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Andando pelas ruas de Belém e vi a cena que é comum em muitas cidades: um jovem fumante, carona, acendeu seu último cigarro (do maço) e, com o braço do lado de fora do carro, lentamente começou a amassar a embalagem vazia até que a mesma se tranformou em uma bola de papel. Então deixou-a cair lenta e disfarçadamente de sua mão, como se esperasse que o gesto passasse despercebido por todos.
Tive vontade de sair do carro e ir lá interpelá-lo. Ou oferecer um saco de plático para colocar o lixo dentro. Mas, depois refleti que não era prudente.
As pessoas acreditam que a rua é de ninguém; assim ninguém precisa cuidar delas. A não ser os garis que são pagos para isso. E, assim não percebe que haverá necessidade de gastar mais verbas na contratação de pessoal e menos para escolas e saúde, principalmente.

Ele deve agir da mesma forma na sua casa, largando o lixo em qualquer lugar, porque terá uma empregada para arrumar sua bagunça. E se não tivesse ninguém para fazer isso? Sua morada iria se tranformar num chiqueiro (com o perdão da comparação aos porcos). E os visitantes iriam se enojar com o estado dela (se ele tivesse a coragem de convidar alguém para ir lá).
Será que o jovem aceitaria que alguém chegasse em sua casa e deixasse o lixo espalhado em sua sala ou em seu quarto, sem reclamar?

Acredito que a ação deveria fazer parte da educação ambiental.

Não adianta somente proibir ou multar os madeireiros pela devastação das florestas; tem que obrigá-los a plantar as árvores tiradas.

E quem transforma os rios em uma enorme lixeira pública deveria ser penalizado a coletar, nas praias, os restos jogados ao léu.

Os mineradores que já deixaram os buracos e modificaram a paisagem deveriam ser obrigados a repor o ambiente original.

Assim como quem joga o lixo na rua deveria ser obrigado a coletar, durante determinados dias, a sujeira produzida, mesmo que não fosse a dele.

Restaurantes, fábricas de sorvetes, produtores de out-door, supermercados, lojas e muitos outros segmentos empresariais deveriam passar, eventualmente, por um ciclo de educação ambiental de seus colaboradores e funcionários para , no mínimo, promover a diminuição da poluição ambiental.

Mas acredito que a pena maior deveria recair sobre o gestor municipal que não providenciar a arborização natural de, pelo menos, uma extensa e concorrida avenida durante seu mandato. Ou construir um parque municipal durante seu mandato.

Mas, quando isso já aconteceu por aqui, apesar das constantes e flagrantes ocorrências?


Laurie Cook quer lutar pelo direito de
utilizar um varal no seu jardim

A dona-de-casa Laurie Cook está (imaginem!) violando a lei ao pendurar sua roupa para secar em um varal no quintal de sua casa, em um subúrbio elegante na província de Ontário, que proíbe varais ao ar livre.

Leis que promovem a suspensão da proibição aos varais estão em debate em Connecticut, Vermont e Colorado. Motivados por preocupações ambientais e pela disparada nos custos da energia, consumidores estão reavaliando seus hábitos de secagem. O grupo de varejo britânico ASDA informou que, nos primeiros quatro meses de 2007, as vendas de varais subiram em 150% e as de pregadores de roupa em mais de 1.000%. A Hills Industries, da Austrália, cujo produto central são varais de secagem múltipla, reportou que a receita de sua divisão de produtos domésticos subiu em 15% em 2007.

As secadoras elétricas são aparelhos que mais consomem energia no domicílio: superam o consumo do refrigerador e respondem por 6% do consumo total da casa, ainda que sejam usadas apenas de forma intermitente. O varal é uma alternativa simples, barata e sem emissões de carbono. As emissões domésticas respondem por um quarto do total de emissões em países desenvolvidos, e, cerca de um terço da redução de emissões no setor doméstico vem de mudanças de hábitos, de acordo com o Instituto de Mudança Ambiental da Universidade de Oxford.

