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"Não existe aquecimento global", diz representante da OMM na América do Sul

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Para especialista, nova classe C ignora sustentabilidade

Daqui.

A questão da existência ou não do aquecimento global - e se ele tem sido causado predominantemente pela interferência humana, como diz o IPCC - é um debate que não tem sido levado muito a sério pela mídia. Não há dúvidas de que a mídia passou a divulgar as questões do meio ambiente tão somente por ter percebido que seu público consumidor (quem tem $$$ para consumí-la) desejava isso. E o fez tão somente porque o aquecimento global traz, em si, uma dose de terror, de medo, de tudo quanto desperta as pessoas para assistirem ou comprarem jornal.

A par do objetivo de lucro, esperava-se um aumento no interesse pelas questões ambientais (o efeito colateral positivo). Não é o que mostra a segunda entrevista, que coloca um aspecto importante para a questão do meio ambiente: acessibilidade.

Um modo de viver ambientalmente sustentável deve ser, antes de tudo, um modo de viver acessível para as pessoas.

O erro está no uso errado da lógica de funcionamento da coisa toda. Supermercados que pretendem "parecer" verdes, implantam a cobrança das sacolas de plástico como forma de "ajudar". Na mais errado. Primeiro, trata-se de uma cobrança dupla. O custo das sacolas já está embutido no preço das mercadorias. Fazem-nos de trouxas. Segundo, sustentam uma das mais poderosas indústrias que existe: a do petróleo e seus derivados.

Uma sacola de pano tem sido vendida por R$2,00 em média. Poderia sair ao mesmo preço de uma de plástico se os supermercados comprassem toda a produção das cooperativas (em geral são cooperativas que fabricam). Aumento de demanda, preço em queda. Sacolas simples, sem logos estampados (marcas tendem a tornar o produto mais caro), resolveriam todos os problemas.

É simples. Mas não querem resolver.

sala de sucata

Quem tem talento já nasce com ele. Isto é inegável. Estou maravilhada com o admirável trabalho do designer Usha Velasco , que transforma materiais, descartados no lixo, em surpreendentes móveis e objetos de decoração. Latas de tinta, jornais, garrafas pet, ferros, madeira de obra, baldes, e o que mais ele encontrar em centros de reciclagem.

Vale a pena conferir o trabalho sensacional deste garoto. Estou babando até agora. Vou ver se consigo fazer algo para o novo apartamento que estou montando, se a minha falta de jeito colaborar. Pena que as peças não estão à venda, mas o designer ministra cursos e workshops. Vejam os detalhes da sala acima:

poltrona e aparadormesinha de balde e pet
sofá de jornalmesinhas lata de tinta

As peças são projetadas para serem reproduzidas com facilidade. Segundo o artista, não é preciso ter nenhuma habilidade especial (ah, ah, ele não sabe que sou sem jeito completamente). É possível copiar os desenhos com moldes, guardá-los, reproduzi-los e modificá-los, pois todo blog está absolutamente desprotegido por direitos autorais para quem quiser se inspirar, copiar, passar adiante. E citar a fonte, né, que o artista merece e tem todo direito de ser reconhecido.

Esta dica preciosíssima me foi enviada pela querida @anaclaudiabessa. Obrigada, menina!

Imagens: Ateliê do lixo

aquecimento_global.jpg"Pensar globalmente, agir localmente."

Consagrado lema da atuação local em prol do desenvolvimento sustenável do planeta, surgiu a partir da Eco 92 como indicação da necessidade de uma agenda de ações e compromissos interdependentes entre diferentes setores da população nos âmbitos internacional, nacional, regional, estadual e municipal para a resolução dos problemas ambientais mundiais identificados até então - daí o nome "agenda 21" para o documento base principal para a elaboração desses compromissos.

Claro que, para a eficácia desta agenda, foi necessário ultrapassar barreiras ideológicas, políticas, de método e de conhecimento científico e tecnológico - que nos últimos anos retardaram em muito a obtenção de resultados em práticas de políticas públicas em planejamento ambiental - de modo que desenvolvemos uma pequena perspectiva de mudança nos padrões de produção e consumo - fator essencial que sempre incomodou ambientalistas e educadores ambientais...


Já defendi neste mesmo espaço - e dividi a mesma angústia de - a necessidade de se ter uma "agenda 21 pessoal', de modo que possamos individualmente nos responsabilizar por essa mudança de padrão e, através de nossas "ações de formiginha" (outra frase consagrada para o mesmo contexto!) desepenharmos um papel melhor no mundo e na condução deste mundo para as mudanças.

Impressionante foi - e é - a difilculdade de ser um marciano, de falar para as paredes, de se sentir ignorado e menosprezado pelos tomadores de decisão no mundo enfrentada por todos aqueles que bradavam aos quatro ventos a necessidade de mudança. E, mais ainda, da inserção no pensamento das pessoas comuns - a "comunidade" - de que, quer queiram ou não, fazem parte de uma estrutura maior e são responsáveis pela manutenção - assim como pela transformação - desta mesma estrutura!

Até o advento do conhecido relatório do IPCC.

Sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, apresentava diagnóstico bastante contundende da contribuição humana em nível mundial para intensificação do processo de aquecimento global e consequentemente nas mudanças climáticas que tanto afligem a própria humanidade. Mas o IPCC não surgiu do nada; foi apenas a confirmação e aceitação pública de uma verdade comprovada por inúmeros marcianos, faladores solitários, pensadores antes menosprezados e ignorados que não arrefeceram perante as dificuldades e continuam sua agenda pessoal de mobilização em prol de um mundo melhor - colocando em cada uma de suas ações a total interconexão entre o global e o local, entre o individual e o coletivo, entre o privado e o público.

Claro que estou sendo profundamente romântico neste tipo de pensamento, mas...

Benditos aqueles que, pensando globalmente, agiram localmente!!


Pena que a situação ambiental tenha que chegar a tal ponto quase irreversível - para que a sociedade se mobilize em função do tema.

Mas sinto agora a coisa ambiental já tão inserida no imaginário popular - a ponto de ser apelo midiático tema de vários filmes épicos e populares - que passou a ser uma necessidade eleitoral o investimento de mais tempo e mais dinheiro para "resolver o aquecimento global" (como se isso fosse possível).

Mesmo assim, sinto no mundo - desde os moradores de rua até os grandes políticos mundiais - a sensação de a água está batendo nas partes baixas (às vezes literalmente!) e que tem-se que tomar alguma atitude. Não digo que é geral - não estamos todos plantando árvores e abandonando os carros na rua - mas há um sentimento de resistência muito menor ao tema do que antes - muitos políticos já estão se perguntando intimanente: "tá, tá bom, acredito. mas por onde começo, sem afetar minhas atuais ambições de poder?" ou mesmo "puxa vida: se não aprender logo sobre esse negócio vou me dar mal nas próximas eleições".

(Tudo bem. Não é o pensamento adequado, mas é um começo.)

Muitas políticas públicas locais têm sido desenhadas para integrar as soluções dos mesmos problemas de antes - pobreza, enchentes, poluição, moradia, saúde e assim por diante - dentro do mesmo guarda-chuva emergencialdo das "políticas mitigatórias dos efeitos e consequências das mudanças climáticas" na comunidade local.

(O tema tem atraído investimentos - com boas ou não tão boas intenções.)

acredito que, finalmente, podemos ter um pequeno vislumbre do que significaria a concretização da da agenda 21:

  • a inseparabilidade do pensamento local do global;
  • a interconexão plena das ações locais na resolução dos problema globais.

Em outras palavras:

Pensar localmente passará a ser agir globalmente!

Sempre me disseram que grandes tragédias trazem grandes movimentos de mudança em relação a novas esperanças.

Estou começando a acreditar nisso.

E viva o aquecimento global.

A partir da indicação do projeto de BookCrossing no Brasil em um grupo de discussão, Rodrigo Sabatini, CEO da NovoCiclo, mencionou um projeto realizado em Florianópolis, onde livros e revistas são separados do restante dos recicláveis para encaminhamento a hospitais, maternidades e escolas públicas. Ele pergunta:

"Quanto custa para nossos bolsos o equivalente a um quilograma de revistas semanais (aproximadamente 10 revistas)? O preço de banca é em média R$ 150,00. Qual o preço deste papel quando enviado para reciclagem? O quilograma de papel misto (o que é revista e livros), é remunerado por R$ 0,04. Não tem sentido este caminho para a informaçao, para o conhecimento. Alguns irão argumentar o sentido destes livros ou revistas, com informações ultrapassadas. No projeto citado, este material é encaminhado a hospitais, maternidades, escolas públicas. Todos precisamos de entretenimento, principalmente quando estamos convalescendo ou apoiando alguem em um ambiente de hospital. Nossas crianças precisam de material para recortar, ler, qualquer que seja o assunto. E quantos assuntos são atemporais. Muitos que recebem estas revistas, as têm pela primeira vez em suas casas. Livros são dispostos em bibliotecas livres em estações de onibus."

Antes de jogar fora livros e revistas antigos, mesmo que seja para reciclagem, dê uma pesquisada rápida na internet e veja se não há nenhuma biblioteca comunitária, pública ou particular que poderia reaproveitá-los. Se quiser tentar ganhar um dinheiro extra, procure um sebo. Alguns até dão a opção de troca: você leva o que já leu e sai com uma nova leitura debaixo do braço.

Algumas prefeituras têm programas específicos e também aceitam doações. Aquilo que não nos serve mais pode ser uma ferramenta valiosíssima de educação, entretenimento e cultura para outros.

Segundo a CEDAE, Companhia Estadual de Águas e Esgotos, e a SABESP, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, definitivamente, o seu vaso sanitário não é uma lixeira. No entanto, se você joga nele, papel higiênico, preservativos, absorventes, fio dental, cotonetes, fraldas descartáveis, filtros de cigarro e o que mais a sua imaginação alcançar, com certeza, seu vaso é uma lixeira privada (desculpe o trocadilho infame).

"Ah, mas que nojo, colocar o papel usado na lixeira!" - dirão alguns de vocês. - "Existe sistema de tratamento de esgoto para retornar a água limpa ao meio ambiente. E, manter aquela lixeirinha fétida no banheiro é anti-higiênico", retrucará mais alguém.

Bem, a questão é simples: se em seu prédio e em seu bairro há um estação de tratamento de esgoto, (No Rio e em São Paulo), jogue seu papel higiênico no vaso. Caso contrário, recolha-o, pois, se o seu "número dois" for para o esgoto sem tratamento, provocará a poluição dos rios e lagos.

A caminho do mar...

Veja a animação
Clique e veja a animação

Ao deixar sua casa, o esgoto irá para as redes coletoras, onde os resíduos sólidos (que conseguiram passar pelos canos sem entupi-los), serão separados da água por uma grade. Em seguida, o esgoto será transportado para uma caixa para retirar a areia que houver misturada nele.

A próxima parada de seu esgoto é em um sedimentador, no qual ficarão depositadas as partículas mais pesadas. Depois, no tanque de aeração, o ar faz com que os microorganismos se multipliquem e se alimentem do material orgânico, formando o lodo e diminuindo a carga poluidora do esgoto.

E não acabou ainda. Em outro decantador, o lodo vai para o fundo , e a parte líquida, livre de 90 % das impurezas, não volta para nossa casa, é óbvio, mas é lançada nos rios ou reaproveitada para limpar ruas e regar jardins.

E a parte sólida?

Veja a animação
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O lodo vai para um outro decantador e depois passa por adensadores para que se torne mais concentrado. Em seguida, nos flotadores, a parte sólida é separada da parte líquida. Digestadores recebem o lodo e os microorganismos anaeróbicos degradam a matéria orgânica, formando o gás metano.

Agora é a vez dos filtros prensa que desidratam o lodo proveniente do condicionamento químico. E, finalmente, o lodo é armazenado e desidratado para ser disposto em aterro sanitário.

E, sem tratamento?

Agora, imagina a situação acima, sem o tratamento do esgoto: ele vai direto para os rios poluindo a natureza. Situação muito conhecida de muita gente por aqui. Quem ainda não viu aquela água preta, cheia de lodo, sem tratamento, caindo diretamente na água dos rios e lagos?

Então, jogar papel higiênico dentro do vaso sanitário é uma questão de consciência ambiental. O que é mais nojento, jogar o papel na lixeirinha ou jogá-lo diretamente na água do vaso? Pense primeiro, antes de responder: para onde vai este esgoto? Para uma estação de tratamento ou direto para a natureza? Tome a sua decisão e faça a sua parte.

Testei uma nova receita de sabão ecológico em casa, para reciclar o óleo de cozinha usado. Desta vez, usei os ingredientes frios, sem aquecer o óleo e a água, como na maioria das receitas de sabão caseiro. Diminuí a quantidade dos produtos para facilitar o trabalho.

Veja como fazer:

Utilizei 350 ml de óleo de soja usado, 1oo g de soda cáustica em escamas, 100 ml de água e 100 ml de amaciante.

os ingredientes

Passei o óleo por uma peneira para retirar os resíduos de fritura em um recipiente de plástico. Misturei-o ao amaciante e reservei.

peneire o

Dissolvi a soda cáustica na água fria.

agua e soda

Adicionei, então a soda cáustica diluída ao óleo.

amaciante e óleo

Mexi bem, durante 40 minutos (enquanto assistia a um filme).

soda oleo e amaciante

Despejei a mistura nesta forma de silicone...

forma de silicone

... um pouco nesta outra forma.

forma de silicone 2

Aproveitei para reciclar o pote também, é claro!

pote reciclado

Coloquei no freezer para endurecer mais rápido.Coloquei no freezer para endurecer mais rápido.

Depois de pronto, o sabão pode ser usado no próprio pote (eu prefiro assim, é mais econômico), ou cortado em pedaços. É preciso esperar alguns dias, uma semana aproximadamente, para utilizar o sabão na limpeza doméstica. Não é aconselhável utilizá-lo para banho.

Reproduzo aqui a mensagem enviada pelo grupo Avaaz sobre a Medida Provisória 458, que prevê a privatização de partes da Amazônia.

"O Presidente Lula tem só até esta quinta-feira para vetar partes da MP que irá privatizar a Amazônia. A pressão popular é fundamental nestes momentos decisivos até a MP ser assinada. Vamos mostrar ao presidente Lula que os brasileiros se importam com a Amazônia!

Mande uma mensagem pro Lula agora!

Precisamos ajudar a salvar milhões de hectares da Amazônia do desmatamento e destruição: HOJE é o prazo final para o Presidente Lula decidir se vai vetar alguns pontos da Medida Provisória que irá privatizar partes da Amazônia pertencentes à União.

Há duas semanas a Avaaz enviou um alerta sobre a Medida Provisória (MP) 458 e mais de 14.000 pessoas congestionaram as linhas telefônicas do Gabinete Presidencial pedindo o veto das partes mais perigosas da MP. Em 48 horas, o Presidente declarou publicamente que iria vetar os pontos criticados pela campanha. Porém, desde então o Presidente vem sofrendo uma forte pressão da bancada ruralista do governo, fazendo declarações preocupantes sobre o desenvolvimento da região Amazônica.

Nosso prazo para persuadir o Presidente a manter a sua palavra está acabando. Neste momento crítico em que o Lula está decidindo o que vetar, a pressão popular poderá ter um papel decisivo para a proteção da Amazônia. Clique aqui para enviar uma mensagem para o Lula AGORA, leva só dois minutos para registrar a sua participação!

A Medida Provisória 458 não é toda ruim, ela foi concebida para proteger pequenos agricultores que precisam do título legal das terras que ocupam. Porém, a MP foi manipulada pelos interesses do agronegócio, muitos dos quais são responsáveis pela ocupação violenta e ilegal de terras amazônicas. Se a MP for assinada na sua forma atual, os que mais tem serão os maiores beneficiários do programa do governo.

Nosso apelo para o Lula é:

- Vetar a ocupação e exploração indireta, para que apenas as pessoas que moram nas terras tenham suas propriedades regulamentadas.
- Vetar regularização para empresas privadas, somente pessoas físicas devem ter direito à regularização.
- Proibir a comercialização das terras regularizadas por 10 anos, ao invés dos propostos 3 anos, evitando assim a especulação comercial das terras."

Vamos ajudar!

06052009(003)

"Para nós, para a cidade, para o planeta e para o futuro".

Com este slogan foi lançada a campanha nacional do Ministério do Meio Ambiente, esta semana, pelo ministro Carlos Minc, em São Paulo. A iniciativa tem apoio da rede de supermercados Wal-Mart.

"Pode parecer que são de graça, por que são distribuídas à vontade... Errado! Todos pagam por eles: recursos naturais como petróleo e água são usados para sua fabricação, energia é consumida, e, quando as descartamos, elas ajudam a obstruir pontos de drenagem de chuvas - causando enchentes -, poluem cidades e matas, podem ser ingeridos por animais e permanecem no meio ambiente por séculos."

Levar sacolas retornáveis ao supermercado e recusar sacolas plásticas sempre que possível já se tornou um hábito em meu dia a dia. Fico muito preocupada com as sacolas que são jogadas na rua e acabam indo parar nos rios ou nos bueiros. Se levo sacola plástica para casa, com certeza terei um uso específico para ela, seja para guardar objetos, seja para serem levadas novamente ao supermercado para trazer novas compras.

Há empresas que estão substituindo as sacolas plásticas tradicionais pelas oxibiodegradáveis (que levam cerca de 18 meses para se decompor), que também podem e devem ser recicladas ou reutilizadas. Outras fornecem sacolas alternativas, de pano ou outro material, que são reutilizadas no dia a dia pois são fáceis de se levar na bolsa.

Cada um deve procurar a maneira mais prática e eficiente para carregar seus produtos. A nossa querida Joaninha LuFreitas também fala sobre a Campanha do governo, na Rede Ecoblogs e sobre as alternativas de substituição das sacolinhas plásticas, no Faça a sua parte. Procure você também fazer a sua parte. Por nós, pela cidade, pelo planeta e pelos nossos filhos e netos.

Imagem: minhas compras em sacolas ecológicas.

Ando me policiando para reduzir o desperdício de alimentos, através do planejamento mais cuidadoso do que fazer, bem como o aproveitamento de eventuais sobras antes que estraguem. Além disso, também procuro reduzir o lixo reciclável e não orgânico/não reciclável que geramos na cozinha.

Para isso, tenho procurado fazer em casa biscoitos, por exemplo. Em vez de comprar no mercado biscoitos naquelas embalagens que nem recicláveis são, eu os faço em casa. Além de reduzir a quantidade de embalagens que vai pro lixo (reciclável, mas quem garante que esteja sendo reciclado corretamente?), ainda permite que selecionemos ingredientes mais saudáveis.

A receita testada e mais do que aprovada é de biscoitos doces. Já corri atrás de uma salgada e ainda vou testar. Por ora, deixo aqui a receita aclamada pela opinião pública (ao menos a que frequenta a minha casa).

Ingredientes

2 xícaras de chá de aveia em flocos finos
1 xícara de chá de gotas de chocolate/passas/nozes/castanhas/ou o que der na telha (minha última inovação foi biscoito de passas com linhaça em grão, ficou muito gostoso - usei meia xícara de cada)
1/2 xícara de chá de manteiga
1 xícara de chá de farinha (uso metade branca, metade integral ou branca/centeio)
1 xícara de chá de açúcar (uso meia de açúcar demerara orgânico, e substituo por mel sempre que tem)
1 colher de chá de fermento em pó
2 ovos

Modo de fazer
Juntar tudo e trabalhar até a massa ficar homogênea. Fazer formas ou bolinhas achatadas. Levar ao forno pré-aquecido (180ºC) em forma untada e enfarinhada por cerca de 25/30 minutos.

Fácil, fácil. Em geral, dobro a receita e/ou faço vários sabores diferentes no mesmo dia, assim aproveito o forno já aquecido. Atenção: o tempo de assar diminui um pouco a cada fornada subsequente, fique de olho. Na primeira vez, queimei a segunda fornada.

O próximo passo é pegar o jeito de fazer bolos.

E você? Tem alguma eco-receita pra compartilhar?

A Liliane Ferrari tem em seu blog um texto sobre um projeto artístico de Jaime Prades simpático, de adesivagem nas lixeiras públicas de alguns bairros de São Paulo. E um convite do próprio artista: quem quiser colaborar na adesivagem, ele estará quinta-feira agora (feriado) na Praça da República, Sé e Largo do Arouche. Se eu estivesse em Sampa, ia adorar participar...

reusoagua
Dica da Carol Daemon para reutilizar a água da máquina de lavar

Reaproveitar a água do enxágue da máquina de lavar já se tornou um hábito para muitos de nós. Cada um adequa esta reutilização a seu modo e algumas dicas são bem interessantes, como esta da Carol Daemon, do blog Menina do dedo verde. Ela adaptou uma mangueira à máquina, que despeja a água em um balde - cisterna para ser reutilizada posteriormente. Genial!

Em uma discussão recente no grupo de mulheres de que participo, as Luluzinhas trocaram dicas e experiências, algumas herdadas das mães, outras criadas pela imaginação das meninas mesmo. Aprendi muitas dicas novas e reaprendi o truque super ecologicamente correto para reaproveitar os quase 60 litros de água que iam literalmente pelo ralo abaixo.

Para as muitas luluzinhas que moram em apartamento não é possível reaproveitar toda água que sai da máquina. "Alguns baldes são retirados para dar descarga no banheiro de empregada, outro para lavar a área, fazer faxina na cozinha, mas, ainda assim, joga-se muito água fora", diz a luluzinha Lanika. Concordo com ela e, por isto mesmo é que amei esta dica do balde-cisterna, da foto, porque permite que se guarde toda a água do enxágue para ser reutilizada como quiser.

"No Japão é o contrário, a água que vai pra máquina de lavar é que é o reaproveitamento", diz a luluzinha Dani Doduti. Segundo ela, lá, utiliza-se uma mangueira com uma bombinha que serve para puxar a água do ofurô para a máquina de lavar. "Como se toma banho antes de entrar no ofurô, a água continua limpa. E geralmente as máquinas de lavar ficam no banheiro, próximo do ofurô".

Quem mora em casa tem a vantagem de poder readaptar o sistema hidráulico para que parte da água de reuso seja reaproveitada para lavar quintal, irrigar plantas e descarga do vaso sanitário. Prédios novos já estão sendo construídos com sistemas de reuso, que, inclusive, captam água da chuva. Uma construtora, a Ecosfera, faz prédios com essas características, lembra a luluzinha Verônica Mambrini. Sobre este empreendimento, a Luluzinha-mor, Lucia Freitas, fez post aqui.

E vocês, o que fazem com a água da máquina de lavar? Alguém tem mais alguma idéia para reduzir o desperdício? Conte para nós!

No Norte enchentes. Ao Sul, seca. Alguém aí ainda tem dúvida que as ações humanas interferem no clima? Enquanto os meios tradicionais simplesmente se encarregam de contar a catástrofe - e Santa Catarina ainda está à espera da tal reconstrução prometida - eu estava no DotSub revisando (no fim tive que traduzir, porque o tradutor só tinha feito a introdução) a palestra de Willie Smits sobre como reconstruiu um ecossistema para conseguir salvar orangotangos.

Apaixonei pelo trabalho de um homem do qual nunca havia ouvido falar antes. Os efeitos são de babar. Enquanto a politicagem brazuca é contra a proteção do meio ambiente e dos animais (leia este link, guarde e anote. Não vote nestes caras nas próximas eleições) por razões absolutamente burras, quem sofre são as pessoas que vivem nas áreas degradadas.

Reservem um tempinho para assistir ao vídeo com calma. E me digam: sonhos não podem se tornar realidade? :D

xixinobanho

O SOS Mata Atlântica faz esta campanha para conscientizar as pessoas da necessidade de evitar o desperdício de água. Só na região sudeste, o desperdício chega 360 litros de água por dia. E é no banheiro que se verifica o maior índice: 80% de água vai embora pela pia , pelo chuveiro e principalmente pelo vaso sanitário.

Se a cada banho você fizer xixi no chuveiro, serão cerca de 12 litros economizados da descarga do vaso sanitário. Em uma casa com 3 pessoas a economia é de 36 litros diários, se apenas um banho for utilizado.

Para aderir e divulgar a campanha, responda sinceramente a pergunta: você faz xixi no banho?, no site da campanha, bem aqui: http://www.xixinobanho.org.br/.

Ainda hoje me lembro, com tristeza, do dia, há muitos anos, em que abri o armário para ver todos os desenhos que minha filha fizera na escolinha durante o ano inteiro, e encontrei-os comidos, literalmente, por bichinhos. Não sobrou nada. Uma pena.

Agora, na era digital, há outras alternativas mais eficientes para guardar as gracinhas que nossas crianças trazem da escola, ou que fazem em casa mesmo. A Princesinha adora desenhar. Se formos guardar toda a papelada produzida, a coisa complica. Então, que tal compartilharmos novas ideias (sem acento) sobre a melhor forma de preservar as obras de arte de nossos geninhos e, de saldo, reutilizar o papel dos desenhos das crianças?

Encontrei algumas idéias bem criativas no site How can i recycle this? Algumas delas eu já faço, mas não com tanta criatividade. Por exemplo, fotografar os desenhos e fazer um livro ou um slide show. Eu apenas fotografei alguns desenhos da Princesinha e guardei-os em um álbum virtual privado. Adaptei algumas ideias que vi lá no site, e compartilho-as aqui com vocês:

Adorei a ideia do livro original: basta furar os desenhos e reforçá-los com um papel autocolante (tipo contact), fazer uma capa usando caixa de sapato e ilustrar com um desenho bem lindo, uma linda fita para amarrar e pronto! Fica uma lembrança fácil de guardar para toda vida. Se a mamãe for criativa, pode escrever textos de acordo com os desenhos e tem-se um livro de histórias bem original. Fica até uma sugestão linda para dar de presente aos avós: um álbum com uma seleção de desenhos feitos pelos netinhos, hehe. Eu ia adorar!

Outra ideia muito intessante que vi lá no site é esta: exibir os desenhos em um longo mural, na parede do quarto ou no corredor. Estou pensando em comprar um desses para a Princesinha. Ela mesma poderá escolher os seus desenhos preferidos para ficarem no mural, e, após algum tempo, eles iriam para a reutilização ou para a reciclagem. E, o mural seria fotografado toda vez que fosse renovado. Amei isto!

Uma ideia bem bacana para quem optar por fotografar e fazer um ábum virtual é reaproveitar os papéis desenhados utilizando-os como papel de embrulho; ou como decoração para caixinhas de guardar trecos (é só colá-los e depois "plastificá-los " com cola branca). Outra ideia seria fazer jogos americanos com os desenhos, cobrindo-os com contact.

Agora, vejam só que coisa mais linda: uma das mães disse que fez um bloquinho com os desenhos, para utilizá-lo para anotações. Segundo ela, faria uma lista dos seus objetivos para o ano e seria adorável escrever do outro lado do papel com um desenho da sua filha! Genial!

Esta ideia também é muito romântica: digitalizar os desenhos no computador, reduzi-los para serem utilizados como cartões para enviar a parentes nos aniversários ou Natal. Isto eu já fiz, mas com uma foto da Princesinha. Não tinha pensado nos desenhos. Coisa mais fofa.

E vocês, têm mais algumas outras ideias para guardar os desenhos das crianças ou de como reutilizar os papéis desenhados que iriam para o lixo?

legumes

Completei o desafio 30 dias sem carne. Os dias passaram-se naturalmente. Não senti vontade de comer carne, sequer me senti tentada a dar uma provadinha. Almocei fora de casa várias vezes, jantei em casa de amigos, ocasiões em que o cardápio continha carne, e não cedi.

Agora, sim, posso dizer que a carne não faz mais parte de minha dieta. As razões já foram expostas aqui e aqui. Está vencido o desafio. Agora acredito que estou pronta para definitivamente abandonar este hábito. Não apenas por 30 dias, mas indefinidamentte. Este é o meu objetivo.

Não faço apologia ao vegetarianismo, como já expliquei nos posts citados. A produção industrial de carnes é uma das fontes mais importantes de poluição do meio ambiente: necessita de áreas gigantescas, consome enorme volume de recursos naturais e energéticos, gera bilhões de toneladas de resíduos tóxicos sólidos, líquidos e gasosos, que contaminam solo, água, ar, plantas, animais e pessoas.

Convém ressaltar também que o desmatamento realizado para o plantio de pastagens para o gado é o fator de maior impacto na diminuição da Floresta Amazônica.

Por razões ambientais, por amor aos animais, pela saúde, enfim, pela vida, continuarei fazendo a minha parte. Estou me sentindo muito bem, podem acreditar. Há quem opte por diminuir o consumo de carne. Eu prefiro eliminar o consumo de carne de minha dieta e, desta forma, contribuir para desacelerar o aumento do aquecimento global, contribuir também para a conservação da biodiversidade e bem-estar dos animais. E, como lucro, ter uma vida mais saudável.

Imagem: daqui

Em 2006, a Lucia Malla chamou as pessoas à reflexão em uma blogagem coletiva no Dia da Terra. Em fevereiro de 2007, ela lançou o Meme das 3 atitudes ecoconscientes. Lá no Futuro do Presente, respondi que não uso absorventes descartáveis; nas festas de aniversário, aboli os copos, pratos e talheres descartáveis; e, aos poucos, vou reduzindo o consumo de produtos industrializados na alimentação, substituindo-os por produtos naturais (de preferência orgânicos). Também escolho o produto a ser levado para casa considerando o impacto ambiental da embalagem. Além disso, uso sacolas retornáveis e levo meus próprios saquinhos ou potes para trazer frutas, verduras e legumes do mercado ou da feira. E, ainda assim, aqui em casa não faltam sacos plásticos. Muitas vezes, consigo atingir a meta de ter a quantidade certinha de sacos para a semana, outras ainda sobram alguns, mas é mais comum que faltem do que sobrem. "Meno male".

Em 2007, o Flávio Prada lançou a Idéia 38: pediu para definirmos metas a serem cumpridas ao longo do ano para reduzir nosso impacto ambiental. Eu decidi reduzir o consumo de água, desligando a água do chuveiro enquanto me ensabôo, e reduzir o consumo de carne, substituindo o produto inicialmente na hora do jantar, três vezes por semana. Passo cada vez menos tempo no chuveiro, e atualmente a única refeição em que ainda entra alguma coisa de carne no meu prato é o almoço (mesmo assim, nem sempre). Não sou vegetariana, mas já reduzi bastante meu impacto, tenho certeza.

