Toda festa programada é um saco, mas o Carnaval em acréscimo, é patético. Porque tem uma origem tristíssima. Os pobres escravos pagãos da velha Roma, para que não enlouquecerem de tudo, tinham esses dias para um remendo de alegria na infinita dureza de todos os dias. Quando essa festa chega através dos séculos e dos navios até as terras brasileiras encontra terreno propicio. Cheia de escravos, avidos de um momento que fosse de libertação, se transforma pouco a pouco no que é hoje: uma festa de escravos que travestindo-se de nobres do século 19, ou dando-se é louca jóia de viver mas somente por poucos dias, acreditam que tem a grande sorte de viver ali. Além disso, como tudo no século XX, virou espetáculo, diga-se, business.
Mas...
Qual é o impacto ambiental do Carnaval? Quanto custa em termos
ecológicos a construção de carros, roupas (quando se usam) e agregados
que na maioria dos casos vai parar no lixo? Quanta energia se gasta para a produção de tudo isso e também das luzes extras que por todo lugar despontam?
Alguém já fez esse calculo?
Enquanto aguardo eventuais (esses dias?) respostas, deixo uma receita: Festa quando dà na telha e com quem se ama e alegria sempre.
Nossa, pergunta difícil... Eu não acompanhei nada do Carnaval, exceto pelo fato de ter levado as crianças no bailinho do clube no domingo - não compramos fantasias novas, eram as que elas já tinham para brincar mesmo. Eu "pulei" na aula de hidroginástica da sexta-feira, mas também só usando coisas que já tínhamos. Ouvi dizer que algumas escolas de samba fizeram umas parcerias para reaproveitar o que sobrou de carnavais passados... Mas certamente o lixo gerado no Carnaval é enorme.
Mas sustentabilidade se faz todos os dias, e me desanima ver que as pessoas não querem fazer mudanças simples, como recusar um saco plástico dentro do outro (e olha que nem digo que seja para fazer o que eu faço, que é carregar os próprios sacos - reutilizados até não ter mais jeito; só queria que recusassem o desnecessário mesmo).
Como escreveu o Germano no post replicado pelo Afonso, enquanto a sociedade não quiser, nada muda.