Ontário, onde Laurie Cook mora, é um dos lugares que estão considerando revogar as proibições a varais, que se tornaram comuns na América do Norte e em partes da Europa. O governo colocará o projeto de lei em debate e o submeterá a votação em breve. "Não estou preocupada com as queixas", ela disse. "Hoje em dia, as pessoas que precisam se esconder não são as que penduram roupas no quintal para secar, mas aquelas que se opõem a essa idéia".

Fonte: New York Time

Em 2007, o Faça a sua Parte lançou, como tema da blogagem coletiva do Dia da Terra, uma proposta: cada um deveria definir metas para fazer algo de concreto pela Terra ao longo do ano. Mudar hábitos. Eu atrasei um bocado o meu texto, mas publiquei, lá no Futuro do Presente. E, gente, eu consegui. Há um ano, eu achava as metas difíceis. Mas, conforme você vai se esforçando para implementá-las, elas viram rotina. Hoje, olho para o lado e não entendo por que as pessoas acham tão difícil mudar hábitos. É muito fácil desligar o chuveiro na hora do banho, até no inverno! E o jantar vegetariano já acontece quase todos os dias. E, pronto, resolvi que, embora não seja esta a proposta para 2008, vou continuar com o esquema de metas.

 

Portanto, ao longo do próximo ano, minhas metas são:

 

Andar menos de carro

 

Carros poluem. Pra caramba. O ar que eu respiro. O ar que as minhas filhas respiram. Moro numa cidade que não foi feita para pedestres ou ciclistas. Espero que isso mude, que o futuro seja mais limpo. Enquanto não muda, abrir mão de vez do carro não é uma opção. Mas pensar em esquemas de carona para levar as crianças para escola, por exemplo, pode ajudar. É pouco? Pode ser. Mas devagar se vai ao longe.

 

Muitos acreditavam - alguns ainda acreditam - que a solução estivesse nos biocombustíveis. Bem, hoje já sabemos que não é bem assim. Se, saindo lá pelo escapamento, a fumacinha é menos poluente, o processo de produção é controverso. Gera desmatamento, compete com o cultivo de alimentos. Leia mais sobre o assunto.

 

Limpeza ecológica

 

Já tenho procurado usar produtos ecológicos para lavar roupa. Mas a limpeza da casa ainda deixa a desejar - e, muitas vezes, até a da roupa, por falta de conhecimento e experiência com produtos naturais que dêem conta do recado de lavar roupinhas encardidíssimas das filhotas. A nossa Denise Rangel é craque no assunto. É claro que vou pedir a ajuda dela. :-)

 

E, além de não poluir o meio ambiente, os produtos naturais, quem diria, são melhores para a saúde. Sim, a química dos produtos industrializados tradicionais é uma coisa de louco. Este artigo da revista Mothering (em inglês, fala dos produtos químicos a que ficamos expostos quando usamos os produtos convencionais. O Dr. Mercola também fala sobre o assunto, mais uma vez em inglês.

 

Hora dessas eu desenvolvo esse assunto, em português.

 

Feliz Dia da Terra!

O livro Apocalipse Motorizado - A Tirania do Automóvel em um Mundo Poluído pode ser baixado gratuitamente no site da editora Conrad até o dia 30 de abril.

O livro traz uma coletânea de textos que discutem a dependência que nossa sociedade tem com os carros e os efeitos colaterais disso - poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social. Num dos capítulos, são propostas ações práticas para diminuir essa dependência - andar mais a pé e de bicicleta, usar transporte público, fazer passeios mais próximos de casa, e por aí vai.

O livro é ilustrado pelo cartunista americano Andy Singer, autor do livro CARtoons.

Uma proposta que não lembro se está no livro mas que é levada a cabo todos os anos pelo grupo Rebar, formado em 2004 por um grupo de ativistas, designers e artistas, é o de ocupar vagas de estacionamento nas ruas. O Rebar tenta mostrar às pessoas que não devemos simplesmente aceitar passivamente nossa vida cotidiana e suas relações sociais aparentemente auto-evidentes.