Depois disso, resolvi que todos os anos, no Dia da Terra, definiria novas metas para seguir reduzindo o meu impacto. Em 2008 decidi andar menos de carro e ser mais ecológica na hora da limpeza. Hoje tenho um esquema de carona para as crianças irem para a escola, de modo que, na parte da manhã, posso deixar o carro em casa e ir de bicicleta à academia, à padaria ou ao mercadinho do bairro. Na hora das crianças voltarem para casa, é minha vez de buscá-las, e trago a vizinha que dá carona de manhã - de modo que a mãe dela deixa o carro em casa. Eu gostaria de ir ainda mais longe no quesito "bicicleta como meio de transporte", mas ainda estou numa fase em que as crianças são pequenas, tenho que subir dois morros para chegar em casa, e precisaria de uma solução melhor do que a bicicleta convencional para tornar a magrela o meio de transporte oficial da casa. Vejo muitas soluções na rede, e já tem alguma coisa no Brasil, mas ainda temos um longo caminho pela frente. Seguem algumas idéias, e se algum leitor souber de algo accessível aqui no Brasil, mande a dica!

- Este kit transforma uma bicicleta normal em elétrica. Tem também alguns modelos prontos de bicicletas elétricas para lazer, locomoção e carga.

Mas eu preciso de alternativas para transportar crianças de forma segura. O primeiro passo seria ter ciclovias eficientes e seguras por aí. Parece que a prefeitura municipal está trabalhando neste sentido - espero que seja uma iniciativa verdadeira, com o intuito de ligar todos os pontos da cidade através de ciclovias. Aqui muitos trabalhadores usam a bicicleta como meio de transporte para escapar do tempo absurdo que precisam passar nos ônibus, que não atendem adequadamente as suas necessidades.

O segundo passo seria ter uma bicicleta adaptada para carregar crianças. Encontrei algumas soluções fora do Brasil (os links são todos em inglês):

- Carrinho/trailer para duas crianças
- Outro modelo semelhante
- E mais um
- Para quando elas crescerem um tiquinho mais
- Nesta bicicleta, o compartimento para as crianças fica na frente
- Nesta também. E que design!
- Muito legal: adapta o pedal para que a criança alcance e pedale junto
- Delícia!
- Eu preciso de 3 lugares!
- 5 maneiras de pedalar com as crianças. Atenção para a última: você leva 6 (seis!!!) crianças.

Podia passar uma lista infindável de links, porque a busca no Google dá um monte de opções. Mas acho que paro por aqui. Se alguém conhecer produtos semelhantes fabricados e vendidos no Brasil, deixe um comentário!

Na hora da limpeza, não cheguei ao grau de sofisticação da Denise e do Afonso, que fazem seus próprios produtos de limpeza, mas uso sabão em pó biodegradável para lavar roupa e sabão de coco em pedra (com esponja vegetal) para lavar louça. Na limpeza dos banheiros, esses dois produtos também entram em cena. Só não consegui abolir ainda a água sanitária (por força do hábito mesmo, sei que é só uma questão de eu me acostumar com outro método igualmente eficiente), mas eu chego lá.

E chegou o Dia da Terra de 2009. Eu já vinha pensando no assunto há tempos, mas não conseguia definir novas metas. Pesquisa de lá, pensa de cá, acabei chegando a duas metas que, para mim, são um pouco mais ousadas. Confesso que dá até medo publicá-las, mas vamos lá:

1) Reduzir a quantidade de lixo produzido através da compostagem. Ainda não sei se vou recorrer a um minhocário ou à compostagem tradicional - aceito dicas! E seguir firme no projeto de reduzir cada vez mais o lixo através da compra de produtos com pouca ou nenhuma embalagem. A Ana Claudia também está se empenhando bastante neste sentido, por isso vou ficar de olho nas ações dela.

2) Encontrar formas de sensibilizar mais gente além da Internet, no mundo real, através de campanhas na escola das crianças, no condomínio, nos locais que frequento. Essa é uma meta que considero pra lá de ousada, pois se na Internet a gente está falando para um público mais consciente, que procura por conta própria alternativas para uma vida mais sustentável, na vida real é comum sermos olhados com cara de espanto quando falamos de medidas simples que podem ser tomadas para que cada um amenize seu impacto ambiental.

É isso. Para mim, são metas mais difíceis de atingir, e espero conseguir agir como a Mãe Terra merece.

No dia 22 de abril, todos os anos, nós postamos sobre a Terra, em nossos blogs, aqui no Faça a sua parte também. Aproveite este dia para economizar, ainda mais, todo tipo de energia e evite qualquer tipo de desperdício ou poluição. Use o dia para refletir sobre que atitudes podem ajudar a preservar a Terra e quais as que estão acelerando sua degradação. E lembre-se: Você faz parte dela.

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Neste dia da Terra, é importante refletirmos sobre de que maneira nossas ações contribuem para diminuir ou agravar ainda mais o aquecimento global e a degradação do ambiente em que vivemos.

Para quem acredita que nada mais podemos fazer, eu afirmo que é possível sim, diminuir o aquecimento global, reduzindo, em seu cotidiano, em casa ou no trabalho, o consumo de energia e não desperdiçando os materiais que podem ser reaproveitados.

Por que ainda há tanta gente levando sacolas plásticas para casa? Onde estão as sacolas reutilizáveis, que não as vemos nas ruas, salvo exceções? Por que as pessoas ainda se espantam quando vêem alguém fazendo sua parte, ao levar suas próprias sacolas às compras?

muita gente que já se conscientizou de que é possível proteger a Terra. Basta que mais pessoas se juntem para tornar o processo de reciclagem se torne mais eficiente, por exemplo, que estas ações somadas se tornem significativas. Se você é um indivíduo ou uma instituição, não importa, todas as ações têm seu valor e deixam um saldo positivo na preservação de nosso planeta.

Estas são apenas algumas questões. Há tantas outras que você pode levantar. Sozinho ou em conjnto, todos podem e devem mudar hábitos e atitudes em prol da preservação ambiental e no sentido de diminuir o impacto devastador sobre o planeta.

Trace sua meta, por menor que ela possa parecer, se cada um fizer sua parte, teremos um mundo mais habitável para nossas futuras gerações. E que tais ações se tornem um hábito, pois, fechar torneiras, separar lixo, economizar energia e outras ações precisam estas presentes em nossa vida em todo dia da Terra, ou seja, todos os dias.

O que você faz pela Terra em seu cotidiano? Conte para nós.

Consulte o Calendário Verde do Faça a sua parte. Lá, há dicas sobre a Terra que o ajudarão a refletir sobre o assunto. Escreva algo sobre suas reflexões sobre a Terra e envie um comentário aqui para o blog Faça a sua parte, com o link de seu post, ok.

Participe! Faça a sua parte! Escreva algo sobre suas ações pela Terra !

Quem postou suas reflexões:

1. Rede Ecoblogs
2. Projeto Limpo
3. Maria Augusta
4. Lucia Malla
5. Lúcia Freitas
6. Cintia Costa
7. Dia da Terra
8. Rafael Reinehr
9. A casa do mago
10. O futuro do presente
11. Verde que te quero ver-te
12. Luz de Luma

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Quer me adotar?

Há dois anos que o cãozinho de meu filho se foi. E não tivemos outro animal em casa desde então, por conta das lembranças dos dois, ou por morar sozinha em apartamento e ficar fora o dia todo; enfim, no momento não tenho como assumir um animalzinho e prestar-lhe os cuidados necessários.

Mas, se você pode e deseja ter um animalzinho, procure uma instituição protetora e adote um. E, se mora em São Paulo, procure a ONG Quintal de São Francisco que está atualmente com centenas de cães e gatos que necessitam de um lar. Infelizmente, o Quintal de São Francisco vai fechar o seu Abrigo em março de 2010:

"Para sustentar o Abrigo nossas despesas estão na casa dos R$ 25.000,00 por mês. Como manter esses números a cada mês pedindo ajuda - pedindo doações para uma sociedade assustada e, hoje, prejudicada com a CRISE econômica mundial e falta de emprego?" (Ângela Caruso - Presidente)

Se você quer adotar um bichinho, o Abrigo Quintal de São Francisco está precisando doar todos. Então, paulistas, olhem estes bichinhos, escolham o seu e ajudem. Como sabiamente disse a amiga do grupo luluzinha , Julia Reis, "vale mais a pena adotar um vira lata bacana que pagar mil reais por um filhote de raça".

Vamos auxiliar ajudando a divulgar estas páginas de doação:

http://www.quintaldesaofrancisco.org.br/animais/pagina_01.htm

imagem: Quintal de Sao Francisco

Cena 1:

Porto Alegre, 31 de março de 2009. 08h30min. 25 graus.

Filas, elevadores e trabalho são lugares onde, via de regra, topamos com "conhecidos" e "desconhecidos". Em comum, esses encontros têm, além do usual e educado cumprimento, pequenas conversas - no mais das vezes originadas do constrangimento - que versam sobre banalidades: futebol, tempo e um ou outro fato marcante anunciado pela mídia.

Não tem sido diferente com um colega de trabalho. Toda vez que o encontro no elevador, é bom dia pra cá, boa tarde pra lá. "E aí, como vão as coisas?" É o tempo do elevador chegar ao décimo-quinto andar, onde desço com um cordial "tchau!". Assim tem sido pelos últimos 10 anos que trabalhamos na mesma instituição.

Hoje, no entanto, foi diferente. Ao entrar no elevador e cumprimentá-lo "e aí...", ouvi, como resposta "tudo bem, mas e o aquecimento global? O que achas disso?"

Imaginem minha cara de espanto... ao ver o colega "conhecido" preocupado com o aquecimento global.

Cena 2:

Porto Alegre, 31 de março de 2009, 14 horas. 35 graus.

"Acabou a luz". Certamente pelo uso excessivo dos aparelhos de ar condicionado. Afinal, 35 graus nessa época não é o que se poderia chamar de "comum", apesar de ser época quente. Enfim, a tal da "vida moderna", toda feita em computadores, simplesmente para. Reuni a equipe para conversar enquanto a "luz" não voltava.

Faço uma perguntinha básica, como quem não quer nada e já esperando uma resposta totalmente negativa: "alguém aqui apagou as luzes da casa no sábado passado?"

Imaginem minha cara de espanto... ao ver que todos (são sete) responderam que sim, que haviam apagado as luzes. Os que têm filhos pequenos relatam que a criançada adorou. Os que moram com os pais, disseram que eles adoraram.

De ruim, restou saber que, apesar das luzes apagadas, as televisões permaneceram ligadas. Ou de bom, pois ouvi dizer que um dos canais interrompeu sua programação às 20h30min para pedir que as pessoas apagassem as luzes.

O que resta de tudo isso? Resta que as questões ligadas ao meio ambiente felizmente já são conversas de elevador, de filas e que as pessoas, mesmo que o "ecochefechato" não as pressione, lembrando dos eventos, fazem a sua parte!

As formiguinhas seguem seu caminho...

Bom, por aqui, a gente tenta refletir sobre nosso impacto sobre o meio ambiente todos os dias. E, através de um trabalho de formiguinha, tentamos fazer com que outras pessoas reflitam também.

Ontem a família se animou a apagar as luzes da casa durante uma hora. Como os planos eram de dormir cedo, adiantamos o nosso evento particular em uma hora: começamos às 19:30, hora do lanche. Comemos à luz de velas, uma diversão enorme para as crianças. Depois a família sentou junta, e resolvemos jogar cartas. Beleza, se o jogo não precisasse que diferenciássemos algumas cores: amarelo, vermelho, verde e azul. Sim, era impossível diferenciar o verde do azul à luz de velas. Partimos para a criatividade, e criamos uma nova cor: o vezul. Conclusão: apagar as luzes também estimula a criatividade.

E estimula mesmo. Já tinha passado uma hora, mas a gente decidiu continuar pela noite toda. As crianças queriam história pra hora de dormir, mas ler à luz de velas é duro. Então inventamos. Cada um inventava uma parte, e foi divertido! Rendeu boas gargalhadas e mais algumas reflexões.

A princesa Ana Elisa estava completando 15 anos, e o rei disse que ela tinha uma tarefa a cumprir: em uma festa de iniciação, deveria apresentar à corte um plano, pois havia chegado a hora da princesa começar a ajudar os pais a governarem o reino. Depois de muito pensar, com direito a fada-madrinha que se oferecia para resolver o problema num passe de mágica, a princesa, sozinha, conseguiu realizar a tarefa. No dia da festa, ela revelou o que tinha em mente: revolucionar o reino com uma nova visão. O tema do plano era a sustentabilidade (claro que essa palavra não foi usada - e juro que não fui eu que inseri o tema na história, deixei em aberto propositalmente para ver o que surgiria). Ela queria que todos produzissem menos lixo, reciclassem e cuidassem melhor do reino. Pena que eu não gravei tudo. Mas fiquei orgulhosa.

Apagar as luzes e desacelerar pode render bons frutos. Quem sabe a gente não adota a prática mais vezes? E vocês, sobre o que andaram refletindo por aí?

_hora_planeta

Hoje à noite, às 20:30h, milhões de pessoas em mais de 60 países irão apagar a luz, em um manifesto contra o aquecimento global: o movimento internacional Hora do Planeta.


Eu, da mesma forma, desligarei todas as lâmpadas de casa, em um ato simbólico para mostrar que nos preocupamos e queremos cuidar do planeta que é de todos. Para fazer a diferença é necessário que todos juntos nos preocupemos com este grave problema: o aquecimento global.



Participe também: APAGUE AS LUZES DE SUA CASA POR 60 MINUTOS, neste sábado, dia 28 de março, às 20:30 horas.


Mais detalhes aqui.

A Georgia, do blog Saia Justa e a Beth, do blog Mãe Gaia se reuniram num projeto-desafio. Juntas criaram o blog Movimento Natureza e convidam todos a participar. A ideia é que cada leitor plante uma árvore até o dia 22 de Abril - Dia do Descobrimento - e divulgue a iniciativa. Nos próprios blogs, na escola, no trabalho, administrações públicas, enfim, deve ser uma ação multiplicadora.

Já contei que tenho o hábito de plantar árvores e acho a proposta muito positiva, sem tanta enrolação e extremamente prática. Basta plantar uma árvore e lançar o desafio onde for possível. Só isso.

Mas o dia 22 de abril será só o início desse desafio. Cada participante é livre para propor uma nova ação às autoras e o resultado será cada vez maior, envolvendo mais e mais as pessoas em ações práticas.

E você? Vai ficar aí refletindo ou vai participar? Essa é uma excelente oportunidade para fazer a sua parte.

xerox

Casa de ferreiro, espeto de pau.

Não entendo como as pessoas não se incomodam com as alterações climáticas e seus efeitos sobre o nosso mundo. Fico espantada com a naturalidade com que os professores tiram cópias (xerox) e imprimem papel o dia todo na escola. E eu fico pedindo: "usa o verso da folha, pelo menos!", mas não me ouvem.

Até minha caneca de louça, que ficava guardada em meu armário, desapareceu. Passei a levar uma garrafinha de casa. Não vou desistir. Vou fazer uma campanha por xícaras e canecas individuais. São dezenas de copos descartáveis todos os dias, para água e cafezinho. Será que não sentem o calor infernal que já nos queima?

O que você pode fazer para diminuir o aquecimento global?

Embora já estejamos percebendo alguns níveis de alterações climáticas, todos nós podemos fazer algo para ajudar a reduzir as emissões de CO2. Por exemplo: em casa, mudar para uma energia mais verde, com lâmpadas que economizam até 80% menos eletricidade e duram 12 vezes mais tempo do que as lâmpadas normais. Desligar as luzes quando sair de um cômodo e desligar aparelhos elétricos em espera (standy by), além de fazer um bem enorme para o ambiente, traz uma economia no bolso também.

Reduzir o termostato do aquecimento central, baixando a temperatura em apenas um grau pode cortar 10% do consumo de energia. Quando for substituir aparelhos eléctricos, certificar-se de que está comprando a energia mais eficiente em termos de modelo.

Reaproveitar ou reciclar papel, caixas de papelão, garrafas, latas e embalagens de plástico é uma atitude responsável e de cuidado com as gerações futuras - nossas Princesinhas e Principezinhos merecem esta atenção e um mundo mais sustentável. Reaproveitar as águas de banho nas banheirinhas do bebê, para jogar no vaso, e a água da máquinas de lavar para outros serviços, também é fazer a nossa parte.

Experimente andar a pé, de bicicleta ou utilizar os transportes públicos, em vez de dirigir, sempre que puder. Se tiver que viajar de carro, procure partilhá-lho. Tenho feito isto, quando saio com minhas amigas ou viajo com alguém. Se for trocar de carro, pense em comprar um "verde" ou reduzir para um carro menor, mais eficientes em termos de combustível. É meu projeto, na próxima troca, pois ainda não posso ficar sem um. Esvaziar o bagageiro quando não estiver sendo usado, pode reduzir a utilização de combustível em até 10%.

Tentar reduzir a quantidade de viagens de avião e, quando voar, considerar a compensação de suas emissões de carbono. Que tal plantar árvores? No site Click árvore, cada clique é uma árvore plantada na Mata Atlântica. É fácil e rápido.

Enfim, há tantas coisas, fáceis, simples, necessárias e conscientes que podemos e devemos fazer. Que tal começar já a fazer a nossa parte?

Imagem: daqui

Estive em Curitiba e confesso que fiquei com inveja do sistema de coleta de lixo domiciliar utilizada no condomínio de meu sobrinho. Ainda não dei sorte de morar em um condomínio assim. Sem muito gasto, é possível, sim, separar o lixo reciclável do orgânico.

Todo mundo faz sua parte e separa o lixo corretamente, o que evita o desperdício, economiza matéria-prima e energia, aumenta a vida útil dos aterros sanitários, gera trabalho e renda, promove saúde, cidadania e inclusão social.

reciclagem
lixeiras apropriadas para o morador separar o lixo orgânico e reciclável

A coleta regular dos resíduos gerados nas residências e do Lixo que não é Lixo, constituído por materiais recicláveis, tais como papéis, plásticos, vidros, metais, sucatas de fogão, de televisão, de máquina de lavar, entre outros, são ações que precisam se tornar um hábito em todos os condomínios do Brasil. Bela ecoatitude!

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Por que o ambiente fica sempre em segundo plano nas plataformas políticas?

Principalmente em período de eleição, os candidato fogem dos ambientalistas como o diabo foge da cruz. Dizem que "meio ambiente não dá voto". Poucos são os corajosos que arriscam-se a realmente propor ações em prol do desenvolvimento ambientamente sustentável.

Pronto, está exposta a dialética ambiente versus desenvolvimento.

Construir isso, ampliar aquilo - desenvolver, no sentido de políticas públicas - foi sempre considerado como sinônimos para melhor qualidade de vida da população. Isso se deve ao fato de que, com obras de infraestrutura e com desenvolvimento industrial, é possível facilmente gerar emprego e renda nas localidades mais "atrasadas" o que diretamente afeta a qualidade do meio ambiente. Naturalmente, a reação dos ambientalistas é de dificultar esse processo, resultando na tradicional denominação de inimigos do desenvolvimento.
Assim temos PAC disso, PAC daquilo, e a eterna briga entre a Casa Civil ou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o solitário ministro (ou ministra) do meio ambiente - por um lado, sem contar com a guerra que se trava entre governo (sempre na direção errada) e sociedade civil (sempre a paladina da justiça).

Problema: o modelo de desenvolvimento que é largamente defendido desde o inicio do processo de urbanização, este que sempre significou crescimento econômico aliado à ampliação da infraestrutura urbana das cidades. Apesar de o modelo de associar a qualidade de vida ao acesso às cidades estar assumindo - ainda que lentamente - a compreensão de que a esse crescimento econômico acelerado soma-se o uso também acelerado dos recursos naturais, a falta de informação torna insipiente o movimento de recusar o desenvolvimento a qualquer custo - considerado desde os anos 70 como contracultura (lembram-se dos "hippies"?).

.Fala-se muito em desenvolvimento sustentável, mas na prática é pouco aplicado, pois para isso seria necessário um crescimento controlado, que não convém a este modelo desenvolvimentista - lembrando que é desta forma de produzir e consumir que depende a nossa qualidade de vida.

Solução: aliar o discurso do desenvolvimento com o da proteção ambiental. os ambientalistas já têm suas respostas, desenvolvidas através de seus modelos socioambientais, sustentáveis e de garantia do equilíbrio ecológico; há mais de trinta anos têm-se discutido novos modelos de desenvolvimento; diversos documentos foram assinados estabelecendo compromissos dos países com relação à conservação. De forma geral, há consenso no meio ambiental sobre o que deve ser feito. Mas na hora das decisões, a inércia do poder público se fixa em construir estradas, investir na agricultura extensiva, na industria poluidora, no desenvolvimento dos parques tecnológicos para gerar emprego e melhorar a economia facilitando o aumento da produção.

Infezlimente, propagar o atual modelo de desenvolvimento que exaure os recursos naturais do planeta atrai mais a atenção e apoio da população. "Vitória" da população, que recebe acesso ao urbano; "vitória" dos políticos, que recebem seus votos. E, no final, perdemos todos.

Este cenário é apenas um reflexo de um modelo político mundial ainda embasado na defesa de interesses fragmentados em setores, em detrimento do interesse comum. São estudantes, metroviários, bancários, engenheiros, médicos, músicos, empresários, sem-terras e...ambientalistas: cada um defendendo para si uma parte do bolo do poder, estabelecendo seus argumentos de que seu setor é um dos mais importantes para o desenvolvimento do país. Essa fragmentação se reflete nos políticos, que buscam representar um desses setores - quando muito - e não conseguem atingir um consenso ao bem comum tanto almejado.

Do mesmo modo, países disputam entre si o direito de poluir mais, comprando créditos ambientais de outros como se isso diminuísse o impacto da poluição.

Assim, meio ambiente (e educação, cultura, saúde) que deveria ser de interesse comum e consenso de todos, passa a ser tema de disputa política onde cada lado quer impor sua forma de resolver o problema, que de tão complexo acaba por não ser resolvido de forma nenhuma e é empurrado de um lado para o outro como problema de ninguém.

E continuamos perdendo.

Todas essas perspectivas levam a seguinte conclusão: sabe-se da necessidade de mudar esse modelo, mas esse processo passa necessariamente por uma mudança interna nos valores da sociedade, na visão estabelecida de qualidade de vida e desenvolvimento. A sociedade mostra aos políticos o que é realmente importante ser defendido e propagado: ambiente e desenvolvimento, não ambiente x desenvolvimento. Não pode haver antagonismo num contexto de necessidade comum, assim como não pode haver interesses pessoais em detrimento do interesses de todos.

Esse é contexto da cidadania planetária: estabelecer a idéia de cooperação e co-responsabilidade para um futuro comum.

Isso significa questionar: qual o modelo de indústria que utilizamos? E de agricultura? Como podemos adaptar esses modelos tradicionais ao contexto de desequilíbrio ambiental vivido atualmente? É pela busca destes novos modelos que o movimento ambientalista direciona seus esforços.

É claro que, aparentemente, se coloca contra o modelo desenvolvimento vigente - é o trabalho de quem tem que reduzir o ritmo da destruição e ao mesmo tempo encontrar alternativas em tempo hábil. Mas, em essência, a luta não é contra do desenvolvimento, é contra a ignorância que perdura em considerar a questão ambiental como um setor separado - propriamente um obstáculo - e não como a base que sustenta o todo. Em analogia com o corpo humano: que capacidade social, econômica e política pode ser desenvolvida se este corpo não for mantido alimentado e descansado? Desta mesma forma nenhuma sociedade pode desenvolver-se sem considerar a sua sustentabilidade ambiental. É como esgotar todos os alimentos disponíveis e começar a comer a própria carne...
Ano que vem será novamente um ano eleitoral, e podemos todos começar a fazer a nossa parte: cobrar de nossos candidatos como aliar desenvolvimento com sustentabilidade sem hipocrisia. Este será o momento em que as plataformas ambientais passarão a ser obrigatórias e servirão como base a todo e qualquer desenvolvimento - pondo fim a essa irresponsabilidade evitável.


E por esse processo de mudança de visão somos todos - inevitavelmente - responsáveis.


Aquecimento global é tema de folia alternativa na Av. Paulista neste domingo


No próximo dia 22 de fevereiro, domingo de carnaval, acontecerá na Av. Paulista, o evento internacional "2 MINUTOS PARA MUDAR".

Entre 14 e 17h, a cada 30 minutos voluntários fantasiados de animais, juntos e de mãos dadas, abraçarão um globo terrestre gigante na entrada do Shopping Center 3. Todos os presentes serão convidados a dar o "abraço".

A finalidade é chamar a atenção sobre as causas e consequências do Aquecimento Global e promover a conscientização dos benefícios de uma dieta vegetariana.

Organizado por voluntários preocupados com a atual situação do planeta na questão das mudanças climáticas, o evento conta com o apoio de "A Suprema Mestra Ching Hai Associação Internacional", "Instituto Nina Rosa", "Veddas", "Sociedade Vegetariana Brasileira" além de outras ONG's e entidades ligadas à preservação ambiental e à divulgação do vegetarianismo.

Todo aquele que estiver disposto a refletir por dois minutos sobre a questão do Aquecimento Global e o fato dele estar diretamente relacionado ao nosso modo de vida, está convidado a participar do evento.

Além disso, as organizações envolvidas apresentarão seus trabalhos por meios de vídeos e distribuição de material informativo, no Conjunto Nacional.

O evento acontecerá simultaneamente em 25 países. Segue relação daqueles que já confirmaram a participação: Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Bulgária, Colombia, Chile, Costa Rica, Espanha, EUA, França, Indonésia, Inglaterra, Irlanda, Itália, México, Nigéria, Nova Zelândia, Polônia, Republica Checa, Republica Democrática do Togo, Suécia, Suíça, Tailândia e Uganda.

DAQUI

Serviço: 2 MINUTOS PARA MUDAR
Quando: Domingo, dia 22 de fevereiro das 14 às 17h (a cada 30 minutos)
Onde: Av. Paulista 2064 e 2073

Hoje, 13 de fevereiro, em comemoração à assinatura do tratado de Kioto, ocorreu como já há alguns anos a iniciativa M'illumino di meno quando em modo simbólico, as luzes se apagaram às 18 horas em toda a Itália e outras partes do mundo. Simbolismo à parte, com a maciça adesão deste ano somente com esse gesto foi registrada uma queda de 500 MW de consumo. Milhares de prefeituras, empresas, casas e vias publicas, tiveram suas luzes desligadas ou abaixadas. Os destaques desse ano foram a cúpula da basílica de São Pedro, a abadia de Westminster e até a ilha de Terra nova no Canada. A rede de blogs contribuiu enormemente com a iniciativa e como toda ação prática, gera cultura e desdobramentos.
A intenção é proporcionar a redescoberta de certos modos menos "ofuscantes" de se viver a vida. Jantar à luz de velas por exemplo pode ser uma ótima sugestão, que faz mudar até certos hábitos de convívio.
E ai no Brasil, o que tem sido feito nessa linha?

Fantástico!

Aqui.

Cliquem, leiam e vejam o vídeo. Só falta um coletor de água da chuva do tipo faça você mesmo para completar o processo.

oleo

É muito bom observar que mais pessoas estão fazendo o sabão, a partir do óleo de cozinha usado. Os comentários no post sabão ecológico, que escrevi para a Rede Ecoblogs, mostram que esta é uma atitude cada vez mais comum entre as pessoas conscientes e preocupadas com a questão ambiental. Minha filha está coletando o óleo usado e , logo, logo, vamos fazer mais sabão.

Mais uma receitinha:

5 litros de óleo de cozinha usado. 2 litros de água. 200 ml. de amaciante. 1 Kg. de soda cáustica em escamas.

Preparo:

Coloque a soda em escamas no fundo de um balde cuidadosamente. Coloque com muito cuidado água fervendo. Mexa até diluir todas as escamas da soda cáustica. Adicione o óleo e mexa mais um pouco. Continue misturando até que a mistura fique cremosa . Acrescente o amaciante ou outros aditivos para perfumar o sabão. Coloque a mistura em uma forma e deixe secar. Corte o sabão em barras.

Dicas:

  • Se preferir, enquanto a consistência do sabão é ainda cremosa, coloque a mistura em um ou vários moldes, para endurecer.
  • O sabão deve permanecer pelo menos 2 a 3 semanas em uma prateleira , para amadurecer, antes de ser usado.
  • Use luvas e tome cuidado com os olhos, pois o hidróxido de sódio (soda cáustica) pode provocar queimaduras, alergias e irritações em contato com a pele.
  • Em caso de acidente lave com água corrente em abundância pelo menos 15 minutos.
  • Uma vez que o óleo é misturado com a solução de soda cáustica, a mistura não é mais perigosa.

Outro destino para o óleo usado é depositá-lo em coletores, ou levá-lo a uma loja Extra perto de sua casa, onde há coletores indicados para esta finalidade. De lá, o óleo de cozinha coletado será encaminhado por uma cooperativa às empresas recicladoras, que o utilizarão como matéria-prima para a produção de biocombustível.

E agora, com a lei que prevê a reutilização do óleo de cozinha usado na fritura de alimentos, recolher os resíduos do óleo deixa de ser apenas uma campanha de conscientização e passa a ser uma norma legal, sujeita a penalidades cabíveis. A lei, aprovada em primeiro turno, na Câmara Legislativa determina que estabelecimentos comerciais, como restaurantes, cantinas e lanchonetes, e cidadãos recolham em recipiente próprio o óleo de cozinha utilizado na fritura de alimentos.

É como minha mãe dizia: 'Não vai por amor, vai pela dor".

reaproveitamento

Quando a Lucia Malla, criou em seu blog , e aqui no Faça a sua parte, um meme das 3 atitudes ecoconscientes e me repassou a tarefa pra que divulgasse, de forma bem descontraída, nossas ações adultas por um mundo mais ecoconsciente, a idéia era, segundo a Lúcia, gerar um mar de idéias, discussões e soluções ecológicas pela blogosfera.

No começo deste ano, nada mais apropriado que rever nossas atitudes e reafirmar outras para uma vida mais sustentável. Então, vamos lá de novo? Se você já respondeu lá no meu blog ou no seu, em fevereiro de 2007, quando este post foi criado, que tal fazê-lo novamente?

