dia. Com uma cobertura (encerado, material plástico), a perda é reduzida em 90%!

Retirado do site Portal dos Condomínios