Como funciona essa ocupação? Veja o vídeo.

A iniciativa, batizada de Park(ing) Day, acontece todos os anos em São Francisco (EUA) e em outras cidades do mundo. Este ano será no dia 19 de setembro. No ano passado, Rio, São Paulo e Belo Horizonte participaram, além de outras 47 cidades de todo o mundo. A missão dessa divertida ação é repensar a forma como as ruas são usadas, chamar a atenção para a necessidade de parques urbanos e melhorar a qualidade do habitat urbano humano.

Quer saber como fazer um desses mini-parques urbanos? Clique aqui então!
Das tantas definições que o Dicionário Houaiss dá para a palavra consciência, duas nos importam:

1. "conjunto de idéias, atitudes, crenças de um grupo de indivíduos, relativamente ao que têm em comum ou ao mundo que os cerca"

2. "entendimento acerca de ou interesse por determinado tema ou idéia, esp. por problemas sociais e políticos"

Para a segunda, Houaiss utiliza o seguinte exemplo: " <a população está tomando c. da necessidade de defender o meio ambiente>"

E leio a 1ª edição, de 2001. Veja-se que a preocupação com o meio ambiente já foi dicionarizada há um bom tempo.

Isso é o Faça a sua parte: um grupo de indivíduos com um conjunto comum de crenças. idéias e atitudes em relação ao mundo que nos cerca, em especial o entendimento com relação às questões do meio ambiente.

E entendemos mais: entendemos que dentre os diversos papéis que podemos exercer como cidadãos, um deles é o de procurar "ativar" a consciência das pessoas para os problemas do meio ambiente.

Filosofia? Pode ser! Muda o mundo? Pode ser, depende apenas das pessoas entenderem que tudo começa com um pensamento, uma idéia, uma filosofia. A história nos mostra que grandes foram os homens (gênero) que pensaram e grandes foram os homens que fizeram. Maiores ainda, no entanto, foram os homens que pensaram e transformaram suas idéias em ação. E aqui, sem juízo de valor quanto ao fato de que algumas idéias tenham se transformado em más ações.

O importante é que tudo começa com a "tomada de consciência". E ter consciência é algo que dói. Sábado, por exemplo, não pude apagar todas as luzes da casa (a lâmpada de cabeceira permaneceu acesa) e tão pouco a televisão. O apagar das luzes aconteceu justamente no horário dos dois programas prediletos da minha filha de dois anos, a Condessa: "Os Backyardigans" e "Piggle Winks" (confesso: são também os meus prediletos). Tudo o mais foi desligado.

Resultado: uma hora de dor e uma hora de prazer. Dor pela dúvida da consciência; prazer por ter aproveitado essa hora para ficar com a minha filha, em vez de ficar aqui, no computador, escrevendo e gastando "luz". Dor porque durante uma hora um pensamento não saiu da consciência: fiz a minha parte? Ou sera que apenas escrevo filosofia? Terei conseguido ser um homem que pensa e faz? Ou apenas "faço de conta"?

O que aconteceu comigo, é o que gostaríamos que acontecesse com todos: a dor. A dor do pensar, a dor da conciência. Mas também o prazer; o prazer de descobrir que há vida além do consumo, do exagerado conforto, do pensar somente em si.

U'a mobilização tomará conta do planeta hoje: a "Earth Hour". Cidades de 35 países, incluindo o Brasil, e cidadãos do mundo todo apagarão as luzes e eletrodomésticos das 20h às 21h.

Reproduzo notícia do Yahoo!:

"Sydney (Austrália), 28 mar (EFE).- Cidades de 35 países de todo o mundo, incluindo o Brasil, se inscreveram até o momento para participar da "Earth Hour", uma iniciativa contra a mudança climática lançada pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) na Austrália.