A idéia é a seguinte:

"Poste em seu blog ou escreva na caixa de comentários (como desejar) as 3 atitudes ecoconscientes que você praticou/pratica/pretende praticar na sua vida (ou na sua casa, no seu trabalho, no bar, na praia etc.) para melhorar a situação ambiental do planeta Terra."

Vamos recomeçar?

Minhas respostas, há dois anos:

1- Como professora, adquiri o hábito de reaproveitar material (sucata) em meu trabalho. Por exemplo: jornais, revistas e outros periódicos que iriam pro lixo, transformam-se em material pras minhas oficinas de leitura. E todo papel que sobra (memorandos, circulares, sobras de provas, etc, cujo verso está em branco vira bloquinho de anotações.

atualização:

Comprei um quadro branco para anotar meus recados e coloquei em frente à escrivaninha. Economiza muito papel e agiliza meu trabalho. Todos os trabalhos para a escola, como provas, notas, relatórios são enviados por email. O verso das sobras de provas são usadas pela Princesinha para fazer seus "trabalhinhos de arte", hehe.

2- Não uso ventilador nem ar condicionado em casa; aproveito a ventilação natural e, como sou frienta, eles não me fazem falta. Também uso gás natural no fogão e no chuveiro e só cozinho quando é absolutamente necessário. Prefiro frutas, vegetais e alimentos de rápido cozimento.

atualização:

Ganhei um novo fogão de minha filha e o outro foi reformado e reaproveitado pela faxineira. Converti o novo para gás natural também. Continuo sem ar condicionado.

3- Prefiro roupas de algodão ou que não precisem de ser passadas a ferro, como o jeans, e mantenho todas as lâmpadas apagadas, exceto a do ambiente em que esteja trabalhando. Desligo todos os aparelhos, exceto a geladeira, é claro, e não uso eletrodomésticos como batedeira, aspirador de pó, etc. (também nem preciso ir à academia, he he...)

atualização:

Tenho doado, periodicamente, as roupas usadas ou que não entrem mais em mim (engordei, tsc...) para a faxineira, que fica muito feliz. Tenho usado jaleco no colégio, de modo que as roupas novas duram muito mais. Junto a roupa para ser lavada à máquina uma vez por semana, economizando luz e água, deste modo.

Novas atitudes:

  • Comecei o projeto horta na varanda de meu apartamento.
  • Parei de comer carne vermelha, mas ainda não abandonei o peixe e o frango (é o próximo passo)
  • Troquei os produtos de limpeza tóxicos por vinagre e bicarbonato de sódio
  • Utilizo várias sacolas reutilizáveis para acondicionar compras
  • Reaproveito as embalagens plásticas e de vidro para guardar alimentos e objetos (foto acima)
  • Reformei completamente a mesa e as cadeiras da sala em vez de comprar outra (foto)

Poderia citar outras coisas, mas vamos deixar novamente a lista correr. Então, quem mais quiser responder aqui nos comentários ou em seus blogs (manda o link para mim, por gentileza), fique à vontade para mostrar a sua parte ecoconsciente.

Vamos lá? Conte para nós quais suas novas atitudes ecoconscientes!

Ontem, às 21:00h, horário de verão, na "Mui Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre", foi realizado o sorteio do Natal do Faça!. Não foi possível filmar, conforme prometido, mas tiramos fotos de todas as etapas. Assim, aí estão todos os participantes:

Após, foram todos devidamente dobrados e colocados no gorro do Papai Noel, que, segundo consta, é pessoal da mais alta confiança:

Para tirar o vencedor, nada melhor que a inocência e a pureza de uma criança:

A alegria contagiou até mesmo a Condessa, ao abrir o nome sorteado:

Por fim, o vencedor. Na verdade, a VENCEDORA:

Taís Vinha, do blog "OMBUDSMÃE".

(Taís, por favor mande-nos um e-mail (facaasuaparte ARROBA gmail PONTO com) com o endereço para que possamos enviar o livro)

A todos os participantes nosso muito obrigado. E que este pequeno repensar o Natal se multiplique.

Eis o post que ela fez:

"Fui convidada pela Silvia Schiros a participar de um post coletivo do Faça a Sua parte promovendo o renascimento do Natal e sugerindo dicas de presentes ecológicos. Quem frequenta a blogsfera se surpreende com a quantidade de pessoas discutindo o Natal. Uma data tão significativa, que se transformou no grande mico do ano.

Acordei na madruga dando o "download" numa idéia. Acho que foge um pouco da proposta do Faça de sugerir presentes ecológicos, mas repensa o Natal. Portanto, ei-la!

A primeira coisa seria minimizar o Papai Noel da Coca-Cola. Esse velhinho obeso, gastador, que nos estimula a comprar, comprar e comprar e que está, desde o final de novembro, molhado de suor, em TODOS os shoppings centers. Desculpe, bom velhinho, mas você ficou over. Não tem mais nada a ver com os tempos que vivemos. Acabou a magia.

O que vai salvar o Natal, é voltarmos ao principal sentido da festa no mundo ocidental: celebrarmos o nascimento do Cristo. Não o Jesus religioso, que morreu pelos pecadores e que faria você parar de ler este texto bem aqui. Não é desse Jesus que falo. Temos que resgatar o Jesus revolucionário. O ecologista. O maluco beleza que, há 2000 anos, abalou as estruturas da Roma perdulária e cheia de vícios, com suas idéias de vida simples. De amor ao próximo. De comunhão com a natureza.

Temos que resgatar o barbudo que disse que somos todos uma só família. Todos habitantes do mesmo planeta Terra. Eu, você que está me lendo, o feirante, o doutor, o agricultor, o catador de papel. E que as diferenças impostas pela sociedade são cruéis e fonte da maioria dos nossos problemas.

Temos que resgatar o homem que, ao ver que a comida não dava para todos, dividiu-a. E, ao invés de uns poucos comerem muito, todos comeram um pouco. O homem magro, de modos frugais, que se satisfazia com frutas, grãos, mel, peixe (talvez) e um vinhozinho de vez em quando, porque ninguém é de ferro. E não com leitões, cabritos, tenders, chesters, lombos, picanhas - geralmente, todos juntos na mesma ceia.

Temos que reviver as idéias do sujeito que introduziu o conceito de vida simples no ocidente. E praticou-a todos os dias em que viveu. Aquele homem que vivia apenas com o necessário, pois acreditava que os únicos bens que devemos acumular, são os valores que levamos dentro de nós. Que expulsou os mercadores do templo, pois uma coisa são valores da alma. Outra são os do dinheiro. E feliz é quem consegue diferenciá-los.

Renascer a alegria de um homem que vivia rodeado de amigos, que amava os animais, que viajava, que era carinhoso e benevolente com todos. Principalmente, com aqueles que erravam (isso me dá um alento, que nem te conto!).

Neste Natal, tenho pensado muito nisso. Pensando no aniversariante que, quando estudado livre das amarras e preconceitos da religião, revela-se um grande visionário. Um líder transformador, que parecia antever a encrenca que 2000 anos depois nos enfiaríamos. Em tempos de simplicidade voluntária e consumo consciente, não vejo ninguém melhor para seguirmos.

Que este ano, a gente consiga plantar a sementinha de um Natal verdadeiramente Cristão. Um Natal "menos" em tudo o que é material. E "mais" em alegria, risadas, comunhão com aqueles que amamos, divisão e confraternização. Um Natal com menos sobras. Nas lixeiras, na geladeira e nas parcelas do cartão de crédito. Essa é a minha sugestão. Um Feliz Natal para você e para todos nós! " Taís Vinha.

Este é um post coletivo. Fruto do debate, aqui no Faça a sua parte, sobre como poderíamos pensar em um Natal que nos aproximasse da natureza e ao mesmo tempo valorizasse a confraternização, com o resgate de valores talvez sublimados pelo consumo de presentes industrializados.

Vinte e cinco de dezembro não é uma data do Calendário Verde do Faça. Mas deveria ser. Até não muito tempo, essa época era admirada e comemorada pela humanidade como um símbolo do renascimento, momento em que o Sol, em seu ponto mais longínquo de nós, retornava de sua longa caminhada pelo céu. Parte da natureza, enquanto isso, aproveitava para descansar, para proteger-se do frio; para proteger suas sementes. A outra parte colhia a transbordante energia de um Sol que estava bem acima de nós. E parte da humanidade também se recolhia, e no recolhimento integrava-se, regojizava-se confraternizando. E parte da humanidade também transbordava, integrava-se, regojizava-se confraternizando. E os homens do norte e os homens do sul davam-se presentes da natureza, para lembrar que era uma época de alegria, de estarem próximos, uns aos outros, no frio ou no calor, confraternizando.

Hoje estamos afastados desse tempo. Vivemos no tempo do consumo, do consumo desenfreado de produtos industrializados, do consumo do 1,99 e dos produtos importados que trazem em si um enorme prejuízo para a natureza. Onde o ostensivo tem mais valor que o simples, o simples feito com as próprias mãos, com materiais que estão bem ali, na nossa frente.

Esse post não é um convite para uma blogagem coletiva. É um convite para um renascimento. Renascimento da confraternização como símbolo da nossa união com a natureza; com o frio e com o calor, com os presentes feitos da natureza. Queremos, sim, como ate não muito tempo se fazia, dar presentes da natureza. Presentes que digam a todos os que nos rodeiam o quanto ainda devemos ser gratos a esse Sol que vai e vem; a essa natureza, sempre exuberante, tanto no recolhimento das sementes quanto esplendor das suas flores e folhas.

Queremos saber que sugestões você teria para presentear seus parentes, amigos, colegas, enfim, a todas aquelas pessoas que você costuma presentear no Natal.

A campanha do Natal do Faça é bem simples: escreva um post no seu blog com dicas de como presentear de forma ecológica. Se não tiver blog, deixe a sua dica nos comentários.

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Os participantes concorrerão ao sorteio do livro "Seis Graus: o aquecimento global e o que você pode fazer para evitar uma catástrofe", do renomado ambientalista Mark Lynas. (veja aqui detalhes sobre o livro e, inclusive, um trecho).

O sorteio é aberto a todos, inclusive aos membros do Faça a sua parte. No dia 24 de dezembro, os nomes dos participantes serão escritos em pedaços de papel e colocados em um recipiente. Um será retirado. O sorteio será filmado e o filme disponibilizado para quem quiser. No dia 25 faremos um post anunciando o vencedor e republicaremos o seu post. No mesmo dia 25 entraremos em contato para enviar o livro.

ATENÇÃO: sorterio realizado. Amanhã, 25, publicaremos o resultado.

Já estão participando do sorteio:

Estão participando, mas não do sorteio:

Na fila da padoca, ontem à noite, fiquei na dúvida entre comprar um azeite na promoção e a última edição da Superinteressante, que traz na capa a atual situação deplorável dos oceanos do planeta. Acabei optando pela revista, o que acabou sendo uma boa escolha, não pela matéria de capa, que nada mais é do que um grande cozidão do que vem se falando sobre o tema há meses (quiçá anos). Folheando o material hoje de manhã, o que mais me chamou a atenção foi a entrevista com Tim Jackson, professor de desenvolvimento sustentável da Universidade de Surrey, em Londres, primeira instituição da Inglaterra a criar um departamento específico sobre o tema.

Jackson afirma categoricamente que o crescimento ininterrupto da economia global (um dos pilares do capitalismo moderno) é imcompatível com a sustentabilidade do planeta. Não é comunista, nem petralha, nem antiamericano, apenas mais um da crescente geração de pessoas que acredita num outro mundo possível, sob as regras da economia verde. Já foram ridicularizadas e agora são atacadas. Falta pouco para que sejam consideradas arautos do óbvio.

Enquanto governos e iniciativa privada não se mexem e continuam dando de ombros para o que se avizinha, como vimos em Poznan ou Marraquesh, cabe a nós, indíviduos tomarmos medidas diárias, pouco a pouco, pra ver se lá na frente algo muda. Alguns passos básicos, segundo Jackson, são:

Comprar menos, ser mais eficiente no uso da energia, viajar menos de carro e avião, economizar, fazer investimentos éticos e protestar!

Se for pra ir pro saco, que seja de botas calçadas!

(Este foi meu 100o. post no Ecoblogs!)

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Fiquei muito feliz em saber que a agência do Banco Real próxima à minha casa tem o Programa Real de Reciclagem de Pilhas e Baterias: o Papa-Pilhas.


Eu já estava preocupada com a quantidade de pilhas usadas que mantinha em casa, por não encontrar um lugar adequado para descartá-las, embora os estabelecimetos comerciais tenham, por Resolução Conama 257 de 30/06/1999, de disponibilizar pontos para o recolhimento deste material. Este material, se exposto ao calor excessivo ou à umidade, podem vazar ou explodir.


Todo o resíduo recebido pelo Papa-pilhas deverá receber destino ambientalmente adequado pelos fabricantes e importadores, que se encarregarão de sua reciclagem. O Banco é responsável pelos custos de coleta, transporte e reciclagem dos materiais.


Gostei muito de chegar à agência e encontrar este coletor de pilhas e baterias portáteis usadas. Assim, juntos, empresa e clientes,
contribuem para um adequado descarte desses materiais, cujos resíduos tóxicos representam um risco ao meio ambiente e à saúde publica.


O importante é que cada cidadão crie o hábito de levar a pilha ou bateria velha ao ponto de coleta mais próximo de sua casa ou trabalho. Ou, como eu já fiz, utilize pilhas recarregáveis que podem ser reaproveitadas o máximo possível.

Não estou fazendo apologia ao banco, nem este post é patrocinado, é óbvio, né. Mas, sim, à disponibilidade de se encontrar pontos de coleta mais acessíveis por qualquer cidadão.

Imagem: coletor de pilhas e baterias usadas do Banco Real

Um dos dilemas no mundo surfista é o fato de que, em geral, os praticantes deste esporte têm uma relação com a natureza muito íntima (muitos são defensores do meio ambiente fervorosos), mas para conseguirem se manter de pé em suas pranchas e cortarem perfeitamente as ondas, precisam se "grudar" sobre a prancha com parafina, um material derivado do petróleo e altamente tóxico ao ecossistema marinho.

Surfistas protegem e poluem ao mesmo tempo; uma contradição, certo?

Não mais. A empresa brasileira Go Green Surf desenvolveu a "parafina ecológica", feita basicamente com cêra de abelha e extratos florais, numa embalagem feita de papel reciclado e com cola de mandioca. Em 4 versões, de acordo com a temperatura da água em que você vai cair: água quente, água morna, água fria e água gelada. Mas há no site da empresa dicas de uso para que ela fique ainda mais firme em qualquer condição de água.

Já dá pra garantir altos cutbacks na próxima temporada de ondas sem poluir o mar. Surfe verde, aloha!

(Vi a notícia lá no blog Alohapaziada, do Maurio Borges, num post que comentava também sobre a parafina ecológica americana Matunas, feita com mel, baunilha, melancia, jasmim e morango. Não interessa a nacionalidade, o que importa é surfar verde.)

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As férias estão chegando. Esta é uma época em que muitas famílias viajam e evitar o uso do carro não é uma opção. O que fazer para diminuir o impacto nocivo sobre o ambiente? O ideal é que o carro possua uma tecnologia que o torne menos poluente e que o motorista dirija com mais consciência. E, caso naõ o seja, que se faça uma boa revisão para evitar desperdício e despesas desnecessárias. É importante tentar evitar o horário de pico de viagens, saindo mais tarde ou mais cedo. Uma dica é consultar as informações na internet ou na mídia a respeito das situações de tráfego. Usando a tecnologia pode-se reduzir as emissões, o tempo de viagem e o possível estresse.

Outra coisa muito importante é evitar pequenas compras de viagens, levando, em pequenos recipientes reutilizáveis, xampu, sabonete e outras necessidades.O reaproveitamento de plástico ou papel para embalagem dos sacos de compras é uma dica muito legal também. Os sacos de compras são perfeitos para manter os sapatos sujos e molhados separados de outros itens na sua mala; e os sacos de papel são ótimos para embalar os lanches para levar no carro.

A preocupação com o ambiente deve acompanhá-lo onde quer que esteja e, em época de férias, é preciso bastante consciência e respeito com a natureza, se você é um visitante. Principalmente se estiver em um ambiente natural, sinta-se responsável pela preservação desses lugares. E boas férias.

Imagem: daqui

Garrafas de plástico produzem 1.5 milhão de toneladas de lixo plástico por ano, segundo o site Lighter Footsteps. Grande parte deste número de garrafas não é reciclada. Há campanhas no mundo inteiro contra o uso de água mineral engarrafada. Gasta-se muito mais água para fabricar as próprias garrafas do que o consumo delas. Além de ser mais caro do que água da pia.

No Brasil, a qualidade da água da pia ainda não é ideal para o consumo direto. Mas nada que um bom filtro não resolva.

O site Lighter Footsteps ainda dá outros quatro motivos pelos quais não é recomendado beber água engarrafada: é caro, não é mais saudável que água da pia (na América do Norte), tira atenção do problema do sanitarismo público e a água está virando um bem precioso que está começando a ser explorado por grandes empresas.

A Califórnia segue dando o exemplo. A Comissão de Proteção ao Oceano do estado americano está propondo três medidas para reduzir a quantidade de lixo que acaba poluindo o mar: banir as embalagens de isopor para alimentos, cobrança de taxas para o uso de sacolas de papel e/ou plástico, e (a principal delas, a meu ver) tornar os fabricantes responsáveis pela coleta e reciclagem das embalagens de seus produtos. É isso ou ver o mar se transformar numa imensa sopa de lixo!

Segundo a Comissão, essa última exigência já funciona em 33 países no mundo, encorajando a redução de material usado, reduzindo o peso final dos produtos, permitindo o uso de materiais recicláveis e obrigando os fabricantes a redesenharem seus produtos e embalagens. Na Alemanha, após quatro anos do início do programa, o lixo produzido por embalagens foi reduzido em 14%. É pouco ainda.

As empresas são contra, claro. Dizem que é melhor incentivar a reciclagem e ameaçam com desemprego. O velho discurso da indústria, mesquinha toda vida. Reciclar é bom, mas produzir menos lixo é ainda melhor. Reciclar gasta muita energia e recursos materiais e humanos. Ninguém em sã consciência acha confortável a quantidade de papel, plástico, isopor e quetais que acompanha um brinquedo, TV ou aparelho de som recém-comprado na loja. Repara só na pilha de lixo que se forma no Natal após a abertura dos presentes. É vergonhoso!

Lixo é um dos grandes problemas mundiais do século 21.

Pra mim, toda e qualquer empresa deveria ser responsável pela coleta e correta eliminação do produto que fabricou, seja uma embalagem, celular ou carro. Haveria exceções, claro - móveis por exemplo. Medidas como essa evitariam absurdos como a exportação de lixo eletrônico para países de Ásia, causando a intoxicação de milhares de pessoas.

O rápido avanço da tecnologia tem sido de mão-única, com o desenvolvimento de produtos cada vez mais modernos e eficientes, mas o uso de substâncias tóxicas na sua fabricação e a falta de preocupação com o seu destino final - o lixo - põe tudo a perder. Sem falar na tal obsolescência planejada...

Veja o caso dos Estados Unidos: em fevereiro do ano que vem, com a adoção da TV digital por lá, estima-se que cerca de 10 milhões de aparelhos antigos sejam dispensados no país, gerando um problema monstro. Apesar disso, poucas empresas têm programas amplos de reciclagem para atender a essa demanda e evitar que esse lixo contamine pessoas e o meio ambiente - provavelmente na Índia, China ou Paquistão. Para pressionar grandes fabricantes como Sony, Samsung, LG e Toshiba, entre outras, a evitarem essa catástrofe, ONGs americanas formaram a Electronics TakeBack Coalition e deram início à campanha Take Back My TV.

Os consumidores também têm seu papel nessa história toda. Na hora da compra, dê preferência a produtos que tenham pouca embalagem e que tenham sido fabricados de forma sustentável e responsável. Se informe na loja, ligue para o fabricante pelos serviços de atendimento ao consumidor, exija seu direito de saber o que está comprando. E questione sobre programas de reciclagem, principalmente de aparelhos eletrônicos. Quanto mais pessoas encherem os SACs (serviços de atendimento ao consumidor) das empresas, mais elas se sentirão pressionadas a tomar alguma medida. De tanto levar bica nas canelas, uma hora terão que se mexer.

circo_elefante_15.jpgE traz atrações do mundo todo! Elefantes do congo, leões da Tanzânia, tigres da Sibéria, ursos da China, cavalos dos EUA, lhamas do Chile, chimpanzés do Gabão e onças da Amazônia. Vamos lá, criançada, o circo é legal!

Legal? Circo com animais? A gente vê o que acontece lá no picadeiro, mas e por trás do espetáculo, qual a realidade? Como são tratados esses animais? Como eles foram parar no circo?

O PEA - Projeto Esperança Animal, mostra que a realidade pode ser bem diferente daquela festa alegre que vemos sob os holofotes. Segundo informações disponíveis no site, esses animais, geralmente silvestres e muitos em vias de extinção, são retirados violentamente de seus habitats naturais para viverem em condições absurdas de tratamento e higiene.

Hoje, muitas cidades e até alguns estados brasileiros já proibiram o uso de animais em circos. Nessas cidades, só entram circos sem animais, onde o trabalho de artistas humanos é valorizado.

Em seu blog, a Comissão de Educação e Cultura lançou uma enquete que será encerrada amanhã, segunda-feira, 17 de novembro: Você é a favor da manutenção de animais silvestres e exóticos nos circos brasileiros? Segundo o presidente da Comissão, o deputado João Matos, a disputa está acirrada, e os internautas estão divididos.

Chegou a hora de mostrarmos, então, que não há dúvidas: lugar de animais NÃO é no circo. Entre no blog e vote NÃO - a enquete está na parte inferior da coluna da direita. Valorizemos a vida e a liberdade dos animais. Lugar de bicho é no seu habitat natural.

nojunkmail.jpgNossas caixas de correio são invadidas diariamente por dezenas de correspondência não-solicitada. E não estou falando só dos emails não, mas das caixas de correio "de verdade".

Aqui no Canadá foi criada uma campanha no início do ano para reduzir a quantidade dessas propagandas, muitas vezes, indesejadas. O Red Dot Campaign chama atenção para uma política do Correio canadense que não era muito conhecida e que permite que os cidadãos optem por não receber correspondência que não lhe é destinada diretamente.

A consequência dessa campanha é a redução de papel. O Correio canadense registra a quantidade de pessoas que optam por não receber esse material. Os anunciantes usam este número para calcular a quantidade de panfletos impressos. Os anunciantes também lucram porque evitam desperdício.

Na era multi-mídia em que vivemos, os anunciantes devem pensar em estratégias de propaganda mais eficientes do que distribuir panfletos nas caixas de correio.

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Minha escrivaninha parece um imã que atrai cacarecos, papéis e objetos úteis e inúteis. Há porta-retratos, folhas de rascunhos, livros e agendas, grampeador, óculos, telefone, cds, porta-lápis e outras coisas que geralmente acabam ficando por lá, como xícaras e pratinhos (tsc... tsc...).

Quantas vezes tenho trabalhado em um espaço mínimo e desconfortável porque a escrivaninha está atulhada com pilhas de papéis e livros. Esta situação limita não só o espaço físico do trabalho como a própria atividade que estejamos desempenhando. O caos na escrivaninha diminui a produtividade, atrapalha a criatividade e interfere no humor também.

O ideal é que deixemos a escrivaninha sempre organizada, pois é psicologicamente mais agradável começar um trabalho em uma mesa limpa, com objetos, papéis, agendas e documentos arrumados em seus devidos lugares. Tentei amenizar este problema abolindo os papeizinhos com recadinhos que se acumulavam sobre a mesa, colocando um quadro de avisos com lembretes de tarefas e compromissos (com anotações-rabiscos da Princesinha também, hehe). Também uso aquela mini-caderneta preta que está no porta-trecos da foto, para levar comigo os lembretes do dia-a-dia, e também para anotar as idéias que surjam de repente.

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Transformei uma caixa de sabão em pó vazia, em organizador de papéis e objetos. Forrei-a com papel de presente usado, é lógico (todo mundo guarda os papéis de presente, né), e colei uns quadradinhos de emborrachado que sobraram do aniversário de minha Princesinha. Assim, sempre que algo começa a bagunçar a mesa de trabalho, coloco-o no organizador e, depois, não preciso ficar procurando. Está tudo lá. É claro que, de vez em quando, tenho de arrumar esta caixa, ou ela se transforma em lixeirinha, hehe.

lixeira.jpg
Aliás, preciso fazer uma lixeirinha também. Assim que tiver um tempinho, customizarei uma caixa de papelão e a transformarei em uma lixeira para ficar no chão, embaixo da escrivaninha. Vi umas lindas, feitas de folhas de revista, mas não sei como fazê-las. Até tenho a receitinha, mas não tenho paciência para trabalhos manuais complicados. Sou mais encapar, colar, hehe. E você, tem outras sugestões para reaproveitar material e torná-lo útil e organizador de sua escrivaninha? Conte para nós!

Dicas legais de organização aqui

Technorati Tags: mesa de trabalho, produtividade, organização, caixa de sabão em pó reciclada, organizador de papéis, lixeira reciclada, escrivaninha, reaproveitamento, Rede Ecoblogs, Faça a sua parte

Imagens:

minha escrivaninha

lixeirinha:daqui

Sensacional esta matéria do programa Cidade e Soluções, apresentado por André Trigueiro, aos domingos, na GloboNews. Sou fã. Destaco a apresentação com as alternativas para a reciclagem das famigeradas embalagens Tetra Pak com suas seis camadas diferentes de papel, plástico e alumínio. Gostei, especialmente, das telhas e casinhas para animais produzidas a partir do plástico e do alumínio que sobram, após a retirada do papel das caixinhas longa vida, e que também é transformado para voltar ao mercado em forma de caixas de papelão.

O Brasil produz nove bilhões de embalagens longa vida. E 75% destas embalagens são descartadas de maneira irregular em lixões. Mas, é possível mudar esta realidade com a conscientização da população no sentido de separar e encaminhar para a reciclagem suas embalagens de sucos, leites e molhos.

Muitas pessoas não separam este tipo de material, e, quando o fazem, não retiram os resíduos, lavando-as. Assim, as embalagens chegam contaminadas aos postos de reciclagem e não são aproveitadas. As pessoas ainda não têm esta consciência de que é necessário separar o lixo. Esta mudança de hábitos é necessária. Não só para proteger o ambiente, mas também porque gera empregos para muitas famílias que tiram da separação e reciclagem do lixo o seu sustento.

Vale a pena assistir ao vídeo do programa: O problema das embalagens longa vida . É um pouco longo, mas muito interessante. Quem sabe você não se sensibiliza e separa suas caixinhas. Bem limpinhas, viu?

Imagens: globo.com

Fim do ano chegando. Hora de avaliar o trabalho realizado e planejar o novo período. E, neste momento, um objeto é fundamental para rever o que já fizemos e o que tencionamos fazer. As agendas. Eu, particularmente, sou obcecada por agendas. Tenho três, uma pessoal, outras duas para o trabalho. E, virtualmente, mais uma, para me lembrar dos compromissos com meus projetos on line.


E, falando nisto, dois de meus projetos relacionam-se à responsabilidade com a preservação do ambiente: a Rede Ecoblogs e o Faça a sua parte. E, obviamente, minhas agendas unirão o útil ao sustentável. Agendas de papel reciclado e que visem a patrocinar projetos que protegem o meio ambiente. Um destes projetos que pretendo apoiar é o TAMAR, cuja missão é proteger as tartarugas marinhas  no Brasil, e também dão apoio ao desenvolvimento das comunidades costeiras, de forma a oferecer alternativas econômicas que amenizassem a questão social, reduzindo assim a pressão humana sobre as tartarugas marinhas.


Como podem ver nas fotos, as agendas do projeto Tamar são lindas e ecologicamente corretas. Visite o site e conheça o projeto Tamar. Os produtos vendidos auxiliam no sustento de cerca de 1300 famílias e são uma importante fonte de recursos para o projeto. Então, pessoal, vamos lá colaborar com este trabalho tão importante e, ao mesmo tempo, proteger o ambiente evitando que milhares de árvores sejam derrubadas para fazer o papel convencional. Entrar o ano com a consciência ambiental em prática, com agendas novas e recicladas já é um dos primeiros itens a cumprir no ano que se inicia.


Imagem: agendas Tamar

Pois é. A parte mais difícil de se fazer uma limpeza com produtos que não agridam o ambiente, é convencer as faxineiras de que eles funcionam. Caramba, já viram alguém mais dependente de cloro que faxineira? Barbaridade! Eu não agüento os bilhetinhos: "não esqueça de comprar cloro, desinfetante, cera, etc..." Meu Deus, dai-me paciência.



Bom, vamos relembrar: vinagre e bicarbonato de sódio limpam e desinfetam tão bem quanto os produtos de limpeza convencionais. O segredo é seguir algumas dicas e deixar o banheiro limpinho e sem aquele cheiro de "limpeza" (leia-se jasmim, eucalipto, pinho...) que ataca minha alergia. O vinagre é suficiente para melhorar o odor do banheiro.



Vamos às dicas:


1- Folha de jornal molhada no vinagre - Passe-o no espelho do banheiro e enxugue com jornal também. Depois é só lustrar com outra folha de jornal seca.


2- Solução de vinagre branco e água - Limpe a água suja que fica nas paredes do box. Depois, seque com uma toalha velha. Ou borrife as paredes com vinagre puro e deixe secar; depois, borrife novamente e limpe com uma esponja.

3- Esponja mergulhada em vinagre branco - Limpe as portas de vidro do boxe e seque-as com a toalha velha. Para quem usa cortinas no box, borrife vinagre puro; não precisa enxaguar.

4- Papel toalha molhada no vinagre - Coloque sobre o ralo da banheira ou da pia e ao redor das torneiras e deixe secar. Depois, coloque algumas gotas de vinagre e esfregue com uma esponja úmida.

5- Vinagre puro e bicarbonato de sódio - Primeiro despeje vinaagre no vaso sanitário e deixe de molho por meia hora. Depois, borrife bicarbonato de sódio em uma escova para limpeza de vasos e esfregue. Dê descarga e pronto.

Estas são apenas algumas dicas. Existem muitas outras maneiras de se limpar o banheiro sem agredir o ambiente com produtos químicos e sem desencadear uma crise alérgica enlouquecedora. As faxineiras que me perdoem, mas minha saúde e a do ambiente não têm preço.