Além do Brasil, a lista do WWF inclui Espanha, Argentina, Bolívia, México, Uruguai e Venezuela, entre vários outros países.

A "Earth Hour" consiste em apagar neste sábado, das 20h às 21h, luzes e eletrodomésticos por uma hora.

"A mobilização se transformou em um acontecimento mundial muito maior do que poderíamos imaginar", disse hoje o porta-voz da organização, Andy Ridley.

"Já são quase 400 cidades, 18.876 empresas e 257.165 cidadãos que se registraram na página do evento, mas sabemos, pela experiência do ano passado, que muitas pessoas apagam as luzes sem se inscrever", disse Ridley.

Em 2007, a "Earth Hour" aconteceu somente em Sydney e reuniu mais de 2 milhões de pessoas, segundo uma pesquisa, além de 2.100 empresas, cinemas, teatros, restaurantes, bares, discotecas, clubes esportivos, escolas e igrejas.

Os organizadores acreditam que a edição deste ano vai superar os 30 milhões de pessoas na Austrália, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Filipinas, Israel, Irlanda e Tailândia, entre outros.

É "surpreendente como alguns países, nos quais não há nem representação do WWF, também estão preparando atos espetaculares", expressou Ridley. EFE mg/mh"


E você? Apagará as luzes nessa hora? Parece fácil? Pois não é! Devo admitir que mesmo na minha casa não será fácil descobrir o que fazer, no escuro, com uma criança pequena, justo no horário em que ela está acostumada a tomar banho.

Mas é justamente esse o desafio proposto: mais do que um simples apagar luzes, significa o desafio de repensar nossas opções de vida. Quem sabe aproveitamos essa hora (mesmo que de luz acesa) para pensar em como viveríamos, hoje em dia, sem energia elétrica? Quem sabe aproveitamos para dar a devida dimensão para algo que basta "apertar o interruptor" e ela vem?

Um dos primeiros (e grande) problemas que perceberemos com as mudanças climáticas que estão ocorrendo, é uma mudança no regime das chuvas. Ora, a energia elétrica vem da chuva, não é mesmo? Usar racionalmente a energia elétrica significa aprender a conviver com a sua possível falta. Mas a coisa toda não deve parar por aí: a "Earth Hour" deve servir para que todos os dias façamos a nossa "Earth Hour", o quem sabe alguns "Earth Minute", desligando o "stand by" da televisão, do som, a tela do computador quando não estivermos por perto, etc.

Se a natureza agradecerá, imagina o seu bolso no final do mês. FAÇA A SUA PARTE!
Uma dica que estava na primeira página do iG e que me chamou a atenção: no blog do Dr. Chicletinho, um post sobre uma casa toda feita em papel reciclado, construída numa praça em Londres e que será itinerante, para incentivar as pessoas a reciclar. As fotos do interior da casa de jornal são uma graça. Adorei!


Minha Princesinha adora batatas fritas, nugets, pastéis e todas aquelas porcarias que as mães teimam em servir a seus filhos. E todo aquele óleo, que iria contaminar o meio ambiente, vira sabão, deixando, assim, de poluir as águas e a atmosfera e contribuir para diminuir o aquecimento global.

Segundo o professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alexandre D'Avignon, "a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera, um dos principais gases causadores do efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra. O óleo de cozinha que vai para o ralo da pia chega ao oceano pelas redes de esgoto. Em contato com água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano."

Minha filha fez a experiência, filtrando o óleo de cozinha usado e misturando-o, aquecido, à soda cáustica, aromatizante e água. A soda é tóxica, e foi preciso usar luvas para evitar queimaduras na pele e tomar cuidado com as vias respiratórias. Depois de pronto, o sabão ficou assim, em potes. Mas, se preferir, pode ser feito em um tabuleiro para ser cortado em barras.

Ele é um sabão biodegradável, que se decompõe por bactérias depois de usado. É ecológico porque evita que o óleo chegue aos rios e cause degradação da água e impermeabilização do solo.