Imagem: daqui Fonte: aqui



As festas estão chegando e, para quem ainda pode se dar ao luxo de comprar presentes, as lojas estão cheias de ofertas. Talvez a crise econômica possa frear a febre consumista. Tomara que as pessoas se lembrem de comprar objetos úteis e reaproveitáveis, e que, principalmente, não agridam o ambiente.

Uma idéia já bem antiga e que pode ser mais útil agora do que antes, é nós mesmos fazermos as lembrancinhas para presentear os queridos. Em época de estímulo à reciclagem e ao reaproveitamento, vale lembrar que, muita coisa que julgamos lixo, na verdade pode se tornar um luxo de embalagem que, além de envolver e acondicionar seu presentinho, será reaproveitado dada sua utilidade.

No site Arte Reciclada há o passo-a-passo para se fazer lindas embalagens de presente com caixas de papelão, como as da foto acima. Aquelas embalagens que a gente tem em casa, com criatividade , cola e tesoura, em pouco tempo se transformam em belíssimas e estilizadas caixas de presente reaproveitáveis. Ficam lindas, economizam nosso dinheirinho, protegem o ambiente e é uma ótima terapia. E, com certeza, quem recebe um presente dentro de uma linda caixinha destas, certamente dará um destino final para elas. E não será a lata de lixo, com certeza.


Outra idéia genial é colocar o seu presente dentro de sacolas retornáveis, que, com certeza, serão muito bem reaproveitadas por quem receber sua lembrancinha. Aliás eu penso que as sacolas de algodão, de pet reciclado (como a minha linda ecoblogs aí ao lado), de tricô, ou de qualquer material que se possa imaginar, deveriam substituir o papel de presente. O que acham? Eu adoraria ganhar meus livros, cds, camisetas, flores, bombons, ou o que mais fosse, dentro de uma linda sacola retornável. Que tal?


Imagens:
caixinhas
sacola ecoblogs

Mutirão do Lixo EletrônicoTodos nós temos um encontro marcado conosco, no dia 30 de outubro. É o mutirão do lixo eletrônico, que foi convocado pelo Governo do Estado de S. Paulo. O site tem informação, tem promoção cultural (ingressos para o cinema, válidos até março de 2009), tem dicas para entregar, lista de locais, tudo bem direitinho - mas prepare-se para ter muitas janelas de navegação abertas.

Separe seu lixo e leve aos locais mais próximos no dia 30.

Dicas para reduzir a produção de e-lixo:


  • Você trocou de celular, computador ou algum outro equipamento eletrônico e não sabe o que fazer com o antigo? Muita calma! Não vá jogue nada no lixo. Veja se o equipamento antigo ainda tem alguma utilidade para as suas necessidades pessoais e profissionais;

  • Em caso negativo, somente doe o equipamento para alguém que você sabe que vai usá-lo;

  • No momento da compra, prefira máquinas com várias funções. Um aparelho pode substituir dois ou três;

  • Dê preferência aos produtos que consomem menos energia;

  • Não compre produtos de origem duvidosa, sem garantia e responsabilidade sócio-ambiental. O barato, muitas vezes, sai muito caro;

  • Procure saber se o fabricante do eletrônico possui certificação da série ISO 14.000;

  • Se não for usar o seu equipamento eletrônico, deixe-o desligado. Stand by consome muita energia.

  • Evite imprimir. Além de economizar papel, você aumenta a vida útil do cartucho da impressora e do próprio equipamento;

  • Não misture pilhas novas com pilhas velhas;

  • Leia atentamente as informações das embalagens de produtos eletrônicos;

  • Não guarde as pilhas usadas dentro de casa. Leve-as para um posto de coleta. O vazamento de baterias pode causar danos à saúde.


Para fechar, servição: lugares para destinar equipamentos antigos.
Centro Espírita Nosso Lar - Casas André Luiz - A instituição aceita todo o tipo de usados, desde televisores, computadores, videocassetes e celulares até cartuchos vazios de impressora e placas de computador, mesmo com defeito e produtos quebrados. Agenda com o doador a entrega. Válido para a Grande São Paulo. Tel: (11) 6459-7000

Hospital Albert Einstein - O Hospital recebe cartuchos ou toners usados. Tel: (11) 3747-3580

AACD - Recebe eletrodomésticos e eletroeletrônicos em condições de uso.Tel: (11) 5576-0811

Associação PRÓ-HOPE - Apoio a Criança com Câncer - Recebe eletrodomésticos e eletroeletrônicos em condições de uso. Tel: (11) 5087-7999

Fundação Dorina Nowill Para Cegos - Recebe eletroeletrônicos em condições de uso. Tel: (11) 5087-0977

Exército da Salvação - Recebe eletrodomésticos e eletroeletrônicos em condições de uso. (11) 5562-2282

Museu do Computador - Recebe doações de todos os equipamentos relacionados ao computador, além de telefones, máquinas de calcular, máquinas de escrever, video games, impressoras de todos os tipos e peças de computadores como teclado, monitores, mouse e fontes (mesmo sem funcionar). Tel: (11) 4666-7545

Locais que aceitam computadores e periféricos para a montagem de centros de informática:

Oxigênio - A Oxigênio Desenvolvimento de Políticas Públicas e Sociais é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, constituída em 1988. Implantou o Centro de Recondicionamento de Computadores , localizado no Espaço Social Oxigênio em Guarulhos/SP. Tel: (11) 3051-3420

CDI - O Comitê para Democratização da Informática é uma organização não-governamental sem fins lucrativos que, desde 1995, desenvolve o trabalho pioneiro de promover a inclusão social utilizando a tecnologia da informação como um instrumento para a construção e o exercício da cidadania. Tel: (11) 3822-0970

Meta Projeto - Acessa São Paulo - O MetaProjeto é uma inovação do Programa Acessa São Paulo, com o objetivo de servir como um espaço de oficinas para o público do Parque da Juventude na área de manutenção e montagem de computadores, experimentação e desenvolvimento de tecnologia, a partir de computadores reciclados. Tel: (11) 2221-1826

ABRE - Associação Brasileira de Distribuição de Excedentes Recebe doações de diversos tipos de eletrônicos, como computadores e televisores e os distribui a entidades sociais. Tel: (11) 5052-0736

via Freecycle

Ontem, lá no Ombusdmãe, minha amiga Taís Vinha falou sobre o uso do bicarbonato de sódio como desodorante. A prática é corroborada pela experiência de amigas dela, e recomendada pelo médico Alexandre Feldman, que não só usa o bicarbonato como desodorante, mas usa sabão de coco puro para tomar banho e lavar os cabelos. Tudo por causa do excesso de química dos produtos que encontramos mais facilmente nas prateleiras dos supermercados e farmácias. E a querida Thais Saito também fez uma chamada sobre o assunto outro dia no blog dela.

Aí a Taís Vinha disse para aguardar, porque falaria logo sobre absorventes de pano. Já falei sobre isso aqui; o aBiosorvente é um produto 100% brasileiro e natural. Um comentário lá no post dela sobre como as gerações que foram obrigadas a usar os paninhos estavam muito felizes com o advento do absorvente descartável gerou um comentário meu, falando não só sobre os absorventes de pano, mas também sobre os coletores menstruais - este último material em inglês. Esse produto é novidade para as brasileiras, e até o momento, que eu saiba, não existe nenhuma marca fabricada ou comercializada diretamente aqui no Brasil. Mas é possível comprar o produto facilmente pela internet.

O meu veio direto da Inglaterra, de uma viagem que meu marido fez a trabalho. Mas outras amigas minhas também compraram mais ou menos da mesma época, algumas pela internet, outras receberam pelo correio de uma amiga que mora lá na Inglaterra, e o legal é que foi uma experiência em que pudemos trocar idéias sobre a adaptação. Foi unânime: no terceiro ciclo de uso, já estava todo mundo adaptado e sem querer saber de outra coisa. De fato, é muito prático. Assim que você acerta o jeito de colocar e tirar, você até esquece da presença dele. É fácil de limpar, vem com manual de instruções e é fácil de pesquisar sobre ele na internet (basta dar uma busca em "menstrual cup", "coletor menstrual" ou "copo menstrual" para obter informações, inclusive depoimentos de usuárias).

Na caixa de comentários, se minhas amigas aceitarem o convite, vamos falar mais um pouco sobre nossas experiências e tirar dúvidas, dentro da medida do possível.

'Bora trocar os descartáveis por uma opção prática, higiênica e ecológica?


Vi no blog da Marcia H e adorei. Talvez eu faça um para mim também. A confusão de fios que há atrás de minha escrivaninha é de arrepiar. A idéia super legal de forrar os rolos de papel higiênico é do site Unclutterrer, que, por sua vez, encontrou-a no livro de Stephanie Winston's : Best Organizing Tips. Um jeito fácil e econômico para guardar os cabos e fios, e, ao mesmo tempo encontrar uma utilidade para o rolo que iria para a lixeira. Ótima idéia para manter a organização em casa e no escritório. Gostaram?


imagens: daqui e daqui

Quando o Rodrigo Barba publicou, na Rede Ecoblogs, estas fotos lindésimas dos vasos Windowherbs, algumas pessoas ficaram interessadas (eu também!) em adquiri-los, mas, infelizmente, não encontramos, na época, local algum de venda destes lindos vasinhos que se fixam, através de ventosas, nas vidraças. Lindos demais!

Mas, há poucos dias, recebemos um comentário em que o leitor Edison, Técnico Agrícola, nos comunica que trabalha com hortas em escolas, empresas e residências e que está fazendo, junto com um parceiro, uma ferramenta para fabricar vasos similares ao Windowherbs. Ele está recebendo encomendas; então, quem estiver interessado, entre em contato com ele.

Quem quiser improvisar, no entanto, é possível cultivar hortinhas ou jardinzinhos, mesmo em vasos pequenos, que podem ficar sobre os aparadores entre a cozinha e a área de serviço. Tenho a horta na varanda de meu apartamento há alguns meses e, recentemente, aderi à idéia de usar plantas no aparador da área de serviço também. Estou adorando a idéia de ter flores e ervas em minha cozinha. Além de garantirem um toque especial aos pratos, elas também dão vida e embelezam os ambientes.

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Já há algum tempo, nós temos pensado em ter uma hortinha em casa, para pelo menos algumas coisas básicas. Em São Paulo, conseguimos manter em vasos manjericão, alecrim, orégano e hortelã. Há ainda no quintal uns pés de cebolinha, alguns de café, um pé de limão e um de amora, que garante boa geléia. Tentamos plantar tomate e rúcula, mas não foram pra frente - provavelmente erramos em algum passo. A idéia geral, entretanto, é no futuro ter uma horta decente.

Eis então que viajando por Bonito tive uma ótima surpresa ao me deparar em algumas das fazendas de ecoturismo com hortas próprias. As fazendas estão abraçando a sustentabilidade cada vez mais e isso é bom. Entusiasta de hortinhas, fui xeretar na horta alheia para aprender um pouco mais.

Das fazendas em que estivemos para passeios em Bonito, visitamos 2 hortas: a da Rio da Prata e da Estância Mimosa. Na horta da fazenda Rio da Prata, passamos mais tempo mallificando perguntando curiosidades ao biólogo Samuel, que nos guiou pelo que chamei secretamente de "tour da sustentabilidade" - modalidade que deveria ser incorporada ao dia-a-dia do turismo em geral. Primeiro, visitamos os montes de compostagem, onde o lixo orgânico gerado pelos turistas que frequentam a fazenda é colocado para decomposição natural. Cada monte de compostagem pode chegar a 70ºC em seu interior, indicação de alta atividade metabólica de bactérias e outros seres degradadores. Depois de um tempo, quando a temperatura abaixa, o produto da compostagem é levado ao minhocário.

No minhocário, o material orgânico é misturado ao solo e as minhocas fazem seu trabalho de aeração e adubação, tornando a terra mais fértil, fofa e preparada para o plantio. Depois que as minhocas atuaram, o solo aerado e adubado é peneirado para facilitar o manuseio e levado para a horta. É nesse solo que são plantados todas as verduras consumidas na fazenda pelos turistas e funcionários. São várias fileiras de alface, rúcula, manjericão, espinafre, beringela, tomatinho, saião, cebolinha, coentro, endro, quiabo, beterraba... e é tudo tão verde-intenso-natural, que dá vontade de comer salada imediatamente.

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Olha a qualidade dessas verduras...

A horta é toda orgânica, sem nenhum uso de agrotóxicos ou defensivos químicos. Perguntei como eles evitam pragas sem usar pesticidas. A resposta foi simples: plantam em locais estratégicos vegetais que "espantam" as pragas comuns, como a citronela, o tabaco, a arruda e a pimenta (só o sabiá come a pimenta). Além disso, plantam lado a lado vegetais que se ajudam no combate às pragas. Um sistema muito interessante e facilmente aplicável em pequena escala como ali.

As verduras da horta vão depois de crescidas para a refeição das pessoas que visitam a fazenda. E eu preciso dizer que nunca comi alface com gosto tão bom como aquela. Era alface com gosto de alface fresca de verdade, não de folha de papel como as que compramos em mercados por aí. Fora as beterrabas, super-doces e suculentas.

Mas nem só da horta orgânica vive uma fazenda sustentável. O Samuel cuida também do viveiro de mudas de espécies nativas, que são enviadas para áreas onde estão sendo reflorestadas. São centenas de potinhos com mudas de aroeiras, perobas, jaracatiás, ingás, ipês... todas grandes árvores, que daqui a algumas décadas mudarão positivamente a paisagem do local. Em linhas beeeem gerais, horta no curto prazo; floresta a longo prazo; mas sempre pensando no ambiente saudável.

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O minhocário, onde as minhocas são as trabalhadoras "braçais". No chão do minhocário, a terra já peneirada pronta para ser usada na horta. Ao lado, as mudinhas de árvores para reflorestamento.

Na fazenda da Estância Mimosa, depois de ver as mudinhas de árvores, terminei plantando uma aroeira no fundo do quintal. A aroeira é uma madeira nobre, motivo pelo qual foi bastante dizimada da região para virar móveis. Hoje é proibido matar uma aroeira nativa para coleta da madeira. Espero imensamente que meus netos, bisnetos ou afins voltem daqui a uns 100 anos na Estância e encontrem a árvore que eu plantei bonita e frondosa.

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As mudinhas de aroeira, que depois plantei no quintal da Estância Mimosa. Um dia atrasada nas homenagens práticas ao dia da árvore.

Mas Mato Grosso do Sul não é Mato Grosso do Sul se não tiver gado. A pecuária é uma das maiores fontes de renda do estado e imensas áreas de pasto são vistas em todas as fazendas da região, inclusive as dedicadas ao ecoturismo. Aliás, antes de explorarem o ecoturismo, eram todas pecuaristas - e eu chamaria o turismo nessa região de agroecoturismo, já que o ecoturismo é uma porcentagem da área total das propriedades rurais ali e já proporciona mais renda que o gado em algumas fazendas. Por lei, cada propriedade deve manter 20% de área nativa (e se não tiver mais, deve reflorestar). A maior parte das fazendas está em déficit ambiental com as regras do governo, entretanto.

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Vacas por todo o lado: eis a cena mais comum do Mato Grosso do Sul, o centro pecuarista do Brasil. Ao lado, fazendo a Cavalgada pelos pastos enquanto ouvia as histórias pantaneiras...

Como todos sabem também, gado não combina muito com sustentabilidade. Vale ressaltar que no Mato Grosso do Sul o gado não é confinado (cria-se em média 1 cabeça por hectare) e a abundância de água minimiza os impactos gerais da atividade ali - mas mesmo assim, ver tanto pasto incomoda em minha visão de ecoturista. O problema é, entretanto, muito mais complexo: a pecuária já é uma característica cultural daquela região, desde os tempos que o Paraguai ainda era o dono dessas terras. Tirar a pecuária dali é algo como tirar o samba do Rio de Janeiro, um fator gerador não só de impacto econômico como também de um impacto cultural complicado de se lidar. Há de se minimizar o impacto ambiental, portanto, sem deixar de lado questões humanas.

Com essa visão na cabeça, foi ótimo numa tarde sair para a Cavalgada pela fazenda do Rio da Prata. Confesso que eu não sou muito fã de cavalos e se dependesse de ser amazona estava no sal completo, mas é uma forma de lançar novas perspectivas a uma paisagem tão batida. Circulamos entre enormes áreas de pasto, num sobe e desce de grama sem fim, ao lado de inúmeras vaquinhas. Depois entramos num pedaço da RPPN (área de ecoturismo) e temos uma sensação muito diferente ao fazer uma trilha de mata em cima de um cavalo. A copa das árvores está mais próxima, o animal pára toda hora para comer (afinal, às vezes o bicho me controlava) e é possível ver detalhes "altos" da floresta ciliar muito interessantes.

Nosso guia de cavalgada era o Fábio, um típico pantaneiro. Conversamos bastante durante as 2 horas de cavalgada. Ele nos contou diversas histórias e estórias que envolviam pecuária e as diferentes "querelas" pecuaristas com politicagens e problemas indígenas, mostrou um lado da cultura pantaneira fascinante e suas palavras simples mas cheias de conhecimento prático deixaram um monte de novas questões sócio-ambientais para reflexão. Nem só de horta afinal vivem as atitudes ecoconscientes.

E se um "tour de sustentabilidade" não deixasse essas questões, não teria valido tanto a pena - pelo menos para mim.

Hoje é o Dia Mundial sem carro. Mais de mil cidades no mundo participam do movimento.O dia foi criado em 1998, na França, e muitas atividades são programadas para chamar a atenção para os efeitos negativos do uso dos combustíveis poluentes. O objetivo é incentivar os motoristas a optarem pelo transporte coletivo e deixar o seu automóvel em casa.

No Rio de Janeiro, uma bicicletada está prevista para as 18 horas de hoje,na Praia de Botafogo. Durante o dia, ruas serão fechadas ao trânsito de veículos, na zona sul da cidade, para o passeio ciclístico.

Infelizmente, aqui no Rio, poucos aderiram ao movimento. Pela manhã, o engarrafamento de sempre e o número elevado de veículos nas ruas mostraram falta de informação, de solidariedade ou talvez, apenas necessidade de usar o carro. Infelizmente, não deixarei o carro em casa, devido ao fato de ter de levar a Princesinha à escola, e trazê-la de volta também. Estarei trabalhando o dia todo e à noite também, em um local de acesso difícil. E, o horário noturno, em minha Cidade Maravilhosa, é um problema.

Mas, felizmente, soube que em São Paulo, o trânsito diminuiu! Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), os índices de congestionamento na capital paulista ficaram abaixo do esperado.Isto é algo importante, tendo em vista os benefícios para o meio ambiente e para a vida do paulistano também. Se houvesse alternativas viáveis para mim, não iria trabalhar de carro. Moro em um lugar super tranqüilo, mas que deixa a desejar em termos de locomoção. O carro passou a ser um mal necessário.


Se você está livre hoje à noite, no Rio, participe da bicicletada em Botafogo, com qualquer forma de transporte limpo: bicicleta, patins, skate,ou mesmo a pé. O importante é usar a energia humana. Este dia sem carro é importante para a refletirmos sobre o que estamos fazendo com nosso ar, com nossa qualidade de vida, com nosso mundo.

O Conama aprovou uma nova resolução, na 91ª Reunião Ordinária, para o descarte e gerenciamento de pilhas e baterias usadas. A nova resolução estabelece o recebimento das pilhas e baterias usadas pelos estabelecimentos comerciais. A medida visa a reduzir o teor de metais pesados , como o mercúrio, o cádmio e o chumbo presentes nas pilhas. Esta norma entrará em vigor em até 40 dias da data de aprovação, 11 de setembro, e  revogará a Resolução de 1999.

Os supermercados, farmácias e outros estabelecimetos comerciais terão até dois anos para disponibilizarem pontos para o recolhimento de pilhas e baterias . Todo o resíduo recebido deverá receber destino ambientalmente adequado pelos fabricantes e importadores. Campanhas educativas serão promovidas para o consumidor, e também orientações serão disponibilizadas para o comércio.

A resolução solicita, também, que os órgãos do governo federal intensifiquem o controle e a fiscalização da importação e do comércio ilegal de pilhas e baterias que correspondem a 40% do mercado nacional. Solicita, ainda, ao Ministério da Fazenda incentivos para o consumo de pilhas e baterias recarregáveis em lugar das descartáveis.

Esta é uma medida que, sem dúvida, tem tudo para dar certo. O consumidor precisa se conscientizar do prejuízo ao meio ambiente provocado pelo descarte inadequado de pilhas e baterias. É de suma importância que se crie o hábito de levar a pilha ou bateria velha ao ponto de coleta, caso não se disponha de um carregador para reaproveitá-las o máximo possível.

Um carregador de pilhas pode até ser caro em um primeiro momento, mas a economia na compra de pilhas , em pouco tempo, compensará a despesa. E a quantidade de pilhas que deixarão de ser descartadas é algo que não tem preço. Comprei meu primeiro carregador de pilhas há um ano, e, de lá para cá, tenho economizado bastante com compra de pilhas e contribuído mais ainda para a preservação do ambiente. Pense nisto.

Imagem: carregador de pilha

Sou cliente Carrefour por vários motivos: a proximidade da loja (fica perto de meu apartamento), a praticidade de ter tudo em um só lugar, desde os ítens básicos para casa, os brinquedos da Princesinha, roupas básicas e práticas, eletro-eletrônicos, até a facilidade de fechar um negócio. Enfim, vejo muitas vantagens em continuar comprando lá. Este não é um post patrocinado, porém cito o nome da loja porque ela se tornou quase uma extensão de minha casa. Quando saio do trabalho, passo por lá para almoçar e levo os ítens de que esteja precisando no momento.

O Carrefour, há algum tempo, disponibliza caixas de papelão para substituir as sacolas plásticas, mas poucas pessoas pegam as caixas. Eu, sempre que esqueço minha sacola, uso a caixa de papelão do mercado, como vocês podem ver na foto ao lado (reparem que não uso sacolas para colocar os legumes). Há também sacolas reutilizáveis que a loja vende, mas também não vejo as pessoas com elas. Sinto-me como uma ET, com minhas sacolas Ecoblogs (foto acima) e outras que levo para trazer minhas compras. As meninas dos caixas, ficam espantadas quando recuso as sacolinhas plásticas.

Ontem aconteceu algo interessante: quando eu saía com meu carrinho, com minhas duas sacolas reutilizáveis cheias, e apenas dois saquinhos do mercado (não deu para deixar o peixe nem os produtos de limpeza fora da sacola plástica, pois o cheiro deles ficaria impregnado nos outros alimentos), percebi que uma mulher e dois homens, muito bem vestidos (pareciam executivos), ficaram me olhando e a meu carrinho com as sacolas. Virei-me para ver algo que esquecera, e vi que eles haviam parado e estavam olhando para mim e comentando algo entre si. Voltei para buscar o que esquecera e eles me abordaram dizendo estar comentando o fato de eu trazer minhas compras em sacolas reutilizáveis e não levar as sacolas plásticas do mercado. Aproveitei para falar do projeto da Mapfre, a Rede Ecoblogs, é claro, e eles anotaram o endereço da Rede e disseram que iam entrar lá para ver nosso trabalho. A senhora disse que estão fazendo um trabalho, mas não entendi direito que objetivo tinham. Eu devia ter perguntado.

Interessante como as pessoas em volta pararam para observar o que acontecia. Tive a impressão de que pensavam que eu estava sendo abordada por levar algo sem pagar, e não por estar contribuindo para diminuir o impacto ambiental provocado pelas sacolinhas plásticas. De qualquer forma, fiquei feliz por ver que minha atitude não passa despercebida.

Se você leva suas sacolas reutilizáveis às compras e percebe a reação favorável ou de estranheza das pessoas, conte para nós. Ah, e aproveite para votar na pesquisa que estou fazendo, na barra lateral direita, sobre as razões pelas quais você leva ou não sua própria sacola quando vai comprar alguma coisa, ok!

A dica veio lá do Missão Verde, em post da Paula Sperb.

O Greenpeace México lançou um guia para quem quer levar as atitudes ecologicamente corretas para a cama. São dez mandamentos para a prática do "sexo verde".

1. Apagarás as luzes.
Grande parte da energia consumida no planeta é produzida através da queima de combustíveis fósseis. Substitua a luz elétrica por velas de cera de abelha e parafina, fica muito mais romântico. Se você não consegue transar sem ver cada detalhe do seu parceiro, faça amor à luz do dia!

2. Consumirás alimentos afrodisíacos orgânicos e não-transgênicos.
Algumas frutas são conhecidas por seu poder afrodisíaco. Que tal optar por sua versão orgânica, livre de transgênicos e pesticidas? Dê preferência a produtores locais.

3. Pouparás os seres marinhos.
As ostras e outros mariscos também são conhecidos por seu poder afrodisíaco. Entretanto, a pesca predatória está pondo em risco a vida nos oceanos. Sugere-se que você substitua essas iguarias por óleos e sabonetes biodegradáveis com aromas estimulantes, produzidos artesanalmente por comunidades cujo sustento seja obtido através de projetos sustentáveis. As ostras, eles informam, são biomonitores da poluição marinha, pois absorvem toda a contaminação da região em que vivem. Se você não abre mão dela, verifique a procedência.

4. Reciclarás os objetos do amor.
Embalagens que seriam jogadas fora podem ser decoradas com temas "sexy" e usadas para guardar os objetos da paixão: camisinhas, lubrificantes, brinquedinhos e lingerie.

5. Usarás ecolubrificantes.
"Nada melhor do que a lubrificação natural. A língua é sempre um bom instrumento para isso, mas se precisar de alguma ajuda a mais, recomendamos que nunca use lubrificantes à base de petróleo, como óleos ou vaselina. Prefira aqueles à base de água."

6. Serás escravo do amor, não do petróleo.
Se você gosta de apimentar a relação com brinquedinhos, acessórios de PVC/vinil devem ficar de fora. O PVC gera componentes químicos altamente tóxicos: dioxinas e furanos. Alguns países proibiram o uso desse material em brinquedos infantis, por ser cancerígeno. Prefira acessórios feitos de substâncias naturais como borracha, látex ou pele.

7. Economizarás água.
Um banho compartilhado ajuda a economizar a água do planeta. Mais de 500 milhões de pessoas não têm acesso à água potável e corrente.

8. Deitarás em leito sustentável.
Se estiver na hora de comprar uma cama nova, verifique se ela tem o selo do FSC, que garante a produção com madeira sustentável. Comprar o objeto usado ou feito com madeira de demolição também é uma boa pedida.

9. Farás sexo verde.
Se você curte uma prática sadomasô, veja se o chicotinho é feito de madeira certificada. Use óleo para massagem orgânico. Use roupas de baixo e pijamas feitos de algodão orgânico. O processo de fabricação e branqueamento do algodão convencional é um dos mais contaminantes que existem.

10. Farás amor, não guerra.

Para ler o texto na íntegra (em espanhol), clique aqui.

Uma dica para quem quer negociar seus recicláveis: vender, trocar, doar  materiais ou até mesmo pedir doações, está neste site: setor reciclagem.com.br , um site de comunicação especializado em reciclagem para empresários, empreendedores e pesquisadores do ramo. Lá você pode deixar seu anúncio na Bolsa de Resíduos e consultar as ofertas que estão publicadas. Por exemplo, se você deseja doar materiais ou aceitar doação de recicláveis, basta clicar neste link e fazer o seu anúncio.

De acordo com nosso calendário verde, hoje, 27 de agosto, é o dia da Limpeza Urbana. O Allan foi muito feliz em postar anteontem sobre a situação de Nápoles, porque sinceramente quando ouço falar em limpeza urbana, é para lá que minha cabeça viaja triste, devido a situação escalafobética que virou a coleta de lixo urbano em tal encanto turístico. Para entender melhor o vergonhoso caso todo, recomendo ler o outro post dele.

Mas eu moro numa cidade que também deixa muito a desejar em questões de limpeza urbana. Apesar da lei do Kassab para retirar todos os outdoors e propagandas das ruas ter feito sucesso pelo mundo - poluição visual também é poluição, afinal - é pouco ainda, se comparado com a sujeira geral que vemos ao andar por aí.

Das questões de limpeza urbana na cidade, acho que a que mais me incomoda é até menor, mas uma velha conhecida de todos: a limpeza de calçadas com água. Minha vizinha faz isso e não adianta reclamar, porque na cabeça dela, só jogando baldes de água/mangueiradas você consegue tirar toda a sujeira que uma árvore faz - pois é, ela também acha que folhas de árvore que caem são "sujeiras", para meu desespero. É uma situação que me toca especialmente, porque penso: "Se não consigo educar meu vizinho, como faremos para melhorar a cidade toda?" Há um quê de reveladora impotência nessa situação que me incomoda. Mas, apesar de tudo, eu falo, comento, embora tenha a nítida noção de que cai no vazio. Uma porta falando talvez fosse mais eficiente.

Para quem não sabe, há um calendário de varrição das ruas da cidade. Se funciona? Eu particularmente nunca vi na minha ruazinha, mas imagino que deva funcionar nas ruas e avenidas maiores.

Mas mesmo se a prefeitura não varresse, qual a dificuldade em usar uma vassoura? Água é um bem tão precioso, por que gastar limpando a rua? Por que as pessoas acham que varrer com vassoura é "menos limpante" que com água?

São questões que eu me levanto agora, ao som da irritante mangueira d'água da vizinha. Vocês têm a resposta?

A entrevista abaixo com Hermínia Maricato, professora, arquiteta e ex-secretária de Habitação da prefeitura de São Paulo (gestão Luiza Erundina, PT), foi feita para um jornal da grande imprensa mas acabou engavetada. Como quem tem amigo não morre pagão, caiu nas minhas mãos e faço questão de publicar. Só não entendi porque o material não foi aproveitado no site do jornalão...

Maricato vai direto ao ponto: a gente dá muita atenção para soluções cosméticas, como a Lei Cidade Limpa, enquanto coisas muito mais importantes ficam em segundo plano.

A professora lembra que, enquanto brincamos de limpar as fachadas da cidade (o que na prática é totalmente falso...), mal conseguimos nos locomover, respiramos ar poluído, bebemos água podre e ignoramos a situação de 1 milhão de pessoas que moram em favelas construídas em áreas de proteção ambiental simplesmente por não terem onde morar na cidade. Priorizar a retirada de anúncios das fachadas no meio de tudo isso é "ridículo", diz Maricato.

Como é ridícula também a falta de coragem dos políticos de tomar medidas duras para resolver alguns desses problemas. Veja o Kassab, por exemplo: ensaiou o envio de um projeto de lei à Câmara Municipal de SP instituindo o pedágio urbano na cidade, como parte da Política Municipal de Combate às Mudanças Climáticas, mas já desistiu - em ano de eleição, provavelmente ficou com medo de perder votos dos milhões de motoristas paulistanos. Faz tempo que acho que a medida é uma das melhores medidas para diminuir o tráfego de automóveis particulares pela cidade - juntamente com o rodízio ora em voga. Em Londres rola desde 2003.

Mas enfim, vamos à entrevista:

A professora e arquiteta e ex-secretária da habitação da prefeitura de São Paulo na gestão Luiza Erundina (PT), Hermínia Maricato fala nessa entrevista sobre a Lei Cidade Limpa de São Paulo. Segundo ela, é ridículo a cidade colocar essa limpeza como prioridade enquanto outras limpezas, como a do ar e da água, e outras necessidades, como a mobilidade, ficam em segundo plano.

No começo deste ano Hermínia lançou o livro "Brasil, Cidades: Alternativas para a Crise Urbana", publicado pela Editora Vozes. Ela é professora da Faculdade de Arquitetrua e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP).

Como a sra. avalia a Lei Cidade Limpa?
A questão vista isoladamente evidentemente é muito virtuosa. A lei se propõe a fazer uma despoluição visual na cidade, na paisagem urbana. E é interessante. Claro que, até mesmo olhando isoladamente, nós não deveríamos nos ater apenas aos anúncios, mas a toda instalação elétrica, que é ultra poluidora, à quantidade de fios, postes, o próprio calçamento, enfim normatizar um pouco muros, cercas, calçadas. O problema é quando, no contexto da cidade, essa lei ganha prioridade. É simplesmente ridículo.

Por que ridículo?
Porque você tem metade da cidade na ilegalidade. Então ele é um programa por excelência que segue uma orientação na gestão urbana no Brasil, que dialoga com a cidade legal, com a cidade da elite, com a cidade formal. Quando você tem metade da cidade na ilegalidade, acho que é preciso discutir como vai se aplicar a lei. Como você vai aplicar a lei só nas fachadas e numa parte da cidade? E se tenho 10% da população morando em favelas, por exemplo.

Mas aí questão não se torna mais difícil, mais complexa?
Claro que é uma tarefa complexa. Não é uma tarefa para uma gestão. Mas quando nós vamos ter uma lei efetiva em cidades como as nossas? Porque torná-la efetiva apenas nas fachadas, apenas em relação aos anúncios? Eu diria que é um governo de fachada, uma sociedade de fachada. Não que a gente não deva se preocupar com as fachadas. As fachadas são importantes em várias cidades do mundo e também no Brasil. Se você for para São Luiz do Paraitinga, existe uma recuperação que aumenta a auto-estima dos moradores, não só recuperação de fachada. A recuperação de fachada na França é matéria constitucional.

As fachadas são importantes mas há outras questões mais importantes?
Não quero dizer que isso não é importante, que não é objeto de uma política pública. Mas é ridículo quando isso é a prioridade. Principalmente em uma cidade onde os mananciais estão ocupados por uma população gigantesca, mais de 1 milhão de pessoas, morando em áreas de proteção ambiental simplesmente porque não conseguem morar na cidade. E a prefeitura está tendo uma atitude muito ruim com esses moradores porque ela está derrubando as casas e acusando-os de crime ambiental. Crime ambiental é da sociedade, que não provisionou essa população de moradia, que não tinha onde morar e acabou indo para os mananciais. Crime ambiental todas as gestões fizeram na hora que permitiram que essa população se instalasse ali. E ali o poder de polícia sobre o uso do solo é de diversas entidades dos governos federal, estadual e municipal. Então, quem cometeu o crime ambiental não é o sujeito, coitado, que está morando lá, em condições muito ruins, por sinal. A discussão, então, é um programa evidentemente classista. É uma visão da cidade de que a prioridade é cuidar das fachadas.

Nessa visão que a sra. critica a beleza, a limpeza, fala mais alto?
Não é propriamente beleza. Se você pega o exemplo do Time Square de Nova York, do qual todo mundo fala, é uma poluição bárbara. Agora, é um padrão. Um padrão que seria impossível em São Paulo com essa tolerância zero aí. Precisa ficar muito claro isso: essa lei não está sendo aplicada na cidade toda. Até porque se eu considerar uma parte da cidade, não são os anúncios que estão ilegais, são as ruas, as casas, tudo... É tudo! Se não encara essa fratura urbana, vai encarar o quê? A limpeza das fachadas? Mesmo considerando que ela é necessária. Não estou de forma alguma dizendo que ela não é importante, não é necessária. O que estou dizendo é que é um absurdo ela se tornar a prioridade e você não discutir as questões de fundo. Aliás, em uma cidade onde não se consegue nem respirar e onde a questão dos automóveis não está sendo enfrentada. E ela, sem dúvida, é uma prioridade.

Na visão da sra. a prioidade de São Paulo é outra?
Sim, a questão da mobilidade na cidade. A mobilidade por meio do automóvel é predominante. E isso novamente não é tarefa de uma gestão. Mas se essa sociedade e esses governos não encararam o problema da matriz baseada na circulação automobilística, essa cidade está absolutamente condenada. Aliás, moro aqui e está cada vez mais insuportável. Como você estabelece prioridades?

A cidade é limpa nas fachadas mas não cuida da limpeza do ar que respira?
Do ar que você respira! Da água que a gente bebe! Dos mananciais que estão ocupados por mais de 1 milhão de pessoas! É incrível essa nossa capacidade de botar a cabeça em um buraco que nem um avestruz e ignorar os problemas centrais. Incrível! E todo mundo bate palma! 'Tá bom, mas pelo menos...' Não tem pelo menos! Tem coisas que são prioritárias. São delas que nós temos que cuidar como prioridade. As fachadas nós vamos cuidar com a importância que elas têm.

A sra. acredita que o prefeito pode usar esse projeto Cidade Limpa como candidato à reeleição?
Ele usa muito. Foi um programa que fez um sucesso. E, diga-se de passagem, várias gestões tentaram aplicar a lei de anúncios e não conseguiram. Acho a lei exagerada. Não é necessário uma intolerância tão grande para que a paisagem urbana fique despoluída. Estou na rua e vejo, na mesma esquina, um poste de iluminação, um postinho que dá suporte às placas com os nomes das ruas, um outro postinho que sustenta a placa do trânsito, tudo isso na mesma esquina. E cheio de fios. Quer dizer, então está bom, vamos tentar começar um processo de despoluição não só dos anúncios. Realmente, é uma coisa de factóide mesmo e marketing. A despoluição é necessária, mas nem ela foi levada muito a sério.

Mas esse 'factóide', essa peça de 'marketing', como a sra. classifica, tem virtudes?
Não há dúvida de que há uma virtude no foco da coisa. Mas nós temos que abrir esse foco e falar: 'bom, em que nós temos que jogar nossa energia?' Diria que a questão da mobilidade em São Paulo é a número 1. Já tem técnico hoje fazendo cálculo do prejuízo para toda a sociedade. O fato é que esse prejuízo é distribuído. São as horas paradas das pessoas, profissionais, nos transportes. O preço de todo o suporte de ruas, de recapeamento, de sinalização de trânsito e, principalmente, como alguns professores da USP, meus colegas, estão apontando, o problema do custo na saúde. Nos dias piores os hospitais se enchem, principalmente de crianças e pessoas da terceira idade, porque o ar está irrespirável na cidade. Tenho um jardim com horta em casa e é impressionante. Você pega uma folha de couve, ela está coberta, negra. Se eu não regar, cuidar, aquilo vira uma casca em cima da planta. E é isso que vai para os nossos pulmões. E ainda tem os acidentes, que diminuíram mas ainda continuam muito altos... Os custos com combustíveis... Que contribuição estamos dando para o planeta? O que é mais importante? Alguém pode falar: 'mas ele está fazendo outra coisa, fez isso pelas fachadas'. Então, a lei dos anúncio adquiriu principalidade.

Esta é uma pergunta que devemos fazer a nós mesmos. Escolher entre ser verde ou não em sua compras. Diante da crise ambiental do planeta, das alterações climáticas, da poluição, da extinção das espécies, do desmatamento, que diferença faz as escolhas que fazemos?

É simples: as escolhas que fazemos são importantes e servem de exemplo para que outros ao nosso redor sigam as mesmas atitudes e, logo, começaremos a ver a diferença. Mesmo que seja para acompanhar as tendências, usar uma sacola sustentável, comer uma alimentação mais saudável, escolher objetos, roupas e móveis de baixo impacto ambiental, são atitudes cada vez mais freqüentes, seja por consciência ecológica, seja por modismo, não importa, desde que o ambiente seja poupado.

Quando os supermercados e shoppings perceberem que precisam investir mais em produtos verdes, oferecendo variedade de alimentos e objetos de consumo de menor impacto ambiental, então, os consumidores serão levados a mudar seu comportamento e, assim, coletivamente, faremos a diferença. Não tem cabimento o consumidor ter de "caçar" os produtos sustentáveis ao ir fazer suas compras. Estes têm de estar bem à vista, ao alcance das pessoas. O que vemos nas vitrines e prateleiras são biscoitos recheados com gordura hidrogenada, aparelhos eletrônicos e outros produtos que incentivam o consumidor a comprar impulsivamente.

Consumismo e comportamento, juntos, podem definir o que nós mesmos desejamos atingir no esforço para ser verde. O ideal seria se consumíssemos menos e consumíssemos melhor. E , se a nossa atitude influenciar mais pessoas, tanto melhor ainda. Se alguém passa a chegar ao trabalho de bicicleta, ou de moto, por exemplo, ou se comprou um carro híbrido a fim de reduzir significativamente o consumo de combustível e as emissões de um automóvel movido a gasolina, as outras pessoas podem, ao ver tais mudanças, pensar que é muito interessante esta atitude e comecem, elas também, a desejar mudanças em seus hábitos. Então poderemos ver a diferença.

E o mercado, por sua vez, acompanharia esta mudança de mentalidade de seu consumidores, porque as pessoas estariam comprando produtos mais verdes. É uma mudança lenta e difícil, principalmente se o público consumidor tiver um alto poder aquisitivo e, para alguns, infelizmente, tais mudanças afetarem sua imagem, pois, para eles, o mais importante é ostentar riqueza, em vez de ter atitudes que sejam uma solução para o problema ambiental e para ele também.

É bem verdade que a imagem luxuosa de celebridades usando produtos ecologicamente corretos influencia mais pessoas a mudarem seus hábitos. E produtos considerados caros e exclusivos tornam-se populares e amplamente disponíveis. Se o consumo de produtos orgânicos é associado à imagem de pessoas inteligentes, bonitas, saudáveis, o ser humano, sempre guiado pelo exemplo, é induzido a consumi-los também. E, à medida que mais pessoas passem a comprar alimentos orgânicos, por exemplo, mais investimentos podem ser feitos a fim de que se obtenham mais produtos de qualidade disponíveis no mercado.

É óbvio que tem de haver um compromisso se quisermos viver uma vida realmente de baixo impacto ambiental. Temos de abrir mão daquilo que desejamos ter e resistir à tentação de adquirir aquele novo modelo de equipamento e descartar o nosso usado, embora funcionando perfeitamente. Ter de trocar nosso estilo de vida para uma versão mais verde requer muito mais que comportamento, exige conscientização real.

Voltamos à pergunta: nós realmente precisamos fazer estas mudanças? Muitos ambientalistas defendem a idéia de que não temos mais escolha. Temos de nos comportar de maneira diferente se quisermos enfrentar os desafios do novo século. E comprar verde é o primeiro passo no caminho dessas mudanças. Principalmente porque já estamos vendo as conseqüências de não optarmos por uma vida mais verde: as alterações climáticas.

Evidentemente, o consumidor quer ter vantagem em tudo. E, providencialmente, com o aumento do preço do petróleo, optar por alternativas mais verdes, torna-se a opção mais barata. Da mesma forma que os preços dos fertilizantes químicos aumentam, a opção por alimentos orgânicos torna-se natural. A produção biológica pode utilizar até 26 por cento menos energia que a agricultura convencional. Então, a simples dinâmica do mercado pode ajudar os consumidores a mudanças para gerar menos poluentes no ambiente.

Quando os seres humanos perceberem que o verde é a opção mais viável, e começarem a se envolver em campanhas contra sacolas plásticas, contra combustíveis fósseis, contra depredação dos recursos naturais, teremos uma sociedade cada vez mais envolvida na questão ambiental e poderemos, então, ver uma enorme mudança de comportamento.

Imagem: Free digitalphotos

O site da eco Nomad 3M está promovendo uma campanha muito interessante para a empresa, para crianças, para o consumidor e principalmente para o meio ambiente. 

O instituto 3M de Inovação Social e a APAE, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais se uniram para promover a responsabilidade socioambiental, por meio da reciclagem dos tapetes usados. É isso mesmo: quem for comprar um tapete novo da marca 3M Nomad, ao levar o seu tapete usado recebe descontos a partir de R$ 24,00 o m². O valor adquirido com a reciclagem dos tapetes é revertido em jogos educativos para as crianças com necessidades especiais, da APPAE.

Os tapetes Nomad são feitos de PVC e 100% recicláveis. Vale a pena participar e ajudar , não apenas as crianças com necessidades especiais, mas também ao meio ambiente. A campanha começou no dia 1º de julho e vai até o dia 31 de dezembro deste ano.

A dica light de leitura para esse fim de semana é de um post do Going Green Travel, onde se sugerem dicas para fazer uma viagem de mergulho mais ecologicamente saudável.

Mergulho é uma atividade relaxante que te põe em contato direto com a natureza, e onde você aprende muito sobre limites: seus e do ecossistema. Eu viajo bastante pra mergulhar, e sei que às vezes não dá pra escolher o serviço a ser utilizado - em locais remotos muitas vezes só há uma operadora de mergulho, um hotel, etc. Mas se você tem opções, faça através de uma empresa que apresente um serviço mais verde. Investigue, procure, pergunte, esclareça.

E o meio ambiente agradece no final das contas a escolha menos impactante das suas férias. :)

Quando comecei meu projeto de fazer uma hortinha na varanda de meu apartamento, nem imaginava que pudesse dar certo. Na verdade, eu não acreditava muito que que iria conseguir, pois sempre tive mão pesada para plantas. Mas, quando as plantinhas começaram a brotar, pude ver como a natureza é sábia e não precisa de nada mais, além de cuidado e atenção.


alfaces, coentro e cebolinha

Minha hortinha está crescendo. A cada dia fico mais bestificada ao ver que a natureza é tão generosa e pede tão pouco em troca. Já tive de replantar as alfaces em outra floreira para que elas tenham mais espaço para crescer. O coentro é tão cheiroso. A gente, acostumada a comprar estas coisas no mercado, perde o frescor e o perfume das hortaliças. E o sabor então... Não vejo a hora de saborear minha primeira saladinha plantada por mim, hehe.


Plantei também tomate-cereja, que já está bem grandinho.

Este "vaso' em que plantei os tomates-cereja era um balde de lixo que reaproveitei na hortinha. Minha varanda está ficando verde, hehe. A Princesinha tem o maior carinho com as "comidinhas". E gosta de regar, com muito cuidado: "bebe tudo, viu", diz elas às plantinhas.


O coentro tem um cheirinho delicioso

Estou adorando esta experiência. Tomara que dê certo. Já plantei algumas sementes de maxixe também, mas eles ainda não deram o ar de sua graça. Daqui a alguns dias, talvez tenhamos novidades. Tomara.

E vocês, já se animaram em fazer sua hortinha também?

Imagens: mini-horta na varanda de meu apartamento

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O Projeto Tear - Oficinas de Trabalho, Terapia e Arte, ensina pessoas com deficiência mental a produzir papel ecologicamente correto, que após ser utilizado é cultivado na terra e se transforma em grama. O produto tem, entre seus ingredientes sementes de grama, que permanecem vivas durante a fabricação e o uso do material, que apresenta um tempo curto de decomposição. Ele se desfaz na terra em 10 a 12 dias pois sua confecção não passa por nenhum processo químico.

O "papel que vira grama" custa cerca de R$ 0,90 por folha. O papel ecologicamente correto, e outros produtos confeccionados pelos portadores de deficiência mental, pode ser adquirido de segunda à sexta-feira, das 7h às 17h, na sede do Projeto Tear (Rua Silvestre Vasconcelos Calmon, 92, Vila Moreira, Guarulhos/SP).

O Projeto Tear, criado em 2003, é uma parceria entre o Laboratório Pfizer, a Associação Cornélia Vlieg e a prefeitura de Guarulhos, e atende a cerca de 100 deficientes mentais por meio de terapia ocupacional e oferece apoio familiar. O objetivo é promover a inclusão social dos pacientes por meio de oficinas profissionalizantes.

Fonte: Fator Brasil
imagem: daqui

Embora haja uma discussão a respeito de se evitar consumir produtos de origem animal, confesso minha culpa: adoro omeletes e bolos. E o que fazer com tantas embalagens, de papel e de plástico? Reciclagem, é claro. Mas, para quem gosta de trabalhos artesanais, vai a dica:

Muito interessante esta idéia, do site Chega de Bagunça, de reciclar a embalagem de ovos, pintando-a com tinta acrílica (acrilex) para usá-la como Caixinha de Costura ou Porta Bijuterias. As divisórias são usadas como separação para botões, carretéis de linha, alfinetes e agulhas ou anéis, e brincos. Esta, da foto acima, reaproveita a caixa de papelão.

Há, também, no mercado, embalagens de plástico, como estas acima, que, infelizmente, acabam no lixo, se não forem separadas para a reciclagem. Elas também podem ser reaproveitadas como misturadoras de tinta nos trabalhos manuais, nas escolas, ou em casa. Até como forma de gelo elas podem ser utilizadas, ou como forma para bombons. Enfim, para o que mais a imaginação, quiser.


imagem daqui

O site Rota da Reciclagem é mais uma ação da Tetra Pak a favor da reciclagem e em defesa do meio ambiente. Este espaço mostra de forma didática como qualquer pessoa interessada pode participar do processo de separação e entrega das embalagens longa vida para a reciclagem. Informa ainda onde estão localizadas as cooperativas de catadores, as empresas comerciais que trabalham com compra de materiais recicláveis e os pontos de entrega voluntária (PEV) que recebem embalagens da Tetra Pak.
No site da Rota da Reciclagem você vai encontrar sempre três ícones nos mapas de entrega de material reciclável. São os PEVs (Pontos de Entrega Voluntária), conhecidos também como LEVs, as Cooperativas e os estabelecimentos comerciais. Todos estes locais recebem embalagens da Tetra Pak e são a porta de entrada da cadeia de reciclagem. Vamos conhecer melhor cada um deles:

PEV - (Ponto de Entrega Voluntária)

São os locais que recebem embalagens longa vida (entre outros materiais) para serem enviados à reciclagem. É o primeiro passo do processo, onde o material doméstico (pouco volume) geralmente é entregue. Boa parte das cidades já conta com estes postos, onde as pessoas podem depositar diretamente o material que separaram em casa.

Cooperativas

Iniciativas sociais que trabalham com a coleta e triagem do material reciclável (inclusive embalagem longa vida) para beneficiamento e envio aos recicladores. A maior parte do material coletado vem do trabalho dos catadores cooperados ou dos programas de coleta seletiva municipais.

Comércios

Locais que compram material longa vida (e outros materiais recicláveis) para beneficiamento e envio aos recicladores. Eles adquirem o material, geralmente em grande quantidade, principalmente das cooperativas. Após a fase da coleta, as embalagens longa vida, já enfardadas, são enviadas às empresas recicladoras, que vão se encarregar de separar os elementos que compõem as embalagens e transformá-los em matéria-prima para uma série de aplicações.

Você

Mostra a localização do endereço digitado para busca.
Vá até lá e faça a sua busca. Faça a sua parte!

Somos uma sociedade de consumo onde ter é mais importante do que ser. Uma sociedade descartável. E que será descartada se não aprender a consumir de forma mais consciente.

Este é o sétimo princípio da Carta da Terra:

"7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
b. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis, como a energia solar e do vento.
c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais saudáveis.
d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais.
e. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito."

E o que cada um de nós pode fazer para fomentar o consumo consciente? Comecei a pensar em uma lista de regras para o consumo consciente, e adoraria que vocês dessem as suas dicas para podermos aumentá-la.

Regra 1: perguntar-se se precisa mesmo de um determinado produto antes de comprá-lo.
Regra 2: se concluir que precisa do produto (ou quer muito comprá-lo), analisar a embalagem. Há um produto semelhante que use menos matéria-prima na embalagem? Ou cuja matéria-prima seja biodegradável? Ou reciclável?
Regra 3: depois de comprar, pôr o produto na bolsa ou na sacola de compras retornável.
Regra 4: perguntar-se sobre o impacto social da produção desse item.
Regra 5: perguntar-se sobre o impacto ambiental da produção desse item.
Regra 6: não desperdiçar. Se é de comer, incremente e reaproveite. Se quebrou, veja se tem conserto. Se não tiver, pense se você não pode viver sem um novo. E não compre um novo só porque é mais bonito se o seu antigo estiver funcionando bem.

E você? No que pensa antes de comprar algo?

Estava assistindo a este filminho muito lindo e emocionante, com trilha sonora de Fábio Júnior, cantando 'Imagine" (adoooro!!! Tudo!!!), feito por um grupo de alunos para um trabalho sobre o meio ambiente, e, ao ver as imagens das crianças com fome, lembrei-me de minha netinha e de meus filhos, que sempre tiveram alimentos saudáveis e à vontade. Pensei em quanta comida já desperdiçamos, estragada, jogada ao lixo. E chorei.

Doeu muito pensar que há tanta fome no mundo enquanto nos damos ao luxo de jogar fora alimentos que sobram, em vez de reaproveitá-los. Já disse aqui que me chamam de 'pão dura' por minhas ações 'ecoconscientes', mas, se pensarmos com o coração ('o essencial é invisível para os olhos'), veremos que não se trata de 'sovinice', mas de consciência de que a fome é uma realidade no mundo.

Fazer um delicioso risoto ou um molho incrementado para o macarrão com as sobras do frango, peixe ou mesmo da carne (para aqueles que ainda a consomem) é um ato de consciência de que os recursos naturais e os alimentos não estão disponíveis para todo o mundo. Eu mesma reaproveito tudo que é nutritivo e que, na maioria das vezes, é descartado quando se prepara um alimento. Por exemplo, os talos e as folhas de espinafre e brócolis, se bem picadinhos, podem incrementar um ensopado ou colorir um arroz branco.

Vejam o almoço ecoconsciente que preparei para minha Princesinha :

arroz branco com espinafre picadinho e proteína de soja com folhas de brócolis picadinhas

As receitinhas:

Arroz branco com espinafre
 
- Refogue alho e cebola (a gosto) em azeite
- Acrescente um copo (100 ml) de arroz branco (sem lavar) e mexa bem.
 - Pique bem fininhas, umas seis folhas de espinafre e acrescente-as ao arroz. - Coloque dois copos de água e deixe ferver
- Abaixe o fogo e tampe a panela.
- Deixe cozinhar até o arroz ficar macio.
- Sirva bem quentinho, com a proteína de soja com folhas de brócolis.

Proteína de soja com folhas de brócolis

- Ferva bem um copo (100 ml) de proteína de soja granulada para hidratá-la.
 - Escorra a água da soja em uma vasilha (ao esfriar, usei para regar minhas plantinhas)
- Refogue a proteína de soja com azeite, alho e cebola picadinhos e sal a gosto.
- Acrescente um tomate grande bem picadinho (ou molho de tomate, se preferir)
- Pique as folhas e os talos do brócolis (que iriam para o lixo) bem miudinhos e acrescente ao refogado.
- Cozinhe em fogo brando até ficar um molho bem consistente.
- Acrescente azeitonas verdes (ou pretas, se preferir).
- Sirva com o arroz branco com folhas de espinafre.

A fome é uma realidade que não podemos ignorar

Embora a Terra tenha recursos suficientes para alimentar a humanidade inteira. Estudos dizem que a Terra suportaria bem até 7,5 bilhões de pessoas. No entanto, há lugares, como a África e a Bolívia, onde as pessoas sofrem com a fome! No mundo há terras suficientes que, infelizmente, são cultivadas para fornecer alimentos aos países ricos! E os pobres, morrem de fome.

Pense nisso, e faça a sua parte! Não desperdice os alimentos: reaproveite-os!
Vídeo Yotube - daqui
Hoje é o dia Mundial dos Oceanos, esse pedaço líquido do planeta pelo qual eu sou descaradamente apaixonada com todo o azul que uma paixão pode deixar transparecer. No ano passado, eu deixei em meu blog pessoal que os habitantes marinhos "gritassem" por ajuda. Tudo bem que meu blog representa uma nanomarola no verdadeiro mar virtual que é a internet, mas, lendo as notícias do último ano, a sensação que tive foi de ninguém escuta o desesperado pedido dos animais marinhos, seja em que formato for feito. O ambiente deles continua sendo a lata de lixo do mundo, as mudanças climáticas só vem piorando a situação da sobrevivência no mar para a maioria das espécies, e eles, animais marinhos, continuam morrendo em quantidades assustadoras

Então, para tentar ser mais eficiente, esse ano eu decidi fazer algo mais prático para comemorar o dia dos Oceanos, aproveitando a data e a deixa dos debates ambientais aqui do Faça. Vamos à idéia. 

Já há algum tempo que eu venho matutando que preciso pôr no papel uma lista prática sobre consumo de peixe. A princípio para mim apenas, para ter pregado na geladeira ou distribuir pra família. Mas, como tenho plena noção de que toda lista falha em algum ponto, principalmente por (in)adequação individual, essa idéia sempre era deixada de lado. 

Até que outro dia, conversando com o Inagaki sobre alimentos, ele me perguntou que tipo de peixe era mais adequado (ecologicamente falando) de se consumir. Eu respondi que na página do Aquário de Monterey estava a melhor lista disponível na web sobre consumo consciente de peixes e frutos do mar, inclusive com opções de acordo com a região dos EUA em que a pessoa mora, e que eu já indicara inúmeras vezes o link da lista aqui no blog. Entretanto, o Seafood Watch está em inglês, para o consumidor americano médio. Inagaki aí fez o contraponto que me levou a escrever esse post e publicá-lo na semana do Meio Ambiente: "Se não há nada em português, adaptado ao padrão de consumo brasileiro, escreva a sua própria lista. E compartilhe com as pessoas." 

Decidi então compilar aqui, sem a permissão oficial de todos os membros do Faça (portanto qualquer asneira que existir é responsabilidade minha), as minhas dicas pessoais sobre consumo de peixes e frutos do mar, baseadas em diferentes aspectos: como e quando é pescado, onde vive, se é importado, se está quase extinto ou não, se é nutricionalmente importante. Vale ressaltar que eu evito consumir peixes e frutos do mar sempre que possível porque sei da situação caótica que os mares do mundo estão e da enorme pressão que os peixes vêm sofrendo, principalmente aqueles utilizados para o "consumo humano" - que só aumenta. Também sei que peixe faz bem à saúde e que sua carne está entre as mais saudáveis fontes de proteína animal - e para certos nutrientes, nenhum vegetal suplanta em eficiência de absorção para o nosso organismo. Tenho plena consciência também de que para a maior parte das pessoas simplesmente parar de comer peixe não é uma opção prática - então querendo ser prática, acho melhor deixar algumas dicas que fazer nada e continuar saindo da peixaria com crise histérica por ver pessoas comprando cação. Na linha do "é melhor fazer algo que nada", se é que vocês me entendem. 

Então, vamos lá. 