A receitinha:

  1. Peneire o óleo para retirar os resíduos e impurezas;
  2. Aqueça o óleo sem deixar ferver;
  3. Use luvas e adicione soda cáustica (350ml para cada litro de óleo);
  4. Para dar perfume ao sabão, adicione 1ml de aromatizante ou amaciante.
  5. Coloque 400ml  de água morna (para cada litro de óleo).
  6. Mexa lentamente durante 20minutos;
  7. Deixe descansar por um dia se for cortar em barras;
  8. Após uma semana o sabão está pronto para ser usado.

Fonte: Ambiente em foco
imagens: sabão feito em casa por minha filha

Depois que a designer inglesa Anya Hindmarch lançou a sacola "i'm not a plastic bag" (eu não sou uma sacola de plástico), muita gente aderiu ao hábito , simplesmente para estar em dia com a moda. Muitas empresas perceberam que estas bolsas estão virando moda e passaram a produzir, também, suas sacolas. É óbvio que há uma expectativa comercial ao explorar o tema ecológico. É inegável que vender produtos que não agridam o ambiente é uma atitude muito importante para a natureza, além de funcionar como propaganda para a empresa.

Esta é a crítica de muitas pessoas à atitude dos lançadores das sacolas: que visam apenas ao lucro e nós, ingenuamente, acreditamos que o objetivo de tais empresas é mostrar sua responsabilidade ecológica. Acredito que, independentemente de quais forem os objetivos das empresas, o importante é que, já que querem ganhar dinheiro, pelo menos ofereçam alternativas de produtos que não agridam o meio ambiente.

Mesmo com o crescimento da consciência ecológica, muitos ainda não assimilaram que pequenas mudanças no seu dia-a-dia são imprescindíveis para beneficiar o meio-ambiente. Alguns supermercados já usam estratégias para convencer a população a levar sua própria sacola e reduzir o uso do produto. Há lojas que vendem as sacolas alternativas para os clientes colocarem as compras, mas continuam oferecendo as sacolinhas de plástico. Obviamente, poucos compram uma sacola alternativa, se podem levar as que são grátis, e sem limite de quantidade.

Em Olinda, no Recife, já há supermercados que oferecem caixas de papelão aos clientes, em vez de sacolas plásticas. De acordo com a gerência de um dos estabelecimentos, para disponibilizar as sacolas aos clientes, o supermercado teria de gastar R$ 30 mil por mês, mas, reaproveitando as caixas de papelão, não gasta nada.

Em uma locadora do Centro do Recife, os clientes só levam os filmes para casa em saquinhos de TNT. A novidade por lá, também já está chegando às lojas dos shoppings. Há lojas em que o modelo antigo, de plástico, está sendo substituído aos poucos por bolsas feitas de juta. "A principio é uma promoção da loja, mas a longo prazo, a idéia é substituir todas as sacolas de plástico por bolsas de juta", informa Thiago Cavalcanti, gerente de uma das lojas.

Todos sabemos que o problema de desperdício de sacos plásticos é muito grave. Embora algumas pessoas aleguem que usam as sacolas para colocar o lixo, muitas têm o péssimo hábito de jogá-las nas ruas e nas praias. Talvez, se a cobrança das sacolas nos supermercados fosse obrigatória, as pessoas passariam a vê-las como um artigo valioso e não as desperdiçariam. Seria interessante se as lojas e os mercados oferecessem sacolas de outros materiais como brinde, de modo a estimular os clientes a trazê-las nas próximas compras.

Se não queremos dar lucro ou fazer propaganda para as empresas que vendem as sacolas alternativas, então, façamos nossa própria sacola. Eu tenho duas: uma de lona e outra de plástico. Há os modelos de linha ou de pano, dobráveis, que cabem em qualquer bolsa. Já se tornou um hábito, para mim, colocar meus produtos diretamente dentro da bolsa (uso as grandes), recusando as embalagens plásticas, quando vou à farmácia ou ao armarinho.