Com vocês, o "Guia Malla para consumo ecoconsciente de peixes e frutos do mar":

1) NUNCA compre cação. NUNCA coma cação, independente de onde você more. Tubarões ou cações são peixes ameaçadíssimos de extinção no mundo inteiro e ao comê-los, você incentiva o tenebroso comércio de barbatanas pra China. Além do mais, tubarão/cação, como animal do topo da cadeia ecológica, é um dos peixes que mais acumula mercúrio na sua carne, o que é péssimo para a saúde humana. Tubarão não é saudável. 
2) Abuse das tilápias no seu cardápio. Tilápias são mais sustentáveis e fáceis de serem criadas para consumo, e geram menos problemas para o ambiente. Como tilápia é uma "marca" de peixe que as pessoas acham "inferior" por sua carne ter naturalmente um gosto de terra, criaram o "St. Peter", que nada mais é que uma variedade de tilápia melhorada criada em cativeiro com carne mais branca e alimentada com ração, o que não deixa que a carne fique com o gosto da terra. 
3) Evite bacalhau sempre que possível. O bacalhau consumido no país é todo importado de longe. Além disso, seus estoques nos locais onde pode ser encontrado estão à míngua. O preço do bacalhau é assustadoramente caro, e isso é um indicativo da sua raridade cada vez maior - o bacalhau já está extinto em diversas áreas. 
4) Só compre lagostas entre maio e dezembro. De janeiro a abril é a época de reprodução desses animais, e se alguém está vendendo lagosta recém-pescada nesse período, está burlando a lei, que proíbe em todo o território brasileiro a pesca da lagosta no período reprodutivo. 
5) Evite camarões e consuma-os apenas no período não-reprodutivo. No geral, a pesca do camarão ainda é feita com arrasto, atividade destruidora que joga fora muitos quilos de peixe não-consumível para cada pratinho de camarão coletado. Portanto, é um "desserviço" ao ambiente. Sendo o maior exportador de camarão o nordeste brasileiro, consumi-los por lá é ecologicamente mais adequado que em outras regiões do país. E, apesar de todos os pesares ecológicos, camarão é cultivável, o que facilita seu consumo (o desgaste ecológico da região onde são feitos esses tanques é outro papo mais complicado...) No mar selvagem, há diferentes espécies de camarão que são pescados para consumo e cada uma delas possui um período reprodutivo específico nas diferentes regiões do país. Nesse período a sua pesca é proibida pelo IBAMA. Para o camarão-rosa no extremo nordeste, o período reprodutivo é de março a maio, enquanto na Bahia e Espírito Santo é de setembro a novembro. Os pescadores que dependem dessa atividade para viver são autorizados pelo governo a pedir seguro-desemprego no período reprodutivo, que cobre as perdas por não pescar. Já o camarão-sete-barbas se reproduz entre novembro e meados de dezembro no sudeste do país, sendo essa portanto a época para se evitá-lo. Não achei na internet uma lista clara do período reprodutivo de cada espécie consumida, portanto se alguém souber de tal informação, fico deveras agradecida. 
6) Evite salmão cultivado. E se possível, evite salmão em geral, já que ele já se extinguiu em muitas áreas do mundo. Sendo o salmão um peixe de águas gélidas, o salmão selvagem que se consome no Brasil é em sua maioria importado do Chile, o que requer transporte refrigerado em longas distâncias, o que aumenta a emissão de CO2 via queima de combustível fóssil, etc. O preço reflete a dificuldade logística da sua pesca, e por isso, as fazendas de salmão parecem tentadoras. Mas não se engane: o dano que uma fazenda de salmão causa ao ambiente é insano
7) Consuma preferencialmente os peixes e frutos do mar da sua região. Se você mora perto de rio, consuma peixes de água doce. Se mora perto do mar, consuma peixes de água salgada, de preferência comuns no seu litoral e pescados de forma artesanal, por pescadores de comunidades não envolvidos com pesca em escala industrial. Procure essa informação no órgão do governo estadual ou municipal da sua área que lida com questões de pesca, e vá à peixaria munido da lista adequada de peixes e frutos do mar da sua região. 
8) Verifique a espécie de atum ao comprá-lo. Nem todas as espécies de atum estão igualmente ameaçadas de extinção. Infelizmente, o atum azul (blue fin tuna, em inglês), espécie migratória presente apenas em alto-mar e preferido pelos grandes chefs de sushi do mundo, é uma das mais ameaçadas, exatamente pelo alto consumo de sushi no Japão. O Brasil, entretanto, parece ter atum em abundância suficiente para garantir o mercado interno - embora a reportagem linkada não diga que espécies exatamente. E eu, na dúvida da procedência real, prefiro evitar atum. 
9) Preste atenção especial aos congelados. Principalmente animais sazonais, que congelados se tornam difíceis de identificar sua data de pesca - ou seja, em tese, você não sabe se o fulano da indústria pescou aquele camarão no período reprodutivo ou não. Dê preferência ao produto fresco e congele em casa, para consumo posterior. Assim você pelo menos sabe de quando o peixe realmente é.
Mas o guia carece da interatividade. Porque é baseado nas minhas visitas a peixarias espalhadas pelo Brasil (nem que seja só pra fotografar...) Como eu tenho certeza absoluta que deixei alguma informação valiosa de fora, gostaria de ouvir as dicas de vocês, principalmente de outras partes do país, sobre consumo de peixe e frutos do mar. À medida que dicas relevantes forem surgindo, vou fazendo updates no post. Combinado? 
Quando acabei meus estudos fui pro aprendizado prático nos confins de Rondônia. Lá encontrei minha primeira malária.
Depois resolvi, com a ambição de me tornar rico antes dos 40 anos, participar de uma sociedade garimpeira lá pelas bandas de Jacareacanga. Pedi demissão do emprego estável e fui para a batalha, que não durou 6 meses. Outra malária.
Desisti e voltei a ser um geólogo. Mais malárias.
Anos depois, já dobrando a esquina dos 50, me matriculei em um curso de pós-graduação em Gestão Ambiental, frequentei as aulas/palestras, participei das discussões, mas desisti na reta final.
Não importa, pois o que aprendi na teoria tentei desenvolver em um outro garimpo de ouro. Mesmo com a desconfiança dos habitantes locais - garimpeiros, mateiros, mecânicos e trabalhadores avulsos - coloquei em prática as mais simples soluções por lá.
Botica.jpgQuando chegamos no Butica, todos os que precisavam fazer suas necessidades fisiológicas escolhiam um "trono" no meio da mata fechada. Qualquer pedaço de pau servia. Não demorou muito e todos estavam pisando nas próprias "cácas".
O material descartável era jogado de qualquer maneira em qualquer lugar possível. A água para consumo (banho e cozinha) era retirada de um igarapé com águas barrentas e suja.
Ia ser uma d ureza transformar aquilo em lugar habitável.
Reunimos com os moradores e a primeira pergunta foi: "Onde voces moram?" Todos deram um endereço na cidade mais próxima. E lhes dei a informação: "Errado. Vocês moram aqui. Visão ButicaÉ aqui que vocês passam a maior parte do tempo. Só vão na cidade  uma vez ou outra".  Não haviam pensado nisso até aquela ocasião.
Então, com a concordância de todos, foram construídas as latrinas, os depósitos de lixo, abertas valas para escoamento de água pluvial, limpeza de cozinhas e, principalmente, a limpeza do iga rapé de onde era retirada a água para consumo. No mês seguinte, a diminuição de medicamentos para diarréia e malária foi acentuada. Quem reclamou foi o cantineiro que passou a vender menos.
As latas de cerveja e refrigerantes foram armazenadas e levadas para a cidade para recicladores.
As garrafas vazias de "pinga" transformaram-se em muros, cercas e arranjos.
As peças inservíveis de motores foram colocadas em locais adequados.
Construímos uma barragem de contenção de material sedimentar, produto da lavagem de material aurífero nos moinhos, que seria aproveitado mais tarde.
As queimadas foram proibidas, apesar da resistência dos garimpeiros mais antigos.
As castanheiras e outros produtos nobres não foram mais derrubados.
Os óleos, graxos e combustíveis líquidos estaiveram sendo acondicionados em locais apropriados.
Visão Butica
Conseguimos limpar o garimpo. O mérito foi dos garimpeiros de lá.
Então, quem disse que não dá pra mudar a visão e o modo de tratar com o meio ambiente errou completamente.
Na verdade só precisamos de pessoas que se habilitem a colocar seus conhecimentos a serviço daqueles que não olham para o seu lado e transformar as suas vidas.

Domingo de manhã. A chuva em São Paulo nos faz lembrar que estamos na terra da garoa. Primeiro dia da semana do meio ambiente, e estou indo participar de um dos vários eventos ambientais que um político e ambientalista como eu precisa participar.

Precisa? Por que "precisa"?

Parte de mim hoje quer ficar dormindo o dia inteiro, namorando, tomando chá e vendo televisão, olhando a chuva pela janela; parte de mim quer resolver todos os problemas ambientais, sociais, econômicos e políticos do planeta.

Duas coisas impossíveis para esse domingo de manhã.

Assim como eu entro nessa crise quase todos os dias de manhã - principalmente quando está chovendo - a humanidade também vive essa questão, numa amplitude diferente: como podemos definir qual é a nossa participação nesse contexto sócio-político-econômico-ambiental-mundial-etc?

Eu já fui professor, jardineiro, mergulhador, aventureiro, fotógrafo, guia de trilhas. Trabalhei pela conservação dos recursos naturais, pela preservação da biodiversidade, pela educação ambiental. Participei de conferências nacionais e internacionais, grupos de trabalho para definições de políticas públicas municipais estaduais e federais.

Mas o que significa tudo isso? Será que para sermos "ambientalistas" precisamos de tudo isso?

Sei que esse processo autobiográfico parece ridículo, e que o texto em primeira pessoa pode ser um pouco pessoal demais.


Mas eu realmente quero usar esse momento para confessar uma coisa: a culpa é minha.


É minha culpa querer abraçar o mundo todo e não conseguir.

É minha culpa não ter conseguido como educador transmitir o real conceito da importância ambiental para meus alunos.

É minha culpa deixar que a televisão nos entretenha tanto a ponto de nos fazer pensar que está tudo bem, que o problema não é nosso;

É minha culpa eleger políticos que não estão nem um pouco preocupados com as verdadeiras questões do meu país;

É minha culpa permitir que as pessoas dêem mais valor a seus problemas pessoais que aos problemas mundiais.

Afinal, todos temos que pagar contas, não é mesmo? Temos manter nossos empregos, pagar a escola das crianças, os livros da faculdade, tomar aquela cervejinha no final do dia - que ninguém é de ferro - e, é claro, viajar final de semana ou nas férias, para descansar um pouco da nossa vida agitada.

O tempo é curto. Não dá para fazer tudo. Minha vida é mais importante, não dá para querer resolver tudo!

Eu faço coleta seletiva em minha casa; planto árvores em um sítio de uma ONG ambiental sempre que posso; alterno ir trabalhar de carro e de bicicleta; tomo cuidado com meus gastos de água, energia e com consumo de produtos em geral, sempre atento ao que é realmente necessário.

Mas também sou humano. Quero meus prazeres; gosto de ir ao cinema (se bem que atualmente a quantidade de trabalho não tem permitido...), de roupas bonitas e ouvir música; um bom vinho, é claro, e livros, muitos livros - mesmo que não os consiga ler: sou um "livromaníaco", daqueles que sente orgasmos em bibliotecas antigas (alguém já foi na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro? É de cair o queixo...)

Ou seja: onde eu quero chegar com tudo isso?

Quero dizer que é minha responsabilidade que o mundo esteja desse jeito.  Existem diversas formas de participação,  e eu tenho que escolher a minha.  e ser eficiente em minha escolha. e acompanhar de perto os processos,  as propostas e os projetos de  resolução de problemas. 

Temos oficialmente três poderes no país: o executivo, o legislativo e o judiciário. Temos já um quarto poder informalmente estabelecido: o domínio da informação.

Mas temos um que permeia todos esses: o poder da ação pessoal.

E esse é o maior de todos, e exercê-lo só depende de mim.

(PS: E já estou atrasado: este post era para ter saído ontem...)

Aproveitando o gancho que a Luz deixou no post anterior, minha aposta também é nas crianças, e adolescente também, porque estão na fase de ir contra o sistema. Então, quando realizamos ações que visem a conscientizá-los  da importância de cuidar da natureza, a probabilidade de resultados é infinitamente mais eficiente do que se tentarmos educar os adultos (certo, Afonso?).

A conscientização sobre a necessidade de conservação e defesa do meio ambiente para presentes e futuras gerações é prevista na Lei 9.795/99, inciso VI do parágrafo 1º do art. 225 da Constituição Federal de 1988que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental: "promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente".

É possível, de forma criativa, mudar o comportamento dos pequenos estudantes e torná-los agentes de defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado e saudável. Projetos que explorem fatos do cotidiano dos aluno e que possam ser desenvolvidos contínua e profundamente ao longo do ano letivo, são eficientes porque permitem que o aluno perceba como ele pode interferir crítica e responsavelmente sobre sua realidade ambiental. A aprendizagem será mais efetiva se a atividade estiver adaptada às situações da vida real da cidade, ou do meio em que vivem aluno e professor.

As imagens ao lado mostram a realização de um projeto de conscientização sobre a responsabilidade de combate à dengue. Crianças, bem pequenas, participaram da confecção de cartazes e de máscaras dos "mosquitinhos' da dengue, usando material reciclado. Foram em todas as salas de aula do colégio e deram seu recado para os colegas. Certamente seus pais estarão cientes de que fazer a coisa certa depende deles, pois as crianças são bem pequenas e não têm o poder de decidir sobre a organização da casa e da familia. Mas o recado está dado, não acham?

Certamente não vamos, sozinhos, resolver os problemas do nosso planeta, mas podemos contribuir para que as próximas gerações, as dos nossos filhos e netos, encontrem uma Terra melhor. Nos próximos 50 anos, muitos de nós terão descendentes próximos ainda vivos, pois muitas das pessoas que nasceram hoje, ainda estarão vivas. Portanto, que cada um faça a sua parte e da melhor forma possível. Pelos nossos filhos e pelos filhos de nossos filhos.

Imagens: Alunos do Ensino Fundamental -Colégio SEPLER - RJ
Referências: Educação Ambiental Urbana - uma alternatiava de ensino nos grandes centros urbanos
Ambiente Brasil - Educação Ambiental
Depois que escrevi este post sobre minha resolução de fazer uma horta em casa, e o Rodrigo Barba reiterou o assunto aqui também, tomei coragem e dei o pontapé inicial no projeto de uma mini-horta na varanda de meu apartamento.

Comprei duas floreiras, como estas da foto, e alguns daqueles saquinhos com sementes de ervas e temperos. Já plantei cebolinha verde, salsa graúda portuguesa e coentro português. Plantei, também, na outra floreira, alface manteiga e espinafre Nova Zelândia. Será que vai dar certo? Bem, agora é só esperar entre 4 a 30 dias, para que as lindinhas comecem a germinar!

Pretendo plantar também, em um vaso para planta, sementes de tomate cereja. E, em outro vaso, sementes de maxixe.Assim que houver progressos,vou postando. Estou sem minha câmera no momento, mas logo assim que as plantinhas começarem a germinar, como estas da foto, farei um post com o desenvolvimento delas.

Dicas ótimas sobre as plantinhas
Mais dicas para fazer mini-horta
Fralda descartável é bom? Sem dúvida!

Fralda descartável é ruim? Sem dúvida!

Fralda de pano é bom? Sem dúvida!

Fralda de pano é ruim? Tenho minhas dúvidas. Aliás, não as tenho. Como pai que trocou, lavou e passou muitas fraldas de pano da filha, creio que falo sentado na experiência e não apenas no achismo, tão comum em algumas das mulheres de hoje. Dos homens sequer falo, pois boa parte sequer as descartáveis deve trocar.

O foco deste post não será a praticidade, o menor preço, ou sequer o mal que, comprovadamente, as fraldas descartáveis causam ao meio ambiente. O problema causado ao meio ambiente pelas fraldas descartaveis, por exemplo, é facilmente contornável a partir do momento em que a indústria se sentir pressionada, ou quando - e isso é o que importa no final das contas - a produção de fraldas descartáveis biodegradáveis tornar-se economicamente interessante para elas. Ponto. Não é a natureza que preocupa.

O que realmente preocupa é o como as pessoas se colocam diante de uma alternativa. Temos, aí, um problema muito mais sério do que se possa imaginar, pois diz respeito ao modo como as pessoas foram doutrinadas a viver. E a grande maioria sequer se dá conta de que foi doutrinada, tomando para si argumentos vendidos pela publicidade. E não falo da publicidade de produtos, mas da publicidade que vende "estilo de vida". Sim, pois por trás de cada produto, como se sabe, o que se vende é um "modo de ser", um "pertencer" a certa classe, um "colar na própria testa" uma etiqueta com os dizeres "sou moderno(a)" e, com isso, satisfazer um ego já enfraquecido pela falta de uma educação, que permita estabelecer valores próprios, e um ego necessitado de apoio social. Carência, essa, também vendida em abundância pela mídia...

Falta de tempo? Trocar uma fralda de pano gasta quase o mesmo tempo se a pessoa souber se organizar. Uma passadinha na descarga para tirar o grosso (n. 2) e molho. Depois o trabalho é das máquinas de lavar e secar. Passar é uma barbada. Sequer precisa deixar de ver a novela (é, tem gente que reclama da falta de tempo, mas passa muito tempo na frente da televisão sem fazer mais nada... como disse, o problema não está nas fraldas...).

Talvez um grande problema a ser enfrentado esteja nas creches. Mas até esse, com uma boa conversa, se resolve. O que não se resolve - ou é muito difícil de resolver - é a falta de consciência ambiental das pessoas.


A Ana Paula postou aqui e no blog dela sobre fraldas de pano. A Lucia Freitas também já postou sobre o assunto no blog da joaninha. É um assunto polêmico. Fui comentar lá no blog da Ana Paula, e resolvi trazer o comentário pra cá, na forma de post, para alimentar o debate.

 

Então, quando uma mãe fala em usar fraldas de pano nos filhos, a primeira reação é sempre essa: "Ai, que retrocesso, Deus me livre!" Mas eu sei que, depois que algo vira rotina, a gente passa a não achar tão complicado. Experiência própria.

 

Pra começar, eu acho essencial que a gente deixe de lado essa resistência a mudanças. Porque, se a gente não mudar, a verdade nua e crua é que a humanidade vai ficar sem condições de sobrevivência. É só ter bom senso para ver isso. Sério. Eu adoro um conforto, adoro consumir, adoro andar de carro e outros pecados mais. Adorava longos banhos bem quentinhos. Adorava não precisar ficar carregando sacola de feira pro mercado.

 

Hoje, o gesto de levar as minhas sacolas pra fazer compras e o de desligar o chuveiro pra tomar banho são naturais. Virou rotina. Não acho isso estranho como achava há um, dois anos. As metas pro próximo ano são usar produtos de limpeza cuja química não agrida o meio ambiente e andar menos de carro. E agora já sei que isso vai virar rotina também, aí posso definir novas metas.

 

No início, pode ser que a rotina da mamãe que optar pelas fraldas de pano fique meio confusa, mas ela vai descobrir um jeito de usar as fraldas de pano sem ficar maluca, eu tenho certeza disso. Pensem nisso: as nossas mães usaram fraldas de pano na gente! Alguém morreu por causa disso? E, olhem, as fraldas não eram práticas como as de hoje. Peçam dicas às mães e avós, aposto como elas têm truques ótimos para lavar fraldas sem enlouquecer.

 

Eu vejo as pessoas levantarem, basicamente, três tipos de problemas referentes às fraldas de pano: tempo, preço e gasto de água. Vamos lá.

 

1) Tempo. É preciso definir uma rotina (hahaha, quem lê até pensa que sou uma pessoa organizadíssima!). Qualquer coisa, depois que entra pra rotina, fica fácil. Eu, por exemplo, decidi, há uns quatro anos, que começaria a usar absorventes de pano (conheçam os aBIOsorventes aqui). Achei que tava me metendo na maior roubada, mas decidi que tinha que experimentar, afinal eu já tinha poluído o ambiente com meus absorventes nos ciclos anteriores e também com as fraldas descartáveis das meninas (eu disse que tenho meus pecados, eu sou normal, gente!). Putisgrila, lavar tudo... Mas, enfim, não é tão difícil. Pior realmente é nos 2 primeiros dias, em que o fluxo é mais forte e eu tenho cólicas. Mas deixo de molho num baldinho com tampa por um ou dois dias, depois passo para um molho com sabão em pó (e tô pesquisando sobre os ecológicos, pra não poluir sem necessidade) e bicarbonato de sódio (gente, descobri há pouquíssimo tempo que o bicarbonato é ótimo pra deixar roupas encardidas de molho: uma colher de sopa para um balde, experimentem!). Depois vai tudo pra máquina de lavar. Pronto, limpinhos pro próximo ciclo. Só não pode água sanitária, porque não é um produto bom pro ambiente nem pro pano, vai corroendo as roupas aos poucos. Quando a minha caçula fez o desfralde, o bicho pegou, porque ela fazia xixi e cocô na roupa direto. Solução? Não, eu não voltei a comprar fraldas descartáveis pra ela. Quando era xixi, ia direto de molho pra depois entrar na máquina de lavar. Quando era cocô, eu segurava a calcinha na privada e dava descarga. A calcinha já ficava sem o excesso de cocô, que ia embora (tchaaau, cocô!). Aí dava uma esfregada rápida, depois punha de molho pra ir pra máquina com o resto da roupa. Não é difícil. Mesmo. Depois, eu já estava mesmo com a consciência pra lá de pesada por ter usado fraldas descartáveis nas meninas.

 

2) Preço. Gente, eu não sou boa de matemática e tenho a maior preguiça de fazer contas, mas precisamos pôr isso na ponta do lápis! Façam as contas não referentes a um mês, mas ao período todo de uso das fraldas. As fraldas de pano representam um investimento inicial maior, mas depois você pára de comprar! É claro que sai mais barato. E é claro que uma unidade de um produto artesanal, de algodão, vai custar mais do que uma unidade de um produto industrializado. Mas imaginem quantas fraldas descartáveis uma fralda de pano substitui! O investimento tem retorno rápido. Essa questão é indiscutível. E, como eu disse, nunca fui boa de matemática.

 

3) Gasto de água. Não tenho dados concretos, mas tenho bom senso. Qualquer processo industrializado representa um gasto de água enorme. Tenho certeza de que uma fábrica de fraldas descartáveis gasta muito mais água do que a lavagem das fraldas de pano em casa, mesmo somando a água gasta na hora de dar aquela descarga básica, a água gasta pra dar uma esfregada rápida na fralda, a água gasta pra deixar de molho e a água gasta no ciclo de lavagem da máquina.

 

E, olha, numa boa: precisamos mudar nossa mentalidade! Vivemos num mundo descartável, e essa é uma situação insustentável. Em poucos anos, nós poluímos muito mais do que várias gerações de antepassados juntas. Se queremos manter um certo grau de conforto em nossas vidas, se queremos que nossos filhos e netos vivam bem, precisamos parar de pensar em soluções fáceis e imediatistas. Esqueçam esse conceito de "jogar fora", como diz o pessoal lá do Akatu. Isso não existe! Nós estamos "jogando dentro", porque o lixo está todo aqui, dentro desse nosso mundinho com espaço limitado. Só porque vai lá pro aterro sanitário e a gente não vê, não quer dizer que sumiu. Pensem nisso com carinho.

Uma idéia, que está se tornando cada vez mais difundida, é o uso de sacolas ecologicamente corretas como instrumento de propaganda de empresas e projetos. Sempre acreditei que qualquer forma de proteger o ambiente é válida: há os que o fazem por consciência; outros, por interesse em algum retorno que lhes seja favorável. Seja qual for o caso, o simples fato de trocar o descartável pelo reutilizável é de extrema importância na luta para diminuir o impacto das sacolas de plástico no meio ambiente.

Seguindo esta linha de pensamento, a Ânima Verde está produzindo belíssimas sacolas que dão visibilidade às marcas que traz em suas estampas e difunde a filosofia de empresa preocupada com a preservação do meio ambiente , além de estimular o consumidor a uma atitude efetiva de consumo consciente. Estampando frases, imagens da flora e fauna ou conceitos como: "eu sou verde"; "consumo consciente", a sacola reutilizável suporta até 30 kg de peso e dura cerca de 3 anos.

Empresas como a Disney, Coca-Cola, Peugeot, Heineken, LG e outros, utilizam as sacolas reutilizáveis, com impressão personalizada, como estratégia de propaganda de sua marca 'ecologicamente correta' e de seu comprometimento com a preservação ao meio ambiente e de sua responsabilidade sócio-ambiental. Segundo a Ânima Verde, 'a intenção não é ganhar dinheiro com a sua venda, mas fazer mídia espontânea e gratuita.' Mas esta é outra discussão à parte. Aliás, o Jorge Henrique, de 'O escriba', já escreveu sobre esta questão de 'maquiagem verde' das empresas.

Indo mais além, qualquer pessoa pode fazer sua própria sacola reutilizável, com sua marca pessoal, com seus conceitos sobre consumo consciente, com seu projeto, ou até mesmo como propaganda do que achar conveniente. Esta idéia de usar a sacola como porta-voz de nossos projetos e conceitos é muito interessante. Pensei em fazer uma com a estampa de meu blog, por exemplo, hehe. Aliás, a querida Luz Fernándes me enviou a sua sacola Carbono Zero , lindíssima, e que divulga seu projeto ambiental. Nós, da Rede Ecoblogs, já temos nossa sacola também! Belíssima, por sinal. (Foto da Sacola da Rede ECoblogs)

Então, façamos nossas sacolas de venda, promocional, de marketing, de praia, de supermercado, de viagens, de decoração, de feiras, de convenções, de embalagem, enfim, do que quisermos, desde que, conscientemente ou não, a tornemos uma alternativa para as terríveis sacolas de plástico que duram algumas horas de uso e levam 500 anos destruindo o planeta. Por amor ao Planeta ou por interesse pessoal, não importa: faça a sua parte!

Fotos: Sacolas Ânima Verde e Sacola Ecoblogs

Há quem diga que fraldas de pano é coisa do passado. Eu mesma as usei quando bebê, e, antes de ser mãe, a idéia que eu tinha das tais fraldas era o trabalho incansável da minha mãe, lavando dezenas de fraldas de xixi e cocô e aquele varal cheio de fraldas brancas. Naquela época, e no meu caso, o motivo era alergia à fralda descartável, que se mostrou a grande amiga das mães desde meados do século XX.

Acontece que essa "grande amiga" tem trazido consequências muito sérias para o meio ambiente. Pesquisas mostram que uma criança usa, em média, mais de cinco mil fraldas descartáveis nos primeiros dois anos de vida. Pra isso, são derrubadas 5 árvores por criança. Multiplique pelas milhares de crianças que usam fraldas descartáveis e você vai ter um número alarmante de desmatamento. Somado a isso, a fralda descartável leva quase 500 anos para de decompor.

Se o apelo ambiental não é suficiente, com certeza o econômico pode ajudá-lo a ponderar sobre a questão. Uma família gasta entre 3 e 4 mil reais em fraldas descartáveis, para cada filho, nos primeiros 2 anos de vida. E aí, já te convenci?

Grávida do meu segundo filho (ou filha, ainda não sei), estou pesquisando sobre o uso de fraldas de pano. As de hoje são muito mais fáceis de usar do que aquelas que a minha mãe usou comigo. Não precisa mais de alfinete, nem curso de origami pra aprender a fazer a dobra da fralda.

Existem vários modelos de fralda, que são fáceis de serem lavadas e duram muitos anos, podendo ser usadas por mais de uma criança da família. No Reino Unido, o uso dessas fraldas quadruplicou nos últimos anos, devido a famílias preocupadas em diminuir seu impacto no meio ambiente.

No Brasil, o site Baby Slings vende as fraldas de pano. Vale a pena dar uma passada no blog do site pra ver os depoimentos das mães que estão optando por uma escolha mais consciente na criação dos seus filhos.

Parte um: qual o tipo de representação que queremos?

É bastante difícil resumir em poucas palavras todas as impressões deste grande encontro. Podemos dividir em três momentos: a aprovação do regimento; os grupos de trabalhos e a plenária final. O regimento é o conjunto de regras da conferência, elaborado pela comissão organizadora e que deve ser referendado em plenária. 

O primeiro conflito: aceitar ou rejeitar os critérios de aprovação de moções, da revisão das propostas, da participação e da aprovação do texto final.  Para isso, o texto é lido item por item, e discutido com toda a plenária. É um processo lento, cansativo, que demanda horas e paciência de todos os presentes - Delegados eleitos nos processos municipais e estaduais.

Com tanta diversidade, é claro que é um procedimento sujeito a problemas...  

Um exemplo: uns dos itens mais polêmicos foi o fator quórum mínimo - sempre presente no processo democrático.

O regimento apresentava como proposta de quórum mínimo 50% mais um dos inscritos na conferência. Devido ao processo extenso, nem todos conseguem permanecer até o final; o que acontece: nos momentos decisivos, apenas poucos estão presentes.

O que fazer? Por um lado, realmente não é representativo que, de 1200 delegados, menos de 50 decida pelos rumos da conferência. Por outro lado, se apenas essas poucas pessoas estão interessadas no processo, por que as outras 1000 vieram? Devemos invalidar o processo? Claro que o processo fica prejudicado, mas ele acaba sendo levado adiante, seguindo o preceito de que a "plenária é soberana".

A legitimidade é o fator mais importante a ser analisado em uma conferência. É ele que vai dizer se tudo o que está sendo feito ali deve ser levado em consideração ou não. Mesmo sendo aclamado como uns dos principais exemplos de democracia participativa, ainda são representantes eleitos em suas comunidades que participam do processo. Como não há um fator eqüitativo desse processo, cada comunidade escolhe em si os critérios de representação. Alguns parâmetros já são universalizados - como as categorias de representação: gênero, tipo de organização, unidade federativa, bacia hidrográfica; movimentos representativos - mas os procedimentos locais são independentes.

Deste modo, como podemos garantir a qualidade da representação?   

Como veremos mais adiante, esse é um dos grandes problemas e ao mesmo tempo a principal qualidade desse tipo de processo democrático...

 

Parte dois: a maravilhosa essência do processo

São cerca de mil pessoas, de todos os estados da União, eleitas democraticamente em seus municípios como representantes da sociedade civil organizada, do poder público e do setor empresarial local para decidir os caminhos da política pública de mitigação e adaptação das ações do ser humano às mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global.

Mais de 500 propostas tiradas dos estados são debatidas nos grupos de trabalho para a produção do texto a ser aprovado na plenária final. A partir daí, o processo continua com a apresentação das propostas ao governo federal, que deverá levar em consideração para a elaboração do Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

Povos indígenas, representante de quilombos, povos caiçaras, caipiras e sertanejos de todo país; homens e mulheres de todas as cores, etnias, movimentos e ideologias imagináveis; estudantes, sindicalistas, donas de casa, lavradores, pequenos empresários, líderes comunitários, políticos e intelectuais - todos se identificando apenas como ambientalistas - deste país participando da elaboração dos caminhos ambientais do Brasil.

A sensação de poder popular exala de todas as conversas nos almoços, nos transportes, nos bares como uma ilha espaço-temporal dentro do gigantesco poder político e econômico dominante na capital da nação. A não ser por raríssimas exceções, o consenso domina todas as discussões; as votações são, em sua maioria, por aclamação; não há realmente nenhuma crítica formal ao processo; Todos estão interessados na construção coletiva e participam nesta direção.

Para compreendermos a relevância desse processo, Destaco aqui um trecho de uma nota publicada na Folha online de ontem - 10/05/2008:

 

"Brasil atrasa plano contra aquecimento global

AFRA BALAZINA
Enviada especial da Folha de S.Paulo a Brasília

O Plano Nacional de Mudanças Climáticas, aguardado para meados deste ano, só deve ser concluído em novembro. A afirmação é da secretária nacional de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Thelma Krug. O atraso contraria determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O decreto 6.263, de novembro de 2007, estabeleceu que a versão preliminar do plano deveria estar pronta até o último dia 30, o que não ocorreu.

O plano vem sendo prometido desde setembro de 2007, quando Lula anunciou nas Nações Unidas que o país o adotaria. Porém, de concreto até agora só se sabe que ele terá quatro eixos: adaptação, mitigação, pesquisa e desenvolvimento e divulgação e capacitação.

Uma de suas maiores novidades, a idéia de usar dinheiro do Fundo de Compensação do Petróleo em ações de mitigação e pesquisa, está em discussão no Executivo, mas também não tem data para ser enviada ao Congresso. Krug diz que a mudança na lei não deve ocorrer antes da conclusão do plano.

Segundo ela, para que o plano seja de fato nacional --e não federal, fruto de decisões apenas dos ministérios-- é necessário abrir espaço para a participação regional, de Estados e municípios. Com isso, o processo é mais demorado.

"Um plano federal você pode construir através dos ministérios. E é claro que vai ter essa visão no plano. Mas, para torná-lo nacional, é preciso trazer essas regionalidades", diz ela."

Atraso perfeitamente justificado - ponto para o governo.

O ambiente - e o meio ambiente também - é tomado por uma maravilhosa e impressionante sensação: a vitória da Democracia Participativa.    

 

Parte três: a lógica da desordem

O saudoso Milton Santos marcou os estudos do desenvolvimento urbano identificando de forma exemplar a dinâmica social dos agrupamentos urbanos, usando como objeto de estudo a cidade de São Paulo. Arrisco aqui cometer certos erros teóricos, mas gostaria de usar este exemplo para ilustrar o desenvolvimento da plenária final, o ponto alto de todo encontro.

Assim como é impossível controlar todos os processos de urbanização de uma cidade, devido à dinâmica social extremamente mutável, do mesmo modo não é possível controlar todos os processos de debate em torno da formulação de políticas públicas. Por quê? Porque o ser humano é uma curiosa invenção em desenvolvimento!

Muitos consideram esse processo de conferência uma farsa: um encontro de ignorantes aparelhados por entidades vinculadas a interesses políticos específicos. Há suspeitas de irregularidades de todos os tipos: pessoas que participam no lugar de outras; preferencialismo; mau uso do dinheiro público; falsificação de assinaturas em atas e moções. O regimento possui brechas que permitem desrespeitá-lo à todo momento; muitas decisões são resolvidas no grito, e debates quase se transformam em agressões físicas; a maioria dos delegados passam mais tempo passeando e se divertindo que participando das discussões - atitude até certo ponto justificada pelo fato de as discussões se tornarem verdadeiros martírios mentais intermináveis (imagina corrigir de um texto de 500 páginas junto com outras dezenas de pessoas? Até parece feito de propósito para afastar as pessoas); complementando esse fato, no final umas poucas pessoas se legitimam a decidir por todos os ausentes - claro que ignorando o quórum mínimo. Desde as conferências locais esses problemas se repetiram, assim como se repetem na esfera da democracia representativa - quando elegemos vereadores, deputados, prefeitos, governadores e presidentes.

Alguns são problemas graves; outros nem tanto. Não tenho a intenção, de forma alguma, fazer denúncias ou desqualificar o processo, até porque, mesmo que quisesse, não teria poder para tal; mas é importante fazer uma avaliação sincera do processo para se entender a origem dos problemas e se buscar a solução. Na política infelizmente não temos processos perfeitos, assim como em todas as esferas - das sociais às pessoais - está presente a corrupção. E isso inclui a todos. O diferencial está na capacidade de reconhecermos nossas falhas pessoais e sociais em busca do melhoramento constante. É assim que o ser humano evolui em sociedade - ou pelos menos poderia ser assim. Isso, por si só, já justifica e qualifica positivamente todo o processo.

A Conferência Nacional é o ponto alto do processo de conferências, que começou nas discussões locais em cada município (em alguns casos em cada bairro). A plenária final é o clímax do encontro, onde todas as qualidades positivas e negativas se tornam evidentes - como não poderia deixar de ser.

É verdade: A plenária é realmente soberana.

Para todos os participantes, são três dias de extremo cansaço, mas de uma satisfação extasiante - a relação íntima com o processo democrático. Qualquer semelhança com qualquer é mera coincidência.     



We Are What We Do é uma ONG inglesa, mas já se espalhou por outros países. Começou como um projeto de caridade e se transformou num movimento que busca inspirar as pessoas a usar seus pequenos hábitos diários para mudar o mundo.

Eu particularmente, compartilho da filosofia deles que acredita em pequenas ações que mudam não apenas o cotidiano de cada um, mas também o meio-ambiente, o bem-estar e a comunidade. Se o sistema político e econômico em que vivemos só nos decepciona, cabe a cada um buscar ser a "mudança" e contagiar todos.

Atos simples que fazem bem pra você e de quebra ajudam os outros e o planeta como escrever para um blog e espalhar a idéia, dividir um banho, ver menos TV... Algumas podem até soar meio piegas como "querer ser mais, do que ter mais", lembrar os nomes das pessoas e não ser um "assassino de idéias", mas se você parar para pensar: preocupar-se com o mundo é preocupar-se com os outros, querer que todos estejam bem num futuro não muito distante.

Pois como o nome do movimento diz, "nós somos o que fazemos" e o que adianta você ser o campeão da coleta seletiva se é um grosseiro no trânsito ou desrespeita os mais velhos?


Veja a lista completa aqui (em inglês).

Andando pelas ruas de Belém e vi a cena que é comum em muitas cidades: um jovem fumante, carona, acendeu seu último cigarro (do maço) e, com o braço do lado de fora do carro, lentamente começou a amassar a embalagem vazia até que a mesma se tranformou em uma bola de papel. Então deixou-a cair lenta e disfarçadamente de sua mão, como se esperasse que o gesto passasse despercebido por todos.
Tive vontade de sair do carro e ir lá interpelá-lo. Ou oferecer um saco de plático para colocar o lixo dentro. Mas, depois refleti que não era prudente.
As pessoas acreditam que a rua é de ninguém; assim ninguém precisa cuidar delas. A não ser os garis que são pagos para isso. E, assim não percebe que haverá necessidade de gastar mais verbas na contratação de pessoal e menos para escolas e saúde, principalmente.

Ele deve agir da mesma forma na sua casa, largando o lixo em qualquer lugar, porque terá uma empregada para arrumar sua bagunça. E se não tivesse ninguém para fazer isso? Sua morada iria se tranformar num chiqueiro (com o perdão da comparação aos porcos). E os visitantes iriam se enojar com o estado dela (se ele tivesse a coragem de convidar alguém para ir lá).
Será que o jovem aceitaria que alguém chegasse em sua casa e deixasse o lixo espalhado em sua sala ou em seu quarto, sem reclamar?

Acredito que a ação deveria fazer parte da educação ambiental.

Não adianta somente proibir ou multar os madeireiros pela devastação das florestas; tem que obrigá-los a plantar as árvores tiradas.

E quem transforma os rios em uma enorme lixeira pública deveria ser penalizado a coletar, nas praias, os restos jogados ao léu.

Os mineradores que já deixaram os buracos e modificaram a paisagem deveriam ser obrigados a repor o ambiente original.

Assim como quem joga o lixo na rua deveria ser obrigado a coletar, durante determinados dias, a sujeira produzida, mesmo que não fosse a dele.

Restaurantes, fábricas de sorvetes, produtores de out-door, supermercados, lojas e muitos outros segmentos empresariais deveriam passar, eventualmente, por um ciclo de educação ambiental de seus colaboradores e funcionários para , no mínimo, promover a diminuição da poluição ambiental.

Mas acredito que a pena maior deveria recair sobre o gestor municipal que não providenciar a arborização natural de, pelo menos, uma extensa e concorrida avenida durante seu mandato. Ou construir um parque municipal durante seu mandato.

Mas, quando isso já aconteceu por aqui, apesar das constantes e flagrantes ocorrências?


Laurie Cook quer lutar pelo direito de
utilizar um varal no seu jardim

A dona-de-casa Laurie Cook está (imaginem!) violando a lei ao pendurar sua roupa para secar em um varal no quintal de sua casa, em um subúrbio elegante na província de Ontário, que proíbe varais ao ar livre.

Leis que promovem a suspensão da proibição aos varais estão em debate em Connecticut, Vermont e Colorado. Motivados por preocupações ambientais e pela disparada nos custos da energia, consumidores estão reavaliando seus hábitos de secagem. O grupo de varejo britânico ASDA informou que, nos primeiros quatro meses de 2007, as vendas de varais subiram em 150% e as de pregadores de roupa em mais de 1.000%. A Hills Industries, da Austrália, cujo produto central são varais de secagem múltipla, reportou que a receita de sua divisão de produtos domésticos subiu em 15% em 2007.

As secadoras elétricas são aparelhos que mais consomem energia no domicílio: superam o consumo do refrigerador e respondem por 6% do consumo total da casa, ainda que sejam usadas apenas de forma intermitente. O varal é uma alternativa simples, barata e sem emissões de carbono. As emissões domésticas respondem por um quarto do total de emissões em países desenvolvidos, e, cerca de um terço da redução de emissões no setor doméstico vem de mudanças de hábitos, de acordo com o Instituto de Mudança Ambiental da Universidade de Oxford.

Ontário, onde Laurie Cook mora, é um dos lugares que estão considerando revogar as proibições a varais, que se tornaram comuns na América do Norte e em partes da Europa. O governo colocará o projeto de lei em debate e o submeterá a votação em breve. "Não estou preocupada com as queixas", ela disse. "Hoje em dia, as pessoas que precisam se esconder não são as que penduram roupas no quintal para secar, mas aquelas que se opõem a essa idéia".

Fonte: New York Time

Em 2007, o Faça a sua Parte lançou, como tema da blogagem coletiva do Dia da Terra, uma proposta: cada um deveria definir metas para fazer algo de concreto pela Terra ao longo do ano. Mudar hábitos. Eu atrasei um bocado o meu texto, mas publiquei, lá no Futuro do Presente. E, gente, eu consegui. Há um ano, eu achava as metas difíceis. Mas, conforme você vai se esforçando para implementá-las, elas viram rotina. Hoje, olho para o lado e não entendo por que as pessoas acham tão difícil mudar hábitos. É muito fácil desligar o chuveiro na hora do banho, até no inverno! E o jantar vegetariano já acontece quase todos os dias. E, pronto, resolvi que, embora não seja esta a proposta para 2008, vou continuar com o esquema de metas.

 

Portanto, ao longo do próximo ano, minhas metas são:

 

Andar menos de carro

 

Carros poluem. Pra caramba. O ar que eu respiro. O ar que as minhas filhas respiram. Moro numa cidade que não foi feita para pedestres ou ciclistas. Espero que isso mude, que o futuro seja mais limpo. Enquanto não muda, abrir mão de vez do carro não é uma opção. Mas pensar em esquemas de carona para levar as crianças para escola, por exemplo, pode ajudar. É pouco? Pode ser. Mas devagar se vai ao longe.

 

Muitos acreditavam - alguns ainda acreditam - que a solução estivesse nos biocombustíveis. Bem, hoje já sabemos que não é bem assim. Se, saindo lá pelo escapamento, a fumacinha é menos poluente, o processo de produção é controverso. Gera desmatamento, compete com o cultivo de alimentos. Leia mais sobre o assunto.

 

Limpeza ecológica

 

Já tenho procurado usar produtos ecológicos para lavar roupa. Mas a limpeza da casa ainda deixa a desejar - e, muitas vezes, até a da roupa, por falta de conhecimento e experiência com produtos naturais que dêem conta do recado de lavar roupinhas encardidíssimas das filhotas. A nossa Denise Rangel é craque no assunto. É claro que vou pedir a ajuda dela. :-)

 

E, além de não poluir o meio ambiente, os produtos naturais, quem diria, são melhores para a saúde. Sim, a química dos produtos industrializados tradicionais é uma coisa de louco. Este artigo da revista Mothering (em inglês, fala dos produtos químicos a que ficamos expostos quando usamos os produtos convencionais. O Dr. Mercola também fala sobre o assunto, mais uma vez em inglês.

 

Hora dessas eu desenvolvo esse assunto, em português.

 

Feliz Dia da Terra!

O livro Apocalipse Motorizado - A Tirania do Automóvel em um Mundo Poluído pode ser baixado gratuitamente no site da editora Conrad até o dia 30 de abril.

O livro traz uma coletânea de textos que discutem a dependência que nossa sociedade tem com os carros e os efeitos colaterais disso - poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social. Num dos capítulos, são propostas ações práticas para diminuir essa dependência - andar mais a pé e de bicicleta, usar transporte público, fazer passeios mais próximos de casa, e por aí vai.

O livro é ilustrado pelo cartunista americano Andy Singer, autor do livro CARtoons.

Uma proposta que não lembro se está no livro mas que é levada a cabo todos os anos pelo grupo Rebar, formado em 2004 por um grupo de ativistas, designers e artistas, é o de ocupar vagas de estacionamento nas ruas. O Rebar tenta mostrar às pessoas que não devemos simplesmente aceitar passivamente nossa vida cotidiana e suas relações sociais aparentemente auto-evidentes.

Como funciona essa ocupação? Veja o vídeo.

A iniciativa, batizada de Park(ing) Day, acontece todos os anos em São Francisco (EUA) e em outras cidades do mundo. Este ano será no dia 19 de setembro. No ano passado, Rio, São Paulo e Belo Horizonte participaram, além de outras 47 cidades de todo o mundo. A missão dessa divertida ação é repensar a forma como as ruas são usadas, chamar a atenção para a necessidade de parques urbanos e melhorar a qualidade do habitat urbano humano.

Quer saber como fazer um desses mini-parques urbanos? Clique aqui então!
Das tantas definições que o Dicionário Houaiss dá para a palavra consciência, duas nos importam:

1. "conjunto de idéias, atitudes, crenças de um grupo de indivíduos, relativamente ao que têm em comum ou ao mundo que os cerca"

2. "entendimento acerca de ou interesse por determinado tema ou idéia, esp. por problemas sociais e políticos"

Para a segunda, Houaiss utiliza o seguinte exemplo: " <a população está tomando c. da necessidade de defender o meio ambiente>"

E leio a 1ª edição, de 2001. Veja-se que a preocupação com o meio ambiente já foi dicionarizada há um bom tempo.

Isso é o Faça a sua parte: um grupo de indivíduos com um conjunto comum de crenças. idéias e atitudes em relação ao mundo que nos cerca, em especial o entendimento com relação às questões do meio ambiente.

E entendemos mais: entendemos que dentre os diversos papéis que podemos exercer como cidadãos, um deles é o de procurar "ativar" a consciência das pessoas para os problemas do meio ambiente.

Filosofia? Pode ser! Muda o mundo? Pode ser, depende apenas das pessoas entenderem que tudo começa com um pensamento, uma idéia, uma filosofia. A história nos mostra que grandes foram os homens (gênero) que pensaram e grandes foram os homens que fizeram. Maiores ainda, no entanto, foram os homens que pensaram e transformaram suas idéias em ação. E aqui, sem juízo de valor quanto ao fato de que algumas idéias tenham se transformado em más ações.

O importante é que tudo começa com a "tomada de consciência". E ter consciência é algo que dói. Sábado, por exemplo, não pude apagar todas as luzes da casa (a lâmpada de cabeceira permaneceu acesa) e tão pouco a televisão. O apagar das luzes aconteceu justamente no horário dos dois programas prediletos da minha filha de dois anos, a Condessa: "Os Backyardigans" e "Piggle Winks" (confesso: são também os meus prediletos). Tudo o mais foi desligado.

Resultado: uma hora de dor e uma hora de prazer. Dor pela dúvida da consciência; prazer por ter aproveitado essa hora para ficar com a minha filha, em vez de ficar aqui, no computador, escrevendo e gastando "luz". Dor porque durante uma hora um pensamento não saiu da consciência: fiz a minha parte? Ou sera que apenas escrevo filosofia? Terei conseguido ser um homem que pensa e faz? Ou apenas "faço de conta"?

O que aconteceu comigo, é o que gostaríamos que acontecesse com todos: a dor. A dor do pensar, a dor da conciência. Mas também o prazer; o prazer de descobrir que há vida além do consumo, do exagerado conforto, do pensar somente em si.

U'a mobilização tomará conta do planeta hoje: a "Earth Hour". Cidades de 35 países, incluindo o Brasil, e cidadãos do mundo todo apagarão as luzes e eletrodomésticos das 20h às 21h.

Reproduzo notícia do Yahoo!:

"Sydney (Austrália), 28 mar (EFE).- Cidades de 35 países de todo o mundo, incluindo o Brasil, se inscreveram até o momento para participar da "Earth Hour", uma iniciativa contra a mudança climática lançada pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) na Austrália.


Além do Brasil, a lista do WWF inclui Espanha, Argentina, Bolívia, México, Uruguai e Venezuela, entre vários outros países.

A "Earth Hour" consiste em apagar neste sábado, das 20h às 21h, luzes e eletrodomésticos por uma hora.

"A mobilização se transformou em um acontecimento mundial muito maior do que poderíamos imaginar", disse hoje o porta-voz da organização, Andy Ridley.

"Já são quase 400 cidades, 18.876 empresas e 257.165 cidadãos que se registraram na página do evento, mas sabemos, pela experiência do ano passado, que muitas pessoas apagam as luzes sem se inscrever", disse Ridley.

Em 2007, a "Earth Hour" aconteceu somente em Sydney e reuniu mais de 2 milhões de pessoas, segundo uma pesquisa, além de 2.100 empresas, cinemas, teatros, restaurantes, bares, discotecas, clubes esportivos, escolas e igrejas.

Os organizadores acreditam que a edição deste ano vai superar os 30 milhões de pessoas na Austrália, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Filipinas, Israel, Irlanda e Tailândia, entre outros.

É "surpreendente como alguns países, nos quais não há nem representação do WWF, também estão preparando atos espetaculares", expressou Ridley. EFE mg/mh"


E você? Apagará as luzes nessa hora? Parece fácil? Pois não é! Devo admitir que mesmo na minha casa não será fácil descobrir o que fazer, no escuro, com uma criança pequena, justo no horário em que ela está acostumada a tomar banho.

Mas é justamente esse o desafio proposto: mais do que um simples apagar luzes, significa o desafio de repensar nossas opções de vida. Quem sabe aproveitamos essa hora (mesmo que de luz acesa) para pensar em como viveríamos, hoje em dia, sem energia elétrica? Quem sabe aproveitamos para dar a devida dimensão para algo que basta "apertar o interruptor" e ela vem?

Um dos primeiros (e grande) problemas que perceberemos com as mudanças climáticas que estão ocorrendo, é uma mudança no regime das chuvas. Ora, a energia elétrica vem da chuva, não é mesmo? Usar racionalmente a energia elétrica significa aprender a conviver com a sua possível falta. Mas a coisa toda não deve parar por aí: a "Earth Hour" deve servir para que todos os dias façamos a nossa "Earth Hour", o quem sabe alguns "Earth Minute", desligando o "stand by" da televisão, do som, a tela do computador quando não estivermos por perto, etc.

Se a natureza agradecerá, imagina o seu bolso no final do mês. FAÇA A SUA PARTE!
Uma dica que estava na primeira página do iG e que me chamou a atenção: no blog do Dr. Chicletinho, um post sobre uma casa toda feita em papel reciclado, construída numa praça em Londres e que será itinerante, para incentivar as pessoas a reciclar. As fotos do interior da casa de jornal são uma graça. Adorei!


Minha Princesinha adora batatas fritas, nugets, pastéis e todas aquelas porcarias que as mães teimam em servir a seus filhos. E todo aquele óleo, que iria contaminar o meio ambiente, vira sabão, deixando, assim, de poluir as águas e a atmosfera e contribuir para diminuir o aquecimento global.

Segundo o professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alexandre D'Avignon, "a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera, um dos principais gases causadores do efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra. O óleo de cozinha que vai para o ralo da pia chega ao oceano pelas redes de esgoto. Em contato com água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano."

Minha filha fez a experiência, filtrando o óleo de cozinha usado e misturando-o, aquecido, à soda cáustica, aromatizante e água. A soda é tóxica, e foi preciso usar luvas para evitar queimaduras na pele e tomar cuidado com as vias respiratórias. Depois de pronto, o sabão ficou assim, em potes. Mas, se preferir, pode ser feito em um tabuleiro para ser cortado em barras.

Ele é um sabão biodegradável, que se decompõe por bactérias depois de usado. É ecológico porque evita que o óleo chegue aos rios e cause degradação da água e impermeabilização do solo.

A receitinha:

  1. Peneire o óleo para retirar os resíduos e impurezas;
  2. Aqueça o óleo sem deixar ferver;
  3. Use luvas e adicione soda cáustica (350ml para cada litro de óleo);
  4. Para dar perfume ao sabão, adicione 1ml de aromatizante ou amaciante.
  5. Coloque 400ml  de água morna (para cada litro de óleo).
  6. Mexa lentamente durante 20minutos;
  7. Deixe descansar por um dia se for cortar em barras;
  8. Após uma semana o sabão está pronto para ser usado.

Fonte: Ambiente em foco
imagens: sabão feito em casa por minha filha

Depois que a designer inglesa Anya Hindmarch lançou a sacola "i'm not a plastic bag" (eu não sou uma sacola de plástico), muita gente aderiu ao hábito , simplesmente para estar em dia com a moda. Muitas empresas perceberam que estas bolsas estão virando moda e passaram a produzir, também, suas sacolas. É óbvio que há uma expectativa comercial ao explorar o tema ecológico. É inegável que vender produtos que não agridam o ambiente é uma atitude muito importante para a natureza, além de funcionar como propaganda para a empresa.

Esta é a crítica de muitas pessoas à atitude dos lançadores das sacolas: que visam apenas ao lucro e nós, ingenuamente, acreditamos que o objetivo de tais empresas é mostrar sua responsabilidade ecológica. Acredito que, independentemente de quais forem os objetivos das empresas, o importante é que, já que querem ganhar dinheiro, pelo menos ofereçam alternativas de produtos que não agridam o meio ambiente.

Mesmo com o crescimento da consciência ecológica, muitos ainda não assimilaram que pequenas mudanças no seu dia-a-dia são imprescindíveis para beneficiar o meio-ambiente. Alguns supermercados já usam estratégias para convencer a população a levar sua própria sacola e reduzir o uso do produto. Há lojas que vendem as sacolas alternativas para os clientes colocarem as compras, mas continuam oferecendo as sacolinhas de plástico. Obviamente, poucos compram uma sacola alternativa, se podem levar as que são grátis, e sem limite de quantidade.

Em Olinda, no Recife, já há supermercados que oferecem caixas de papelão aos clientes, em vez de sacolas plásticas. De acordo com a gerência de um dos estabelecimentos, para disponibilizar as sacolas aos clientes, o supermercado teria de gastar R$ 30 mil por mês, mas, reaproveitando as caixas de papelão, não gasta nada.

Em uma locadora do Centro do Recife, os clientes só levam os filmes para casa em saquinhos de TNT. A novidade por lá, também já está chegando às lojas dos shoppings. Há lojas em que o modelo antigo, de plástico, está sendo substituído aos poucos por bolsas feitas de juta. "A principio é uma promoção da loja, mas a longo prazo, a idéia é substituir todas as sacolas de plástico por bolsas de juta", informa Thiago Cavalcanti, gerente de uma das lojas.

Todos sabemos que o problema de desperdício de sacos plásticos é muito grave. Embora algumas pessoas aleguem que usam as sacolas para colocar o lixo, muitas têm o péssimo hábito de jogá-las nas ruas e nas praias. Talvez, se a cobrança das sacolas nos supermercados fosse obrigatória, as pessoas passariam a vê-las como um artigo valioso e não as desperdiçariam. Seria interessante se as lojas e os mercados oferecessem sacolas de outros materiais como brinde, de modo a estimular os clientes a trazê-las nas próximas compras.

Se não queremos dar lucro ou fazer propaganda para as empresas que vendem as sacolas alternativas, então, façamos nossa própria sacola. Eu tenho duas: uma de lona e outra de plástico. Há os modelos de linha ou de pano, dobráveis, que cabem em qualquer bolsa. Já se tornou um hábito, para mim, colocar meus produtos diretamente dentro da bolsa (uso as grandes), recusando as embalagens plásticas, quando vou à farmácia ou ao armarinho.

Não podemos, não devemos, absolutamente, nos negarmos a adquirir o hábito de carregar a própria sacola de lona, tricô ou pano às compras . Esta é uma atitude altamente ecológica de amor à natureza. Afinal, quem lucra com as sacolas alternativas? Quem leva o lucro maior, com certeza, é o Planeta.

imagens reproduzidas do Google

Texto de Pat Feldman, do blog Crianças na Cozinha

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Sim, uma alimentação saudável é com certeza uma alimentação "ecológica", que faz bem para o meio ambiente e para a saúde do nosso planeta.

A base de uma alimentação saudável se compõe de alimentos livres de agrotóxicos, cultivados em solos ricos em minerais e carnes de animais criados soltos, pastando, como sempre foi na natureza. Plantações tendem a cansar o solo. Plantações "regadas" a agrotóxicos esgotam o solo e tudo à sua volta. Animais criados em regime de confinamento estão condenados à falta de saúde absoluta, além de contribuírem para o desequilíbrio no meio ambiente.

O caminho para a saúde inclui a busca por esse tipo de alimento, a exigência por condições mais humanas para a criação de animais, plantações sem agrotóxicos em propriedades auto-sustentáveis - as fazendas orgânicas costumam funcionar dessa forma. O preço pode ser um pouco maior do que os alimentos produzidos com a ajuda de tantos aditivos químicos e sofrimentos, mas com certeza esse valor é muito menos do que o necessário para nos curarmos de doenças e menos ainda do que o necessário para depois tentar consertar o enorme estrago no mundo e na natureza. O fazendeiro que se preocupa com o meio ambiente, e não só com lucros cada vez maiores, merece a recompensa!

Podemos fazer a nossa parte no negócio não só buscando os orgânicos, mas também buscando muito mais os produtos artesanais, caseiros e evitando, desprezando os produtos altamente industrializados, que não fazem bem à nossa saúde e muito menos ao meio ambiente. Temos que deixar de lado o preconceito de que um alimento artesanal pode fazer mal para a saúde ou estar contaminado. Procurando um pouco, você sempre encontrará um fornecedor de confiança!

O processamento mínimo, que mantém integralmente o valor nutritivo dos alimentos, é algo que pode ser feito na própria fazenda produtora - do leite se faz o iogurte, se obtém queijos, creme de leite e manteiga. Dos grãos se obtém farinhas moídas na hora, extremamente frescas e nada oxidadas, além de integrais - completas em todos os sentidos. Com diversos legumes e verduras o fazendeiro pode artesanalmente preparar as mais variadas e saborosas conservas e caldos. Com carnes - aquelas carnes do gado feliz - o nosso fazendeiro ecológico prepara salsichas, embutidos, carnes secas e defumadas - sem nenhum aditivo, o fazendeiro é sábio e usa métodos tradicionais, não agressivos ao nosso corpo e ao nosso meio ambiente. E com a higiene que se pode ter hoje em dia, seu risco é praticamente igual a zero no que diz respeito a contaminações.

Todos os "alimentos" que vemos hoje em dia engarrafados, enlatados, congelados, disponíveis em todo lugar e em qualquer época do ano - salgadinhos, bolachas, biscoitos, misturas prontas para bolos e pães, margarinas, refrigerantes - fazem a fortuna de poucos, agridem o meio ambiente e o nosso organismo...

As nossas escolhas na mesa determinam não só o que será da nossa saúde, mas determinam fortemente a saúde do nosso planeta, do nosso meio ambiente.

A tecnologia atual facilita enormemente anossa vida diária, é verdade,e a idéia é que a tecnologia facilite cada dia mais, porém é bom lembrar que se toda essa tecnologia não for usada com sabedoria, em breve não teremos um futuro para aproveitá-la. Use a tecnologia a seu favor, mas use com sabedoria e sem desrespeitar a mãe natureza. 

A querida Aleksandra enviou-me a dica deste post sobre a invenção de um aparelhinho, parecido com um canudo, que filtra a água suja tornando-a potável. "O purificador portátil tem capacidade para filtrar até 700 litros de água suja ou 350 litros de água salgada."

"Seu uso elimina, de acordo com o fabricante, microorganismos causadores de diarréia, disenteria, tifóide e cólera, além de salmonela e outras bactérias causadoras de doenças." O mais interessante é que o custo é de cerca de U$3,00 e qualquer pessoa pode doar um aparelhinho, através desse site, para alguém que precise urgentemente de água potável, como as populações africanas.

Para nós, que ainda dispomos deste recurso natural, a escassez de água pode parecer um problema tão distante. No entanto, se continuarmos neste ritmo de desperdício e poluição, logo estaremos também tendo de pagar um preço elevado para ter acesso a este bem tão precioso.

"Atualmente, a população africana sofre as conseqüências combinadas de pouca água superficial limpa, calor, pobreza, subdesenvolvimento e guerras, e já está convivendo com escassez de água. Agravando a situação dos africanos, há a falta de vegetação e de umidade na natureza."

É preciso que cada um de nós faça a sua parte e ajude a preservar a água que ainda nos resta.


Clique para doar um aparelhinho

Fontes:
Doações do purificador de água
Energia eficiente
USP - água

São já quatro anos que os responsáveis por um dos programas de maior audiência dos finais de tarde italianos, levam avante essa campanha. O programa é "Caterpillar" e a campanha "M'illumino di meno" que quer dizer me ilumino de menos, quase que nem precisando de tradução. Além de ser um dos espaços radiofônicos de maior prestigio pois trata de problemas os mais variados e sempre com uma veia irônica, um de seus temas fortes é a conservação da natureza. Nessa quarta edição, foi introduzida a palavra "internacional" no subtítulo, o que demonstra que os promotores acreditam no sucesso e no alargamento da iniciativa, em face à enorme resposta positiva dos italianos nos últimos três anos.

A idéia é simplicíssima. Trata-se de apagar todas as luzes precisamente às 18 horas do dia 15 de fevereiro. Na verdade não se busca somente a economia de uns poucos Watts nesse dia, mas sim criar um evento notável que tem a capacidade de chamar a atenção dos cidadãos que não estão ligados a essa problemática, além de gerar debate.

Porque o desafio, inclusive o deste blog, é o de poder falar e sensibilizar um publico que vai além dos que normalmente se preocupam com o tema. Quem chega ao blog é porque um minimo de interesse tem e isso é ótimo. Mas é gente que está no mais das vezes, já fazendo sua parte. Ações como essa tem portanto o grande mérito de arregimentar as mentes distraídas. O que não é pouco.

Se conseguíssemos no Brasil criar algo do tipo, um grande passo teria sido dado. Aqui, no ano passado, até os palácios do governo em Roma apagaram suas luzes. Vamos ver o que podemos fazer a respeito.

Esse é um grande problema.

Vivemos em uma cultura que privilegia - e fortemente - as diferenças de gênero. Homem é Homem, mulher é Mulher. Masculino e feminino.

Há pouco começamos a aceitar com naturalidade que opção sexual não tem nada a ver com gênero. E, se nesse aspecto já é difícil, o que imaginar quando falamos de simples comportamentos como carregar uma bolsa.