Não podemos, não devemos, absolutamente, nos negarmos a adquirir o hábito de carregar a própria sacola de lona, tricô ou pano às compras . Esta é uma atitude altamente ecológica de amor à natureza. Afinal, quem lucra com as sacolas alternativas? Quem leva o lucro maior, com certeza, é o Planeta.

imagens reproduzidas do Google

Texto de Pat Feldman, do blog Crianças na Cozinha

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Sim, uma alimentação saudável é com certeza uma alimentação "ecológica", que faz bem para o meio ambiente e para a saúde do nosso planeta.

A base de uma alimentação saudável se compõe de alimentos livres de agrotóxicos, cultivados em solos ricos em minerais e carnes de animais criados soltos, pastando, como sempre foi na natureza. Plantações tendem a cansar o solo. Plantações "regadas" a agrotóxicos esgotam o solo e tudo à sua volta. Animais criados em regime de confinamento estão condenados à falta de saúde absoluta, além de contribuírem para o desequilíbrio no meio ambiente.

O caminho para a saúde inclui a busca por esse tipo de alimento, a exigência por condições mais humanas para a criação de animais, plantações sem agrotóxicos em propriedades auto-sustentáveis - as fazendas orgânicas costumam funcionar dessa forma. O preço pode ser um pouco maior do que os alimentos produzidos com a ajuda de tantos aditivos químicos e sofrimentos, mas com certeza esse valor é muito menos do que o necessário para nos curarmos de doenças e menos ainda do que o necessário para depois tentar consertar o enorme estrago no mundo e na natureza. O fazendeiro que se preocupa com o meio ambiente, e não só com lucros cada vez maiores, merece a recompensa!

Podemos fazer a nossa parte no negócio não só buscando os orgânicos, mas também buscando muito mais os produtos artesanais, caseiros e evitando, desprezando os produtos altamente industrializados, que não fazem bem à nossa saúde e muito menos ao meio ambiente. Temos que deixar de lado o preconceito de que um alimento artesanal pode fazer mal para a saúde ou estar contaminado. Procurando um pouco, você sempre encontrará um fornecedor de confiança!

O processamento mínimo, que mantém integralmente o valor nutritivo dos alimentos, é algo que pode ser feito na própria fazenda produtora - do leite se faz o iogurte, se obtém queijos, creme de leite e manteiga. Dos grãos se obtém farinhas moídas na hora, extremamente frescas e nada oxidadas, além de integrais - completas em todos os sentidos. Com diversos legumes e verduras o fazendeiro pode artesanalmente preparar as mais variadas e saborosas conservas e caldos. Com carnes - aquelas carnes do gado feliz - o nosso fazendeiro ecológico prepara salsichas, embutidos, carnes secas e defumadas - sem nenhum aditivo, o fazendeiro é sábio e usa métodos tradicionais, não agressivos ao nosso corpo e ao nosso meio ambiente. E com a higiene que se pode ter hoje em dia, seu risco é praticamente igual a zero no que diz respeito a contaminações.

Todos os "alimentos" que vemos hoje em dia engarrafados, enlatados, congelados, disponíveis em todo lugar e em qualquer época do ano - salgadinhos, bolachas, biscoitos, misturas prontas para bolos e pães, margarinas, refrigerantes - fazem a fortuna de poucos, agridem o meio ambiente e o nosso organismo...

As nossas escolhas na mesa determinam não só o que será da nossa saúde, mas determinam fortemente a saúde do nosso planeta, do nosso meio ambiente.

A tecnologia atual facilita enormemente anossa vida diária, é verdade,e a idéia é que a tecnologia facilite cada dia mais, porém é bom lembrar que se toda essa tecnologia não for usada com sabedoria, em breve não teremos um futuro para aproveitá-la. Use a tecnologia a seu favor, mas use com sabedoria e sem desrespeitar a mãe natureza. 

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