Lembro-me do iniício da minha adolescência. Quase final do movimento hippie. Apesar de ser conhecido como o tempo da libertação das mulheres, foi também o tempo de libertação dos homens. Cabelos compridos, calças "boca-de-sino", colares, pulseiras, brincos e... bolsas.

Usei tudo isso. Era permitido. Era a moda que o mundo aceitava.

Dexou de ser! Regredimos ao tempo dos nossos pais e avós. Homens de cabelos compridos são vistos como sinal de imaturidade. No máximo, se presos em um "rabo-de-cavalo", são vistos como "autênticos". Brincos tornaram-se naturais. Mas bolsas não!

As bolsas permaneceram o reduto das mulheres. Pra tentar quebrar o nosso galho, inventaram a "capanga". Nome duro, lembra os parceiros de "machareza", os capangas. Convinha ao uso dos homens. Afinal, não era uma bolsa, era uma "capanga".

Certo, não levo tudo quanto as mulheres levam numa bolsa, mas levo quase: carteira, celular, cigarro, isqueiro, chaves, moedas, caneta...

Dia desses, minha filha ao me ver, caiu em gargalhadas. Tá rindo do quê? Perguntei. É que cada vez que te vejo com essa bolsa... Na verdade, não é uma bolsa, mas uma "capanga" comprada em Fortaleza. Me acompanha há quatro anos. Menos no trabalho, pois lá ando de "pasta executivo", com todas as mesmas coisas...

Transponha-se tudo isso para um supermercado!

Não bastasse a estranheza que causaria qualquer ser humano - seja do gênero que for - ao recusar as sacolas plásticas, mais ainda se vinda de um homem carregando sacolas de pano. Pois está na hora de mudar tudo isso.

Homem também usa sacola retornável no super!

Afinal, em muitas famílias são os homens que vão ao super...

Na luta para diminuir o consumo de plástico, valem atitudes que aliam criatividade e economia. Pensando em reduzir o impacto ambiental das sacolas de plástico no meio ambiente, a jornalista e educadora paulista, Luz Fernandez, nossa nova colaboradora no blog Faça a sua parte, tem se dedicado integralmente à questão ambiental.

Com o seu projeto de sacolas retornáveis exclusivas, que ela mesma confecciona, Luz acredita que, ao optar pela sacola reutilizáveis, a gente economiza os recursos do planeta e contribui de forma positiva na questão do aquecimento global.

O plástico filme, utilizado na fabricação de sacolas de plástico, é derivado de petróleo, uma fonte não-renovável. Utilizando-se uma sacola retornável de pano, vários sacos plásticos deixam de ser usados, o que é muito bom para o ambiente.

Vale a pena conferir o trabalho que Luz vem desenvolvendo, confeccionando as sacolas de pano (lindas). E, se ainda não mudou o hábito de evitar as sacolas plásticas, que tal começar já? Faça a sua parte!

Imagens: http://www.cozero.com.br/

Será que não poderíamos olhar um pouquinho para nossos queridos lixos e ver se não há coisas que não deveriam estar lá? Precisamos educar nosso olhar sobre o lixo e fazer as pazes com ele. Não é porque eu não preciso mais de algo que vou descartar sem me preocupar onde vai parar.

Gosto muito do conceito de lixo do Helio Mattar, do Instituto Akatu para o Consumo Consciente. Ele diz que não existe "jogar fora", pois não existe fora, uma vez que moramos todos dentro do mesmo planeta. Ao aceitarmos essa condição, todos nós podemos fazer diferente.

E como nem só de retórica vivemos, vamos às ações práticas. Vamos evitar saquinhos plásticos na lixeira do banheiro e da pia? Ao terminar a limpeza da cozinha, basta fazer a higienização do recipiente e pronto. No banheiro, forre a lixeira com papel de revista ou encarte de supermercado. Quanto menos plástico for parar nos lixões e aterros sanitários, melhor.

Na hora da compra, dê preferência a produtos com embalagens retornáveis ou que possam ser reutilizadas. Eu uso os potinhos e vidrinhos de produtos sem dó. Quando acabam, mando para a reciclagem. Ontem descobri que o rótulo pintado da nova embalagem de Doriana saí ao esfregar com a esponja. Legal, um potinho pra o colocar doce de banana que fiz hoje. A-D-O-R-O potinhos, caixinhas e similares, desde pequena.

Se cada um que tiver essas informações incorporá-las no seu dia-a-dia, olha quanto não economizamos de matéria-prima? Simples assim, praticamos os 3Rs: reduzimos, reutilizamos e reciclamos.

Dead Tree SocietyO povo do 50 graus, que conheci no Flickr (e graciosamente, permitiu o uso da imagem acima) está com campanha nova: Dead Tree Society. Em luta para conscientizar sobre a devastação causada pelo uso de papel. Em tempo de Kindle, um leitor de livros eletrônicos, web e telefones que permitem até publicar em blog, para quê papel?
Ainda usando meu molesquine lindo (com lápis - quando enche, apago tudo e começo de novo...) acompanho a discussão.
O aumento de jornais gratuitos, na Inglaterra, provocou uma enxurrada de jornais nas ruas (e bueiros) e o projeto freesheet, do qual todos podem participar enviando fotos. Mas o alerta Dead Tree Society é mais ríspido: não usar papel. Hoje, na edição da SuperInteressante (de capa verde), havia uma sugestão bacana: só usar bancos online, para evitar a impressão de boletos. Mesmo assim a gente ainda tem que guardar os comprovantes... Haja papel!
Esta é apenas uma das complexas questões que surgem de nosso modo de vida. Como vamos provar à receita (ou qualquer outro órgão público) que recolhemos nossas contribuições sem os recibos? Recentemente, vivi um pesadelo: o INSS perdeu (sim, perdeu) todos os registros de um determinado mês de 2004. E, graças a um furto em minha casa (os meliantes badernaram meus arquivos) eu não consigo encontrar o comprovante. E agora, José? Pague-se novamente, porque se eu não tenho como provar, isso significa que está em aberto.
E, vejam, tenho bem uns 5 quilos de papel altamente reciclável nestes arquivos - que tenho que guardar...
biju.JPGProcessadores, placas, teclados, monitores, computadores. O que era equipamento de ponta há alguns anos, já virou lixo para muita gente. O que fazer com tanto lixo digital?

No momento em que estamos preocupados com o descarte do lixo digital, nada mais apropriado do que as idéias super criativas da artista plástica Nana Hayne, que há mais de 5 anos tem a reciclagem digital, como parte do seu trabalho.

São colares, anéis, brincos, pulseiras, tiaras, broches, chaveiros, cintos, bolsas…e tudo o mais que for possível criar, feitos com peças do lixo digital.

Mais uma prova de que, com boa vontade e criatividade, o que se usa hoje, pode ser “transformado” amanhã e não jogado fora.

Mais peças aqui: http://nanahayne.wordpress.com/

China-e-bike.jpg



A Paula recentemente nos convidou a comentar sobre ciclovias e nós aqui do "Faça a sua parte" decidimos fazer então um post coletivo, dada a pertinência ambiental do tema. A Paula iniciou falando sobre a situação das ciclovias de São Paulo em seu blog. Para enriquecer o bojo de informações sobre o tema, escolhemos então mostrar o que vem sendo falado/visto sobre pedalagens em alguns locais do mundo, na saudável tentativa de gerar mais "bicicleteiros". A bicicleta é um dos meios de transporte mais verdes que existem. Ao trocarmos o carro por bicicleta (principalmente nas grandes cidades), evita-se a emissão de boas quantidades de CO2 para a atmosfera, e o meio ambiente, no fim das contas, agradece o gesto. 

Começando pelas vizinhanças de São Paulo, em São José dos Campos, a Silvia nos informou: 

"Existe uma lei municipal de 1992, a lei 4319, que prevê a implantação de ciclovias em São José dos Campos, SP, nas novas vias construídas. Entretanto, a cidade possui diversas vias construídas e reformadas desde então, porém sem contemplar as tais ciclovias. Diversas organizações e os próprios ciclistas já fizeram muitos abaixo-assinados e protestos pedindo que a lei seja cumprida, mas há diversos interesses políticos e econômicos envolvidos (como os das empresas de ônibus), e até o momento essas forças têm vencido na briga por mais segurança e mais qualidade de vida. O uso de bicicletas como meio de transporte é muito comum em São José dos Campos, entretanto os usuários, em sua maioria trabalhadores das classes menos abastadas e estudantes, têm que enfrentar carros, motos, vans e ônibus em seus trajetos. Há um forte movimento também por parte de pessoas que pedalam por lazer e esporte, entretanto a lei não sai do papel. 

Eu escrevi para a ONG Vale Verde, para a Secretaria de Transportes e para um blog de ciclistas para ver se consigo mais informações, pois a Vale Verde tem alguns textos, mas estão sem data e parecem ser antigos. Sei que a ONG tem um movimento chamado CicloVida, mas parece que as coisas estão meio paradas, pois desde o início de 2007 eu vejo só os mesmos textos lá no site."


Continuando na Via Dutra, a Denise nos oferece mais explicações sobre a situação do transporte ciclístico na Cidade Maravilhosa:

"O  projeto "Ciclovias Cariocas", criado em agosto de 1993, tem como principal objetivo viabilizar o uso da bicicleta para deslocamentos de pequenas e médias distâncias na cidade . Estima-se que existam no Rio de Janeiro cerca de três milhões de bicicletas, mais que o dobro da frota de automóveis.

Faz também parte do conjunto de programas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente voltados para a melhoria da qualidade do ar enquanto meio de transporte não poluente e saudável.  As rotas cicloviárias permitem a ligação entre os centros de bairro e a conexão com os meios de transporte de massa.

A implantação dos sistemas cicloviários compreende a implantação das ciclovias, ciclofaixas, faixas compartilhadas, bicicletários, sinalização adequada e a elaboração de normas, regras e campanhas educativas para a utilização segura deste veículo não motorizado no sistema de transporte."


Das vezes que estive no Rio, pelo menos na Zona Sul, é impressionante o número de pessoas que efetivamente usam as ciclovias para deslocamento pro trabalho. Animador de se ver. 

Indo na direção sul do Brasil, o Afonso nos conta como andam as ciclovias por Porto Alegre:

"O Plano Diretor Cicloviário de Porto Alegre deverá ser concluído até o final de outubro, quando poderá ser encaminhado à Câmara Municipal para análise. O andamento do Plano Diretor foi abordado no evento Quartas Temáticas, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), ontem, 12/janeiro. O projeto é uma parceria entre o Núcleo Amigos da Terra/Brasil e a Smam, viabilizado pelo Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA).

Segundo levantamentos realizados, o trecho prioritário contempla os ramos Sertório, Assis Brasil, Avenida Ipiranga e Restinga. Num primeiro momento, deverão ser implantados 18 Km de ciclovias. O traçado de uma rede ideal é de 400 Km. O custo da ciclovia é de R$ 100 mil por Km em vias já existentes. Na oportunidade, o titular da Smam, Beto Moesch, salientou que a EPTC deve incluir as ciclovias nas contrapartidas de grandes empreendimentos."


E a situação fora do país? Comento sobre a Alemanha:

"Minha experiência na Alemanha é muito positiva. Potsdam, a cidade onde morei, possui uma malha cicloviária de dar inveja. Não há rua que não tenha faixa de bicicletas, com sinalização adequada. Mas o ciclista também tem leis para seu tráfego no trânsito. As bicicletas precisam ter buzinas (e eles buzinam a cada curva fechada que fazem no trajeto) e luzes traseiras e dianteiras, caso queira pedalar à noite. Todos os meus colegas de trabalho pedalavam até o instituto, e mesmo no inverno rigoroso, muitos ainda se aventuravam em meio à neve. 

Em Berlim, não é diferente - aliás, a situação até melhora. A cidade possui 130km de ciclovias, e o metrô permite o embarque de bicicletas sem maiores empecilhos como catracas e afins. Menos da metade dos residentes têm carro, tornando fácil ver pessoas usando bicicletas para irem de um lado a outro - até para sair à noite: lembro de várias discotecas onde as pessoas chegavam de bike. As benesses de ser ciclista por lá são tantas, que a cidade foi eleita a 9ª melhor do mundo para se deslocar de bicicleta."


No mote "cidade grande & cidade pequena" na Europa, a Maria Augusta relata direto da França sobre Nancy e Paris:

"Na Grande Nancy, cidade onde moro no leste da França (266000 habitantes), existem 120 km de pistas cicláveis, além dos circuitos propostos ao longo das margens do rio Meurthe, que atravessa a cidade. Possui também um serviço de aluguel de bicicletas por algumas horas ou contratos de longa duração. O plano das pistas cicláveis pode ser visto aqui."

"Existem em Paris 197 Km de ciclovias, e 23 km suplementares nos bosques de Boulogne e Vincennes. Um primeiro eixo atravessa Paris de norte a sul, da Porte de Pantin à Porte de Vanves, passando pelo Chatêlet. E um segundo se estende de leste a oeste, do Bois de Vincennes ao Bois de Boulogne, passando pela Concorde.

Em julho e agosto as vias que margeiam o rio Sena (à direita indo do subterrâneo Albert I ao cais henri IV e à esquerda, do cais Anatole France ao cais Branly) são inteiramente reservadas às bicicletas, mas também aos pedestres e "rollers" nos domingos e dias feriados das 9 às 17h."

(Fonte: Portal da Juventude da Prefeitura de Paris, com mapa das ciclovias da cidade-luz.)


E conta também como é visto o sistema cicloviário na Holanda:

"A Holanda é o único país no mundo onde existem mais bicicletas (17 milhões) que habitantes (16 milhões).

As crianças, mesmo as menores, vão à escola de bicicleta, e um terço dos holandeses vão trabalhar usando este veiculo. Estudantes, advogados, professores: a bicicleta está na moda em todas as classes sociais. Nos últimos anos, os chuveiros se multiplicaram nos escritórios e alguns funcionários deixam no trabalho uma muda de roupa limpa que eles vestem ao chegar. A bicicleta é tão banal quanto uma caneta...Nos Países Baixos, existem 19000 km de ciclovias, nas cidades e entre elas. Geralmente, as ciclovias são verdadeiras ruas, separadas daquelas dos carros, que protegem perfeitamente os ciclistas. As pistas, aliás, não param nas cidades : elas percorrem toda a Holanda e margeiam as estradas. Os ciclistas passam sobre o alto dos diques, aproveitando a vista sobre o mar, enquanto os automobilistas passam pela parte mais baixa destes e só vêem o campo."


Na Italia, a situação nao difere muito do resto da Europa. O Flavio nos deixa então uma série de links para interessados em pedalar pela Italia:


"Pela ordem - ciclovias da Italia, ciclovias do Trentino, onde moro, Ciclovias da Europa e um outro site italiano dos amigos da bicicleta. Faço parte de um grupo do Yahoo que agenda encontros e passeios pelas ciclovais e é bem legal:

- Bicitalia (Rede Nacional Ciclavel)

- Trentino

- De bicicleta pela Europa

- Federação Italiana dos Amigos da Bicicleta "


Saindo da Europa em direção à Ásia, minha experiência do que presenciei na Coréia do Sul:

"Há estacionamentos de bicicletas em muitas estações de metrô de Seul, principalmente aquelas próximas a universidades. Apesar do esforço de se aumentar o número de usuários de bicicleta, ainda não há muitas ciclovias pela cidade, as bikes se misturam ao trânsito e/ou as calçadas e o risco de acidentes é grande. Também não via muitos jovens de bike, e sim os mais adultos, principalmente as "ajumas" (coreanas na faixa entre 40-50 anos), que carregavam desde compras aos filhos/netos na garupa."


E no meio do Pacífico, um paradoxo:

"No Havaí, supostamente o paraíso da geração saúde e local repleto de contato com a natureza, infelizmente pouco se usa bicicleta como meio de locomoção. O meio de transporte mais comum em Oahu (depois do carro, é claro) são as mobiletes, que queimam combustível e não contribuem para a melhoria da qualidade do ar. Há poucas ciclovias pela cidade de Honolulu, só na zona turística você as encontra mais facilmente. Mas foi no Havaí também que vi a invenção mais criativa pra bikes: um "suporte" lateral para carregar prancha de surf. Assim o surfista não precisa guiar com uma mão só. Ele coloca a prancha nesse suporte da bicicleta e pedala com as duas mãos no guidão, evitando acidentes. Um barato." (Foto dessa engenhoca aqui.)


São exemplos. Acho que há uma tendência mundial a incorporar melhor o trânsito de bikes pelas cidades, primordialmente para melhorar o tráfego geral, e colateralmente para uma melhoria da qualidade do ar e de vida das pessoas - quem pedala, exercita-se e mantém a forma, afastando de si problemas cardiovasculares e metabólicos comuns aos sedentários. Aguardamos que mais iniciativas favoráveis às pedaladas surjam pelo mundo e sejam abraçadas por governos interessados na melhoria do planeta. 


Revendo e tentando arrumar os "guardados", achei um "calendário ecológico" do ano de 2006, feito pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, SEMMA, da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, RS, com o tema "Biodiversidade Assegurada". Formando as duas capas e cada um dos doze meses, desenhos realizados por crianças das escolas municipais e que freqüentavam da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental.

Sem dúvida, uma grande inciativa da SEMMA. Vale a pena olhar um por um dos trabalhos. Clique em cada imagem para vê-la aumentada*.

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A SEMMA publica o calendário ecológico desde 2000 e estão todos disponíveis no site: veja-os aqui. Novamente, vale a pena olhar os trabalhos realizados pelas crianças.

 *Me dei ao trabalho de escanear todos. Depois é que vi que estavam disponíveis no site da SEMMA. Agora foi. Espero que a Prefeitura de Caxias do Sul não se incomode.

Natal, Ano Novo. Muitos brindes. Vinho delicioso. Mas é a outro vinho que me refiro: o vinho acre, ou ácido. O vinagre. Já que estamos falando em mudar o mundo, pelo menos em nossas atitudes ecoconscientes, lanço algumas sugestões para começar mudando o comportamente dentro de casa. E os homens que já estão se preparando pra correr, voltem! He he. Sim, pois a responsabilidade é de todos nós. É importante que façamos alterações em nosso estilo de vida e na organização doméstica a fim de colaborar para garantir a sobrevivência da Terra. São atitudes tão simples, que qualquer um pode desenvolver o hábito de realizá-las.


Vinagre, o mil e uma utilidades

No post de hoje, gostaria de relembrar algumas dicas para deixar o planeta mais limpo, começando pela nossa casa. E apenas com um único produto: o vinagre. Com ele, podemos diminuir o uso dos detergentes e substituir os produtos de limpeza à base de cloro . Uma solução de vinagre ou limão diluídos em água serve para limpar vidros e tirar gordura. O desodorizador de ambiente pode ser substituído por uma solução de ervas com vinagre ou suco de limão. Além de gastar menos dinheiro, estaremos evitando produtos responsáveis pelo aumento de doenças respiratórias e alergias.

Veja que dicas práticas e econômicas:

Na limpeza do banheiro, a maioria dos produtos de limpeza contêm cloro, substância extremamente irritante aos olhos, nariz e pele. Experimente vinagre puro 5% em um frasco limpo de pulverizador em seu banheiro, e use-o para a limpeza. O cheiro do vinagre desaparece em pouco tempo.

O vinagre puro é excelente para limpar a borda da pia do banheiro: basta pulverizar e remover com um pano. Se preferir, despeje vinagre e deixe descansar durante a noite, enxaguando pela manhã. Para acabar com aquele mofo que fica no banheiro, pulverize vinagre destilado branco na área mofada e deixe, sem enxaguar. O vinagre puro mata 99% das bactérias, 82% do mofo e 80% dos germes.

Para limpar janelas e espelhos, use três colheres de vinagre diluídas em 11 litros de água quente. Se o vidro estiver muito sujo, primeiro limpe-o com água e sabão. Para secar superfícies, utilize tecido de algodão reutilizado ou jornais velhos. O vinagre também é muito bom na copa e na cozinha. Pulverize-o na tábua de cortar carne, após o último uso, e deixe durante a noite. Para amaciar suas roupas, adicione ½ copo de vinagre durante o enxágüe.

Há muitas outras utilidades para o vinagre. Vejam aqui os usos surpreendentes deste coringa: na máquina de lavar roupas, na limpeza dos banheiros e da casa, nas lixeiras, em urina de animais, nos cabelos, no piso e balcão da cozinha , ufa, e muito mais.

Prefere o tradicional detergente?

Quer comprar os produtos industrializados para não passar por pão duro, he he? Então, procure utilizar produtos de limpeza sem fosfato, sem soda, sem cloro e sem CFC. Os detergentes para louça costumam conter fosfato, nutriente que provoca crescimento acelerado de algas em rios e lagos, causando a morte das espécies aquáticas. Por isto, utilize-os o menos possível ou os substitua pelos biodegradáveis, que podem ser absorvidos facilmente pelo meio ambiente. Existem no mercado produtos que não possuem tais ingredientes e não agridem sua saúde nem poluem o ambiente.

Então, tim tim! E um ano novo e limpinho para todos nós! Pelo menos a consciência…

O Colin Beavan, do No Impact Man, entrou numa fase interessante do projeto. Como já falamos aqui, ele se propôs a, junto com a família (esposa, filha e um cachorro), viver sob regras bastante rígidas para zerar seu impacto sobre o meio ambiente. A duração prevista para o projeto era de um ano. A fórmula básica usada por ele é "impacto negativo + impacto positivo = impacto zero". O objetivo dele, mesmo depois do fim da fase punk do projeto, é, no mínimo, não causar nenhum dano adicional à Terra por conta do seu modo de vida. Para isso, ele procura compensar as atitudes que têm um impacto negativo com outras que tenham um impacto positivo. Pois bem. No fim de novembro, acabou a fase cheia de regras do projeto. Agora ele entrou num processo de avaliar o que volta a ser como antes e o que pode e deve mudar para se viver uma vida sustentável. E talvez essa seja a parte do projeto mais interessante para nós, reles mortais. Ele já falou sobre a questão da eletricidade: voltou a usar a máquina de lavar (sem água quente), mantém a temperatura da geladeira no mínimo possível, apaga as luzes que não estão sendo usadas e tira da tomada os aparelhos que não estão sendo usados. Decidiu abolir a TV e o ar condicionado, além de ter optado por religar a energia da casa com uma opção verde de energia eólica. Mais uma vez, dicas sobre as quais a gente pode pensar e idéias que a gente pode copiar ou adaptar.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse neste sábado que a Amazônia está "sendo sufocada", ao encerrar a reunião do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em Valência. Ele afirma que o governo brasileiro avança no combate ao desmatamento e tem promovido o gerenciamento sustentável da floresta. Mas teme que o aquecimento global já esteja minando estes esforços. De acordo com a previsão do IPCC, grande parte da selva amazônica se transformará em savana. "Toda a humanidade deve assumir a responsabilidade em nome das gerações futuras", declarou Ban.

O texto que foi divulgado oficialmente neste sábado pelo secretário-geral não menciona a Amazônia ao listar ecossistemas onde já se percebem evidencias "fortes" de impacto da mudança climática. Mas os negociadores incluíram um quadro mais "suave" em que, entre vários exemplos, afirmam que "até meados do século, aumentos de temperaturas associados à redução do nível de água no solo devem ocasionar uma substituição gradual da floresta tropical por cerrado no leste da Amazônia".

Além disso, eles enfatizaram que terras semi-áridas do continente sul-americano - como o sertão nordestino - tendem a ser substituídas por vegetação árida.O alerta dos cientistas eleva a pressão para que os governos tomem medidas concretas contra o aquecimento global. O atual Protocolo de Kyoto, que estabelece metas de emissões de CO2 para nações desenvolvidas até 2012, vem sendo descumprido por vários países e sequer foi ratificado pelos Estados Unidos.Segundo ele, os países em desenvolvimentos devem ser ajudados em três frentes: com fundos para financiar a tecnologia de energias limpas; através de "correntes financeiras para adaptação"; e por uma maior cooperação em pesquisa e desenvolvimento científico, assim como a transferência de tecnologias limpas.

Sabemos que a maior concentração de fontes de emissão de CO2 está em países que rejeitaram ou não ratificaram o protocolo de Quioto, que visa à redução do aquecimento global. Como a mudança climática afetará mais efetivamente os países em desenvolvimento e o degelo provocará inundações em zonas montanhosas e escassez de água na Ásia meridional e na América do Sul, cabe aqui reiterar o fator humano por trás do aquecimento e a necessidade de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, especialmente pela queima de combustíveis fósseis. Segundo o relatório há possibilidades "reais e acessíveis" para combater essas mudanças.

Eu quero acreditar nisso.

Fonte imagem




Como o papo sobre a redução do uso de sacolas de plástico é recorrente - e também porque é uma coisa muito fácil que podemos fazer para reduzir o nosso impacto ambiental - aqui vão algumas dicas de onde você pode adquirir uma bolsa superfashion e ajudar o meio ambiente.

O Instituto Acqualung oferece um kit com duas Sacológicas e um lixo para carro. Novidade quentíssima da Luz Fernandez, tem também as sacolas retornáveis Carbono Zero. E as sacolas da Silvana Buena, divulgadas pela Mercedes Lorenzo no Folha Verde. A Carol Grilo, da FofysFactory, também lançou a ShopBag, a sacola ecológica da marca.

Se você também tem a sua versão de sacola ecológica ou conhece alguma legal, deixe o link nos comentários!


Foto daqui


Atualização em 1º de novembro de 2007


Para a turma prendada, a Denise indicou um site com instruções para fazer bolsas de crochê com sacolas plásticas (em inglês). Numa pesquisa rápida, encontrei este aqui, em português. Dá pra fazer coisas lindas!
Sou uma resmungona. Sou capaz de falar horas sobre os descalabros com o meio ambiente, com o planeta, entre nós mesmos. E, depois da pesquisa do Ibope que diz que o brasileiro sabe o que fazer, mas não faz, resolvi que o negócio é fazer. Ainda bem que o título deste blog é Faça a sua Parte. A cada dia um passinho. Você faz, depois esquece, aí faz de novo e quando vai ver, a mudança se transforma em hábito. A lista abaixo surgiu ao longo de muitos anos de olho na saúde do planeta azul.

Ações que adotei:

  • Separar o lixo reciclável + reduzir o consumo de embalagens não recicláveis/reaproveitáveis.
  • Lâmpadas econômicas na casa toda
  • Reduzi o uso absovente externo. Como as fraldas descartáveis, eles não são recicláveis. Os internos são de puro algodão.
  • Uso aquecimento a gás para o banho
  • "Salvei" três gatos da morte certa no Centro de Controle de Zoonoses. São lindos, carinhosos e fidelíssimos.
  • O jornal, as revistas e as latas de alumínio são "doados" à zeladora, que ganha um trocado vendendo para a reciclagem.
  • Evito PET. Não é reciclado, acaba no rio. Já vi o Pinheiros coberto de garrafas verdes. As latinhas, por outro lado, sempre terminam com catadores.
  • Quando compro cosméticos e produtos de beleza, me certifico de que não foram testados em animais.
  • Prefiro produtos que têm refil.
  • Evito produtos que não são biodegradáveis.
  • Levo minha própria sacola ao supermercado.
  • Fecho a torneira para escovar os dentes. Banhos são "curtos" (não tanto quanto deveriam, confesso). Ensinei a faxineira a lavar a cozinha com a água da máquina de lavar louça. Lavo a louça com a torneira fechada - e ainda vou aprender a lavar na bacia...
  • Prefiro móveis em madeira reciclada.
  • Alimentos orgânicos (não usam agrotóxico, que mais que detonar a saúde da gente, detona o entorno da plantação).
  • Pilhas e baterias vão para lojas que as recolhem. Apesar da pilha comum estar liberada no lixo, não coloco lá. Sempre que dá, escolho usar as recarregáveis.
  • Aviso a prefeitura sobre bueiros entupidos.
  • Ainda não consegui resolver a questão de como reciclar equipamentos. Tenho um teclado defeituoso, uma impressora "morta", quase uma centena de disquetes (:D) e um tanto de CDs que ainda não encontraram um destino bacana.
O apresentador da tv mostra o prêmio do concorrente e explica que a cama – o prêmio é uma cama – possui todas as partes de madeira, nada de pregos, parafusos ou cola e que, por isso, é uma cama ecológica. Apresso-me em esclarecer às minhas filhas que o conceito está errado, que a cama seria ecológica se produzida com material reciclado e que o apresentador é uma besta.

Há um ano e meio vou trabalhar de bicicleta. São só quinze minutos de pedaladas contra os dez minutos que levaria se fosse de carro. No caminho, são seis rotatórias construídas para eliminar os semáforos. Passo por um viaduto ou uso uma passagem subterrânea para atravessar a linha do trem. Cruzo com carros, motos, ônibus e caminhões enquanto atravesso a cidade de concreto e asfalto. Os aviões deixam um risco branco, silenciosos no alto do céu. Ouço, lá longe, um apito de fábrica chamando a boiada operária.

Fica difícil imaginar como era Piacenza antes que o bicho cidade tomasse conta do lugar. O cinturão verde em volta dela é um conjunto de terrenos agrícolas onde se planta feno, tomate e girassol. Os córregos foram domados em canais usados para irrigar a plantação. Um agricultor faz os últimos ajustes no trator e toma um gole d’água da garrafinha plástica.

Foram muitos os escritores, artistas, cineastas, cientistas, que imaginaram como seria a vida humana na Terra após uma imensa catástrofe natural ou provocada. Lemos os livros, apreciamos as obras, assistimos os filmes e nos informamos sobre as conclusões científicas. Nos divertimos e nos julgamos conscientes. Mas continuamos a abater árvores demais para fabricar camas; construímos rotatórias demais; andamos de carro demais e existe asfalto demais; circulam trens demais e viajamos em aviões demais; temos fábricas demais e usamos garrafas plásticas demais.

Transformamos o planeta em um formigueiro humano, com viadutos e passagens subterrâneas, ignorando e extinguindo outras espécies. Abatemos as florestas e plantamos monoculturas lucrativas. Caminhamos inexoravelmente para uma catástrofe provocada, mas a arrogância humana nos faz acreditar que, no fim, acharemos uma saída. No fim.

O apresentador da tv é o fiel representante do bicho homem que habita as cidades. Este ser capaz de criar músicas, livros, obras de arte, filmes, e de estudar cada milímetro deste mundo sólido, líquido e gasoso, mas incapaz de evitar a própria extinção. O apresentador da tv não está sozinho: somos todos umas bestas.

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